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BRAGA, Theophilo

Foram localizados9 resultados para: BRAGA, Theophilo

 

Referência:14217
Autor:BRAGA, Theophilo
Título:CANCIONEIRO Portuguez da Vaticana - Edição Crítica restituida sobre o texto diplomático de Halle, acompanhada de um glossário e de uma introdução sobre os Trovadores e Cancioneiros Portuguezes por ...
Descrição:

Imprensa Nacional, Lidbos, 1878. In-4º de CXII-236 págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele castanha com dizeres dourados na lombada. Exemplar manuseado com os cantos ligeirmente esfolados. Miolo limpo com anotações a lápis identificando uma grande parte das cantigas de amor, maldizer, amigo, etc...

OBRA RARA e só conheceu esta edição.

Observações:

Em 1877,  Teófilo Braga publica na revista alemã Romanische Philologie, a propósito da publicação da edição do Cancioneiro da Vaticana em Halle, com um importante texto crítico e acutilante (contra o panorama cultural nacional) : O Cancioneiro portuguez da Vaticana e suas relações com outros Cancioneiros dos seculos XIII e XIV . diz-nos o seguinte:

"... O apparecimento do Cancioneiro portuguez da Bibliotheca do Vaticano, que encerra quasi toda a poesia lyrica do fim da edade media em Portugal, veiu mais uma vez provar a superioridade da iniciativa individual sobre a estabilidade inerte das instituições collectivas que apenas apresentam o vigor do prestigio official; desde 1847 que a Academia real das Sciencias de Lisboa deixava jazer no pó do archivo de Roma este importante documento nacional, e foram sempre ficticios os esforços para obter uma copia d'elle, que de ha muito devera ter sido reproduzida no corpo dos Scriptores, que forma uma das partes dos Portugaliae Monumenta historica. No emtanto, no estrangeiro o interesse scientifico muitas vezes se havia occupado do passado historico de Portugal, e foi a esta corrente que obedeceu o illustre philologo romanista Ernesto Monaci coadjuvado pelo activo e intelligente editor Max Niemeyer, restituindo a este paiz o texto diplomatico do mais precioso dos seus documentos litterarios. Ao terminar do modo mais consciensioso a sua empreza, escreve Monaci: " voglia il cielo che tornato il libro in Portogallo, diventi presto oggetto di studj novelli. È solo nella fonte delle tradizioni patrie che lo spirito di una nazione si ringagliardisce." (Canz. port., p. XVIII.) Infelizmente na litteratura portugueza ainda se não comprehendeu esta verdade salutar, e por isso o talento desbarata-se em architectar phantasmagorias de cerebros doentes ou em fazer traducções de romances dissolutos. Acceitando a responsabilidade das palavras do editor do Cancioneiro da Vaticana dirigidas a esta nação, cabia primeiro do que a todos á Academia real das Sciencias de Lisboa responder pela seguinte forma:

1°. Publicar o texto critico e litterario restituido sobre a lição diplomatica em grande parte illegivel fóra de Portugal.

2°. Acompanhar esse texto com todos os dados bibliographicos de que se possa alcançar noticia, para sobre elles basear a historia externa da formação do Cancioneiro.

3°. Acompanhal-o de um bom glossario das palavras empregadas na dicção provençalesca da poesia palaciana.

4°. Por ultimo organisar um vasto quadro da historia litteraria de Portugal no periodo dos nossos trovadores, deduzido dos abundantes factos historicos que fornece o Cancioneiro da Vaticana.

É para isto que existem as Academias nos paizes civilisados, que os governos as subsidiam, e que os seus membros têm o fôro de sabios. Em quanto a Academia real das Sciencias de Lisboa não cumpre este seu dever, cumpre-nos dar uma noticia d'este Cancioneiro, longos seculos perdido pelas bibliothecas estrangeiras. ...".
 

No Dicionário de Literatura (edição de 1992), vol I, p. 144 lemos em torno do Cancioneiro da Vaticana:

"... A edição de Ernesto Monaci é uma transcrição diplomáticaa rigorosa, representando "o códice página por página, linha por linha, abreviatura por abreviatura". Comnplementam o trabalho filológico dois apêndices (...) O filólogo italiano considerou o seu trabalho como a primeira pedra basilar para uma edição crítica que Teófilo Braga tentou levar a cabo em 1878, mas com grandes imperfeições, devidas À falta de ibndispoensável preparação filológica..."

 

Preço:70,00€

Referência:13679
Autor:BRAGA, Theophilo
Título:CURSO DE HISTORIA DA LITTERATURA PORTUGUEZA, adaptado ás aulas de instruccão secundaria por...
Descrição:

Nova Livraria Internacional, Lisboa, 1885. In-4º de 411 págs. Encadernação meia inglesa em sintético com dizeres a ouro na lombada. Sem capas de brochura. Miolo com alguns picos de acidez.

 

Observações:

Obra de intuito pedagógico, onde Teófilo Braga procurou adaptar as suas teorias acerca da História da Literatura Portuguesa às "aulas de instrução secundária", remodelando, desta maneira, o Manual da História da Literatura Portuguesa publicado 10 anos antes.


