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Livros do mês: Janeiro 2023
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Montra de Destaques

Referência:14979
Autor:AAVV
Título:PORTUGAL MILITAR: Revista Mensal Illustrada. (1903-1904)
Descrição:

 

Off. da Pap. Estevão Nunes & Filhos, Lisboa, 1903-1904. Nº 1, de Janeiro de 1903, a nº 24 de Dezembro de 1904, encadernadas em dois volumes,162 e 192 páginas. Encadernação editorial lavrada com ferros a pigmento negro e dourado com índices. Boa impressão sobre papel de qualdiade superior. Excelente estado de conservação embora com ligeiro amarelecimento generalizado.

Observações:

Notável revista sobre temas militares, muito ilustrada. Apresenta igual forma rubricas monográficas sobre terras portuguesas que apresentam sistemas arquitectónicos de defesa,  inúmeras biografias e secções literárias dedicadas à poesia. Salientam-se de igual importância os capítulos dedicados a tipos de embarcações desde galeotas, galés, submarinos e outros tipos de navios de guerra.

Preço:125,00€

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Referência:14983
Autor:ANDRADE, Eugénio de
Título:CHUVA SOBRE O ROSTO
Descrição:

 Porto, 1982. In-8.º gr. de 32-(3) págs. Brochado. Ilustrado. Exemplar em bom estado. Inserido na Colecção "O Aprendiz de Feiticeiro".

Os poemas de Eugénio de Andrade fazem-se acompanhar de um desenho-retrato de sua mãe pelo escultor José Rodrigues.

Ostenta uma dedicatória autógrafa pelo punho do poeta ao livreiro, e seu amigo, Fernando Fernandes.

Observações:

Trata-se de uma segunda edição aumentada.

"... É todo um mundo confuso, de penetração difícil, tanto mais difícil quanto mais pretendo pô-lo claro, transparente. Não sei se houve primeiro lágrimas ou o som do harmónio. Em todo o caso lembro-me de duas casas - uma na Eira, outra no Adro. Sei que as lágrimas e as estrelas eram na casa da Eira e a música do harmónio na casa do Adro.

Minha mãe disse-me que eu nasci na casa do Adro, e só um pouco mais tarde, quando a família a abandonou de todo, nos mudámos para a casa da Eira. Ambas eram casas pequenas, térreas, com duas divisões, mais que suficientes para mãe e filho viverem. Ainda há poucos anos vi essas casitas onde eu e a mãe começámos a ser um do outro, e pareceram-me incrivelmente pequenas, mais pequenas mesmo do que certas salas de brinquedos que os meninos ricos têm na cidade ...".

Preço:25,00€

Referência:14973
Autor:CASTRO, Augusto Mendes Simões de
Título:O BRASÃO DE COIMBRA. Resenha do que escreveram e disseram acerca d'elle alguns auctores distinctos. Colligida e annotada por ...
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, (1872). In-8º de 59-(2) págs. Brochado, com ligeiros picos de acidez, tipo foxing.

De RARO aparecimento no mercado. Cândido Nazareth refere apenas uma edição com o mesmo título, rara, de poucos exemplares impressos posteriomente ao nosso, isto é,  em 1895. Referido apenas na exaustiva Bibliografia Coimbrã de José Pinto Loureiro que nos diz tratar-se ser uma separata (como tal, habitual à epoca de reduzida tiragem) do Instituto Vol XV, p. 107, 135 e 161. No entanto, por comparação das manchas tipográficas de ambas as impressões, com diferentes formatos, acreditamos ser uma publicação independente à margem de O Instituto.

