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Livros do mês: Julho 2019
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Livros do mês: Julho 2019

Foram localizados 27 resultados para: Julho 2019

 

Referência:14232
Autor:Sem autoria
Título:CANCIONEIRO POPULAR DURIENSE
Descrição:

Centro Cultural Regional de Vila Real, Scarl, (Lisboa, 1983). In-8º de 174-(36) págs. Brochado. Estado impecável.

Observações:

Encerra no final uma Exemplificação Musical de António Pedro.

Preço:15,00€

Referência:14230
Autor:BARRETTO, Joam Franco
Título:ORTOGRAFIA DA LINGUA PORTUGUESA
Descrição:

"Na Officina de Ioam da Costa", Lisboa,  1671. In-4º de III-279-(9) págs. Encadernação do século XIX , meia inglesa em pele com dizeres e florões gravados a ouro na lombada. Encerra em extra-texto uma "tábua desdobrável" com palavras multilingue, tabela esta não descrita nas principais bibliografias consultadas.

O exemplar que aqui apresentamos para venda, está rigorosamente descrito no Catálogo da riquíssima Biblioetca de de Monteverde da Cunha Lobo (1912) sob a entrada nº 2474 de quem o presente exemplar ostenta uma assinatura de posse no frontspício. Na folha de guarda, ostenta escrito a lápis um apontamento: "ofereceu-me o Albino Forjaz de Sampaio". Acreditamos que o extra-texto desdobrável não descrita nas bibliografias consultadas tenha sido mandado imprimir pelo próprio bibliófilo Monteverde Cunha Lobo de quem se observa, também um apontamento, com o custo de execução de uma folha impresssa, da encadernação e do próprio livro.

PEÇA DE COLECÇÃO, ÚNICA e como tal RARÍSSIMA em primeira edição.

 

Observações:

A obra divide-se em duas partes, na primeira o autor discorrer sobre a ortografia e o uso da língua latina em Portugal, na segunda parte, Franco Barreto disserta pormenorizadamente sobre o nome, o verbo, as preposições, os advérbios, as conjunções, asinterjeições, os artigos, as divisão das letras, a pronúncia e o valor das vogais, os ditongos, a aspiração das consoantes, as sílabas e dicções, a acentuação, a pontuação, entre outros aspectos, terminando com Advertencias "em ordem a emmendar & melhorar as palavras, que a inorancia do vulgo tem corrutas"

"A primeyra, & principal regra é a nossa ortografia, he escrever todas as diçoens cõ tantas letras, cõ quantas pronunciamos, se por consoantes ociosas, como vemos na escritura Iltaliana, & Franceza. E dado que a diçã seja Latina, como a dirivamos a nós, & perde sua pureza, lógo a devemos escrever ao nosso modo, per semelhante  exemplo. Orthographia he vocábulo Grego, & os Latinos o escrevem desta maneira atrás, & nós devemos escrever cõ estas letras, Ortografia, porque cõ ellas o pronunciamos"

 

Preço:650,00€

Referência:14224
Autor:OLIVEIRA, Carlos de
Título:MÃE POBRE
Descrição:

Coimbra; Coimbra Editora, lda, 1945. In-8º de 63-(1) página. Encadernação cartonada coeva com dizeres gravados a prata na lombada. capas de brochura conservadas, com raros picos de humidade, próprio da qualidade do papel. Rúbrica de posse coeva no ante-rosto. Ligeiro aparo marginal. Miolo impecável, muito bem conservaado.
PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo livro de poesia do autor.

Observações:

Segundo Carlos Nogueira (UNL), "... em Mãe Pobre, livro de poemas de Carlos de Oliveira publicado no final de 1945, é um caso singular de popularismo neo-realista articulado com uma dimensão épica e trágica de matriz romântica (garrettiana) e neo-romântica. (...) Há, nesta obra, prosseguindo as primeiras ideias de Carlos de Oliveira sobre a poesia, ou sobre a literatura e a arte em geral, uma adesão ao genuinamente nacional e popular que ultrapassa em larga medida o popularizante mais comum. No processo de assimilação do espírito dito do povo e das suas tradições poéticas, o arquétipo colectivo aparece mais como infra-estrutura do que como estrutura imediatamente visível ou assumida como tal...".

