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Livros do mês: Fevereiro 2020
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Montra de Destaques

Referência:14371
Autor:ÁLVARES, Padre Francisco
Título:VERDADEIRA INFORMAÇÂO DAS TERRAS DO PRESTE JOÃO DAS INDIAS pelo ...
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1883/9. In-4º fólio de (4)-208-(14) págs. Encadernação inteira de percalina vermelha com dizeres dourados na lombada. Na capa de brocura vem inidcação da data de 1883 e no frontspício a de 1889. Exemplar muito limpo, muito bem conservado. Apresenta dois fac-similes desdobráveis, a partir da edição original quinhentista. No final reproduz os frontspícios das obras estrangeiras traduzidas a partir desta.

Observações:

Segunda edição conforme a de 1540, ilustrada com diversos fac-similes, de uma das mais belas produções tipográficas do século XVI, reproduzindo a preto e vermelho o frontispício original. Exemplar ligeiramente aparado,  conservando ambas as capas de brochura.

Trata-se do importante documento sobre as terras da Etiópia e da empresa diplomática enviada por D. Manuel. Este documento relata de forma detalhada a vida e costumes das gentes da Etiópia. Esta obra atingiu na época uma extraordinária difusão a partir das traduções para italiano (1550), para castelhano (1557), para alemão (1566) ou para francês (1574), de que se reproduz os respectivos fronstspícios no final da obra. Depois desta expedição, por D. Rodrigues de Lima, os portugueses puderam estabelecer contactos mais assíduos com as terras do Preste (que afinal se chamava Onandiguel), através de sucessivas expedições, uma das quais parte da Índia em socorro do négus da Etiópia contra os turcos, expedição dirigida por D. Cristóvão da Gama e narrada na “História” de Miguel de Castanhoso (1564) e na “Breve Relação” de João Bermudez (1565).

Preço:90,00€

Referência:14277
Autor:autoria indefinida
Título:ARTE DA DANSA DE SOCIEDADE
Descrição:

Eduardo & Henrique Laemmert, Rio de Janeiro, s.d. (1874). In-8º de 136-VII ilustrações litográficas. Encadernação coeva, empoeirada, meia inglesa em pele com falhas  na lombada a necessitar de restauro. Carimbos a óleo de posse antigos no ante-rosto e frontspício. Miolo limpo e sem defeitos apontar.

Apresenta ainda o sub-título:

"... ensinada em lições claramente explicadas por meio de trinta e duas figuras gravadas e contendo além das contradansas geraes, das figuras da vaalsa, da polka, da schottisch e da redowa as marcas das contradansas provinciaes e de varias outras inteiramente novas inclusive: Les Landiers: Les Prouesses de Rocambole: La Jeunesse commerciale: La Princesse Imperiale dedicada aos Professores e curiosos."

Observações:

Trata-se da terceira edição aumentada do MAIS ANTIGO MANUAL DE DANÇA publicado no Brasil, no ano de 1854, ano este que conheceu duas edições. Demos conta de uma 4ª edição publicada em 1901.
Na época a reforma Couto Ferraz (Decreto nº 1.331, de 17 de fevereiro de 1854; Coleção de leis do império do Brasil – 1854. Rio de Janeiro, p. 45, v. 1, pt. I. ) aprova o regulamento para a reforma do ensino primário e secundário do município da Corte, a dança tornou-se obrigatória no Colégio Pedro II. Somente na década de 70 do séc. XIX, seria suprimida daquela instituição o que justificou a reedição deste manual com substancial aumento. O mesmo ocorrera em Portugal, desde a transição dos séculos XVIII e XIX, tendo a dança sido incorporado às exigências de educação, de homens e das mulheres, não só na aristocracia, mas também na classe média.

Preço:120,00€

Referência:14354
Autor:BASTOS, Augusto
Título:TRAÇOS GERAES SOBRE A ETHNOGRAPHIA DO DISTRICTO DE BENGUELLA
Descrição:

Typographia Minerva, Famalicão, 1911. In-8º de VIII-182-(1) págs. Brochado. Com os cadernos por abrir. Capa de brochura anterior com uma mancha de humidade marginal. Carimbo de posse no frontspício.

Segunda edição auctorisada pela Sociedade de Geographia de Lisboa, com uma carta prefácio de David Diniz.

Observações:

Augusto Bastos é um dos mais ilustres angolanos de sempre. Foi ao mesmo tempo jornalista e homem de letras, filólogo, historiador, etnólogo, compositor, pianista, artista plástico e o mais brilhante advogado e político do seu tempo. As suas ideias libertárias estiveram na base das revoltas do Seles e Amboim, tendo sido preso pela polícia na sua casa de Benguela, no dia 2 de Junho de 1917, de madrugada, sob a acusação de ser o líder do movimento.

O livro que se apresenta, conheceu a primeira edição em 1909 e foi muito aumentada com a presente edição (1911). Neste livro, Augusto Bastos inclui os seguintes capítulos: da pronúncia e ortografia do umbundu, povos, governo político, organização guerreira, direitos civis, julgamento dos crimes e delitos, recursos económicos, principais cerimónias, crenças e superstições, usos e linguagem.
 

Preço:35,00€

Referência:14351
Autor:BRANDÃO, Raúl
Título:A CONSPIRAÇÃO DE 1817. - GOMES FREIRE Quem matou Gomes Freire – Beresford, D. Miguel Forjaz, o Principal Souza – Mathilde de Faria e Melo.
Descrição:

Typ. da Empresa Literaria e Tipografica. Porto. 1914. In-8º de 358 págs. Brochado com alguns sinais de manuseamento nas capas. Miolo muito limpo. Rubrica de posse coeva no anterosto.

