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Livros do mês: Julho 2020
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Montra de Destaques

Referência:14247
Autor:CASIMIRO, Augusto
Título:CALVÁRIOS DA FLANDRES
Descrição:

Renascença Portuguesa, Porto, 1920. In-8º de 213-(2) págs. Brochado. Capa de brochura ilustrada por Sousa Lopes. Acidez geenralizada própria da qualdiade do papel. Rubrica de posse antiga no frontspício. Exemplar em bom estado, muito limpo. Exemplar do terceiro milheiro (2ª edição).

Observações:

Oficial do exército português, Augusto Casimiro participou na Campanha da Flandres (1917-1918) o que lhe valeu várias condecorações e a promoção a capitão. Foi poeta, memorialista, jornalista e comentarista políticoe destacado opositor republicano ao regime político do Estado Novo. Fez parte do grupo que fundou a Renascença Portugueza (1912) e, dez anos mais tarde, do grupo de intelectuais que lançou a revista Seara Nova, que dirigiu entre 1961 e 1967.

Do índice: Portugal e Flandres; 9 de Abril, Cálvarios da Flandres; Searas da Morte; Prisoneiros; Enfermeiras da Grande Guerra, Oração Lusiada, o Rapto das Donzelas; Depois do Armistício; A oração da Trincheira; da Vitória, etc ...

Preço:25,00€

Referência:14460
Autor:DAEHNHARDT, Rainer
Título:PÁGINAS SECRETAS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
Descrição:

Edições Nova Acrópole, Lisboa,1995. Dois volumes cartonados de in-8º de 191 e 227 págs, respectivamente. Encadernação editorial ilustrada, assim como Ilustrado se apresenta ao longoda obra e em extra-texto.

Observações:

Esta obra é um compêndio de várias histórias, mais ou menos secretas organizado por  este historiador luso-alemão acrescentando sempre a sua análise e as fontes a que recorreu para abordar diversos casos omissos e falsas verdades da História de Portugal.

Abordam-se perguntas como, entre muitas outras:

Damião de Goes foi assassinado porque sabia demais? Houve um "Artigo Secreto" no tratado da aliança luso-britânica? A custódia de Belém esteve quase a ser derretida para cunhar moeda? O Mosteiro da Batalha foi vendido em hasta pública para servir de pedreira? Os antepassados de D. Afonso Henriques vieram do Báltico? Os lusitanos eram cristãos-arianos? Lisboetas já tinham ido aos Açores antes dos homens enviados pelo Infante D. Henrique?

Do Índice:

Volume I

- Um Deus Lusitano disfarçadamente ainda venerado
- O secretismo acerca dos Vândalos
- A origem Borgonhesa da 1ª dinastia portuguesa
- Dom João I, Fernão Lopes e a mudança da data
- Porque assassinaram Damião de Goes?
- O Avanço tecnológico do armamento português e sua influência nos contactos co outras culturas
- Lusitânea é a Coroa da Europa
- Para evitar Nova Guerra Portugal comprou o Brasil à Holanda
- O Conde de Lippe, um Homem de Espanto
- Moeda Falsa oficializada
- Dom Fernando II e seu amor por Portugal
- A Aliança Luso-Britânica e sua cláusula secreta
- Campos de concentração portugueses
- Serviço de correio estrangeiro a funcionar em Portugal

Volume II
- Terão Moçárabes lisboetas chegado aos Açores?
- Acerca da pergunta: "Quem foi Lopo de Calvo"?
- Contactos Luso-coptas
- Os cristãos de São Tomé
- Fernão de Magalhães não traiu Portugal
- Um presente português que mudou o Extremo-Oriente
- Uma investigação alemã sobre o falso (?) D. Sebastião
- O sebastianismo, a lenda messiânica portuguesa
- Um canhão no Cabo da Roca
- Uma carta de brasão espanhola passada em Lisboa
- O Duque de Schomberg, herói da Guerra da Restauração
- Uma rainha da Grã-Bretanha passou uma sentença de morte no Brasil
- Zeppelins nos Açores e Madeira
- Perdemos a nossa "Rampa de Lançamento"

Preço:45,00€

Referência:14494
Autor:FERRO, António
Título:BATALHA DE FLORES
Descrição:

H. Antunes & Cª Editores, Rio de janeiro, 1923- In- 8º de 162-(8) págs. Encadernação meia francesa com florões e dizeres a ouro na lombada. Conserva capas de brochura ilustrada a cores por Bernardo Marques. Corte das folhas grosadas
PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Apreciada recolha de crónicas anteriormente publicadas na imprensa diária de Lisboa, em torno doperfil da mulher moderna, neta da mulher vitoriana, livre e audaciosa, assim como retrata a Baixa Lisboeta de então.

