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Livros do mês: Fevereiro 2024
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Montra de Destaques

Referência:15341
Autor:AAVV
Título:O BARDO - Jornal de Poesias Inéditas. REDACTORES, A. P. C. – F. X. DE NOVAES.
Descrição:

Editor Francisco Gomes da Fonseca, Porto, 1857. In-8.º de dois volumes com 24 e 12 números respectivamente 390 e 200 págs, encadernados em um. Encadernação meia francesa em chagrin preto com belíssimos ferros dourados gravados com finos filetes duplos em casas fechadas e nos nervos. Ligeiramente aparado, estando no entanto o miolo muito limpo e fresco mantendo a sonoridade original do papel. Completo de tudo quanto publicado.

MUITO VALIOSA, RARÍSSIMA E PEÇA DE COLECÇÃO deste periódico muito interessante publicado entre 1852 e 1857 ao longo de 24 (1ª parte) e 12 (2ª parte) números com grandes variações de periodicidade. De elevadíssimo interesse camiliano.

[ O BARDO // JORNAL DE POESIAS INEDITAS // - // REDACTORES, A. P. C. – F. X. DE NOVAES. // Nova edição // (vinheta tipográfica) // PORTO : EDITOR, FRANCISCO GOMES DA FONSECA. // - // 1857.]


HENRIQUE MARQUES, 503; JOSÉ DOS SANTOS (1916), 275; JOSÉ DOS SANTOS (1939), 747; CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA, 1968), 336; DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA CAMILIANA (2003), 249.


 

Observações:

Constitui das REVISTAS LITERÁRIAS mais importantes do século XIX, em que os literatos do Porto ocupam papel fundamental. Henrique Marques, na sua imponente bibliografia Camiliana, refere a existência de uma única edição em que “… o editor mandou reimprimir, sob o título de Nova Edição, e com a data de 1857, as primeiras 16 pags., incluindo o frontispicio, e assim correndo mundo uma nova edição, quando a edição de tal publicação, hoje rara, foi apenas uma …” - que, em nossa opinião, constituiu à época uma estratégia de venda - circunstância esta apresentada no nosso exemplar.

Compreende colaboração dos mais distintos poetas da época entre eles Alexandre Braga, A. A. Soares dos Passos, Augusto Soromenho, Antonio Xavier Rodrigues
Cordeiro, Augusto Lima, Bulhão Pato, F. Martins. Faustino Xavier de Novaes, Francisco Gomes de Amorim, Francisco Palha, João Azevedo, Julio Cesar Machado, J. Pinto Ribeiro Junior, Mousinho d’Albuquerque, Estácio da Veiga, entre outros.

De Camilo, insere os escritos que mais tarde foram incluidos em Duas Epochas da Vida e Ao Anoitecer da Vida e são os seguintes:
Versos à desventura; A Irman da Caridade; Ao merito; Alegria; Angustias e consolações; N’um Album; O meu Segredo; O que é um baile?;
Meditação; Não tentes!; No Album de Luiz Candido Cordeiro Furtado Coelho; Paixão única; Nas horas tristes &c.; Adeus; Foi!; A Julio Cesar
Machado e A José Barbosa e Silva
.

Cremos que a publicação veio a lume sem capas de brochura. Este exemplar ostenta um indice que decorre das páginas 193 à 200 e não referido nas bibliografias consultadas. Alexandre Cabral no seu Dicionário, diz-nos que “ … a quase totalidade desta produção, incluindo a de C. da Veiga, foi recolhida pelo autor em Duas Epochas na Vida (1854), com alterações sensíveis, desde os títulos, até à supressão do local e datas de feitura. Curiosamente, esquecido porventura de já terem sido compiladas em livro, Camilo voltou a estampá-las, em 1858, em A Aurora do Lima …”.


HENRIQUE MARQUES, 503; JOSÉ DOS SANTOS (1916), 275; JOSÉ DOS SANTOS (1939), 747; CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA,
1968), 336; DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA CAMILIANA (2003), 249.

Preço:725,00€

Referência:15327
Autor:AAVV
Título:MUNDO PORTUGUÊS. Imagens de uma Exposição Histórica.
Descrição:

Edições SNI, Lisboa, 1956. In-4º de 142 ff inumeradas e 3 folhas desdobráveis. Revestido de encadernação editorial, com sobrecapa ilustrada em papel (com sinais de ligeiro desgaste próprio dos movimentos de arrumar na estante) com pequenos rasgos de manuseamento; miolo muito limpo e impecável.

Direcção gráfica do pintor Manuel Lapa. Execução pela Oficina Gráfica, Lda., Neogravura, Lda. e Litografia Nacional. Edição de grande apuro gráfico profusamente ilustrada a cores e negro, com reproduções fotográficas, ilustrações e mapas, alguns desdobráveis. Álbum evocativo da Exposição do Mundo Português, de grande qualidade artística, impresso sobre vários tipos de papel, couché, vegetal, cartolina. Separadores de cada secção com texto a duas colunas. Gravuras a cores sobre papel couché, colado sobre as folhas de texto, reproduzindo iluminuras do Apocalipse do Lorvão, pormenores do Atlas de Lopo Homem, retratos de Vice-Reis da Índia, pormenores dos painéis de S. Vicente, Tapeçarias de D. João de Castro, do Livro de Horas de D. Manuel, Imagens populares de Nossa Senhora e embarcações típicas de diversas regiões. Gravuras a preto e branco documentando exaustivamente todos os espaços da Exposição, as peças artísticas que os integravam e a respectiva decoração. As folhas desdobráveis reproduzem a sépia uma obra de pintura inspirada nos painéis de S. Vicente da autoria de Martins Barata e uma planta a cores de todo o recinto da Exposição.

A edição é dedicada aos filhos dos que viram a Exposição e às memórias do Engenheiro Duarte Pacheco e do Arquitecto Cottinelli Telmo.

Raro.

Observações:

Prefácio de Eduardo Brazão do SNI, discursos proferidos na cerimónia de inauguração, a 23 de Junho de 1940, por Duarte Pacheco, Ministro das Obras Públicas e Comunicações e por Augusto de Castro, Comissário Geral da Exposição. Obra de elevado valor artístico, destinada a reviver em 1956 o momento alto da consolidação do Estado Novo em 1940 e a contribuir para as comemorações dos 30 anos da chamada Revolução do 28 de Maio de 1926. Foi a data que assinala o zénite do regime de Salazar, perfeitamente consolidado, sem oposição e sem inimigos externos, situação que iria mudar em pouco tempo.