Observações:

Trata-se da PRIMEIRA EDIÇÃO desta notável obra de Raúl Brandão onde o autor sem seguir um fio cronológico aborda a condenação e morte do protagonista. Encerra os seguintes capítulos: “Campanhas”, “Cartas”; “Pela Liberdade”; “Vida Íntima”; “Hum principalmente...”; “Inicia-se o Processo”; “O Processo”; “Um Homem de Estado”; “O Mistério”; “Felizmente Há Luar”.

 

 

 

Preço:45,00€

Referência:14369
Autor:BRANDÃO, Raul & PASCOAES, Teixeira de
Título:JESUS CRISTO EM LISBOA. Tragicomedia em sete quadros.
Descrição:

Livrarias Aillaud e Bertrand. Lisboa. s. d. (1926). In-8º de 120 págs. Brochado. Rúbrica de posse coeva no frontspício.

Observações:

"Vinte séculos escoaram, e Jesus reencontra os mesmos males que não curou. Nada mais lhe resta do que fazer-se crucificar de novo. O Deus feito homem passa da cabana do cavador miserável ao gabinete do Comissário de Polícia, onde ele encontra o anarquista e o ladrão. Ouvimos a mulher honesta invejar cruelmente o insolente luxo da prostituta; assistimos à reunião do Conselho de Ministros, onde perpassa o pavor dos estragos que pode causar, no mundo moderno, a pregação de uma doutrina de humildade e de pobreza; na Catedral, encontramos o Diabo e Jesus face a face; o próprio poeta duvida que um Deus verdadeiro possa aparecer na Lisboa do nosso tempo; todavia, este Deus está de facto ali, sob a forma humana, e os poderosos do dia decidiram que deveria morrer pela segunda vez..." [Philéas Lebesgue, Lettres Portugaises (excerto), in Mercure de France, n.º73, tomo CCVIII, Paris, 1.12.1928.]

Preço:70,00€

Referência:14337
Autor:CARVALHO, Raul de
Título:REALIDADE BRANCA. O dia difícil, 1955. Religião do Mar, 1955. Realidade branca. 1968
Descrição:

Edição do Autor, Lisboa, 1968. In-8º de 82-(6) págs. Br. Tiragem única de 513 exemplares, sendo 113 fora do mercado. Ostenta uma pequena dedicatória autógrafa.
INVULGAR.

Observações:

 

Todas as Horas

Todas as horas, todos os minutos,
São para mim a véspera da partida.

Preparo-me para a morte, como quem
Se prepara para a vida.

Em qualquer parte eu disse que a Beleza
Não nasce só mas sim acompanhada.

Não são palavras minhas as que eu digo.
À minha boca pertence aos que me amam.

Mudos e sós.
À nossa volta todos os amantes
Sentir-se-ão tranquilos.
Um coração puro
É como o Sol:
Brilha todos os dias.

 

Preço:35,00€

Referência:14247
Autor:CASIMIRO, Augusto
Título:CALVÁRIOS DA FLANDRES
Descrição:

Renascença Portuguesa, Porto, 1920. In-8º de 213-(2) págs. Brochado. Capa de brochura ilustrada por Sousa Lopes. Acidez geenralizada própria da qualdiade do papel. Rubrica de posse antiga no frontspício. Exemplar em bom estado, muito limpo. Exemplar do terceiro milheiro (2ª edição).

Observações:

Oficial do exército português, Augusto Casimiro participou na Campanha da Flandres (1917-1918) o que lhe valeu várias condecorações e a promoção a capitão. Foi poeta, memorialista, jornalista e comentarista políticoe destacado opositor republicano ao regime político do Estado Novo. Fez parte do grupo que fundou a Renascença Portugueza (1912) e, dez anos mais tarde, do grupo de intelectuais que lançou a revista Seara Nova, que dirigiu entre 1961 e 1967.

Do índice: Portugal e Flandres; 9 de Abril, Cálvarios da Flandres; Searas da Morte; Prisoneiros; Enfermeiras da Grande Guerra, Oração Lusiada, o Rapto das Donzelas; Depois do Amristício; A oração da Trincheira; da Vitória, etc ...

Preço:25,00€

Referência:14333
Autor:CORREIA, Natália
Título:POEMAS
Descrição:

(Lisboa) 1955. In-8º de 100-(1) págs. Brochado. Capa ilustrada com desenho de Martins Correia. Capas apresentado forte acção de Lepismatídeos nas margens. Miolo impecável, sem defeitos apontar. Valorizado por uma muito expressiva dedicatória autógrafa de Natalia Correia.

Observações:

Segundo livro de poemas da autora. BASTANTE RARO

Preço:90,00€

Referência:14359
Autor:EINSTEIN, Albert
Título:LA THÉORIE DE LA RELATIVITÉ restreinte et généralisée (Mise a la portée de tout le monde) par ...
Descrição:

Gauthier-Villars et Cª, Éditeurs, Paris, 1921. In-8º de 120 págs. Encadernação coeva, meia inglesa com cantos em pele marron, com título gravado na lombada, ao alto. Exemplar por aparar, sem capas de brochura.

Observações:

Traduzido pela primeira vez para francês, a partir do original alemão em segunda edição por J. Rouvière e com um prefácio de Émile Borel.
Publicado pela primeira vez em 1916, este trabalho permitiu aos interessados na Teoria da Relatividade, do ponto de vista filosófico e científico, adquirir um conhecimento mais exacto quanto possível, mesmo na ausência de profundas bases das matemáticas e das físicas teóricas. Esta edição saiu no mesmo ano que obteve o Prémio Nobel (1921). Conheceu posteriormente até nossos dias, sucessivas actualizações com acrescento das apresentações em Congressos da especialidade.
 

