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Livros do mês: Fevereiro 2019

Foram localizados 17 resultados para: Fevereiro 2019

 

Referência:14161
Autor:DUARTE, Afonso
Título:LÁPIDES E OUTROS POEMAS (1956 - 1957)
Descrição:

Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1960. In-8.º de 52-(4) págs. Brochado, impecavelmente bem conservado nao obstante uma pequena mancha na capa posterior. Miolo muito limpo e fresco. Apresenta um poema facsimilado.

Observações:

Edição apresenta um Apêndice assinado por Carlos de Oliveira e João José Cochofel.

Preço:28,00€

Referência:14160
Autor:DUARTE, Afonso
Título:OS 7 POEMAS LÍRICOS
Descrição:

Edições Presença, Coimbra, 1929. In-8º de 206 págs. Brochado com picos de humidade.

PRIMEIRA EDIÇAO.

INVULGAR.
 

Observações:

Reunião dos três primeiros livros do autor,  Cancioneiro das Pedras-1912;Tragédia do Sol Posto-1914;e Rapsódia do Sol-1916, reorganizando-os, eliminando alguns poemas e introduzindo outros. Afonso Duarte pertenceu ao grupo da revista "Águia" e dirigiu a revista "Rajada".

Preço:35,00€

Referência:14159
Autor:DUARTE, Afonso
Título:UM ESQUEMA DO CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS
Descrição:

Seara Nova, Lisboa, 1948. In-8.º de 78(1) págs. Brochado. Capas de brochura com pequenas manchinas de acidez, próprias da qualdiade do papel e da acção do tempo. Miolo fresco.

Observações:
Preço:25,00€

Referência:14158
Autor:DUARTE, Afonso
Título:OSSADAS
Descrição:

Seara Nova Editora, Lisboa, 1947. In. 8.º de 98(4) págs. Brochado. Rubrica de posse no anterosto. Exemplar muito limpo e fresco, impresso sobre papel de boa quailidade.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Primeira edição. Afonso Duarte, poeta que se situa entre o saudosismo e o movimento da Revista Presença, acabou por ter relevante influência na geração de poetas do neo-realismo. Livro de Poemas breves / como o instante da flor / que abriu para morrer.

Preço:30,00€

Referência:14157
Autor:DUARTE, Afonso
Título:TRAGÉDIA DO SOL POSTO
Descrição:

França Amado, Coimbra, 1914. In-8º de (7)-48 págs. Brochado com todos os cadernos por abrir. Conserva no final a cinta da errata. Exemplar em excelente estado de conservação, não obstante o ligeiro empoeiramento das capas. Ilustração de Correia Dias.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Segunda obra do autor, de muito reduzida tiragem e bastante invulgar de aparecimento no mercado.