Álbum evocativo da «Exposição do Mundo Português», realizada em 1940, comemorativa dos centenários portugueses, oito séculos de independência nacional (1140) e três séculos da restau-ração da indepen-dência de Portugal (1640), oportunidade por excelência para demonstrar o trabalho sólido de restruturação do país, em plena Segunda Guerra Mundial. O Mundo Português: Imagens de uma Exposição Histórica é uma viagem no tempo até à Lisboa de 1940. Gustavo de Matos Sequeira abre, neste fantástico álbum, as portas de um dos acontecimentos de maior destaque do Estado Novo, a grande Exposição do Mundo Português. A data do duplo centenário exaltava o passado glorioso do país, comemorando os oito séculos depois de 1140, data entendida como a da independência nacional, e os três séculos passados sobre a Restauração da Independência (1640). Numa Europa em plena II Guerra Mundial, este evento associaria um maior simbolismo, como forma de demonstrar ao povo que o Portugal neutral se encontrava em paz e próspero. Este exemplar, com encadernação editorial e sobrecapa ilustrada, encontra-se profusamente ilustrad com gravuras de alguns dos objetos e edifícios que marcaram a mostra. Muitos dos elementos pensados e construídos para o efeito mantêm-se hoje como elementos de destaque da paisagem urbana lisboeta, como o Padrão dos Descobrimentos ou o jardim do Império. Inclui um prefácio de Eduardo Brazão do Secretariado Nacional de Informação e os discursos proferidos por Duarte Pacheco, Ministro das Obras Públicas e Comunicações e por Augusto de Castro, Comissário-Geral da Exposição na cerimónia de inauguração da exposição. O autor compôs esta obra com o intuito de mostrar às gerações mais novas o grande evento nacional, registando-o na memória daqueles que não o puderam viver.

O texto de Gustavo de Matos Sequeira, prestigiado homem da letras, transporta-nos a um dos acontecimentos de maior relevo do regime ditatorial do Estado Novo, a grande Exposição do Mundo Português. Numa Europa em plena II Guerra Mundial, este evento eminentemente simbólico, procurava demonstrar ao povo que o Portugal neutral se encontrava em paz e era próspero.

Através da lente dos mais prestigiados fotógrafos, entre os quais Amadeu Ferrari, Carvalho Henriques, Fernando Vicente, Horácio Novais, João Martins e Mário Novais, somos levados ao âmago deste grande evento cultural e propagandístico.

Inclui um prefácio de Eduardo Brazão do Secretariado Nacional de Informação e os discursos proferidos por Duarte Pacheco, Ministro das Obras Públicas e Comunicações e por Augusto de Castro, Comissário-Geral da Exposição na cerimónia de inauguração da exposição.

Preço:400,00€

Referência:15239
Autor:ANDRADE DE FIGUEIREDO, Manuel de
Título:NOVA ESCOLA PARA APRENDER A LER, ESCREVER E CONTAR.Offerecida á Augusta Magestade do Senhor Dom Joaõ V. Rey de Portugal. Primeira parte / por Manoel de Andrade de Figueiredo, Mestre desta Arte nas cidades de Lisboa Occidental, e Oriental
Descrição:

Na Officina de Bernardo da Costa de Carvalho, Impressor do Serenissimo Senhor Infante, Lisboa, S/d. (1722). In-4º de XVIII-156 págs. Encadernação coeva (?) em pele, com decoração dourada moderna na lombada. Ilustrado em extra-texto com 2 gravuras de B. Picart: uma representando de Lisboa antes do terramoto de 1755, encimada por dois anjos segurando o brasão real e a segunda com o retrato do autor datado de 1721. Seguem-se 45 estampas com alfabetos, penas e desenhos caligráficos da autoria de Andrade datadas de 1718. Borba de Morais, na sua Bibliografia Brasileira do Periodo Colonial, p. 136 refere a existência de três impressões, contestando assim a descrição em Inocêncio (V, 336) que refere apenas duas. refere ainda que a primeira tiragem da obra corresponde a que tem 7 folhas preliminares inumeradas além do frontspício e a portada alegórica, situação essa que se verifica no exemplar que se apresenta.

Encadernação ligeiramente coçada, ocasionais picos de humidade em algumas folhas, com raras manchinhas de tinta.

 

PRIMEIRA TIRAGEM EM PRIMEIRA EDIÇÃO, muito valiosa e rara.

 

 

Observações:

Obra monumental sobre a caligrafia portuguesa moderna, A sua publicação reformou uma arte que não tinha evoluído desde que saiu a luz a obra Exemplares de Diversas Sortes de Letras de Manuel Barata, ainda no início do período filipino. Manteve-se actual até ao início do reinado de D. José. Embora referido no frontspício como sendo Primeira Parte, não foi impresso nada mais do que aqui se apresenta.
A obra divide-se em quatro tratados:

- o primeiro ensina o idioma português, com o objetivo de ler e escrever perfeitamente;
- o segundo apresenta os diversos caracteres e tipos de letras que se usavam naqueles tempos;
- o terceiro fornece as regras da ortografia portuguesa;
- o quarto ensina as noções básicas de aritmética.

Manoel de Figueiredo aborda as características dos suportes da escrita, fornece receitas de tintas e apresenta, nas suas gravuras, exemplos de vinhetas e cercaduras em florões, pássaros, animais, anjos e cavaleiros em desenhos figurativos ou caligráficos, compostos a partir do movimento da pena sobre o papel em riscos circulares entremeados. Fornece ainda  modelos de letras romanas, grifas, góticas e antigas, ensinando como grafar cada uma, além de fornecer exercícios de caligrafia.e aborda também  uso de cada tipo de letra e sua função, de acordo com as características do documento. Apresenta quatro modelos diferentes de letras capitulares adornadas, das mais rebuscadas às mais simples.

A Nova Escola é também considerada uma revolução do ensino no século XVIII por incentivar uma mudança no pensamento pedagógico em Portugal. Segundo Rogério Fernandes “Andrade de Figueiredo atribuía largo alcance social à educação. As qualificações dos súbditos, assegurava sem hesitações, provêm da sua aplicação enquanto meninos e do ensino dos mestres”.

Inocêncio V, 355 diz-nos : “Famoso professor de calligraphia em Lisboa, e natural da capitania do Espírito-Santo no estado, hoje império, do Brasil", e segundo Ventura da Silva "deu á Luz Andrade a sua Arte de Escripta, que enriqueseu d’elegantes abecedários, ornados de engraçadas laçarias."