Albert Einstein (1879-1955), figura das mais influentes do seu tempo, trabalhou na Suissa, Alemanha e EUA. Transformou radicalmente a compreensão do universo tendo tirado partido dele, as estâncias de maior importância político e social da época. Einstein estabeleceu a Teoria do Movimento Browniano e o conceito quantico do fotão. Mas a ele deve-se sobretudo a Teoria da Relatividade e Equivalência da Massa e Energia (E = mc2).

Do índice, lê-se:

I - La relativité restreinte.
1 - La Physique et les lois de la Géométrie.
2 - Le système de coordonnées.
3 - L'espace et le temps dans la Mécanique classique.
4 - Le système de coordonnées de Galilée.
5 - Le principe de relativité (au sens restreint).
6 - Le théorème de la composition des vitesses d'après la Mécanique classique.
7 - Incompatibilité apparente de la loi de propagation de la lumière et du principe de relativité.
8 - La notion du temps en Physique.
9 - La relativité de la simultanéité.
10 - Au sujet de la relativité de la notion de distance dans l'espace.
11 - La transformation de Lorentz.
12 - Modifications des longueurs et des horloges en fonction de leur mouvement.
13 - Le théorème de la composition des vitesses. Expérience de Fizeau.
14 - La valeur actuelle de la théorie de la relativité.
15 - Conséquences générales de cette théorie.
16 - La théorie de la relativité restreinte et l'expérience.
17 - L'espace à quatre dimensions de Minkowski.

II - La théorie de relativité généralisée.
18 - Principes de la relativité restreinte et généralisée.
19 - Le champ de gravitation.
20 - L'identité de la masse d'inertie et de la masse pesante comme argument en faveur du postulat de la relativité généralisée.
21 - En quoi les fondements de la Mécanique classique et de la théorie de la relativité restreinte sont-ils insuffisants ?
22 - Quelques conséquences du principe de relativité généralisée.
23 - Modifications des horloges et des règles de mesure sur un système de comparaison animé d'un mouvement de rotation.
24 - Continuum euclidien et non euclidien.
25 - Les coordonnées de Gauss.
26 - Le continuum de temps et d'espace de la théorie de la relativité restreinte considéré comme continuum euclidien.
27 - Le continuum de temps et d'espace de la théorie de la relativité généralisée n'est pas un continuum euclidien.
28 - Expression exacte du principe de relativité généralisée.
29 - La solution du problème de gravitation d'après le principe de relativité généralisée.

Réflexions sur l'univers considéré comme un tout.
30 - Difficultés cosmologiques de la théorie de Newton.
31 - La possibilité d'un univers fini et cependant non limité.
32 - La structure de l'espace d'après la théorie de la relativité généralisée.

Appendice.
- Comment on peut établir simplement la transformation de Lorentz .
- Le monde à quatre dimensions de Minkowski.
- Quelques mots sur la vérification de la théorie de la relativité généralisée par l'expérience.

Preço:75,00€

Referência:14378
Autor:ESTERMANN, Padre Carlos
Título:ÁLBUM DE PENTEADOS DO SUDOESTE DE ANGOLA.
Descrição:

Junto de Investigação do Ultramar, Lisboa, 1960. In-4º de 37 págs, [54] ilustrações. Brochado com picos de acidez. Miolo muito limpo e em excelente estado. As ilustrações com tipos distintos de penteados, são em grande plano e impressas sobre papel couché.

Observações:

Obra magnífica realizada por um dos mais conhecedores da realidade angolana, o Padre Carlos Estermann que dedicou uma grande parte da sua vida no  terreno em contacto com as diversas comunidades étnicas de Angola. Até então, apenas se conhecia dentro do gébnero a obra Etnografia Angolana, editada em Lisboa (1933) da autoria de Fernando Mouta.

Texto em português e francês de Não-Bantos, grupo Ambó , Nhaneca-Humbe , Quipungo Handa , Quilengues-Humbe , Quilengues-Musó, Huila-Gambos e Herero.

Preço:60,00€

Referência:14298
Autor:FONSECA, Branquinho da
Título:A POSIÇÃO DE GUERRA drama em um acto
Descrição:

Composto e impresso na Tipografia da “Atlântida”, Coimbra, 1931. In-4.º de 15-(1) págs. Br. Capa da brochura impressa a duas cores, com o aspecto modernista que a revista «Presença» imprimia em todas as suas publicações. Ilustrado com um desenho de José Régio, impresso em página inteira. Ligeiro e insignificante restauro na capa de brochura posterior

RARO.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira incursão na escrita dramática de Branquinho da Fonseca que é não só uma das mais raras e representativas peças do seu Teatro, como  também uma das apreciadas edições «Presença», revista de que o autor foi fundador e director.

 

Preço:150,00€

Referência:14321
Autor:HORTA, Maria Teresa
Título:CIDADELAS SUBMERSAS
Descrição:

Livr. Nacional, Covilha, 1961. In-8º de 65-(7) págs. Br. Com capa e ilustração extra-texto de Manuel Baptista, Integrada na colecção Pedras Brancas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Os poemas
são cidadelas para os
lábios

Mais longe as sentinelas
do espaço
e os degraus do oceano
no contorno das pálpebras

Na hora anterior
ao vidro das lágrimas
a mulher ocasionou o parto
das cidades

e as plantas
foram úteros reflexos
de água
gerando no lodo
o vício do ódio
submerso nas palavras

Preço:40,00€

Referência:14263
Autor:LOPES, A.
Título:NOVO METHODO DE DANÇAS DE SALÃO OU O VERDADEIRO GUIA DAS DANÇAS MODERNAS, Composto expressamente para uso dos portuguezes
Descrição:

Papelaria e Typ. Azevedo, Porto, 1885. In-8º de 354-(12) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele vermelha com dizeres e florões a ouro na lombada. Profusamente ilustrado com gravuras abertas a chapa de aço em extra-texto representando os diferentes tipos de danças, inclui também partituras para piano para diferentes tipos de danças de salão.  Com uma fotografia do autor. Ornada com 42 gravuras representado técnicas e estilos de dança e 10 partituras em desdobráveis de maiores dimensões. Texto emoldurado à maneira romântica. Ligeiro aparo marginal. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade.

