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Livros do mês: Maio 2020
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Livros do mês: Maio 2020

Foram localizados 33 resultados para: Maio 2020

 

Referência:14518
Autor:[dir: LOPES, António Cardoso]
Título:O GAFANHOTO. O jornal infantil mais pequeno do mundo.
Descrição:

Edições "O Mosquito", Lisboa, 1948-1948. In-8º de 72 números numerados de 1 a 72; nº1 - 11 de Dezembro de 1948 a nº 72 - 8 de Outubro de 1949. Encadernação inteira de pele do diabo. Ligeiro aparo marginal. Apresenta ainda as duas separatas correspondentes ao Presépio (nº 3) e Jogo das Regatas (nº6). Alguns numeros com insignificantes cortes marginais (nº 16, 27, 35, 56, 57, 61, 62 e 67). Bom exemplar sendo a acidez generalizada típica exclusiva a pouquíssimos números. Todos os exemplares mantêm a cor típica original da impressão.

De RARO aparecimento no mercado (em especial com os ultrararos nº 73 e 74, que infelizmente o nosso exemplar não apresenta) dado ter sido o único periódico infantil proibido de circular e apreendido pela PIDE em Setembro/Outurbo de 1949.
 

Observações:

Num magnífico ensaio sobre a "vida breve" de O Gafanhoto apresentado por Ricardo Leite Pinto, autor do blog MALOMIL, às páginas tantas diz-nos:
"... Se o futuro de O Mosquito não foi auspicioso, já que acabaria os seus dias alguns anos depois,  em 1953 , já o destino dos projectos de Cardoso Lopes e do seu "parque gráfico", do mais avançado que à época existia, foi ainda mais penoso. E, contudo, da mente imaginativa e empreendedora de Cardoso Lopes soluções não faltaram: fechou um acordo com a Mocidade Portuguesa por forma a que as suas edições e designadamente a revista Camarada passassem a ser impressas nas agora "Edições O Mosquito" e avançou para O Gafanhoto. Anunciava ser " o jornal mais pequeno do mundo", com o formato de "O Mosquito dobrado ao meio, oito páginas  a três cores  e  custava 50 centavos. Publicou  "boas histórias de Cuto e algumas pranchas de Anita Pequenita (ambas de Jesus Blasco) uma história de Afonsky, algumas historietas inglesas e francesas e a excelente Cora (Connie) de Frank Godwin. Durante mais de nove meses a revistinha circulou pelo país imprimindo 10.000 exemplares por cada número. O nº 1 tem a data de  11 de Dezembro de 1948 .
(...)
José Ruy, que trabalhava na altura nas oficinas de O  Mosquito, como se disse, não esquece o que então se passou :

" A PIDE mandou apreender o Gafanhoto em todos os pontos de venda. Essas apreensões eram normalmente feitas em livros considerados de carácter subversivo  ou de ofensas à moral e as carrinhas negras eram conhecidas pois também faziam por vezes a recolha de pessoas da oposição política ao regime . Chamavam-lhe a " ramona".  E foi mesmo a "ramona" que de quiosque em quiosque de livraria a banca de jornais andou a recolher tudo o que fosse Gafanhoto de Tiotónio.  Na redacção e nas oficinas das Edições de O Mosquito  tivemos dias um polícia à porta  a revistar-nos quando saíamos  para ver se levávamos algum exemplar escondido. Nas livrarias e quiosques o espanto era enorme interrogando-se os vendedores  onde estava o tal o assunto do "contra" naquela revistinha de aspecto tão  inocente que motivara a apreensão" .

A palavra mais uma vez a José Ruy :

"O Gafanhoto era impresso em folha inteira da máquina que incluía dois números e quando da apreensão estavam já impresso os números 73 e 74. Como os assinantes  recebiam pelo correio e com antecedência, um privilégio que o Tiotónio gostava de oferecer aos seus leitores, estes receberam em casa exemplares que entretanto estavam a ser recolhidos pela censura. Eu ainda consegui passar com esses dois números escondidos  não me arriscando a trazer mais não fosse ficar a pão e água por tal crime".

São pois os famosos nºs 73 e 74 de O Gafanhoto que hoje constituem uma verdadeira relíquia bibliófila ! 

