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Livros do mês: Julho 2017

Foram localizados 79 resultados para: Julho 2017

 

Referência:13895
Autor:PEPETELA
Título:O CÃO E OS CALUANDAS
Descrição:

Publicações D. Quixote, Lisboa, 1985. In-8º de 191-(3) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Novela escrita entre os anos de 1978 e 1982 e que é é o testemunho do autor às  mudanças da sociedade angolana após a independência em 1975. A obra é construída como um "puzzle" de narrativas, situações e estilos e acompanha as andanças do cão pastor-alemão, Lucarpa, pela cidade de Luanda e entre seus habitantes.Através de do olhar de um cão somos levados por uma vasta gama de comportamentos  sociais, profissionais, familiares  e  políticos. É  uma crítica tanto aos burocratas, como aos carreiristas políticos, aos pseudo-intelectuais, às prostitutas, aos operários alienados, etc

Preço:12,00€

Referência:13894
Autor:TELLES, Bazilio
Título:A GUERRA (notas e dúvidas)
Descrição:

Livraria Chardron, Porto, 1914. In-8º de 112 págs. Br. Cadernos por abrir.

Observações:

Obra bastante curiosa e de interesse para história do início da Guerra de 1914 -1918.

Preço:40,00€

Referência:13893
Autor:BARROS, João de
Título:EVOCAÇÃO DE GUERRA JUNQUEIRO
Descrição:

Livraria Editora da Casa do Estudante do Brasil, Rio de Janeiro/ Lisboa, s.d..In-8º de 32-(1) págs. Br.Capa de brochura ligeiramente amarelecida. Ilustrado com uma fotografia de Guerra Junqueiro.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR

Observações:

Livro muito interessante e abrangente sobre a obra de Guerra Junqueiro.

" entre o Junqueiro da Morte de D. João, da A Velhice do Padre Eterno e o de Os Simples, da Pátria e das Orações. Não há, a meu ver, porém, nenhuma discontinuidade. Sempre o amor da Justiça e da Liberdade o guiou, sempre um idealismo superior o inspirou. “Muitos outros poetas”, explica ele no final da Morte de D. João, “têm cantado D. João, mas todos eles num ponto de vista contrário ao meu. Prestigiam-no, engrandecem-no, e quando, no fim duma vida impunemente devassa, se torna necessário castigá-lo, então abrem-se as gargantas do inferno e sorvem o condenado. Para um malandro é épico demais. Eu segui um caminho diferente. D. João, na sua qualidade de parasita, morre como deve morrer: de fome. Quem não trabalha não tem direito à vida. Apelar para a Justiça de Deus, como no quinto acto dos dramas morais, é o supremo cinismo, porque é negar a justiça dos homens, mostrando que a sociedade é impotente para castigar os culpados.”
Esta preocupação, não de negar a justiça de Deus mas de querer também a justiça dos homens que, subentende-se, é uma das altas manifestações da dignidade humana, com ela deparamos também na «Nota» de A Velhice do Padre Eterno"

Preço:14,00€

Referência:13889
Autor:FALCATO, João
Título:COIMBRA DOS DOUTORES
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1957. In-8º de 208 págs. Br. capas de brochura envelhecidas. Com assinatura de posse. Ilustrado em extra-texto com fotografias.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:


Livro de memórias sobre a vida estudantil em Coimbra nos anos 40/50, é uma obra de referência pois João Falcato é bastante critico ao  Estado Novo e está longe de  ser  uma obra saudosista, cheia de anedotas e de louvores  à Academia e à UC.

 

Preço:18,00€

Referência:13885
Autor:O'NEILL, Alexandre
Título:AS ANDORINHAS NÃO TÊM RESTAURANTES
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1970. In-8º de 89-(7) págs. Br Capa de brochura ligeiramente envelhecida. Inserido nao colecção "Cadernos de Poesia" com o nº 7.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

Conjunto de crónicas de Alexandre O'Neill previamente publicadas em jornais.

 

da Contracapa:

As primeiras prosas de um poeta.

Preço:25,00€

Referência:13883
Autor:BRITO, Casimiro de
Título:PRÁTICA DA ESCRITA EM TEMPO DE REVOLUÇÃO
Descrição:

Editorial Caminho, Lisboa, 1977. In-8º de 172-(4) págs. Br. Capas de brochura ligeiramente amarelecidas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Conjunto de ensaios onde o autor aborda temas como: O Ano de 1993, de José Saramago; Os Grão-Capitães, de Jorge de Sena; Uma leitura de Soeiro Pereira Gomes; Revolução Necessária de José Gomes Ferreira; O 25 de Abril e o Problema da Independência Nacional de António Borges Coelho; Boca incompleta de António Ramos Rosa; Sobre a poesia de José Gomes Ferreira; A literatura é uma Arma?, entre muitos outros.

 

Preço:10,00€

Referência:13882
Autor:A, Ruben
Título:SARGAÇO
Descrição:

 Edição de autor, Coimbra, 1956. In-8º de 29-(3) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO
RARO

Observações:

Primeira edição independente de um texto que integra o lIvro  "Páginas III", também publicado em 1956.

"Sargaço  é um sonho hipocondríaco de carumas satisfeitas. Fica situado a oito quilómetros de Viana do Castelo e a umas mil e trezentas milhas de Palace Gate revestindo-se da imaterialidade do espaço. Só quem o usufruiu pode ver a inconsciência do tempo em redor das rochas em contrapartida de pinheiros luxuriantes um pouco.”

Preço:40,00€

Referência:13881
Autor:NUNES, Natália
Título:O CASO DE ZULMIRA L. Novela
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1967. In-8º de 55-(1) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez e empoeiradas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Segundo o  "Dicionário Cronológico de Autores Portugueses"  Natália Nunes é "um dos mais típicios casos de revolta contra a ética repressora da liberdade feminina burguesa"  especialmente com esta novela.

Preço:20,00€

Referência:13880
Autor:COSTA, Maria Velho da
Título:DESESCRITA
Descrição:

Afrontamento, Porto, 1973. In-8º de 90-(6) págs. Br. Capas de brochura ligeiramente amarelecida.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

Livro que encerra vinte seis crônicas escritas numa época em que a censura vigorava em Portugal, e onde a autora usava uma maneira de escrever eliptica para as poder publicar. Destacamos  do conjunto a intitulada “Ova Ortegrafia”, na qual se propõe a ajudar a censura fazendo, ela própria, seus “cortes”: ecidi escrever ortado; poupo assim o rabalho a quem me orta. Orque quem me orta é pago para me ortar. Também é um alariado. Também ofre o usto de ida. Orque a iteratura deve dar sinal da ircunstância.

Preço:20,00€

Referência:13879
Autor:CARVALHO, Armando Silva
Título:O USO E O ABUSO
Descrição:

Edições Afrodite, Lisboa, 1976. In-8º de 147-(5) págs. Br. Capa de Henrique Manuel. Inserido na colecção Autores II.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Da Contracapa:

"Encenou-se a escrita a pensar no que acontece, ainda hoje, com a revista à portuguesa. Nomes, estilhaços de falas e figuras surgem e desaparecem com a finalidade, quase exclusiva, de se evitar a produção do chamado objecto intelectual, obrigado a clássico mote.O equívoco é o jogo. As grandes cenas da vida real - esboços da "apoteose" revisteira, cúmplice do discontínuo quer no prazer, quer na acção. Com pequenos intervalos para tremoços.Utilizou-se mesmo assim, a memória antiga, certo, "fervedoiro" palavroso, lá, onde o gozo sofrido se pode abrir na direcção de todos os lados possíveis da fala. Daquilo que a precede e provoca. E ela provoca."

Preço:22,00€

Referência:13878
Autor:GARCIA, José Martins
Título:ALECRIM, ALECRIM AOS MOLHOS
Descrição:

Ediçõees Afrodite, Lisboa, 1974. In-8º de 128-(4) págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto com desenhos de Henrique Manuel. Alguns picos de acidez na capa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Conjunto de cinco contos onde se nota  a influência surrealista, e onde os aspectos grotescos da sexualidade entram em confronto com a moral beata de um país conservador.

"Também foi muito mal aceite pelos portalejos a tese de Malagueta sobre o número quatro. Foi o caso que, interpelado por um colega curioso sobre os maiores nomes da poesia nacional, Alfredo Malagueta confessou não ter dúvidas quanto ao preenchimento da trilogia cimeira. Camões, Quental, Pessoa. Mas depois?... O quarto lugar constituía um problema gravíssimo. Os historiadores da literatura não davam achegas para tão melindrosa avaliação. Nem os catedráticos sabiam quem era o quarto poeta, nem o Ministro da Educação Nacional ousava decidir em tão transcendente matéria. Quem seria?... Alfredo Malagueta já sofrera noites de insónia, em demanda do almejado nome. Sem êxito. Ora a voz da inspiração lhe segredava o nome de Bocage, ora o bom senso lhe lembrava que um libertino nunca poderia ocupar tais píncaros. Por vezes a voz misteriosa segredava-lhe o nome de Teixeira de Pascoaes, mas Pascoaes era pouco lido... Também ouvira algumas vezes o nome de José Régio... Mas Régio ainda vivia... De modo que esse preenchimento do quarto lugar era problema de quebrar a cabeça mais erudita. O próprio Fernando Pessoa lhe chegara a pôr algumas dúvidas em tempos, dada a utilização que fizera, impensadamente, do vocábulo merda. Todavia, dada a sua já relativamente distante morte, tudo levava a crer tratar-se de um pecadilho de juventude. O colega curioso, pouco adaptado à ciência portaleja, perguntou: «Mas por que quer escolher o senhor doutor quatro, e só quatro, poetas?» Alfredo Malagueta entusiasmou-se: «Colega, saiba que depois do quarto virá o quinto, tal como sucederá com os impérios...»
   Como tudo era rapidamente sabido na Porta - onde a moral vítrea açambarcava as atenções de modo a impedir conhecimentos esotéricos - a versão divulgada acerca dos poetas acentuou que Alfredo Malagueta descobrira que, a seguir ao número quatro, vem o número cinco, interpretação causadora de uns primeiros apupos na via pública.
   Um primeiro afastamento dos portalejos deixou-o muito solitário, rondando as águas indiferentes, meditando nas nuvens carregadas, aproximando-se perigosamente das serpentes e dos cães que guardavam os dois extremos da cidade. Estava a findar aquele primeiro e amargurado ano lectivo quando, interrogado por um aluno acerca do Canto IX de «Os Lusíadas», Malagueta perdeu o respeito pelo poeta número um da lista e pipilou que Camões tinha sido um tarado sexual. O reitor, homem franco ao modo antigo, resolveu intervir:
   - Homem! - disse - Camões, fosse lá o que fosse, sempre é o símbolo da pátria... Veja lá o que diz aos pequenos!
   Alfredo Malagueta recolheu-se a um orgulho taciturno, ferido, ensimesmado, incompreendido. Circulava de casa ao liceu, de casa ao templo."

Preço:28,00€

Referência:13877
Autor:SILVESTRE, Osvaldo Manuel ; SERRA, Pedro [ORG.]
Título:SÉCULO DE OURO antologia crítica da poesia portuguesa do século XX
Descrição:

Angelus Novus & Cotovia, Braga-Coimbra-Lisboa,2002. In-4º de 668 págs. Encadernação editorial com sobrecapa.