PRIMEIRA EDIÇÃO (e única?).

RARÍSSIMA.

Observações:

Livro muito interessante sobre as danças de salão com uma descrição pormenorizada de cada umas das modas.

Preço:245,00€

Referência:14376
Autor:MENINO, Pedro
Título:LIVRO FALCOARIA de ...
Descrição:

Centro de Estudos Filológicos, Junta de Educação Nacional, Imprensa da Universidade, Coimbra, 1931. In-8º de LXVII-91 págs. Encadernação inteira de percalina com dizeres dourados na lombada.  Conserva capas de brochura. Ligeiro aparo marginal. Exemplar muito limpo, muito fresco.

Ilustrado com marcas, instrumentos de falcoaria, e 3 estampas fac-simile do códice. Livro com a transcrição diplomática da obra de falcoaria medieval do Rei D. Fernando de Portugal.

Observações:

Publicação, com introdução, notas e glossário por Rodrogues Lapa. Regimento de falcoaria mandado fazer por D.Fernando a Pero Menino, um dos seus falcoeiros, a fim de os reger e ensinar na arte da falcoaria.
 

Este é um livro clássico da falcoaria Portuguesa que trata principalmente de aspectos relacionados com as doenças das aves de presa e respectivo tratamento médico e cirúrgico. O livro é composto por 24 capítulos e terá sido escrito no séc. XIV  em resposta a solicitação do rei D. Fernando. Este foi o tratado nacional que maior difusão teve em Portugal e em Castela. Foi traduzido para castelhano entre 1385-138 por Pero López de Ayala que o incorporou no seu tratado “Libro de la Caza de las Aves”. Em português foi utilizado por Diogo Fernandes Ferreira na composição do seu livro: “Arte de Altanaria", escrito em 1616. O autor, Pero Menino foi falcoeiro de D. Fernando e sabe-se que em 1382 e 1385 morava em Santarém. Inicialmente foi atribuída a Mestre Geraldo mas mais tarde veio a esclarecer-se a sua verdadeira autoria.

Preço:75,00€

Referência:14393
Autor:MERELIM, Pedro de
Título:AS 18 PARÓQUIAS DE ANGRA. Sumário histórico. 1974.
Descrição:

Tipografia Minerva Comercial, Angra do Heroismo, 1974. In-8º de 874 págs. Encadernação coeva em pele verde, meia inglesa, com dourados na lombada. Ex-libris na pasta anterior. Pequeno sinete a óleo, de posse, no frontspício. Conserva as capas de brochura. Exemplar muito limpo primando pela brancura das suas folhas impressas. Profusamente ilustrada ao longo do texto. Ligeiro aparo marginal.

Primeira edição desta notável monografia.

Observações:

Pedro de Merelim, pseudónimo de Joaquim Gomes da Cunha (São Pedro de Merelim, 11 de julho de 1913 – Angra do Heroísmo, 27 de novembro de 2001), foi um militar, historiador e etnógrafo dos Açores. De grande rigor histórico, é autor de dezenas publicações extensas e bem documentadas, sobre historiorfia e etnografia regional dos Açores.

Preço:55,00€

Referência:14379
Autor:MILHEIROS, Mário
Título:MAIACAS, registo etnográfico e social.
Descrição:

Mensario Administrativo, (Angola), 1953. In-4º de 127-(3) págs. Brochado. Ilustrado ao longo do texto.  Separata de o Mensário Administrativo, teve este trabalho uma tiragem muito reduzida.

Observações:

Estudo (pioneiro?) muito desenvolvido e da maior importância sobre grupo étnico angolano dos MAIACAS. Destaca-se neste trabalho, entre outrso assuntos de elevada importância etnográfica, a discussão maior em torno do divino do universo antropológico deste grupo.

Preço:30,00€

Referência:14348
Autor:MONIZ, Manuel Mendes
Título:ANTI-PROLOGO CRITICO E APOLOGETICO no qual á luz das mais claras razões se mostrão desvanecidos os erros, descuidos, e faltas notaveis, que no insigne P. Manoel Alvares presumírão descobrir os Rr. Aa. Do Novo Methodo da Grammatica Latina
Descrição:

Na Officina de Miguel Manescal da Costa, Lisboa, 1753. In-8º de 158-(2)págs. Encadernação coeva inteira em pele. Papel mantendo a sonoridade original.

Observações:

Trata-se de um dos varios textos de protesto contra "O Novo methodo da Gramatica Latina" de António Pereira de Figueiredo que fora escolhido como texto básico para uso nas escolas.

Preço:80,00€

Referência:14383
Autor:MONTE ALVERNE, Frei Agostinho
Título:CRÓNICAS DA PROVÍNCIA DE S. JOÃO EVANGELISTA DAS ILHAS DOS AÇORES
Descrição:

Instituto Cultural de Ponta Delgada, Ponta Delgada, 1960-1962. Três volumes de 145, 520 e 336 págs respectivaemnte. Brochados

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Uma das principais referências da historiografia  açoriana, este manuscrito esteve inédito, por quase três séculos sendo esta a sua primeira ediçao.