Preço:35,00€

Referência:14222
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:MANHÃ SUBMERSA
Descrição:

Sociedade de Expansão Cultural, Lisboa, 1954. In-8º de 234-(1) págs. Brochado. Rúbrica de posse no anterosto. Exemplar com alguma acidez por vezes concentrada marginal (onde há defeitos mais acentuados; uma página reforçada com pequenos pontos de fita gomada), mas sobretudo generalizada dada a qualidade prória do papel, conservando mesmo assim a sua estrutura rígida das folhas, tão característica desta edição. As quatro ilustrações são de António Charrua, em linólelo.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

“... Considerei o terror a nota dominante desta narrativa, terror religioso que se esgota na liturgia dos mortos e se esvanece com a ‘morte’ do Deus do terror. É todo um mundo (o das crenças da infância, de uma fé, aliás bem distorcida, alimentada naqueles terrores da morte e do inferno) que se desmorona, para dar lugar a um mundo marcado de uma visão adulta, mas vazia de Deus...”  (Maria Joaquina Nobre Júlio)

"... Às noções-chave de espanto, angústia, alarme e solidão, que marcam uma direção existencial, há que acrescentar agora, quando o existencial transcende para o metafísico, a noção de silêncio. Esta palavra marca em Manhã Submersa o início de um processo que se acentuará consideravelmente nos romances vergilianos posteriores, protagonizados pelo intimismo metafísico de um sujeito em absoluta solidão existencial, uma vez que lhe falhou a sua comunicação com o mundo...” (José Gavilanes Laso)

Preço:75,00€

Referência:14220
Autor:BACELLAR, Bernardo de Lima e Melo
Título:DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUEZA ...
Descrição:

LISBOA: Na Offic. DE JOZÉ DE AQUINO BULHOENS. ANNO DE MDCCLXXXIII. In 4º X-582 pags. Encadernação coeva inteira de carneira  mosqueada, sem grandes defeitos apontar, para além de uma simples e insignificantes sinais de manuseamento. Trabalho de traça fina e quase insignificante exclusivo às folhas de guarda e na charneira. Nítida impressão a duas colunas, com caractéres diminutos, sobre papel de boa qualidade manetnedo a sonoridade original.

Frontspício com recorte no pé da folha sem prejuizo da mancha tipográfica.

Ostenta ex-libros da famosa biblioteca privada de Annibal Fernades Thomaz, executado por Pastor (de Macedo, Montemor-o-Velho).

LIVRO MUITO INVULGAR, apesar de terem sido retirados do mercado na época a mando de Pina Manique.

 

Observações:

O título completo, dada a sua extensão, reproduz-se aqui:

" DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUEZA, EM QUE SE ACHARÃ O DOBRADAS PALAVRAS DO que traz Bluteau, e todos os mais Diccionaristas juntos: a sua própria significação: as raizes de todas ellas: a accentuação. E a selecção das mais usadas, e polidas: a Gramatica Philosophica, a a Orthographia Racional no principio, e as explicaçoens das abreviaturas no fim desta Obra. OBRA DA PRIMEIRA NECESSIDADE PARA TODO aquelle, que quizer falar, e escrever com acerto a lingua Portugueza; por ser impossível, que pelos livros atégora impressos possa algum saber, a terça parte do idioma Portuguez. COMPOSTO POR BERNARDO DE LIMA, E MELO BACELLAR, PRIOR NO ALENTEJO &c ".

Este dicionário de Bacelar (o franciscano Bernardo de Lima e Melo Bacelar ou Bernardo de Jesus Maria c.1736 - p.1787) é identificado por Ramalho Ortigão (in Figuras e Questões Literárias, tomo II, ed. Livraria Clássica, 1945) como uma "obra jocosa da literatura portuguesa" onde figuram em primeira linha alguns dicionários. Adianta que este Dicionário de Bacelar é mais conhecido como o Dicionário do "... título de TRIS-TRIS PRATOS QUEBRADOS ..." e onde a entrada do s.f.  "Murça" diz ser "pele de rato em ombro de eclesiástico".

Trata-se da primeira vez que, na área da lexicografia portuguesa, se usa o termo "moderno" DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA , segundo Telmo Verdelho (Dicionários portugueses, breve história, 2002). O mesmo estudioso da língua portuguesa ainda adianta: "... trata-se, todavia, de uma obra falhada, que não contribuiu de modo apreciável para a modernização da lexicografia do português. O autor fundamentou o trabalho numa reflexão teórica que repercute o pensamento linguístico da época, valorizando a pesquisa lexical sobre todos os textos documentais do património escritural da língua, mas essa informação não transparece de modo nenhum ao longo do dicionário. Pelo contrário, não se fornece qualquer indicação textual ou histórica para o "corpus" recolhido, a não ser uma abundante e inconsistente etimologia grecizante, com base no pressuposto preliminarmente afirmado, de que o português tem a sua origem na língua grega. Esta perspectiva vicia grande parte da descrição etimológica e semântica do dicionário. O aspecto mais inovador encontra-se na tentativa de sistematizar a apresentação e ordenação da nomenclatura através de uma rigorosa segmentação morfémica. De resto, a obra apresenta ainda outras características que seriam muito louváveis (tais como a leveza e funcionalidade do volume e a abundância do "corpus", o mais copioso até então recolhido), se a selecção, fundamentação e redacção lexicográficas tivessem suficiente qualidade. O Diccionario de Bacelar, não obstante a sua originalidade, ocupa um lugar modesto e pouco lisonjeiro na história da lexicografia portuguesa. ...".