Segundo José Carlos Seabra Pereira, na Edição Crítica Comemorativa do Cinquentenário da Morte do autor publicado pela INCM (2008), diz-nos:
"... O sincretismo neo-romântico que hoje o soneto «Inscrição»estatui, como pórtico de Os 7 Poemas Líricos, tinha no início dacarreira de Joaquim AFONSO Fernandes DUARTE (Ereira, 1884--Coimbra, 1958) desenvolta manifestação na profusa colabora-ção que de 1910 em diante dava não só à capital A Águia, masa quase todas as revistas que a acompanham ou se lhe seguem, em Coimbra (A Farsa, Alma Académica, Dionysos, Gente Nova,A Rajada, cuja 1.a série dirige, etc.) e pelo país fora (O Ave minhoto, A Labareda portuense, a Gente Lusa, etc.). Afonso Duar-te movia-se, de resto, nessa colaboração literária à imagem dodescomprometimento ideológico, mas em atitude crítica, com que,então como doravante, resguarda as suas ligações ao meio estu-dantil, em particular com o grupo dos «Esotéricos» (hegemoni-zado pelos futuros integralistas).O mesmo sincretismo neo-romântico houvera talvez marca-do o poema Visitação da morte que desde 1903 tentara, em vão,realizar; e encontra já acolhimento na compleição originária doCancioneiro das Pedras (Lisboa, 1912), composto por alguns dospoemas de 1906 a 1910, posteriores aliás aos outros versos ado-lescentes de umas repudiadas Composições verdes e a prosas nãomenos incipientes. Desse primitivo Cancioneiro das Pedras viriao poeta a destacar, aquando da organização de Os 7 Poemas Líricos nas edições da Presença (1929), muitos textos para o Romanceiro das Águas, para o Episódio das Sombras, para o Ritual do Amor. Boa parte dos poemas que integrarão a Tragédia do Sol-Posto (Coimbra, 1914) e a Rapsódia do Sol-Nado seguidado Ritual de Amor (Porto, 1916) datam também do período juve-nil e dispersam-se já por aquelas revistas.Logo em 1911, o mais notável estudo da época sobre as ten-dências emergentes na literatura portuguesa — A Nova Geração de Veiga Simões — já qualificava o primeiro Afonso Duarte noalto nível de uma plêiade de novos poetas próximos de Pascoaes (junto a Jaime Cortesão, Mário Beirão, Augusto Casimiro); e na Água Lustral de 1913 era ainda a recepção de Cancioneiro das Pedras que levava Artur Ribeiro Lopes a considerar Afonso Duarte «o maior instinto poético do momento». À medida que mais colabora n’A Águia, na Dionysos e n’A Rajada, a sua poesia parece predisposta a identificar-se com o Saudosismo, mas o seu encanto (por vezes pávido) com o mundo físico preserva sempreuma irredutível singularidade e alguma abertura para marcastradicionalistas, mais próprias de colaboradores lusitanistas d’A Águia (Afonso Lopes Vieira, António Corrêa d’Oliveira e seusdiscípulos) como se vê por 1912 também na colaboração de Afonso Duarte na Alma Académica. Desde então até às sequelas imedia-tas da publicação da Tragédia do Sol-Posto, acentuam-se os parentescos com o expressionismo saudosista e ainda mais os gestos de vontade de incorporação de Afonso Duarte no cânone dessa corrente neo-romântica, por parte de Pascoaes (no primeiro grande Inquérito Literário do tempo, conduzido por Boavida Portugal em 1912 no República e em 1914 em livro, e depois n’O Génio Português..., de 1913), por parte de Leonardo Coimbra (n’O Criacionismo de 1912), etc. ..".
 

Preço:40,00€

Referência:14156
Autor:OLIVEIRA, Carlos de
Título:MÃE POBRE
Descrição:

Coimbra; Coimbra Editora, lda, 1945. In-8º de 63-(1) página. Brochado com picos de humidade nas capas e ligeira acidez marginal, próprio da qualidade do papel. Rúbrica de posse coeva no ante-rosto.
PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo livro de poesia do autor.

Observações:

Segundo Carlos Nogueira (UNL), "... em Mãe Pobre, livro de poemas de Carlos de Oliveira publicado no final de 1945, é um caso singular de popularismo neo-realista articulado com uma dimensão épica e trágica de matriz romântica (garrettiana) e neo-romântica. (...) Há, nesta obra, prosseguindo as primeiras ideias de Carlos de Oliveira sobre a poesia, ou sobre a literatura e a arte em geral, uma adesão ao genuinamente nacional e popular que ultrapassa em larga medida o popularizante mais comum. No processo de assimilação do espírito dito do povo e das suas tradições poéticas, o arquétipo colectivo aparece mais como infra-estrutura do que como estrutura imediatamente visível ou as- sumida como tal...".

Preço:35,00€

Referência:14155
Autor:CASTRO, Jeronimo Osorio de
Título:INVERNO NA TERRA NOVA Pequena Crónica de Uma Viagem. (8 de Novembro de 1944 a 19 de Janeiro de 1945).
Descrição:

Editora Marítimo - Colonial, Lisboa, 1946. In-8º de 168 págs.Br. Ilustrado com desenhos de Alfredo Antunes ao longo do texto e com com fotografias em extra-texto representando a faina marítima em torno da pesca do bacalhau.
Primeira edição.

Observações:

"Por toda a parte vira o Homem, lutando, nas condições mais diversas, contra a Natureza, sempre hostil. Mas trazia, de novo, sobre muitas ilusões, uma certeza de coragem – a certeza de que o Homem está apegado à vida, e sabe enfrentá-la, lutando para o seu domínio."

Preço:26,00€

Referência:14154
Autor:ELLIS, Myriam
Título:A BALEIA no Brasil Colonial. Feitorias, Baleeiros, Técnicas, Monopólio, Comércio, Iluminação
Descrição:

Edições Melhoramentos, São Paulo, 1969. In-º8 de 235 páginas. Ilustado ao longo do texto e à parte, com tabelas e mapas desdobráveis.  Brochado.