Inocencio V, pág. 355-356. Samodães, 151; Ameal, 107; Ferreira Lima (Calígrafos), p. 7 et seq; Bonacini 66; Becker, Practice of Letters 138; Borba de Moraes, Bibliografia Brasileira do Período Colonial, pág. 136; Borba de Moraes, Bibliografia Brasiliana, 311

Preço:1650,00€

Referência:15267
Autor:ASSIS, Joaquim Maria MACHADO DE
Título:AMERICANAS
Descrição:

B.L.Garnier. Livreiro-editor do instituto histórico, Rio de Janeiro, 1875. In-8º de VII-210-(3) págs. Encadernação coeva, meia inglesa em pele grenat, com dizeres dourados na lombada. Aparo marginal generalizado, carimbo de posse a óleo coevo, assim como a rúbrica de posse correspodnente no ante-rosto, este e o frontspício apresentam raro foxing estando o restante miolo muito limpo e fresco.

Primeira edição, bastante rara, publicada num dos momentos, literariamente, mais interessantes na vida do autor.

Observações:

Obra maior da literatura brasileira, é composta por treze poemas, de temática romântica, em que, Machado de Assis, mostra-se contido nas suas expressões, sendo algumas mantidas nas suas formas arcaicas, respeitando a métrica. Trata-se de uma poesia narrativa baseada na acção, contando com a influência de vários outros autores, entre os quais José de Alencar, com recursos de metalinguagem. Na opinião de António Cândido, crítico maior da literatura brasileira, na sua importante obra Formação da Literatura Brasileira (1957), afirma que teria sido este "... o movimento inicial da verdadeira literatura brasileira, onde estavam valorizadas, na pena dos mais ilustres poetas do Brasil, as distintas figuras do ambiente local, desde o índio localizado nas matas, até o homem da capital no romance urbano ou regional. Seria então, este o momento da fundação da literatura nacional no Brasil. ...".

Obra na qual encontramos uma erudição ímpar, retratanto a figura indígena dispersa por todo o Brasil, além de homenagens ao “Patriarca da Independência” – José Bonifácio; e ao autor da Canção do Exílio – Gonçalves Dias – que também imortalizou muitas das tribos brasileiras com sua obra de cunho indígena. Não sendo inteiramente dedicada ao tema indígena, Machado de Assis aborda também neste título, e com algum ênfase, a temática nacionalista da época, mas nunca deixando de exaltar figura nacional, cantando o herói da própria terra, por oposição a Europa e aos clássicos.

 

Preço:390,00€

Referência:15334
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:O SANTO DA MONTANHA
Descrição:

Livraria Campos Junior, Lisboa, s.d. (1866). In-8º de (2)-310 págs. Brochado. Exemplar impecável, na foma como foi publicado, isto é, em brochura. Capas com ligeiro picos e margens com acidez insignificantes. Última folha, em branco sem qualquer texto impresso com carimbo a óleo de biblioeteca antiga estrangeira. Com execpeção do primeiro caderno, apresenta todos os cadernos por abrir.

 

HENRIQUE MARQUES, 112; MANUEL DOS SANTOS, 303; JOSÉ DOS SANTOS (1916), 125; JOSÉ DOS SANTOS (1939), 489;
CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA, 1968), 1256, CARVALHO, 195. Ausente em LAUREANO BARROS.

Observações:

Exceptuando o ante-rosto e o frontispicio, tudo o mais que o volume apresenta, é da primeira edição. Variante muito invulgar. Publicado originalmente no Comércio do Porto (nº 113 de 20 de Maio ao nº 182 de 5 de agosto de 1866).

O romance decorre no período de transição do século XVII para o XVIII localizando-se o enredo na zona nortenha do país, com ramificações a Lisboa, Funchal e Argélia. " ... A personagem principal Baltasar Pereira da Silva (1636-1716), não é uma criação romanesca de Camilo, existiu realmente tendo o autor transfigurado a sua biografia ...". (Alexandre Cabral, Dicionário de Camilo Castelo Branco, 1988, p. 586).

 

Preço:255,00€

Referência:15326
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:MARIA MOYSÉS
Descrição:

Livraria Editora de Mattos Moreira, Lisboa, 1876. In-8.º de 2 vols com 74 e 74-(2) págs. Encadernação não-coeva, meia francesa com cantos, em carneira mosqueada, dourados nas pastas e na lombada, sobre rótulo de pele mais escura. Conserva ambas as capas de brochura. Aparado unicamente à cabeça, carminada. Rótulos de núemro de ordem de biblioetca privada, nas pastas posteriores. Cantos do primeiro volume, ligeirmaene amassados. Ex-libris a óleo, nas folhas de guarda, de Prof. Dr. José Bayolo Pacheco de Amorim.

PRIMEIRA EDIÇÃO e exemplar muito atractivo- PEÇA DE COLECÇÃO desta obra inserida em Novellas do Minho (fasc. 7 e 8), edição única em vida do autor.

Descrição de uma camiliana (2003), 137; HENRIQUE MARQUES, 175; MANUEL DOS SANTOS, 22; JOSÉ DOS SANTOS (1916), 108; JOSÉ DOS SANTOS (1939), 411; CONDE DE FOLGOSA, 1308; CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA, 1968), 1168; ALMEIDA MARQUES, 517, LAUREANO BARROS, 1199.

Observações:
Preço:145,00€

Referência:15309
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:PERFIL DE MARQUEZ DE POMBAL
Descrição:

Editores-Proprietários Clavel & Cª, Porto, 1882. In-8º de XVI-316-(2) págs. Encadernação coeva (sem capas de brochura) meia francesa em chagrin verde com cantos, bela e finamente dourado na lombada e pastas com filetes duplos. Aparado apenas à cabeça. Ilustrado à parte com três estampas (duas delas desdobráveis, representando a Marqueza de Távora, o palácio dos Condes de Aveiro e a queima dos corpos incriminados na tentativa de regicídio contra D. José I).

PRIMEIRA EDIÇÃO, apreciada e já rara no mercado.

Observações:

Ante-rosto com PERFIL // DO // MARQUEZ DE POMBAL e verso em branco; frontispício com os dizeres supra e verso com os direitos editoriais e registo tipográfico Typographia Occidental // Rua da Fabrica, 66 – Porto; página 5, inumerada com dedicatória a ANTONIO RODRIGUES SAMPAIO e verso em branco; PROEMIO até à página XVI iniciando-se o texto propriamente dito na página 1 até à 316; segue-se a ADVERTENCIA com verso em branco e o INDICE com verso em branco.

