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SOUSA, António de

Foram localizados7 resultados para: SOUSA, António de

 

Referência:14469
Autor:SOUSA, António de
Título:CRUZEIRO DE OPÁLAS. Versos de Amor e de Saudade que Antonio de Portucale compoz nos anos de MCMXVI, MCMXVII e MCMXVIII, nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra e na aldeia de Santa Cruz do Douro.
Descrição:

Edição do Autor, Coimbra, 1918. In-8.º de 43-(5)págs. Br. Contém uma expressiva dedicatória do autor em forma de poema (ver descrição abaxo que explicam e enquadram a destinatária do poema). Encerra uma carta manuscrita ao poeta Alberto Serpa assim como uma folha quadriculada com um poema manuscrito e "um envelope de cartão de visita com versos soltos". O livro está repleto de poemas manuscritos a lápis pelo autor.
São raríssimos os exemplares deste primeiro livro de António de Sousa, publicado sob pseudónimo António de Portucale.

Observações:

Poeta presencista que participou em diversas revistas ligadas a esta corrente literária, foi autor de obras poéticas de diferentes estilos, incluindo letras de fados de Coimbra. Colaborou em revista como Ícaro, Byzancio, Vértice, Tríptico, Presença, Portucale, O Diabo, Revista de Portugal e a revista Altura.
Transcrição da curiosa carta que o autor escreveu a ALBERTO DE SERPA acompanha este exemplar:

Meu querido Alberto:
Não reparei no timbre do papel. Parece uma tabuleta de barraca de feira, mas não é a da minha lavra. Redigiu-a um amigo com muito boa vontade e nenhum gosto!- que me ofereceu um dois centos de folhas de papel e envelopes assim marcados. Fica salva a minha modéstia e dignidade estética, pelo menos aos teus olhos!
Aqui vai um exemplar do meu implume "Cruzeiro de Opalas", que publiquei em Coimbra, ainda não tinha 20 anos - há mais de mil, portanto, meu velho!
O livrinho é oferecido de coração, mas que sei que o estimarás como se teu fora e guardarás com indulgente simpatia os versos que nele rabisquei não sei bem quando mas prresumo que em 1919 ou em 1920, mais provavelmente nos fins de 1919. Foi oferecido por mim a uma tricana - ainda vida - que gostava de versos e com quem tive amores um tanto sentimentais. A quadra do ante-rosto foi, salvo erro, composta para servir de dedicatória. Mais tarde, não sei bem porquê, em sei bem em que altura, confisquei o livro à dona, de seu nome Capitolina Marques dos Santos. E, agora, vai para a tua colecção, acompanhada de um abraço firme do teu velho:
António

Ps: Se tiveres outro exemplar deste "cruzeiro", manda-me serás um santo!
António

Preço:300,00€

Referência:14357
Autor:SOUSA, António de
Título:CRUZEIRO DE OPALAS. Versos de amor e Saudade que Antonio de Portucale compoz nos anos de MCMXVI, MCMXVII e MCMXVIII nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e na aldeia de Santa Cruz do Douro.
Descrição:

(Typ. Popular, Coimbra, 1918). In-8º de 43-(5) págs. Brochado

Observações:

São raríssimos os exemplares deste primeiro livro de António de Sousa, livro publicado sob pseudónimo - ANTONIO PORTUCALE.
 

António de Sousa, nasceu no Porto a 25 de Dezembro de 1898. Estudou na Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito, e onde viveu largos anos. Casado com a pintora Alice Toufreloz Brito de Sousa, vem para Lisboa, em finais dos anos 40, indo residir para Algés, concelho de Oeiras. Tal como Edmundo de Bettencourt, passara primeiro pela Faculdade de Direito de Lisboa, antes de aportar a Coimbra. Teve uma vida académica muito intensa durante o seu percurso por Coimbra, em que a poesia e os ventos de um Modernismo crescente, o envolveram profundamente, levando a que o final curso, se fosse ficando um pouco tardio. António de Sousa já como estudante de Direito, mostrara ser um poeta de rara sensibilidade, que escreveu poesia da mais pura água, alguma da qual, foi gravada e cantada, pelos grandes cantores da chamada primeira “década de oiro” da Canção de Coimbra. Ainda hoje não a dispensam, na maior parte de repertório dos cantores de Coimbra.