António Cardoso Lopes não desistiu do seu Gafanhoto. A 20 de Dezembro de 1949 vem amarguradamente queixar-se do aparato da apreensão: "(...) atitude que eu supunha apenas ser tomada para publicações de carácter clandestino ou aquelas cujo conteúdo merecesse a reprovação por parte desses serviços o que não é absolutamente o caso"  .

Preço:300,00€

Referência:14517
Autor:NUNES, José Joaquim
Título:COMPÊNDIO DE GRAMÁTICA HISTÓRICA PORTUGUESA (FONÉTICA-MORFOLOGIA)
Descrição:Livraria Clássica Editora, Lisboa, 1919. In. 8.º de 474 págs. Enc.
Observações:Encadernação meia-inglesa, com cantos e lombada em pele e com dizeres e florões dourados na lombada. Trata em primeiro lugar dos sons e a sua evolução através dos tempos e também, porque o nosso vocabulário foi buscar algo ao germânico e árabe, faz uma explicação resumida das tranformações sofridas pelos nomes dessa proveniência.
Preço:30,00€

Referência:14516
Autor:LOPES, Óscar
Título:ANTERO DE QUENTAL - VIDA E LEGADO DE UMA UTOPIA
Descrição:Editorial Caminho, Lisboa, 1983. In-8.º de 140(1) págs. Br.
Observações:"Destinava-se esta obra a servir de introdução a uma colectânea de Antero de Quental a editar em Espanha. Esta edição não foi por diante. Mas a introdução ficou. Desse acidente recolhemos todos nós leitores portugueses, uma vantagem. Uma visão de conjunto, integral, de Antero, desde a caracterização da sua obra de polemista, crítico e planfetário, da sua filosofia, da sua vasta e variada epistolografia, até à sua obra poética."
Preço:13,00€

Referência:14515
Autor:ALBUQUERQUE, Martim
Título:A SOMBRA DE MAQUIAVEL E A ÉTICA TRADICIONAL PORTUGUESA. Ensaio de História e Ideias Políticas
Descrição:

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa, 1974. In-8º de 232 págs.Br. Ilustrado com gravuras extra-texto. Exemplar com os cadernos por abrir com nítida impressão sobre papel encorpado.

Observações:

Faz-se acompanhar de um excelente prefácio de Joaquim Veríssimo Serrão
Obra de fôlego, profundamente documentada, que permite ao autor concluir que "o pensamento tradicional português é antimaquiavélico" e que o maquiavelismo "é incompatível com a necessidade da expansão e com a psicologia de um povo sonhador de quinto-impérios e criador do tipo ideal do fidalgo".

Do prefácio:

"... Não seria exagero afirmar que o autor esgotou as fontes históricas, jurídicas, filosóficas e literárias de quatro séculos de Cultura Nacional poara erguer um admirável pano de fundo sobre a «presença» real e a «incerteza» prática de um Maquiavelismo de feição portuguesa ..."
 

Preço:30,00€

Referência:14514
Autor:CASTRO, Estevão Rodrigues de
Título:OBRAS POÉTICAS em Português, Castelhano, Latim, Italiano
Descrição:

Universidade de Coimbra, Coimbra, 1967. In-4.º de X-650 (1) págs. Brochado. Cadernos por abrir. Ilustrado com o retrato de Estevão Rodrigues de Castro.

Observações:

Textos éditos e inéditos coligidos, fixados, prefaciados e anotados por Giacinto Manuppella deste poeta quinhentista português.

Preço:50,00€

Referência:14513
Autor:QUADROS, António
Título:MODERNOS DE ONTEM E DE HOJE
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1947. In-8º de 304 págs. Brochado.

Observações:

Obra de estreia de António Quadros, é um interessante conjunto de ensaios sobre literatura, em que fala desde Marcel Proust, ou Henry Miller, até aos brasileiros Graciliano Ramos e Erico Veríssimo e aos portugueses Eça de Queiroz, Fernando Pessoa e Cesário Verde.

"... Estreio-me na vida literária da pior maneira - escrevendo sobre literatura. Eu, que não tenho uma obra, que publico o meu primeiro livro, que inicio um caminho, que sou novo em experiência e em idade, estreio-me criticando as obras dos outros..."

Preço:25,00€

Referência:14512
Autor:SANCHES, Ribeiro
Título:DIFICULDADES QUE TEM UM REINO VELHO PARA EMENDAR-SEe outros textos
Descrição:

Editorial Inova, Porto, 1971. In-8º de 229-(16) págs. Brochado. Ilustrado. Primeiro volume da "Biblioteca do Pensamento Português".

