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Livros do mês: Dezembro 2023

Foram localizados 102 resultados para: Dezembro 2023

 

Referência:15305
Autor:VILLALBA, Epaminondas
Título:A REVOLTA DA ARMADA DE 6 DE SETEMBRO DE 1893. Com estampas e uma planta da bahia do Rio de Janeiro.
Descrição:

Laemmert & Cª, editores, Rio de Janeiro, 1893. In-8º de (4)-200 págs + 8 calcolitografias + um mapa desdobrável+ilustração de frontspício com retrato de Floriano Peixoto. Ilustrado ao longo do texto e em separado, representando embarcações envolvidas no conflito. Encadernação modesta, meia inglesade skivertex azul escura com capa de brochura anterior, belamente ilustrada, colada na pasta anterior da obra. Rúbrica de posse no frontspício e ante-rosto com carimbo de Livraria do Pará e verso da pasta com capa também colada ostentando um carimbo de circulação dos correios datado de 14 de Setembro de 1894 (Vila de Pereira). Calcolitografias com foxing.

Observações:

trata-se da primeira obra que narra em pormenor A Revolta da Armada de 6 de Setembro de 1893 caracterizado por um movimento de rebelião promovido por unidades da Marinha do Brasil contra os dois primeiros governos republicanos do país, que estavam tomando feições de uma ditadura militar. A revolta desenvolveu-se em dois momentos; uma no governo de Deodoro da Fonseca e outra no governo que se seguiu, de Floriano Peixoto (conhecido como Marechal de Ferro). Um grupo de altos oficiais da Marinha exigiu a imediata convocação dos eleitores para a escolha dos governantes. Entre os revoltosos estavam os almirantes Saldanha da Gama, Eduardo Wandenkolk e Custódio de Melo, ex-ministro da Marinha e candidato declarado à sucessão de Floriano. Sua adesão refletia o descontentamento da Armada com o pequeno prestígio político da Marinha em comparação ao do Exército. No movimento encontravam-se também jovens oficiais e muitos monarquistas. A revolta teve pouco apoio político e popular na cidade do Rio de Janeiro, desenvolvendo-se batalhas sangrentas. Em março de 1894 a rebelião estava vencida. O rigor de Floriano Peixoto ante os dois movimentos revolucionários lhe valeu o cognome Marechal de Ferro.

Preço:65,00€

Referência:15304
Autor:LEITÃO, Luis Veiga
Título:NOITE DE PEDRA. Poemas de ...
Descrição:

Edição do autor, Porto, 1955. In-8º de 58-(2) págs. Brochado.
Livro de notável arranjo gráfico da autoria de Amândio Silva, com ilustração de Augusto Gomes. Um livro muito belo, impresso sobre papel de elevada qualidade e gramagem, numa tiragem muito reduzida (250 exemplares).

PRIMEIRA EDIÇÃO da segunda produção literária do autor.

Observações:

Poeta de renome e artista plástico, LUIS VEIGA LEITÃO foi um militante antifascista, preso e perseguido pela Ditadura do Estado Novo. É obrigado a exilar-se no Brasil, onde acaba por morrer numa visita àquele país depois da Revolução. Era um homem corajoso, desprendido e sereno, um narrador de impressões e de histórias. O seu mais importante livro de poemas, Noite de Pedra, teve grande impacto no panorama da Poesia Portuguesa e na Resistência

Preço:40,00€

Referência:15302
Autor:SARAMAGO, José
Título:MANUAL DE PINTURA E CALIGRAFIA. Ensaio de romance.
Descrição:

Morais Editores, Lisboa, 1976. In- 8º gr. de 348-(2) págs. Brochado, com ligeiros sinais de manuseamento e algumas, poucas, manchinhas de humidade apenas no ante-rosto. Miolo muito limpo e bem estimado.

Observações:

Livro considerado inovador no panorama da literatura portuguesa contemporânea, sendo até apelidado de "Manual de Vida" (Joana Varela, fichas de leitura da Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, 1984).

Preço:85,00€

Referência:15301
Autor:[N. Bonnet de Martanges]
Título:LE ROI DE PORTUGAL conte suivi des deux Achilles, conte dedicatoire et d'une Epitre au Juif Hirschel
Descrição:

(S. ind. de lug de imp.). In-8º de 160 págs.  [A1-K4, L1-L2] + 3 gravuras. Encadernação início séc. XX, meia francesa em pele marmoreada, decoração gótica a ouro em casas fechadas e rótulos de pele com dizeres também a ouro na lombada. Aparado e carminado à cabeça, mantendo intactas as margens jumbo fortemente desencontradas. Mancha leve de humidade no canto superior direito de algunas cadernos, sobre as margens mais destacadas. Ostenta ex-libris de Vitor Avila Perez.

Exemplar descrito no catálogo da majestosa biblioteca de Vitor d'Ávila Perez (1939, p. 506), sob o nº 4679 que diz:
"Ornada de lindas gravuras de formosa composição impressas hors-texte. Muito rara e valiosa. Exemplar com grandes margens, apenas aparado à cabeça" e não faz referência ao número de gravuras.

O Catálogo 438 do livreiro Henning Opperman (Basel, 1934, p. 21) na secção Judaica, registado sob o nº 244, refere a existência de três gravuras (como o nosso) e classifica-o de Sehr Selten (muito raro).

Exemplares descritos na Biblioteca Nacional, Biblioteca de Paris e Bavarian State Library (Bayerische Staatsbibliothek).

Duarte Sousa, I - 488

A História de Portugal séc. XVIII vista por um estrangeiro marechal-de-champ (Bonnet de Martanges, 1722-1806). MUITO RARO E VALIOSO.

Observações:

Texto apresentado com estrutura poética dedicado aos reinados de D. João IV a D. José, com alusão algumas anedotas e histórias destas cortes. Largas referências ao Marquêsde Pombal, Duque de Aveiro, Távoras, Padre António Vieira, Jesuitas, etc, finalizando com Uma Carta Mitológica do Autor, onde se debruça e justifica as ilustrações da presente obra. O texto das notas diz respeito a um judeu Avraham Hershl referido no corpo do poema. De interesse para a literartura Judaica.

Preço:395,00€

Referência:15300
Autor:CASTELLAN, A(ntoine) L(aurent)
Título:LETTRES SUR LA GRÈCE, L´HELLESPONT ET CONSTANTINOPLE faisant suite aux Lettres Sur La Morée; par ... avec vingt Dessins de l'Auteur, gravés par lui-même, et deux Plans. PREMIÈRE PARTIE (et Deuxième).
Descrição:

Chez H. Agasse, Paris, 1811. In-8º de dois tomos com (2) ff, 171 p. e (2) ff, 235 págs encadernados num só volume, com 22 gravuras das quais duas são mapas desdobráveis (algumas das gravuras são também desdobráveis). Encadernação coeva, cartonada, decorada com papel fantasia pintada na época, corte das folhas carminado, com ligeiros e insignificantes defeitos de manuseamento, especialmente nos cantos. Miolo muito limpo, mantendo a sonoridade original do papel.

EDIÇÃO ORIGINAL deste notável livro de viagens, largamente elogiado na época por Lord Byron , muito bela, de grande valor bibliófilo, magnificamente ilustrada com planos e desenhos de vistas e monumentos elaborados e gravados pelo autor, o pintor Antoine-Louis Castellan (1772-1838) que percorreu a Grécia e a Turquia, atingindo através desta obra uma certa notoriedade.  Castellan foi para o "levante"  em 1796 enquanto desenhador, com uma missão de engenharia francesa liderada por Pierre Ferregau, que esperava obter um contrato laboral durante a construção de novas docas. " ... Embora a missão tenha sido interrompida, Castellan aproveitou a oportunidade para tomar notas e fazer desenhos. Ele produziu um livro muito interessante, extremamente pró-Grécia, com longas digressões sobre política e folclore" (Blackmer).

PEÇA DE COLECÇÃO.

Hage Chahine, 821; Blackmer, 299; Chadenat, 2247.

Observações:

Antoine Laurent Castellan (1772-1838) foi um arquiteto, pintor e gravador francês. Estudou pintura paisagística e viajou para a Suíça, Itália e Império Otomano. Realizou uma curta viagem pelos territórios otomanos, principalmente pelo sul da Grécia e pelas ilhas (Zaquintos, Citera, Peloponeso e Hidra), bem como por Istambul e o Helesponto. No final do século XVIII, durante o reinado do sultão Selim III, num esforço para melhorar as relações com o império otomano, a França organizou uma expedição a Istambul com a missão de reparar navios e ajudar em outras tarefas no porto da cidade. Castellan participou da missão como pintor.

A expedição não alcançou os seus objetivos, pois os seus membros foram obrigados a fugir face à guerra, a uma epidemia, a incêndios e a uma revolta. Castellan, no entanto, publicou as suas impressões desta viagem, num texto escrito em estilo epistolar, que circulou em três edições, com numerosas gravuras baseadas nos seus desenhos. Infelizmente, o trabalho de Castellan circulou ao mesmo tempo em que Pouqueville conheceu enorme sucesso editorial com seus próprios livros. Castellan tornou-se membro da Acadèmie des Beaux Arts, à qual dedicou os últimos anos de sua vida. Sua obra “Moeurs, usages, costumes des Othomans” (1812) juntamente com a que se apresenta, foram largamente elogiada por Lord Byron.

Inteligente e objetivo, além de sensível, Castellan retrata as ilhas, o Peloponeso e Propontis, focando-se nas tradições de cada um dos lugares visitados. Foi um dos primeiros viajantes a se tornar sensível à música grega e à arte religiosa ortodoxa grega. Harmoniosos com o seu texto, os seus desenhos acompanham o seu discurso gentil. Livre de preconceitos, Castellan descreve o novo mundo que vê diante de si: fortalezas, cidades, mesquitas, igrejas, fontes, casas, moinhos, antiguidades e pessoas.

Nesta edição, Castellan descreve brevemente algumas ilhas do Mar Egeu (Cranae, Kea, Eubeia, Calogeros, Psarra, Lesbos e Tenedos) e discorre sobre Dardanelos, Callipolis, Lampsakos e a Ilha de Mármara. Foca-se nos assuntos específicos relativos a Istambul, como Pera, os caikhs, os costumes dos fuzileiros navais gregos, a Royal Cistern, uma mulher grega da nobreza, sua recepção por um oficial otomano, um grande incêndio, cemitérios, a epidemia de peste, palácios no Bósforo, costumes e tradições dos turcos etc. A escolha dos temas e a forma como descreve mostram a visão particular de um notável viajante.

Preço:650,00€

Referência:15299
Autor:CORREIA, Natália
Título:ONDE ESTÁ O MENINO JESUS?
Descrição:

Edições Rolim, Lisboa, 1987. In-8º de 64-(2) págs. Brochado. Exemplar muito bem conservado.

Observações:

Da contracapa, pelas palavras da própria autora: " ... A tia Cremilde que era lírica, dispusera no tampo da cómoda de mogno a santa pastorícia em barro colorido do burrinho, da vaquinha, dos pastores e do gaiteiro embasbacados no nascimento do menino. Debruçados sobre o berço humilde, um senhor idoso e uma linda donzela velavam com espanto aquele frutozinho carnal do seu casamento que não descera a baixezas venéreas devido à idade avançada do esposo. Mas esse mistério era comovente. O que irritava eram três marmanjões realengos que, andando atrás de uma estrela, tinham ido parar ao presépio. Gente estrangeira, caso para desconfiar. (...) ". "Onde Está o Menino Jesus? supera, em muito, o programa ainda demasiado brincalhão (de Caeiro) ou demasiado metafísico (de Pascoaes) sobre a desmistificação da Trindade e, de modo especial, a figura do Menino Jesus ...". (José Augusto Mourão, Colóquio Letras, 1988, p. 164)

O livro recolhe dois contos já publicados e dois inéditos, tendo sido lançado na Galeria Diferença, em Lisboa

Preço:15,00€

Referência:15298
Autor:CORREIA, Natália
Título:CÂNTICO DO PAÍS EMERSO.
Descrição:

Contraponto (Lisboa, s.d. - 1961). In-8º de 37-(1) págs. Brochado com raros picos de humidade.

PRIMEIRA EDIÇÃO rara e apreendida pela PIDE.

Observações:

Cântico do país emerso foi escrito na sequência do assalto ao Santa Maria (22de Janeiro 1961), assalto este, comandado por Henrique Galvão, que teve objectivo expor a ditadura portuguesa virando a comunidade internacional contra Salazar. O livro da Natália " ... terá demorado menos tempo a escrever do que Salazar demorou a livrar-se da humilhação ..." (Filipa Martins, 2023) e encabeçou o rol de obras natalianas proibidas pelo Estado Novo durante os anos 60.
 

Preço:90,00€

Referência:15295
Autor:CORREIA, Natália
Título:A MOSCA ILUMINADA
Descrição:

Quadrante, Lisboa, 1972. In-8º de 85-(3)págs. Brochado.

Integrado na "Colecção Poesia". Capa e orientação gráfica de Cidália de Brito Pressler. Exemplar muito bem conservado, não obstante de alguns picos de humidade na capa.

Observações:

Colectânea constituída por duas partes "Fragmentos de um Itinerário" e "As Aparições" onde Natália Correia reúne um conjunto de poemas e de prosa poética.

Num dia demasiado raivoso para caber no zodíaco nasci a metade de um endecassílabo quebrado em dois. Tambor de ossos delirantes espalhei na cidade a notícia de um planeta puro como o hálito de muitas flores reunidas preparava um dilúvio de sonhos para desnudar as estrelas jacentes nas criptas dos nomes. Era a loucura de não nascer comigo. Sentados no sumptuoso acento da morte, os homens trocavam entre si as navalhas em código dos assassinos especialistas na vida. Tinham todos nascido pontualmente à hora da certidão de idade. Ou estavam pelo menos convencidos disso. Uma certeza que na caça aos fogos-fátuos do alfabeto atribui a cada um o mérito de pendurar à cintura o significado esperneante da vida. Uma cabeleira em acento circunflexo amortecia os sons pertencentes a outra idade que levavam aos sepulcros, salas da dança horrível das vogais sepultadas vivas. Constelada de calafrios recolhi-me à minha flor provocada pelos dias intensos em que me alcanço na radiosa capital dos inascidos: a luz da minha pele iluminada por dentro para gravar um canto. A educação musical dos girassóis que dá o meu hectare de realidade entre o ser e o estar põe a minha memória ao serviço da metade que eu fiquei por nascer. Trabalho urbanístico de esponja embebida na luz de um lugar achado pela técnica suavíssima do marfim de todos.
Alguns, por cardíaca aceitação do policiamento da porta que um cão de turquesas abre para o sítio onde vai ser a vida, chamam a isso poesia.

Preço:40,00€

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Referência:15294
Autor:CORREIA, Natália
Título:O HOMÚNCULO. Tragédia jocosa com quatro ilustrações da autora.
Descrição:

Contraponto, Lisboa, 1965.In-4º de 38-(2) págs. Brochado. Ilustrado em extra-texto com quatro ilustrações da autora, com fortes influências surrealistas, impressas à parte e coladas em folhas para isso destinadas. Edição cuidada. Exemplar impecável

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

O Homúnculo é uma peça de teatro escrita por Natália Correia, apreendido pela PIDE logo após ser publicado, em 1965. A peça consiste numa sátira onde a figura de Salazar (que na peça é incarnado pela figura de el-rei Salarim) é completamente destituída da majestade  e solenidade que caberia a um chefe de estado. Salarim apresenta-se como a figura que representa o Reino da Mortocália, no qual as pessoas que o habitam vagueiam pelo território como mortos-vivos.

"Salarim tem nariz (ou bico) arqueado e dois olhos de fogo muito juntos, situados quase no alto da cabeça. Da sua idade só se pode dizer que por meios naturais era de esperar que já tivesse morrido há muito tempo, mas que por outros meios, talvez sobrenaturais (há quem diga que usando em proveito próprio o tempo que roubou aos súbditos), conseguiu suster a foice, sempre que a morte julgou chegada a altura de ceifar os seus muito esticados anos."

Preço:80,00€

Referência:15290
Autor:QUINTELA, Paulo (trad.)
Título:A SEGUNDA ELEGIA DE DUÍNO, manuscrito
Descrição:

Poema manuscrito sobre 4 folhas de papel (23 x 16 cm) pela frente assinado no final. Ligeira acidez marginal. Anexa-se um conjunto de 3 folhas dactilografadas com o poema transcrito.

Observações:

Trata-se da tradução da SEGUNDA ELEGIA DE DUÍNO realizada por PAULO QUINTELA, inicialmente em Novembro de 1937 e revista em Janeiro de 1952. Esta tradução foi inserta no segundo fascículo (Inverno de 1951-52) da revista ÁRVORE (p. 141-143).

Preço:120,00€

Referência:15288
Autor:ALEGRE, Manuel
Título:O CANTO E AS ARMAS.
Descrição:

(Tipografia do Carvalhido. Porto). 1967. In-8º de 150-(1) págs. Brochado com sobrecapa ilustrada, a partir de fotografia de Eduardo Gageiro. Insignificante defeito no pé da lombada, na sobrecapa.

Primeira edição da segunda obra poética do autor (na verdade é a terceira, pois a primeira, publicada com o autor muito jovem, foi renegada pelo próprio), bastante invulgar.

Observações:

Nesta obra “... se acentua a propensão ideológica e de poesia de combate, acrescentando-se uma temática do exílio que será constante ao longo de toda a sua obra...”.

Preço:40,00€

Referência:15287
Autor:CORREIA, Natália
Título:A MADONA
Descrição:

Editorial Presença, Lisboa, 1968. In-8º de 239-(1) págs. Brochado. Capa de brochura lustrada com fotografia de F.C.E. Não obstante de se encontrar com alguns, muito poucos, sublinados leves a tinta negra, está um exemplar em muito bom estado de conservação.

Primeira edição.

Observações:

Romance de Natália Correia que é um ataque feminista à sociedade, mais emocional do que argumentativo, em que,  segundo Filipa Martins (2023) "... denuncia a doença do ateísmo ...". .  Muito do que ainda hoje  é a concepção de castidade, de fidelidade,de amor , de feminino e de masculino é aqui descrito de uma forma crua e intensa.

 

Da Contracapa:

"... A dialéctica da emancipação da mulher tem neste romance um dos seus mais vivos e vigorosos testemunhos. Natália Correia acompanha, passo a passo, a vida da mulher que, desenraizada da sua ancestralidade feudal, procura àvidamente o direito a uma existência própria, à possessão de um destino pessoal que lhe foi milenariamente sonegado..."

Preço:25,00€

Referência:15286
Autor:JUNQUEIRO, Guerra
Título:PEDRO SORIANO
Descrição:

Paris - 2119. (S.l. nem data autêntica). In-8º de 14 págs. Encadernação meia francesa em pele verde com cantos, ornamentação dourada em casas abertas e dizeres, também dourados, na lombada. Nítida impressãoi sobre papel de linho encorpado. Magnífico exemplar, sem defeitos assinalar.

Edição princeps, muito rara, do célebre poema "obsceno" e erótico, publicado sem o consentimento do autor (mesmo assim tendo-o chamado filho do alcool e da bohémia) de forma clandestina numa restritíssima tiragem, cujos exemplares ele procurou recolher e destruir até ao fim da vida. .

Observações:

No texto introdutório, lê-se: Pedro Soriano foi o heroi de um casamento simulado que houve em Lisboa. Tinha o membro viril desenvolvidissimo. Uns amigos de Junqueiro, encarregaram-se de lhe apresentar o Soriano, porque tendo contado a Junqueiro a enormidade do membro, ele dissera que exageravam. Junqueiro viu e exclamou: “Tamanho membro merece um poema”.

Poema licensioso, do qual, segundo nos relata Raul Brandão, no seu segundo volume das Memorias, " ... Junqueiro escreveu algumas poesias eróticas, que um livreiro do Porto a ocultas coligiu e publicou tirando quarenta exemplares». E mais adiante acrescenta: «José Sampaio [Bruno] arranjou um para a Biblioteca Municipal do Porto. Junqueiro que passou a vida a comprar por todo o preço esses exemplares, deu o manuscrito da Pátria à Câmara do Porto em troca do exemplar da Biblioteca. E dizia: - Esses versos não são meus, são do álcool...". Todavia, o escritor João Paulo Freire (Mário), publicou em Curiosidades Bibliográficas o seguinte acrescento: " ... Sampaio Bruno aceitou e mandou fechar a sete chaves uma cópia que mandara tirar do original que Junqueiro acabava de inutilizar. Desta edição tiraram-se apenas 60 exemplares ...".

