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SANTO ANTÓNIO

em Literatura Portuguesa

Referência:
9980

Autor:
LUÍS, Augustina Bessa

Palavras chave:
sem palavras chave

Ano de Edição:
sem ano de edição definido

40,00€


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Título:
SANTO ANTÓNIO
Descrição:
Guimarães & c.ª Editores, Lisboa, 1973. In-8.º de 318-(1) págs. Br. Capa de brochura ilustrada com um desenho de António Soares. Exemplar em excelente estado de conservação.
Observações:
PRIMEIRA EDIÇÃO da obra em que Agustina Bessa Luís, pela primeira vez, transpõe os caminhos da ficção e se detém num personagem histórico.
Santo António de Lisboa, cuja história, durante séculos, resistiu a ser soterrada pelo panegírico e acabou por ser encarada como exercício de eruditos, aparece-nos, a nós os leigos, ora fleumático, ora diáfano. A sensibilidade popular converteu-o num santo fácil e caseiro; nisto veio a dar aquele que, por índole e por carreira, se entregou ao convívio das causas humanas. Santo António foi sobretudo um asceta, o que não quer dizer uma natureza solitária. O asceta, a par da saudade de morrer, anda constante com a paixão da vida. Amou o mundo por algo que era nostalgia da felicidade. E os homens corresponderam-lhe com gratidão, que é amor por quem se afeiçoa às experiências deles, ainda que sem ilusão e familiaridade. Possui o Santo as sete energias instauradas pela inteligência: possui o intelecto individual que participa da eternidade da inteligência e está muito acima do pensamento; possui a verdade; possui a alegria, pois a alegria brota da plenitude do conhecimento; possui a prova apodítica; e também a vida, porque a vida é inseparável da inteligência, e são como mortos os que a ignoram. Possui a perfeição. E o êxtase perante o mundo supersensível. (...)
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