Observações:

Lançado pela Cotovia e Angelus Novus, Século de Ouro é, simultaneamente, um volume antológico e ensaístico, da e sobre a poesia portuguesa do século XX -- com uma diferença significativa em relação aos modelos de antologia em vigor: os poemas antologiados foram escolhidos não pelos organizadores do volume, mas pelos 73 ensaístas convidados. Trata-se pois, em rigor, de dois livros num: uma antologia poética - a maior e mais ambiciosa feita até ao momento sobre o século XX - e uma colectânea de ensaios. Participam como antologiadores nomes como:Ana Luísa Amaral, António Cândido Franco, Arnaldo Saraiva,Carlos Reis, Clara Rocha, Eduardo Lourenço, Eduardo Pitta, Eugénio Lisboa, Fernando Guerreiro, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz, Gustavo Rubim, Helena Buescu, João Barrento, José Carlos Seabra Pereira, Luís Adriano Carlos, Luís Quintais, Manuel António Pina, Manuel Gusmão, Maria Alzira Seixo, Maria Sousa Tavares, Miguel Tamen, Nuno Júdice, Osvaldo Manuel Silvestre, Pedro Eiras, Pedro Mexia, Pedro Serra, Perfecto Cuadrado, Roberto Vecchi, Rosa Maria Martelo, Ruy Duarte de Carvalho, Silvina Rodrigues Lopes, Vítor Manuel Aguiar e Silva(entre outros).
O resultado da escolha de poemas levada a cabo por cada um dos ensaístas levou a um conjunto de 47 poetas representados nesta antologia: Adília Lopes, Alberto Pimenta, Alexandre O'Neill, Almada Negreiros, Ana Luísa Amaral, Ângelo de Lima, António Franco Alexandre, António José Forte, António M. Pires Cabral, António Maria Lisboa, António Osório, António Ramos Rosa, Armando Silva Carvalho, Camilo Pessanha, Carlos de Oliveira, Carlos Queirós, Cristovam Pavia, Daniel Faria, David Mourão-Ferreira, Edmundo de Bettencourt, Eugénio de Andrade, Fernando Assis Pacheco, Fernando Guerreiro, Fernando Pessoa, Fiama Hasse Pais Brandão, Gastão Cruz, Herberto Helder, Irene Lisboa, Jorge de Sena, José Régio, Luís Miguel Nava, Luiza Neto Jorge, Manuel António Pina, Manuel Gusmão, Mário Cesariny, Mário de Sá-Carneiro, Mário Saa, Nuno Júdice, Pedro Tamen, Reinaldo Ferreira, Ruy Belo, Ruy Cinatti, Rui Knopfli, Sophia de M. B. Andresen, Teixeira de Pascoaes, Vasco Graça Moura e Vitorino Nemésio.

Preço:30,00€

Referência:13876
Autor:FRANÇA, José-Augusto
Título:DESPEDIDA BREVE
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, s.d. (1958) In-8º de 231-(5) págs. Br. Capa de brochura ilustrada por Sebastião Rodrigues. Inserido na colecção "Os Livros das Três Abelhas".

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição da curiosa colecção de contos escritos entre o início das actividades literárias de JOSÉ AUGUSTO FRANÇA e meados da década de 50 e que foi incluido por Maria de Fatima Marinho, no seu livro "Surrealismo em Portugal" lado a lado com outras obras publicadas em 1958 de Vergílio Martinho, Ernesto Sampaio, Mário Cesariny, Barahona da Fonseca, Alfredo Margarido, Granjeio Crespo e Natália Correia, ano marcado por uma "série de publicações de autores de algum modo ligados ao surrealismo."

Preço:25,00€

Referência:13875
Autor:MANOEL, Ioseph de Faria
Título:SERMAM DO TRIVNFO DA CRVZ Na Dominga de Ramos à tarde qve pregov na igreia de Santos o Velho, e offerece ao Princepe D. Pedro noffo Senhor o doutor Ioseph de Faria Manoel, capellaõ de s. Alteza, e confeffor de fua capella, & caza Real
Descrição:

na officina de Ioam da Costa, Lisboa, 1671. In-8º de 28 págs. Encadernação em papel marmoreado. com algumas manchas de humidade e buracos de lepisma. Com todas as licenças necessarias.

INVULGAR

Observações:

Sermão sobre o triunfo da Cruz  pregado no século XVII.
 

Preço:50,00€

Referência:13874
Autor:MATTOSO, José
Título:RICOS-HOMENS, INFANÇÕES E CAVALEIROS a Nobreza Medieval Portuguesa nos Séculos XI-XII.
Descrição:

Guimarães & Cª Editores, Lisboa, 1985. In. 4º de 286-(1) págs. Br. Integrado na colecção "História e Ensaios".

 

Observações:

Da Badana:

"A nobreza portuguesa tem sido, entre nós, mal definida pelos historiadores, tanto nos seus aspectos globais, como na sua composição interna. O presente estudo, dirigido a um público instruído, mas não especialistas, pretende ao mesmo tempo resolver estes problemas e dar a conhecer a origem das mais antigas famílias nobres do nosso País, situando-as claramente no espaço e no tempo, mas sem referências eruditas desnecessárias."

Preço:18,00€

Referência:13873
Autor:SOARES, A. J.
Título:SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DO TEATRO DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA 1938 - 1961
Descrição:

Edição do autor, Coimbra, 1961. In-4º de 347-(4)págs. Br.  Cadernos por abrir. Profusamente ilustrado ao longo do texto.

 

Observações:

Obra que aborda a históras do teatro estudantil de Coimbra e também  as deslocações dos grupos de teatro ao Porto, Lisboa, Açores, Madeira, Algarve, Braga, Leiria, Figueira da Foz, e ainda ao ultramar português, Luanda, Benguela, Sá da Bandeira, ilhas de de Cabo Verde, etc.

“As representações teatrais dos estudantes de Coimbra constituiram sempre uma actividade cultural da maior importância, não só como diversão mas também como processo pedagógico. Há notícia de espectáculos teatrais na Universidade em data anterior a 1538 e sabe-se que por ocasião de uma visita de D. João III à Universidade de Coimbra, houve um solene espectáculo para festejar o acontecimento, em que foi interpretada uma comédia de Plauto. As récitas teatrais e a composição de obras dramáticas faziam parte dos métodos pedagógicos do Renascimento, e também em Coimbra aparecem provisões reais a regulamentar os espectáculos promovidos por Mestres e alunos da Universidade ”.

 

Preço:15,00€

Referência:13872
Autor:IVO, Lêdo
Título:ACONTECIMENTO DO SONETO - ODE À NOITE
Descrição:

Orfeu, Rio de Janeiro, 1950. In-8º de 45-(5) págs. Br. Capas de brochura envelhecidas. Ilustração da capa de Artur Jorge. Assinatura de posse de José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO conjunta.

INVULGAR.

Observações:

Este livro é a 2ª edição de Acontecimento do Soneto, a primeira edição  foi feita por João Cabral de Melo Neto, em 1948, numa tiragem de 110 exemplares. A esta edição foi acrescentado  o poema Ode à Noite. Prefácio de  Campos de Figueiredo.

SONETO DAS CATORZE JANELAS

O que se esquiva em mim mais se levanta
no sul da arte poética, no drama
onde o meu ser transfigurado clama
que eu escreva a canção que não me encanta

mas, por falar de mim, sempre me espanta
pela perícia com que me proclama.
E eu destruo o supérfluo, usando a chama
que sobre o meu trabalho o sol decanta

Não se faz um soneto; ele acontece
e irrompe da alquimia do que somos
subindo as altas torres do não ser

Nas rimas que ninguém nos oferece,
pungentes, nós seguimos, e fitamos
catorze casas para nos conter.

Preço:27,00€

Referência:13871
Autor:RIBEIRO, Orlando & BRITO, Raquel Soeiro de
Título:PRIMEIRA NOTÍCIA DA ERUPÇÃO DOS CAPELINHOS NA ILHA DO FAIAL
Descrição:

 Naturália, Revista de Divulgação de Biologia e História Natural, Lisboa, 1958. In-8º de 33 págs. Br. Ilustrado em extra-texxto com diagramas e fotografias. Cadernos por abrir.

INVULGAR.

Observações:

Estudo com os resultados de observações feitas de 5 a 22 de Outubro de 1957 e de 4 a 22 de Janeiro de 1958 por Orlando Ribeiro em colaboração com Raquel Soeiro de Brito. Encerra os seguintes capítulos: 1 - Uma paisagem que se vê formar. 2 - Erupções submarinas. 3 - Posição do novo vulcão. 4 - Primórdios da erupção. 5 - Primeiras manifestações. 6 - Presença do mar na cratera; sua influência no decurso da erupção. 8 - Paroxismos explosivos. 9 - Queda de cinzas. 10 - Abatimento do primeiro ilhéu - acalmia e renovo da erupção. 11 - Ritmo da erupção. 12 - Migração da cratera. 13 - Volume do material ejectado e modificações do relevo. 14 - A erupção e vida da ilha. 15 - Conclusão.

Preço:15,00€

Referência:13870
Autor:SANT'IAGO, João
Título:UM DEUS MOMENTÂNEO poemas de...
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1958. In-8º de 58-(5) págs. Br. Capa com desenho do autor. Capa de brochura ligeiramente amarelecida. Valorizado pela dedicatória autógrafa à poeta Raquel Bastos.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.

 

Observações:

Segundo livro de poesia do autor.

Sina


Como uma rota traçada pelo vento,
a sina em minhas mãos é letra morta.
O meu destino está nas tuas veias
e o fim do meu caminho, à tua porta.

 


 

Preço:20,00€

reservado Sugerir

Referência:13869
Autor:MELO E CASTRO, E. M. de
Título:RESISTÊNCIA DAS PALAVRAS
Descrição:

Plátano Editora, Lisboa, 1975. In-8º oblongo de 91-(5) págs. Br. Integrado  na colecção "Cadernos Sagitário".

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

É metáfora. Todos sabemos que a raiz é metáfora.
Não há raiz alguma nem dentro nem fora da galáxia.
só porque um tronco se penetra em solo ou porque
duas coisas se conectam logo a raiz ressalta. Ou
metáfora lega a sua imagem. Que se as coisas pro-
vêm de outras coiss não é a mão que resulta do
braço nem como o filho se prolonga Pai. A raiz assegura
mas não mais. Está já fora da meta do
ouvido da táctica do tacto do
âmbito da vista. Som. Luz. Pele. Corpo ao corpo
mais.


 

Preço:20,00€

Referência:13868
Autor:VILHENA, Júlio de
Título:CARTAS INÉDITAS DA RAINHA D. ESTEFÂNIA prefaciadas e comentadas por...
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1922. In-8º de xvii-251 pags. Br.  Capas de brochura envelhecidas e com alguns picos de acidez. Exemplar a necessitar de encadernação.

INVULGAR.