Observações:

Uma das poucas obras que abordam o surgimento deste comércio é o livro da historiadora Myriam Ellis, A Baleia no Brasil Colonial, onde encontramos relatos que nos auxiliam a compreender, não só a sua implementação no Brasil, como também a origem deste lucrativo comércio ao todo o mundo. Este livro de Ellis, publicado em 1969, quando muitas das fontes, hoje disponíveis, ainda não eram acessíveis por meio digital, recurso fundamental para o desenvolvimento desta e de outras pesquisas no Brasil actual. Este trabalho é fundamental na medida em que permite o entendimento da mecânica que regia essa atividade e dos recursos necessários para a inserção da pesca da baleia no litoral do Brasil no século XVII.

 

Da wikipédia:

" ... A prática de pescar baleias com arpões foi inaugurada no Brasil no início do século XVII, por influência direta de pescadores bascos instalados na Bahia. Desde o início, precisamente em 1614, a Coroa estabeleceu o Monopólio sobre esta atividade, garantindo o seu controle dos impostos, da qualificação social dos seus administradores e do destino do produto da pesca. A indústria baleeira “foi uma das que Portugal permitiu no Brasil Colonial”. Durante o século XVII, a Bahia foi a principal produtora de óleo, mas, com o aval da Coroa para implementação de novas armações sempre descendo pela costa brasileira, já no século XVIII as principais armações eram as do sul – Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Sabe-se do surgimento no total de 14 ou 15 armações ao longo do litoral brasileiro nestes dois séculos.

O auge da pesca das baleias começa em 1765, ano em que é feita a unificação de todos os contratos de pesca da baleia no Brasil, refletindo a época das reformas pombalinas; a partir daí proliferam construções de novas armações (em Santa Catarina são construídas 4 das 6 ou 7 armações da capitania ). O período de grande produção na indústria baleeira termina no ano de 1789, decaindo sem recuperação a partir daí. Esta queda da produtividade é reflexo, por um lado, da redução do número de baleias pescadas, que se deve à extinção e à concorrência inglesa e norte-americana que pescava as baleias em alto-mar antes de chegarem à costa e estava se maquinizando. E, por outro lado, dos métodos utilizados na confecção do óleo, que são tidos como falhos pelos observadores da época, devido à quantidade de desperdício. Uma causa da falta de competitividade da indústria baleeira brasileira e destas técnicas falhas pode ter sido o privilégio do monopólio que “parece ter-lhe entravado um maior avanço técnico, o que constituiu, tempos depois, um dos fatores de sua decadência” .[10] Com esta queda na produção, aliada à influência do pensamento político-econômico liberal e dos observadores críticos da indústria baleeira, a Coroa extingue o monopólio em 1801.

No século XIX, as armações baleeiras começaram a desaparecer. Para a liberalização desta atividade, as armações foram postas à venda pela Coroa, e, enquanto não havia interessados – como de fato não houve até 1816, a não ser com relação às duas armações no norte – a sua administração ficou com o governo. A maior parte das armações não foram compradas, e a administração, tanto da Coroa quanto do Império, não foi cuidadosa e não conseguiu levantar novamente a indústria baleeira.

Em algumas armações, com a inadimplência dos pagamentos dos administradores locais e dos trabalhadores escravos, havia fugas, e até mesmo utilização da estrutura da armação por pescadores estrangeiros, principalmente norte-americanos. Várias estratégias foram tomadas para se desfazer das armações para interessados particulares, como contratos anuais, arrendamentos, até o desmonte com as vendas das peças e instalações. Ao longo do século, no Rio de Janeiro, São Paulo e em Santa Catarina, as armações foram sendo abandonadas, restando apenas 2 armações na Bahia, que já estavam em mãos de particulares, e continuaram a pequena atividade até meados do século XX..."

Preço:35,00€

Referência:14153
Autor:SILVEIRA, Luis
Título:CARTAS INÉDITAS DE HERCULANO a Joaquim Filipe de Soure
Descrição:

Edições Cultura, Lisboa, 1946. In-8.º de 181(5) págs. Brochado. Tiragem limitada, numerada e rubricada pelo organizador da publicação Luis Silveira.