 

Preço:395,00€

Referência:15285
Autor:MATHIAS, Jorge ; GIL, Carlos & BARROS, Jorge
Título:PORTUGAL E OS SEUS CAVALOS.
Descrição:

Edições António Ramos, Lisboa, (1980) In-4º de 112-82) págs. Encadernação editorial preservando a sobrecapa ilustrada. Profusamente ilustrado.

 

Observações:

Do texto na badana: “Dar a conhecer um pouco do ‘Mundo Equestre Português’ foi nossa intenção ao publicar a presente obra. Depois de uma breve história da equitação em Portugal, encontraremos as raças de cavalos nados e criados no nosso país. O Lusitano, primeiro cavalo de sela conhecido, talvez o mais importante em toda a história equestre. O Sorraia cuja docilidade agilidade aliadas à sua pequena estatura, o equipararam ao universal “pony” inglês. O soberbo Alter, cuja qualidade e categoria há muito ultrapassaram as fronteiras portuguesas. E o Garrano, de enorme rusticidade e resistência, de valor inestimável para os pequenos agricultores da região norte do país. (...). E porque o cavalo está na essência das feiras portuguesas, percorremos algumas delas: Golegã, Vila Franca e Santarém. Segue-se uma vista às escolas de equitação, com merecido destaque para a Escola de Mafra, (…). Chegámos finalmente ao Museu Nacional dos Coches, para ali reviver todo o passado ligado ao cavalo ...”.

Preço:30,00€

Referência:15284
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:OEIRAS
Descrição:

Imprensa Portugal, Lisboa, 1940. In-8º de 103-(1) págs. Brochado. Ilustrado ao longo do texto e em separado. Dizeres e brasão da vila de Oeiras impressos na capa anterior com pigmento dourado. Ocasionais picos de humidade nas primeiras 3 páginas, no sector superior da página. Reforço da charneira com restauro da lombada, pequena falha de papel na cabeça da lombada (área correspondente a meio centímetro quadrado). Belo exemplar, muito limpo, em excelente estado geral de conservação.

PRIMEIRA EDIÇÃO desta muito estimada e valiosa monografia, título de Aquilino Ribeiro, provavelmente, o mais aro de aparecimento no mercado

Observações:

No colofón: Coligiu estas notas para ser agradável aos seus amigos de Oeiras, Tenente Coentro, Dr. Sílvio Pelico, Leonino Simões, e seu vizinho Agostinho de Macedo, em homenagem ainda à terra onde viveu de 1918 a 1927 - Aquilino Ribeiro.

Preço:125,00€

Referência:15283
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:A TRAIÇÃO. Novela por ...
Descrição:

Editorial Limitada, Lisboa. s.d. [1922]. In-8.º pequeno de 30-82) págs. Brochado, com imperceptíveis e insignificantes picos e manchinha de humidade. Acabamento com ponto em arame, ao contrário do habitual, sem qualquer vestígio de oxidação férrica. Exeplar impecável.

Primeira edição (e única). Invulgar obra, das mais recuadas de Aquilino, inserido na colecção Leitura de Hoje.

Observações:

Publicação em que o autor preferiu ver sem reedição, sendo hoje alvo de apreço dos bibliófilos.

Preço:45,00€

Referência:15282
Autor:REDOL, Alves
Título:ESPÓLIO. Conto.
Descrição:

Edição do autor [Composto e impresso na Imprensa Municipalista da Procuradoria Geral dos Municípios. Lisboa] s.d.  (1944). In-8.° de 31-(1) págs. Brochado, com capas ligeiramente empoeiradas. Miolo impecável.

PRIMEIRA Edição de uma tiragem, provavelmente, de reduzido numero de exemplares cuja venda revertia a favor dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira. MUITO INVULGAR.

Observações:
Preço:70,00€

Referência:15281
Autor:GOMES, Soeiro Pereira
Título:CONTOS VERMELHOS
Descrição:

In-8º de 22 págs. Brochado. Capas de brochura com ligeira acidez, miolo em excelente estado, quase limpo, não fosse o ocasional e muito ténue foxing em algumas, muito poucas, páginas. Sem defeitos de ordem física assinalar (exemplares houvera que passaram por nossas mãos, apresentavam um ponto de ferro - agrafo - transmitindo intensa oxidação nas suas imediações. O exemplar que se apresenta está intacto em folhas soltas e dobradas, tal como publicado e distribuído de mão em mão.

Trata-se de EDIÇÃO ORIGINAL CLANDESTINA impressa inteiramente sobre finíssimo papel de arroz, sem indicação de local de impressão. Livrinho perseguido e apreendido pela Polícia Política de então. Desconhecido por alguns bibliófilos e ausente na maioria dos catálogos de primeiras edições

MUITÍSSIMO RARO.

Laureano Barros, 2623; Paulo Quintela, 301.

Observações:

Aos meus companheiros – que, na noite fascista, ateiam clarões duma alvorada” dedica o autor os três contos inseridos na publicação  “Pio dos Mochos”, “Mais um Herói” e “Refúgio Perdido”.

A publicação do Museu do Neo-realismo Na Esteira da Liberdade (2009)  por ocasião do centenário do nascimento do escritor, luisa Duarte Santos diz-nos que o primeiro destes contos, O Pio dos Mochos (dedicado "ao camarada Duarte", pseudónimo na clandestinidade de Álvaro Cunhal), terá sido escrito em 1945, seguindo-se Refúgio Perdido em Novembro de 1948, dedicado "ao camarada João (pseudónimo clandestino de António Dias Lourenço) que inspirou este conto" e Mais um Herói, de 20 de Janeiro de 1949. A dedicatória deste último, "À memória de Ferreira Marquês e de quantos, nas masmorras fascistas, foram mártires e heróis", apresenta "o nome legal e não o pseudónimo, porque o camarada já morrera (em 1941) assassinado e não era portanto necessário protegê-lo".

" ... Escrever foi para Soeiro Pereira Gomes outra forma de lutar. E ai a sua arte não se limitou a interpretar o mundo: pela beleza e profundidade dessa interpretação inscrita no tempo histórico da maxima exploração que é o fascismo, ditadura terrorista da grande capital aliado ao imperialismo, e dos latifúndios, ela contribuiu para preparar subjectivamente sempre novas gerações para a luta pelo socialismo e pelo comunismo, nos quais (e só neles) deixarão de existir os meninos dos Esteiros, expulsos da infância, os clandestinos de Contos Vermelhos, expulsos da vida comum de todos os homens, os miseros recém-proletários de Engrenagem, expulsos brutaimente de um passa-ao campones ..." (Augusta da Costa Dita, prefácio a Refúgio Perdido, Edições Avante, 1975)

 

Preço:685,00€

Referência:15279
Autor:CORREIA, Natália
Título:RIO DE NUVENS. Livro de poesias de (...). Prefácio de Campos de Figueiredo.
Descrição:

(Oficinas da Atlântida, Livraria Editora), Coimbra, 1947. In-8º de 39 págs. Brochado, com ligeiro empoeiramento, praticamente imperceptível. Exemplar com os cadernos por abrir. Raríssimo foxing.

PEÇA DE COLECÇÃO do livro de estreia na poesia da Natália Correia. PRIMEIRA EDIÇÃO do, seguramente, mais raro livro de toda a sua bibliografia.

Observações:
Preço:300,00€

Referência:15278
Autor:PORTUGAL, Tristão da Cunha
Título:O FABULISTA DA MOCIDADE ou Fabulas Selectas d’Esopo, Lafontaine, Florian, Stassart, Lemonnier, Iriarte, Samaniego, etc.; destinadas para a educação e recreio da mocidade
Descrição:

Em Casa de Vª J. P. Aillaud, Monlon e Cª, Livreiros de suas Majestades o Imperador do Brasil e a Rainha de Portugal. In-8º oblongo de (4)-VIII-204 págs. + 24 folhas em extra-texto (litografias). Exemplar restaurado com as capas de brochura, com alguma acidez generalizada, preservadas e aproveitadas e montadas na cartonagem. Algum foxing disperso ao longo do texto.

Exemplar de invulgar beleza editorial e formato, completo com tudo o que foi publicado. Ilustrado com o retrato de La Fontaine e as 24 estampas são alusivas às fábulas expostas. INVULGAR

Inocêncio, III-355.

Observações:

Tristão da Cunha Portugal é pseudóniumo de João da Cunha Neves e Carvalho Portugal.

Da página 6, i.é., página VI: "(...) Mirando nós sempre á facilidade e utilidade deste genero d`ensino, traduzimos em prosa as Fabulas, que achámos em verso tanto em Lafontaine como nos outros autores, e empregámos todo o disvelo em arredar toda a phrase, ou expressão que deslizasse da mais sã doutrina e honestidade, a fim de que nas almas candidas, innocentes, porèm avidas dos meninos se não podessem infiltrar senão preceitos, e maximas de uma philosophia pura, comprehensivel, natural, pratica, e de facil retentiva. Se a isto se juntar o nitido da edição, os ornatos de que vai acompanhada, e a belleza, e novidade da encadernação mesma, se concluirá que nada poupámos para captivar o apêgo e affeição dos meninos a um livro que deve fazer um dos seus primeiros estudos, e do qual hão de colher mui proveitosos fructos. (...).

 

Preço:195,00€

Referência:15277
Autor:BESSA-LUÍS, Agustina
Título:MUNDO FECHADO.
Descrição:

Mensagem. Coimbra. 1948. In-8.° de 173-(3) págs. Encadernação moderna, meia francesa em pele mosqueada com dourados em casas fechadas e rótulos de pele castanha escura gravados a ouro com dizeres na lombada. Exemplar muito limpo sem qualquer defeito apontar à vista desarmada. Capa da brochura ilustrada por A. Luis. Conserva capas de brochura e ostenta uma belíssima dedicatória autógrafa (na imagem, o nome do destinatário rasurado é apenas digital, por nós realizado) e que diz: 

"Um primeiro livro é como uma primeira viagem: propõe-nos repetir os nossos caminhos. Para o  ... Agustina Bessa-Luis, Porto, 1995".

Primeira Edição da estreia literária de Agustina Bessa Luís, hoje já de raro aparecimento no mercado. PEÇA DE COLECÇÃO.

 

Observações:

O primeiro livro de Agustina Bessa-Luís, Mundo Fechado, datado de 1948 encetou uma enorme obra literária em que publicou ficção, ensaios, teatro, crónicas, memórias, biografias e livros para crianças.
 Na edição de Mundo Fechado da Guimarães Editores, 2005, lemos as seguintes palavras da autora: "O mais novo de todos os meus livros é o Mundo Fechado. É limpo de intenções, como as crianças. E doce de encontros, como os que as crianças têm com uma ave que caiu do ninho. (...) ".

Preço:625,00€

Referência:15276
Autor:GALVÃO, Henrique
Título:ANTROPOFAGOS
Descrição:

Editorial Jornal de Notícias, Lisboa, 1947. In-º de 330-(2) págs. Encadernação editorial em skivertex grenat, conservando as capas de brochura ilustradas por José de Moura. Ostenta ex-libris estarngeiro. Obra muito limpa, com o miolo sem qualquer mancha ou outro defeito apontar, não obstante seu ligeiro aparo marginal.

Observações:

Nalgumas das palavras de introdução, na pág. 7 apresenta-nos a obra informando que  " ... As personagens apresentadas nesta obra são reais: existiram umas, existem outras. Os casos referidos são autênticos... Porém, qualquer semelhança que venha a notar-se, por parte de pessoas muito observadoras, entre estas gentes e coisas bárbaras, e certas gentes e coisas que todos temos por muito civilizadas — e que também existem, em outras latitudes - deve considerar-se como pura coincidência, a que são igualmente estranhos o autor... e os antropófagos."

Mais adiante, no Prefácio: " A antropofagia, relativamente ao interesse que mereceram outros capítulos das Etnografia e Etnologia, em toda a extensão do tempo e dos lugares, tem sido pouco estudada em profundidade. É escassa, em quantidade, e, as mais das vezes tímida, a bibliografia que directamente lhe diz respeito. E, além desta, pode dizer-se, apenas aflora em narrativas de viajantes e em desvios rápidos de certas obras, que, vizando outros fins, acidentalmente a encontraram." Obra bem documentada com fotografias, desenhos e pinturas.

Dividida em três partes, o estudo da antropofagia aqui apresentado diz respeito à sua repartição geográfica à escala mundial (primeira parte) referindo sobretudo o seu aparecimento, decadência e extinção. Depois em concreto na segunda parte da obra, à escala do continente africano com os casos existentes à epóca da publicação. A terceira parte da obra é exclusivamente dedicada às declarações, confissões e testemunhos colhidos directamente dos canibais e outars gentes de Nambuangongo e do Posto Séde de Uige .

Preço:70,00€

reservado Sugerir

Referência:15274
Autor:CORREIA, Vergílio
Título:PINTORES PORTUGUESES dos séculos XV e XVI por ...
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1928. In-8º de XXXIII-(1)-101-(1) págs. Encadernação meia francesa em pele castanha escura com bonitos dourados floreados em casa fechada e dizeres na lombada. Ilustrado com estampas sobre papel couché, contendo reproduções de pinturas e assinaturas dos seus autores (XIV estampas extratexto).

PRIMEIRA EDIÇÃO de uma tiragem especial limitada a 100 exemplares, numerados e rubricados por Joaquim de Carvalho

Observações:

Inserida na colecção «Subsídios para a História da Arte Portuguesa (Colecção louvada pelo Ministério da Instrução Pública) XXVI». Ilustrado com gravuras de página inteira em separado.

Preço:75,00€

Referência:15273
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:O DESENGANO. Periodico Politico, e Moral por ...
Descrição:

Lisboa na Impressão Regia, 1830 (Setembro 1830 a Setembro de 1831). In-8º de 27 números, composto maioritariamente por 12 páginas cada: Colecção completa de 27 numeros encadernados num volume. Encadernação meia de pele cor de mel, século XX, com rótulo de pele vermelha gravada cm dizeres a ouro na lombada. Corte coevo das folhas salpicado a pigmento azul indigo. Exemplar acompanhado do retrato que por vezes falta nos exemplares que aparecem no mercado, gravura esta desenhada por H. J. da Silva e gravada por D. J. Silva . Inocêncio, no seu Dicionário Bibliográfico, diz-nos que a obra " ... compõe- se de 27 n.ºs, dos quaes o ultimo sahiu posthumo, tendo ficado incompleto pela morte do auctor ...", dado esse que se obtem também no último parágrafo do último número, onde refere a data de cessão de escrita e do passamento do autor "... por lhe obstar a finalisal-o o ataque das sezões de que lhe sobreveiu a morte ..."

Exemplar apresenta ainda uma folha final, constituída por 2 sonetos assinados J.J.P.L. [Joaquim José Pedro Lopes], intitulados «Por ocasião da sentida morte do Padre J.A. de Macedo» e o «Índice dos títulos dos numeros desta obra».

Publicação periódica completa, de difícil obtenção no mercado e cujas descrições não referem, nem a gravura, nem a folha final.

Inocêncio, IV, 197; Manuel Ferreira, Cat. LXXXII

 

 

Observações:

Periódico afeiçoado à causa absolutista em que o autor " .... arremedando uma espécie sui generis de heteronímia ou máscaras da mentira, criou, sem paralelo, um verdadeiro estilo de intervenção desorbitada na vida política portuguesa, habitualmente mais passiva e impessoal (...) e verdadeiro profissional da demagogia, converteu a polémica de intenção literária num registo ideológico ..." (Maria Ivone Ornellas Andrade, in A Contra-revolução em português, José Agostinho de Macedo, vol. II, 2004, p. 316)

Preço:250,00€

Referência:15272
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:LEAL DA CAMÂRA vida e obra
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, 1951. In-4º de 121 págs. Encadernação meia francesa, em pele vermelha, com dizeres a ouro e decoração, também dourada, em casas fechadas na lombada. Conserva as capas de brochura. Edição cuidada com direcção artística de Abel Manta. Ilustrado ao longo do texto a preto e branco e com 12 reproduções a cores e em extra texto de obras do pintor Leal da Câmara.

PRIMEIRA EDIÇÃO, de luxo, numa tiragem limitada, numerada e marcada com sinete do autor.

Observações:

Biografia e elogio do artista Leal da Camâra escrita por Aquilino Ribeiro que foi seu amigo e admirador. Leal da Câmara “(...) desertava para a vida de arte e boémia, que tal era o ofício de desenhador e caricaturista na velha Lisboa mole e patriarcal, à qual começava a arrepelar a epiderme cascuda de conformismo a furuncolose política anti-dinástica. (...) Era uma bandeira que aparecia pela primeira vez a defraldar nos ares pátrios um ideal cheio de promessas, um abanão à sornice lusitana.”

 

Preço:95,00€

reservado Sugerir

Referência:15270
Autor:LEADBEATER, Charles Webster e PESSOA, Fernando [trad.]
Título:A CLARIVIDENCIA
Descrição:

Livraria Clássica Editora de A.M. Teixeira, Lisboa, 1916. In-8ºde 200 págs. Encdernação moderna meia inglesa em pele grenat. Conserva capas de brochura e todas as margens por aparar. Últimas páginas com ligeira manchinha de humidade marginal. Rúbrica de posse no ante-rosto.

PRIMEIRA EDIÇÃO desta tradução de Fernando Pessoa, que conheceu em 1924 nova edição. MUITO INVULGAR.

Observações:

Clarividência foi publicado originalmente em 1899, e é um clássico difícil de superar sendo uma referência para todos os interessados no tema. Foi redigido com a simplicidade didática característica de Leadbeater, sendo por ele dividido, segundo a capacidade de visão empregada em três classes principais, a saber: a clarividência simples (a mera expansão da visão ao que ocorra estar ao redor do vidente), a clarividência no espaço (o poder de projetar a visão em direção a cenas ou acontecimentos afastados do vidente no espaço) e clarividência no tempo (o poder de ver o passado e futuro), bem como seus métodos de desenvolvimento e seu domínio (se é intencional, semi-intencional ou não intencional). Pela leitura da belíssima tradução de Fernando Pessoa, que enriquece esta edição, vem este " ... título abrir gradualmente o portal para as dimensões superiores de seu Ser, por meio de uma transformação que leva uma visão mais ampla da vida ...".

Preço:100,00€

Referência:15267
Autor:ASSIS, Joaquim Maria MACHADO DE
Título:AMERICANAS
Descrição:

B.L.Garnier. Livreiro-editor do instituto histórico, Rio de Janeiro, 1875. In-8º de VII-210-(3) págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele grenat, com dizeres dourados na lombada. Aparo marginal generalizado, carimbo de posse a óleo coevo, assim como a rúbrica de posse correspodnente no ante-rosto, este e o frontspício apresentam raro foxing estando o restante miolo muito limpo e fresco.

Primeira edição, bastante rara, publicada num dos momentos, literariamente, mais interessantes na vida do autor.

Observações:

Obra maior da literatura brasileira, é composta por treze poemas, de temática romântica, em que, Machado de Assis, mostra-se contido nas suas expressões, sendo algumas mantidas nas suas formas arcaicas, respeitando a métrica. Trata-se de uma poesia narrativa baseada na acção, contando com a influência de vários outros autores, entre os quais José de Alencar, com recursos de metalinguagem. Na opinião de António Cândido, crítico maior da literatura brasileira, na sua importante obra Formação da Literatura Brasileira (1957), afirma que teria sido este "... o movimento inicial da verdadeira literatura brasileira, onde estavam valorizadas, na pena dos mais ilustres poetas do Brasil, as distintas figuras do ambiente local, desde o índio localizado nas matas, até o homem da capital no romance urbano ou regional. Seria então, este o momento da fundação da literatura nacional no Brasil. ...".