Logo abrir o texto, no Proemio, Camilo diz-nos:
"Este livro não pode agradar a ninguém. Nem aos absolutistas, nem aos republicanos, nem aos temperados. Chamo «temperados» aos que se atemperam às circunstâncias do tempo e do meio. São os piores, porque são mistos – têm três doses da bílis azeda dos três partidos.  São a mentira convencional – a máscara. Déspotas para zelarem a liberdade, livres para glorificarem o despotismo.  Escreveu-se esta obra de convicção, e sem partido, com uma grande serenidade e pachorra. Não se ama nem desama alguma das facções e fracções militantes. Sou um mero contemplador da fundição do metal de que há-de sair a estátua da liberdade portuguesa; mas, em meio século, será difícil empresa desagregar o bronze, estreme do chumbo e da escumalha de ferro. ..."

Camilo apresenta-se aqui numa faceta menos divulgada, a de biógrafo e historiador, numa obra que pretendia isenta e que, além do valor literário, propicia uma enriquecedora reflexão sobre um governante que despertou paixões e ódios, num período marcante da história de Portugal. Publicado originalmente por ocasião das comemorações do Centenário de Pombal, em 1882, o livro acaba por ser um libelo contra aquele governante e a má gestão da dinastia de Bragança.

A matéria dos capítulos, consta da seguinte forma: «Oraculos do Marquez de Pombal», O Marquez de Pombal e o terramoto», «O Marquez de Pombal e o vinho», «Pombal e Garção», «Pombal e os garfos», «O Marquez de Pombal e a Inquisição», O Marquez de Pombal ridiculo», «O Marquez de Pombal réo confesso».

 

HENRIQUE MARQUES, 199; MANUEL DOS SANTOS, 117; JOSÉ DOS SANTOS (1916), 114; JOSÉ DOS SANTOS (1939), 433; CONDE DE
FOLGOSA, 1322; CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA, 1968), 1198; ALMEIDA MARQUES, 529.

Preço:165,00€

Referência:15177
Autor:CARVALHO, Joaquim Martins de
Título:ASSASSINOS DA BEIRA. Novos apontamentos para a História Contemporânea
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1890. In-8.º de VII-359 págs. Encadernação meia inglsa em pele preta com dizeres gravados a ouro na lombada, em casas abertas. O exemplar apresenta aparo à cabeça e com acidez própria da qualidade do papel aqui empregado. Conserva a original capa de brochura anterior.

Edição original bastante INVULGAR.

Observações:

Importante obra, talvez a mais destacada de toda a bibliografia desta temática dos conturbados tempos das lutas miguelistas e sobre as guerrilhas da Beira no Séc. XIX, entre as quais a de João Brandão.

"Aqui se conta o assassínio dum sapateiro próximo da igreja, ou capela de S.Pedro; a morte do padre António José Torres, quando num dia de festa punha luminárias nas janelas de sua casa; o apunhalamento junto da fonte da Bica, durante a feira do Mont'Alto de 1837, do tendeiro Joaquim Pereira Novo e, finalmente, o espancamento de Manuel Carvalho de Brito."

Joaquim Martins de Carvalho (1822-1898) nasceu em Coimbra, frequentou aulas de latim nos jesuítas, fez parte do movimento da "Maria da Fonte" (1846), tendo por isso sido preso e levado para o Limoeiro em Lisboa. Foi um notável jornalista, talvez o mais admirável do seu tempo, colaborou no Liberal do Mondego, Observador (de que, posteriormente, foi proprietário) e principalmente nesse incontornável jornal, O Conimbricense Não tendo ele sido verdadeiramente um escritor, na acepção estilística do termo, foi um jornalista ardoroso e intemerato, arrostando tão corajosamente os perigos como afrontava sobranceiramente chufas e arruaças, em luta permanente contra tudo e contra todos pelo Progresso, pela Ordem e pela Verdade.

 

Preço:65,00€

Referência:15300
Autor:CASTELLAN, A(ntoine) L(aurent)
Título:LETTRES SUR LA GRÈCE, L´HELLESPONT ET CONSTANTINOPLE faisant suite aux Lettres Sur La Morée; par ... avec vingt Dessins de l'Auteur, gravés par lui-même, et deux Plans. PREMIÈRE PARTIE (et Deuxième).
Descrição:

Chez H. Agasse, Paris, 1811. In-8º de dois tomos com (2) ff, 171 p. e (2) ff, 235 págs encadernados num só volume, com 22 gravuras das quais duas são mapas desdobráveis (algumas das gravuras são também desdobráveis). Encadernação coeva, cartonada, decorada com papel fantasia pintada na época, corte das folhas carminado, com ligeiros e insignificantes defeitos de manuseamento, especialmente nos cantos. Miolo muito limpo, mantendo a sonoridade original do papel.

EDIÇÃO ORIGINAL deste notável livro de viagens, largamente elogiado na época por Lord Byron , muito bela, de grande valor bibliófilo, magnificamente ilustrada com planos e desenhos de vistas e monumentos elaborados e gravados pelo autor, o pintor Antoine-Louis Castellan (1772-1838) que percorreu a Grécia e a Turquia, atingindo através desta obra uma certa notoriedade.  Castellan foi para o "levante"  em 1796 enquanto desenhador, com uma missão de engenharia francesa liderada por Pierre Ferregau, que esperava obter um contrato laboral durante a construção de novas docas. " ... Embora a missão tenha sido interrompida, Castellan aproveitou a oportunidade para tomar notas e fazer desenhos. Ele produziu um livro muito interessante, extremamente pró-Grécia, com longas digressões sobre política e folclore" (Blackmer).

PEÇA DE COLECÇÃO.

Hage Chahine, 821; Blackmer, 299; Chadenat, 2247.

Observações:

Antoine Laurent Castellan (1772-1838) foi um arquiteto, pintor e gravador francês. Estudou pintura paisagística e viajou para a Suíça, Itália e Império Otomano. Realizou uma curta viagem pelos territórios otomanos, principalmente pelo sul da Grécia e pelas ilhas (Zaquintos, Citera, Peloponeso e Hidra), bem como por Istambul e o Helesponto. No final do século XVIII, durante o reinado do sultão Selim III, num esforço para melhorar as relações com o império otomano, a França organizou uma expedição a Istambul com a missão de reparar navios e ajudar em outras tarefas no porto da cidade. Castellan participou da missão como pintor.

