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COMBATE DE NAULILA. Cobiça de Angola. Seus heróis e seus inimigos (Memórias)

em Ultramar & Brasiliana - HISTÓRIA

Referência:
14438

Autor:
SANTOS, Ernesto Moreira dos

Palavras chave:
Angola | Memórias | Militar | Primeira Guerra Mundial

Ano de Edição:
1959

30,00€


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Título:
COMBATE DE NAULILA. Cobiça de Angola. Seus heróis e seus inimigos (Memórias)
Descrição:

Guimarães. 1959. In-8º de 148 Pags. Brochado. Ilustrado e com um mapa desdobravel. Capas com sinais de manuseamento e ligeiras manchas e empoeiramento. Miolo em bom estado.
 

Observações:

SEGUNDA EDIÇÃO (a primeira foi publicada em 1957).

Esta interessantíssima obra “Cobiça de Angola” trata ser um testemunho na primeira pessoa de um homem que combateu no posto de Naulila. Ernesto Moreira dos Santos fala do combate e de como chegou ao momento em que “jazia no chão, com a perna direita ferida por um estilhaço de granada, o ante-braço esquerdo furado por uma baioneta, o parietal direito ferido e a maxila inferior partida. (...) Estava ferido e prisioneiro” (Santos, 1959, 74). A obra, escrita num tom fortemente emotivo, tem o mérito de dar um testemunho dos combates e do cativeiro, fazendo referências, também, a fontes alemãs. 

" ... Em dezembro de 1914, no sul de Angola, na região do posto fronteiriço de Naulila, forças alemãs e portuguesas confrontaram-se militarmente provocando mutuamente um considerável número de baixas, entre mortos, feridos e até prisioneiros de guerra do lado português. Datavam de 1784 os últimos combates em África, envolvendo tropas portuguesas contra forças regulares europeias (Pélissier, 1997, p. 235). Cento e trinta anos passados das invasões francesas, Portugal voltava a combater uma potência europeia. A particularidade deste combate no sul de Angola é que os dois países não estavam em guerra declarada. A Grande Guerra tinha deflagrado em agosto desse ano e embora a tensão fosse permanente, por força da aliança secular com a Inglaterra, nenhum declarou guerra ao outro, sabendo contudo, que a vizinhança de Angola com o Sudoeste Africano Alemão e de Moçambique com a África Oriental Alemã poderia vir a causar problemas, como se verificou logo em Setembro, em Moçambique, e em Angola no mês seguinte. Naulila, enquanto combate entre portugueses e alemães na frente africana da Grande Guerra foi sobejamente abordado, principalmente pelos militares que nela participaram e por outros, da mesma geração, que se sentiram impelidos a analisar este combate travado por camaradas de armas. Curiosamente foi até objeto de uma “solenidade de acto de educação militar e propaganda colonial entre alunos – oficiais e cadetes” que frequentavam o ano letivo 1946/47 na então Escola do Exército (Monteiro, 1947, p. 3). Na altura, esse acto de educação ficou a cargo do coronel Henrique Pires Monteiro, um veterano da 2ª expedição, e estando na mesa de honra uma mão cheia de veteranos das campanhas em Angola: nomeadamente, o general Freitas Soares, então comandante da Escola do Exército e que tinha sido Subchefe do estado-maior da Expedição de 19152, mas também o Almirante Afonso de Cerqueira que tinha sido comandante do Batalhão de Marinha Expedicionário (1914-15). ..."

(Miguel Freire, Naulila – Quando o inimigo ainda não o era, mas já se combatia , Actas do Colóquio Internacional “A Grande Guerra – Um Século Depois”, Academia Militar, 2015, pp. 123-152)
 

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