Obra na qual encontramos uma erudição ímpar, retratanto a figura indígena dispersa por todo o Brasil, além de homenagens ao “Patriarca da Independência” – José Bonifácio; e ao autor da Canção do Exílio – Gonçalves Dias – que também imortalizou muitas das tribos brasileiras com sua obra de cunho indígena. Não sendo inteiramente dedicada ao tema indígena, Machado de Assis aborda também neste título, e com algum ênfase, a temática nacionalista da época, mas nunca deixando de exaltar figura nacional, cantando o herói da própria terra, por oposição a Europa e aos clássicos.

 

Preço:390,00€

Referência:15266
Autor:VIEIRA, Luandino
Título:LUUANDA
Descrição:

(Oficinas Gráficas ABC), Luanda, 1963. In-8º de 103-(3) págs. Brochado. Rúbrca de posse no ante-rosto.

PRIMEIRA E VALIOSA EDIÇÃO, impressa clandestinamente (?) e proibida de circular. RARO.

Observações:

Da "sábia e culta" wikipédia, obtemos a seguinte descrição: Luuanda é uma obra histórica, vista como um autêntico livro de rutura com a norma portuguesa na literatura angolana. Pelo seu cariz inovador, mereceu o reconhecimento geral e foi galardoado com dois importantes prémios - 1º Prémio D. Maria José Abrantes Mota Veiga, atribuído em Luanda em 1964, e o 1º Prémio do Grande Prémio da Novelística, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Escritores, em Lisboa, em 1965. A publicação do livro causou uma grande polémica e represálias na época salazarista. Luuanda é considerada pelo o presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE) José Manuel Mendes "Uma das obras, sem duvida, maiores da literatura portuguesa".

Preço:275,00€

Referência:15265
Autor:SADE, Marquês de
Título:A FILOSOFIA NA ALCOVA. Prefácios de David Mourão-Ferreira e Luiz Pacheco.
Descrição:

Lisboa, ediçoes Afrodite, 1966. In-8º de 215 págs. Brochado e adornado com 10 estampas impresas em separado, em papel couché. Edição cuidada. Capas com ligeira descoloração por acção solar directa. Tem colado na folha de ante-rosto um Aviso aos Srs Livreiros aconselhando-lhes o maior cuidado na venda do livro e interditando-o aos menores. INVULGAR.

Observações:

Tradução portuguesa deste clássico francês dos livros eróticos pela primeira pela primeira vez editado em Portugal e que levaria a julgamento as pessoas que colaboraram na sua edição e a posterior condenação. O livro considerado "pornográfico" teve uma edição de tiragem restrita.

Preço:45,00€

Referência:15263
Autor:CRUZ, José Ribeiro da
Título:NOTAS DE ETNOGRAFIA ANGOLANA
Descrição:

(Sociedade Industrial de Tipografia), Lisboa, 1940. In-8º de 182 págs. Brochado com ligeira falta de papel no pé da lombada, sem no entganto prejudicar a estrutura de suporte do livro. Rúbrica de posse no ante-rosto, que se repete no frontispício. Ricamente ilustrado com fotogravuras ao longo do texto de povoações Xingues, Kiocos, Lundas, Mussucos e Bangalas, e apresenta ainda quadros de dados antropométricos, sociais entre outra informação. Encerra mapas desdobráveis das variantes linguísticas da língua Ganguela, nomeadamente a "Chave da Língua Kimbundo" acompanhada das listas de termos nos seus vários dialectos.

Observações:

O índice encontra-se descrito segundo a ordem: ORIGEM DOS POVOS BANTU , OS POVOS DE ANGOLA , DADOS ANTROPOLÓGICOS (Steatopigia, cumprimento dos seios, avental vulvar e outras características somáticas) e USOS E COSTUMES: 

- Organização social
- Organização política
- Religião
- Regime de propriedade
- Justiça
- Penalidades
- Servidão familiar
- Circuncisão
- A puberdade feminina
- A seta de cupido
- Alambamento
- Esponsais
- Nascimento
- Baptizado
- Cumprimentos
- Mutopa
- Dança
- Falecimento
- Habitação
- Alimentação
- Bebidas
- Caça
- A queimada no sertão !
- Pesca
- Vestuário
- Cuidados de asseios com o corpo
- Adornos
- Penteados
- Limagem de dentes
- Tatuagem
- Arte e indústria
- Medicina
- Kimbanda
- Música e canto
- Mudança de nomes
- Desconfiança do indígena
- Alcunhas
- Orientação
- Telégrafo indígena
- Viagens dos indígenas
- Noções do tempo
- Elementos de linguagem
- Alfabeto, seus caracteres - Fonética
- A chave do Kimbundo
- Notas sobre as 10 classes
- Relação genitiva
- Quadro linguístico comparativo dos povos do Distrito do Cuanza-Sul circunscrição de Camaxilo Ganguelas 

Preço:45,00€

Referência:15262
Autor:HODGES, G(eorge) Lloyd
Título:NARRATIVE OF THE EXPEDITION TO PORTUGAL IN 1832 under the orders of His Imperial Magesty Dom Pedro Duke of Braganza, by ...
Descrição:

James Frser, London, 1833. In 4º de dois volumes com XIII-(1)-333-(3) e 384 págs. respectivamente. Encadernação coeva, cartonada com papel fantasia da época, mas com a lombada refeita, em tela castanha, com rótulos de pele preta dourados na lombada. Ilustrado com um mapa desdobrável de grandes dimensões, representando a cidade do Porto e arredores, indicando os movimentos militares nos limites da cidade. Ocasional foxing, mais acentuado no frontspício do primeiro volume.

Obra RARA no mercado e considerada uma das fontes de informação do período da Guerra Civil de 1832-1833, relatada em primeira mão e escrita por um dos seus intervenientes.

Duarte Sousa, 350.

Observações:

De elevado interesse para a história do Cerco do Porto, que decorreu entre 1832 e 1833, cujos relatos e crónicas sobre o Cerco do Porto, constituem uma parte importante na historiografia nacional, defendendo diferentes pontos de vista. Dentro dos aspectos gerais do Cerco do Porto e das Guerras Liberais, as memórias das quase desaparecidas estruturas que foram as fortificações levantadas tanto do lado liberal como do lado miguelista, permitiram a D. Pedro e ao seu pequeno exército, fortificar-se dentro desta cidade, resistir um ano, enfrentando o exército miguelista, dez vezes superior. Estas estruturas, foram descritas em memórias esquecidas de velhos documentos manuscritos e impressos. Os relatos e crónicas sobre o Cerco do Porto, entre 1832 e 1833 constituem uma parte importante na historiografia nacional, defendendo diferentes pontos de vista.

Preço:400,00€

Referência:15261
Autor:FERREIRA, José Gomes
Título:AVENTURAS MARAVILHOSAS DE JOÃO SEM MEDO
Descrição:

Portugália, Lisboa, 1963. in-8º de 254-(10) págs. Brochado com as capas ilustradas pr Cãmara Leme. Exemplar estimado com todos os cadernos por abrir.

PRIMEIRA EDIÇÃO em livro, trinta anos depois de ter sido publicada num jornal infantil.

Observações:

José Gomes Ferreira (1900-1985) poeta e ficcionista, foi um lutador antifascista. Apesar de ter publicado o seu primeiro livro com 17 anos de idade com o título Lírios do Monte, JGF começa em 1931 a sua longa carreira de «poeta militante», militante da poesia total, «misto de cavaleiro andante, profeta, jogral, vate, bardo, jornalista, comentador à guitarra de grandes e horríveis crimes», como ele próprio se qualificou. Sob a aparência de um (falso) conto infantil esconde-se uma belíssima e divertida escrita, estando longe de ser um livro para crianças. O livro foi escrito na fase emergente da ditadura fascista (1933), quando foi publicado sob a forma de folhetim e, depois, com alterações em pleno período negro e decadente do salazarismo, em 1963. Neste contexto, a sua aparência de ingénuo conto infantil terá enganado certamente a censura do regime como se pode ler no final com esta NOTA. — A matéria-prima desta narrativa, agora totalmente refundida, foi publicada pelo autor com o pseudónimo de 0 Avô do Cachimbo num jornal de Lisboa, O Sr. Doutor, em 1933, com desenhos de Ofélia Marques.

Preço:35,00€

Referência:15260
Autor:OLIVEIRA, Carlos de
Título:UMA ABELHA NA CHUVA
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1953. In-8º de 211-(1) págs. Brochado com a capa anterior ilustrada por Victor Palla, apresenta ligeiro e insignificante defeito na cabeça da lombada, sem perda de papel.

INVULGAR PRIMEIRA EDIÇÃO deste apreciado livro de Carlos de Oliveira e também um dos mais representativos romances de referência para o século XX português. Conheceu sucessivas edições revistas até 1981, ano da sua morte. Foi ainda, em 1971, objecto de um notável filme de Fernando Lopes.

 

Observações:

"... Pelas cinco horas duma tarde invernosa de outubro, certo viajante entrou em Corgos, a pé, depois da árdua jornada que o trouxera da aldeia do Montouro, por maus caminhos, ao pavimento calcetado e seguro da vila: um homem gordo, baixo, de passso molengão; samarra com gola de raposa; chapéu escuro, de aba larga, ao velho uso; a camisa apertada, sem gravata, não desfazia no esmero geral visível em tudo, das mãos limpas à barba bem escanhoada; é verdade que as botas de meio cano vinham de todo enlameadas, mas via-se que não era hábito do viajante andar por barrocais; preocupava-o a terriça, batia os pés com impaciência no empedrado.

Tinha o seu quê de invulgar: o peso do tronco roliço arqueava-lhe as pernas, fazia-o bambolear como os patos: dava a impressão de aluir a cada passo.

A respiração alterosa dificultava-lhe a marcha.

Mesmo assim galgara duas léguas de barrancos, lama, invernia.

Grave assunto o trouxera decerto, penando nos atalhos gandareses, por aquele tempo desabrido. ..."

O casamento de Álvaro e Maria dos Prazeres é infeliz, como tantos outros que se eternizavam no Portugal medíocre de Salazar. As fidalguias viviam de aparências, a fingir e a calar para manter o património intacto. Todavia, o romance “Uma abelha na chuva” de 1953, faz  o amor nascer entre uma criada e um motorista, à margem das regras sociais.

 

 

Preço:70,00€

Referência:15259
Autor:QUENTAL, Antero de
Título:ZARA. Edição polyglotta.
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1894. In-8º  de (15)-89-(7) págs. Encadernação moderna, meia francesa com cantos, em pele grenat, com dizeres dourados na lombada. Conserva capas de brochura e encontra-se inteiramente por aparar

Obra numerada pertencente a uma edição cuja tiragem foi de 60 exemplares, impresso sobre papel de linho azul, com grandes margens desencontradas. Belo exemplar, de colecção.

Observações:

Texto preliminar de Joaquim de Araújo, o organizador do livro a título de homenagem póstuma a Antero, cujo labor editorial foi custeado pelo bibliófilo Carvalho Monteiro (Monteiro dos Milhões, como era conhecido). Ainda segundo Joaquim de Araújo, trata-se da “mais formosa Antologia de versões que uma poesia portuguesa tem conquistado”, explicando a dívida de gratidão contraída desde quando o poeta compusera, a seu pedido, os versos que seriam a inscrição tumular da irmã, a Zara aludida; e integra as traduções, quase todas para o efeito, de, entre outros (e num total de dezenas), Wilhelm Storck, Alfredo Testoni, Joseph Bénoliel, Curros Enriques e Edgar Prestage.

Preço:120,00€

Referência:15257
Autor:QUEIROZ, Eça de
Título:ALMANACH ENCYCLOPEDICO. [Para 1896 (e 1897)] Com um extenso prefacio por Eça de Queiroz.
Descrição:

Livraria de Antonio Maria Pereira. 1895 (e 1896). In-8.° de dois volumes com XLV-(1)-385 págs. e LV-(3)-348-(6) págs. Encadernação coeva meia francesa em pele vermelha, com ferros secos nas pastas e dizeres dourados na lombada sobre pele preta. Profusamente ilustrado. Papel ligeiramente amarelecido próprio da sua qualidade intrínseca sob acção do tempo, ausente (?) de capas de brochura.

Invulgar.

Observações:

Almanques muito curiosos e especialmente estimados pela extensa colaboração queirosiana que na totalidade da obra, ocupa cerca de uma centena de páginas.

Preço:75,00€

Referência:15256
Autor:SÁ-CARNEIRO, Mário de & CABREIRA JÚNIOR, Tomaz
Título:AMIZADE. Peça original em 3 actos.
Descrição:

Editor Arnaldo Bordalo, Lisboa, 1912. In-8º de 44-(4) págs. Encadernação meia inglesa em pele verde com rótulo gravado a ouro e ferros secos na pasta anterior.

PRIMEIRA EDIÇÃO desta rara obra da bibliografia de Mário de Sá-Carneiro.

Observações:
Preço:495,00€

Referência:15255
Autor:PESSANHA, Camilo
Título:CHINA (Estudos e traduções) por ...
Descrição:

Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1944. In- 8º de 130 – (3) págs. Encadernação inteira de pele vermelha com cercadura dourada nas pastas e dizeres, também dourados, na lombada. Conserva as capas de brochura. ligeiro aparo à cabeça.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Camilo Pessanha é um dos maiores poetas da modernidade portuguesa, essencialmente simbolista, sendo uma referência essencial da poesia contemporânea. O fascínio de Pessanha pelo Oriente e pela China em particular é testemunhada aqui com a reunião do conjunto de estudos e ensaios sobre a civilização, literatura e cultura chinesas. Foram aqui reunidas a tradução das oito elegias chinesas, que remontam à dinastia Ming, publicadas no periódico macaense O Progresso e, ainda, a tradução de alguns provérbios chineses.

Preço:70,00€

Referência:15253
Autor:COSTA, F. A. Pereira da
Título:DOLMINS OU ANTAS DE PORTUGAL. Noções sobre o Estado Prehistórico da Terra e do Homem seguidas de Descrição de alguns Dolmens ou Antas de Portugal.
Descrição:

Tipografia da Academia, Lisboa, 1868. In-4º de VIII-97 págs. Encadernação moderna meia inglesa em pele mosqueada com rótulo de pele vermelha na lombada. Guardas em papel fantasia, igual à das pastas. Belo exemplar, falo de capas de brochura. Apresenta as três belíssimas folhas desdobráveis litografadas (impressas pelas célebres oficinas Lithográphicas da Comissão Geológica de Portugal) com exemplos de algumas Antas nacionais e espólio lítico nelas recolhidas. Carimbo de posse, a óleo, de extinta biblioteca pública da Noruega.

Belíssimo exemplar desta obra de referência da arquitectura megalítica portuguesa.

Observações:

Edição bilingue com mancha tipográfica disposta em duas colunas, lado-a-lado com ambos os idiomas francês e português, Trata-se, segundo cremos, da primeira obra inteiramente dedicado ao estudo arqueológico das Antas conhecidas desde 1734 (cerca de trezentas unidades arqueológicas deste tipo), apresentadas por Affonso da Madre de Deus Guerreiro, numa relação enviada para a conferência realizada na Academia de História Portuguesa, relação esta nunca impressa. Já no ano anterior de 1733, Martinho de Mendonça e Pina tinha apresentado à mesma Academia uma conferência referindo-se unicamente sobre a origem da designação de Anta, nada mais. Portanto, cremos estar presente da primeira obra unicamente dedicada ao estudo de Antas dispersas pelo território português continental. Descreve exaustivamente as estruturas e o espólio de 44 antas exploradas, centrando-se especialmente na zona do Alentejo.

A designação Dolmin, o autor justifica ter ido buscar a palavra empregue pelo poeta Filinto Elísio numa estrofe das suas Obras Completas.

Preço:85,00€

Referência:15252
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:ONDE TUDO FOI MORRENDO
Descrição:

Coimbra Editora, Ldª, Coimbra, 1944. In-8º de (8)-436-(2) págs. Encadernado meia ingelsa em chagrin castanho, com dizeres dourados na lombada. Conserva as capas de brochura (um pouco manuseadas), preservando as badanas impressas e encontra-se todo intacto, isto é, por aparar. Miolo em excelente estado. Inserido na Colecção "Novos Prosadores". Capa de brochura ilustrada por Regina Kasprzykowski.

Primeira e muito rara edição do segundo livro do autor, apreendido pela PIDE.

Laureano Barros, 2203

Observações:
Preço:300,00€

Referência:15250
Autor:PORTO-ALEGRE, Manoel de Araujo
Título:COLOMBO. Poema por ... Tomo primeiro (e segundo).
Descrição:

Livraria de B. L. Garnier, Rio de Janeiro, 1866. In-8º de dois volumes com (7) - 428 e (4) - 522 págs. respectivamente. Encadernação coeva, meia francesa em chagrin fino, brunido e com finos e elaborados dourados dispostos em casas fechadas com dizeres, também dourados, na lombada. Pastas com molduras elaboradas por filetes triplos. Exemplares muito limpos sem manchas. Guardas em papel marmoreado da época. Aparo marginal generalizado. BELÍSSIMOS EXEMPLARES.

Peça de colecção desta primeira edição do importante título do romantismo brasileiro, bastante rara.

Biblioteca Guita e José Mindlin regista um exemplar no seu imponente acervo.

 

Observações:

José Veríssimo na sua História da Literatura Brasileira, diz-nos "...a  obra capital de Porto Alegre é, porém, o grande poema Colombo, publicado em 1866, em pleno Romantismo, quando a poesia brasileira havia já rompido com a tradição poética portuguesa antiga, e florescia aqui a segunda geração romântica. (...) Menos vernáculo como prosador que o seu êmulo, o é muito mais como poeta, no Colombo. Mas sobretudo lhe é superior pela abundância e vigor das idéias, movimento e colorido do estilo, e brilho da forma. Neste, como é muito nosso, freqüentemente excede-se e cai no empolado e no retórico. (...)  Esta marca do verdadeiro escritor, ter idéias gerais, Porto Alegre é um dos primeiros dos nossos em que se nos depara. (...). É extraordinariamente raro que ainda um homem de grande engenho, como sem dúvida era Porto Alegre, resista às influências e se forre aos preconceitos do seu ambiente espiritual. Em plena pujança das suas faculdades literárias, aos cinqüenta anos e em mais de metade do século que rompera com a tradição clássica das grandes epopéias, compôs e publicou um poema de um prólogo e quarenta cantos com mais de vinte e quatro mil versos, Colombo (...). "

Porto Alegre (1806-1879) " ... Só por equívoco pela escolha de assuntos poéticos nacionais, que a teoria neoclassicista não admitiria, entrou Araújo Pôrto Alegre em relações com o movimento romântico. O poema épico Colombo é a última obra classicista que se escreveu, já não encontrando mais leitores; a crítica moderna voltou, porém, apreciar as qualidades artísticas da obra. Em geral é Araújo Pôrto Alegre hoje apreciado mais como importante arquiteto e pintor que como poeta..." (Otto Carpeaux, Pequena Bibliografia da Literatura Brasileira, 1955, p. 77)

Preço:350,00€

reservado Sugerir

Referência:15249
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:O CAMINHO FICA LONGE
Descrição:

Inquérito. (Lisboa. 1943). In-8º de 316-(4) págs. Encadernação meia inglesa em pele castanha, preservando as capas de brochura. De leve aparo marginal, encadernado com as margens desencontradas. Corte superior das folhas carminado. Exemplar muito fresco e muito limpo. Capa de brochura ilustrada. Inserido na colecção Biblioteca Nova Geração da editorial Inquérito.

Exemplar da edição original, bastante raro, do primeiro romance do autor, apreendida pela polícia política de então.

Observações:

O Caminho Fica Longe foi o primeiro romance de Vergílio Ferreira, escrito em 1939 e publicado em 1943. Juntamente com Onde Tudo Foi Morrendo e Vagão J, integra a trilogia neorrealista que inaugura a obra romanesca de Vergílio Ferreira.