Preço:35,00€

Referência:14348
Autor:MONIZ, Manuel Mendes
Título:ANTI-PROLOGO CRITICO E APOLOGETICO no qual á luz das mais claras razões se mostrão desvanecidos os erros, descuidos, e faltas notaveis, que no insigne P. Manoel Alvares presumírão descobrir os Rr. Aa. Do Novo Methodo da Grammatica Latina
Descrição:

Na Officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1753. In-8º de 158-(2)págs. Encadernação coeva inteira em pele. Papel mantendo a sonoridade original.

Observações:

Trata-se de um dos varios textos de protesto contra "O Novo methodo da Gramatica Latina" de António Pereira de Figueiredo que fora escolhido como texto básico para uso nas escolas.

Preço:80,00€

Referência:14488
Autor:MOURÃO-FERREIRA, David
Título:O IRMÃO - Peça em dois actos
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1965. In-8.º de 101-(3) págs. Br. Capa de brochura com insignificantes manchas de humidade

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da única peça de teatro publicada pelo autor que mereceu um Prémio de Teatro da Casa da Imprensa e levada à cena, cinco anos mais tarde, pela Companhia de Teatro Popular, no Teatro da Estufa Fria. O Irmão , peça que o próprio autor não ousou classificar como “tragédia”, embora lhe parecesse “trágica” sob muitos aspectos " ... recebe o toque realista de uma encenação meticulosa, claramente permeável ao símbolo, onde o jogo dialéctico entre oposições binárias como exposto/oculto, fechado/aberto, linear/circular se combinam como figuração do funcionamento poético do texto..." (Maria Fernanda Brasete).
 

Preço:25,00€

Referência:14483
Autor:PEDRO, António
Título:GRANDEZA E VIRTUDES DA ARTE MODERNA - Resposta à agressão do Sr. Ressano Garcia
Descrição:

Resposta do autor a uma Conferência proferida pelo Sr. Arnaldo Ressao Garcia a 20 de Abril na Sociedade Nacional de Belas Artes, na qual este, segundo António Pedro, terá insultado a arte e os artistas modernos.

Observações:
Preço:30,00€

Referência:14289
Autor:SENA, Jorge de
Título:SEQUÊNCIAS
Descrição:

Moraes Editora, Lisboa, 1980. In-8º de 119-(15) págs. Br. Integrado na colecção "Círculo de Poesia".

1.ª Edição.

Observações:

Livro póstumo do poeta que à excepção de três poemas, se encontrava inédito. É um repositório de sarcasmo e ironia onde encontramos traços da visão atenta ao que o rodeava.

MARIDO E MULHER

Sofriam terrivelmente. Porque
o comboio dele chegava
quando o dela partia.
Compraram um manual na livraria,
mandaram vir pelo correio uma almofada especial
(cujo atraente anúncio recebiam quase todos os
dias pelo correio) leram com cuidado as instruções,
estudaram com aplicação os esquemas do livro,v e, quando se ensaiavam,
na discreta penumbra do quarto respectivo,
a sogra — que embirrava com ele —
abriu de repente a porta,
deu um grito, correu
ao telefone e chamou a polícia,
A polícia veio, levou-o. Foi julgado
e condenado a dois anos de tratamento num
instituto psiquiátrico
por atentar, vicioso,
contra a virtude da esposa.

Preço:20,00€

Referência:14455
Autor:TELLES, Bazilio
Título:A GUERRA (notas e dúvidas)
Descrição:

Livraria Chardron, Porto, 1914. In-8º de 112 págs. Brochado. Exemplar impecável, sem defeitos apontar, com os cadernos por abrir.

Observações:

Obra bastante curiosa e de interesse para história do início da Guerra de 1914 -1918.