Nestes três volumes o autor aborda não só a descoberta das ilhas de S. Miguel e Santa Maria como também da criação de suas vilas e cidades, ermidas, freguesias,  fundação de seus conventos, mosteiros e do estado dos conventos e mosteiros, entre outros assuntos.

Preço:60,00€

Referência:14360
Autor:MONTEIRO, Manuel
Título:IGREJAS MEDIEVAIS DO PORTO.
Descrição:

Marques Abreu-Editor, Porto, 1954. In-Fólio de 89 págs. numeradas, XIX inumeradas e LXXVIII de estampas e índice. Encadernação editorial inteira de pele vermelha, lavrada a ouro nas pastas e lombada. Conserva as capas de brochura. Dedicatória não autógrafa no ante-rosto.

Observações:

Obra póstuma e essencial para a bibliografia da História da Igreja no Porto. Este estudo revela-se de elevado interesse, não só histórica mas também arquitectónica portuense. Apresenta-se com um esmerado apuro gráfico na execução, com impressão sobre papel de qualidade. Ricamente ilustrada à parte com reproduções fotográficas da Igreja da Sé, Cedofeita, Águas Santas, S. Francisco e Leça do Balio, incluindo plantas dos referidos monumentos. Desenhos da capa e letras capitais são da autoria do artista-pintor Isolino Vaz. Os trabalhos fotográficos são de Marques Abreu e do arquitecto J. Marques Abreu Júnior.

Preço:165,00€

Referência:14307
Autor:NAMORA, Fernando
Título:AS SETE PARTIDAS DO MUNDO. Romance
Descrição:

"Portugália". Coimbra. 1938. In-8º de 255-(9) págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conservação, apontando apenas ligeiro e insignificantes defeitos de manuseamento nas capas de brochura com pequeníssimos cortes marginais, dadas as dimensões superiores relativamente ao miolo.
PRIMEIRA EDIÇÃO DO PRIMEIRO ROMANCE de Namora. Capa de brochura com uma xilogravura de Riberto Araújo.

Observações:

"... Este livro pretende ser um romance de adolescentes e é um trabalho de adolescente: escrito dos 17 aos 19 anos. Como tal, pecando pela inexperiência de quem o escreveu, projectava-se publica-lo muito mais tarde, quando a experiência permitisse melhora-lo. Porém, considerando que, para um trabalho desta índole, seja preferível deixa-lo na sua pureza, resolveu-se publica-lo agora...". O diário romanesco de um adolescente amadurecido e extremamente crítico. Das primeiras recordações da infância aos anos do curso liceal: os primeiros deslumbramentos, os primeiros amores, os primeiros choques sociais.

Primeira edição do primeiro romance publicado pelo autor que é uma figura de primeiro plano do neo-realismo português, em que inaugurou duas colecções emblemáticas para a história da literatura portuguesa - Novo Cancioneiro e Novos Prosadores. Este seu romance, assim como o liro de poemas publicado no mesmo ano- Relevos, procura desde logo um ponto de ruptura com o presencismo. Na sua obra levanta uma das mais “detalhadas e impiedosas análises da vivência portuguesa”, quer do ambiente rural, quer do ambiente da grande urbe.

Preço:80,00€

Referência:14365
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:FESTA REDONDA. Décimas e Cantigas de Terceiro Oferecidas ao Povo da Ilha Terceira por ... natural da dita Ilha.
Descrição:

Livraria Bertrand. Lisboa. 1950. In-8º de 253-(1) págs. Brochado. Desenho da capa por Manuel Lapa. Muito bom estado de conservação

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Outro caminho da sua poesia está na procura de uma linguagem de discreta raiz popular, presa a uma ironia vagamente deslumbrada que transparecerá em Festa Redonda ...”.

Segundo carlos Bessa "... Festa Redonda é uma obra extremamente original, pelo modo como o poeta aliou a literatura de transmissão oral, às características da poesia moderna, criando uma obra única no âmbito da literatura portuguesa. Uma obra que para nós era merecedora de uma edição autónoma, para que os mais e menos novos, pudessem conhecer e encantar-se com a sua versão original, publicada pela Bertrand em 1950, de modo a poderem deleitar-se com os ritmos e o encantamento com que Nemésio quis homenagear as gentes da sua ilha natal ...”.

Preço:45,00€

Referência:14356
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:VARANDA DE PILATOS
Descrição:

Livrarias Aillaud & Bertrand, Paris-Lisboa, S/d. (1926?). In-8.º de 253(1) págs. Br. Capa de brochura ilustrada a cores e com a charneira cansada.

Observações:

Primeira edição do primeiro romance de Nemésioem que há uma certa vivência açoriana e escolhe como espaço e tempo a Angra da sua adolescência, de fogachos amorosas e ideológicos. Os truques da ficção, ainda um pouco incipientes, deixam muito a descoberto o adolescente” escrito ainda estudante da Universidade. Obra literária do escritor de que na opinião de Cristóvão de Aguiar “... apesar de ser um livro de juventude escrito por um jovem, não envergonha nenhum escritor”.

 

Preço:65,00€

Referência:14261
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:LA VOYELLE PROMISE poemes
Descrição:

Edições Presença, Coimbra, 1935. In-8º de 67 págs. Br. Cadernos por abrir.

Observações:

Das edições "Presença", embora se leia na capa "Éditions R.A. Corrêa, Paris".

Criação poética «por dentro» da língua francesa (que o autor dominava perfeitamente), carregada de vivências insulares.
É, segundo Fernando Guimarães, na sua obra "A Poesia da Presença e o aparecimento do Neo-Realismo", um dos principais livros de poesia publicados em 1935.