Na opinião do crítico Martim Gouveia, " ... este romance contém um conjunto de atrativos a respeitar: seja a influência queirosiana, utilizada, sem angústia, com peso e medida; seja o halo modernista de uma certa ficção à Mário de Sá-Carneiro e de induções à Álvaro de Campos; seja ainda a ágil utilização das temáticas existencialistas (a morte e a vida, a condição humana, o sofrimento…) ou a filia cinemática, à boa maneira presencista, com aquele interessantíssimo «Intervalo»; seja, por fim, a linhagem neorrealista que o livro também abraça. A ilustração da capa incorpora, na visão sobre a cidade de Coimbra, um caminho terreno e etéreo, abrindo, desde logo, a expectativa de um caminho intangível e impossível. Trata-se, indubitavelmente, de um grande romance já, com um conjunto de propriedades, estruturais também, que só fazem lamentar que o objeto não tenha tido a receção devida e que, já agora, o próprio escritor para tal tenha contribuído, com o fechamento e exclusão da obra canónica...".

O Caminho Fica Longe, primeiro romance de Vergílio Ferreira, é um livro que poucas pessoas leram, porque a sua publicação engrossou, como muitas outras, os anais da Censura. Editado em 1943, foi proibido, pelos censores da época, e os poucos exemplares que chegaram às livrarias, logo foram recolhidos e, por consequência, postos fora do mercado. Só alguns priviligeados o adquiriram a tempo. É um romance que não existe mesmo nas bibiliotecas públicas (a), sendo assim quase inacessível até para os estudiosos que com ele pretendam balizar o percurso romancístico de Vergílio Ferreira.” (MENDONÇA, Aniceta de – «O Caminho Fica Longe» de Vergílio Ferreira e o romance dos anos 40" revista Colóquio/Letras. Ensaio, n.º 57, Set. 1980, p. 36-44).

Preço:350,00€

Referência:15248
Autor:ALVES, Castro
Título:OS ESCRAVOS. Poesias
Descrição:

Tavares Cardoso & Irmão, Editores, Lisboa, 1884. In-8º de 30 págs. Brochado, com lombada fragilizada. Miolo em óptimo estado não obstante ocasional foxing.

RARO e muito estimado livrinho de poesia brasileira.

Observações:

Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871) foi um poeta que fez parte da terceira geração do romantismo brasileiro, conhecida por apresentar maior liberdade formal e uma visão social mais ampla, sobretudo em relação às identidades negra e indígena no país. Não por acaso, o poeta é conhecido como “poeta dos escravos”. Publicado doze anos após a morte do autor, Os Escravos reúne as composições antiescravagistas de Castro Alves, entre elas, os famosos poemas abolicionistas O Navio Negreiro e Vozes d'África.

Os Escravos , publicado doze anos após a morte do autor, reúne as composições antiescravagistas, entre elas, os famosos poemas abolicionistas O Navio Negreiro e Vozes d'África. Corresponde a uma coletânea de poemas publicada postumamente em 1884. A obra aborda de forma contundente a temática da escravidão, denunciando os horrores e injustiças desse sistema opressor que marcou profundamente a história do Brasil. Os poemas retratam a vida dos escravos, explorando as suas experiências de sofrimento, humilhação e desumanização. Castro Alves utiliza a sua poesia engajada para dar voz aos personagens marginalizados, expondo os abusos e as crueldades cometidas pelo tráfico e pelos senhores de escravos. Cosntitui uma obra de forte apelo social e político, representando a luta do autor pela abolição da escravatura. Alves utiliza o poder das palavras para emocionar e conscientizar o público sobre a necessidade de justiça e igualdade. A obra é marcada pela intensidade lírica, pelos diálogos poderosos e pela representação vívida dos personagens e cenários onde Castro Alves explora as contradições humanas, expondo a hipocrisia da elite e a resistência dos escravos diante de sua condição.

 

Preço:150,00€

Referência:15247
Autor:ASSIS, Joaquim Maria MACHADO DE
Título:CHRYSALIDAS. Poesias de (...) com um prefácio do Dr. Caetano Filgueiras.
Descrição:

Livraria de B. L. Garnier, Rio de Janeiro, 1864. In-8º de 178 págs. Encadernação antiga (segundo quartel, séc. XX), meia inglesa com cantos em pele azul, ligeiramente cansada na charneira. Guardas em papel fantasia. Conserva as capas de brochura. Pequeno trabalho de traça marginal, sem afectar a mancha tipográfica.

BOM EXEMPLAR desta RARÍSSIMA edição original, especialmente quando preserva as capas, do livro de estreia de um dos escritores mais importantes, senão o maior, escritor do Brasil.

Observações:

Possui prefácio do Dr. Caetano Filgueiras, posfácio do autor: Carta ao Dr. Caetano Filgueiras, notas, errata e índice. Obra com 29 poemas, escrita e publicada aos 25 anos de idade de Machado de Assis (1839-1908). Reeditada em 1901 com menos 17 poemas, por ordem do próprio poeta, quando editou suas Poesias Completas. Teve nova edição independente, a segunda, apenas em 2000 pela Livraria Crisálida, portanto esquecido desde o séc. XIX.

É um livro de poemas dedicado ao amor e às mulheres, textos apaixonados que tiveram boa repercussão, tanto no Brasil como em Portugal, e ajudaram a abrir as portas para o mundo da literatura.

Preço:1350,00€

Referência:15246
Autor:PICQUET, Pierre
Título:LE TRÉSOR CALLIGRAPHIQUES ou recueil d'exemples et d'alphabets variés des différens caractères d'écriture, d'impression et de fantaisie français et étrangers gravé d'après les plus grands maîtres, par (...)graveur d'écriture
Descrição:

Chez Hachette, Paris, (1845). In folio de 41 ffs litografadas. Frontspício principal e secundário gravados, seguindo-se de uma página de introdução e dezenas de exemplos caligráficos até ao final da obra, num total de 41 folhas gravadas pela frente por Joseph Picquet a partir de desenhos de L. F. Pillon. No final da obra inclui 11 alfabetos em idiomas distintos. Encadernação coeva. meia inglesa em pele vermelha com dizeres dourados na lombada, apresentando alguns sinais de manuseamento. Foxing generalizado, em algumas folhas, próprio da sua qualidade hidrófila.

Observações:

Claudio Bonacini (Bibliografia delle arti scrittorie e della calligrafia, 1953) refere outro título de Picquet (sob nº 1424) e outros quatro da autoria de Pillon (o calígrafo que desenhou as estampas), mas omite o exemplar que se apresenta.

Toda a primera parte do livro dedica-se à escrita inglesa, ampliando as mostras em diferentes escolas e países incluindo muitos exemplos de escrita americana, seguindo-se de alfabetos russos, manchú, tibetano, italiano, fenício, índio, sanscrito, gótico, etc...

Preço:275,00€

Referência:15245
Autor:WANZELLER, Fortunato Rafael Hermano
Título:COMPÊNDIO CALLIGRAFICO ou Regras geraes da Calligrafia, muito necessario para o uso da mocidade (...)
Descrição:

 Na Typographia de José Batista Morando, Lisboa, 1840. In8º de 20-(2) págs., 6 estampas. Encadernação meados séc. XX, meia francesa com cantos em pele mosqueada. Conserva as bonitas capas de brochura (com uma rúbrica de posse) de cor amarela com texto emoldurado com filete vegetativo. Ilustrado à parte com três litografias não assinadas,ilustrando posições e utensílios de escrita e as restantes três, correspondem a grandes estampas desdobráveis representadno estilos de caligrafia distintas.
As capas apresentam um título diferente do do frontspício que é  Nova Arte d'Escrita resumida ás regras mais simplices ... aprsentando o mesmo local de impressão e ano. Ostenta um ex-libros do afamado histriador de arte Xavier da Costa.

Um único exemplar localizado na Biblioteca Nacional de Portugal.

Observações:

O título completo da obra é: Compendio calligrafico ou regras geraes da calligrafia; muito necessario para uso da mocidade, como tambem para toda a qualidade de pessoa poder aprender methodicamente a escrever com perfeição, o caracter da letra portugueza, o appelidade letra ingleza, com todas as regras d'escrita, sem que para isso seja necessário de professor: dividida em seis lições e com as estampas analogas.

Preço:140,00€

Referência:15244
Autor:QUENTAL, Anthero de
Título:NA MORTE DO MEU CONDISCIPULO E AMIGO MARTINHO JOSÉ RAPOSO.
Descrição:

Editor R. V., Barcelos, 1897. In-8º de 13 págs. Brochado. Apresenta uma etiqueta de nº de ordem de biblioteca privada no canto superior direito. Exemplar numerado e assinado pelo "editor" Rodrigo Velloso, de uma rara tiragem de 20 exemplares em papel de linho.

Não refereido nas magníficas Antherianas de Cândido Nazaré e Laureano Barros.

Observações:

Edição realizada por Rodrigo Vellozo a partir do texto publicado por Anthero de Quental no periódico Prelúdios Litterarios, nº 2, p. 13 (1860-1861).

Preço:95,00€

Referência:15243
Autor:QUENTAL, Anthero de
Título:SONETOS
Descrição:

Imprensa Portugueza, Porto, 1880. In-8º de 32-(4) págs. Brochado. Rúbrica de posse no frontspício de António Quintela, irmão de Paulo Quintela. Sinais de manuseamento.

Cândido Nazareth, 520 (Muito rara), Laureano Barros, 4956.

Observações:

Segunda edição dos célebres Sonetos em que foram aqui publicados pela primeira vez, alguns novos poemas.

 

 

Preço:135,00€

Referência:15242
Autor:HERCULANO, Alexandre
Título:OS INFANTES DE CEUTA. Drama lyrico em um acto, composto expressamente para ser cantado na Academia Philarmonica de Lisboa, em a noite de 28 de Março de 1844, aniversario da sua installação.
Descrição:

Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, Lisboa, 1844. In-8º de (6)-34 págs. Desencadernado com capa modesta em folha de papel. Aparado e sem capas de brochura

Rarissimo folheto omitido em Inocencio, mas no vol XXI do seu importante Dicionário Bibliográfico, inteiramente consagrado ao grande escritor e redigido por Brito Aranha, aparece o mesmo largamente tratado, designadamente numa comunicação de Manuel de Carvalhaes, que, entre muitas outras, diz: "Não é vulgar este libreto. Pelas malos, ha perto de 40 annos, não me tem passado mais de tres exemplares, incluindo o que possuo em perfeito estado, com a capa de cór reproduzindo, dentro de cercadura, os dizeres do frontispício. E interessante também para a história da opera em Portugal. Saiu uma reedição em 1850 diferente da edição destinada ao auditório, a primeira e a presente...".

Observações:

A musica de A. L. Miró e o texto de A. Herculano.

 

Preço:95,00€

Referência:15241
Autor:SILVA, João Augusto
Título:ANIMAIS SELVAGENS. Contribuição para o estudo da fauna de Moçambique.
Descrição:

Imprensa Nacional de Moçambique, lourenço Marques, 1956. In-4º de 266-(1) págs. Brochado com sobrecapa ilustrada a cores, muito bem conservada. Ricamente ilustrado em separado com impressões sobre papel couché representando cenas de caça, presas, animais no seu estado natural, etc ... Brochura com defeito mínimo à cabeça da lombada.

Excelente estado de conservação.

Observações:

Destaque para capítulos sobre os elefantes, rinocerontes, hipopótamos, búfalos, girafas e boi-cavalos entre outros animais.

Preço:125,00€

Referência:15240
Autor:JUNQUEIRO, Guerra
Título:TRAGEDIA INFANTIL
Descrição:

Typ. J. H. Verde, Lisboa, 1877. In-8º de 33 -(1) págs. Brochado, sem capas originais, envolvido por uma cartolina fina coeva de papel marmoreado. Impressão sobre papel de qualdiade superior. Primeiras páginas com ocasionais picos de humidade.

Primeira edição de um dos primeiros livrinhos de Guerra Junqueiro.

Observações:
Preço:25,00€

Referência:15239
Autor:ANDRADE DE FIGUEIREDO, Manuel de
Título:NOVA ESCOLA PARA APRENDER A LER, ESCREVER E CONTAR.Offerecida á Augusta Magestade do Senhor Dom Joaõ V. Rey de Portugal. Primeira parte / por Manoel de Andrade de Figueiredo, Mestre desta Arte nas cidades de Lisboa Occidental, e Oriental
Descrição:

Na Officina de Bernardo da Costa de Carvalho, Impressor do Serenissimo Senhor Infante, Lisboa, S/d. (1722). In-4º de XVIII-156 págs. Encadernação coeva (?) em pele, com decoração dourada moderna na lombada. Ilustrado em extra-texto com 2 gravuras de B. Picart: uma representando de Lisboa antes do terramoto de 1755, encimada por dois anjos segurando o brasão real e a segunda com o retrato do autor datado de 1721. Seguem-se 45 estampas com alfabetos, penas e desenhos caligráficos da autoria de Andrade datadas de 1718. Borba de Morais, na sua Bibliografia Brasileira do Periodo Colonial, p. 136 refere a existência de três impressões, contestando assim a descrição em Inocêncio (V, 336) que refere apenas duas. refere ainda que a primeira tiragem da obra corresponde a que tem 7 folhas preliminares inumeradas além do frontspício e a portada alegórica, situação essa que se verifica no exemplar que se apresenta.

Encadernação ligeiramente coçada, ocasionais picos de humidade em algumas folhas, com raras manchinhas de tinta.

 

PRIMEIRA TIRAGEM EM PRIMEIRA EDIÇÃO, muito valiosa e rara.

 

 

Observações:

Obra monumental sobre a caligrafia portuguesa moderna, A sua publicação reformou uma arte que não tinha evoluído desde que saiu a luz a obra Exemplares de Diversas Sortes de Letras de Manuel Barata, ainda no início do período filipino. Manteve-se actual até ao início do reinado de D. José. Embora referido no frontspício como sendo Primeira Parte, não foi impresso nada mais do que aqui se apresenta.
A obra divide-se em quatro tratados:

- o primeiro ensina o idioma português, com o objetivo de ler e escrever perfeitamente;
- o segundo apresenta os diversos caracteres e tipos de letras que se usavam naqueles tempos;
- o terceiro fornece as regras da ortografia portuguesa;
- o quarto ensina as noções básicas de aritmética.

Manoel de Figueiredo aborda as características dos suportes da escrita, fornece receitas de tintas e apresenta, nas suas gravuras, exemplos de vinhetas e cercaduras em florões, pássaros, animais, anjos e cavaleiros em desenhos figurativos ou caligráficos, compostos a partir do movimento da pena sobre o papel em riscos circulares entremeados. Fornece ainda  modelos de letras romanas, grifas, góticas e antigas, ensinando como grafar cada uma, além de fornecer exercícios de caligrafia.e aborda também  uso de cada tipo de letra e sua função, de acordo com as características do documento. Apresenta quatro modelos diferentes de letras capitulares adornadas, das mais rebuscadas às mais simples.

A Nova Escola é também considerada uma revolução do ensino no século XVIII por incentivar uma mudança no pensamento pedagógico em Portugal. Segundo Rogério Fernandes “Andrade de Figueiredo atribuía largo alcance social à educação. As qualificações dos súbditos, assegurava sem hesitações, provêm da sua aplicação enquanto meninos e do ensino dos mestres”.

Inocêncio V, 355 diz-nos : “Famoso professor de calligraphia em Lisboa, e natural da capitania do Espírito-Santo no estado, hoje império, do Brasil", e segundo Ventura da Silva "deu á Luz Andrade a sua Arte de Escripta, que enriqueseu d’elegantes abecedários, ornados de engraçadas laçarias."

Inocencio V, pág. 355-356. Samodães, 151; Ameal, 107; Ferreira Lima (Calígrafos), p. 7 et seq; Bonacini 66; Becker, Practice of Letters 138; Borba de Moraes, Bibliografia Brasileira do Período Colonial, pág. 136; Borba de Moraes, Bibliografia Brasiliana, 311

Preço:1650,00€

Referência:15237
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:EU, COMOVIDO A OESTE. Poemas.
Descrição:

Revista de Portugal. Lisboa. 1940. In-8º de 36 págs. Brochado. Capa de brochura anterior com pequenas manchinhas de tinta e raro foxing (ausente no miolo).
Ostenta uma dedicatória autógrafa ao poeta Alexandre O'Neill.

Primeira edição independente de um dos mais célebres livros de poemas do autor, RARO no mercado. PEÇA DE COLECÇÃO

Observações:

Conjunto de 41 poemas que Nemésio publicou na Revista de Portugal e ainda no mesmo ano os editou sob a forma de livro.

Paulo Quintela, 467; Laureano Barros, 3896.

Preço:225,00€

Referência:15236
Autor:[LA MORLIÈRE, Charles-Jacques-Louis-Auguste Rochette de]
Título:ANGOLA, HISTOIRE INDIENNE. Ouvrage sans vrai semblance. I Partie (e II) (...) Avec Privilege du Grand Mogol.
Descrição:

Agra [=Paris], 1748. In-8º de dois volumes com (3)-XIII-(5)-128 & (6)-166 págs respectivamente encadernados num tomo único. Encadernação coeva em carneira mosqueada, com restauro antigo, dizeres dourados sobre pele vermelha na lombada, com decoração também dourada em casas abertas. Corte das folhas carminado. Cantos ligeiramente amassadose cabeça da lombada com ligeira falta. Ex-libris do poeta Joaquim Pessoa.

Edição com uma portada alegórica em ambas as partes, muito belas, com tipografia emoldurada de composição arquitectónica e vegetalista representando, na base, um sofá com casal conversando em pose descontraída vigiada por um terceiro elemento em plano de fundo, no primeiro volume. No segundo volume, a portada não se encontra assinada e o ambiente apresentado corresponde ao de um quarto com cama,onde conversao casal, também em pose descontraída acompanhados com respectivo mobiliário complementar. A gravura que compõe a portada do primeira parte está assinada P(ierre). F(rançois). Tardieu de la Montagne, célebre gravador que viveu de 1711 a 1771 tendo sido responsável pela maioria das gravuras nas edições das Fábulas de La Fontaine. A portada da segunda parte encontra-se por assinar, mas o estilo e trabalho identifica o mesmo autor da portada do primeiro volume.

Edição muito recuada, a segunda e mais apreciada pelas actualizações de grafismo, beleza das portadas. Edição não descrita na maioria dasibliografias consultadas.

 

 

Before he found his niche in the theatre, he wrote several rather licentious novels, in particular Angola, which was held up by contemporaries such as Édouard Thierry as 'le roman du siècle, le livre des jolis boudoirs, le manuel charmant de la conversation à la mode'.

Observações:

Trata-se da famosa sátira à sociedade parisiense, ‘chef d'œuvre de la littérature galante’ e um dos best-sellers da França pré-revolucionária por Jacques Rochette La Morlière (1719-1785). Membro da Ordem de Cristo, e bon vivant, famoso por seu longo envolvimento com o teatro francês, particularmente através de suas ligações interesseiras com Voltaire. Libertino, mosqueteiro, crítico teatral e associado de Voltaire, La Morlière estabeleceu seu quartel-general no Café Procope, onde logo se formou um grupo de jornalistas ao seu redor. Foi um grande operador no mundo teatral, tanto no 'Théâtre français' como na 'Comédie italienne', onde era conhecido pelo carácter duvidoso das suas relações. No entanto, a sua carreira teatral teve um fim bastante abrupto quando pensou que, engendrando aplausos da forma habitual, poderia garantir o sucesso das suas próprias peças, erro pelo qual pagou o preço da sua carreira .Figura sem escrúpulos que foi, atribuiu a ele próprio a autoria deste texto, tendo sido talvez encontrado entre papéis velhos de Duque de La Trémouille. Esta obra apareceu de forma anónima, foi durante muito tempo atribuida a Crébillon Filho, e esboça a vida parisiense de sua época sob o pretexto de uma história exótica oriental  onde La Morlière cria um mundo imaginário e fantástico, cuja natureza lhe permite grande amplitude na satirização da sociedade francesa contemporânea. Constituiu fonte de inspiração para o livro de Diderot Les Bijoux Indiscrets (Paris, 1748). Publicada dois anos antes da presente edição, teve larga longevidade editorial e corresponde a um romance galante e libertino. Aliás, a dedicatória, encadernada como habitualmente após o índice e o prefácio, é dirigida a «aux petites maitresses» e dá o tom ao espírito «livre e licencioso» do texto. O género a que pertence este título serviu de suporte a imenas fantasias literárias visto ser um estilo que permite o gozo, ligeiro ou não, das boas maneiras literárias "avec approbation et privilège du roi" (segundo Cahusac, Chevrier, Voisenon). Permite ainda disfarçar nesta forma inócua de escrita uma filosofia ortodoxa, sátiras e utopias políticas. Romance caracterizado por um orientalismo erótico de contrabando, corresponde uma sátira popular, ambientada nas Índias e que alimenta os célebres "contes à dormir debout". Constituida por amplo leque de sátiras, especialmente na representação do casamento do rei justo Erzeb-can com Princesa Arsenide, parente da Fée Lumineuse, rainha de uma nação vizinha e muito querida do mundo das destas fadas luminosas na 'côte gauche'. A maior parte do romance é dedicado às aventuras de seu filho, o príncipe Angola, o herói homônimo, cujas aventuras durante as viagens pelas Índias e pela Arábia compõem o corpo da narrativa, valendo-se uma escrita leve e frívola com recurso a uma linguagem das ruas em que as novas expressões estão impressas em itálico (e é surpreendente ver quantas delas permaneceram ainda hoje). Edouard Thiery chamou este romance de “le miroir du siècle, le livre des jolies boudoirs, le manuel charmant de la conversation à la mode”.