Observações:

Obra que completa, segundo o autor, o estudo sobre D. Pedro V e o seu reinado (1853-1861) pois "As cartas da Rainha D. Estefânia que são, além de uma fotografia da formosa alma da sua autora, também documentos de alto valor para a história do reinado de seu marido"

Preço:18,00€

Referência:13867
Autor:DIAS, Augusto
Título:SALAZAR E CORREIA PINTO (os tais 40 anos)
Descrição:

Edições "Beira e Douro", Porto, 1973. In-8º de 44-(4) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Livro muito curioso sobre a relação de amizade entre Salazar e Francisco Correia Pinto durante os 40 anos em que governou Portugal. De interesse também para ver a ligação do ditador com a igreja.

Preço:23,00€

Referência:13866
Autor:PAPANÇA, Macedo (conde de Monsaraz)
Título:CENTENÁRIO DO CONDE DE MONSARAZ 1852-1952
Descrição:

Edição da "Casa do Alentejo", Lisboa, 1952. In-8º de 76-(4) págs. Br. Capas de brochura com leves manchas de humidade.

INVULGAR.
 

Observações:

Livro editado pela casa do Alentejo e dedicado à figura do Conde de Monsaraz, no centenário do seu nascimento. que encerra os seguintes capítulos: «Curriculum Vitae» – Retratos e poesias de várias épocas – Poetas alentejanos ao poeta do Alentejo – Meu Pai.


SALADA PRIMITIVA

Leitor, se amas o campo e a natureza,
                Se és bucólico e rude,
                E na tua rudeza
Só respeitas a força e a saúde;
Se às convenções da sociedade opões
O desdém pelas normas e preceitos,
Que trazem pelo mundo contrafeitos
                Cérebros e corações;
Se detestas o luxo e se preferes,
Francamente, às senhoras as mulheres,
E tens, como um pagão da velha Esparta,
Pulso rijo, alma ingénua e pança farta;
Se és algo panteísta e tens bem vivo
                Esse afagado ideal
Do retrocesso ao homem primitivo,
Que nos tempos pré-históricos vivia
Muito perto do lobo e do chacal;
Se um ligeiro perfume de poesia
                Que se ergue das campinas
Na paz, no encanto das manhãs tranquilas,
                Te dilata as narinas
E enche de gozo as húmidas pupilas,
Leitor amigo, se assim és, vou dar-te
“Se a tanto me ajudar engenho e arte”
                Uma antiga receita,
Que os rústicos instintos te deleita
E frémitos te põe na grenha hirsuta.
                Leitor amigo, escuta:

Vai, como o padre-cura, cabisbaixo
Pelos vergéis da tua horta abaixo
Quando no mês de Abril, de manhã cedo,
O sol cai sobre as franças do arvoredo,
Para sorver aqueles bons orvalhos
Chorados pelos olhos das estrelas
Nos corações dos galhos;
Passarás pelas couves repolhudas
                - Cuidado não te iludas,
                Nem te importes com elas!
Vai andando...
                Mas logo que tu passes
                Ao campo das alfaces,
Pára, leitor amigo,
E faz o que te digo:
Escolhe dentre todas a mais bela,
Folhas finas, tenrinhas e viçosas
                Como as folhas das rosas,
                E enchendo uma gamela
                De água pura e corrente,
Lava-a, refresca-a cuidadosamente.
Logo em seguida (e é o principal)
Que a tua mão, sem hesitar, lhe deite
                Um fiozinho de azeite,
                Vinagre forte e sal,
E ouvindo em roda o lúbrico sussurro
Da vida ansiosa a propagar-se, que erra
                Em vibrações no ar,
Atira-te de bruços sobre a terra
                E come-a devagar,
Filosoficamente, como um burro!

Preço:10,00€

Referência:13865
Autor:MENDONÇA, Zuzarte de [org.]
Título:CENTENARIO DE JOAO DE DEUS de março -1930 in memoriam : homenagem da mulher portuguesa ao grande poeta e educador
Descrição:

Tip. da Empresa do Anuário Comercial, Lisboa, 1930. In-4º de 75 págs. Br.Capas de brochura amarelecidas e com alguns picos de acidez.

INVULGAR.

 

Observações:

 In-memoriam de João de Deus que encerra participações de nomes femininos ligados às artese letras e pedagogia como : Ana de Castro Osório, Branca de Gonta Colaço, Laura Wake Marques, entre muitas outras
 

Preço:24,00€

Referência:13864
Autor:BRUNO, Sampaio
Título:O PORTO CULTO
Descrição:

Magalhães & Moniz editores, Porto, 1912. In-8º de 518-(1) págs. Br. Capas de brochura envelhecidas e com picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
 

Observações:

Última obra publicada por Sampaio Bruno amplamente anotada e documentada, que se debruça sobre personalidades como José Anastácio da Cunha, Filinto Elísio, Jacob de Castro Sarmento, Francisco Solano Constâncio, Lopes de Mendonça, Soares de Passos, Ricardo Jorge, Júlio de Matos e Joaquim de Araújo, entre outros.

Preço:27,00€

Referência:13863
Autor:VENTURA, Reis
Título:SANGUE NO CAPIM ATRAIÇOADO.Revisto e Anotado
Descrição:

Edições F. P, Lisboa, 1981. in-8º de 317 pags. Br. Capa de brochura empoeirada. Ilustrado em extra-texto. valorizado pela dedicatória autógrafa. Edição Revista e Anotada.

 

Observações:

Obra sobre a resistência das populações civis no norte de Angola aos massacres da UPA. encerra inúmeras anotações e fotografias dos acontecimentos de Março de 1961, quando os guerrilheiros da UPA massacraram milhares de civis inocentes no norte de Angola.

da Nota do Editor:

"Em qualquer dos casos, creio que o título AQUI FOI PORTUGAL!, para a colecção que este livro inicia, está perfeitamente justificado.
  Os colonizadores russo-cubanos iniciaram a descoberto, em11 de Novembro de 1975, a libertação dos que conseguiram suster na sua fuga para a Mãe-Pátria.
  Os que lerem este livro que meditem nos factos narrados, que atentem nos nomes dos muitos heróis aqui citados, não esquecendo a Juventude que do Minho ao Algarve acorreu a Angola, rapidamente e em força!, nem os Portugueses de todas as cores que em terras de Angola se bateram, e ainda se batem, pela Bandeira das Quinas, que ainda tremula como símbolo sagrado da Pátria, algures em Angola.
  O epílogo —PARA QUÊ?— que REIS VENTURA escreveu agora não contém nada de novo.
Faz perguntas e formula acusações. O leitor não terá respostas para lhe dar.
O documento que este livro representa fica!"

Índice
Aqui é Portugal
Aqui  foi Portugal
Recortes da  1.ª  Edição (1963)
«O caso de Angola» —1964
Da 7.ª Edição 1971
A   sentinela    
O alferes Robles
O velho Cafaia
As milícias
Homens com asas
Mucaba      
O soba
Natal   amargo  
Os  8  de  Cananga
Dois valentes  
Mãe preta
Marinheiros
O médico
Emboscadas
A Bandeira
Epílogo

Preço:25,00€

Referência:13862
Autor:OSORIO, António Horta
Título:RELATORIO SOBRE AS RESPONSABILIDADES DE MARANG
Descrição:

Estamparia do Banco de Portugal, Lisboa, 1927. In-8º de 60-LXXVII págs. Encadernação moderna em sintético azul, conservando as capas de brochura. Aparado e com rubrica de posse no frontspício. Miolo impecavelmente bem conservado e muito limpo.

Observações:

Texto integral da sentença condemnatória de Marang proferida no Tribunal de Haya em 10 de Novembro de 1926.

"Quando, no anno findo, li, pela primeira vez, o processo do Angola e Metropole, quiz-me parecer que haveria vantagem em fazer uma synthese de certos elementos do processo, que mais directamente se relacionavam com a intervenção de Marang na formidavel burla, afim de a enviar ao advogado do Banco de Portugal na Hollanda, que n'ella poderia talvez encontrar uma fonte de elucidação útil. D'ahi resultou o relatorio que vae ler-se e que foi escripto originalmente em francez tendo sido agora traduzido sem o menor acrescentamento ou omissão..."

Preço:19,00€

Referência:13861
Autor:MAIA, Francisco de Ataíde Machado de Faria e
Título:NOVAS PÁGINAS DA HISTÓRIA MICAELENSE- 1832-1895 (Subsídios para a História de S. Miguel)
Descrição:

Edição de autor, Ponta Delgada, 1948. in-4º de 324-(8) págs. Br. Capas empoeiradas Miolo com leves picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra muito importante sobre a história política dos Açores do século XIX, sobre o sucesso e do progresso da ilha de São Miguel governada pelos seus próprios habitantes que conseguem impor ao governo central a legislação autonomista de 1895.

Preço:32,00€

Referência:13860
Autor:RILKE, Rainer Maria [trad. de Paulo Quintela]
Título:OS CADERNOS DE MALTE LAURIDS BRIGGE
Descrição:

Oficinas da Atlântida, Coimbra, 1955. In-8º de 35-272-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto. Capas de brochura amarelecidas.

PRIMEIRA EDIÇÃO em português

Observações:

Primeira edição portuguesa da responsabilidade de Paulo Quintela que no prefácio afirma "... sei- e peço que acreditem na minha funda humildade ao escrever isto- que não há em poruguês prosa desta, como em alemão a não havia antes de Rilke. Tive que tentar criá-la, procurando ritmar a cadência do meu sangue pelo do Poeta...".

"Este livro é para ser aceite, não para ser compreendido no pormenor. Só assim chega tudo a alcançar o tom autêntico e o autêntico encontro..." (in carta de Rilke ao tradutor polaco Witold Hulewicz)

Preço:18,00€

Referência:13859
Autor:LEMOS, Merícia de
Título:12 POEMAS
Descrição:

Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa, 1990. In. 4.º de 47 págs. Br. Edição integrada na colecção «Musarum Officia», de que se imprimiram apenas mil exemplares. Ilustrações em extra-texto de Cícero Dias.

Observações:

Posfácio de Maria de Lourdes Belchior.
Da poesia de Merícia de lemos, disse Jorge de Sena: "A sua poesia caracteriza-se por um tom directo muito lúcido e subtil, em que uma feminilidade franca e desenvolvida sabe encontrar uma intensidade nada romântica (...) para dizer numa linguagem que provém dos poetas do "Orpheu" e de uma cultura poética que pouco deverá ao lirismo exclusivamente masculino da "Presença" (...) as suas emoções e as suas mágoas de mulher, por uma forma que é das primeiras, depois de Irene Lisboa, a evitar o convencionalismo socio-sentimental da poesia "feminina" a que nem a grande Florbela pudera evitar."

Preço:18,00€

Referência:13858
Autor:FEIJÓ, Antonio
Título:POESIAS COMPLETAS DE ...
Descrição:

 Livraria Bertrand, Lisboa, S.d. In-8º de 484 págs. Br.  Capas de brochura empoeiradas. Alguns sublinhados a caneta.

 

Observações:

Reunião de poemas de António Feijó.