Observações:

Selecção, apresentação e notas de Vítor de Sá. que na apresentação escreve “promovendo hoje a publicação de alguns dos seus estudos inéditos, queremos prestar à memória de Ribeiro Sanches a homenagem que os seus concidadãos lhe devem pelo esforço inteligente e lúcido no sentido de rasgar horizontes para a modernização de Portugal.” em separado.

Preço:20,00€

reservado Sugerir

Referência:14511
Autor:JUNQUEIRO, GUERRA; AZEVEDO, Guilherme
Título:VIAGEM À RODA DA PARVONIA Relatório em 4 actos e 6 quadros pelo Commendador Gil Vaz
Descrição:

Officina Typographica da Empreza Litteraria de Lisboa, Lisboa, S/d (1879?). In-8º de 243 págs. Encadernação meia inglesa em pele, com dizeres a ouro na lombada. Ilustrado com 6 gravuras em extra-texto de Manuel de Macedo.

Observações:

Anotado e comentado por Alberto Braga, Alberto de Queiroz, Alfredo Ribeiro, Antero de Quental, Alexandre da Conceição, Bernardo Pinheiro, C. de Moura Cabral, Carlos Faria, Carlos Lobo de Ávila, Coelho de Carvalho, Cristóvão Aires, Fernando Leal, G. Gorjão, Gervásio Lobato, Gil Vaz, J. de Araújo, Jaime Batalha Reis, Jaime Victor, João de Deus, João de Sousa Araújo, José M. de Alpoim, Júlio César Machado, Leite Bastos, Magalhães Lima, Pinheiro Chagas, Ramalho Ortigão, Rui da Câmara, Sérgio de Castro, Silva Ramos, Urbano de Castro, Vicente de Pindela…

Sátira teatral escrita por Guerra Junqueiro e Guilherme Azevedo sob o pseudónimo de Gil Vaz, e que seria pateada e proibida, mas que Ramalho Ortigão consideraria uma "fiel pintura dos costumes constitucionais". Esta obra é acima de tudo um grande exercício de humor satírico onde a crítica política e social é mordaz e sempre demolidora.
Primeiro escrita para ser usada como peça teatral e depois passada a livro, esta obra suscitou uma das mais tumultuosas contestações de que há memória. Disse Antero de Quental, a este propósito: "O público protestou contra a caricatura, provavelmente porque se viu nela ..."

“A minha questão é esta: pretendo fundar um banco que se deve intitular: – Sociedade de Agricultura do Pinhal da Azambuja, – destinado a fomentar a pobreza do país, a ruína dos accionistas e a prosperidade dos directores. O nosso programa é simples: levantar o mais que puder e pagar o menos que for possível: ao cabo de ano e meio fugimos e os accionistas são metidos na cadeia.”

Preço:35,00€

Referência:14510
Autor:ALEGRE, Manuel
Título:SENHORA DAS TEMPESTADES
Descrição:

Publicações D. Quixote, Lisboa, 1998. In-8.º de 75(1) págs. Cartonado. Conserva a cinta editorial. Dedicatória não-autógrafa no anterosto.

Observações:

Prefácio de Vitor Aguiar e Silva, onde apresenta Senhora das Tempestades, evocando a comoção que sentiu ao ouvir o poema que dá o título à obra lido pelo seu autor perante um auditório de estudantes entusiastas. "A sua voz grave, profunda e harmoniosa, ganhou modulações, subtilezas e ressonâncias extraordinárias. Falou do espanto e do pavor de viver e de morrer, de navegações e naufrágios, de sombras e fulgurações de esperanças, ternuras e desejos, de epifanias deslumbrantes das sílabas, palavras e versos..." A linguagem, a um tempo complexa e depurada, atinge neste conjunto de poemas, um lirismo melancólico, angustiado e trágico que embora presente desde à muito na sua escrita, fora de algum modo ocultado pelo apelo épico e de resistência cívica tão característico da poesia de Manuel Alegre. Gerado a partir de uma experiência pessoal de confronto com a efemeridade humana, Senhora das Tempestades constitui uma extraordinária ode ao amor e à morte e uma proclamação jubilatória de que o poema liberta o poeta da sua mortalidade essencial.