Antes de La Morlière encontrar o seu nicho no teatro, ele escreveu diversas novelas de carácter licensioso, de que se destaca ANGOLA. De longe a obra de maior sucesso de La Morlière, teve inúmeras edições ao longo do século XVIII, com pelo menos mais dez edições de “Agra” (Paris) na década seguinte à publicação, onde o leitor é continuamente convidado a rir zombeteiramente da frivolidade de um mundo onde reina a moda. As personagens de La Morlière existem em função dos seus prazeres: o teatro, a ópera, as recepções, a leitura, a caça, o jogo e - acima de tudo - a dinâmica e as delícias do quarto. " ... Embora a narração destes prazeres nunca possa ser o equivalente a experimentá-los, o que La Morlière oferece é uma dicção de irreverência e cinismo que convida os seus leitores a partilhar uma suposta superioridade em relação a personagens que, na maioria dos casos, teriam prazer em substituir ..." (Thomas M. Kavanagh, Prazeres Iluminados, 2010, p. 32).

Barbier vol. I, pág.191; Cioranescu, 36472; Jones pág. 92; Gay , vol I, pág 221; Darton 38; Hartig pág. 50.

 

Preço:425,00€

Referência:15233
Autor:Sem autoria
Título:ALMANACH REI CARAMBA faceto e noticioso para o anno de 1868 (bissexto) illustrado com uma gravura representando o retrato de su magestade.
Descrição:

Livraria Verol, Lisboa, 1867. In-8º de 96 págs. ilustrado. Brochado com as capas fragilizadas, dada a sua fina gramagem, e defeitos marginais. A necessitar de encadernação. Os defeitos, são próprios da acção do tempo sobre este papel de baixa qualidade, papel este usado nas edições populares de intenso manuseamento.

Preserva a carismática gravura que representa o Rei Caramba.

INVULGAR, curiosa e muito cómica publicação, da responsabilidade da Livraria Verol, fundada em 1836 e que teve mais de um século de existência entre actividade livreira, encadernadora e papelaria.

Observações:

Depois da Declaração de Sua Magestade (Rei Caramba), afirmando " ... Hoje publicando este almanak, não intento mais do que uma especulação pecuniaria. Ainda assim fiquem todos sabendo, que quero dar a maxima liberdade aos meus compradores, e apraz me dar licença que todos entrem nos quartos da lua, analysando-os como entenderem. ..." seguem-se Pensamentos do Rei Caramba acerca do amor, Eu perdi a eleição (sátira a um deputado proposto pelo então governo), Conselhos de Sua Magestado Rei Caramba para o monumento de Tancos, Aforismos e Pensamentos do Rei Caramba, etc ...

Preço:35,00€

Referência:15230
Autor:SARAMAGO, José
Título:DESTE MUNDO E DO OUTRO
Descrição:

Arcádia Editora, Lisboa, 1971. In-8.º de 213-(7) págs. Encadernação artistica assinada Vitor Jorge inteira de chagrin fino vermelho, com filet simples nas pastas, lombada com florões deorativos e dizeres dourados sobre rótulos de pele azul. Preserva as caspas de brochura na íntegra.
Ostenta uma bonita e expressiva dedicatória autógrafa, datada, e faz-se acompanhar encadernado junto, de uma carta manuscrita pelo punho do Prémio Nobel, assinada no final, dirigida à mesma destinatária do livro, com um teor intimista.
 

PRIMEIRA EDIÇÃO, algo invulgar. Nas condições descritas, exemplar único e de colecção.

Observações:

Primeira edição deste volume de contos e crónicas, com os títulos «Um Natal há cem anos», «Carta para Josefa, minha avó», «O meu avô, também», «Nasce na serra de Albarracim, em Espanha», «Viagens na minha terra», «Almeida Garrett e Frei Joaquim de Santa Rosa» e «Nós, portugueses».

Preço:115,00€

Referência:15228
Autor:DEUS, Faustino José Madre de
Título:POUCAS PALAVRAS SOBRE GARRET por (...) em Dezembro de 1828.
Descrição:

na Impressão Régia, Lisboa, 1929. In-8º de 27 opágs. Encadernação cartonada moderna em papel marmoreado. Nítida impressão  sobre papel encorpado.

 

Observações:

Faustino José da Madre de Deus (1773-1833) conhecido sobretudo por ter publicado imensos títulos que promovem uma acesa campanha anti-constitucional, e, no título que se apresenta, não poupa Garrett pelo seu escrito Quem he seu legitimo Rei! . Aponta cinco argumentos sobre o quais disserta de forma alargada "... com antecipação estabelecer principios incontrastaevis para todos os homens imparciaes; até porque o inimigo affirma estarmos em hum seculo, em que os Pricipios são tudo ...".

Preço:45,00€

Referência:15227
Autor:VIEIRA, Affonso Lopes
Título:PARA QUÊ? Livro escripto por ...
Descrição:

F. França Amado, Editor, Coimbra, 1897. In-8º de 76-(5) págs. Brochado. Capas de brochura com dispersos picos de acidez e pequenos rasgões, sem perda significativa de papel. Lombada com vestígios de actividade de lepismatídeos ( vulgo bichinhos de prata). Miolo impecável muito fresco, com impressão feita sobre papel de linho nacional, de elevada gramagem, cuja tiragem constou de 400 exemplares.

PRIMEIRA EDIÇÃO DO LIVO DE ESTREIA de Afonso Lopes-Vieira.

Observações:

Livro de estreia do poeta virtuoso e de rara sensibilidade, considerado o representante do Neogarretismo e que deixou vastíssima obra. Para quê? de  Afonso Lopes Vieira (1878-1946) foi escrito enquanto estudante da Universidade de Coimbra, com dezanove anos, livro onde o autor " ... perfilha um lirismo com traços decadentista e denunciando particularmente a influência de António Nobre ...". (in Dicionário de literatura portuguesa, 1996, pp. 501-2).

Fernando Guimarães in Biblos, V, 844-6; Dicionário cronológico de autores portugueses, III, 214-6.

Preço:180,00€

Referência:15225
Autor:JUNQUEIRO, Guerra
Título:PÁTRIA
Descrição:

Edição de autor (?), s.l.,1896. In-8º de 188 - XXV - (I) págs. Encadernação inteira de pele cor de mel, de feitura artística com ferros gravados a sêco nas pastas, de estilo Arte Nova representando figuras femininas da época, emolduradas com ferros dourados dispostos em filetes simples. Dourado também nas coifas e seixas. Guardas em papel pintadas. Conserva as capas de brochura (anterior om ligeiros restauros marginais). Exemplar impresso em papel de boa qualidade, de esmerado apuro gráfico e encontra-se inteiramente por aparar, mantendo as margens intactas e desencontradas. Conserva encadernada no final uma folha volante impressa, que, em nossa opinião é indpendente da presente edição da obra, onde se lê: "Nota extraída doexemplar pertencente a José Pereira de Sampaio Bruno" com a identificação das personagens referidas na obra.

Primeira edição, muito invulgar que as condições descritas, constitui uma PEÇA DE COLECÇÃO única.

Cândido Nazareth, 3435 (raro); Aulo-Gélio 1888.

Observações:

Notável poema dramático, um ds últimos "documentos do vate político, que desfere com força imcomparável o látego da sátria", no dizer de J. do Prado Coelho. António José Saraiva e Óscar Lopes, na sua História da Literatura Portuguesa (15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989), apontam esta fase poética de Junqueiro como o ponto charneira na abordagem do real: "...  A nebulosidade da sua ideologia anticlerical permitia que, entretanto, prosseguisse até à crise política de 1890 a sua carreira de deputado monárquico, gravitando na órbita de Oliveira Martins e na do grupo de literatos e aristocratas dos Vencidos da Vida. Com o Ultimato assiste-se, porém, à sua rotura com Martins e à passagem para as fileiras republicanas. Datam de 91 Finis Patriæ e Canção do Ódio, violentas sátiras à dinastia brigantina e à Inglaterra, das quais ainda é sequência Pátria (1896), poema já, no entanto, repassado de um patriotismo elegíaco a condizer com as tendências saudosistas do tempo ...".

 

Preço:245,00€

Referência:15223
Autor:SÁ-CARNEIRO, Mário de
Título:INDÍCIOS DE OIRO
Descrição:

Edições Presença, Porto, 1937. In-4º de 86 págs. Encadernação moderna, meia francesa com cantos em pele azul, com dourados em casas fechadas. Preserva as capas de brochura. Aparo marginal generalizado. Raras e insignificantes manchinhasnas capas.

Primeira edição, póstuma, de uma tiragem limitada a 850 exemplares numerados.

Observações:

Na Nota dos Editores, p. 83, lemos: “Propusemo-nos editar os Indícios de Oiro desde que Fernando Pessoa, há anos, nos confiou a sua cópia. A Fernando Pessoa, depositário dos inéditos de Sá-Carneiro, se devia já a publicação na Contemporânea, na Athena, na Presença, em outras revistas ainda, de vários poemas dos Indícios de Oiro. Além de que já um grupo dêles fôra publicado em vida do poeta, no nº2 do Orpheu. Não se trata, pois, duma colectânea de dispersos: mas duma obra que só a morte impediu o autor de publicar, e cujo título e ordenação êle próprio determinou. O poeta suicidou-se a 26 de Abril de 1916. Assim alguns poemas são de poucos meses anteriores à sua morte (...)”

Preço:170,00€

Referência:15219
Autor:LEITÃO, Antonio José de Lima
Título:IPHIGÈNIA. Tragédia de João Racine (...) pelo
Descrição:

Na Impressão Régia, Rio de Janeiro, 1816. In-8º de (8)-53 págs. Brochado.

RARA obra, sendo das primeiras impressões realizadas no Rio de Janeiro, referida na Bibliografia da Impressão Régia do Rio de Janeiro ( de Almeida Camargo & Borba de Moraes).

Observações:

Trata-se da primeira e aparentemente única tradução desta peça de Racine para português, impressa no Brasil, por Lima Leitão (1787-1856). Este autor foi médico nas armadas francesas e portuguesas antes de partir para o Brasil. No ano da presente publicaçao, viajou para Moçambique e depois, mais tarde em 1819 para a Índia como Intendente de Agricultura. 

Almeida Camargo & Borba de Moraes - Bibliografia da Impressão Régia do Rio de Janeiro, tomo I, nº 496.
Inocêncio I, 171; VIII, 203.
Gonçalves Rodrigues, A tradução em Portugal 3251.
Não referido em Monterroso Cunha Lobo nem em Ávila Perez.

Preço:370,00€

Referência:15213
Autor:ALMEIDA GARRETT, J. B.
Título:DONA BRANCA OU A CONQUISTA DO ALGARVE. Obra posthuma de F. E.
Descrição:

Na casa de J. P. Aillaud, Paris, 1826. In-8º de (8)-251-(1) págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele vermelha com dizeres dourados na lombada. Etiqueta antiga com número de ordem de biblioteca provada. Rubrica de posse coeva no frontspício. Ocasionais picos de acidez, generlaizada na mancha tipográfica, ao longo do volume. Aparo generalizado. Bonito exemplar.

PRIMEIRA EDIÇÃO, rara.
 

Observações:

Obra com que Almeida Garrett, (1799-1854) inaugura a senda do romantismo em Portugal, juntamente com o seu outro título Camões (1825). Lê-se nesta edição princeps, na página que segue ao prefácio:  O assumpto d'este romance, é tirado da chronica de D. Afonso III de Duarte Nunes de Leão. Embora o autor se refira a um romance, trata-se de um poema lírico-narrativo, onde o lirismo grave convive com a facécia anticlerical (Álvaro Manuel Machado, Dicionário de Literatura Portuguesa, 1996, p. 213) datado do primeiro exílio de Garrett, que aborda um episódio lendário da história nacional relacionado com a época evocada no título D. Branca ou a conquista do Algarve e que corresponde a história de amor infeliz entre o rei mouro Aben-Afan e a infanta D. Branca " ...que foi senhora do mosteiro de Lorvão, d'onde foi mandada para abbadeça do mosteiro de Holgas de Burgos que he o mais rico, e mais nobre mosteiro de toda a Hespanha (...) Com esta infanta teve amores um cavalleiro (...) do qual pario um filho ... " (segundo carta do autor enviado a Duarte Lessa. publicada em Garret. Memórias Biographicas de Francisco Gomes de Amorim, 1881). Obra escrita  após a experiência do primeiro exílio, " ... que trouxe o conhecimento das obas de Shakespeare, Byron e Walter Scott e o das paisagens góticas onde abundam os castelos em ruínas, representa a introdução, entre nós, do vírus romântico ..." ( Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol I, p. 635),

Relativo ao monograma F. E. que o autor adoptou na edição original, na segunda edição (1848) lê-se na introdução " ... monograma com que o autor puerilmente se encobriu por medo das criticas, e do que era um pouco mais sério, a censura armada do paternal governo absoluto, que, se já não tinha a inquisição, tinha ainda as suas academias e literatos a bradar que o Limoeiro e Cais do Tojo eram a verdadeira lei de repressão dos abusos da Imprensa ...".

Preço:245,00€

Referência:15212
Autor:COELHO, Trindade
Título:IN ILLO TEMPORE
Descrição:

Livraria Aillaud & Cª, Lisboa, 1902. In-8º de 418-(5) págs. Encadernação editorial em skivertex verde com dizeres dourados nas pastas. Conserva as muito belas capas de brochura (pequena falta de papel no canto inferio esquerdo - ver foto), ligeiramente aparado à cabeça. Impressão em papel couché, ilustrado ao longo do texto (chamamos especial atenção para os "tipos de Coimbra"). Corte superior das folhas brunido a ouro fino. Exemplar com sinais de manuseamento e rúbrica de posse coeva no frontspício.

Primeira edição desta obra que se tornou popular pelas inúmeras edições que veio a conhecer.

Observações:

Interessante livro de memórias académicas evocando o ambiente estudantil e figuras típicas, tanto da Universidade como da cidade coimbrã.

Preço:50,00€

Referência:15207
Autor:FRANÇA, José-Augusto
Título:PRIMEIRO DIÁLOGO SOBRE ARTE MODERNA
Descrição:

Edição do autor (Grafitécnica, Lisboa, 1957). In-8º de 32 págs. Brochado, albergado numa capa editorial e integrado em Cadernos do Tempo Presente. Exemplar com as folhas por abrir.

Observações:
Preço:17,00€

Referência:15203
Autor:DUARTE, Afonso
Título:OSSADAS
Descrição:

Seara Nova Editora, Lisboa, 1947. In. 8.º de 98-(4) págs. Brochado. Exemplar muito limpo e fresco, impresso sobre papel de linho.

PRIMEIRA EDIÇÃO e peça de colecção deste exemplar, que pertence à edição especial em papel de linho, numa tiragem de 100, numerados e rubricados pelo autor, levando este o nº 4.

 

 

Observações:

Afonso Duarte é tido como autor cuja poesia se situa entre o saudosismo e o movimento da revista Presença, e que acabou por ter relevante influência na geração de poetas do neo-realismo.

Livro de "... Poemas breves / como o instante da flor / que abriu para morrer. ..."  publicados nas importantes revistas literárias CONTEMPORÂNEA, TRÍPTICO, PRESENÇA, MANIFESTO, SINAL, SÍNTESE, REVISTA DE PORTUGAL, CADERNOS DE POESIA, ATLÂNTICO, LITORAL, VÉRTICE, PORTUCALE e SEARA NOVA.

Preço:75,00€

Referência:15202
Autor:NETO, João Cabral de Melo
Título:MORTE E VIDA SEVERINA
Descrição:

[Teatro da Universidade Católica TUCA, s.d - (1965?)]. In-8º de 32 págs. Brochado. Rúbrica de posse e apontamento a tinta na capa.

Primeira edição autónoma do poema "Morte e vida severina", que correu de mão em mão e nunca chegou às livrarias, publicado originalmente no livro "Duas Águas", em 1956, texto este de maior sucesso de João Cabral que resultou em diversas encenações, gravações audio, cinematográficas e mini-séries.

Observações:

O poema, na verdade é um auto, teve a sua primeira encenação no ano de 1957 em Belém pelo grupo Norte Teatro Escola. Em 1965 foi musicada por Chico Buarque a pedido do então director do grupo de Teatro da Universidade Católica (TUCA) da PUC-SP. Foi incluído na coletânea Morte e vida severina e outros poemas em voz alta, alcançando ainda um público mais vasto.

Segundo António Secchin, maior estudioso da poesia cabraliana "... neste auto de Natal pernambucano, o protagonista Severino, à imagem do Rio Capibaribe, desce do Sertão para a cidade, e toda a travessia é pontuada por encontros com a morte, até a eclosão da vida, representada pelo nascimento de uma criança. (...) Ele, que pensara em suicídio, simbolicamente renasce com a nova vida 'severina' que acaba de surgir ..." . O termo "vida severina", que reflecte uma vida simples e franzina, que "corre frágil na beira do abismo", transfomou-se num adjetivo, em que neste auto surge como uma esperança, um símbolo da renovação humana.

Preço:60,00€

Referência:15201
Autor:CASTRO, Ferreira de
Título:MAS ...
Descrição:

Typ. Boente & Silva. Lisboa. 1921. In-8° com (4) - 100 págs. Brochado. Capas de brochura em excelente estado de conservação, ostentando ocasionais pequenos picos de acidez e miolo em mint condition. Preserva a capa da brochura ilustrada a cores bem como as duas raríssimas ultimas folhas picotadas de forma a facilitar a sua remoção, para o caso do leitor de espírito mais púdico não querer acompanhar a incursão erótica desta parte final.

MUITO RARA PEÇA DE COLECÇÃO em primeira edição (e única) da primeira obra de Ferreira de Castro publicada em Portugal.

Observações:

José Maria Ferreira de Castro (1898 – 1974) notável escritor e opositor ao Estado Novo, lutou pela Liberdade, pela justiça social, e pela dignidade e emancipação do Homem. Em 1911, com apenas 12 anos e com a escola primária, emigrou para o Brasil, Belém do Pará, e enviado logo de seguida para os confins da selva amazónica onde trabalhou arduamente num seringal, realidade sobre a qual iria escrever mais tarde em muitos dos seus romances. Nessa época passou por imensas privações e desempenhou os mais variados e humildes trabalhos. Começou entretanto a escrever enviando os textos para jornais no Brasil e em Portugal. Publica em 1916 o seu primeiro trabalho literário, Criminoso por ambição, em fascículos vendendo-os de porta em porta, seguindo-se de duas peças de teatro Alma Lusitana e O Rapto. Por volta de 1917 torna-se jornalista e escreve para vários jornais brasileiros. Coloca-se ao lado dos individuos explorados, miseráveis e expoliados da sociedade. No ano de 1919 regressa a Portugal, e apesar de ser um jornalista bastante conhecido no Brasil, tem dificuldade em encontrar emprego. Foi nesta sequência que publicou a obra que se apresenta Mas ... , em edição de autor, e corresponde a uma coletânea de ensaios literários e sociais juntando narrativas em que é patente a procura dum estilo original, ousado e com uma pontuação bastante vincada que " ... revelam uma ânsia de inovar, de cortar com fórmulas consagradas, de fugir dos caminhos trilhados..." (Jaime Brasil, In-Memoriam Ferreira de Castro, 1976, p. 37). A sua obra mais conhecida, divulgada, editada e traduzida é A SELVA. Mas ... insere-se num período de criação literária até 1928 com O Vôo nas Trevas em que o autor não autorizou reeditações, sendo por isso de difícil acesso e bastante raras no mercado bibliófilo.