Observações:

Na apresentação do livrinho, lê-se o seguinte:
"... Nenhuma das cidades de Portugal possue mais formoso e celebrado brasão que a de Coimbra; formoso na sua composição, celebrado pelo que d'elle têm escripto e dissertado alguns dos nossos escriptores mais distinctos. Como tudo o que respeita à cidade do Mondego, tambem o seu brasão inspira vivo interesse; tambem se acha cercado de poesia infinda, de romanticas e curiosas tradições. A sua explicação, verdadeira ou phantastica, tem dado margem a formosas paginas de notaveis prosadores; distintos poetas a têm cantado em harmoniosos versos, ou têm formado d'ella episodios interessantes, com que ornaram seus poemas e composições; a romancistas celebrados tem dado assumpto para phantasiosos contos; finalmente oradores e moralistas insignes nella têm achado motivos para longo dissertar em boa e proveitosa doctrina ...".

São referidos e transcritos fragmentos de textos que referem ou descrevem as Armas da Cidade de Coimbra, da autoria de Fr. Bernardo de Brito, Fr. Agostinho de Santo Agostinho, Manuel Severim de Faria, Francisco Leitão Ferreira, António Coelho Gasco, Francisco Sá de Miranda, Gil Vicente, Ignacio de Moares, Fr. Heitor Pinto, Pedro de Mariz, Vasco Mousinho de Quebedo, Fr. Jorge Pinheiro, Miguel Leitão de Andrade, Gabriel Pereira de CAstro, António Carvalho da Costa, D. José BArbosa, José Correia de Melo e Brito de Alvim Pinto, José Freire de Serpa, A. M. Seabra de Albuquerque e João Rodrigues de Sá.

Preço:70,00€

Referência:14990
Autor:CASTRO, Eugénio de
Título:A MOSCA - Bijou Litterario. 7 nº em duas séries. (10 de Setembro 1882 a 20 de Dezembro 1882)
Descrição:

Typ. S. e S., Coimbra, 1882. In-4º pequeno de cinco números (de sete) e um suplemento em duas séries. Brochado. Impressão nítida sobre papel de cor laranja, com excepçao do último númro, sobre papel creme. Capa de brochura imprssa em separado para albergar todos os números. Foi redactor e fundador, Eugénio de Castro.

Na primeira série, o primeiro nº tem a data 10 de Setembro de 1882, o nº 2 de 17 de Setembro de 1882, o nº 3º de 24 de Steembro de 1882, o nº 4º de 1 de Outurbo de 1882. A segunda série, composta por três números, tem como nº 1 a data 3 de Dezembro de 1882, o nº 2 a data de 10 de Dezembro de 1882 e o nº 3 a data de 20 de Dezembro de 1882. Apresenta ainda um Suplemento ao nº 4 (da primeira série) com data 2 de Outubro de 1882 e que é uma folhinha de informação de suspensão de publicação.

No exemplar que se apresenta, falta o nº 1 e 3 da primeira série.

Observações:

RARÍSSIMA publicação periódica, anterior à publicação de estreia (Chrystalizações da Morte, 1884) do maior poeta simbolista português (e dos mais destacados e reconhecidos poetas europeus nesta corrente artística literária) que foi EUGÉNIO DE CASTRO (contava então 13 anos !!!), desconhecidíssima dos catálogos dos avançadas colecções de literatura portuguesa, dos bibliófilos de primeira linha (Almeida Marques, Aulio Gélio Godinho, Avila Perez, Cândido Augusto Nazareth, João Ameal, Laureano Barros, etc ...). Tão pouco inexistente na Biblioteca Nacional, ou em outra qualquer importante biblioteca pública nacional. Excepção  verifica-se na Biblioteca da Câmara Muncipal de Coimbra, que descreve na sua Jornais e Revistas de Coimbra (1931, p. 47) com a existência de apenas um exemplar, embora incompleta, da primeira série, admitindo a existência de uma segunda série, mas inexistente no seu acervo.

Teve colaboração de Alfredo Costa, Fernando Chénier, José Mourão, António Horta, Alfredo da Câmara, Raul de Soils, Eugénio de Castro entre outros.

Preço:900,00€

Referência:14996
Autor:FRANCO, Francisco de Mello
Título:TRATADO DA EDUCAÇÃO FYSICA DOS MENINOS para uso da nação portugueza publicado por ordem da Academia Real das Sciencias.
Descrição:

Na Officina da Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1790. In-8º de VIII-119 págs. Encadernação coeva em pele com pastas decoradas com papel pintado. Leves manchas ao longo do miolo, e na charneira, sem comprometer a estrutura sólida do papel. Rubrica de posse coeva no frontispício. Apesar de alguns defeitos, muito bom exemplar desta já OBRA MUITO RARA.