Preço:90,00€

Referência:14392
Autor:OLIVEIRA, Ernesto Veiga de;GALHANO, Fernando; PEREIRA, Benjamim
Título:CONSTRUÇÕES PRIMITIVAS EM PORTUGAL
Descrição:

Instituto de Alta Cultura (Neogravura), Lisboa, 1969. In-8.º de 363-(1) págs. Br.

Observações:

O presente ensaio visa estudar as formas mais simples de construção habitacionais ou não, primitivas, existentes no nosso país, as quais aproveitam em geral os materiais locais, segundo sistemas ou processos mais ou menos elaborados, mas de tipo arcaico e alheios a conceitos propriamente tecnicistas.

Estudo da habitação tradicional portuguesa nas suas origens dividido em duas partes, a primeira dedicada às Construções Primiticas e Elementares e a segunda aos Sistemas Primitivos de Construção. Trabalho exaustivamente documentado com 355 magníficas reproduções fotográficas impressas em folhas à parte, além de mais de uma centena de desenhos da autoria de Fernando Galhano, integrados nas páginas de texto.

" A presente obra foi subsidiada pelo Instituto de Alta Cultura no âmbito de um plano de publicações iniciado em 1969 visando a preservação e valorização do património cultural português. (...) Este fica, no entanto, assinalado por ser o primeiro que se integra no referido plano e que também é publicado pelo Centro de Estudos de Etnologia, sucedâneo do Centro de Estudos de Etnologia Peninsular. O Estudo da habitação tradicional portuguesa constituiu um dos primeiros objectivos do Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, e que tem vindo a concretizar-se numa série de pequenas monografias dispersas, focando casos especiais e parcelares. A presente obra representa a elaboração desses estudos, na parte que se refere às formas primitivas de habitação, ampliando-se o seu conteúdo e alargando-os a todo o território metropolitano (...)”.

Preço:85,00€

Referência:14367
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:DUPLO PASSEIO
Descrição:

Tipografia Civilização, Porto, 1942. In-8º de 244-(3) págs. Brochado. Pequeniníssima rúbrica de posse no ante-rosto. Belo exemplar, muito bem conservado.

Observações:

Primeira edição dum invulgar passeio que tem início na Casa de Pascoaes e atinge o seu ponto alto na pequena aldeia de Travassos (Montalegre). A viagem é fundamentalmente uma jornada espiritual que levou Pascoaes a “várias divagações de carácter religioso”. No centro destas “divagações” está “o caso de Travassos” que o autor conta da seguinte forma: “[Em Travassos] Saimos do auto e fomos contemplar uma escultura de Cristo crucificado, de tão ingénua divindade e tão ingenuamente martirizada que as suas chagas vermelhas pareciam rir-se do artista que as pintou…Estava eu numa atitude de crítico ou de idiota, quando me tocaram no braço esquerdo. E logo uma rapariga, de onze anos talvez, apontou-me o Cruxifixo, dizendo: - Aquele é o Senhor…” (Duplo Passeio. 1942. p. 61). O gesto da menina – e a leitura que Pascoaes faz de todo aquele momento –  desassossegou de tal forma o poeta que o levou a um delírio místico (e a um conjunto de variados pensamentos e reflexões sobre diversas matérias) que ocupa grande parte do resto do livro. Pascoaes revela então o “Ateoteísmo” (o ateísmo de Deus), questiona o sentido e a capacidade de interpretação da realidade e da existência afirmando que “o sonho é que nos prende à Origem”, pergunta “Quem deseja viver?” e respondendo de imediato “Talvez os mortos",  lembrando ainda a diferença entre gozar a vida e viver: "Gozar a vida é dançar nos braços das cortesãs ou da Tragédia, emborcar taças de Champanhe em louvor de Baco, arder numa fogueira de delícias...Ser fumo é a última palavra do ideal...Mas viver a vida! Quem é que se extasia no terror dos abismos, na vertigem das altitudes ou sobre as patas da Esfinge esmagadora? Viver é interrogar a morte, nada mais...É ser um doido como Lucrécio ou um deslumbrado como S. Paulo!”. Questiona-se novamente “Que é o remorso da saudade?” respondendo “Larvas tentando a mariposa”…

Duplo Passeio é, provavelmente, uma das obras mais importantes de Teixeira de Pascoaes. António Cândido Franco descreve o livro como [uma]  “metamorfose alucinante e selvagem que não tem qualquer paralelo na literatura portuguesa do tempo” (ver Franco, António Cândido – Notas para a compreensão do surrealismo em Portugal. Editora Licorne. 2012. pp. 33-34).

Agradecimentos ao Livreiro Francisco Brito, pela informação cedida.

Preço:50,00€

Referência:14380
Autor:REDINHA, José
Título:ETNOSSOCIOLOGIA DO NORDESTE DE ANGOLA
Descrição:

Agência-Geral do Ultramar, Lisboa,1958. In-8º de 247 págs. Brochado. Capas ligeiramente empoeiradas. Miolo impecável e muito fresco, não fosse raros sublinhados leves a lápis de grafite.

Observações:

Esta publicação foi Prémio Frei João dos Santos em 1956. Estamos preqos perante a PRIMEIRA EDIÇÃO deste ensaio, reeditado em 1966 pela editora Pax em Braga.