A expedição não alcançou os seus objetivos, pois os seus membros foram obrigados a fugir face à guerra, a uma epidemia, a incêndios e a uma revolta. Castellan, no entanto, publicou as suas impressões desta viagem, num texto escrito em estilo epistolar, que circulou em três edições, com numerosas gravuras baseadas nos seus desenhos. Infelizmente, o trabalho de Castellan circulou ao mesmo tempo em que Pouqueville conheceu enorme sucesso editorial com seus próprios livros. Castellan tornou-se membro da Acadèmie des Beaux Arts, à qual dedicou os últimos anos de sua vida. Sua obra “Moeurs, usages, costumes des Othomans” (1812) juntamente com a que se apresenta, foram largamente elogiada por Lord Byron.

Inteligente e objetivo, além de sensível, Castellan retrata as ilhas, o Peloponeso e Propontis, focando-se nas tradições de cada um dos lugares visitados. Foi um dos primeiros viajantes a se tornar sensível à música grega e à arte religiosa ortodoxa grega. Harmoniosos com o seu texto, os seus desenhos acompanham o seu discurso gentil. Livre de preconceitos, Castellan descreve o novo mundo que vê diante de si: fortalezas, cidades, mesquitas, igrejas, fontes, casas, moinhos, antiguidades e pessoas.

Nesta edição, Castellan descreve brevemente algumas ilhas do Mar Egeu (Cranae, Kea, Eubeia, Calogeros, Psarra, Lesbos e Tenedos) e discorre sobre Dardanelos, Callipolis, Lampsakos e a Ilha de Mármara. Foca-se nos assuntos específicos relativos a Istambul, como Pera, os caikhs, os costumes dos fuzileiros navais gregos, a Royal Cistern, uma mulher grega da nobreza, sua recepção por um oficial otomano, um grande incêndio, cemitérios, a epidemia de peste, palácios no Bósforo, costumes e tradições dos turcos etc. A escolha dos temas e a forma como descreve mostram a visão particular de um notável viajante.

Preço:650,00€

Referência:15212
Autor:COELHO, Trindade
Título:IN ILLO TEMPORE
Descrição:

Livraria Aillaud & Cª, Lisboa, 1902. In-8º de 418-(5) págs. Encadernação editorial em skivertex verde com dizeres dourados nas pastas. Conserva as muito belas capas de brochura (pequena falta de papel no canto inferio esquerdo - ver foto), ligeiramente aparado à cabeça. Impressão em papel couché, ilustrado ao longo do texto (chamamos especial atenção para os "tipos de Coimbra"). Corte superior das folhas brunido a ouro fino. Exemplar com sinais de manuseamento e rúbrica de posse coeva no frontspício.

Primeira edição desta obra que se tornou popular pelas inúmeras edições que veio a conhecer.

Observações:

Interessante livro de memórias académicas evocando o ambiente estudantil e figuras típicas, tanto da Universidade como da cidade coimbrã.

Preço:50,00€

reservado Sugerir

Referência:15294
Autor:CORREIA, Natália
Título:O HOMÚNCULO. Tragédia jocosa com quatro ilustrações da autora.
Descrição:

Contraponto, Lisboa, 1965.In-4º de 38-(2) págs. Brochado. Ilustrado em extra-texto com quatro ilustrações da autora, com fortes influências surrealistas, impressas à parte e coladas em folhas para isso destinadas. Edição cuidada. Exemplar impecável

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

O Homúnculo é uma peça de teatro escrita por Natália Correia, apreendido pela PIDE logo após ser publicado, em 1965. A peça consiste numa sátira onde a figura de Salazar (que na peça é incarnado pela figura de el-rei Salarim) é completamente destituída da majestade  e solenidade que caberia a um chefe de estado. Salarim apresenta-se como a figura que representa o Reino da Mortocália, no qual as pessoas que o habitam vagueiam pelo território como mortos-vivos.

"Salarim tem nariz (ou bico) arqueado e dois olhos de fogo muito juntos, situados quase no alto da cabeça. Da sua idade só se pode dizer que por meios naturais era de esperar que já tivesse morrido há muito tempo, mas que por outros meios, talvez sobrenaturais (há quem diga que usando em proveito próprio o tempo que roubou aos súbditos), conseguiu suster a foice, sempre que a morte julgou chegada a altura de ceifar os seus muito esticados anos."

Preço:80,00€

reservado Sugerir

Referência:15274
Autor:CORREIA, Vergílio
Título:PINTORES PORTUGUESES dos séculos XV e XVI por ...
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1928. In-8º de XXXIII-(1)-101-(1) págs. Encadernação meia francesa em pele castanha escura com bonitos dourados floreados em casa fechada e dizeres na lombada. Ilustrado com estampas sobre papel couché, contendo reproduções de pinturas e assinaturas dos seus autores (XIV estampas extratexto).

PRIMEIRA EDIÇÃO de uma tiragem especial limitada a 100 exemplares, numerados e rubricados por Joaquim de Carvalho

Observações:

Inserida na colecção «Subsídios para a História da Arte Portuguesa (Colecção louvada pelo Ministério da Instrução Pública) XXVI». Ilustrado com gravuras de página inteira em separado.

Preço:75,00€

Referência:15276
Autor:GALVÃO, Henrique
Título:ANTROPOFAGOS
Descrição:

Editorial Jornal de Notícias, Lisboa, 1947. In-º de 330-(2) págs. Encadernação editorial em skivertex grenat, conservando as capas de brochura ilustradas por José de Moura. Ostenta ex-libris estarngeiro. Obra muito limpa, com o miolo sem qualquer mancha ou outro defeito apontar, não obstante seu ligeiro aparo marginal.

Observações:

Nalgumas das palavras de introdução, na pág. 7 apresenta-nos a obra informando que  " ... As personagens apresentadas nesta obra são reais: existiram umas, existem outras. Os casos referidos são autênticos... Porém, qualquer semelhança que venha a notar-se, por parte de pessoas muito observadoras, entre estas gentes e coisas bárbaras, e certas gentes e coisas que todos temos por muito civilizadas — e que também existem, em outras latitudes - deve considerar-se como pura coincidência, a que são igualmente estranhos o autor... e os antropófagos."

Mais adiante, no Prefácio: " A antropofagia, relativamente ao interesse que mereceram outros capítulos das Etnografia e Etnologia, em toda a extensão do tempo e dos lugares, tem sido pouco estudada em profundidade. É escassa, em quantidade, e, as mais das vezes tímida, a bibliografia que directamente lhe diz respeito. E, além desta, pode dizer-se, apenas aflora em narrativas de viajantes e em desvios rápidos de certas obras, que, vizando outros fins, acidentalmente a encontraram." Obra bem documentada com fotografias, desenhos e pinturas.