Observações:

Primeiro livro de pediatria em língua portuguesa, considerado também como o primeiro dedicado exclusivamente à puericultura, contendo noções úteis aos profissionais e aos leigos. Segundo Almeida Garrett, na sua obra, publicada em 1829, "Da Educação" “Os dois breves, simples e excelentes tratados dos D.D. Mello-Franco e F.J. d’Almeida devem andar nas mãos de todos os pais e educadores”.

Francisco de Melo Franco (Paracatu, Minas Gerais 1757 – Ubatuba, 1822) foi um médico português, formado em Medicina pela Universidade de Coimbra, pioneiro no campo da puericultura e um dos mais importantes médicos na corte portuguesa da sua época. É autor de um conjunto de influentes obras no campo da medicina e da filosofia política. Poeta e médico brasileiro nascido em Paracatu, Minas Gerais, Brasil, que publicou um manual que pode ser apresentado como o primeiro dedicado exclusivamente à puericultura, contendo noções úteis aos profissionais e aos leigos: Tratado da educação física dos meninos, para uso da nação portuguesa, Academia Real das Ciências de Lisboa (1790). Ainda estudante, por suas ideias liberais, viu-se condenado e preso pelo Tribunal da Inquisição. Formado em medicina pela universidade de Coimbra (1786), tornou-se notável clínico em Lisboa. Foi médico da Casa Real e tornou-se correspondente da mesma, em Lisboa, na Oficina da Academia Real das Ciências (1790). Mudou-se para o Brasil (1817), aportando no Rio de Janeiro acompanhando a princesa-consorte Leopoldina, aí se fixando. Morreu perto de Ubatuba, durante uma viagem marítima de Santos para o Rio de Janeiro. Também foi autor de Elementos de Higiene, Lisboa (1814), com três edições, e de outras obras de valia, inclusive uma sátira, O Reino da Estupidez (1785) e a mordaz Medicina Teológica, Lisboa (1794). Observe-se que uma nova edição do Tratado de Educação Física, seria produzida muitos anos depois, por José Martinho da Rocha, em Nosso Primeiro Puericultor, Rio de Janeiro, Livraria Agir Editora (1946).

Preço:350,00€

reservado Sugerir

Referência:14999
Autor:GAMA, José Basilio da
Título:O URUGUAY. Poema de ...
Descrição:

Na Regia Officina Typographica, Lisboa, 1769. In-8º de (3)-102-(2) págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada, com dourados floreados e rótulos gravados com os dizeres dourados na lombada. Assinatura de posse moderna (início séc. XX) no ante-rosto, que se repete no frontispíco onde, ainda, se inscreve a tinta, uma dedicatória de oferta ao Dr. Joaquim de Carvalho, cujo carimbo a óleo está impresso no frontispício e cujo ex-libris está colado no verso da pasta anterior. Exemplar manifestando sinais de uso nos cantos da encadernação, no entanto em muito bom estado de conservação. Exemplar impresso em papel de superior qualidade (Borba de Moraes, Bibliografia Brasiliana, t.I, p. 392 refere a existência de uma edição muito restrita a 20 exemplares, impressa em papel especial, de gramagem superior), mantendo a sua sonoridade original.

Livro da maior importância para a História da Literatura no Brasil, em primeira edição. RARO.

Observações:

O Uraguai é um poema épico publicado em 5 cantos e retrata o conflito entre jesuítas, índios e europeus no contexto histórico da guerra e conquista dos Sete Povos das Missões (1754-1759), focando na escravatura do povo guarani, imposta pela Companhia de Jesus. No Tratado de Madrid (assinado em 1750), a região em questão havia sido designada a Portugal em troca da Colónia do Sacramento, que passaria ao domínio espanhol. No entanto, a ocupação de Portugal também significava a desocupação dos jesuítas, dando início ao conflito retratado na obra.