Foi presidente da Associação de Basquetebol de Coimbra, secretário-geral e presidente a Associação Cristã dos Estudantes de Coimbra e um dos fundadores da Universidade Livre Conimbricense. Pertenceu à Comissão de Propaganda do Centro Republicano Académico em 1927, foi Presidente da Associação Académica nos anos 1934-35, e um ano depois, fazia parte da Comissão Promotora de uma Homenagem aos estudantes mortos na 1ª Grande Guerra. A comissão era presidida pelo Dr. Fernando Martins, e pelos estudantes Otílio de Figueiredo, e António de Sousa, que presidia à Associação. A homenagem realizada pela Academia, veio a culminar no descerrar de uma lápide, a 9 de Abril de 1935, na sala da Associação Académica, sediada na Rua Larga, perpetuando a memória dos estudantes caídos no campo de batalha.

No decurso da sua longa vida estudantil, em que conciliava o trabalho, com o estudo, a poesia e a intervenção social, António de Sousa começara cedo a escrever, e a colaborar em revistas. Com o pseudónimo António Portucale, publica em 1918, a poesia “Cruzeiro de Opalas”, e em 1919, “O Encantador”. Nos anos 20, foi um dos percursores do Movimento Presencista. O poeta da Ereira, mais velho que todos os outros, homem de grande estatura moral, lutador contra a ditadura, que o afasta compulsivamente do ensino, nos anos 30, é um dos elos aglutinador do movimento. Afonso Duarte era sem dúvida uma referência na seriedade e sensibilidade, expressa na sua postura de homem de carácter e de poeta. Depois, em 1924, foi um dos criadores da revista Triptico, juntamente com João Gaspar Simões e Vitorino Nemésio. Colabora com as revistas Ícaro, Byzancio, Vértice, Presença, Portucale e a Revista de Portugal. Trabalhou largos anos na Associação Cristã da Juventude de Coimbra, como secretário-geral e presidente, tendo assegurado essas funções, poucos anos após a sua inauguração, a 20 de Junho de 1918.

Foi ainda Presidente do Orfeon Académico, cargo de que não tomou posse, devido a um conflito com o regente Padre Elias de Aguiar. Bettencourt e Paradela gravaram poesias suas, e muitos outros as cantaram. Foram várias, as suas poesias, na Canção de Coimbra, mas as que encantaram mais os seus cantores, talvez tenham sido as que tiveram gravação.

Preço:150,00€

Referência:11262
Autor:SOUSA, António de
Título:LINHA DE TERRA poemas
Descrição:Editorial Inquérito, Lisboa, 1951. In-8º de 63-(3) págs. Br. Cadernos por abrir. Desenho da capa de Manuel Ribeiro de Pavia. Obra valorizada por uma expressiva dedicatória autógrafa.
Observações:Interessante livro de poemas de um dos fundadores da revista "Tríptico" que como o diz Natália Correia "seria um estágio de futuros presencistas."
Preço:15,00€

Referência:11261
Autor:SOUSA, António de
Título:LIVRO DE BORDO Com um poema-prefácio de Vitorino Nemésio. Segunda edição, ilustrada por Manuel Ribeiro de Pavia
Descrição:Publicações Europa-América, Porto, 1957. In-8º de 162 páginas. Br. Ilustrado em extra-texto por Manuel Ribeiro de Pavia. Com uma expressiva dedicatória autógrafa. Edição muito cuidada das Publicações Europa-América.
Observações:RUGA

Eu não me sei: ando a enganar a vida
e sou de amor ao luar desta negaça!
(Mesmo na voz de uma canção perdida
cabe um indício da divina graça.)

Mas não deites mais sonho, mão de Deus!
no vago deste velho coração.
Quero a certeza como luz dos céus
e diga meu destino sim ou não.

(Cabelos brancos dão negra colheita
à fome que subiu de há tantos anos.)

- Peregrino de sombras e de enganos,
porque pedes verdade a padres-nossos
no deserto de gelo dos teus ossos?
Preço:35,00€

Referência:2049
Autor:SOUSA, António de
Título:SETE LUAS - Poemas
Descrição:Editorial Inquérito Lda, Lisboa, 1954. In. 8.º de 59(2) págs. Br.
Observações:Segunda edição, ilustrada por Manuel Ribeiro de Pavia.
Preço:12,50€