Dividida em três partes, o estudo da antropofagia aqui apresentado diz respeito à sua repartição geográfica à escala mundial (primeira parte) referindo sobretudo o seu aparecimento, decadência e extinção. Depois em concreto na segunda parte da obra, à escala do continente africano com os casos existentes à epóca da publicação. A terceira parte da obra é exclusivamente dedicada às declarações, confissões e testemunhos colhidos directamente dos canibais e outars gentes de Nambuangongo e do Posto Séde de Uige .

Preço:70,00€

Referência:15147
Autor:HONWANA, Luis Bernardo
Título:NÓS MATÁMOS O CÃO-TINHOSO
Descrição:

(Sociedade de Imprensa de Moçambique, Lourenço Marques, 1964). In-8º de 135-(1) págs. Brochado. Arranjo gráfico de Pancho e desenhos de página inteira (embora fragmentos) de Bertina.

PRIMEIRA EDIÇÃO, bastante rara publicada quando o autor tinha apenas 22 anos (escrita iniciada aos 18 de idade) e foi preso pela polícia política.

Apesar do ligeiro e insignificante defeito na charneira, junto ao pé da lombada, trata-se de uma PEÇA DE COLECÇÃO.

Observações:

Na contra-capa: "Não sei se realmente sou escritor. Acho que apenas escrevo sobre coisas que, acontecendo à minha volta, se relacionem Intimamente comigo ou traduzam factos que me pareçam decentes. Este livro de histórias é o testemunho em que tento retratar uma série de situações e procedimentos que talvez inte resse conhecer. ..."

Luis Bernando Honwana é pseudónimo literário de Luis Augusto Bernardo Manuel (n. 1942). O título que se apresenta é um livro de contos narrados por crianças, que marca um importante momento de viragem na literatura moçambicana, e que chegou a exercer uma influência importante na geração pós-colonial de escritores moçambicanos. O universo social e cultural moçambicano durante a época colonial é o centro da análise das narrativas. De acordo com Manuel Ferreira, neste livro " ... apresentam-nos questões sociais de exploração e de segregação racial, de distinção de classe e de educação”. E, ainda, na opinião de João Ferreira, conclui-se que " ... o texto do escritor moçambicano, além do seu alto nível literário e poético e da sua ágil e dinâmica estrutura narrativa, nos oferece: 1 - um rico e variado sub-texto ideológico referente de um contexto sócio-linguístico moçambicano ainda marcado pelas estruturas de dominação colonial; 2 - um característico traço linguístico de imprescindível importância na pesquisa da identidade literária e linguística moçambicana ...".

Em 1964, Moçambique enfrentava o começo da guerra pela independência, mesmo momento em que Luis Bernardo Honwana colocou no papel sua condição como sujeito pós-colonial, criando uma ruptura com a sua condição de subalterno. Ao aliar o testemunho da situação em que o país se encontrava pré-independência com a descrição íntima da natureza humana, Nós Matámos o Cão-Tinhoso representa o impacto de séculos de silêncio imposto àqueles que tinham a vida vigiada pelo poder colonial.

 

Preço:95,00€

reservado Sugerir

Referência:15270
Autor:LEADBEATER, Charles Webster e PESSOA, Fernando [trad.]
Título:A CLARIVIDENCIA
Descrição:

Livraria Clássica Editora de A.M. Teixeira, Lisboa, 1916. In-8ºde 200 págs. Encdernação moderna meia inglesa em pele grenat. Conserva capas de brochura e todas as margens por aparar. Últimas páginas com ligeira manchinha de humidade marginal. Rúbrica de posse no ante-rosto.

PRIMEIRA EDIÇÃO desta tradução de Fernando Pessoa, que conheceu em 1924 nova edição. MUITO INVULGAR.

Observações:

Clarividência foi publicado originalmente em 1899, e é um clássico difícil de superar sendo uma referência para todos os interessados no tema. Foi redigido com a simplicidade didática característica de Leadbeater, sendo por ele dividido, segundo a capacidade de visão empregada em três classes principais, a saber: a clarividência simples (a mera expansão da visão ao que ocorra estar ao redor do vidente), a clarividência no espaço (o poder de projetar a visão em direção a cenas ou acontecimentos afastados do vidente no espaço) e clarividência no tempo (o poder de ver o passado e futuro), bem como seus métodos de desenvolvimento e seu domínio (se é intencional, semi-intencional ou não intencional). Pela leitura da belíssima tradução de Fernando Pessoa, que enriquece esta edição, vem este " ... título abrir gradualmente o portal para as dimensões superiores de seu Ser, por meio de uma transformação que leva uma visão mais ampla da vida ...".

Preço:100,00€

Referência:15219
Autor:LEITÃO, Antonio José de Lima
Título:IPHIGÈNIA. Tragédia de João Racine (...) pelo
Descrição:

Na Impressão Régia, Rio de Janeiro, 1816. In-8º de (8)-53 págs. Brochado.

RARA obra, sendo das primeiras impressões realizadas no Rio de Janeiro, referida na Bibliografia da Impressão Régia do Rio de Janeiro ( de Almeida Camargo & Borba de Moraes).

Observações:

Trata-se da primeira e aparentemente única tradução desta peça de Racine para português, impressa no Brasil, por Lima Leitão (1787-1856). Este autor foi médico nas armadas francesas e portuguesas antes de partir para o Brasil. No ano da presente publicaçao, viajou para Moçambique e depois, mais tarde em 1819 para a Índia como Intendente de Agricultura. 

Almeida Camargo & Borba de Moraes - Bibliografia da Impressão Régia do Rio de Janeiro, tomo I, nº 496.
Inocêncio I, 171; VIII, 203.
Gonçalves Rodrigues, A tradução em Portugal 3251.
Não referido em Monterroso Cunha Lobo nem em Ávila Perez.

Preço:370,00€

Referência:15307
Autor:LISBOA, António Maria
Título:EXERCÍCIO SOBRE O SONHO E A VIGÍLIA DE ALFRED JARRY seguido de O Senhor Cágado e o Menino.
Descrição:

Editora Gráfica Portuguesa, Lisboa, s.d. (1958). In-8º de 34-(1) págs. Encadernação moderna, meia inglesa em pele com papel fantasia de execução artesanal, com dizeres dourados na lombada. Conserva as capas de brochura.

PRIMEIRA EDIÇÃO (póstuma) dos textos deixados inéditos e organizados por Mário Cesariny na importante colecção “Antologia em 1958”.