Preço:15,00€

Referência:14509
Autor:PORTOGAL, Pedro de
Título:COPLAS
Descrição:

Josep Porter, editor, Barcelona, 1948. In-fólio de V-68 páginas inumeradas. Ilustrado com uma gravura que reproduz um  retrato do autor. Exemplar nº 30 duma tiragem limitada a 75, impressos a duas cores em papel artesanal de gramagem superior, com esmerado apuro gráfico. Assinatura de posse do poeta José Osório de Oliveira.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO facsimilada.

MUITO RARO dada a reduzidíssima tiragem impressa fora de terrítório nacional.

Observações:

Fac-simile das “Coplas del Contempto del Mundo” escritas por  D. Pedro de Portugal ou D. Pedro de Avis , filho de D. Pedro, Infante de Portugal e Duque de Coimbra, foi 5.º Condestável de Portugal e 5.º Administrador da Ordem de Avis. Foi  Conde de Barcelona e Rei de Aragão, Sicília, Valência, Maiorca, Sardenha e Córsega.
Esta obra está foi publicada em verso de arte maior e combina o tom doutrinal com o ocultismo.

 

Preço:95,00€

Referência:14508
Autor:REDOL, Alves
Título:A FRANÇA, da resistência à renascença.
Descrição:

Editorial Inquérito (e Edições Cosmos). Lisboa. S.d. In-4º de 575 págs. Encadernação editorial com ferros secos, dourados e a côr nas pastas e na lombada em pele. Profusamene ilustrado ao longo do texto, mancha tipográfica capitular com vinhetas tipográficas decorativas e ilustrado também em separado. Charneira com ligeiros sinais de manuseamento.

MAGNÍFICA edição de luxo publicado sob patrocínio moral do Departamento das Relações Culturais do Minsitério dos Negócios Estrangeiros e da União Nacional dos Intelectuais da França.

No prefácio: "... Escrevi este livro sem propósitos literários, julgando que cumpra um dever humano e um dever nacional. O dever nacional estava no exemplo dado por outra gente que, rodeada de todas a sangústias, perdida no meio de destruições sem conta, tolhida pelo espanto dos massacres feitos na sua própria carne, ainda tinha esperança na sua condição e no seu futuro, para se entregar às mais árduas fainas de uma redenção que muitos outros continuavam a tentar diminuir ou a pretender esmagar. Este livro é, pois, acima de tudo, uam expressão da minha confiança no destino nacional e na caminhada dos homens de braços abertos para o futuro - dos homens que guardaram no coração aquela luz que as trevas quiseram apagar no momento mais tragico da história do mundo ...".

Observações:
Preço:65,00€

Referência:14507
Autor:REDOL, Alves
Título:BARRANCO DE CEGOS
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, 1970. In. 8.º de 434(5) págs. Brochado.

Observações:

Trata-se da terceira edição com um prefácio de Mário Dionísio.

Preço:10,00€

reservado Sugerir

Referência:14506
Autor:REDOL, Alves
Título:O MURO BRANCO
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, 1966. In. 8.º de 334 págs. Brochado. PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Capa de brochura ilustrada. Primeira edição da produção literária do autor considerada como um marco de toda a sua obra, com um estilo rico pela sua própria simplicidade, profundamente evocativa, poética e sempre dramática. António Alves Redol (1911-1969), homem de origem social humilde, foi romancista, contista e dramaturogo influenciado pelo romance brasileiro nordestino. Estreiou-se literáriamente em 1940 com Gaibeus, marcando oficialmente o aparecimento do neorealismo, movimento de que foi um dos iniciadores e em cuja defesa se lançara em 1936 numa acesa polémica contra a revista Presença.

Preço:20,00€

Referência:14505
Autor:REDOL, Alves
Título:A BARCA DOS SETE LEMES - Romance
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, 1958. In. 8.º de 515 págs. Brochado. PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Capa de brochura ilustrada por Sebastião. Dedicatória não autógrafa no ante-rosto.

Preço:25,00€

Referência:14504
Autor:REDOL, Alves
Título:HORIZONTE CERRADO Ciclo Port-Wine
Descrição:

Europa América, Lisboa, 1949. In-8º de 411 págs. Brochado. Primeira Edição. Capa de brochura ilustrada por Júlio Pomar.