“Explica-se em poucas palavras a intenção que me levou a coleccionar êste livro. Quis arquivar, num volume, os versos escritos dos 18 aos 22 anos, que mais acentuadamente representassem as fases percorridas na evolução filosófica do meu espírito. (...) Daí as sucessivas transfigurações do Sentimento artístico sob a influência de diversas crenças filosóficas, desde o pessimismo de Schopenhauer e Leopardi, o grande poeta da Infelicidade, até às doutrinas largamente proclamadas de Augusto Comte e Herbert Spencer.”

Preço:14,00€

Referência:13857
Autor:FIGUEIREDO, Tomaz de
Título:GUITARRAtreze romances
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa,  1956. In-8º de 64-(4) págs. Br. Livro integrado  na colecção "Poesia e Verdade". Valorizado pela extensa e emotiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição do primeiro livro de poesia de Tomaz de Figueiredo, que fez parte  do movimento modernista coimbrão da década de 20.

Dos cães desterrados

Cães da cidade, em traseiras
de quinze metros quadrados
que nunca viram do céu
mais que um retalho de estrelas,
que só quando a lua passa
pela vertical do pátio
à lua podem ladrar...
Cães exilados que nunca,
devolvidos pelo eco,
supondo ladrar a estranhos,
ladrarão aos próprios ladros...

(...)

Preço:25,00€

Referência:13856
Autor:D'AURORA, Conde
Título:BRASIL IDA E VOLTA
Descrição:

Livraria Simões Lopes, Porto, 1954. In-8º de 109 págs. Br. Ilustrado em extra-texto com fotos a preto e branco. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Obra muito curiosa sobre  a viagem efectuada pelo autor ao Brasil em Agosto de 1954. De uma maneira  cronística  o Conde d’Aurora descreve-nos a sua viagem, descrevendo as paisagens das cidades visitadas, retratando  as inúmeras personalidades com quem contactou e descrevendo os acontecimentos em que tomou parte.

Entre outros aspectos, a obra  revela-se muito interessante ver quem eram os autores portugueses mais consagrados ou populares no Brasil por esta altura,  e também das impressões que nos vai apresentando de vários escritores e intelectuais de relevo: Lígia Fagundes Teles, Oswaldo de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Almeida Prado, Afrânio Coutinho, António Soares Amora, Wilson Martins, etc.

Preço:17,00€

Referência:13852
Autor:DÓRIA, António Alvaro
Título:A RAINHA D. MARIA FRANCISCA DE SABOIA. (1646-1683). Ensaio biográfico
Descrição:

Livraria Civilização, Porto, 1944. In-8º de 425 págs. Br. Ilustrado em extra-texto com  retratos e uma grande "Árvore Genealógica" desdobrável de D. Maria Francisca. Inserido na colecção "Biblioteca Histórica - Série Régia". Miolo com alguns picos de acidez.

 

Observações:

“O presente ensaio não pretende, de modo algum, ser um estudo biográfico completo àcêrca da Rainha que foi mulher de dois Reis; é, sobretudo, uma contribuição para a biografia de D. Maria Francisca, que tencionamos escrever quando a situação da Europa se normalizar e pudermos, por isso, forragear, em Paris e em Londres, os materiais abundantes ali existentes e que nos faltam agora"

Preço:15,00€

Referência:13851
Autor:DIAS, J. Simões
Título:A ESCOLA PRIMÁRIA EM PORTUGAL
Descrição:

Edição da Educação Nacional, Porto, 1897. In-8º de 206-(2) págs. Encadernação meia inglesa com dizeres a ouro na lombada. Sem capas de brochura. Ostenta uma assinatura de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Estudo muito exaustivo que aborda de uma forma bastante critica as condições em que se encontra o ensino primário português no final do século XIX.

Do indice: A escola e o estado; Edificios escolares; As despesas da instrucção; A missão da escols; O decreto organico de 1894; Propaganda necessária.

 

Preço:23,00€

Referência:13850
Autor:CAMPOS,Ezequiel de
Título:A GREI Subsidios para a Demografia Portuguesa. Lições efectuadas na Universidade Popular do Porto em novembro de 1913.
Descrição:

Edição da Renascença Portuguesa, Porto, 1915. In-8º de 273-(7) págs. Br. Capas de brochura empoeiradas. Assinatura de posse em várias páginas. Ilustrado ao longo do texto com mapas de Portugal continental.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra muito importante sobre a demografia portuguesa. e que encerra os seguintes capítulos:

I - Evolução numerica da População portugueza metropolitana atravez da vida nacional. A Evolução demografica de 1864 a 1911. II - A crise demografica actual: 1911, 1912 e 1913. III - Terras Estacionarias e em Despovoamento. Desproporção do numero de fêmeas para o dos varões. IV - Terras em povoamento progressivo. V - O Povoamento e o Clima. VI - A Concentração da População. VII - As causas da Emigração. VIII - A Economia Nacional e o Povoamento do Paiz. IX - A Emigração e o Futuro Nacional

Preço:28,00€

Referência:13848
Autor:MATOS, António de Oliveira
Título:MONOGRAFIA DO CONCELHO DE MAÇÃO
Descrição:

Grande Oficinas Gráficas «Minerva» de Gaspar Pinto de Sousa, Famalicão, 1946. In-8º de 303 págs. Br. Capas de brochura empoeiradas. Ilustrado em extra-texto. Alguns sublinhados a caneta vemelha.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Monografia exaustiva sobre Mação abordando temas como a história, o clima, a geografia e a etnografia, entre muitos outros.

Preço:32,00€

Referência:13846
Autor:COELHO, José
Título:MEMÓRIAS DE VISEU (Arredores): I - A Freguesia do Salvador e o extincto Concelho do Barreiro e Notas Toponímicas de Viseu e Concelhos limítrofes - Arqueologia, História, Arte, Geografia, Epigrafia, Heraldica, Genealogia, Bibliografia...
Descrição:

Edição do Autor, Viseu, 1941.In-8º de 462 págs. Encadernação em sintético . Sem capa de brochura. Valorizado por uma dedicatória autógrafa. Profusamente ilustrado com Com muitas ilustrações (fotografias, desenhos e aguarelas) ao longo do texto e em extra-texto. "Tiragem de 1000 exemplares que vão numerados e rubricados pelo autor." Sendo este o nº 636.


PRIMEIRA EDIÇÃO

 

Observações:

Monografia exaustiva e importante para a zona de Viseu,freguesia do Salvador e o Concelho do Barreito e notas toponímicas de Viseu e concelhos limítrofes repleta de curiosissimas informações históricas.

Preço:50,00€

Referência:13845
Autor:CARVALHO, Hieronimo Ribeyro
Título:SERMAM DA PURISSIMA E IMMACULADA CONCEIÇAM DA SEMPRE VIRGEM MARIAEm Santa Anna, pregou-o o Doutro Hieronimo Ribeyro de Carvalho, Chantre da Sé de Coimbra, anno 1672.
Descrição:

Na officina de Rodrigo de Carvalho Coutinho, Coimbra, 1673. In-8º de 24-(2)págs. Br. Ostenta anotações da época em algumas páginas.

PRIMEIRA EDIÇÃO
INVULGAR

 

Observações:

Sermão sobre a Imaculada concepção de Maria proferido por Jerónimo Ribeiro de Carvalho chantre da Sé de Coimbra durante o século XVII e que foi um dos principais pregadores do seu tempo.

Inocêncio III, p. 275.

 

Preço:35,00€

Referência:13844
Autor:CARNEIRO, Eduardo Guerra
Título:CORPO TERRA
Descrição:

Espaço, colecção de originais, Porto, 1965. In-8º de 29 págs. Br. Capa de brochura empoeirada.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Segundo livro de poemas deste autor injustamente esquecido. Este livro ganhou. em 1965, o primeiro prémio no Concurso Literário da Queima das Fitas de Coimbra.

Os Olhos

Que mágicas palavras abriram as fontes?
Qual o rio o mar a única oliveira?
Olhos que quebram o ferro
repeetem o oe transformam um desejo
Qual o nome mais próprio
em que lugar encotrar a forma?
Sabem a chuva são camélias violadas
Que salientes espadas ou cidades
esperam ainda um olhar de paz?

 

Preço:17,00€

Referência:13842
Autor:SANDE E CASTRO, António Paes de
Título:ANTÓNIO PAES DE SANDE o grande governador
Descrição:

Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1951. In-8º de 225-(3) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez. Ilustrado em extra-texto.

 

Observações:

Biografia de António Pais de Sande, administrador colonial português do século XVII que participou nas campanhas da Restauração e foi governador de Monção e provedor das Armadas do Reino.

Preço:30,00€

Referência:13841
Autor:BARATA, António Francisco
Título:EVORA E SEUS ARREDORES
Descrição:

Typographia do "Noticias d'Evora", Evora, 1904. In-8º de 50-(2)págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto. Capas de brochura levemente amarelecidas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Monografia muito interessante sobre Evora e os seus arredores, escrita por um do maiores estudiosos da cidade, sendo o seu legado  bastante importante para o inventário, conhecimento e divulgação do património histórico da cidade.

Do PROLOGO:

"Duas palavras explicativas do porque destas noticias.

Em conversação havida com o senhor Doutor Caetano Xavier de Almeida da Gamara Manoel, que foi bemquisto
Director das obras publicas do Districto d Evora, occorreu o dizer eu alguma cousa dos arredores da cidade, sómente por chamar as attenções de mais de um visitante illustrado da velha capital transtagana, sendo este minusculo trabalho um como complemento do seu mais folegado: Através de Evora.

Não sendo, na totalidade, assumptos virgens ás pennas dos que já viveram, alguns se tocam por primeira vez, sobre se dilatarem as noticias dos já tratados.

Citações de fontes auridas vão indicadas, na maioria das noticias, e omittidas algumas.

Ao leitor certifica o auctor que tenha como verídicas e por mais limpas as que se não declarem, conformemente a
seu uso e costume em trabalhos históricos, e não phantasiosos inventos de enganar a incautos, como o provam mais de quarenta annos de trabalho litterario, em que só ha, só póde haver defeito de intelligencia e nunca de refalsada intenção.

E mais nada: leia quem gostar de ler."

Preço:25,00€

Referência:13840
Autor:BARBOSA, José [comp.]
Título:ARTE MILITAR NA BIBLIOTECA GERAL DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA (Séc. XVI-XVIII)
Descrição:

Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Coimbra, 1990. In-8º de 63- (30) págs. Br. Profusamente ilustrado com reproduções, algumas em páginas desdobráveis e armamentos, fortificações, capas de livros, etc.

 

Observações:

Obra com a  vasta bibliografia sobre arte militar impressa entre os séculos XVI e XVIII,  que pode ser encontrada no acervo da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, em Portugal. Para além da bibliografia constam da publicação dezenas de gravuras ilustrativas: armamentos, fortificações, capas de livros, entre muitas outras.