Inocêncio t.I, p. 278, diz-nos o seguinte a respeito deste título:

" ... Inocêncio I, 278: “Fr. Bernardo de Jesus Maria, Franciscano observante da provincia de Portugal. Da sua naturalidade, nascimento, e óbito, nada tenho apurado até agora. Era amigo e correspondente do arcebispo Cenáculo, desde antigos tempos, e na Bibliotheca de Évora se conservam entre os manuscritos numerosas cartas dele para o prelado. Esta tentativa, anterior de alguns anos, como se vê pela data, à publicação da primeira edição do Dicionario de António de Moraes Silva, faz por certo honra aos bons e patrióticos sentimentos do autor, cujo zelo inconsiderado o levou a tentar uma empresa na verdade superior as suas forças e para a qual lhe faleciam os elementos e espécies necessárias. Á força de querer ser conciso e sistematico em demasia, tornou-se escuro, e por vezes ridículo; e nas suas extravagantes investigações etimologicas adoptou opiniões insustentáveis, e só próprias de um espírito irreflexivo, que deixando se dominar por ideias antecipadas, vê tudo a travez do prisma de uma imaginação preocupada. A obra, logo que saíu a luz, começou a servir de alvo aos apôdos e sarcasmos dos críticos; e ha quem diga que a autoridade pública interviera, mandando retirar da circulação os exemplares, que por isso chegaram a tornar-se raros, e valeram conseguintemente preços mais elevados. De há anos a esta parte os que apparecem no mercado têem sido vendidos por 480, 600, e 720 réis, conforme o empenho do comprador, e a mão em que se acham. Eu tenho um, com que fui ha muitos anos brindado por um amigo, e que a este custou, segundo o que depois poude saber, 1:200 réis. ...".

 




 

Preço:200,00€

Referência:14218
Autor:GARRET, Almeida
Título:FOLHAS CAÍDAS
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa. 1955. In- 8º gr. de 203-(9) págs. Brochado. Introdução de José Gomes Ferreira e Desenhos de Maria Keil Amaral. Rúbrica de posse no ante-rosto. Lombada um pouco amarelecido provávelmente por acção do tabaco. Miolo muito limpo com uma nítida impressão e excelente cuidado gráfico.

Observações:

Ostenta um impressivo e importante prefácio de Gomes Ferreira – outro portuense tornado lisboeta, como Garrett –, que se espraia até à página 59. Este prefácio é considerado dos textos mais importantes escritos sobre este título, título este dos mais importantes do romantismo português. Este título, publicado originalmente em 1953, mereceu no ano seguinte uma paródia por parte de Camilo com um folheto Folhas Caídas, Apanhadas da Lama, que é uma "... sátira ferina contra a dissolução dos costumes, visando os barões, os ministros, as literatas ..." (DICIONÁRIO DE CAMILO CASTELO BRANCO por Alexandre Cabral, p.277).

Preço:24,00€

Referência:14216
Autor:MONACI, Ernesto
Título:IL CANZONIERE Portoghese della Biblioteca Vaticana. Con una Prefazione con facsimili e con altre illustrazioni + IL CANZONIERE Portoghese Colocci-Brancuti.
Descrição:

Max Niemeyer Editore, Halle, 1875. In-4º de XXX-456-(2) págs.: il. Junto com: MOLTENI (Enrico) IL CANZONIERE Portoghese Colocci-Brancuti. Publicato nelle parti che Completano il Codice Vaticano 4803. Max Niemeyer Editore, Halle, 1880. In-4º de XII-188 págs.: il.. Encadernação inteira de pele castanha decorada nas pastas com cercadura dupla dourada, na lombada rótulos de pele vermelha com dizeres dourados e florões decorativos em casas abertas. CONSERVA AS CAPAS DE BROCHURA de ambos os títulos assim como a lombada estando apenas aparado à cabeça com um corte carminado.  Charneiras com sinais de cansaço, de resto excelente exemplar, bem conservado com o miolo muito fresco e de estrutura sólida.
PRIMEIRA EDIÇÃO DA OBRA, já rara de aparecer no mercado. MUITO BOM EXEMPLAR.