Poeta árcade, José Basílio da Gama (Minas Gerais, 1741 - Lisboa, 1795), ingressou no colégio da Companhia de Jesus do Rio de Janeiro, em 1757, e cumpria o periodo de noviciado nessa congregação quando, no ano de 1759, ocorreu a expulsão dos jesuítas do Reino de Portugal e seus domínios. Partiu então para Roma, onde foi professor num seminário e, por influência de membros daquela Ordem, foi admitido na Arcádia Romana, tendo adotado o pseudónimo de Termindo Sipilio. Regressou depois ao Brasil e após uma curta permanência seguiu para Lisboa, mas na capital do Reino veio a ser preso, em 1768, sob a acusação de jesuitismo e condenado a deportação para Angola, à qual conseguiu escapar ao escrever o Epithalamio da Excellentissima Senhora D. Maria Amalia (Lisboa, Officina deJoseph da Silva Nazareth, 1769) poema nupcial dedicado à filha do Marquês de Pombal, onde ataca os jesuítas e roga apoio para o livrar do exílio. O pedido de clemência logrou ser atendido e à revogação da pena juntou-se a protecção de Pombal, que fez publicar aquele que é o mais significativo dos seus poemas: O Uraguay . Segundo Palmira Almeida (Poetas Brasileiros do Período Colonial, t.II, p. 109), O Uraguay "... não deve ser analisado na visão restrita de um manifesto antijesuítico, pois embora se possa reconhecer não existir no poema uma unidade qualitativa, a verdade é que tem versos de grande beleza. Nele o índio surge como tema, pela primeira vez na literatura de raiz brasileira (sublinhado nosso), mas ao invés de ser visto isoladamente, confronta-se com a presença do português, não deixando de assumir a sua própria autonomia ...". Segundo a mesma autora, "... vem com este poema testemunhar uma simbiose entre a tradição neoclassica e um pré-romantismo de índole brasílica ...".

Inocêncio no seu Dicionário Bibliográphico (t.IV, p. 269) e Borba de Morais em Bibliographia Brasiliana (t.I, 392), referem ter sido impressos 1036 exemplares desta primeira edição. No entanto, adianta-nos Inocêncio: " ... Os exemplares d'esta edição vieram depois a tornar-se raros; ou porque o governo de D. Maria I os mandasse recolher, como alguns affirmam, ou porque o proprio auctor, segundo ditem outros, procurasse haver a si todos os que podia, para inutilisal-os, com intento de afastar dos olhos do publico uma produção escripta sob o in-fluxo de idéas e doutrinas, que desagradavam altamente à nova côrte. Os jesuitas, que tão maltratados se viam n'aquelle poema, em vez de contestarem e rebaterem para logo as acusações que o auctor semeára contra elles com mão larga, menos ainda na serie dos seus cantos, que nas notas em prosa, que lhes juntou, só ao cabo de dezesepte annos entenderam ser vindo o tempo de apresentar em juizo a contrariedade. Sob o seu in-fluxo, e escripta provavelmente por algum d'elles, sahiu à luz a obra tão longamente meditada, com o titulo: Resposta apologetica ao poema intitulado «O Uraguay» composto por José Basilio da Gama, ...".

Mais adiante, ainda Inocêncio (t. XII, p. 254),  dá-nos notícia de que " ... O auctor do Diccionario de brazileiros illustres põe no fim da sua noticia biographica estas linhas: «Um mau frade, que assistiu a seus ultimos instantes (de José Basilio), lançou fogo aos preciosos manuscriptos de suas tragedias e pos-mas! Só pôde escapar a esse desastre as bellas poesias feitas á morte do conde de Bobadella, os elegantes sonetos dedicados ao marquez de Pombal, a quem foi sempre grato, e o seu poema Uraguay, porque não estavam ao alcance d'esse padre iconoclasta das letras. O Uraguay e a nossa primeira epopéa; é um livrinho, em que cada linha é um verso cheio de belleza e harmonia».