Apesar de ser um estudo científico, a sua escrita pode levar longe a nossa imaginação sobre como terá sido o quotidiano dos povos que habitavam a Lunda em tempos mais recuados. Tome-se este pequeno trecho como exemplo:

"... Os antigos lugares (ículos) de grandes povoações, os longos caminhos comerciais remotos (alguns transafricanos), os tradicionais locais de paragem das comitivas, as ilhotas mais importantes dos rios – refúgios de épocas inseguras -, as grandes colinas, os ângulos hidrográficos estratégicos, lagos, como Dilolo, Carumbo e Cacueje – renomeados por motivos das lendas que os rodeiam -, as dilatadas savanas herbáceas, cabendji, da sede e das miragens, campos de aventuras cinegéticas do caçador nordestino, as savanas dos feiticeiros, as baixas dos elefantes, as florestas dos búfalos negros, os rios dos mortos, as rochas dos Bambalas, no Alto Zambeze, o Pembe ua Hembe (grande fosso de parapeito no Sudoeste da Lunda), o Utomboquelo ua Macualana (terreiro de dança dos antepassados), na mesma região, as buracas de Mulumbaquenhe no Luizavo, o grande vau secreto dos Luenas no rio Zambeze, as rochas do Muheuhe no curso superior do Cassai, são apenas um punhado ocasional de nomes repletos de história dos diversos povos que, no decurso do tempo, têm vivido e aventurado nestes territórios (*).
(*) Nota do Autor – O grande vau do rio Zambeze foi-nos mostrado em 1939, pelo soba Caquengue, dos Luenas.


Estamos em presença de uma obra muito completa e detalhada. Atente-se neste curioso censo dos grupos étnicos habitando nos territórios da Lunda:
"Grupo Lunda-Quioco – 150.460 indivíduos, dos quais, 45.090 lundas e 105.370 quiocos.
Grupo Quimbundo – 43.430 indivíduos, sendo 22.361 chinjis, 8.760 minungos, 8.934 bangalas, 2.595 songos e 1.320 maholos.
Grupo Ganguela – 8.903 indivíduos, na sua quase totalidade representados pelos luenas.
Grupo Quicongo – 5.330 indivíduos, entre eles 1.914 mussucos, seus representantes mais legítimos, 580 cojis ou ncojis (aparentados com os habitantes do Encoji), e ainda 1.501 pacas e 1.385 haris ou caris, mais ou menos adstritos à órbita dos quicongos."

 

Sobre a amplitude e justeza deste estudo, fiquemos com as palavras do Autor nas notas introdutórias:
"É natural que muitos passos deste livro choquem com ideias feitas, por vezes consagradas. Não foi nosso intuito feri-las, como também o não foi isentá-las.

Preço:30,00€

Referência:14289
Autor:SENA, Jorge de
Título:SEQUÊNCIAS
Descrição:

Moraes Editora, Lisboa, 1980. In-8º de 119-(15) págs. Br. Integrado na colecção "Círculo de Poesia".

1.ª Edição.

Observações:

Livro póstumo do poeta que à excepção de três poemas, se encontrava inédito. É um repositório de sarcasmo e ironia onde encontramos traços da visão atenta ao que o rodeava.

MARIDO E MULHER

Sofriam terrivelmente. Porque
o comboio dele chegava
quando o dela partia.
Compraram um manual na livraria,
mandaram vir pelo correio uma almofada especial
(cujo atraente anúncio recebiam quase todos os
dias pelo correio) leram com cuidado as instruções,
estudaram com aplicação os esquemas do livro,v e, quando se ensaiavam,
na discreta penumbra do quarto respectivo,
a sogra — que embirrava com ele —
abriu de repente a porta,
deu um grito, correu
ao telefone e chamou a polícia,
A polícia veio, levou-o. Foi julgado
e condenado a dois anos de tratamento num
instituto psiquiátrico
por atentar, vicioso,
contra a virtude da esposa.

Preço:20,00€

Referência:14363
Autor:SILVA, José Henriques da
Título:PESCADORES MACUA. Baía de Nacala, Moçambique, 1957-73.
Descrição:

Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa, 1998. In-4º de (192) págs. Encadernação de editor com sobrecapa. Ilustrado com dezenas de fotogrfias, algumas desdobráveis. Realização gráfica de Victor Palla. Edição bilingue, em língua portuguesa seguido da respectiva tradução inglesa.

Primeira edição.

Observações:

Álbum fotográfico de valor documental, histórico e artístico, editado por ocasião da exposição retrospectiva José Henriques e Silva, Pescadores Macua, baía de Nacala, Moçambique, 1957-1973, realizada no Arquivo Fotográfico entre 31 de Julho e 17 de Setembro de 1998. As fotografias de José Henriques e Silva fotam obtidas na baía moçambicana de Nacala entre 1957 e 1973.

José Henriques e Silva (1919-1983) fixa-se em Moçambique em 1956, onde desempenha as suas funções profissionais na empresa Lusodana, responsável pela construção da 1.ª fase do Porto de Nacala, ao mesmo tempo que começa a fotografar a vida quotidiana da população daquela cidade, sobretudo as comunidades de pescadores Macua da baía de Fernão Veloso, até 1974. Depois de algumas passagens por outras partes do território moçambicano e por Portugal, regressa em 1982 reencontrando também aquela comunidade piscatória, e faleceu em 1983, já em Portugal. Ao todo, o arquivo que José Henriques e Silva envia para Portugal, ascende a cerca de 5 000 negativos. Este é também um dos últimos trabalhos gráficos de Victor Palla. O tema central do conjunto pictórico remete para a comunidade piscatória da Baía de Nacala em Moçambique.
No final da obra, inclui uma breve antologia do fotógrafo.

Preço:60,00€

Referência:14357
Autor:SOUSA, António de
Título:CRUZEIRO DE OPALAS. Versos de amor e Saudade que Antonio de Portucale compoz nos anos de MCMXVI, MCMXVII e MCMXVIII nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e na aldeia de Santa Cruz do Douro.
Descrição:

(Typ. Popular, Coimbra, 1918). In-8º de 43-(5) págs. Brochado

Observações:

São raríssimos os exemplares deste primeiro livro de António de Sousa, livro publicado sob pseudónimo - ANTONIO PORTUCALE.
 