Observações:

Importante e valiosa edição, numerada e rubricada. Ilustrado ao longo do texto. Obra publicada e comentada por Luís Silveira.Nítida impressão sobre papel de boa qualidade ilustrado à parte sobre papel couché com os retratos de Herculano, de Joaquim Filipe de Soure, reproduções de autógrafos de Herculano, livros encadernados, sátiras políticas, etc ... encerra mais de 100 cartas enviadas por Herculano, ate então todas inéditas, com inúmeras referências bibliofílicas, políticas, históricas, bibliográficas, etc ...

Preço:25,00€

Referência:14151
Autor:DIAS, Saúl
Título:SANGUE
Descrição:

Edições “Ser”. Vila do Conde. (1952). In-8º de 56-(2) págs. Brochado. Desenho de Julio, de página inteira.

Rubrica de posse do anterior proprietário, datada de 52. Ligeiros e insignificantes cortes marginais e outros sinais de uso. Capa de brochura posterior com ligeiro restauro.

Observações:

O poeta e pintor Júlio Maria dos Reis Pereira nasceu e viria a falecer em Vila do Conde. Permaneceu em Vila do Conde até completar o quinto ano do Liceu, curso que terminaria já na ci­da­de do Porto, no Liceu Rodrigues de Freitas. Estudou pin­tu­ra como aluno voluntário na Es­co­la de Belas­‑Artes do Porto durante dois anos, entre 1919 e 1921, e licenciou‑se em En­­­ge­­nharia Civil na Faculdade de Ciências da Univer­si­­­da­de também do Porto, já em 1928. Entre 1931 e 1935, exerceu a sua pro­fis­são na Câ­ma­ra Municipal de Vila do Con­de e, a partir de Janeiro de 1936, no Ministério das Obras Públicas, em Coimbra, tendo si­do trans­­­­­­­­­­fe­rido no ano seguinte para Évora, onde fixou residência. No Alentejo viria ain­da a de­­­­­di­­­­car­-se à olaria tradicional, nos anos de 1963-1964. Do seu casa­­mento com Ma­ria Au­­­­­­­gus­ta da Silva Ventura, em 1941, nasceu um filho, José Alberto dos Reis Pe­rei­­ra. Ir­mão mais novo do escritor José Régio (1901‑1969), com quem colaborou ao lon­­go de to­­da a vida, Júlio Maria dos Reis Perei­ra divi­diu a sua actividade artística entre a poesia e pin­­­­­­­tura, produzindo uma obra bi­fron­te com expressão declarada no plano ono­más­tico: Sa­úl Dias, com acento, foi o pseudó­ni­mo escolhido pelo poeta para iden­ti­ficar a sua obra po­é­tica; Julio, sem acento, o ortó­ni­mo es­co­lhido pelo pintor para assinar a sua obra plás­­tica.

Segundo Joana Matos Frias, " ... A obra de Saúl Dias cumpriu porém, como notou João Gaspar Simões ao considerá-la «um agente de ligação entre o lirismo puro tradicional e a poesia moderna», um dos pro­pó­sitos mais modernistas da «folha de arte e crítica», com base na indisso­cia­bi­li­dade, ao nível da criação es­té­­­­tica, das produções do poeta e pintor. O vínculo concre­tizou-se na pró­­pria con­cep­ção dos livros enquanto objectos, já que todos os volumes de Saúl Dias — incluindo as edi­ções da Obra Poética — apresentam tra­balhos de Julio. A poesia de Saúl Dias, por seu turno, es­tru­­­turou-se a par­tir de um núcleo de temas, motivos e su­ges­tões plásticas co­­muns ao trabalho pic­tó­ri­co de Julio, o que explica a sin­gu­­­laridade da sua obra no seio da geração pre­sen­­cista, e a sua impor­tân­cia para o desenvolvimento do Mo­der­­­nismo encetado pelo Orpheu, em particular pelo artista integral Almada Negreiros. No pla­no do conteúdo, regido por um prin­cípio ecfrás­tico, destaca-se, para além das explí­citas alusões ao dese­nho e à pintura, a recor­rência das per­so­na­gens e dos am­bi­en­tes ca­rac­­­­­­­­te­rís­ti­cos do imaginário expressionista e onírico do pintor, des­de …mais e mais…, como a pros­­­tituta do bordel e o poeta de café, o palhaço e o doi­do, Arle­quim e Co­lom­­bina, a ma­ga e o vaga­bun­do, o poeta e a menina, todos prota­go­nis­tas de uma sensu­­­a­­­lidade e de um ero­tismo discretos tam­­­bém detectáveis nos dese­n­hos e aguarelas de Julio. No plano da ex­­pres­­­são, a dicção poética de Saúl Dias pa­rece apre­­­sentar-se como a ver­são em verso do poder de elíptica su­gestão, do traço contido e deli­­cado, do pu­dor des­­critivo, da gracio­si­da­­­de, do tom ingénuo e irónico, e das cores pu­ras e fortes das telas de Julio, sem qual­quer prejuízo da sua específica auto­no­­mia ver­bal, retórica e poé­­tica, conforme demons­trou detalhadamente Luís Adriano Carlos no Prefácio «Pintura e poesia na mesma pes­soa».