Da Introdução:
"Possui a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra nos seus fundos bibliográficos um núcleo muito significativo de obras impressas nos séculos XVI a XVIII, sobre arte militar. Estas obras, provenientes dos antigos colégios universitários, ou adquiridas durante o século XVIII em leilões e livreiros, em especial franceses, estão de perto relacionados com o ensino da matemática, álgebra, aritmética, geometria, trigonometria, física, etc., com aplicações directas e práticas na balística e arquitectura militar, consideradas em termos de defesa e ataque, numa arma então em evolução e grande desenvolvimento como foi a artilharia.
Não é, pois, de estranhar, pelo seu conteúdo matemático, a existência de uma bibliografia deste tipo nos planos tradicionais do estudo universitário, o que, para os séculos XVII e XVIII, ganha uma incidência especial na implicação de Portugal, por vezes directamente, nas guerras através das quais se procurou estabelecer o equilíbrio europeu, e em cujo número cumpre destacar a Guerra dos 30 Anos, a Guerra da Restauração, a Guerra da Sucessão de Espanha e a Guerra dos 7 Anos, num período que, lato sensu, se pode prolongar, do ponto de vista dos meios militares em uso, até às Invasões Francesas, embora, por esta altura, e mercê do desenvolvimento da arte e táctica militares, a utilização da fortaleza abaluartada fosse progressivamente abandonada."

 

Preço:16,00€

Referência:13838
Autor:MARTINS, Rocha
Título:JOÃO FRANCO E O SEU TEMPO Comentários livres às cartas d'el-rei D. Carlos.
Descrição:

Edição do Auctor, Lisboa, In-8.º de 524 págs. Encadernação meia francesa em pele com dizeres e florões a ouro na lombada. Conserva capas de brochura. Exemplar aparado. Profusamente ilustrado ao longo do texto com reprodução de fotografias, retratos e fac-similes de mensagens, telegramas e outros textos, impressos e manuscritos.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:


Estudo histórico sobre o franquismo, acompanhado de comentários a várias cartas de D. Carlos a João Franco.
Obra de grande interesse para a história dos últimos anos da Monarquia em Portugal.

Encerra capítulos como:
Os meandros da política monárquica em 1906: Uma sessão agitada na Câmara dos Pares; A questão dos tabacos no Parlamento; As oposições; Os primeiros vivas à República; José Luciano e José de Alpoim à luz da verdade; O partido regenerador e o seu chefe; João Franco e o Franquismo; Da defesa de Guimarães à organização Regeneradora_Liberal; Como caíu o Ministério Progressista; De "Fervilha" a "Messias".

Preço:50,00€

Referência:13837
Autor:LIMA, Campos
Título:A GAFANHA ( 1 e 2)
Descrição:

Edição de autor (composto e impresso na Typ. Minerva), Lisboa, 1909. Dois volumes de in-8º de 16 págs. cada. Br. Capas de brochura amarelecidas pelo tempo e com alguns picos de acidez.

MUITO RARO.

Observações:

Do Primeiro Número:

"A Gafanha, meus caros senhores, não é senão esta boa terra de mesquinharias e de toleimas, a fingir de nação da Europa e que nem ao menos por decoro anda de tanga. A Gafanha é a ‘piolheira’, onde só é gente o sr. Burnay. A Gafanha são os padres do ‘Portugal’, é a intentona, é a juventude monárquica, é a barriga do sr. Alpoim, a chefia do sr. Vilhena, a lei de 13 de Fevereiro, a beleza do sr. D. Manuel, o ‘Vasco da Gama’, o discurso da coroa, a chalaça do sr. Ferreira do Amaral e os adiantamentos. A Gafanha é esta terra de cegos, onde não havendo ao menos quem tenha um olho para ser rei, por esse facto se pensa fazer a República ..."

 

 

A Gafanha foi um periódico publicado em 1909 e do qual se sabe terem existido 8 números. Este tipo de periódicos são bastante difíceis de encontrar quer pela sua reduzida tiragem quer pela perseguição a quem defendia a "doutrina do anarquismo" resultante da Lei de 13 de Fevereiro de 1896.
Nos seus artigos, Campos Lima comentava jocosamente factos políticos, sociais e afins. critica quer a Monarquia quer a República.

Cada exemplar da A Gafanha era composto por 16 páginas, com capa em papel de cor. O seu preço  era de 30 réis. Não incluía imagens, nem  títulos: os textos são separados por dia e mês.

Preço:90,00€

Referência:13836
Autor:VENTURA, Leontina [coord.]
Título:ECONOMIA, SOCIEDADE E PODERES estudos em homenagem a Salvador Dias Arnaut
Descrição:

Editora Ausência, V. N. de Gaia,  2004. In-8º de 861 págs. Encadernação editorial com sobrecapa. Ilustrado com gráficos ao longo do texto.

Observações:

Conjunto de estudos feitos por grandes nomes da ecónomia e história de Portugal subordinados a três grandes temas: Estruturas de poder; Sociedade e economia e Cultura e práticas religiosas.

Preço:10,00€

Referência:13834
Autor:TEIXEIRA, Nuno Severiano
Título:L'ENTREE DU PORTUGAL DANS LA GRANDE GUERRE objectifs nationaux et stratégies
Descrição:

CPHM, Paris, 1998, In-8º de 392 págs. Br. Livro em lingua francesa.

Observações:

Livro muito exaustivo sobre a entrada de Portugal na Primeira Grande Guerra e os objectivos e estrratégias de Portugal.

Preço:18,00€

Referência:13833
Autor:LOPES, Adérito
Título:O ESQUADRÃO DA MORTE - São Paulo 1968-1971
Descrição:

Prelo, Lisboa, 1973. In-8º de 209-(6) págs. Capa de brochura de Dorrindo Carvalho. Assinatura de posse. Capas de brochura empoeiradas.

Observações:

"Este livro é uma longa reportagem sobre as actividades de um dos grupos de polícias que praticam, na maior parte das grandes cidades brasileiras, a liquidação sumária e sem julgamento de pessoas «caídas em desgraça» nos meios policiais."

 

Preço:18,00€

Referência:13832
Autor:autoria indefinida
Título:TRATADO DO JOGO DO VOLTARETE, com as leis geraes do jogo
Descrição:

Typ. de José Baptista Morando, Lisboa, 1862. In-8º de 216 págs. Encadernação coeva inteira de pele com dizeres a ouro e florões na lombada.

INVULGAR.

Observações:

Livro com as regras de jogo do  voltarete que  era um jogo de cartas do séc. XVIII. Parece ter sido o antecedente do whist e divulgou-se um pouco por toda a Europa.  Em Portugal e no Brasil conheceu franca adesão, sendo referido por Eça de Queiroz e Machado de Assis em algumas das suas obras. Era jogado por 3 parceiros, utilizando um baralho de 40 cartas, dando-se, inicialmente, 9 cartas a cada, ficando as 13 remanescentes na mesa.
 

Preço:45,00€

Referência:13831
Autor:JACKSON, Catharina Carlota
Título:A FORMOSA LUSITANIA
Descrição:

Livraria Portuense Editora, Porto, 1877. In-8º de 448-(2) págs. Encadernação em sintético com dizeres a ouro na lombada e nas pastas, com defeitos na lombada a necessitar de uma pequena intervenção. Profusamente ilustrado em extra-texto com gravuras de monumeentos e paisagens de Portugal. Extensa dedicatória não autógrafa.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra sobre Portugal escrita por lady Jackson, Inglesa que passou o ano de 1873 em Portugal e que ao chegar a Inglaterra escreveu este livro com o título "Fair Lusitania", a tradução do inglês e o prefácio desta edição portuguesa  são Camilo Castelo Branco que na Advertência e nas notas que acompanham a sua tradução reconhece que se trata de "um livro digno e honrado" mas não  não deixa de criticar, corrigir e comentar as  "inexactidões" e "excentricidades" contidos na obra.

Excerto do livro sobre Coimbra

"Este agora não é o tempo proprio para vizitar Coimbra. Pinciparam as ferias, e poucos estudantes ficaram; de modo que as ruas estão ermas. Cursam, termo medio, 1:000 a 1:200 estudantes, e os lentes, que são muitos, tambem se auzentaram. Vivem os academicos na cidae em cazas particulares dezignadas para os receberem, e com a sua prezença dão vida áquelle provecto, lugubre e horrendo arruamento. Governam auniversidade um reitor, um chanceller, decanos e outros. As leis, ou estatutos por que se regulam, creio que divergem agora muito dos que se observavam antes da extinção dos institutos monasticos. (1)
As informações obtidas, esta manhã, a respeito da estrada que dezejamos seguir para o Bussaco, decidiram-nos a saír de Coimbra entre as trez e quatro horas da tarde. (2)"

 

Comentários de Camilo Castelo Branco


(1) Não ha rezidencias privativamente dezignadas para alojamento de academicos. Quanto aos estatutos, os reformados no reino de D. José emanciparam a academia da influencia monacal. Desde 1773 que ali se professam as sciencias com pouco deslize das mais adiantadas universidades da Europa. Pelo que respeita a estatutos, o estudante, fora das obrigações escolares, é um cidadão indistinto dos outros. Do passado conserva apenas a capa e a loba, que despe fora dos Geraes para envergar um paletó surrado, uma calça á faia esgarçada, e um chapeu á bombeiro com inclinações afadistadas. Se não todos, alguns d´elles sáem d´ali muito ignorantes, muito devassos, e excelentes ministros da coroa.

(2) Esta senhora houve-se generosamente com a princesa do Mondego. Não é esse o costume dos hospedes ingleses. Richard Twiss*, que esteve em Coimbra em 1773, homem de lettras, escreveu um enorme livro ácerca de Portugal e Hespanha, dedicando a Coimbra as cinco seguintes linhas: «Coimbra é uma universidade situada n´um monte, perto do rio Mondego, sobre o qual corre uma ponte muito comprida e baixa, com muitos arcos grandes e pequenos. Rezidem aqui cinco familias inglezas, uma das quaes pertence a um medico. Esta cidade é celebrada pelos seus curiosos copos e caixas de corno polido.» This city is celebrated for its curious cups and boxes of turned horn.
E nada mais diz o admirador do polido corno.

Preço:65,00€

Referência:13830
Autor:FIGUEIREDO, Campos de
Título:O PRIMEIRO MILAGRE DE JESUS
Descrição:

Editorial Saber, Coimbra, 1953. In-8º de 22-(2) págs. Br. Capa de brochura com desenho de José Contente. Capas de brochura com picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO..

INVULGAR.

Observações:

Peça de teatro de teor religiosos escrita por Campos de Figueiredo, poeta, ensaísta e dramaturgo português, que foi director da revista Conímbriga e da revista Tríptico.

 

Preço:15,00€

Referência:13828
Autor:MARTINS, Rocha
Título:A INDEPENDÊNCIA DO BRAZIL no rumor duma epopeia o levedar duma nação forte
Descrição:

Oficinas Lumen, Coimbra, 1922. In-4º de  407 págs. Encadernação meia francesa em pele. Connserva capas de brochura.Capa e ilustrações de Alberto de Sousa. Profusamente ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Obra monumental sobre o começo da independênica do Brasil, encerra os seguintes capítulos: Os antepassados da independência; A revolução de 1820; As revoltas precursoras; O Brasil e as côrtes de Lisboa; O dia do fico; O defensor perpétuo; Nas vésperas da independência; O grito de Ypiranga; No início do império; As revoltas do Brasil e de Portugal; O reconhecimento da independência; O império e a nação.

