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NÓS TODOS

em Literatura Portuguesa

Referência:
15369

Autor:
GAMA, Eugénio Sanches da

Palavras chave:
Decadentismo | Literatura portuguesa | Polémica | Primeiras edições | Simbolismo

Ano de Edição:
1892

70,00€


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Título:
NÓS TODOS
Descrição:

Imprensa Indepêndencia, Coimbra, 1892. In-8º de 28-(3) pág. Brochado com capas ligeiramente empoeiradas.

Ostenta uma dedicatória datada e autógrafa ao prestigiado autor António Arroyo (1856-1934).

Primeira e única edição, raro no mercado, desta "placoria" (plaquete) provavelmente resultado da restrita tiragem ue conheceu para fazer circular por entre um círculo muito restrito de conhecidos, como comprova a dedicatória.

Observações:

Título publicado em 1892 sob o pseudónimo parodístico de Estephânio Rimbó, combinação jocosa de Stephane Mallarmée e de Arthur Rimbaud. Inserido numa vasta produção de contra-textos parodísticos, a recepção dos nossos Decadentismo e Simbolismo,  visou, preferentemente, as obras de Eugénio de Castro, as Horas mais ainda que Oaristos, e de António Nobre, e que se caracterizavam pela contrafacção do preciosismo vocabular e da "bizarria" de imagens ..." (Maria Isabel Morujão Beires, 1988).

 

" ... Mas falar de Sanches da Gama e dos poetas amigos ou contemporâneos de António Nobre, é recordar épicas lutas de escolas em conflito, com estridorosas tempestades em minúsculos copos de água, tradusindo-se em querelas verbais nas ruas e nos cafés, e em tiroteio seguido de artigos de revistas. E como numa revivescência das rebeldias e insnbmissões passadas, aí surge uma paródia rimada ao Só, num opúsculo cheio de graça, intitulado Nós Todos, firmado por Estefânio Bimbó, que encobria a autoria do poeta Eugênio Sanches da Gama. A forma alegre, mas contundente, que Sanches da Gama dera à sua sátira, não foi decerto um apagado acidente no coro de imprecações erguidas em volta do Só, que alguns aplaudiram, mas que muitos mais combateram. E que a paródia coimbrã deve ter impressionado António Nobre, depreende-se inequivocamente do facto de ter retocado na segunda edição algumas das asperezas mais vivamente focadas no Nós Todos ..." (Coimbra e António Nobre, 1940).

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