Observações:

Cancioneiro da Biblioteca Vaticana constitui uma colectânea medieval de 1200 cantigas trovadorescas escritas em galaico-português (cantigas de amigo, de amor e de escárnio e mal-dizer). Depositado na Biblioteca do Vaticano, deonde deriva o nome pelo qual é conhecido, foi compilado em Itália no final do séc. XV / inícios de XVI. Esta edição diplomática é da responsabilidade de Ernesto Monaci, conhecendo-se ainda uma edição anterior deste manuscrito medieval financiado pelo Visconde da Carreia em 1847.

 

O Cancioneiro Colocci-Brancuti (redigido em seis diferentes estilos caligráficos, com predominância da letra itálica chanceleresca e letra bastarda cursiva) mais tarde denomindado de Cancioneiro da Biblioteca Nacional constitui uma colectânea cantigas trovadoresco galaico-português, compilado em Itália por volta de 1525-1526 por ordem do humanista Angelo Colocci (1467-1549) tendo numerado 1664 composições e anotou praticamente todo o códice. Este manuscrito passou a ser muito mais tarde, pertença do conde Paolo Brancuti di Cagli, de Ancona, que em 1888 o vendeu ao filólogo italiano Ernesto Monaci. Em 1924 foi adquirido pelo Estado Português (anexado ao exemplar que aqui se apresenta para venda, a notícia que saiu no jornal no dia a seguir à sua aquisição) e depositado na Biblioteca Nacional de Lisboa, de onde colheu o nome pelo qual é hoje conhecido.

Das 1664 composições originais chegaram apenas 1560 aos dias de hoje. Entre os trovadores presentes salientam-se o rei Dinis, Sancho I, Pedro conde de Barcelos, Pay Soares de Taveirós, Joham Garcia de Guylhade, Ayras Nunes, Martim Codax, etc.

Segundo Teófilo Braga, poucos anos depois, em 1877,  na revista alemã Romanische Philologie, e a propósito da publicação desta edição em Halle, veio a lume com o importante texto crítico e acutilante (contra o panorama cultural nacional) O Cancioneiro portuguez da Vaticana e suas relações com outros Cancioneiros dos seculos XIII e XIV . diz-nos o seguinte:

"... O apparecimento do Cancioneiro portuguez da Bibliotheca do Vaticano, que encerra quasi toda a poesia lyrica do fim da edade media em Portugal, veiu mais uma vez provar a superioridade da iniciativa individual sobre a estabilidade inerte das instituições collectivas que apenas apresentam o vigor do prestigio official; desde 1847 que a Academia real das Sciencias de Lisboa deixava jazer no pó do archivo de Roma este importante documento nacional, e foram sempre ficticios os esforços para obter uma copia d'elle, que de ha muito devera ter sido reproduzida no corpo dos Scriptores, que forma uma das partes dos Portugaliae Monumenta historica. No emtanto, no estrangeiro o interesse scientifico muitas vezes se havia occupado do passado historico de Portugal, e foi a esta corrente que obedeceu o illustre philologo romanista Ernesto Monaci coadjuvado pelo activo e intelligente editor Max Niemeyer, restituindo a este paiz o texto diplomatico do mais precioso dos seus documentos litterarios. Ao terminar do modo mais consciensioso a sua empreza, escreve Monaci: " voglia il cielo che tornato il libro in Portogallo, diventi presto oggetto di studj novelli. È solo nella fonte delle tradizioni patrie che lo spirito di una nazione si ringagliardisce." (Canz. port., p. XVIII.) Infelizmente na litteratura portugueza ainda se não comprehendeu esta verdade salutar, e por isso o talento desbarata-se em architectar phantasmagorias de cerebros doentes ou em fazer traducções de romances dissolutos. Acceitando a responsabilidade das palavras do editor do Cancioneiro da Vaticana dirigidas a esta nação, cabia primeiro do que a todos á Academia real das Sciencias de Lisboa responder pela seguinte forma:

1°. Publicar o texto critico e litterario restituido sobre a lição diplomatica em grande parte illegivel fóra de Portugal.

2°. Acompanhar esse texto com todos os dados bibliographicos de que se possa alcançar noticia, para sobre elles basear a historia externa da formação do Cancioneiro.

3°. Acompanhal-o de um bom glossario das palavras empregadas na dicção provençalesca da poesia palaciana.

4°. Por ultimo organisar um vasto quadro da historia litteraria de Portugal no periodo dos nossos trovadores, deduzido dos abundantes factos historicos que fornece o Cancioneiro da Vaticana.

