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OARISTOS

em Literatura Portuguesa

Referência:
15366

Autor:
CASTRO, Eugénio de

Palavras chave:
Autógrafos | Literatura portuguesa | Poesia | Primeiras edições | Séc. XIX | Simbolismo

Ano de Edição:
1890

250,00€


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Título:
OARISTOS
Descrição:

Livraria Portugueza e Estrangeira, Coimbra, 1890. In-8º de VIII-51-(1) págs. Nítida impressão sobre papel de linho de boa qualdiade. Exemplar de uma tiragem limitada a 300 unidades numeradas.
Cartonagem coeva, meia inglesa em skivertex cinza, modesta e com dizeres dourados gravados na lombada. Não preserva as capas de brochura.

Ostenta uma expressiva dedicatória autógrafa a Leopoldo Battistini.

PRIMEIRA EDIÇÃO DO LIVRO DE PROA do simbolismo português na literatura.

Observações:

Edição original do livro que introduziu definitivamente o simbolismo na literatura portuguesa, que ainda segundo o autor, no prólogo nos diz que, " ...este livro é o primeiro que em Portugal aparece defendendo a liberdade do Ritmo contra os dogmáticos e estultos decretos dos velhos prosadistas...". Publicado após a sua estadia em Paris, onde se tornou amigo de Jean Moréas, Mallarmé, Gustave Khan, Verlaine,  Mallarmé e Henri de Régnier, (Eugénio de Castro publicou-os em Portugal na revista Arte com Manuel da Silva Gaio), Oaristos conseguiu revolucionar, do ponto de vista formal, a poesia portuguesa  com a introdução de inovações ao nível das imagens, da rima e do trabalho do verso em geral, com exploração da musicalidade na língua, numa estética que visava contrapor-se à tradição romântica portuguesa.

O destinatário da dedicatória, Leopoldo Battistini  (1865-1936) foi um notável pintor e ceramista, que emigrou de Itália para Portugal em 1889 para leccionar na Escola Avelar Brotero, em Coimbra, onde permaneceu até 1903. Nessa cidade veio a criar amizade com diversos intelectuais, escritores e artistas, entre os quais Eugénio de Castro (1869-1944) e Carlos Reis (1863-1940). Transferindo-se para Lisboa em 1903, passou a leccionar na Escola Marquês de Pombal. Depois de quase duas décadas de ensino e bem sucedidas exposições de pintura nesta cidade, Batistini assumiu em 1921, com Viriato Silva (datas desconhecidas), a recuperação e administração da fábrica Constância, que apenas depois do seu falecimento, por homenagem de Maria de Portugal, passou a ostentar o seu nome.

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