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Módulo background

ESTOU VIVO E ESCREVO SOL

em Literatura Portuguesa

Referência:
14088

Autor:
ROSA, António Ramos

Palavras chave:
Autógrafos | Bibliofilia | Primeiras edições

Ano de Edição:
1966

60,00€


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Título:
ESTOU VIVO E ESCREVO SOL
Descrição:

Editora Ulisseia, Lisboa, 1966. In-8.º de 88-(6) págs. Br. Orientação gráfica de Espiga Pinto. Sobrecapa em papel de alcatrão. Integrado na "Colecção Poesia e Ensaio". Encerra uma dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

 

Observações:

Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em fios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol

Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol

A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida

Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maravilha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde.

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