Observações:

Em 1951 Alves Redol recebeu,com este livro, o Prémio Ricardo Malheiros,da Academia das Ciências de Lisboa.
Primeiro de três volumes do Ciclo Port-Wine. Os outros são 'Os Homens e as Sombras' e 'Vindima de Sangue'.

Da portada:
"Port Wine» é o vinho dos Ingleses. Chamam-lhe sol engarrafado, mas só os Durienses sabem o preço das tragédias e heroísmos que viveram para criar esse sol – fazer um astro com as mãos é tarefa de gigantes."

Preço:40,00€

Referência:14503
Autor:REDOL, Alves
Título:UM FENDA NA MURALHA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, (1959). In. 8.º de 307(4) págs. Brochado. Capa de brochura de Octávio Clérigo. Primeira edição.

Observações:
Preço:30,00€

Referência:14502
Autor:REDOL, Alves
Título:O CAVALO ESPANTADO
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1960. In-8º de 326 págs. Brochado. Capa de João da Câmara Leme. Assinatura autógrafa pelo punho do autor do livro.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Romance fundamental na obra de Alves Redol onde ele analisa uma sociedade em todo diferente da que ocupou a sua fase sociorregional.

"Com O cavalo espantado vai porém tão longe, que dir-se-ia estarmos perante um outro romancista - não porque se negue, mas porque foca o seu olhar em objecto inteiramente diferente dos seus predominantes motivos sociais (...) Alves Redol apresenta-nos Leo e Pedro como tese e antítese enquanto Yadwiga é a mulher dividida entre uma realidade que intimamente repele e um sonho de idealidade em que já não ousa crer. (...) Leo é um homem amoral, para quem o dinheiro é o primeiro princípio da sociedade e o erotismo é o primeiro princípio do amor. Em Yadwiga há (...) uma aceitação resignada deste amoralismo e ao mesmo tempo um despertar a que não é alheio o exemplo de Pedro. Neste, ao contrário de Leo, há a corajosa procura de uma «personalidade ética», a qual apenas se afasta do moralismo cristão, na medida em que o autor exprime um tipo de moral Kantiana unicamente derivado da razão (...) Devemos acrescentar que a conclusão do livro é tão ambígua quanto a teoria kantiana que suporta a tese. O problema ético proposto fica na realidade sem solução e suspende-se interrogativamente. O maior mérito do livro reside pois na proposição e desenvolvimento da questão, na análise dos caracteres, na verosimilhança das situações, sobretudo na fidelidade psicológica das personagens. (...)"-

António Quadros

 

Preço:35,00€

Referência:14501
Autor:REDOL, Alves
Título:PORTO MANSO - Romance
Descrição:

Editorial Inquérito, Lisboa, 1946. In. 8.º de 407(8) págs. Brochado. Segunda edição com a capa de brochura ilustrada por Manuel Ribeiro de Pavia, estas com ocasionais picos de humidade. Cadernos por abrir.

Observações:

Um dos mais interessantes livros de bibliografia duriense.

Preço:15,00€

Referência:14500
Autor:REDOL, Alves
Título:HISTÓRIAS AFLUENTES
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1963. In-8º de 325-(2) págs. Brochado. Capa empoeirada e com insignificantes sinais de manuseamento. AUTOGRAFADO pelo punho de por Alves Redol. PRIMEIRA EDIÇÃO. Capa ilustrada por João da Câmara Leme.

Observações:

Volume que reune um conjunto de catorze contos agrupados nos seguintes temas: duas histórias
com rapazes
O Castigo e O Mar entre as Mãos; três histórias com raparigasPorque não Hei-de Acreditar na Felicidade?, O Cheiro do Branco e o Pai dos Mortos; quatro histórias curtasEmigram as Andorinhas, A Vendedeira de Figos, Páginas de Testamento e O Rapaz não Gostava das Mãos; cinco histórias de NatalA Viagem à Suiça, Noite Esquecida, Algumas Maneiras de um Homem sem Família Passar a Noite de Natal, A Festa de Natal e A Noite Tranquila.