Observações:


“ ... Antologia em 1958 o título saiu gralhado, devendo ser antes “Exercício sobre o SONO (e não sonho) e a Vigília de Alfred Jarry”. O “Exercício” foi cedido por Helder Macedo a Mário Cesariny, composto por três folhas dactilografadas e com a nota de Helder Macedo no verso da última folha “este texto de António Maria Lisboa foi-me cedido por Luiz Pacheco, que assinou pelo autor, para publicação em Folhas de Poesia, 3º. “O Senhor Cágado” foi, segundo Cesariny, “ o único texto que L.P. [Luiz Pacheco] me cedeu, em cópia dactilografada”. Ambos saíram pela primeira vez nesta edição que foi custeada  com a venda de um guacho de Maria Helena Vieira da Silva, então em Portugal ..." (in Poesia de António Maria Lisboa, Assírio e Alvim, pp. 397-398)

Preço:85,00€

Referência:15339
Autor:MAGNO, David
Título:LIVRO DA GUERRA DE PORTUGAL NA FLANDRES. Descrição militar histórica do C.E.P. Recordações das trincheiras, da batalha e de cativeiro. Figuras factos e impressões. Volume I ( e II).
Descrição:

Comapnhia Portuguesa Editora, Porto, 1921. In-8º de dois volumes com 270-(2) e 194-(5) págs respectivamente. Encadernação coeva, meia francesa em pele com rótulos de pele vermelha na lombada gravadas com dizeres dourados e florões a sêco, em casas abertas. Ligeiros sinais de manuseamento, sem qualquer perda de estrutura. Ligeiro aparo marginal geral com páginas grosadas. Conserva as capas de brochura de ambos os volumes.

Ostenta uma valiosa dedicatória autógrafa que, pela sua curiosa, embora relativa importância, se descreve: " Ao Major Joaquim Augusto Geraldes, citado na pág. 50 do tomo I e 137/139 do II, oferece o autor, que há mais de quarenta anos aprecia o seu belo caracter e as suas raras qualidades de Oficial e Amigo. Em 8/VI/1937 // David Magno // major."

(O Major Joaquim Augusto Geraldes foi condecorado com Grau de Oficial da Ordem Militar de Avis, em 8 de dezembro de 1920 e ainda, proposto sem seguimento, Condecoração com o Grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo, em 1929).

Observações:

David José Gonçalves Magno também conhecido simplesmente por Major David Magno (1877-1957) no posto de Capitão, combateu em França durante a 1ª Guerra Mundial, como Comandante da 3ª Companhia do Batalhão de Infantaria nº 13 originário do Regimento de Infantaria Nº 13 em Vila Real, integrado na 5ª Brigada da 2ª Divisão do CEP, com particular destaque em termos de heroísmo e espírito de sacrifício, nomeadamente na Batalha de La Lys na região de Les Lobes, La Couture, Flandres nos dias 9, 10 e 11 de Abril de 1918, pelo que em pleno teatro de operações e perante a formação das forças presentes no terreno, recebeu do General Tamagnini de Abreu a primeira Cruz de Guerra relativa a esta Batalha. O livro que se apresenta, descreve com pormenor todo teatro de guerra vivido na primeira pessoa, na épica batalha da Flandres, em La Lys e na qual participou o maior contingente português, que acabou com uma pesada derrota das forças Aliadas. São da autoria de David Magno as melhores descrições do que foi o quotidiano e o comportamento do Batalhão 35 na frente de batalha da Flandres.

 

 

região de La Lys O major David Magno, homem de Letras e etnólogo, na Primeira Guerra Mundial era capitão no Regimento de Infantaria nº 13, no CEP, na Flandres. Pela sua conduta conquistou uma Cruz de Guerra na épica batalha de La Lys, na qual participou o maior contingente português, que acabou com uma pesada derrota das forças Aliadas. São dele as melhores descrições do que foi o quotidiano e o comportamento do Batalhão 35 na frente de batalha da Flandres, no “Livro da Guerra – Portugal na Flandres” -, da sua autoria, com edição de 1921. Na página 153, vai directo ao assunto:.

 

Preço:85,00€

Referência:15285
Autor:MATHIAS, Jorge ; GIL, Carlos & BARROS, Jorge
Título:PORTUGAL E OS SEUS CAVALOS.
Descrição:

Edições António Ramos, Lisboa, (1980) In-4º de 112-82) págs. Encadernação editorial preservando a sobrecapa ilustrada. Profusamente ilustrado.

 

Observações:

Do texto na badana: “Dar a conhecer um pouco do ‘Mundo Equestre Português’ foi nossa intenção ao publicar a presente obra. Depois de uma breve história da equitação em Portugal, encontraremos as raças de cavalos nados e criados no nosso país. O Lusitano, primeiro cavalo de sela conhecido, talvez o mais importante em toda a história equestre. O Sorraia cuja docilidade agilidade aliadas à sua pequena estatura, o equipararam ao universal “pony” inglês. O soberbo Alter, cuja qualidade e categoria há muito ultrapassaram as fronteiras portuguesas. E o Garrano, de enorme rusticidade e resistência, de valor inestimável para os pequenos agricultores da região norte do país. (...). E porque o cavalo está na essência das feiras portuguesas, percorremos algumas delas: Golegã, Vila Franca e Santarém. Segue-se uma vista às escolas de equitação, com merecido destaque para a Escola de Mafra, (…). Chegámos finalmente ao Museu Nacional dos Coches, para ali reviver todo o passado ligado ao cavalo ...”.

Preço:30,00€

Referência:15237
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:EU, COMOVIDO A OESTE. Poemas.
Descrição:

Revista de Portugal. Lisboa. 1940. In-8º de 36 págs. Brochado. Capa de brochura anterior com pequenas manchinhas de tinta e raro foxing (ausente no miolo).
Ostenta uma dedicatória autógrafa ao poeta Alexandre O'Neill.

Primeira edição independente de um dos mais célebres livros de poemas do autor, RARO no mercado. PEÇA DE COLECÇÃO

Observações:

Conjunto de 41 poemas que Nemésio publicou na Revista de Portugal e ainda no mesmo ano os editou sob a forma de livro.

Paulo Quintela, 467; Laureano Barros, 3896.

Preço:225,00€

Referência:15202
Autor:NETO, João Cabral de Melo
Título:MORTE E VIDA SEVERINA
Descrição:

[Teatro da Universidade Católica TUCA, s.d - (1965?)]. In-8º de 32 págs. Brochado. Rúbrica de posse e apontamento a tinta na capa.