 

 

Preço:150,00€

Referência:14150
Autor:TORGA, Miguel
Título:MONTANHA. Contos de ...
Descrição:

Coimbra.1941. In-8º de (6)-181-(1) págs. Brochado. Exemplar em magnífico estado de conservação, quase "mint-condition" não fosse o ligeiro e insignificante amarelecimento marginal das capas de brochura. Miolo imaculado, muito limpo e fresco.

PRIMEIRA EDIÇÃO desta apreciadíssima e rara obra apreendida pela PIDE aquando a sua distribuição. O bom estado de conservação aliado à raridade da obra tornam esta espécie bibliográfica extremamente rara e PEÇA DE COLECÇÃO.

 

 

Observações:

Montanha publicado em 1941, foi logo apreendido pela polícia política. Em carta de Abril desse ano, Vitorino Nemésio, solidarizando-se com o amigo, escreveu a propósito dessa apreensão: «Acho a coisa tão estranha e arbitrária que não encontro palavras. De resto, para quê palavras se nelas é que está o crime?».

É um livro composto por 23 contos, que descrevem e demonstram os comportamentos, as emoções e as gentes de uma aldeia trasnmontana durante o regime ditatorial fascista de Salazar. Neste ano, Torga publica diversos livros: o volume primeiro do Diário, o volume de teatro Terra Firme-Mar e um de contos Montanha. Em 1955, o autor faz uma edição (a segunda) no Rio de Janeiro, com o título Contos da Montanha, que circula clandestinamente em Portugal.

 

 

Preço:275,00€

Referência:14147
Autor:LEIRIA,Mário-Henrique
Título:O QUE ACONTECERIA SE O ARCEBISPO DE BEJA FOSSE AO PORTO E DESSESSE QUE ERA NAPOLEÃO
Descrição:

s.l, s.d. 1 folha. 25 x 17,50 cm. Impressão a castanho sobre papel amarelo com texto emoldurado por vinheta decorativa tipográfica. Bom exemplar com a habitual marca de dobra a meio.

Observações:

Rara folha volante que se fazia acompanhar gratuitamente no seu livro NOVOS CONTOS DO GIN TONICO aquando publicado. São já poucos os exemplares que chegam aos dias de hoje tornando-se já bastante invulgar. Classificado de "papel surrealista" ou "folheca" tem cariz satírico e irónico bem ao jeito de Leira. Bonito exemplar muito bem conservado, sem vincos e sem outros defeitos, como habitualmente se faz acomapnhar, dada a delicadeza e gramagem peqeuna do papel em que foi impresso..

Preço:35,00€

Referência:14146
Autor:TOSTES, Vera L. B.; BENCHETRIT, Sarah F.; MAGALHÃES, Aline M. [Org.]
Título:A PRESENÇA HOLANDESA NO BRASIL: memória e imaginário : livro do Seminário Internacional
Descrição:

Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, 2004. In-8º de 378 págs. Br. Ilustrado ao longo do texto com facsimiles de docuemntos, cartas manuscritas, retratos de Governadores, etc.

Observações:

Comunicações do seminário internacional "A Presença Holandesa no Brasil: memória e imaginário", realizado no Museu Histórico Nacional de 4 A 7 de outubro de 2004.

Preço:17,00€

Referência:14145
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:APARIÇÃO
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1959. In-8º de 254-(1) págs. Brochado e com uma pequena rubrica de posse no canto superior esquerdo da folha de rosto. Muito bom exemplar com as capas de brochura perfeitas

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da obra-prima de Virgílio Ferreira, que descende directo de uma linhagem literária existencialista que vai de Albert Camus, André Malraux, Lúcio Cardoso até Sartre, que através de seus escritos literários: romances, peças, novelas e contos; relataram o espanto de existir e viver, o absurdo da condição humana diante da vida e principalmente da morte e a falta de sentido na existência.