Ferreira de Castro é um dos maiores escritores portugueses de sempre, estando os seus romances traduzidos em vinte uma línguas em todo o mundo. Chegou mesmo a ser proposto para o Nobel da Literatura. Em 1951, um grupo de intelectuais democratas e anti-fascistas convidou-o para se candidatar à Presidência da República, o que declinou. Foi também membro do MUD - Movimento de Unidade Democrática, opositor do Estado Novo.

 

Preço:825,00€

Referência:15200
Autor:VASCONCELOS, José Leite de
Título:TRADIÇÕES POPULARES DE PORTUGAL. (Volume único)
Descrição:

Livraria Portuense de Clavel & Cª - Editores, Lisboa, 1882. In-8º de 320 págs. Brochado. Capas fragilizadas dada a sua leve gramagem sob acção do manuesamento, provocando falhas de papel. Margens do miolo intactas e ligeiro amarelecimento do papel, dada a sua qualidade intrínseca expostas à acção do tempo. Frontspício com carimbo a óleo da biblioteca privada de Joaquim de Carvalho. A necessitar de encadernação. 

PRIMEIRA EDIÇÃO DO LIVRO DE ESTREIA deste eminente Arqueólogo,etnógrafo e antropólogo que foi José Leite de Vasconcelos.

Observações:
Preço:100,00€

Referência:15198
Autor:COSTA, J. C. Rodrigues da
Título:JOÃO BAPTISTA. Gravador português do séc. XVII (1628-1680). Contribuição para a História da Gravura em Portugal.
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1925. In-8º de XV-222-(1) págs. Encadernação moderna inteira de percalina vermelha, com dizeres dourados na lombada. Ostenta um belíssimo ex-libris heráldico de Eugénio de Castro e Almeida. Ilustrado è parte, sobre papel couché. Conserva capas de brochura, estas com picos de acidez e pequena falha de papel, à margem. Aparo marginal generalizado. Vestígios de uma muito ténue mancha marginal. Muito bom exemplar, apesar dos defeitos apontados.

Observações:

Integrada na prestigiada colecção Subsídeos para a História da Arte Portuguesa.

O texto de introdução que ocupa as primiras 15 páginas, diz respeito a um rasgado elogio realizado por C.A. Marques Leitão, ao labor da escrita do autor do livro, o General Rodrigues da Costa, que acabou de escrever este estudo em 1916 e publicado aqui noveanos depois. Trata-se de um valioso estudo, documentado com numerosas reproduções de obras de João Baptista Lusitano ou ainda João Baptista Coelho representando gravuras de brasões, frontspícios, retratos, mapas, etc ... . Este estudo surgiu na sequência da descoberta pelo autor de uma chapa de coibre gravada por João Baptista, contndo a planta militar das linhas de Elvas, em 1658-59. João Baptista foi, no século XVII e em Portugal, "... um gravador de excepcional mérito, de complexas aptidões, e de tão largo trabalho, que chega a parecer incrível ser só agora, e por mero acaso, revelado o seu nome, para o estudo e para a história da arte, em que êle foi excelente e fecundo".

Preço:20,00€

Referência:15196
Autor:CORREIA, Natália
Título:DESCOBRI QUE ERA EUROPEIA. Impressões de uma Viagem à América.
Descrição:

Portugália, Lisboa, 1951. In-8º de 329-(1) págs. Encadernação moderna, meia francesa com cantos em pele verde, ainda com dizeres e florões dourados, gravados na lombada. Inteiramente por aparar e com as capas de brochura conservadas, estas com pequenas machas de humidade. Ligeiro amarelecimento do papel, próprio da sua qualidade intrínseca.

Observações:

A obra trata de um conjunto de textos publicados originalmente em 1951 nos quais Natália Correia reflectia sobre a sua primeira viagem aos Estados Unidos, sobre a descoberta de um mundo diferente e com as impressões de uma viagem marcante.

Preço:45,00€

Referência:15195
Autor:AVONDANO, Maria Francisca
Título:ANNUAL HISTORICO E POLITICO DE PORTUGAL E BRAZIL em quanto Reino Unido, e até ao presente.
Descrição:

Imprensa de Lucas Evangelista, Lisboa, 1854. In-8º de 334 págs. Encadernação inteira de skivertex com dizeres RECORDAÇÕES HISTORICAS dourados na lombada, com os seguintes títulos, encadernados junto:

- DESCIPÇÃO DO PALACIO REAL NA VILLA DE CINTRA, QUE ALI TEEM Srs REIS DE PORTUGAL pelo Abade A. D. de Castro e Souza, na Typographia de A.S. Coelho, Lisboa, 1938. In-8º de 38-(1) págs.

- VIANNA DO CASTELLO por Luis de Figueiredo da Guerra, Imprensa da Universidade, Coimbra, 1877. In-8º de VIII-103-(3) págs.
 

Qualquer um dos títulos, com a importânica própria sob os diferentes assuntos que versam, são de certo modo de raro aparecimento. Atenção especial no campo da raridade da temática brasiliense, merece o ANNUAL HISTÓRICO.

Observações:

Referente ao titulo

- ANNUAL HISTÓRICO E POLÍTICO, apenas encontramos referência em Inocêncio (XVI, 355) declarando o bibliografo "... Na introdução a auctora declara que tinha composto esta obra como simples distração para o seu estudo particular; mas, por serem interessantes algumas noticias, a aconselharam a que as imprimisse. Vi um exemplar na biblioteca particular de Sua Magestade El-Rei D. Fernando..." atestando assim a raridade da obra. De Maria Francisca Avondando desconhecemos qualquer dado biográfico, tão pouco encontrámos referências nas bibliografias consultadas, para além do exemplar da rica e distinta biblioteca brasiliana de Guida e José Midlin, cujo exemplar, por sua vez foi pertença de Ruben Borba de Moraes, outro grande bibliófilo de bibliografia brasiliana. O período histórico abordado na obra diz respeito aos factos ocorridos no Brasil e Europa, antes da partida de D. João VI para o Brazil até o final de 1821.

- DESCRIPÇÃO DO PALACIO REAL NA VILLA DE CINTRA da autoria de António Dâmaso de Castro e Souza, Inocêncio diz-nos ser um autor erudito de larga obra publicada e ainda com muitos " ... artigos insertos no Panorama, Revista Universal, Archivo Popular, Pantologo, e outros jornaes litterarios. Tambem forneceu alguns para as duas obras que o sr. Conde A. Raczynski publicou em Paris nos annos de 1846 e 1847, intituladas Les Arts en Portugal e Dictionnaire Historico-Artistique du Portugal, etc. A maior parte dos opusculos descriptos são hoje dificeis de achar, por se haverem de todo esgotado as edições d'elles. Formam uma colleção que os curiosos apreciam (eu a tenho completa) ..."

- VIANNA DO CASTELLO não localizámos outra informação do que aquela disponibilizada por Inocêncio (XVI, 21, 378). Obra ilustrada com 4 estampas impressas à parte.

Preço:395,00€

Referência:15192
Autor:BRETON, André
Título:NADJA
Descrição:

Editorial Estampa (Lisboa, 1971). In-8º de 142-(2) págs. Brochado. Ilustrado com fotografias de Man Ray e de Jacques-André Boiffard, ao longo do texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO portuguesa de um dos títulos capitais da literatura francesa do séc. XX, da autoria da figura de proa e/ou disciplinador teórico do movimento surrealista internacional, considerado pelo autor a sua obra-chave, e, aqui, numa excelente tradução de Ernesto Sampaio. Integrada na colecção Novas Direcções..

Observações:

Nadja publicada em 1928 revista e reeditada pelo autor em 1963, é um dos primeiros "romances" surrealistas. Nela o autor narra a sua história, sem definir as fronteiras oníricas e reais, de uma breve e tempestuosa relação com Nadja, uma jovem pela qual se enamorou de forma misteriosa e fascinante. E é através dos olhos dessa mulher que ele é transportado numa deambulação por Paris e, ao mesmo tempo, numa profunda busca de si mesmo, uma tentativa de resposta à pergunta seminal com que abre a narrativa: «Quem sou?».

Preço:20,00€

Referência:15191
Autor:HEMINGWAY, Ernest
Título:THE FIFTH COLUMN AND FOUR STORIES OF THE SPANISH CIVIL WAR.
Descrição:

Charles Scribners Sons, New York, (1969). In-8º de 151 págs.Cartonagem editorial conservando a original dustkacket (no verso, retrato de Hemingway datado de 1937 com autógrafo facsimilado). Preserva a etiqueta original de custo de venda de livraria (ver foto). Contracapa protegida por uma pelicula de celofane anti-acido própria para livros de bibliofilia. Carimbo no ante-rosto. Exemplar sem outros defeitos apontar, e como tal, impecável, muito fresco.

PRIMEIRA IMPRESSÃO DA PRIMEIRA EDIÇÃO , exemplar de colecção de interesse internacional. Este livro teve uma edição simultânea no Canadá, muito menos apreciada pelos bibliófilos.

Observações:

Estas cinco obras surgiram da experiência de Hemingway na guerra espanhola como correspondente da North American Newspaper Alliance e como participante nas filmagens de “The Spanish Earth”. Mais especificamente, elas cresceram a partir de aventuras dentro e ao redor da Madrid sitiada - particularmente no Hotel Florida e num bar chamado Chicote. O livro é unificado em tempo, lugar e ação. É ainda mais unificado pela presença dominante do autor, que se encontra vivo em cada página. Essa presença distorce o foco, mas também dá ao livro uma distinção nítida. Este é um Hemingway imediato e inconfundível. Esta coleção contém a peça "The Fifth Column" de Hemingway e as quatro histórias "The Denunciation", The Butterfly and the tank", "Night before battle" e "Under the Ridge". Apesar de seu fascínio pela guerra e seu humor alegre, ele também tenta-nos dizer que a guerra é um inferno.

Preço:150,00€

Referência:15189
Autor:CASTRO, Eugénio de
Título:CAMAFEUS ROMANOS
Descrição:

´Lúmen, Coimbra, 1921. In-8º de 92-(3) págs. Brochado. Nítuda impressão a duas cores, negro e vermelho, sobre papel de linho. Bom exemplar.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:
Preço:15,00€

Referência:15188
Autor:COSTA (Marechal Gomes da)
Título:DESCOBRIMENTOS E CONQUISTAS. I-O Início do Ultramar Português 1414-1495, II- A Viagem de Vasco da Gama, 8 de Julho de 1497 - 29 de Agosto de 1499 e III- Afonso de Albuquerque 1509-1515.
Descrição:

Serviços Gráficos do Exército, Lisboa, 1927-1929. In-4º de 3 volumes com 193-(5), 308-(1) e 410-(1), respectivamente, encadernados em dois volumes. Ilustrado ao longo do texto e em separado, com mapas desdobráveis. Belíssima encadernação meia francesa em pele castanha com lombada decorada a ouro e rótulos de pele vermelha com dizeres dourados, e cantos em pele com recorte em meia-luas na vez dos habituais triangulos geométricos. Conservam as bonitas capas de brochura anterior de cada volume. Aparo marginal generalizado. Volumes de aspecto muito elegante com os miolos muito limpos, sem manchas e margens ainda assim largas. Carimbo de oferta do Governo Geral de Angola na capa de brochura anterior.

Tudo quanto foi publicado.

Observações:
Preço:90,00€

Referência:15187
Autor:WEISS, M. Ch.
Título:L'ESPAGNE DEPUIS LE RÈGNE DE PHILIPPE II JUSQU'A L'AVÉNEMENT DES BOURBONS par ... Tome premier (et second)
Descrição:

L. Hachette, Paris, 1844. In-8º de (8)-442 e 408 págs. Encadernação coeva meia francesa em marroquin preto com dizeres dourados e ferros secos brunidos na lombada, em casas simples e fechadas. Aparo marginal. Guardas em papel fantasia manual da época. Primeiro volume com apontamento manuscritos coevos, que não conseguimos transcrever mas cremos que trata de um apontamento sobre crítica realizado num periódico ao tempo da sua publicação..~Rúbrica de posse coeva em ambos os volumes, no frontspício.

Edição original da obra da autoria do historiador Charles Weiss (1812-1881).

Observações:

A obra surge na sequência de uma tese que o autor defendeu em 1839 em torno das causas da decadência da indústria e comércio em Espanha e, aqui, trata de analisar as suas causas durante os séculos XVI a XVII, na indústria, na agricultura e no comércio, assim como na literatura e arte, apresentando as considerações acerca das novas políticas introduzidas pelos Bourbons.

Preço:115,00€

Referência:15185
Autor:MANOEL, Jeronymo P. A. da Camara
Título:MISSÕES DOS JESUITAS NO ORIENTE NOS SÉCULOS XVI E XVII
Descrição:

Impresna Nacional, Lisboa, 1894. In-º de XIV-162 págs. Ilustrado à parte com retarto de S. Francisco de Xavier e facsimile de fragmento de carta por ele escrito. Encadernado meia francesa com cantos em pele vermelha com bonita decoração dourada na lombada, em casas fechadas e sobre pele azul e castanha, com dizeres também dourados. Conserva capas de brochura, corte superior das folhas carminado. Cadernos por abrir, na lateral por aparar. Exemplar muito fresco sem defeitos maiores apontar, a não ser um pequeno arranhão na lombada por descuido de manuseamento e uma pequena macha de humidade restrito ao frontspício.

Observações:

"Trabalho destinado à X sessão do Congresso Internacional dos Orientalistas" constituindo a primeira edição, muito bem documentada. Contem as 9 cartas escritas por S. Francisco Xavier, Instruções do Rei D. João III e relações geográficas da Etiopoa e Japão. Inclui catálogo dos padres e irmãos da Companhia de Jesus enviados à Índia e ao Japão de 1541 a 1603.

Preço:90,00€

Referência:15184
Autor:CASTRO, Eugénio de
Título:SAUDADESDO CÉO
Descrição:

  F. França Amado — Editor, Coimbra, 1899. In-8º de 58-(2) págs. Brochado com pequenos defeitos superficiais provocador pela actividade de lepismatidae. Cadernos por abrir,

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Obra publicada numa fase simbolista de Eugénio de Castro mais tardia mas que mereceu enorme interesse por parte de escritores da América do Sul entre outros países, como nos testemunha Miguel Filipe Mochila (revista Limite, nº 15, 2021):
" ... Cabe começar por recordar que, graças à publicação de Oaristos (1890) e Horas (1891), livros habitualmente tidos como os introdutores do Simbolismo na Península Ibérica, alcançou o poeta notoriedade em diversos meios literários europeus, com destaque para Itália e França, salientando-se as traduções que dos seus poemas realizou Vittorio Pica, graças às quais, bem como ao papel desempenhado por algumas revistas e críticos franceses, a sua poesia chegou ao contexto ibero- americano, onde os seus livros foram recebidos com entusiasmo. Poetas ibero-americanos, oriundos de países como a Argentina, o Chile, a Colômbia, Cuba, o México, a Nicarágua ou o Peru, admiraram o autor português, tendo-o traduzido ou escrito sobre ele, dedicando-lhe elogiosas e por vezes mesmo aduladoras missivas, criando em seu redor um fascínio quase mitificante ...".

Preço:25,00€

Referência:15183
Autor:CASTRO, Eugénio de
Título:GUIA DE COIMBRA
Descrição:

F. frança Amado, editor - Coimbra, s.d. In-8º de 103-(1)-(8) págs. Brochado. Ilustrado à parte com um grande mapa ou planta topográfica desdobrável da cidade e sobre papel couché com vistas de Coimbra, monumentos, fachadas de edifícios, claustros, etc ... Apresenta no final um caderno de 8 páginas cimpressa sobre papel rosa velho com publicadade a casas comerciais locais. Capa de brochura ligeiramente rasgada na charneira, na parte superior. De resto, muito bom exemplar, muito estimado.

Primeira e única edição cuja publicação oficial foi suportada pela Sociedade de Defesa da Propaganda de Coimbra.

Observações:

Na introdução, as palavras de um poeta caracterizam tão bem a cidade de Coimbra de então, como hoje, cem anos depois, e dizem o seguinte:
" ... COIMBRA é como certas mulheres que depois de haverem soffrido os maiores ultrajes do tempo e do destino, conservam ainda na decrepitude eloquentes signaes da belleza que tiveram em moças. Ao passo que, nos outros paizes da Europa e até na visinha Hespanha, injustamente classificada de barbara, a modernisação das povoações historicas se tem feito assisadamente, abrindo-se novos bairros de ruas amplas e arejadas, mas conservando-se com respeito a parte antiga nos seus elementos monumentaes e pittorescos, em Portugal, pelo contrario, a falta de cultura artistica, a decadencia da aristocracia, o desdem pela tradição e a incompetencia da maior parte das edilidades, descaracterisaram por completo as cidades, arrasando ou deixando cair desalmadamente castellos e muralhas, templos e solares, duplamente interessantes e veneraveis, pelo que valiam como obras d'arte e pelas nobres coisas que do passado nos diziam. De todas as cidades portuguêsas victimadas pelos elementos devastadores acima apontados, nenhuma como Coimbra padeceu tantas e tão grandes injurias. ...".

Preço:25,00€

Referência:15182
Autor:HUGO, Victor
Título:TORQUEMADA
Descrição:

Calmann Lévy, Paris, 1882. In-4º de (3) - 203 - (3) págs. Encadernação demi-maroquin verde, brunida, com filetes dourados duplos nas pastas, lombada de cinco nervos com decoração fina disposta em casas fechadas.

Encadernação coeva e assinada pelo grandioso encadernador francês RAPARLIER (Paul-Romain Rapalier,1858-1900, encadernador preferido do escritor Anatole France). Aparo à cabeça brunido a ouro fino. Apresenta uma gravura não descrita pelas bibliografias consultadas.
Um dos 30 exemplares numerados "Grand Papier" (levando o nosso o nº 15) que compõe a edição original em papel Whatman, depois de 10 em papel China e 10 em papel Japon.
Conserva as raras capas de brochura. Exemplar muito limpo, quase "mint condition".
PEÇA DE COLECÇÃO de interesse internacional.
 

Observações:

Torquemada, é um drama em quatro actos e em verso de Victor Hugo, com prólogo escrito em 1869 e publicado em 1882, mas nunca apresentado em palco durante a vida do autor. A história é inspirada na figura histórica do monge dominicano Tomás de Torquemada (1420-1498) cujo nome está associado à Inquisição Espanhola.

Sinopse: O monge espanhol Torquemada, emparedado vivo em ritmo acelerado por sentença eclesiástica, é libertado por duas crianças que se amam, Dom Sancho e Dona Rosa. Depois de obter a absolvição do papa em Roma, Torquemada retornou à Espanha para ali fundar a inquisição. Entretanto, o rei Fernando apaixonou-se por Rosa e, para separá-la de D. Sancho, manda os dois jovens para o convento. Mas o seu primeiro-ministro, o conde de Fuentel, liberta-os e confia-os a Torquemada. Ele reconhece neles os seus dois salvadores; mas ele descobre que só o libertaram à custa de um sacrilégio: usando uma velha cruz de ferro para levantar a pedra de sua prisão. Ele entrega-os à fogueira da Inquisição para salvar suas almas.
(Simbolismo: Vitor Hugo esboçou, no personagem Torquemada, uma estranha e poderosa figura de fanatismo que quer impor sua religião através do terror; opõe-lhe, em cena episódica, a figura de São Francisco de Paula, apóstolo da religião pelo amor.).

Carteret (Romantique I), 427; Clouzot 94; Vicaire IV, 364-365.

Preço:850,00€

Referência:15181
Autor:CASTRO, Eugénio de
Título:O REI GALAOR. Poema dramático.
Descrição:

F. França Amado, Coimbra, 1897. In-8º de 77-(1) págs. Brochado com capa ligeiramente empoeirada e pequeníssimas falhas de papel provocado pela acção de lepismatidae. Nítida impressão a duas cores, negro e verde. Miolo bem conservado embora apresentando ligeira acidez marginal. Conserva as badanas.