É para isto que existem as Academias nos paizes civilisados, que os governos as subsidiam, e que os seus membros têm o fôro de sabios. Em quanto a Academia real das Sciencias de Lisboa não cumpre este seu dever, cumpre-nos dar uma noticia d'este Cancioneiro, longos seculos perdido pelas bibliothecas estrangeiras. ...".

Em 1878 veio a lume a sua edição crítica do Cancioneiro Portuguez da Vaticana.

Preço:300,00€

Referência:14215
Autor:[MOUTINHO, Viale ; organização de]
Título:O AMOR NA POESIA PORTUGUESA
Descrição:

Moutinho e Família 2000, Porto, 1975. In-8º de 293-(9) págs. Encadernação editorial em percalina preta com gravado artístico a ouro na pasta anterior. Dedicatória não-autógrafa na folha do ante-rosto. Bom exemplar, muito limpo e muito bem conservado.

Observações:

Tem como sub-título: Dos Cancioneiros Galego-portugueses a Teixeira de Pascoaes. Antologia organizada por Viale Moutinho e ilustrada por Renato Vasconcelos e Fernnado de Oliveira.

No texto introdutório:
"... Isto não é uma antologia, mas antes um cocktail dos diferentes matizes do mais rico veio do Amor - o amor entre um homem e uma mulher. Desde os cancioneiros medievais até à alva deste século, cem poemas foram seleccionados de acordo com o critério e subjectivo de um cidadão cujos direitos não ultrapassam nem estão aquém dos que cabem aos leitores ..." (Viale Moutinho).

Preço:15,00€

Referência:14214
Autor:ILHARCO, A
Título:MEMÓRIAS. Alguns apontamentos sobre a influencia da política no exercito
Descrição:

Livraria Chardron, de Lelo e Irmão, Porto, 1926. In-8º de IX-125-81) págs. Encadernação editorial em skivertex, gravado a ouro na pasta e lombada e a sêco, na pasta posterior com a chancela editorial. Rúbrica de posse coeva no frontspício.

Observações:
Preço:10,00€

Referência:14212
Autor:GUYOMARD, George
Título:LA DICTATURE MILITAIRE AU PORTUGAL. Impressions d'un Français retot de Lisbonne.
Descrição:

Les Presses Universitaires de France, Paris, 1927. In-8º de 112 págs. Encadernação moderna em percalina castanha com dizeres dourados na lombada. Aparo marginal. Bom exemplar, muioto fresco.

Observações:

Curioso livro, enquanto visão estrangeira, sobre a ditadura militar que então tinha acabado de se implantar no ano anterior em Portugal.

 

Preço:15,00€

Referência:14211
Autor:CAMACHO, Brito
Título:PORTUGAL NA GUERRA
Descrição:

Guimarães & C.ª - Editores, Lisboa, (1936). In-8.º de 330-14 págs. Encadernação moderna inteira de skivertex grenat. Conserva capa de brochura anterior. Ligeiro aparo marginal. Rubrica de posse no anterosto e na última página. Exemplar muito limpo e fresco.

Observações:

Apresenta uma Advertência inicial dos editores e uma Nota Final de Julião Quintinha.

 

Preço:25,00€

Referência:14210
Autor:BRUN, André
Título:SOLDADOS DE PORTUGAL - A legião portugueza - A guerra peninsular
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1915. In-8.º de 171-(5) págs. Encadrnação moderna em skivertex vermelho, preservando a capa de brochura anterior. Rubrica de posse no frontspício. Aparado. Apesar dos defeitos apontados, o exemplar apresenta-se muito limpo e fresco.
Exemplar da PRIMEIRA EDIÇÃO, primeiro milhar

Observações:

No prefácio:

"...  Escrita para ser lida principalmente por aqueles, que como soldados tivérem de combater pela Pátria, dei a esta narrativa uma forma comesinha e pu-la na boca de um soldado mais culto, contando a camaradas seus uma epopeia de glorias e de sacrifícios. A grandesa dos factos relatados fará esquecer a simplicidade da sua apresnetação. QUando se contam histórias, é natural que se lhes acrescente ao inetresse o relevo da forma de narrar. QUando se conta a História - a História traçada pelas armas dos nossos soldados - ela não carece de atavíos literários..."