Também Almeida Garrett no t.I, p. 14 de seu distinto Parnaso Lusitano, refere-se a O URUGUAY "... de José Basilio da Gama é o moderno poema, que mais merito tem na minha opinião. Scenas naturaes mui bem pintadas, de grande e bella execução descriptiva; phrase pura e sem affectação, versos naturaes sem ser prosaicos, e quando cumpre sublimes sem ser guinda-dos; não são qualidades communs. Os brazileiros principalmente lhe devem a melhor corda de sua poesia, que n'elle é verdadeiramente nacional e legitima americana. Magua é que tão distinto poeta não limasse mais o seu poema, lhe não désse mais amplidão, e quadro tão magnifico o acanhasse tanto.

Além das bibliografias acima referidas, apenas o catálogo da biblioteca de Luiz Monteverde da Cunha Lobo refere O Uruguay, mas uma 2ª edição.
Não consta exemplar algum na Biblioteca Nacional nem nas descrições dos principais catálogos das mais importantes bibliotecas privadas temáticas do séc. XIX e XX.

Preço:2500,00€

Referência:14991
Autor:LIMA, Campos
Título:O REINO DA TRAULITÂNIA - 25 dias de reacção monárquica no Porto
Descrição:

Edição da Renascença Portuguesa, Porto, 1919. In-8.º peq. de 343-(1) págs. Brochado. 1º Milhar.

Ilustrado em separado sobre papel couché e ao longo do texto. As imagens abordam cenas de rua da cidade do Porto, tomadas de posições do movimento monárquico (de Paiva Couceiro), reproduções de periódicos da época, aspectos de salas vandalizadas e outras que decorreram durante o período abordado. Contém ainda os 66 Decretos que a denominada Junta Governativa do Reino emitiu em nome do Rei Dom Manuel II e junto com os seus despachos, portarias, alvarás e editais.

Observações:

"A Monarquia, ao contrário do que possivelmente muitos julgam saber, não acabou em 5 de Outubro de 1910 com a conquista do Estado pelo Partido Republicano e o exílio do rei D. Manuel II e da família real. Em 1919, a 19 de Janeiro, um domingo, pela uma da tarde, voltou a haver Monarquia em Portugal. Não em todo o País, mas no Porto e, a partir daí, por quase todo o Norte do País. A restauração, também tentada em Lisboa, a 22 de Janeiro, falhou no Sul. A Monarquia de 1919 ficou assim a ser a ‘Monarquia do Norte’, existindo acima de Aveiro e Viseu, uma espécie de ressurreição tardia do original Condado Portucalense."

Preço:45,00€

Referência:14980
Autor:MARTINS, Rocha
Título:JOÃO FRANCO E O SEU TEMPO e comentários livres às cartas D'El Rei D. Carlos
Descrição:

Edição do Auctor, Lisboa, In-8.º de 524 págs. Encadernação meia inglesa em estopa, com dizeres dourados na lombada, sobre rótulo vermelho. Conserva capas de brochura.
Exemplar aparado.
Ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Diz-nos o autor logo ao abrir do livro:
"Sem o aparecimento retumbante das «Cartas de El-Rei D. Carlos I a João Franco Castelo Branco, seu ultimo Presidente do Conselho", êste livro seguiria a rota dos seus outros irmãos, nos quais, em desbrincado estilo, sujeitos aos pecados dos escritores contemporaneos dos factos, ao tracejarem-nos, mas num fundo de sinceridade, bem do meu temperamento, tenho procurado legar ao historiador futuro uma herança de burgaus para alicerçar melhores pedras, mais polidas alvenarias e relevos de lavores na obra definitiva - se é difinitiva alguma vez a História - relativa aos ultimos e agitados desassete anos da vida portuguesa (...) . A presente obra, porém, recebeu vasto refundimento em virtude das «Cartas» surtas, quando ia no fim aquela primitiva publicação, como se quisessem corroborar o que ali se talhara pois traziam documentação insófismavel à narrativa onde se recortava a figura do Rei. Traçara-a eu, segundo as descrições, as anedoctas, os papeis do Estado, a im-prensa, as notas pessoais dos seus servidores, desde os moços dos Paços Reais à alta nobreza, destacara-a clara, com seus habitos, valores e imperfeições - porque era humana - baseando-me até nas campanhas de seus adversarios, bem aprendidas e analisadas; fincando-me em trechos de conversa, em palavras molhadas de lagrimas ou sacudidas de rancores, nas confidencias dos intimos, nas elucidações requeridas àqueles que se sumiram, após Ele, no espesso e revolto pó das Instituições derrocadas. Ouvi muita gente, monarquicos e republicanos, revolucionarios e estadistas e o homem de singular destino, o conselheiro intimo do soberano ...".