 

Preço:45,00€

Referência:13827
Autor:LOBO, Eduardo de Barros
Título:VESPAS
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron/ edição de autor, Porto, 1880. Três tomos de in-8º de 63-63-64 págs. Br. Capas de brochura ligeiramente empoeiradas.

COLECÇAO COMPLETA

INVULGAR.

Observações:

Curiosa publicação de Eduardo Lobo Correia de Barros, conhecido nos meios jornalísticos e literários pelo pseudónimo de  "Baldemónio". Era uma revista mensal humoristica e que visava com as suas críticas a cidade do Porto (Tweve apenas estes 3 números).


“Quem somos, d’onde vimos, para onde vamos?” – “Pódes a teu gosto julgar a aparição d’esta ligeira chronica um facto calamitoso, após as ultimas chuvas de janeiro, como o despontar d’um cogumelo venenoso; e todavia fazemos certo empenho em te declarar que o nosso rutilante enxame vem de caso pensado e rixa velha, através das enxurradas do inverno, com um propósito a nosso vêr meritório: o d’acordar no teu animo, como um excitante de satyras bem aguçadas e finas á flôr da epiderme social, a noção innata do senso commum, – ainda assim não tenho comum como á primeira vista parece, – visto que o jornalismo indígena, com a uniformidade marcial d’um mot d’ordre, se tem constantemente empenhado em a adormentar á força de velhacarias prudhommescas.”

“somos na imprensa, apenas uma vez por mez, a expressão escripta do bom senso (…)vimos alli de cima, da calçada dos Clerigos, com a missão explicita de soltar sobre a época um bando d’ironias aladas (…) vamos (…) não para a gloria, pelo motivo bem simples de que é para o Suisso, a tomar café e cognac."

Preço:125,00€

Referência:13826
Autor:BACELLAR, João
Título:ALGUNS CASOS CRIMINAES estudos antropológicos, psicológicos e sociaes Por… Director da Cadeia Nacional de Lisboa
Descrição:

Oficinas Gráficas da Cadeia Nacional, Lisboa, 1922. In-8º de 247 págs. Br. Ilustrado ao longo do texto com quadros de dados estatísticos. Valorizado pela dedicatória autógrafa. Estudos Penitenciários. I Volume (e único publicado)

Invulgar

Observações:

Estudo muito interessante sobre alguns casos de presos na Cadeia Nacional de Lisboa.

Preço:28,00€

Referência:13825
Autor:VASCONCELOS, José Leite de
Título:DICCIONARIO CHOROGRAPHICO DE PORTUGAL. Ampliado,melhorado e corrigido por A. Peixoto do Amaral
Descrição:

Livraria Portuense,Porto, 1902. In-8º de 193-(2) págs. Meia encadernação modesta, com as pastas em cartonagem marmoreada.

SEGUNDA EDIÇÃO.

Invulgar.

Observações:

Dicionário corográfico de Portugal organizado por Leite e Vasconcellos e ampliado, melhorada e corrigida por Peixoto do Amaral.

"Contendo todos os districtos, concelhos, comarcas e freguezias de Portugal e ilhas adjacentes: as distancias das freguezias á sede do concelho, e d'este á séde dos respectivos districtos. Todos os habitantes e fogos tanto de cada freguezia, como de cada concelho, e de cada districto administrativo. Todos os rios com o percurso expresso em kilometros e todos os montes com a respectiva altitude expressa em metros."

 

Preço:40,00€

Referência:13824
Autor:JÚDICE, Nuno
Título:POR TODOS OS SÉCULOS
Descrição:

Editores Quetzal, Lisboa, 1999. In-8.º de 149 págs. Br.

Observações:

Obra onde se abordam as  semelhanças entre Brísida, uma mulher condenada à fogueira pela Inquisição; uma Santa que abdicou de todos os prazeres mundanos; uma americana que vem difundir os ideais capitalistas num país que estivera sob domínio do regime comunista; e Monica Lewinski, amante de Bill Clinton. Todas as analogias são estabelecidas através de reflexões sobre o amor, o sexo, a religião, a ética e a própria política.

 

"Também o milagre é sujeito a esse tipo de inquérito; e no fim de tudo, se há a confirmação do transcendente - quer esse transcendente se refira à relação, mesmo que imprópria, entre dois seres humanos, ou a outra mais própria entre um ser humano e uma entidade divina, - então se verá se há motivos para uma impugnação; e o que daqui resulta é a diferença entre um santo e um pecador; e é verdade que, no fim de tudo isto, se vê que são ínfimas as diferenças entre essas duas qualidades, sendo talvez o único se a cuja acção se pode atribuir a característica inequivocamente negativa o inquisidor, ou o advogado do diabo."

Preço:12,00€

Referência:13823
Autor:CORTESÃO, Jaime
Título:CARTAS À MOCIDADE
Descrição:

Seara Nova, Lisboa, 1940. In-8º de 95 págs.Br. Capas de brochura empoeiradas e com leves picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro que reune sete cartas dedicadas aos seus afilhados. As seis primeiras foram originalmente escritas e publicadas na Seara Nova entre 1921 e 1925.
No prólogo que escreve para a edição de 1940, Cortesão afirma terem as cartas um "pequeno valor histórico": o de esclarecer até certo ponto algumas das ideias fundamentais com que o grupo da Seara Nova tentou algum tempo servir de orientador.
Encerra as seguintes cartas:
Queres ser um Homem? | Queres ser um Homem Livre?,  Os caracteres e o carácter,  A disciplina, Traça a tua regra de conduta, A Tradição, Homo.
 
Excerto:
"Jovem amigo, se tens a vontade frouxa, o ânimo facilmente impulsionável, se és um incoerente ou um desequilibrado, estás a tempo de evitar um destino inglório. Toma conta: se não cultivares a tua personalidade e se te deixares ir na onda de admiração com que se aplaudem as tuas piores extravagâncias, poderás vir a arrastar a vida pelas esquinas ou botequins, vazando na maledicência e na calúnia a tristeza secreta da tua inferioridade. Previno-te tanto mais, quanto alguns dos corifeus da última grande camada literária deram extremos foros de elegância ao desequilíbrio no estilo e no homem.

Resiste a todas essas influências, venham donde vierem. Uma das melhores maneiras de afirmar o carácter moral está precisamente em defrontar com coragem todos os preconceitos perigosos. Se quiseres vencer na vida, deves cultivar o teu carácter. Sê desabrido na defesa de ti próprio. E não te esqueças de que o desenvolvimento da inteligência e da cultura condicionam muitas vezes a riqueza e a elevação dos sentimentos. Quanto mais rica for a tua personalidade em equilibradas tendências intelectuais e afectivas, mais forte e perfeito poderá ser o teu carácter. E o que distingue exactamente essa perfeição é a unidade e a estabilidade das tendências.

Não te direi também que essa obra de educação própria a possas realizar com facilidade ou rapidez. Não. Só o hábito pela perseverança – já to disse – determinará a tua evolução psicológica. Por ele tu darás continuidade aos primeiros hesitantes momentos da tua perfeição individual. Alargando pouco a pouco no presente as conquistas do passado, podes preparar um futuro pleno de força e de saúde moral."

Preço:26,00€

Referência:13822
Autor:MENDES DOS REMÉDIOS, Joaquim
Título:OS JUDEUS EM PORTUGAL
Descrição:

F. França Amado, Editor,  Coimbra 1895. In-8º de 454 págs. Encadernação artesanal em tecido. Assinatura de posse.  Edição restrita, hoje bastante rara e procurada. Posteriormente publicou-se um segundo volume que é extremamente raro.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Estudo muito apreciado sobre os judeus em Portugal, encerrando os seguintes capítulos: Introduccão.--Os Judeus na Peninsola até ao edicto de Fernando e Isabel.--Os Judeus em Portugal até áe pocha da sua expulsão.--Additamento. Bibliographia

da Introdução:


"Que qualidades especiaes e características tem esta pretendida raça singular, que resistiu ás mais  cruéis, ás mais barbaras, ás mais persistentes perseguições, e isto durante séculos e quando o ódio só abrandava uma vez que a julgava exterminada? Porque este ódio indomável, que creou aos judeus um martyrologio no seio de cada povo em que se estabeleceu? Finalmente, qual a responsabilidade da egreja nesta illiada de perseguições para as quaes, dizem os seus inimigos, ella concorreu mais do que nenhum Estado?"

Preço:75,00€

Referência:13820
Autor:CUNHA, Adelino
Título:ÁLVARO CUNHALRetrato Pessoal e íntimo.
Descrição:

Esfera dos Livros, Lisboa, 2010. In-8º de 631-(1) págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto com fotografias.

Observações:

Biografia exaustiva e fundamental sobre uma das  figuras mais importantes da  história contemporânea portuguesa. O autor  ouviu testemunhos únicos de pessoas próximas de Álvaro Cunhal, como Cândida Ventura, Sofia Ferreira, Margarida Tengarrinha, Carlos Costa, Joaquim Gomes, Aurélio Santos, a sua ex-companheira Isaura Moreira e a filha Ana Cunhal, que revelaram facetas e factos  desconhecidos da vida de Álvaro Cunhal.

Preço:17,00€

Referência:13819
Autor:ANTUNES, José Freire
Título:KENNEDY E SALAZAR o Leão e a Raposa
Descrição:

Difusão Cultural, Lisboa, 1991. In-8º de 383 págs. Br. Ilustrado em extra-texto.

Observações:

Livro de História de referência sobre o conturbado ano de 1961, provavelmente o ano mais horrível de Salazar: o assalto ao Santa Maria, o começo da guerra em Angola, a tentativa de golpe de Estado encabeçado pelo general Botelho Moniz, o progressivo isolamento de Portugal na NATO e na ONU, o abandono do forte de São João Batista de Ajudá (no atual Benim), a queda da Índia, as perspetivas de um alastramento da guerrilha na Guiné e em Moçambique, o assalto ao quartel de Beja.

Da Contracapa:

"1961 foi o ano mais difícil da história contemporânea das relações entre Portugal e os Estados Unidos.
Salazar, a caminho dos 73 anos, era como uma velha raposa, segura no seu covil, enfrentando as ameaças com inexcedível argúcia. Kennedy, aos 43 anos, chegara à Casa Branca como um jovem leão, majestático nas características de poder e carisma com que captou a imaginação universal. José Freire Antunes tem a arte de nos conduzir minuciosamente pelos labirintos desconhecidos das relações entre dois aliados na NATO e revela-nos os grandes segredos do dramático conflito entre as políticas de Kennedy e de Salazar. O resultado é uma obra profunda, uma investigação notável, uma escrita fascinante."