Preço:25,00€

Referência:14518
Autor:[dir: LOPES, António Cardoso]
Título:O GAFANHOTO. O jornal infantil mais pequeno do mundo.
Descrição:

Edições "O Mosquito", Lisboa, 1948-1948. In-8º de 72 números numerados de 1 a 72; nº1 - 11 de Dezembro de 1948 a nº 72 - 8 de Outubro de 1949. Encadernação inteira de pele do diabo. Ligeiro aparo marginal. Apresenta ainda as duas separatas correspondentes ao Presépio (nº 3) e Jogo das Regatas (nº6). Alguns numeros com insignificantes cortes marginais (nº 16, 27, 35, 56, 57, 61, 62 e 67). Bom exemplar sendo a acidez generalizada típica exclusiva a pouquíssimos números. Todos os exemplares mantêm a cor típica original da impressão.

De RARO aparecimento no mercado (em especial com os ultrararos nº 73 e 74, que infelizmente o nosso exemplar não apresenta) dado ter sido o único periódico infantil proibido de circular e apreendido pela PIDE em Setembro/Outurbo de 1949.
 

Observações:

Num magnífico ensaio sobre a "vida breve" de O Gafanhoto apresentado por Ricardo Leite Pinto, autor do blog MALOMIL, às páginas tantas diz-nos:
"... Se o futuro de O Mosquito não foi auspicioso, já que acabaria os seus dias alguns anos depois,  em 1953 , já o destino dos projectos de Cardoso Lopes e do seu "parque gráfico", do mais avançado que à época existia, foi ainda mais penoso. E, contudo, da mente imaginativa e empreendedora de Cardoso Lopes soluções não faltaram: fechou um acordo com a Mocidade Portuguesa por forma a que as suas edições e designadamente a revista Camarada passassem a ser impressas nas agora "Edições O Mosquito" e avançou para O Gafanhoto. Anunciava ser " o jornal mais pequeno do mundo", com o formato de "O Mosquito dobrado ao meio, oito páginas  a três cores  e  custava 50 centavos. Publicou  "boas histórias de Cuto e algumas pranchas de Anita Pequenita (ambas de Jesus Blasco) uma história de Afonsky, algumas historietas inglesas e francesas e a excelente Cora (Connie) de Frank Godwin. Durante mais de nove meses a revistinha circulou pelo país imprimindo 10.000 exemplares por cada número. O nº 1 tem a data de  11 de Dezembro de 1948 .
(...)
José Ruy, que trabalhava na altura nas oficinas de O  Mosquito, como se disse, não esquece o que então se passou :

" A PIDE mandou apreender o Gafanhoto em todos os pontos de venda. Essas apreensões eram normalmente feitas em livros considerados de carácter subversivo  ou de ofensas à moral e as carrinhas negras eram conhecidas pois também faziam por vezes a recolha de pessoas da oposição política ao regime . Chamavam-lhe a " ramona".  E foi mesmo a "ramona" que de quiosque em quiosque de livraria a banca de jornais andou a recolher tudo o que fosse Gafanhoto de Tiotónio.  Na redacção e nas oficinas das Edições de O Mosquito  tivemos dias um polícia à porta  a revistar-nos quando saíamos  para ver se levávamos algum exemplar escondido. Nas livrarias e quiosques o espanto era enorme interrogando-se os vendedores  onde estava o tal o assunto do "contra" naquela revistinha de aspecto tão  inocente que motivara a apreensão" .

A palavra mais uma vez a José Ruy :

"O Gafanhoto era impresso em folha inteira da máquina que incluía dois números e quando da apreensão estavam já impresso os números 73 e 74. Como os assinantes  recebiam pelo correio e com antecedência, um privilégio que o Tiotónio gostava de oferecer aos seus leitores, estes receberam em casa exemplares que entretanto estavam a ser recolhidos pela censura. Eu ainda consegui passar com esses dois números escondidos  não me arriscando a trazer mais não fosse ficar a pão e água por tal crime".

São pois os famosos nºs 73 e 74 de O Gafanhoto que hoje constituem uma verdadeira relíquia bibliófila ! 

António Cardoso Lopes não desistiu do seu Gafanhoto. A 20 de Dezembro de 1949 vem amarguradamente queixar-se do aparato da apreensão: "(...) atitude que eu supunha apenas ser tomada para publicações de carácter clandestino ou aquelas cujo conteúdo merecesse a reprovação por parte desses serviços o que não é absolutamente o caso"  .

Preço:300,00€