António de Sousa, nasceu no Porto a 25 de Dezembro de 1898. Estudou na Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito, e onde viveu largos anos. Casado com a pintora Alice Toufreloz Brito de Sousa, vem para Lisboa, em finais dos anos 40, indo residir para Algés, concelho de Oeiras. Tal como Edmundo de Bettencourt, passara primeiro pela Faculdade de Direito de Lisboa, antes de aportar a Coimbra. Teve uma vida académica muito intensa durante o seu percurso por Coimbra, em que a poesia e os ventos de um Modernismo crescente, o envolveram profundamente, levando a que o final curso, se fosse ficando um pouco tardio. António de Sousa já como estudante de Direito, mostrara ser um poeta de rara sensibilidade, que escreveu poesia da mais pura água, alguma da qual, foi gravada e cantada, pelos grandes cantores da chamada primeira “década de oiro” da Canção de Coimbra. Ainda hoje não a dispensam, na maior parte de repertório dos cantores de Coimbra.

Foi presidente da Associação de Basquetebol de Coimbra, secretário-geral e presidente a Associação Cristã dos Estudantes de Coimbra e um dos fundadores da Universidade Livre Conimbricense. Pertenceu à Comissão de Propaganda do Centro Republicano Académico em 1927, foi Presidente da Associação Académica nos anos 1934-35, e um ano depois, fazia parte da Comissão Promotora de uma Homenagem aos estudantes mortos na 1ª Grande Guerra. A comissão era presidida pelo Dr. Fernando Martins, e pelos estudantes Otílio de Figueiredo, e António de Sousa, que presidia à Associação. A homenagem realizada pela Academia, veio a culminar no descerrar de uma lápide, a 9 de Abril de 1935, na sala da Associação Académica, sediada na Rua Larga, perpetuando a memória dos estudantes caídos no campo de batalha.

No decurso da sua longa vida estudantil, em que conciliava o trabalho, com o estudo, a poesia e a intervenção social, António de Sousa começara cedo a escrever, e a colaborar em revistas. Com o pseudónimo António Portucale, publica em 1918, a poesia “Cruzeiro de Opalas”, e em 1919, “O Encantador”. Nos anos 20, foi um dos percursores do Movimento Presencista. O poeta da Ereira, mais velho que todos os outros, homem de grande estatura moral, lutador contra a ditadura, que o afasta compulsivamente do ensino, nos anos 30, é um dos elos aglutinador do movimento. Afonso Duarte era sem dúvida uma referência na seriedade e sensibilidade, expressa na sua postura de homem de carácter e de poeta. Depois, em 1924, foi um dos criadores da revista Triptico, juntamente com João Gaspar Simões e Vitorino Nemésio. Colabora com as revistas Ícaro, Byzancio, Vértice, Presença, Portucale e a Revista de Portugal. Trabalhou largos anos na Associação Cristã da Juventude de Coimbra, como secretário-geral e presidente, tendo assegurado essas funções, poucos anos após a sua inauguração, a 20 de Junho de 1918.

Foi ainda Presidente do Orfeon Académico, cargo de que não tomou posse, devido a um conflito com o regente Padre Elias de Aguiar. Bettencourt e Paradela gravaram poesias suas, e muitos outros as cantaram. Foram várias, as suas poesias, na Canção de Coimbra, mas as que encantaram mais os seus cantores, talvez tenham sido as que tiveram gravação.

Preço:100,00€

Referência:14297
Autor:TEIXEIRA, Fausto Guedes
Título:O MEU LIVRO: Livro d’Amor, Mocidade Perdida, Saudades do Coração, Esperança Nossa, Carta a um Poeta, Alma Triste, 1898 a 1906.
Descrição:

Antiga Casa Bertrand - José Bastos, Lisboa, 1908. In-8º de (10)-336-(1) págs. Encadernação coeva meia franceda em pele castanha com sóbria e simples decoração dourada na lombada, sobre os nervos. Encerra o retrato do poeta elaborado por Columbano. Apenas aparado à cabeça. Conserva capas de brochura e parte dos cadernos por abrir.

Observações:

Poeta absolutamente singular, o seu trabalho não tem comparação, a originalidade de Fausto Guedes Teixeira consiste sobretudo no obstinado afastamento do poeta em relação a correntes literárias das novas escolas que sucessivamente dominaram o panorama poético, como o parnasianismo, o naturalismo, o simbolismo, o modernismo, mantém-se fiel a um "neo-romantismo serôdio", que o popularizou. Os primeiros trabalhos poéticos de Fausto Guedes Teixeira foram escritos em 1889, tinha ele apenas 18 anos, e publicados no quinzenário juvenil Miniaturas, de Lamego. O seu primeiro livro saiu em 1892 com o título "Náufragos" sobre Glosava um trágico naufrágio ocorrido na Póvoa de Varzim, constituído por um único poema, escrito em alexandrinos, onde é possível perceber a influência de Junqueiro e Victor Hugo. Outras publicações poéticas se seguiram, Livro d’Amor em 1894, Mocidade perdida, em 1886 e reeditado em 1926, Boa viagem de 1898, Esperança nossa em 1899, Carta a um poeta de 1899, Saudades do coração de 1902, Alma triste de 1903, O meu livro de 1908, Maria de 1918 e Sonetos de amor em 1922. Os últimos anos de sua vida dedicou-os a uma criteriosa revisão para editar dois volumes de O meu livro dois volumes, de 1941 e 1942, respectivamente, edição definitiva e póstuma das obras completas, pela Edições Marânus, do Porto.

Preço:40,00€
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