Índice:

Preâmbulo
Introdução
O ESTADO NOVO E A GUERRA FRIA — 1946-1961
MESSIANISMO NA CASA BRANCA
TEMPESTADE SOB A ESTAGNAÇÃO
UM BRAÇO INVISÍVEL: CIA
SANTA MARIA : DRAMA NO MAR
"ÁFRICA PARA OS AFRICANOS"
GUERRA EM ANGOLA
"GRANDE CRISE NACIONAL"
ANATOMIA DE UM FRACASSO: O GOLPE BOTELHO MONIZ
"TASK FORCE" PRESIDENCIAL
O EMBARGO DAS ARMAS
NAÇÕES UNIDAS: O CERCO
A QUEDA DE GOA
Fontes e bibliografia

Preço:12,00€

Referência:13818
Autor:FONSECA, Tomás da
Título:MEMÓRIAS DUM CHEFE DE GABINETE
Descrição:

Livros do Brasil, Lisboa, 1949. In-8º de 166-(4) págs.Br. Capa de brochura envelhecidas e com alguns picos de acidez. Ilustrado com fotografias em extra-texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro de memórias de Tomás da Fonseca relativas à época em que foi chefe de gabinete do Ministro do Fomento, António Luís Gomes, ilustre figura republicana. Prefácio de Lopes de Oliveira.

Excerto do Prefácio

"Pois, dei-me a reler em Mortágua este novo trabalho de Tomás da Fonseca - Memórias dum Chefe de Gabinete - em que se encontram não só lembranças do seu passado, da sua nobre vida, mas também eloquentes páginas da própria história da República. (...)
As Memórias dum Chefe de Gabinete vieram focar a figura de António Luiz Gomes, um dos mais nobres fundadores da República Portuguesa - na hora em que era alvo duma torpe perseguição - cercando-a do fulgor das suas virtudes, levantando-a como alto exemplo perante as novas gerações. (...)
O Doutor António Luiz Gomes, como Ministro do Fomento, escolheu para o seu Gabinete um só homem - Tomás da Fonseca. Não teve outro auxiliar."

Preço:28,00€

Referência:13817
Autor:ALBA, Sebastião
Título:O RITMO DO PRESSÁGIO
Descrição:

Edições 70, Lisboa, 1981. In-8º de 119 págs. Br. Capa de brochura  de A. Saldanha Coutinho. Capa de brochura ligeiramente envelhecida.

PRIMEIRA EDIÇÃO portuguesa.

Observações:

Primeira obra de Sebastião Alba  publicada em Portugal.


o ritmo do presságio

A tinta das canetas
Reflui de antipatia
E impregnadas, assíduas
Cambam as borrachas
Não há fita de máquina
Que o uso não esmague
O vaivém não ameace
De dessorar os textos
Mas a grafia nada diz
De pauses na cabeça
Vozes inarticuladas
Adensam, durante elas
Uma tempestade
Recôndita
E nubladas carregam-se
As suspensões
Encandeando em nós
O ritmo do presságio

Preço:14,00€

Referência:13816
Autor:MELIM, Fernando
Título:REQUIEM PARA OS HERÓIS
Descrição:

Edição do autor, Viana do Castelo, 1972. In-8º de 349 págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto.

INVULGAR.

Observações:

Livro de memórias muito interessante dedicado aos Paraquedistas que combateram em Moçambique  durante a guerra colonial.

 

Preço:27,00€

Referência:13815
Autor:JARDIM, Jorge
Título:MOÇAMBIQUE - terra queimada
Descrição:

Editorial Intervenção, Lisboa, 1976. In-8º de 416-(54) págs. Br.

Observações:

NOTÍCIA SOBRE O AUTOR

Editar Jorge Jardim em Portugal e em pleno "processo revolucionário em curso" poderá ser acto de loucura para uns, ou acto de coragem para outros. Como editor responsável por esta obra, penso não ser nem uma coisa nem outra: será apenas um acto de intervenção democrática.

Publicar este livro tornou-se um imperativo. Inadiável. Urgente. Fundamental para a interpretação de um dos aspectos mais sinistros do "processo revolucionário": a descolonização "exemplar". A visão de centenas de milhares de refugiados de Angola e Moçambique vegetando numa sociedade metropolitana incapaz de os absorver, é demasiado degradante para que seja justo conhecer apenas a tese oficial ou "revolucionária". A consequência de dezenas de milhares de mortos, negros e brancos, portugueses, angolanos e moçambicanos, faz-nos perguntar baixinho, no recolhimento de uma auto-crítica inevitável, o porquê de tudo isto. O "porquê" e o "quem foi". Quem foi o responsável, é uma pergunta concreta para a qual a paz interior exige uma resposta concreta.

Jorge Jardim, ao escrever Moçambique-Terra Queimada, interfere no tribunal da História. Dramaticamente, fornece elementos para o tribunal dos homens.

Mas, para o grande público, quem é Jorge Jardim? Quem é este homem que foi apresentado à Opinião Pública como altamente perigoso? Em Junho de 1974, poderia ler-se na imprensa portuguesa que as Forças Armadas em Moçambique tinham recebido instruções para capturar ou abater o eng.° Jorge Jardim... Estas instruções haviam sido emitidas pelo general Costa Gomes.
Jardim, que chegou a ser denominado o "Lawrence de África", tem 56 anos e doze filhos. Natural de Lisboa, viveu 22 anos em Moçambique onde, aliás, nasceram seis dos seus filhos. Todos ali foram educados e aprenderam, como o pai, a "sentir e pensar Moçambique". Como moçambicanos.

Engenheiro agrónomo, soldado e diplomata, homem de negócios e agente secreto, caçador de feras e jornalista, piloto aviador e pára-quedista, chefe de família e aventureiro audacioso, político desconcertante e estratega sereno, Jorge Jardim conhece profundamente Moçambique e todo o contexto africano. Manteve relações com quase todos os chefes do governo da África Austral, sendo conhecidas a sua amizade com o Dr. Banda, Presidente do Malawi, e a sua intimidade com o Dr. Kaunda, Presidente da Zâmbia.

Figura lendária e controversa em todo o Ultramar, sobretudo a partir de 1961 com o eclodir da guerra de Angola, Jardim viu-se perseguido e obrigado a fugir de Portugal após o golpe militar de "25 de Abril". Fuga que, aliás, descreve em algumas das mais emocionantes páginas de Moçambique-Terra Queimada.

Colaborador íntimo de Salazar a quem admirava e de quem, talvez, tenha apreendido o culto da eficácia, o eng.° Jorge Jardim possuía, muitos meses antes da Revolução das Flores, um plano para a independência de Moçambique, plano que tinha o acordo da Zâmbia, do Malawi, da Tanzânia e da própria Frelimo. É este um dos aspectos mais sensacionais deste livro a demonstrar que "nunca tão poucos traíram tantos em tão pouco tempo". A demonstrar que esses poucos têm de ser julgados. Dramaticamente já.

Contudo, esta obra não revela apenas o plano, conhecido de alguns como o Programa de Lusaka, nem é somente uma colectânea de memórias. Vai mais longe para se tornar uma arma de combate em que descreve, documenta, analisa e denuncia os crimes cometidos dentro de um plano premeditado, cujos responsáveis aponta.

"Quero voltar ainda a Moçambique, para em Moçambique morrer. Pertenço àquela terra". Este é o grito do Autor, expresso nesta obra, mas é também o grito de muitos milhares de homens e mulheres que foram obrigados a fugir.

 

Preço:15,00€

Referência:13810
Autor:GOMES, Augusto
Título:COZINHA TRADICIONAL DA ILHA DE S. MIGUEL
Descrição:

Direcção Regional da Cultura, Angra do Heroísmo, 1997- In. 4º de 294-(8) págs. Br. Ilustrado em extra-texto.

Observações:

Estudo muito aprofundado sobre a gastronomia da ilha de São Miguel. Prefácio de M. Silveira Paiva.

Preço:19,00€

Referência:13809
Autor:MAIA, Carlos Bento da
Título:TRATADO COMPLETO DE COZINHA E COPA
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1995. In-8º de 725 págs. Encadernação editorial. Ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Reedição deste livro clássico da bibliografia culinária portuguesa, ainda hoje procurado e estimado pelos profissionais da nossa gastronomia. Nele se abordam todo o tipo de receitas. Encerra capítulos como: "Generalidades"; onde o autor trata de medidas de cozinha, fogões, baixelas e coisas relativas à mesa: toalhas, guardanapos e serviços; "Algumas palavras acerca de alimentos de origem animal e vegetal; Iguarias; Doces; Café; Chá; Chocolate; Conservas; Ementas, Dicionário e Índice alfabético".

 

Excerto do Prólogo:
"No empreendimento de escrever este livro anima-nos o desejo de fazer alguma coisa útil; não sendo profissionais, diligenciámos estudar os processos de modo que pudessemos descrevê-los com clareza e apresentar algumas noções que se não encontram noutros livros congéneres, e por isso esperamos que o trabalho seja acolhido com benevolência da parte dos que estejam no caso de criticá-lo e a critica aceitá-la-emos com prazer, pois servirá para que possâmos corrigir erros que nos passem despercebidos.
O nosso ideal seria que este livro pudesse ser considerado como uma obra d'estudo e que nos asilos o aproveitassem para a educação das criadas. Não é esta idea absolutamente praticável, porque a alimentação das asiladas tem de ser muito económica; mas, para sustentar a escola, poderiam esses estabelecimentos, á semelhança do que se fazia noutros tempos nos conventos, trabalhar para o publico, fabricando doces e mesmo jantares completos."

Preço:29,00€

Referência:13807
Autor:REDOL, Alves
Título:GAIBÉUS
Descrição:

Editorial Inquérito Limitada. Lisboa. S/d.In-4º de 163 págs. Br. Capa de brochura amarelecida e com picos de acidez.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO  popular possível variante de outra primeira edição impressa na Comp. Editora do Minho em Barcelos.

Observações:

Gaibéus é o primeiro romance de Alves Redol e foi publicado em 1939. É com este romance que começa o neo-realismo em Portugal.  
Este seu primeiro romance é uma das suas incursões ao país real, rural, de um povo trabalhador e explorado. Conta a vida desses jornaleiros do Norte do Ribatejo ou da Beira Baixa que vão trabalhar  na monda do arroz numa das lezírias do Ribatejo. Alves Redol, com uma escrita nascida na oralidade do povo retrata com um realismo cruel o modo de vida dos gaibéus: os maus-tratos, as más condições de trabalho, a exploração nua e crua, o abismo social entre o proprietário e o assalariado, a resignação e passividade de uns e a consciência e angústia de outros, são o tema deste livro.

Preço:25,00€

Referência:13804
Autor:MIGUÉIS, José Rodrigues
Título:LÉAH e outras histórias.
Descrição:

Estúdios Cor, Lisboa, 1958. In-8º de 353-(5) págs. Br.Capa de brochura ilustrada a cores por Bernardo Marques. Valorizado pela dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro de contos de José Rodrigues Miguéis, que inclui entre outros o conto "Saudades para Dona Genciana".

 Da badana:
"Léah que agora se publica, representa sem dúvida um novo e decisivo passo na realização de uma das obras mais notáveis da literatura portuguesa contemporânea. "

Preço:20,00€

Referência:13803
Autor:PIMENTA, Alfredo
Título:NAS VÉSPERAS DO ESTADO NOVO
Descrição:

Livraria Tavares Martins, Porto, 1937. In-8º de 183 págs. Br. Capas de brochura empoeiradas e com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Conjunto de crónicas escritas por Alfredo Pimenta em  1925 e que  foram recolhidas neste livro  publicado em 1937. Treze dessas crónicas abordam a ditadura, onze em torno da Tormenta e três abordavam o futuro.  