Preço:20,00€

Referência:14208
Autor:CRESPO, Manuel Pereira
Título:PORQUE PERDEMOS A GUERRA
Descrição:

Ed. Abril, Lisboa, 1977. In-8º de 168-(4) págs. Brochado. Rúbrica de posse no anterosto. Ocasionais sublinhados a láis, muito ao de leve. Miolo impecável, quase novo.
INVULGAR

Observações:

Na nota de Abertura

“ ... Em 1961, quando, em Angola, grupos armados puseram em causa a soberania portuguesa, tivemos de responder com uma guerra defensiva que, depois, se estendeu à Guiné e a Moçambique. Essa guerra não resultou do capricho de um chefe político, da ideologia de um regime ou de uma opção baseada em discutível análise de conjuntura. Obedeceu a uma constante da nossa História, que sempre nos conduziu a pegar em armas para defender os territórios de além-mar. (...) Pelas consequências futuras e pelos resultados imediatos, a derrota que sofremos foi das mais desastrosas da nossa História ...”.

Importante para o entendimento da guerra do ultramar e das posições do antigo regime, através da versão do autor que viveu enquanto militar os momentos de guerra. Esta obra foi editada e publicada escassos anos após a revolução de 25 de Abril de 1974 que abriu portas à independência das ex-colónias africanas e, consequentemente, à tomada de poder pelos antigos movimentos guerrilheiros que combateram Portugal de armas na mão, MPLA, PAIGC e FRELIMO, respectivamente em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

O autor foi militar e intelectual com obra na cartografia da Guiné. Foi depois Ministro da Marinha no governo de Marcelo Caetano de 1968 a 1970, sendo a sua versão uma voz autorizada sobre os assuntos abordadas.

Preço:20,00€

Referência:14207
Autor:CÉSAR, Amândio
Título:ANGOLA 1961
Descrição:

Verbo, (Lisboa), 1961. In-8º de 115-(1)-7 ff ilustradas com fotografias impressas a preto e branco - (1) de colofón. Brochado com capa impressa a laranja relativamente à 4ª edição.

Observações:

Importante obra sobre o início da Guerra Colonial Portuguesa que contou com diversar edições no ano em que foi publicada. A fonte iconográfica adjunta no final da obra documentam bem a violência sendo algumas fotos muito chocante, testemunhando o terror que envolveu o inicio da guerra colonial em Angola .

Preço:25,00€

Referência:14206
Autor:TELO, Alencastre
Título:ANGOLA TERRA NOSSA - Diário do Terrorismo
Descrição:

Lisboa, Edição do Autor, (1962). In. 4º de 320 págs + 25 ilustrações impressas a preto e branco. Brochado, em excelente estado de conservação. Ilustrado à parte sobre papel couché.

BASTANTE INVULGAR quando em excelente estado o exemplar que agora se apresenta.

Observações:

O autor relata através de uma espécie de diarística todos os acontecimentos em torno da guerra no norte de Angola desde Março de 1961, quando a UPA (Antecessora da FNLA e liderada por Holden Roberto) desencadeou uma onde de terror, matando civis indefesos, brancos, negros e mestiços de forma selvática e com requintes de malvadez. Encerra dezenas de ilustrações com fotografias sobre a guerra e o terror da UPA. As ilustrações representam bem a violência das chacinas e assassinatos de familias inteiras assim como das destruições de aldeias inteiras. Um excelente registo com imensa informação sobre a guerra colonial em Angola desde o seu primeiro dia, com nomes das vitimas, aldeias e fazendas atacadas e destruidas.

 

 

Preço:45,00€

Referência:14205
Autor:NEVES, A. F. Santos
Título:QUO VADIS, ANGOLA?
Descrição:

Editorial Colóquios, Angola, 1974. In-8º de 287 págs. Brochado. Conserva a cinta editorial.

Observações:

Na cinta editorial:

"... As condições políticas desencadeadas pelo 25 de Abril de 1974, tornam finalmente possível a edição deste manuscrito ...". Esta obra, teve reedição recente e trata do Cristianismo de Angola do período em questão.

Preço:13,00€

Referência:14204
Autor:VENTURA, Reis
Título:OS DIAS DA VERGONHA
Descrição:

Edições Fernando Pereira, Lisboa, s.d. (1976?). In-8º de 210-(5) págs. Brochado. Em excelente estado de conservação.
 

Observações:

"... Neste livro se relatam factos que aconteceram em Angola desde 25 de Abril a 11 de Novembro de 1975. Começa ainda sob o signo da esperança, no engano do programa inicial do Movimento das Forças Armadas, que preconizava a defesa da Nação Pluricontinental, e das promessas dos seus homens mais responsáveis.Mas termina em gritos de desespero, porque bem depressa e realidade mostrou que era mentira, vergonha e traição.

Há muiro boa gente (da melhor de Portugal desta hora aziaga) que se admira de que os homens de Angola, tão corajosas e resolutos nos dias trágicos de 1961, se tenham mostrado tão resignados e submissos depois do 25 de Abril de 1974 ..." (nota de abertura da Explicação Necessária).

