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Livros do mês: Julho 2020
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VAGÃO J

em Literatura Portuguesa

Referência:
14525

Autor:
FERREIRA, Vergílio

Palavras chave:
sem palavras chave

Ano de Edição:
1946

150,00€


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Título:
VAGÃO J
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1946. In-8º de 232 págs. Brochado. Exemplar em bom estado de conservação, estando apenas a capa muito ligeiramente amarelada, devido à acção do tempo sobre a qualidade própria do papel. Apresenta uma rúbrica de posse. Miolo impecável sem defeitos apontar. Nestas condições, RARO.

PRIMEIRA EDIÇÃO, apreendido pela PIDE sendo considerada como uma das mais IMPORTANTES OBRAS DO NEO-REALISMO PORTUGUÊS. A lindíssima capa de brochura é desenhada por Victor Palla. Inserido na prestigiada colecção de literatura neo-realista portuguesa Novos Prosadores da Coimbra Editora

Observações:

Um dos livros de Vergílio Ferreira censurados durante o Estado Novo, sobretudo pela exposição da miséria social e da categorização da sociedade.

Assim, e resumindo, Vagão J gera-se entre dois espaços de ficção: a estrutura social, claustrante, e a estrutura de espanto, que preenche o espaço de alargamento, desclaustrante. O homem e a vida possíveis no primeiro espaço são caraterizados pela linearidade provocada pelo dinheiro, significante aniquilador que abafa todas as outras dimensões possíveis no ímpeto de esmagar. Gera-se assim a claustração para os ricos e para os pobres. Estes últimos, como não têm acesso à parte agradável desse espaço, veem-se privados de uma linguagem ordenada, que hierarquize, compartimentando, a vida. E a partir dessa linguagem cuja sintaxe põe lado a lado vários planos, hierarquizados valorativa e topograficamente no discurso dos ricos, se gera o alargamento em que os contrários se harmonizam e em que a linearidade monótona se quebra em favor da recuperação circular de novas dimensões a partir dos momentos de espanto, que vão enriquecer de novos tons a Harmonia (tal como o canto de Maria do Termo), encontrada numa organização possível dos momentos de espanto – aquilo a que chamei estrutura de espanto.” (Helder Godinho)

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