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HERCULANO, Alexandre

Foram localizados7 resultados para: HERCULANO, Alexandre

 

Referência:14715
Autor:HERCULANO, Alexandre
Título:HISTORIA DE PORTUGAL DESDE O COMEÇO DA MONARCHIA ATÉ O FIM DO REINADO DE AFFONSO III.Por…
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa (Editora Paulo de Azevedo, Lda. Rio de Janeiro. S. Paulo. Belo Horizonte). Inº de 8 volumes com 262, 316, 359, 382, 335, 351, 370 e 461 págs. respectivamente. Encadernações do editor em pele ricamente lavrado a com ferros a seco (lombada e pastas) e a ouro (lombada). Ilustrado com gravuras e mapas desdobráveis.

Belo exemplar, muito bem conservado.

Observações:

Oitava Edição definitiva conforme com as edições da vida do auctor. Dirigida por David Lopes Profesor da Faculdade de Letras de Lisboa. Edição ornada de gravuras executadas sobre documentos authenticos debaixo da direcção de Pedro de Azevedo.

Segundo Inocêncio, tomo I, p.199 e tomo XXI, p. 54:
"...Ele foi o nobre e cavalheiroso intelectual que pôs sempre a eloquência poderosa da sua palavra vehemente e autorizada ao serviço das causas mais humanas e enternecedoras, ou fosse para valer á desgraça e á miseria dos pobres egressos e das tristes monjas, que a criminosa imprevidencia e cinico descem do constitucionalismo votara impiedosamente ao sofrimento e a morte, ou para, em defesa dos inviolaveis direitos do pensamento, erguer seu vigoroso protesto contra a estupidez e prepotencia de um govemo reaccionario, que despotica e vilãmente proibiu as celebres conferencias do casino. Mas, sobre e acima de tudo isto, que ja era sobejo para sagrar Herculano como astro de primeira. Como historiador foi tão herculea a sua estatura, que, se quisermos apontar-lhe irmãos de armas, ha que transpor as fronteiras e pedir á Inglaterra Macauly, á França Thiers e Guizot, ou á Alemanha Savigny, Niebuhr, Ranke e Mommsen, isto e, as mais grandiosas figuras de cultores da historia. A sua historia de Portugal, ainda que incompleta, é tão bela, tão profunda, ergue Herculano num tão luminoso pedestal de gloria e de superioridade, que arrancou ao eminentissirno Macauly este brado eloquente de admiração que, no dizer de um nosso grande orador corta todos os discursos: «a Espanha devia esforçar-se por conquistar Portugal só para possuir Herculano». Para dar idéa da acceitação com que foi recebida esta obra, convém notar, que tendo se tirado a principio mil e outocentos exemplares do vol. I, e conhecendo se para logo que tal numero seria insufficiente para a extracção que se esperava, foi mister ainda antes de concluida a impressão do volume, fazer nova composição, de que se tiraram mais mil exemplares, isto é, dous mil e oitocentos ao todo. A edição exhauriu se completamente, e em 1853 se repetiu a impressão de mil e duzentos exemplares, o que dá até agora a totalidade de quatro mil impressos. Cousa rara em Portugal! ... ”

 

Preço:100,00€

Referência:13043
Autor:HERCULANO, Alexandre
Título:HISTORIA DA ORIGEM E ESTABELECIMENTO DA INQUISIÇÃO EM PORTUGAL.
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, 1975. Três volumes de in-8º de 315-(7), 298-(16) e 344-(6) págs. Br.

Observações:

Obra ainda hoje de referência  sobre a Inquisição portuguesa, e uma das mais importantes da bibliografia de Alexandre Herculano.

"Se é delatado, ás vezes por testemunhas falsas, qualquer desses malaventurados, por cuja redenção Cristo morreu, os inquisidores arrastam-no a um calabouço, onde lhe não é licito ver ceu nem terra e, nem sequer, falar com os seus para que o socorram. Acusam-no testemunhas ocultas, e não lhe revelam nem o lugar nem o tempo em que praticou isso de que o acusam. O que pode é adivinhar e, se atina com o nome de alguma testemunha, tem a vantagem de não servir contra ele o depoimento dessa testemunha. Assim, mais útil seria ao desventurado ser feiticeiro do que cristão. Escolhem-lhe depois um advogado, que, freqüentemente, em vez de o defender, ajuda a levá-lo ao patibulo. Se confessa ser cristão verdadeiro e nega com constância os cargos que dele dão, condenam-no às chamas e os seus bens são confiscados. Se confessa tais ou tais atos, mas dizendo que os praticou sem má tenção, tratam-no do mesmo modo, sob pretexto de que nega as intenções. Se acerta a confessar ingenuamente aquilo de que é culpado, reduzem-no à última indigencia e encerram-no em cárcere perpétuo. Chamam a isto usar com o réu de misericórdia. O que chega a provar irrecusavelmente a sua inocencia é, em todo o caso, multado em certa soma, para que se não diga que o tiveram retido sem motivo. Já se não fala em que os presos são constrangidos com todo o genero de tormentos a confessar quaisquer delitos que se lhes atribuam. Morrem muitos nos carceres, e ainda os que saem soltos ficam desonrados, eles e os seus, com o ferrete de perpetua infâmia. Em suma, os abusos dos inquisidores sãos tais, que facilmente poderá entender quem quer que tenha a menor ideia da índole do cristianismo, que eles são ministros de Satanás e não de Cristo...”
 

Preço:40,00€