Preço:35,00€

Referência:14499
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:CORSÁRIO DAS ILHAS
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, s.d. (1956). In-8º de 270 págs. Brochado. Ilustrado em separado com tomadas de vistas das Ilhas Açorianas com fotografias de Rudolf Brum.
Ostenta uma expressiva dedicatória autógrafa.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO deste muito curioso título da obra de VITORINO NEMÉSIO. Neste livro pode-se ler na advertência do autor "...Este livro é fruto de duas viagens aos Açores (1946 e 1955) e da preocupação natural do espírito do autor por essas ilhas, a qual e por vários modos nele tende a resolver-se por escrito. Assim, a unidade interna do livro ajudará à externa, garantida em parte pelo carácter formal de itinerário e de memórias. Escrito e publicado periodicamente, convém-lhe a designação de JORNAL, que leva em antetítulo, e que poderá estender-se a outras obras do autor, tais como ONDAS MÉDIAS e O SEGREDO DE OURO PRETO e OUTROS CAMINHOS, já aparecidos. AS datas mencionadas são geralmente as que correspondem À publicação dos respectivos trechos, principalmente no DIÁRIO POPULAR, de Lisboa, e ao microfone da Emissora Nacional de Radiodifusão, pois o JORNAL que o autor mantém há muitos anos é também é jornal falado."

Preço:50,00€

Referência:14498
Autor:DANTAS, Júlio
Título:LISBOA DOS NOSSOS AVÓS.
Descrição:

Publicações Culturais Da C.M.L., Lisboa, 1969. In-8º de 280 pags. Br. Ilustrado com o retrato do autor em anterrosto. Ilustração da capa de Roque Gameiro. Obra impressa em papel couché. Capas ligeirmente empoeiradas.

Observações:

Conjunto de crónicas onde o autor  aborda a vida quotidiana de Lisboa e as suas personagens.
Encerra capítulos como: "Tipos das ruas de Lisboa", "As velhas procissões", "Os cafés lisboetas", "As feiras", "A vida lisboeta no segundo quartel do século XIX", "Modas", "As meninas".

"Logo que a casa estivesse pronta, bem armada de damascos de seda e provida de bufetes, de contadores e de pesadas serpentinas de prata de muitos lumes, começaria a provação terrível das visitas de cerimónia. As salas encher-se-iam de peraltas, descritos pelo autor como «certos animais com figura humana, que constituem nova espécie entre racional e irracional», e de casquilhas de grandes toucados de plumas, «tão altos, que, se as velas dos lustres lhes pegassem fogo, elas não dariam por isso», - toucados que ao tempo (refere o autor, com justa indignação) se chamavam «mitras», e que os cabeleireiros só conseguiam riçar e polvilhar "montando escadas e andaimes em volta das cabeças das senhoras"".

Preço:25,00€

Referência:14497
Autor:DIONÍSIO, Mário
Título:MONÓLOGO A DUAS VOZES histórias
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1986. In-8º de 224 págs. Brochado

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Conjunto de contos reúnidos num volume, que foi um dos últimos livros do autor.

Preço:13,00€

Referência:14496
Autor:TARQUINI, José Miguel
Título:A MORTE NO MONTE - CATARINA EUFÉMIA
Descrição:

Empresa Tipográfica Casa Portuguesa, Lisboa, 1974. In-8.º de 148 págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conserrvação

Ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Catarina Efigénia Sabino Eufémia (Baleizão, 13 de Fevereiro de 1928 — Monte do Olival, Baleizão, 19 de Maio de 1954) foi uma ceifeira portuguesa que, na sequência de uma greve de assalariadas rurais, foi assassinada a tiros, pelo tenente Carrajola da Guarda Nacional Republicana. Com vinte e seis anos de idade, analfabeta, Catarina tinha três filhos, um dos quais de oito meses, que estava no seu colo no momento em que foi baleada. A trágica história de Catarina acabou por personificar a resistência ao regime salazarista, sendo adoptada pelo Partido Comunista Português como ícone da resistência no Alentejo. Sophia de Mello Breyner, Carlos Aboim Inglez, Eduardo Valente da Fonseca, Francisco Miguel Duarte, José Carlos Ary dos Santos, Maria Luísa Vilão Palma e António Vicente Campinas dedicaram-lhe poemas.

Preço:20,00€

Referência:14495
Autor:VISCONDE DO MARCO
Título:CARTAS INÉDITAS DE CAMILO E DE D. ANA PLÁCIDO
Descrição:

Livraria Popular de Francisco Franco, Lisboa, 1933. In-8º de 157-(7) págs. Brochado. Ilustrado em extra-texto. Capas de brochura com leves picos de acidez. Edição numerada.