Invulgar PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Texto de feição dramática desenvolvida pela fase "novista", paralelamente à sua vertente poética lírica mais conhecida que, segundo José Carlos Seabra Pereira (1990), " ... após a revolução de Oaristos e Horas, segue-se uma consolidação renovadora com O Rei Galaor, Belkiss e Sagramor, prenhe este de um neo-goethismo de ascendência horaciana na defesa do carpe diem situando o autor estas obras na ontologia negativa do Decadentismo e na superação contemplativa do Simbolismo ...". Rei Galaor mereceu ainda imensa atenção fora fronteiras onde conheceu diversas traduções, nomeadamente em Espanha (em 1902 por José Juan Tablada, em 1913 por Juan González Olmedilla, em 1912, 1915 e 1930 por Francisco Villaespesa) e Itália (em 1900 por Antonio Padula).

Preço:25,00€

Referência:15179
Autor:[il: COLOMBE, Jean]
Título:LIVRO DE HORAS de Guyot Le Peley
Descrição:

(Cidotech, s.l, s.d.). In-12º de 152 ff. inum. Encadernação inteira de skivertex vermelho com dourados nas pastas e lombada imitando o original, de feitura oitocentista realizada por Derrome (?). Nítida impressão sobre papel de boa qualidade.

O original a partir do qual foi realizado o presente fac-simile apresenta 150 folhas iluminadas, texto de 15 linhas escrito a tinta castanha, calendário escrito a vermelho, azul e dourado; iniciais de uma e duas linhas em ouro líquido com motivos castanhos, rosa ou azuis, decorados com ouro líquido, algumas das iniciais de duas linhas contendo figuras humanas, possui dezesseis iniciais historiadas, três pequenas miniaturas, uma página dupla e quinze miniaturas de página inteira ladeadas por molduras arquitectónicas, as margens de cada página de texto preenchidas com iluminuras, bordas internas a ouro líquido estampado, bordas superiores de folhagem contra fundo dourado habitado por querubins coloridos, ou grotescos, ou de decoração escultórica dourada, vinte e quatro miniaturas de calendário dispostos nas bordas laterais, duzentas e sessenta e nove miniaturas laterais em arco com figuras ou com representações na base relativas ao texto que ladeiam, duzentas e oitenta e três miniaturas de base de página com cenas narrativas do antigo testamento. Os bordos das páginas do calendário também apresentam representações do labor quotidiano dos respectivos meses que representam e de signos do zodíaco. Texto em latim e calendário em francês.

 

Observações:

O original até então desconhecido foi descoberto em 2005 e vendido pela Christies (8.VI.2005 por 299,200 £) para a Médiathèque de Troyes (França), correspondendo ao manuscrito Ms 3901 do seu acervo. . Foi encomendado a Jean Colombe (1423-1490) por uma personalidade da alta nobreza de Troyes. Colombe foi uma personalidade artística proeminente activa em Bourges de 1463 a 1498, e sua reputação e atividade foram muito além de sua cidade natal. Colombe foi nomeado iluminador oficial de Carlos I, Duque de Sabóia (1468-1490), e completou as ilustres Très Riches Heures do duque de Berry, deixadas inacabadas pelos irmãos Limbourg. O manuscrito mais famoso de Colombe é sem dúvida o colossal Livro de Horas de Louis de Laval, criado ao longo de muitos anos e envolvendo o trabalho de muitos colaboradores. O presente título, Livro de Horas de Guyot Le Peley, com o seu ambicioso programa decorativo, sem dúvida também exigiu o trabalho de muitos assistentes. Crê-se que foi realizado entre 1475 e 1480.

A presente edição facsimilada foi realizada no âmbito de uma exposição sobre iluminura francesa no século XV para a Médiathèque de l'Agglomération Troyenn

Preço:75,00€

Referência:15178
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:A ESPADA DE ALEXANDRE. // - // CORTE PROFUNDO NA QUESTÃO DO HOMEM- MULHER // E MULHER HOMEM // POR // UM SOCIO PRENDADO DE VARIAS PHILARMONICAS
Descrição:

Typographia da Casa Real, Porto, 1872. In-8.° gr. de 50 págs. Encadernação moderna meia inglesa com cantos, em pele verde, gravada com dizeres dourados na lombada. Compreende ante-rosto com os dizeres A ESPADA DE ALEXANDRE e verso em branco; frontispício textualmente descrito supra e verso em branco; página 5ª até à página 50 o texto propriamente. Todo o texto e os dizeres da capa de brochura enconytram-se emoldurados por um filete simples.

PRIMEIRA EDIÇÃO, INVULGAR deste excelente exemplar com as CAPAS DE BROCHURA CONSERVADAS. O presente exemplar pertenceu ao célebre camilianista António Almeida Marques, cujo ex-libris se encontra no verso da pasta anterior e descrito no respectivo catálogo sob o nº 432.

 

 

Observações:

Justamente e muito estimado "opúsculo" de Camilo, publicado sob pseudónimo, desta obra que constituiu a intervenção do autor à célebre questão sobre o adultério feminino levantada em França por Alexandre Dumas Filho
e intitulada Homme-Femme. Ela foi posteriormente englobada na Bohemia de Espirito.

Acompanhar o exemplar, encontra-se um mansucrito, provavelmente de Almeida MArques (?), onde se lê a curiosa nota:
"Por carta de Camilo a Chardron e publicada por Cardoso Martha, a pág 73 do 2º vol se vê que era suposto para o título deste folheto, agora em publicação em volume: A grnde questão do Marido-Esposa, da Esposa-Marido, do Mata-Aquele, do Mata-Aquela, do Mata-os-Dois - por um sócio prendado de várias filármonicas. Na Boemia do Espírito foi reproduzido o folheto com o título A Espada de Alexandre."


HENRIQUE MARQUES, 155; MANUEL DOS SANTOS, 11; JOSÉ DOS SANTOS (1916), 56; JOSÉ DOS SANTOS (1939), 235; CONDE DA FOLGOSA, 1214; CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA, 1968), 995; ALMEIDA MARQUES, 43

Preço:150,00€

Referência:15177
Autor:CARVALHO, Joaquim Martins de
Título:ASSASSINOS DA BEIRA. Novos apontamentos para a História Contemporânea
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1890. In-8.º de VII-359 págs. Encadernação meia inglsa em pele preta com dizeres gravados a ouro na lombada, em casas abertas. O exemplar apresenta aparo à cabeça e com acidez própria da qualidade do papel aqui empregado. Conserva a original capa de brochura anterior.

Edição original bastante INVULGAR.

Observações:

Importante obra, talvez a mais destacada de toda a bibliografia desta temática dos conturbados tempos das lutas miguelistas e sobre as guerrilhas da Beira no Séc. XIX, entre as quais a de João Brandão.

"Aqui se conta o assassínio dum sapateiro próximo da igreja, ou capela de S.Pedro; a morte do padre António José Torres, quando num dia de festa punha luminárias nas janelas de sua casa; o apunhalamento junto da fonte da Bica, durante a feira do Mont'Alto de 1837, do tendeiro Joaquim Pereira Novo e, finalmente, o espancamento de Manuel Carvalho de Brito."

Joaquim Martins de Carvalho (1822-1898) nasceu em Coimbra, frequentou aulas de latim nos jesuítas, fez parte do movimento da "Maria da Fonte" (1846), tendo por isso sido preso e levado para o Limoeiro em Lisboa. Foi um notável jornalista, talvez o mais admirável do seu tempo, colaborou no Liberal do Mondego, Observador (de que, posteriormente, foi proprietário) e principalmente nesse incontornável jornal, O Conimbricense Não tendo ele sido verdadeiramente um escritor, na acepção estilística do termo, foi um jornalista ardoroso e intemerato, arrostando tão corajosamente os perigos como afrontava sobranceiramente chufas e arruaças, em luta permanente contra tudo e contra todos pelo Progresso, pela Ordem e pela Verdade.

 

Preço:65,00€

Referência:15176
Autor:POPE, Alexandre [trad: Ethienne de Silhouette]
Título:ESSAI SUR L'HOMME par Monsieur ... Traduction Françoise en prose par Mr. S****. Nouvelle Edition avec l'Original Anglois; ornée de figures en Taille-douce.
Descrição:

Chez Marc Chapuis, Lausanne, 1762. In-4º de XXIV - 116 - 5 ilustrações. Encadernação coeva inteira de carneira com marmoreado azul indigo e carmim, douradas nas pastas com filetes triplos dispostos em cercadura marginal. Lombada dourada com florões vegetativos ao gosto da época, em casas fechadas e rótulo de pele vermelha com direzes também dourados. Guardas em papel pintado, e ex-libris de biblioetca privada antiga (séc. XIX?).

Obra belíssimamente ilustrada por Delamonce com cinco gravuras alegóricas hors-texte gravadas por Gallimard e ainda, ao longo do texto, oito vinhetas das quais cinco são culs-de-lampe, gravadas por Soubeyran. Apresenta encadernado junto ao frontspício uma gravura de página inteira, representando um retrato de Charles Frédéric Margrave de Bade et d'Hachberg realizado por J.-F. Guillibaud e gravado por Will, e ainda, agora no plano do frontspício, uma larga vinheta tipográfica com portrait do autor desenhado por Keller e gravado por Will, ambas realizadas em 1745 (dezasste anos que antecede a impressão desta obra, data da edição anterior no mesmo formato).

PEÇA DE COLECÇÃO hoje já de raro aparecimento no mercado.

Observações:

Última reimpressão da edição bilingue ilustrada por Marc-Michel Bousquet da tradução da célebre obra de Alexandre Pope (1688-1745) realizada por Ethienne de Silhouette (1709-1767), tradutor responsável por todas as dez obras deste título popeano,  publicadas em Lausanne, entre 1737 e 1762. Apenas as edições de 1745 e de 1762 se apresentam num formato In-4º, sendo as restantes oito num formato In-12º.

An Essays on man, publicado em 1733-34, foi uma obra notavelmente tida em consideração por toda a Europa dado ter sido a primeira abordagem sobre a discussão de possível reconciliação, ou não, dos males deste mundo com a crença no criador justo e misericordioso. Com esta obra, através da poesia, Pope quis entrar num instituido sistema de éticas. Foi um escritor satírico na linha de John Dryden e o primeiro poeta inglês com reconhecimento e fama internacional.

An Essays on Man foi obra que serviu de inspiração a Kant, a Rousseau e a Voltaire que denominou-a "o mais belo, o de maior utilidade e o mais sublime poema didático alguma vez escrito em qualquer língua".

Preço:375,00€

Referência:15171
Autor:SÁ-CARNEIRO, Mário de
Título:A GRANDE SOMBRA
Descrição:

Petrus, Porto (1958). In-8° de 71-(1) págs. Brochado. Nítida impressão azul escuro sobre papel encorpado da habitual e tão característica tonalidade azul clara das edições desta casa editora de Pedro Veiga. Edição esmeradamente preparada pela Petrus numa reduzida tiragem com a designação Edição Especial. Exemplar por abrir e Invulgar.

Observações:

Inclui, no início, duas cartas de Paris do poeta e jornalista Xavier de Carvalho, datadas de Maio e Junho de 1916. Primeira edição independente desta notável novela publicada originalmente em Céu em Fogo, correspondendo na realidade à terceira impressão do texto, dado que foi encorporado anteriormente em Sarça Erotica editada também por Petrus.

Preço:60,00€

Referência:15170
Autor:SARTRE, Jean-Paul
Título:LES CARNETS DE LA DRÔLE DE GUERRE
Descrição:

Gallimard (Bussière à Saint-Amand), 1983. In-8º de 432-(5) págs. Brochado preservado no papel cebola original. Exemplar muito atractivo pelo seu excepcional estado de conservação para não dizer Mint Condition mantendo intactos todos os seus cadernos.

Exemplar da edição princeps, confinada à limitadíssima tiragem de 144 exemplares, pertencente o presente à edição especial de 57 exemplares numerados (levando este o nº33) impressos sobre papel de elevada gramagem e denominada Vergé Blanc de Hollande correspondendo às famosas, valiosas e procuradas Tirage de tête en grand papier

PEÇA DE COLECÇÃO e de inestimável interesse da literatura mundial .

Observações:

Esta obra foi escrita por Sartre durante a sua mobilização na Alsácia no serviço meteorológico. No prefácio, Arlette Elkaïm-Sartre, filha adoptiva do autor, explica: “Sartre queria que este diário fosse o testemunho de qualquer soldado sobre a guerra e o rumo bizarro que ela tomou, sobre este estado de mobilização ociosa onde foi mergulhado com milhões de outros".

Preço:400,00€

Referência:15169
Autor:SARTRE, Jean-Paul
Título:LE DIABLE ET LE BON DIEU
Descrição:

Gallimard (Emmanuel Grevin et Fils, Lagny-sur-marne), 1951. In-8º de 282-(2) págs. Brochado preservado no papel cebola original. Exemplar muito atractivo pelo seu excepcional estado de conservação.

Peça de colecção desta PRIMEIRA EDIÇÃO na lingua original, pertencente à tiragem especial limitada a 410 exemplares numerados, levando este exemplar o nº 304, impressos sobre papel Vélin Pur Fil Navarre.

De elevado interesse para a literatura mundial.

Observações:

A obra conta a história verídica de Crisotbal de Lugo, um terrível bandido e péssimo cidadão que, no entanto, era puro de espírito e decidiu tornar-se monge depois de ganhar às cartas porque jurou que se perdesse se tornaria um ladrão de estradas.

Segundo Simone de Beauvoir " ... O contraste entre a partida de Orestes no final de AS MOSCAS e a posição final de Goetz ilustra a distância que Sartre percorreu entre a sua atitude anarquista original e o seu compromisso actual (...) Em 1944, Sartre pensava  qualquer situação poderia ser transcendida por esforço subjetivo; em 1951, ele sabia que as circunstâncias às vezes podem roubar-nos a nossa transcendência; nesse caso, nenhuma salvação individual é possível, apenas uma luta coletiva ...".

Preço:190,00€

Referência:15166
Autor:CÂNCIO, Francisco
Título:LISBOA DE OUTROS SÉCULOS. Cem anos de pitoresco
Descrição:

Lisboa, 1940. In-4º de 463-(1) págs. Encadernação moderna em percalina bazul com dizeres dourados na lombada. Ligeiro aparo marginal. Miolo muito bem conservado. Profusamente ilustrado ao longo do texto e em separado.
 

Observações:

A obra versa asuntos relacionados essencialmente com o Bairro Alto, a Mouraria da Severa e as Praias Alfacinhas.

Preço:60,00€

Referência:15165
Autor:CÂNCIO, Francisco
Título:RIBATEJO LENDÁRIO E PITORESCO. Edição Comemorativa do Oitavo Centenário da Conquista da Região Ribatejana.
Descrição:

(Imprensa Barreiro, Lisboa) 1946-1947. In-4º de 502-(8) págs. Encadernação coeva meia francesa em pele vermelha, com decoração e dizeres dourados na lombada. Papel de guarda fantasia de belo efeito cromático. Ligeiro aparo marginal, com miolo muito limpo e fresco. Profusamente ilustrado no texto com desenhos, e fotogravuras, nomeadamente a de Azinhaga do Ribatejo.

Observações:

O autor diz-nos no texto de abertura:
"... Através de oito séculos da sua existência a lenda romantiza factos, palácios e castelos, fontes e ermidas. Costumes de ontem e de hoje, cheios de poesia e de beleza, tornam a Região Ribatejana, talvez a mais colorida de Portugal. Falar de uns e outros será o nosso objectivo, comemorando desta forma o Oitavo Centenário do Ribatejo ...". Obra de elevado interesse etnográfico e histórico sobre todas as povoações ribatejanas, nomeadamente, Abrantes, Alhandra, Santarém, Alcochete, A-dos-Loucos, Merceana, Vila Franca de Xira, Dornes, Ferreira do Zêzere, Alenquer, Tomar, Areias, Salvaterra de Magos, assim como o Castelo de Almourol e o Pinhal da Azambuja. Encontramos aqui publicados valiosa e muito relevante informação sobre o artesanato, a gastronomia, danças, festas, cerimónias religiosas, crenças e superstições, lendas, poesias populares e letras de cantares ribatejanos o que torna a presente obra de consulta indispensável aos investigadores e amadores do regionalismo ribatejano.

No índice, lemos:
Moinhos, A Torre do Ladrão Gaião, A Fonte da Moura, A descamisada, S. Máculo, O furto da Imágem, Leme Doido, Nossa Senhora da Piedade da Merceana, O Mártir Santo, A cheia, Abidis, A gratidão do Condestável, Tarde no Tejo, Os salteadores do Pinhal da Azambuja, Santa Isabel ante o túmulo de Santa Irene, Alão, Cantares e danças do Ribatejo, Justiça de El-Rei D. Pedro, Alcochetanos, Nas velhas estalagens do Ribatejo, O Gigante Almourol, A Borda d'Agua, Galanteria antiga, Nossa Senhora da Atalaia, A queda da Cruz, A tiragem da cortiça, S. Frei Gil, Ciência popular agrícola do Ribatejo, Os Meninos do Alfange, Uma sentença do «Justiceiro», O Alfageme de Santarém, Os Santos Mártires de Marrocos, Entardecer no Ribatejo, Quinta do «Jogadouro», Nossa Senhora da Ajuda Loiça de barro, A lenda da Quinta da Ameixoeira, Renascida das ruinas, O Monte de Trigo, Balada do Nata, O Santo Milagre, Cabanas de Torres, D. Rodrigo, A «ensombrada» do diabo, A pastorinha do Monte Iraz, Algumas lendas da Chamusca, O «Corta Orelhas», Milagres da Rainha Santa, A «Serração da Velha», Salvaterra de Magos - a das toiradas reais, O Milagre de Ourique, Alguns aspectos da História do Fado e a sua projecção no Ribatejo, Lendas de Dornes, O voto das tecedeiras, A Procissão da «Mucharinga», A origem da Golegã, A lenda do «Cabaceiro», «Ad petendem pluviam», Santa Iria, Doces e pratos regionais, O mugem gigante, Crendices e Superstições, A «Procissão» dos Tabuleiros, Os Santos Mártires de Bezelga, O «calo mindérico», A lenda do Senhor Jesus dos Lavradores, A bênção da azeitona, Cem Soldos, A romaria da Senhora da Saúde, S. Sebastião, Casamento e mortalha, No rodar do Ano, Al-Morolan, Algumas tradições populares do Ribatejo.

Preço:95,00€

Referência:15160
Autor:FREITAS, Pedro de
Título:HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR EM PORTUGAL.(Versão Tradicional da Música Popular em Loulé)
Descrição:

Edição do autor, Lisboa,1946. In-8 de XII-558-(4) págs. Brochado. Profusamente ilustrado ao longo do texto. Capa de brochura ilustrada por João Carlos (Celestino Gomes).

PRIMEIRA EDIÇÃO em excelente estado de conservação.

Observações:

Obra muito exaustiva e a única editada em Portugal sobre Bandas Filarmónicas, documentado com cerca de duas centenas de ilustrações, em boa parte retratos de personalidades ligadas às bandas de inúmeros lugares nacionais. São particularmente interessantes os capítulos II e III, respectivamente consagrados a «Loulé e a sua Música Popular - Tradição e Vida» e «Filarmónicas de Portugal»,

Preço:48,00€

Referência:15159
Autor:LIMA, Campos
Título:O REINO DA TRAULITÂNIA - 25 dias de reacção monárquica no Porto
Descrição:

Edição da Renascença Portuguesa, Porto, 1919. In-8.º peq. de 343-(1) págs. Brochado. 1º Milhar.

Ilustrado em separado sobre papel couché e ao longo do texto. As imagens abordam cenas de rua da cidade do Porto, tomadas de posições do movimento monárquico (de Paiva Couceiro), reproduções de periódicos da época, aspectos de salas vandalizadas e outras que decorreram durante o período abordado. Contém ainda os 66 Decretos que a denominada Junta Governativa do Reino emitiu em nome do Rei Dom Manuel II e junto com os seus despachos, portarias, alvarás e editais.