Preço:18,00€

Referência:14202
Autor:ARRUDA, Manuel Monteiro Velho
Título:COLECÇÃO DE DOCUMENTOS RELATIVOS AO DESCOBRIMENTO E POVOAMENTE DOS AÇORES.
Descrição:

In-4º de CLXXXIII-251-(3) págs. 11 gravuras de fac-similes de cartas de Afonso V, Infante D. Henrique, Atlas Catalão (1375-1377), Atlas de Maciá de Viladestes, e retratos de D. Henrique, D. Fernando e Dª Beatariz. Encadernação inteira de skivertex azul. Exemplar ligeiramente aparado conservando o miolo muito limpo. Rúbrica de posse no ante-rosto.

Observações:

Publicação inserida na Comemoração do V Centenário do Descobrimento dos Açores. Insere os textos dos cronistas Azurara e Barros, de Diogo Gomes ditados a Martim Behaim e copiados por Valentim Fernandes, assim como os de Gaspar Frutuoso.

Preço:48,00€

Referência:14200
Autor:QUEIROZ, Eça de
Título:AS ROSAS
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1995. In-8º de 40 págs. Brochado.

Observações:

Este texto foi originalmente publicado em 1893 no períodico Gazeta de Notícias. Primeira edição independente.

Abrir o livro ...

"... Estamos no mês de Maio - e convém falar de rosas. Quando na poesia, como no reino bem organizado, havia classes e uma prahgmática, era a corporação venerável e ligeira dos Poetas da Primavera que celebrava, pontualmente, nesta fresca mocidade do ano, com o coração contente e lira fácil, a chegada das rosas. O poeta, nesses tempos arcádicos, coria constantemente por outeiros e prados, como o antigo Silvano, atento só às belezas simples e compreensíveis da Terra. Hoje, nesta anarquia que baralha as classes, o poeta invadiu a alma humana, desalojou dela os filósofos, seus caseiros hereditários desde Platão, e é ele quem tece a teia da psicologia e sopra a braseira da metafísica, donde se elevam tão densos, tão enrolados fumos ..."

Preço:10,00€

Referência:14194
Autor:PESSOA, Fernando
Título:CORAÇÃO DE NINGUÉM
Descrição:

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1985. In-8º de 136 págs. Brochado. Ilustrado. Nítida impressão sobre papel de qualidade superior. Bom exemplar, em excelente estado de cosnervação.

Observações:

Livro da exposição na Fundação Calouste Gulbenkian (1985), organizada pela comissão executiva das Comemorações do Cinquentenário da Morte de Fernando Pessoa. Reprodução facsimilada da cartas, manuscritos, livros, e outros documentos seleccionados por Teresa Rita Lopes.

Preço:25,00€

Referência:14193
Autor:FONSECA, Manuel da
Título:ALDEIA NOVA contos de...
Descrição:

Livraria Portugália, Lisboa, 1942. In-8º de 193-(1) págs. Br. Capa de brochura ilustrada por Manuel Ribeiro de Pavia. Valorizada pela dedicatória autógrafa.
PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Trata-se do livro de contos de estreia de Manuel da Fonseca, correspondendo a uma colectânea de contos escritos a partir do fim dos anos 20 até ao fim da década de 30. Alguns foram publicados originalmente em jornais e revistas literárias. Contos de teor neo-realista.

Preço:50,00€

Referência:14192
Autor:FONSECA, Manuel da
Título:O FOGO E AS CINZAS
Descrição:

Editorial Gleba, Lda. , Lisboa, s.d. (1953). In-8º de 161-(6) págs. Brochado. Capa ilustrada por Victor Palla e livro inserido na prestigiada colecção bibliográfica "Três Abelhas". Exemplar quase perfeito não fosse os ligeiros picos de humidade própria da qualidade do papel e a pequena falta de papel no pé da lombada.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da obra. Colecção dirigida por Victor Palla e Aurélio Cruz.