 

Preço:60,00€

Referência:14958
Autor:NEGREIROS, José de Almada
Título:NOME DE GUERRA. Romance
Descrição:

Edições Europa. Lisboa. S.d. (1938) In-8º de 254-(1) págs. Brochado. Todos os exemplaes apresentam um sinete a óleo de Almada Negreiros. Capas de brochura com ligeira acidez generalizada, própria da qualidade do papel. Capa anterior e ante-rosto com assinatura de posse coeva. Miolo em óptimo estado.

PRIMEIRA EDIÇÃO muito procurada. Já de raro aparecimento no mercado.

 

Observações:

Apreciadíssimo romance de Almada Negreiros sendo também um importante contributo para o modernismo literário português. Trata-se do primeiro volume da Colecção de Autores Modernos Portugueses dirigida por João Gaspar Simões, quem nos afirma no prefácio da obra ser escrito em 1925, mas  só publicado em 1938. Trata-se de um  romance de iniciação de um jovem provinciano proveniente de uma família abastada.

Sinopse:
Quando o tio de Luís Antunes o envia para Lisboa, ao cuidado do seu amigo D. Jorge (descrito como “bruto como as casas e ordinário como um homem”), com o propósito de o educar nas “provas masculinas”, não imaginava o desenlace de tal aventura. Apesar de, na primeira noite, D. Jorge ter ficado convencido da inutilidade dos seus préstimos, Antunes concluiu que o “corpo nu de mulher foi o mais belo espectáculo que os seus olhos viram em dias de sua vida”, decidindo-se a perseguir Judite. Esta “via perfeitamente que o Antunes não estava destinado para ela”, mas “não lhe faltava dinheiro e dinheiro é o principal para esperar, para disfarçar, para mentir a miséria e a desgraça”. Assim se inicia a história de Luís Antunes e Judite, que terminará com a prodigiosa e desconcertante frase, “não te metas na vida alheia se não queres lá ficar”.

Preço:150,00€

Referência:15018
Autor:OLIVEIRA, Carlos de
Título:PASTORAL
Descrição:

Livraria Sá da Costa, Lisboa, 1977. in-8º de 22 págs. Brochado. Exemplar imaculado.

Edição original com uma tiragem limitada a 150 exemplares.

Dos títulos mais difíceis de toda a bibliografia de Carlos de Oliveira. PEÇA DE COLECÇÃO, não mencionado nos catálogos das principais colecções bibliófilas de literatura portuguesa.

Observações:
Preço:150,00€

Referência:14959
Autor:RÉGIO, José
Título:AS ENCRUZILHADAS DE DEUS
Descrição:

Edições Presença - Atlântida, Coimbra, 1935. In-4º de 177, [5] págs. Encadernação coeva meia francesa em pele vermelha com dizeres e floreados dourados na lombada. Conserva capas de brochura e corte superior das folhas carminado. BELÍSSIMA EDIÇÃO ilustrada por Júlio. Miolo impecável, coifas de encadernação fragilizadas pelos ciclos e abertura e fecho.

1ª EDIÇÃO das primeiras obras do autor

Observações:

José Régio pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde, a 17 de Setembro de 1901. Licenciado em Letras pela Universidade de Coimbra. Viveu grande parte da sua vida na cidade de Portalegre (de 1928 a 1967), onde foi professor durante mais de 30 anos, no seu Liceu.