"Sento-me aqui nesta sala vazia e relembro. Uma lua quente de verão entra pela varanda, ilumina uma jarra de flores sobre a mesa. Olho essa jarra, essas flores, e escuto o indício de um rumor de vida, o sinal obscuro de uma memória de origens. No chão da velha casa a água da lua fascina-me. Tento, há quantos anos, vencer a dureza dos dias, das ideias solidificadas, a espessura dos hábitos, que me constrange e tranquiliza..."

Preço:80,00€

Referência:14144
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:CÂNTICO FINAL
Descrição:

Editora Ulisseia, Lisboa, s.d.. In-8º de 220-(4) págs. Br. Com sobrecapa editorial manifestando nas dobras sinais de uso. Miolo com alguns picos de acidez acentuadas nas primeiras páginas dos primeiros cadernos. Integrado na Colecção Atlantida. Sobrecapa ilustrada por Vespeira

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Romance onde o seu protagonista, Mário, um professor de desenho, doente terminal,  regressa à sua aldeia natal, e se divide entre o restauro de uma capela e a procura de um sentido de vida, e as memórias do tempo de descoberta artística.
 “Mário regressava à sua obsessão, à solidão do homem, à procura alucinada de um valor que a povoasse”,


“Mas o que mais me comoveu até a um arrepio na carne foi aquela primeira frase musical com que abre o 2.º ato do Lago dos Cisnes. Ao seu eco, ao seu aceno longínquo, escrevi todo o Cântico Final. Voz intensa, longa, apelo que vem do lado de lá da vida, memória obscura de um tempo perdido, ela levanta-se como a imagem da nossa beleza já morta, reinventa-me uma saudade do que nunca existiu.”
(Vergílio Ferreira, in Conta-Corrente 2)

 

Preço:30,00€

Referência:14143
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:VAGÃO J
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1946. In-8º de 232 págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conservação, estando apenas a capa muito ligeiramente amarelada, devido à acção do temnpo sobre a qualdiade própria do papel. Nestas condições, RARO.

PRIMEIRA EDIÇÃO, apreendido pela PIDE sendo considerada como uma das mais IMPORTANTES OBRAS DO NEO-REALISMO PORTUGUÊS. A lindíssima capa de brochura é desenhada por Victor Palla. Inserido na prestigiada colecção de literatura neo-realista portuguesa Novos Prosadores da Coimbra Editora

Observações:

Um dos livros de Vergílio Ferreira censurados durante o Estado Novo, sobretudo pela exposição da miséria social e da categorização da sociedade.

Assim, e resumindo, Vagão J gera-se entre dois espaços de ficção: a estrutura social, claustrante, e a estrutura de espanto, que preenche o espaço de alargamento, desclaustrante. O homem e a vida possíveis no primeiro espaço são caraterizados pela linearidade provocada pelo dinheiro, significante aniquilador que abafa todas as outras dimensões possíveis no ímpeto de esmagar. Gera-se assim a claustração para os ricos e para os pobres. Estes últimos, como não têm acesso à parte agradável desse espaço, veem-se privados de uma linguagem ordenada, que hierarquize, compartimentando, a vida. E a partir dessa linguagem cuja sintaxe põe lado a lado vários planos, hierarquizados valorativa e topograficamente no discurso dos ricos, se gera o alargamento em que os contrários se harmonizam e em que a linearidade monótona se quebra em favor da recuperação circular de novas dimensões a partir dos momentos de espanto, que vão enriquecer de novos tons a Harmonia (tal como o canto de Maria do Termo), encontrada numa organização possível dos momentos de espanto – aquilo a que chamei estrutura de espanto.” (Helder Godinho)

Preço:150,00€

Referência:14142
Autor:Autoria diversa
Título:VESTIRAM-SE OS POETAS DE SOLDADOS - Canto da pátria em guerra
Descrição:

Cidadela, 1973. In-8.º oblongo de 55 págs. Br.

Observações:

Antologia poética da Guerra no Ultramar seleccionada e prefaciada por Rodrigo Emílio. Fez-se esta antologia em homenagem aos combatentes da guerra no Ultramar e ficou concluída em 1 de Junho de 1973, data de abertura do 1º Congresso Nacional dos Combatentes.

Preço:15,00€