Observações:

"A Monarquia, ao contrário do que possivelmente muitos julgam saber, não acabou em 5 de Outubro de 1910 com a conquista do Estado pelo Partido Republicano e o exílio do rei D. Manuel II e da família real. Em 1919, a 19 de Janeiro, um domingo, pela uma da tarde, voltou a haver Monarquia em Portugal. Não em todo o País, mas no Porto e, a partir daí, por quase todo o Norte do País. A restauração, também tentada em Lisboa, a 22 de Janeiro, falhou no Sul. A Monarquia de 1919 ficou assim a ser a ‘Monarquia do Norte’, existindo acima de Aveiro e Viseu, uma espécie de ressurreição tardia do original Condado Portucalense."

Preço:45,00€

reservado Sugerir

Referência:15157
Autor:GAMA, José Basilio da
Título:O URUGUAY. Poema de ...
Descrição:

Na Regia Officina Typographica, Lisboa, 1769. In-8º de (3)-102-(2) págs. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueada, com dourados floreados e rótulos gravados com os dizeres dourados na lombada. Assinatura de posse moderna (início séc. XX) no ante-rosto, que se repete no frontispíco onde, ainda, se inscreve a tinta, uma dedicatória de oferta ao Dr. Joaquim de Carvalho, cujo carimbo a óleo está impresso no frontispício e cujo ex-libris está colado no verso da pasta anterior. Exemplar manifestando sinais de uso nos cantos da encadernação, no entanto em muito bom estado de conservação. Exemplar impresso em papel de superior qualidade (Borba de Moraes, Bibliografia Brasiliana, t.I, p. 392 refere a existência de uma edição muito restrita a 20 exemplares, impressa em papel especial, de gramagem superior), mantendo a sua sonoridade original.

Livro da maior importância para a História da Literatura no Brasil, em primeira edição. RARO.

Observações:

O Uraguai é um poema épico publicado em 5 cantos e retrata o conflito entre jesuítas, índios e europeus no contexto histórico da guerra e conquista dos Sete Povos das Missões (1754-1759), focando na escravatura do povo guarani, imposta pela Companhia de Jesus. No Tratado de Madrid (assinado em 1750), a região em questão havia sido designada a Portugal em troca da Colónia do Sacramento, que passaria ao domínio espanhol. No entanto, a ocupação de Portugal também significava a desocupação dos jesuítas, dando início ao conflito retratado na obra.

Poeta árcade, José Basílio da Gama (Minas Gerais, 1741 - Lisboa, 1795), ingressou no colégio da Companhia de Jesus do Rio de Janeiro, em 1757, e cumpria o periodo de noviciado nessa congregação quando, no ano de 1759, ocorreu a expulsão dos jesuítas do Reino de Portugal e seus domínios. Partiu então para Roma, onde foi professor num seminário e, por influência de membros daquela Ordem, foi admitido na Arcádia Romana, tendo adotado o pseudónimo de Termindo Sipilio. Regressou depois ao Brasil e após uma curta permanência seguiu para Lisboa, mas na capital do Reino veio a ser preso, em 1768, sob a acusação de jesuitismo e condenado a deportação para Angola, à qual conseguiu escapar ao escrever o Epithalamio da Excellentissima Senhora D. Maria Amalia (Lisboa, Officina deJoseph da Silva Nazareth, 1769) poema nupcial dedicado à filha do Marquês de Pombal, onde ataca os jesuítas e roga apoio para o livrar do exílio. O pedido de clemência logrou ser atendido e à revogação da pena juntou-se a protecção de Pombal, que fez publicar aquele que é o mais significativo dos seus poemas: O Uraguay . Segundo Palmira Almeida (Poetas Brasileiros do Período Colonial, t.II, p. 109), O Uraguay "... não deve ser analisado na visão restrita de um manifesto antijesuítico, pois embora se possa reconhecer não existir no poema uma unidade qualitativa, a verdade é que tem versos de grande beleza. Nele o índio surge como tema, pela primeira vez na literatura de raiz brasileira (sublinhado nosso), mas ao invés de ser visto isoladamente, confronta-se com a presença do português, não deixando de assumir a sua própria autonomia ...". Segundo a mesma autora, "... vem com este poema testemunhar uma simbiose entre a tradição neoclassica e um pré-romantismo de índole brasílica ...".

Inocêncio no seu Dicionário Bibliográphico (t.IV, p. 269) e Borba de Morais em Bibliographia Brasiliana (t.I, 392), referem ter sido impressos 1036 exemplares desta primeira edição. No entanto, adianta-nos Inocêncio: " ... Os exemplares d'esta edição vieram depois a tornar-se raros; ou porque o governo de D. Maria I os mandasse recolher, como alguns affirmam, ou porque o proprio auctor, segundo ditem outros, procurasse haver a si todos os que podia, para inutilisal-os, com intento de afastar dos olhos do publico uma produção escripta sob o in-fluxo de idéas e doutrinas, que desagradavam altamente à nova côrte. Os jesuitas, que tão maltratados se viam n'aquelle poema, em vez de contestarem e rebaterem para logo as acusações que o auctor semeára contra elles com mão larga, menos ainda na serie dos seus cantos, que nas notas em prosa, que lhes juntou, só ao cabo de dezesepte annos entenderam ser vindo o tempo de apresentar em juizo a contrariedade. Sob o seu in-fluxo, e escripta provavelmente por algum d'elles, sahiu à luz a obra tão longamente meditada, com o titulo: Resposta apologetica ao poema intitulado «O Uraguay» composto por José Basilio da Gama, ...".

Mais adiante, ainda Inocêncio (t. XII, p. 254),  dá-nos notícia de que " ... O auctor do Diccionario de brazileiros illustres põe no fim da sua noticia biographica estas linhas: «Um mau frade, que assistiu a seus ultimos instantes (de José Basilio), lançou fogo aos preciosos manuscriptos de suas tragedias e pos-mas! Só pôde escapar a esse desastre as bellas poesias feitas á morte do conde de Bobadella, os elegantes sonetos dedicados ao marquez de Pombal, a quem foi sempre grato, e o seu poema Uraguay, porque não estavam ao alcance d'esse padre iconoclasta das letras. O Uraguay e a nossa primeira epopéa; é um livrinho, em que cada linha é um verso cheio de belleza e harmonia».

Também Almeida Garrett no t.I, p. 14 de seu distinto Parnaso Lusitano, refere-se a O URUGUAY "... de José Basilio da Gama é o moderno poema, que mais merito tem na minha opinião. Scenas naturaes mui bem pintadas, de grande e bella execução descriptiva; phrase pura e sem affectação, versos naturaes sem ser prosaicos, e quando cumpre sublimes sem ser guinda-dos; não são qualidades communs. Os brazileiros principalmente lhe devem a melhor corda de sua poesia, que n'elle é verdadeiramente nacional e legitima americana. Magua é que tão distinto poeta não limasse mais o seu poema, lhe não désse mais amplidão, e quadro tão magnifico o acanhasse tanto.

Além das bibliografias acima referidas, apenas o catálogo da biblioteca de Luiz Monteverde da Cunha Lobo refere O Uruguay, mas uma 2ª edição.
Não consta exemplar algum na Biblioteca Nacional nem nas descrições dos principais catálogos das mais importantes bibliotecas privadas temáticas do séc. XIX e XX.

Preço:2500,00€

Referência:15154
Autor:CANDIDO, Antonio
Título:DISCURSO proferido no Theatro de S. João da cidade do Porto na noite de 19 de Maio de 1900.
Descrição:

Typographia do "Commercio do Porto", Porto, 1900. In-4º de 33 páginas. Encadernação inteira em fino chagrin verde escuro com dizeres dourados na pasta anterior. Conserva o retrato do autor.
Nítida impressão sobre papel encorpado de qualidade superior. Conserva capas de brochura.

INVULGAR.

Observações:

Discurso proferido por ocasião do 4º Centenário do Descobrimento do Brasil, que segundo uma comissão de ilustres de Amarante, foi-lhe pedido a publicação do presente discurso para que o produto da venda do livro revertesse a favor do Hospital da Misericordia de Amarante, lista de pessoas essa transcrita no final do Preâmbulo: Miguel Pinto Martins, José Monteiro da Silva, visconde de Alvellos, António Pereira Pinto Carvalhal, Francisco Cardoso, Miguel Augusto de Faria Mascarenhas, Augusto Vicente da Cunha Brochado e Joaquim Leite do Carvalho

Preço:42,00€

Referência:15151
Autor:VITORINO, Pedro
Título:INVASÕES FRANCESAS
Descrição:

Livraria Figueirinhas, Porto, 1945. In-8.º de 199-(3) págs. Brochado. Ilustrado em extra-texto com gravuras a preto e branco coladas sobre cartolina encarcelada. Nítida impressão sobre papel de gramagem e qualidade superior. Capas de brochura impecáveis. Belo Exemplar

INVULGAR.

 

Observações:

Trabalho muito exaustivo sobre as invasões francesas a Portugal com um prefácio de J. A. Pires de Lima.


(...) Tornadas as montanhas de Tôrres, baluarte inexpugnável, a vitória estava assegurada!
Pela terceira vez no nosso território, Wellington media-se com os invasores. O vigor indómito do chefe anglo-luso lançá-los-ía definitivamente para longe das fronteiras. (...)

Preço:28,00€

Referência:15150
Autor:FONSECA, Tomás da
Título:NA COVA DOS LEÕES
Descrição:

Edição de Autor, Lisboa, 1958. In-8º de 454-(10) págs. Brochado. Edição destinada ao Brasil. BOM EXEMPLAR

PRIMEIRA EDIÇÃO

INVULGAR.

Observações:

Livro de Tomás da Fonseca, considerado por muitos o livro mais subversivo que algum dia se escreveu em Portugal, durante a época salazarista. É um conjunto de cartas publicadas no então jornal “República” tendo por base não só a situação política vivida na altura como as relações promíscuas entre o regime do Estado Novo e a Igreja. Tomás da Fonseca procura desconstruir, quer o cristianismo, num primeiro momento, e depois, as muito famosas aparições de «Nossa Senhora» aos pastorinhos em Fátima.
O estilo acusatório do autor é, em muitas circunstâncias, de uma violência impiedosa. Tomás da Fonseca usa o seu longo reportório e conhecimentos de natureza teológica para desmontar aquilo que designa como embuste de Fátima.

Preço:45,00€

Referência:15148
Autor:ANDRADE, Eugénio de
Título:PALAVRAS INTERDITAS. Poemas
Descrição:

Centro Bibliográfico, Lisboa, 1951. In-8º de 52-(1) págs. Brochado. Exemplar com as capas de brochura com ligeiríssimos picos de humidade. Cadernos por abrir.

PRIMEIRA EDIÇÃO inserida na colecção Cancioneiro Geral.

Observações:

"Sob regime violento e autoritário, neste livro de poesia de Eugénio de Andrade, escreve-se pela negativa e pela ausência, referindo-se a tudo aquilo que não pode ser dito em um Portugal debaixo de forte censura e repressão. Aponta para um cenário devastado, fragmentado, despido de humanidade. Sem levantar bandeiras políticas, demonstra a necessidade de ação por meio da expressão do amor, tornado cada vez mais improvável no contexto totalitário em que os afetos são controlados e as relações sociais rigorosamente dirigidas". (Joana Araújo, in Revista Desassossego, 2013)

Livro responsável pela polémica entre o autor e Cesariny, em que este acusou Eugénio de Andrade de plágio (segundo Maria de Fátima Marinho in O Surrealismo em Portugal, 1987, p. 88).
 

Preço:65,00€

Referência:15147
Autor:HONWANA, Luis Bernardo
Título:NÓS MATÁMOS O CÃO-TINHOSO
Descrição:

(Sociedade de Imprensa de Moçambique, Lourenço Marques, 1964). In-8º de 135-(1) págs. Brochado. Arranjo gráfico de Pancho e desenhos de página inteira (embora fragmentos) de Bertina.

PRIMEIRA EDIÇÃO, bastante rara publicada quando o autor tinha apenas 22 anos (escrita iniciada aos 18 de idade) e foi preso pela polícia política.

Apesar do ligeiro e insignificante defeito na charneira, junto ao pé da lombada, trata-se de uma PEÇA DE COLECÇÃO.

Observações:

Na contra-capa: "Não sei se realmente sou escritor. Acho que apenas escrevo sobre coisas que, acontecendo à minha volta, se relacionem Intimamente comigo ou traduzam factos que me pareçam decentes. Este livro de histórias é o testemunho em que tento retratar uma série de situações e procedimentos que talvez inte resse conhecer. ..."

Luis Bernando Honwana é pseudónimo literário de Luis Augusto Bernardo Manuel (n. 1942). O título que se apresenta é um livro de contos narrados por crianças, que marca um importante momento de viragem na literatura moçambicana, e que chegou a exercer uma influência importante na geração pós-colonial de escritores moçambicanos. O universo social e cultural moçambicano durante a época colonial é o centro da análise das narrativas. De acordo com Manuel Ferreira, neste livro " ... apresentam-nos questões sociais de exploração e de segregação racial, de distinção de classe e de educação”. E, ainda, na opinião de João Ferreira, conclui-se que " ... o texto do escritor moçambicano, além do seu alto nível literário e poético e da sua ágil e dinâmica estrutura narrativa, nos oferece: 1 - um rico e variado sub-texto ideológico referente de um contexto sócio-linguístico moçambicano ainda marcado pelas estruturas de dominação colonial; 2 - um característico traço linguístico de imprescindível importância na pesquisa da identidade literária e linguística moçambicana ...".

Em 1964, Moçambique enfrentava o começo da guerra pela independência, mesmo momento em que Luis Bernardo Honwana colocou no papel sua condição como sujeito pós-colonial, criando uma ruptura com a sua condição de subalterno. Ao aliar o testemunho da situação em que o país se encontrava pré-independência com a descrição íntima da natureza humana, Nós Matámos o Cão-Tinhoso representa o impacto de séculos de silêncio imposto àqueles que tinham a vida vigiada pelo poder colonial.

 

Preço:95,00€

Referência:15146
Autor:PINA, Manuel António
Título:AQUELE QUE QUER MORRER. Poema por ...
Descrição:

Na Regra do Jogo, 1978. In-8º de 49-(7) págs. Brochado. Pequena rúbrica de posse, no ante-rosto. Muito bom exemplar, em excelente estado. Integrado na colecção inverso.

Observações:

Segundo título de poesia publicado pelo autor, quatro anos após a estreia com Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo, Calma é apenas um pouco tarde.
 

Preço:35,00€

Referência:15144
Autor:MACHADO, José de Sousa
Título:O POETADO NEIVA Notícias Biográficas e Genealógicas recolhidas e compostas por..
Descrição:

Livraria Cruz, Braga, 1929. In-8º de 376-(4) págs. Encadernação inteira de percalina azul. Conserva capas de brochura e exemplar com ligeiro aparo generalizado. Ilustrado em extra-texto. Capa com raros picos de acidez na capa. Miolo muito limpo. Ostenta elegante ex-libris heráldico exectudado por Paes Ferreira do Amaral.


Invulgar.

Observações:

Interessante e justamente apreciado estudo bio-bibliográfico e genealógico de Sá de Miranda, ilustrado ao longo do texto e em separado sobre papel couché, alguns desdobráveis pela grande dimensão da reprodução. Também apresenta este estudo alguma importância enquanto subsídeo para o conhecimento dos hábitos e tradições do séc. XVI. No capítulo das notícias genealógicas destacamos as relações com a Casa de Crasto, Casa da Tapada, e com os senhores donatários de São João de Rei e Terras de Bouro. Apresenta inúmeros documentos refereentes a títulos de compra, testamentos, doações régias, etc ...

Preço:40,00€

reservado Sugerir

Referência:15142
Autor:Sem autoria
Título:MEMORIA DOS DESASTROSOS ACONTECIMENTOS DE ALBUFEIRA POR OCCASIÃO DA INVASÃO DOS GUERRILHAS EM JULHO DE 1833
Descrição:

Typ. Burocratica, Tavira, 1894. In-8º de 89 págs. Brochado com capas ligeiramente picadas pela acção da humidade. Miolo em bom estado de conservação, não obstante a sua qualidade relativa a papel comum de baixa gramagem. Ilustrado com o brasão d'armas da Vila de Albufeira. Bela composição tipográfica com recurso a tipos distintos no frontspício e capa.

A Biblioetca Nacional não refere esta edição (entendemos que seja a segunda, omitidas nas bibliografias consultadas), mas apenas a orginal de 1873 impressa na Typ. Lacobricense.

RARO.

Observações:

Na nota Ao Leitor, lemos o seguinte:
" ...  O manuscripto da Memoria que vae ler-se, é propriedade do ex. mo sr. Manoel José de Paiva Negreiros, d'Albufeira, pertencente á familia Gonçalves Vieira, do Algoz, a qual contribuia com mais victimas para a hecatombe de que se trata. Muito louvor cabe a este cavalheiro, por ter conservado tão valioso documento para a historia da guerra civil, que n'aquelles calamitosos tempos assollou o Algarve, e não menos pela generosidade, com que o tem cedido para o dar à estampa. Conservâmos o texto em todo o rigor, alterando apenas algumas phrazes, que nos pareceram poder ainda ferir susceptibilidades, ou não traduzir bem o pensamento do author, que, com fundamento, se suppoe ter sido Francisco Antonio da Silva Cabrila, um dos personagens que tomou mais activa parle nos acontecimentos que narra ...".

Trata-se de um importante documento, narradas em primeira pessoa que não encontrou eco na historiografia erudita, para o estudo das Guerrilhas Miguelistas travadas em Portugal no período de 1832-34 , dado que a guerra civil do sul tem vindo a merecer nos últimos anos uma atenção redobrada, em contraste com os estudos novecentistas, mais centrados na campanha do cerco do Porto. Em relação a ela, levanta-se importantes questões, dada a maior complexidade que lhe confere a amplitude do envolvimento popular e a sua notável persistência após a derrota miguelista, sobretudo através da guerrilha do Remexido, guerrilha esta que foi a única que logrou manter-se por um longo período (cerca de 6 anos, pelo menos), sobrevivendo à morte do chefe e de alguns dos seus sucessores. As guerrilhas que se levantaram no Alto Minho e nas Beiras, apesar da perturbação que causaram, não tiveram uma duração comparável, nem alcançaram o estatuto de verdadeira questão nacional, apenas reservado à guerrilha do Remexido, traduzido em notícias oficiais regulares sobre a perseguição que lhe era movida e no seu julgamento público e formal, ao contrário dos demais chefes de guerrilha, executados sumariamente por forças militares.

 

 

 

Preço:70,00€

Referência:15140
Autor:MARTINS, Ferreira [org]
Título:PORTUGAL NA GRANDE GUERRA.
Descrição:

Editorial Ática, Lisboa, 1934-35. 2 volumes em 1 de in-4º de 319 e 351-(94) págs. Encadernação editorial com pastas lavradas a ferros sêcos e a pigmento dourado. Conserva capas de brochura (da autoria de Fred Kradofler). Profusamente ilustrado ao longo do texto e em extra-texto com fotografias e o organograma da Ordem de Batalha do C.E. P. Contém mapas desdobráveis dos teatros de operações: Organização defensiva no Secret Army Map com situação das tropas na noite de 8/9 de Abril de 1918; movimentos de ataque das divisões alemãs; progressão das tropas nas manhãs de 25/8 e 11/11 de 1918; operações em Angola em 1915-1915; etc.

Observações:

Obra monumental, muito ilustrada, organizada pelo General Ferreira Martins e que teve como colaboradores oficiais ex-combatentes, e que apesar da sua natural tendência para uma justificação da intervenção, muito ideologicamente republicana, exalta Portugal, apesar da sua reduzida dimensão geográfica e humana, que desempenhara um papel importante no conjunto da guerra. Obra que se edificou sobre uma sólida base historiográfica.

Preço:195,00€

Referência:15139
Autor:SILVA, Nuno Vassallo [coord.]
Título:A HERANÇA DE RAULUCHANTIM The heritage of Rauluchantim
Descrição:

 C.N.C.D.P., Lisboa, 1996. In-8º de 236 págs. Encadernação editorial. Profusamente ilustrado ao longo do texto. Bilingue.

Observações:

 

Catálogo muito exaustivo sobre as artes decorativas da Índia Portuguesa.

Preço:55,00€
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