Foi possivelmente o único escritor em língua portuguesa a dominar com igual mestria todos os géneros literários: poeta, dramaturgo, romancista, novelista, contista, ensaísta, cronista, jornalista, crítico, autor de diário, memorialista, epistológrafo e historiador da literatura. Foi um dos fundadores da revista Presença, da qual foi editor, director e o seu principal animador, desenhador, pintor. à parte de tudo isso, foi aina grande coleccionador de arte sacra e popular.

Preço:300,00€

Referência:14968
Autor:RISO, Vicente
Título:SATANÁS - História do Diabo
Descrição:

Porto Editora, Ldª, Porto, s.d. (196?). In-8º de 268-(1) págs. Brochado. Capa de brochra ilustrada  com pormenor de uma pintura de discípulo de J. Bosh. Amarelecimento generalizado embora marginal, dada a qualidade do papel. INVULGAR

Observações:

Prefácio de F. C. Pires de Lima (e tradução da responsabilidade de Eduardo Pinheiro), que nos diz o seguinte:
"O Doutor Vicente Martinez-Risco y Aguero, que nasceu em Orense, em 30 de Setembro de 1884, foi professor distintissimo naquela cidade e em Madrid, em cujas Escolas Normais ensinou, respectivamente, História e Filosofia, vindo a jubilar-se em 1955. Fora da cátedra, que tanto honrou, a sua actividade intelectual é intensa e variada, pois abrange o jornalismo, o ensaio, a novela, a crítica literária e a crítica de arte, profusão em que jamais esmorece a vasta cultura, nem onde falta nunca a nota original. Todavia, é na Etnografia e no Folclore - inesgotáveis riquezas da sua província natal que Vicente Risco enfileira com os grandes especialistas mundiais, precisamente porque uma erudição de fortes alicerces lhe permite observar os factos a diversas luzes.
Neste
Satanás, só uma semelhança de título o aproxima do famoso e discutido livro de Papini. Efectiva-mente, o grande escritor italiano defende a tese de que o Diabo é susceptível de conversão, ao passo que Vicente Riso, que filia aquela tese no mito de Prometeu, não parte de qualquer pressuposto, e muito singelamente, com aquela mesma frieza de quem faz história, dá-nos a biografia do Diabo e a prova qualse palpável da sua existência tenebrosa ...".

Preço:15,00€

Referência:14964
Autor:S. CARLOS, Frei Ignácio de
Título:DISCURSO MORAL, E POLITICO SOBRE OS CONTRABANDOS
Descrição:

Na Typografia de Antonio Alvarez, Porto, 1814. In-8º de (13)-220-(1) págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada. Papel em muito bom estado mantendo a sua sonoridade original. Rubrica de posse coeva na pasta interior. Pequena e muito insignificante falha de pele na charneira da encadernação junto ao pé da lombada.

Observações:

Offerecido ao Ill.mo, e Ex.mo Senhor Luiz Maximo Alfredo Pinto de Souza Coutinho, Visconde de Balsemaõ, do Conselho de S.A.R. e da Sua Real Fazenda, Senhor Donatario dos Conselhos de Ferreiros, e Tendaes, Alcaide Mór de Castello Mendo, Comendador de S. Martinho de Lordello do Ouro na Ordem de Christo, Cavalleiro de devoção da Sagrada Religião de S. João de Jerusalem, etc."

Muito curioso livro jurídico sobre O Contrabando e Os Contrabandistas , tema raramente abordado na bibliografia portuguesa, fazendo uma abordagem histórica do assunto, transversal a todas as nações assim como suas relaçoes com as importações e exportações em Portugal.

 

Preço:75,00€

Referência:14846
Autor:SARMENTO, Julião
Título:75 FOTOGRAFIAS 35 MULHERES 42 ANOS
Descrição:

Athena - Babel, Lisboa, 2011. In-4º de 102 págs. Encadernação editorial cartonada com sobrecapa.