Da nota ao leitor


"A paisagem que a vida política nos oferece é totalmente fúnebre: cruzes, ciprestes, céus de negrume, toques de finados. Cheira a cadáver por todos os lados. Para onde a gente se volte, cheira a morte. Isto é um País, ou uma Morgue? Em 5 de Outubro (1910) a República tinha homens, tinha gérmenes de partidos... Tinha portanto as condições para viver se os homens e os partidos a soubessem servir. Hoje, a República não tem homens nem partidos. Aos homens, queimou-os, desprestigiou-os, inutilizou-os. Não há um, um só homem da República capaz de a aguentar e de a salvar".

Excerto de uma das crónicas

"Em todos os partidos republicanos, há homens a aproveitar, uma vez que sejam desenquadrados dos partidos. Esses homens, potencialmente úteis, têm sido nefastos, precisamente porque se encontram dentro dos partidos. Ao lado desses, há os que são prejudiciais - estejam fora, estejam dentro dos partidos.
A sua acção é, porém, muito pior dentro dos partidos, porque são estes que lhes emprestam uma força que, só por si, nunca teriam. Um partido político é um aposento fechado, em que o ar é viciado.
A trilogia da educação nacional, Deus, Pátria e Família
Um homem, por muito inteligente que seja, e muito sensato, e muito prudente, e muito calmo, e muito lúcido - dentro de um partido político, perde a autonomia da sua inteligência, do seu senso, da sua calma, da sua prudência e da sua lucidez: dentro de pouco tempo, passa a pensar e a sentir como o partido político a que pertence. A disciplina partidária tolhe-lhe os movimentos. Ele passa a ser o reflexo da multidão dos partidários; ele passa a ser o joguete nas mãos do Interesse partidário. Se tenta manter-se autónomo, acusam-no de prejudicar a disciplina do partido.
Se se sujeita a esta, naufraga. Porque todos os partidos são maus, todos, todos, sem excepção. Há uns milhares melhores do que outros; mas todos são maus. Os melhores são os mais inúteis. Quanto melhor é um partido, menor é a sua acção política, menos profícua a sua intervenção na vida nacional.
Guerra aos homens? Não. Guerra, e sem tréguas, aos partidos. Aproveitem os homens, e esmaguem os partidos. À Nação, não a constituem partidos políticos. Constituem-na, sim, as forças espirituais, morais e materiais: o Pensamento, o Sentimento e a Acção. Os partidos políticos são elementos de dissolução nacional e de anarquia nacional.
Eles são a fonte da guerra intestina. São eles que lançam os homens uns contra os outros. São eles que criam este estado miserável dos exilados na própria terra."

Preço:18,00€

Referência:13802
Autor:HORTA, Maria Teresa
Título:POESIA COMPLETA 1960-1966
Descrição:

Litexa Portugal, s.l, 1983. In. 8.º de 269(2) págs. Br.

Observações:

Reunião da poesia escrita pela autora entre 1960 e 1966.

Chuva

É um dia
de chuva aparente
de insectos macios
e de cor curva

de intimidades baças
aderentes
de indícios
de clima
e de espessura

 

Preço:14,00€

Referência:13799
Autor:PERES, Damião
Título:OS MAIS ANTIGOS ROTEIROS DA GUINÉ Publicados com notícia explicativa pelo Académico de Número ...
Descrição:

Academia Portuguesa da História, Lisboa, 1952- In. 4º de 163-(4) págs. Br. Cadernos por abrir. Capas de brochura ligeiramente empoeiradas e com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra publicada por Damião Peres e que  encerra os seguintes roteiros de viagens pela Guiné : Roteiro Quatrocentista transcrito por Valentim Fernandes; Roteiro de João de Lisboa (1514) e Roteiro do Esmeraldo de Situ Orbis (princípio do XVI).

Preço:39,00€

reservado Sugerir

Referência:13798
Autor:VASCONCELOS, José Leite de
Título:ANTROPONIMIA PORTUGUESA.Tratado comparativo da origem, significação, classificação, e vida do conjunto dos nomes próprios, sobrenomes, e apelidos, usados por nós desde a Idade Média até hoje.
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa., 1928. In-4º de  659 págs. Br. Capas de brochura envelhecidas e com picos de acidez. Cadernos por abrir.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra magistral de Leite de Vasconcellos sobre a antroponimia portuguesa onde o autor aborda a origem, o significado e a classificação dos nomes portugueses.

Preço:95,00€

Referência:13797
Autor:FERNANDES, Jose dos Santos
Título:MIGUEL CORTE REAL. A sua Viagem e Vida entreos Índios.
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1960. In-8.º de 83-(1) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez. Assinatura do autor.

Primeira edição.

Observações:

Obra baseada nos achados do Professor  Burke Delabarre, da Universidade Brown, sobre a Pedra de Dighton. e a sua ligação a  Miguel Corte Real. Navegador que explorou a costa nordeste dos Estados Unidos e do Canadá, em 1502, à procura do seu irmão Gaspar, que não tinha regressado de uma expedição realizada no ano anterior. No entanto ele também não regressou. Em 1918 foi encontrada uma pedra em Fall River que, entre outras inscrições tinha  “Miguel Corte Real Y Dei hic Dux ind” e a data “1511”. O professor Delabarre construiu então a hipótese de que o navegador português teria naufragado nas proximidades daquele local, e que  teria sido recolhido pelos indios.

Preço:29,00€

Referência:13795
Autor:RÉGIO, José
Título:A CHAGA DO LADO sátiras e epigramas
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1956. In-8º de  91 págs. Capas de brochura ligeiramente amarelecidas e com alguns picos de acidez.

Observações:

Volume de poesia de José Régio que nos seus diários as classifica como : "Vieram-me, ultimamente, uns poemas ásperos e prosaicos, circunstanciais, que naturalmente se combinavam bem com um ou outro esboçado neste largo período de dieta poética. Reunidos, são um, embora magro, volume com característica própria"

Preço:26,00€

Referência:13794
Autor:RÉGIO, José
Título:MÚSICA LIGEIRA. Volume póstumo
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1970. In-8º de 105-(7) págs. Br. Capa de João da Câmara Leme.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Volume póstumo de poesia de José Régio organizado por Alberto de Serpa e que foi Prémio Nacional de Poesia 1970 da Secretaria de Estado da Informação e Turismo. O livrro encerra também o texto de Serpa intitulado  “Sobre o último caderno de versos de José Régio”.

 

Viver à beira da morte
No gosto de mais um dia,
Nem eu diria
Que tão pouco me conforte.


Mas para quem
Não tem senão esse pouco,
Seria louco
Perder o pouco que tem.


Gozar o que, sem futuro,
Perdura uns breves instantes,
Não era dantes,
Mas hoje, é o bem que procuro.


Mais uma vez brilha o Sol!
E é de prever que à tardinha
Desponte a Lua, vizinha
Do resplendor do arrebol.


Talvez que a noite comprida
Traga outra manhã, depois.
Um dia e outro, são dois.
Não são dois dias a vida?


Nem eu diria
Que tão pouco me conforte:
Viver à beira da morte
No gosto de mais um dia.

 

 

Preço:15,00€

Referência:13793
Autor:RÉGIO, José
Título:AS ENCRUZILHADAS DE DEUS
Descrição:

Editorial Inquérito, Lisboa, 1946-In-8º de 206-(2) págs. Br.

 

Observações:

Livro que é considerado a obra prima de José Régio e onde segundo Rodrigues Lapa, no seu livro , José Régio – Uma Literatura Viva, o autor Régio  “atinge neste livro (...) uma angustiosa e dramática plenitude. Dentro desse estilo, desse emparedamento soberbo, a que não faltam no entanto palpitações humaníssimas".

Preço:10,00€

Referência:13792
Autor:RÉGIO, José
Título:TRÊS ENSAIOS SOBRE ARTE
Descrição:

Portugália Editora, S/L. 1967. In-8º de 170 págs. Br. Capa de brochura de João da Câmara Leme um pouco empoeiradas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra que encerra os seguintes ensaios: Em torno da expressão artística; A expressão e o expresso; Vistas sobre o teatro.

"A arte é expressão – tenho pensado; e, naturalmente, escrito ou dito. Ora logo provoca esta afirmação pelo menos duas interrogações:
Que modo, ou género, de expressão?
Expressão … de quê?
Por outras palavras:
Mas toda a expressão será arte?
Mas será arte a expressão seja do que for?
Todos a quem se disser a arte é expressão levantarão, pelo menos, estas questões; (excepto os muito pouco dados a levantar questões). Não julgo fácil responder-lhes; não estou certo de lhes saber responder; mas compreendo que, sem qualquer desenvolvimento, parecerá bem puco dizer da arte que é expressão. Por isso tentarei responder aqui o melhor que puder.
Deverei pedir desculpa de me transcrever, num ensaio em que tento averiguar eu próprio o que penso sobre determinado assunto? Se acha que sim desculpe-me o prezado leitor. Escrevi algures:

"Toda a arte é expressão; e nem o que às vezes chamamos, em arte, sugestão é outra coisa senão expressão subtil. Aquém ou além da expressão, não há arte. Não há arte no gaguejar ou inarticular por que pode exprimir-se (mas não artisticamente) o indivíduo intensamente emocionado, como a não há no silêncio sublime por que pode exprimir-se (mas não artisticamente) o místico em êxtase. Tão-pouco há arte naquela simulação da expressão que é a retórica no sentido depreciativo – deturpado – da palavra."

 

Preço:15,00€

Referência:13791
Autor:RÉGIO, José
Título:DAVAM GRANDES PASSEIOS AOS DOMINGOS
Descrição:

Editorial Inquérito, Lisboa, 1941. In-8º de 79 págs. Br. obra integrada integrada nas "Novelas Inquérito".

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Novela muito estimada de José Régio.


"Grande amor? Um pouco mais devagar.Ao fim de meses em Portalegre e em casa de sua tia Alice, achava Rosa Maria que o primo Fernando era simplesmente a pessoa mais divertida da casa. Ora sê-lo não implicava extraordinárias vantagens pessoais. Todas as outras eram, talvez, mais interessantes;e pela certa mais importantes, ou mais distintas;ou mais sérias... Precisamente por isso; menos divertidas na desautorizada opinião de Rosa Maria. Significará isto que Rosa Maria fosse uma rapariga fútil? Aguardemos os acontecimentos.
O caso é ter cada pessoa da casa um papel que certas conveniências ou circunstâncias lhe haviam distribuído, e cada pessoa desempenhava o mais escrupulosamente possível."

Preço:15,00€

Referência:13790
Autor:CORREIA, António Mendes
Título:CONTOS E NOVELAS ANGOLANOS
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1955. In-8º de 342-(2) págs. Br. Cadernos por abrir.


PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.

 

Observações:

Livro de contos escrito por um autor português e que vem referido na  "Bibliografia das Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa" de Gerald Moser e Manuel Ferreira. Só tem este livro de ficção publicado, no entanto tem colaborações espalhadas por várias publicações angolanas: "Boletim Cultural do Huambo", "Mensagem. A voz dos naturais de Angola" e "Paralelo 20".

Preço:20,00€
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