A escrita de Maniuel da Fonseca "... trata na verdade de uma ideologia muito pessoal, que olha o passado afectivamente, como se o preferisse, o que não impede que a sua obra se insceva no espírito e movimento neo-realista, ainda que de forma mais universal, ao colocar o indíviduo num centro e num plano diferentes daqueles para que aponta a realização colectiva ...". (in DICIONÁRIO CRONOLÓGICO  DE AUTORES PORTUGUESES, vol. IV, Publicações europa-América, 1998)

Preço:25,00€

reservado Sugerir

Referência:14186
Autor:CARVALHO, Mendes de
Título:POEMAS DE PONTA & MOLA
Descrição:

Editorial Futura, Lisboa, 1975. In-8º de 95-(2) págs.Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

poesia & poesia

poesia pró coração
poesia procuração
poesia rissóis pra fora
poesia para a velhice
para atrasados mentais
e também prá parvoíce

poesia libidinosa
para acordar os chéchés
e pra outras coisas mais

a poesia cor-de-rosa
para corações doentes
de donzelas suspirosas
rosas rosas amarelas

poesia clorofilada
para lavagem de dentes

poesia para o natal
expressamente encomendada
e poesia natalícia
pró menino dos papás
a poesia necrológica

dum velhinho trucla zás

a poesia só formal
porque o poeta coitado
tem o vício de escrever

a poesia cautelosa
porqu’isto nunca se sabe

a poesia fadunchada
e uma fadista aluada

a poesia da borbulha
que passa depois daquilo

poesia obrigada a mote
a cavalo num poeta
sentado num burro a trote

a poesia pra que conste
dum poeta muito muito
muito muito muito bicha

poesia quinquagenária
duma jovem rapariga

poesia bordada à mão
dum ancião já sem pé

a poesia ao pé da mão
a poesia ao pé do pé

poesia encapada capada

poesia para tudo
poesia para nada

Preço:10,00€

Referência:14185
Autor:LUÍS, Agustina Bessa
Título:A MURALHA
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1957. In-8º de 429-(3) págs; Br.  Capas de brochura em bom estado geral apresentando um ligeiro vinco no canto superior direito e miolo com ligeiro amarelecimento. Topo das folhas com cortes desencontrados.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Uma das primeiras obras da escritora.

"Só é estável o que nos parece perecível. Busco, volto, abandono e chamo de novo. É isto amor. Trago no meu seio irmãos e horas, luzes, palavras, mitos; o caldeiro cheio de corações humanos onde cozem as suas ervas as feiticeiras do tempo; a roça e a espada, a flor e a poeira. Isto é amor. Quem pode obstar a esta torrente, quem vem, com pé leviano e peca sombra, interceptar o sentido dalguma coisa que nasce no seio do seu próprio sentido? Vou, volto, danço de roda das trípodes e das fogueiras, devasso os corações lívidos dos vivos e o seu frágil comércio sentimental. E percebo que tudo o que foi criado muda, que a alma corre como o vento em busca da sua guarida que é por momentos alguém, depois um projecto, uma dor do lado esquerdo ou o jornal da manhã, o dinheiro, a fama ou o desdentado riso dum mendigo. Que são romances? Histórias fingidas, presenças estudadas, um coro de actividades morais, a burocracia da personalidade. Não é tempo talvez de tais jogos mais ou menos argutos e meditabundos. Cada voz reclama a sua parte de luz, não há heróis, já que tão bem sabemos que o convívio com eles se torna funesto e nos absorve. Cada voz está só e é única, e é contra o coração dos outros, vertiginosamente, que ela ressoa."

Preço:45,00€

Referência:14177
Autor:CHAGAS, Frei António das
Título:CARTAS ESPIRITUAIS
Descrição:

Livraria Sá da Costa Editora, Lisboa, 1939. In. 8.º de 259 págs. Cartonado, ligeiramente aparado e onserva capas de brochura.

Observações:

Selecção, prefácio e notas pelo prof. Rodrigues Lapa.

Preço:10,00€

Referência:14176
Autor:P. JAIME DE S. JOSÉ
Título:VIDA E DOUTRINA DE SANTA TERESA DE JESUS E DE S. JOÃO DA CRUZ
Descrição:

Edição dos Carmelitas Descalços, Elvas, 1948. In. 8.º de 460(1) págs. Cartonado, aparado e conservando as capas de brochura. Rubrica de posse na capa anterior. Miolo muito bem conservado apesar de oasionais picos de acidez ao longo do texto. Ilustrado à parte com as persoanlidades visadas no ensaio.

Observações:

Com prefácio de sua Ex.ª Rev.mª o Senhor Arcebispo de Évora.

Preço:15,00€

Referência:14175
Autor:LIMA, João de Lebre e
Título:O CLARO RISO MEDIEVAL
Descrição:

Livraria Chardron de Lello & Irmãos Editores, Porto, 1916. In-8.º de 79(3) págs. Br. Ligeira mancha de humidade desvanecida e marginal.

Bonita dedicatória autógrafa no ante-rosto.

Observações:

"Conferência lida pelo autor, no primeiro Salão de Humoristas e Modernistas, realisada na cidade de Porto." Muito curiosa conferência, tanto pelo tema bastante invulgar.

Preço:15,00€
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