Observações:

Encerra os seguintes capítulos:  

Cartas de Camilo para o Dr. Adolfo Soares Carneiro; Cartas de Camilo para o Conselheiro Duarte Gusmão Nogueira Soares; Cartas de Camilo para Francisco de Paula da Silva Pereira; Cartas de Camilo para José Mendes de Carvalho; Cartas de Ana Plácido para Francisco de Paula da Silva Pereira; Cartas de Ana Plácido para o Conselheiro Duarte Gustavo Nogueira Soares; Correspondencia trocada entre Camilo, D. Ana Plácido e o Conselheiro Duarte Gustavo Nogueira Soares.

Preço:13,00€

Referência:14494
Autor:FERRO, António
Título:BATALHA DE FLORES
Descrição:

H. Antunes & Cª Editores, Rio de janeiro, 1923- In- 8º de 162-(8) págs. Encadernação meia francesa com florões e dizeres a ouro na lombada. Conserva capas de brochura ilustrada a cores por Bernardo Marques. Corte das folhas grosadas
PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Apreciada recolha de crónicas anteriormente publicadas na imprensa diária de Lisboa, em torno doperfil da mulher moderna, neta da mulher vitoriana, livre e audaciosa, assim como retrata a Baixa Lisboeta de então.

Preço:35,00€

Referência:14493
Autor:JORGE, João Miguel Fernandes
Título:TRONOS E DOMINAÇÕES
Descrição:

Assirio e Alvim, Lisboa, 1985. In-8º de 113-(6)págs. Brochado.

Observações:

Prémio Nicola de Poesia no ano de 1985.
João Miguel Fernandes Jorge, distingue-se pela fluidez do ritmo do verso e das imagens, pelas frequentes referências e alusões pessoais e culturais.
A sua obra, de grande fluidez de ritmo e som, constrói-se a partir de referências narrativas pessoais e evocações históricas.

Preço:20,00€

Referência:14492
Autor:JORGE, João Miguel Fernandes
Título:O ROUBADOR DE ÁGUA
Descrição:

Assírio & Alvim, Lisboa, 1981. In-8.º de 131(3) págs. Brochado.

Observações:

Primeira edição "A sua obra, de grande fluidez de ritmo e efeitos de sonoridade, constrói-se, de forma supreendente, a partir de referências narrativas pessoais e evocações históricas, marcadas pela presença de vocábulos de época. As imagens contidas nos seus poemas libertam-se muitas vezes do sentido metafórico, através de uma deslocação do significante por lugares e tempos, acentuando outras o carácter efémero dos seres e das coisas."

Preço:18,00€

Referência:14491
Autor:MAIA, Francisco de Ataíde Machado de Faria e
Título:NOVAS PÁGINAS DA HISTÓRIA MICAELENSE- 1832-1895 (Subsídios para a História de S. Miguel)
Descrição:

Edição de autor, Ponta Delgada, 1948. in-4º de 324-(8) págs. Brochado. Miolo muito limpo, com raríssimos picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra muito importante sobre a história política dos Açores do século XIX, sobre o sucesso e do progresso da ilha de São Miguel governada pelos seus próprios habitantes que conseguem impor ao governo central a legislação autonomista de 1895.

Preço:34,00€

Referência:14490
Autor:MEXIA, Fernando Carlos Pinto de Campos de Magalhães
Título:VILA DA LOUSAN E SEU TÊRMO (colecção de documentos antigos)
Descrição:

Tipografia Louzanense, Lousan, 1936. In-8.º de 420 págs. Brochado com os cadernos por abrir. Capas com defeitos marginais, dadas as dimensões destas em relaão ao miolo. Ocasionais picos de humidade exclusivas no frontspício e ultimá pagina.

Observações:

São aqui apresentados variadíssimos documentos antigos que permitem conhecer costumes e aspirações dos povos, nomeadamente Forais, Acordãos da Câmara, sentenças da Relação, entre outra variada docuemntação.

Preço:47,00€

Referência:14489
Autor:SOUSA, A. Neves e
Título:MAHAMBA - poesia
Descrição:

Edição do autor, s/l, (1960). In-8.º de 80(3) págs. Brochado. Bonita edição impressa a negro e vermelho, sobre papel de qualidade superior, fazendo-se acomapnhar, além das ilustrações no texto, em extratextos lindíssimas litografias sobre fino papel de contraste cromático. Esmerada edição.