Advertência

Quando em 1875 publicámos a tentativa de um Manual da Historia da Litteratura portugueza, obedecemos ao seguinte ponto de vista : " A reforma do ensino da litteratura deve partir da conclusão a que chegou a sciencia moderna — que o estudo das creações intellectuaes não se pôde fazer em abstracto. É necessário nunca abandonar a communicação directa com os movimentos, explicando-os e apreciando-os pelas suas relações históricas com o meio e circumstancias em que foram produzidos. O estudo da litteratura feito nas vagas generalidades, conduz a essas receitas de tropos, que tiram a seriedade ás mais altas concepções do espirito humano. Na instrucção de um paiz deve entrar com toda a sua importância um elemento nacional; no ensino fundado nas ocas abstracções nunca esse sentimento se desperta. Pelo desenvolvimento histórico, mostrando como se chegou á unidade systematica de qualquer sciencia, é que se pode imprimir uma direcção justa e um vivo interesse nos espíritos que desabrocham.

A nossa tentativa falhou. Apesar de vir recommendado pela approvação da Junta consultiva de Instrucção Publica o Manual da Historia da Litteratura portugueza, a maioria dos professores recusou-se a acceita-lo para texto das suas lições ; porque, como nos escreveu o editor : " acharam-o sempre grande, e que por este motivo deixavam de o adoptar."

Isto explica-se ; a instriicção publica em Portugal faz-se á custa do emprego exclusivo da memoria segundo a "tradição pedagógica dos jesuítas, e por isso o professor quer um texto dogmático, paragraphado, em forma de definições e de enumerações cathegoricas, de modo que em interrogações peremptórias avalie do estudo do alu- mno. Combatendo este vicio, elaborámos um texto para o professor em primeiro logar, e depois para ser lido e extrahir-se d'elle a doutrina, segundo o critério de quem ensina, acostumando aquelle que aprende a applicar o processo analylico. Diz admiravelmente Augusto Comte:
"Os tratados didácticos devem unicamente dirigir-se aos mestres, através dos quaes «deve sempre passar a instrucção destinada aos discípulos. Até então, as leituras theoricas não convêm senão áquelles cuja educação está terminada, resultando o desenvolvimento scientifico de uma elaboração pessoal subordinada espontaneamente ás lições oraes... y> {Synthèse subjective, p. viii.)

O automatismo da memoria prevaleceu, e sobre o nosso Manual formaram-se alguns apanhados ; ser-nos-hia fácil explorar esta errada tendência compondo una resumo para se decorar, mas a nossa disciplina de espirito está em nós de accordo com o senso moral. O que não fizeram os professores praticámol-o nós, estudando o nosso livro emquanto aos seus defeitos de methodo e
deficiências de investigação. Podemos repetir as bellas palavras de Montaigne : « Je n'ay pas plus faict mon livre,
que mon livre m'a faict. » (Essais, II, 18.)

Compensa-nos o prazer de havermos progredido, e comnosco este novo livro em que reincidimos no mesmo intuito pedagógico.

Preço:17,00€

Referência:13155
Autor:BRAGA, Theophilo
Título:OS DOZE DE INGLATERRA - poema
Descrição:

Typographia da Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1899. In-8.º de 19 págs. Encadernação moderna inteira de sintético, com dizeres dourados nas pastas. Conserva capas de brochura. Esmerada edição em papel encorpado e que se apresenta em excelente estado de conservação.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Poema narrativo que revisita um dos mais conhecidos episódios da literatura portuguesa

"Edição comemorativa do centenário do nascimento de Garrett".

 

QUEM ha hoje que crêa
N'isto de almas penadas?
Por mim, liberto de uma tal ideia,
Da obsessão das cousas do outro mundo
Que amedrontara as gerações passadas,
Tinha-a como ridicula, irrisória;
Agora não !
Vereis em que me fundo.
Peço licença; entremos já na historia

 

Um vulto magro, com o olhar sombrio,
De nariz afilado, unctuoso, esguio,
Cheio de dignidade, postulante,
Com incerto sorriso, poz-se diante
Da minha meza de trabalho, e falia
Uma estranha linguagem que me abala

Pelo influxo dos mysteriosos seres

 

Preço:19,00€

Referência:11277
Autor:BRAGA, Theophilo
Título:HISTÓRIA DA LITTERATURA PORTUGUEZASá de Miranda e a Eschola Italiana por...
Descrição:Livraria Chardron, Porto, 1886. In-8º de VIII-402 págs. Br. Bonita encadernação inteira em pele com dizeres e florões a ouro na lombada. Conserva capas de brochura
Observações:Um dos mais importantes estudos de Teófilo Braga para a sua “História da Literatura Portuguesa”
Preço:30,00€

Referência:11131
Autor:BRAGA, Theophilo
Título:BOCAGE. Sua Vida e Epoca Litteraria
Descrição:Imprensa Portugueza, Porto, 1876. In-8º de 306-(2) págs. Encadernação meia inglesa em pele ricamente decorada com florões e dizeres em casas fechadas na lombada. conserva capa de brochura.
PRIMEIRA EDIÇÃO.
Observações:Interessante biografia de Bocage publicada na "Bibliotheca da Actualidade".
Preço:40,00€