 

Observações:

Do texto introdutório de Sérgio Mah:

"... 75 fotografias, 35 mulheres, 42 anos refere-se àquilo que objectivamente descreve: um certo número de fotografias, que teve como assunto um certo número de mulheres, e que foram realizadas ao longo de um certo tempo, medido pelo intervalo entre a data da primeira e da última fotografias. O segundo aspecto que o título dá a perceber é o arco tipológico (e conceptual) formado por gráficos de mulheres. Nesta sequ|encia, estamos confrontados com a demarcação de um género, de um modo concreto de representação e de um tema central ...".

Preço:40,00€

Referência:14843
Autor:Sem autoria
Título:A MAÇONARIA DESMASCARADA OU COLLECCAO DOS ARTIGOS DO ECHO DE ROMA ANALYSANDO A CIRCULAR DO CAP.˙. PR.˙. FEDERACAO DE 22 DE SETEMBRO DE 1871 E A PRANCH.˙. DO IR.˙. GOMES FREIRE AO IR.˙. OTTO. ASSIM COMO A D'ESTE CAV.˙. R.˙. ╬ .˙. VEN.˙. AO REDACTO
Descrição:

Editor J. A. Teixeira de Freitas Guimarães. Guimarães. [Imprensa Popular de Mattos Carvalho & Vieira Paiva. Porto. 1872]. In-8º de 274-IV págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele azul. Ligeiro aparo marginal generalizado. Miolo bem conservado.

 

Não saíram dos prelos de Guimarães, é contudo uma edição vimaranense. Obra de raro aparecimento no mercado.

Observações:

Precedida d'uma carta-introducção e annotada por Um Redactor do Echo de Roma. Obra dedicada aos Bispos do Rio de Janeiro e Pará.

 

Preço:80,00€

Referência:15021
Autor:VASCONCELOS , Mário Cesariny de
Título:POESIA (1944-1955)
Descrição:

Delfos, Lisboa, s/d. In-8º de 358-(2) págs. Brochado. Com um retrato de Cesariny, em desenho à pena por João Rodrigues. Capa de brochura anterior com ligeiro restauro marginal no topo e posterior com algumas leves manchas de acidez. MUITO BOM EXEMPLAR.
INVULGAR.

Observações:

Edição, a Primeira, colectiva dos livros «A Poesia Civil», «Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano», «Pena Capital», «Manual de Prestidigitação», «Estado Segundo», «Alguns Mitos Maiores Alguns Mitos Menores propostos à Circulação pelo Autor» sendo alguns deles, até então o ano de 1955, inéditos.

 

Preço:80,00€

Referência:15013
Autor:VASCONCELOS , Mário Cesariny de
Título:PLANISFÉRIO E OUTROS POEMAS
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1961. In-8º de 74-(1) págs. Brochado. Exemplar conservando ainda os cadernos por abrir. Capas de brochura com ligeiras manchas de humidade e ligeira falha de papel à cabeça da lombada. Obra invulgar, em PRIMEIRA EDIÇÃO, integrada da Colecção Poesia e Verdade, sendo um dos primeiros livros do autor.

Observações:

Livro dedicado à Maria Helena e ao Arpad, apresenta poemas de uma certa agitação social assumindo respeitosamente a tradição retórica do surrealismo francês numa multiplicidade de linguagens e influências. É aqui publicado o célebre poema dedicado ao seu então amigo e pintor Cruzeiro Seixas, intitulado «Passagem de Cruzeiro Seixas em África» (mas ausente da última edição de Planisfério ... ). Aliás, em Planisfério e Outros Poemas, assistimos, entre a edição de 1961 e a de 1982, algumas diferenças com ausência de poemas na edição mais recente transferindo-se para outros livros ou pura e simplesmente não foram reeditados. Este livro é considerado por académicos como sendo um "livro sob o signo da passagem", havendo na verdade entre as várias edições, onze poemas, num total de vinte e quatro, que possuem no título o termo passagem .

 

 

Preço:75,00€