Observações:

As ilustrações são do autor e retrato do autor é da autoria de Fernando Lanhas. Além da obra plástica, Neves e Sousa deixou uma grande obra literária. Mahamba foi o seu primeiro livro de poemas. A primeira edição inclui 56 poemas, escritos entre 1943 e 1949, e dez ilustrações. “Todas as coisas que não conseguia transmitir a pintar, eu transformava-as em poesia. A terra e eu éramos uma só ideia”, escreveu o autor, que cantou “África de todas as maneiras que sabia e algumas que não sabia”, costumava dizer.

Preço:35,00€

Referência:14488
Autor:MOURÃO-FERREIRA, David
Título:O IRMÃO - Peça em dois actos
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1965. In-8.º de 101-(3) págs. Br. Capa de brochura com insignificantes manchas de humidade

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da única peça de teatro publicada pelo autor que mereceu um Prémio de Teatro da Casa da Imprensa e levada à cena, cinco anos mais tarde, pela Companhia de Teatro Popular, no Teatro da Estufa Fria. O Irmão , peça que o próprio autor não ousou classificar como “tragédia”, embora lhe parecesse “trágica” sob muitos aspectos " ... recebe o toque realista de uma encenação meticulosa, claramente permeável ao símbolo, onde o jogo dialéctico entre oposições binárias como exposto/oculto, fechado/aberto, linear/circular se combinam como figuração do funcionamento poético do texto..." (Maria Fernanda Brasete).
 

Preço:25,00€

Referência:14487
Autor:LOPES, Manuel
Título:O GALO CANTOU NA BAÍA ... (e outros contos cabo-verdeanos)
Descrição:

Orion Distribuidora, Lisboa, 1959. In-8º de 220-(2) págs. Brochado.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

Inserido na colecção "Hoje e Amanhã". Manuel Lopes é um dos nomes mais destacados da literatura cabo-verdiana. A presente colectânea reúne alguns dos melhores contos do autor. Com os seus personagens de vigorosa personalidade, vivendo enredos de forte carga simbólica, relatados numa linguagem simultaneamente densa e subtil, estes contos de Manuel Lopes proporcionam ao leitor uma forte emoção. O primeiro deles, «Galo Cantou na Baía», publicado pela primeira vez em 1936, marca, na opinião de Russel Hamilton, o nascimento da moderna prosa narrativa de Cabo Verde.

Preço:40,00€

Referência:14486
Autor:MOURÃO-FERREIRA, David
Título:TAL E QUAL O QUE ERA
Descrição:

Editorial Organizações, Lisboa, 1963. In-8º de 64 págs.Br. Colecção "Antológica Best-Sellers".

Observações:

Primeira edição autónoma, "corrigida, e em certos passos abreviada" desta novela extraída do livro Gaivotas em Terra.

Álvaro Salema, na nota de badana:
"monólogo coloquial de um narrador, que vai em busca das suas recordações de comparsa para redescobrir e tentar explicar a grande figura dramática da mulher que preenche a narrativa."

"Era justamente o que eu ia dizer! Tudo se prende, em última instância (pelo menos na aparência), a esse outro problema. Mas aí é que está: jamais descobriremos se a Maria Antónia se suicidou ou não se suicidou. Já sabes o que penso a tal respeito: agora é que ela não tinha razões nanhumas para se suicidar; no entanto, a Maria Antónia era pessoa para se suicidar, precisamente quando não tivesse razões nenhumas para isso. Suponhamos, porém, que foi um acidente: a verdade é que um acidente pode muito bem ser uma das armas do destino; e, em contrapartida, não será a natureza - uma natureza cansada, depauperada, gasta antes do tempo - a responsável por um acidente daquele género? Suponhamos, agora, que não foi um acidente: e nunca saberemos até que ponto é que a livre vontade da Maria Antónia, por muito livre que parecesse, não estaria comandada pelo destino ou subornada pela natureza.

Ora até que enfim te vejo sorrir. É isso, meu caro: falo sempre como advogado. De qualquer modo, bem vês: esta última incógnita (a da morte), mesmo quando ficasse devidamente esclarecida, nunca bastaria para explicar a outra: a vida, a vida da Maria Antónia."

Preço:15,00€
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