Primeira edição autónoma do poema "Morte e vida severina", que correu de mão em mão e nunca chegou às livrarias, publicado originalmente no livro "Duas Águas", em 1956, texto este de maior sucesso de João Cabral que resultou em diversas encenações, gravações audio, cinematográficas e mini-séries.

Observações:

O poema, na verdade é um auto, teve a sua primeira encenação no ano de 1957 em Belém pelo grupo Norte Teatro Escola. Em 1965 foi musicada por Chico Buarque a pedido do então director do grupo de Teatro da Universidade Católica (TUCA) da PUC-SP. Foi incluído na coletânea Morte e vida severina e outros poemas em voz alta, alcançando ainda um público mais vasto.

Segundo António Secchin, maior estudioso da poesia cabraliana "... neste auto de Natal pernambucano, o protagonista Severino, à imagem do Rio Capibaribe, desce do Sertão para a cidade, e toda a travessia é pontuada por encontros com a morte, até a eclosão da vida, representada pelo nascimento de uma criança. (...) Ele, que pensara em suicídio, simbolicamente renasce com a nova vida 'severina' que acaba de surgir ..." . O termo "vida severina", que reflecte uma vida simples e franzina, que "corre frágil na beira do abismo", transfomou-se num adjetivo, em que neste auto surge como uma esperança, um símbolo da renovação humana.

Preço:60,00€

Referência:15342
Autor:PADILHA, Pedro Norberto de Acourt e
Título:EFFEITOS RAROS E FORMIDAVEIS DOS QUATRO ELEMENTOS ...
Descrição:

Na Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno, Lisboa, 1756. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueda com decoracção simples ma loada e rótulo vermelho com dieres, também dourados. Corte marginal das folhas carminadas. Exemplar muito fresco, muito bem conservado, mantendo a sonoridade original do papel.

Livro bastante raro no mercado e de elevado interesse para a história da ciência portuguesa na área da sismlologia e das ciências da terra. Conhecem-se exemplares na BN, na Biblioteca da Universidade Católica Portuguesa e na Biblioteca da Marinha.

INOCÊNCIO VI, 436 (nº 387); FERNANDES THOMAZ, 359; MONTEVERDE, 297.

Observações:

" ... obra escripta para confrontar os animos, atterados com os effeitos do terramoto do 1º de Novembro antecedente ..:" (Inocêncio, VI, p. 436, nº 387).

Livro publicado logo a seguir ao grande terramoto de Lisboa (as datas da licenças da Mesa do Paço, do Ordinário e do Santo Ofício são do mês de junho do ano seguinte).  De elevado interesse para a história da sismologia em Portugal. Descreve largamente, citando a fonte histórica onde estão referenciados, os sismos de maior envergadura que ocorreram, tanto em território nacional e insular, como outros, a nível global, tendo em atenção as localidades mais afetadas, as observações e os danos resultantes. O maior interesse destes fenómenos naturais da história da terra, reside na sua verdadeira origem e nos seus registos, e remonta a 1 de novembro de 1755, com o grande terramoto de Lisboa, acontecimento este que mudou radicalmente o modo de interpretar o fenómeno dos terramotos.

Nos anos subsequentes ao terramoto de Lisboa, de 1755, produziram-se textos muito heterogéneos, relativamente ao género literário adoptado. O período em que foram maioritariamente escritos caracteriza-se por uma época de transição marcada por hesitações ideológicas e por um eclectismo de tendência conservadora. Hoje, é obvio o interesse particular destes textos para a história da ciência, que embora sejam um grupo muito reduzido de textos, são fontes inequívocas para as explicações físicas dos tremores de terra, não descorando as preocupações higienistas associadas a este tipo de cataclismos naturais. O livro que se apresenta, é uma dessas publicações de elevado interesse.

O autor Pedro Norberto de Aucourt e Padilha (1704-1759) teve, através de suas publicações, alguma notoriedade na época sobretudo pelo registo de memórias da Princesa D. Isabel e em especial pelos assuntos da ciência que aqui versa a obra - os terramotos. Quanto ao impressor desta obra, Francisco Luís Ameno (1713-1793) chegou a ser o impressor e editor de uma das melhores oficinas tipográficas de Lisboa no seu tempo, e nela se imprimiram mais de três centenas de obras durante cerca de cinquenta anos atividade. Foi igualmente um intelectual português de ascendência judaica que se destacou como escritor e tradutor.

Preço:335,00€

Referência:15246
Autor:PICQUET, Pierre
Título:LE TRÉSOR CALLIGRAPHIQUES ou recueil d'exemples et d'alphabets variés des différens caractères d'écriture, d'impression et de fantaisie français et étrangers gravé d'après les plus grands maîtres, par (...)graveur d'écriture
Descrição:

Chez Hachette, Paris, (1845). In folio de 41 ffs litografadas. Frontspício principal e secundário gravados, seguindo-se de uma página de introdução e dezenas de exemplos caligráficos até ao final da obra, num total de 41 folhas gravadas pela frente por Joseph Picquet a partir de desenhos de L. F. Pillon. No final da obra inclui 11 alfabetos em idiomas distintos. Encadernação coeva. meia inglesa em pele vermelha com dizeres dourados na lombada, apresentando alguns sinais de manuseamento. Foxing generalizado, em algumas folhas, próprio da sua qualidade hidrófila.

Observações:

Claudio Bonacini (Bibliografia delle arti scrittorie e della calligrafia, 1953) refere outro título de Picquet (sob nº 1424) e outros quatro da autoria de Pillon (o calígrafo que desenhou as estampas), mas omite o exemplar que se apresenta.

Toda a primera parte do livro dedica-se à escrita inglesa, ampliando as mostras em diferentes escolas e países incluindo muitos exemplos de escrita americana, seguindo-se de alfabetos russos, manchú, tibetano, italiano, fenício, índio, sanscrito, gótico, etc...

Preço:275,00€

Referência:15176
Autor:POPE, Alexandre [trad: Ethienne de Silhouette]
Título:ESSAI SUR L'HOMME par Monsieur ... Traduction Françoise en prose par Mr. S****. Nouvelle Edition avec l'Original Anglois; ornée de figures en Taille-douce.
Descrição:

Chez Marc Chapuis, Lausanne, 1762. In-4º de XXIV - 116 - 5 ilustrações. Encadernação coeva inteira de carneira com marmoreado azul indigo e carmim, douradas nas pastas com filetes triplos dispostos em cercadura marginal. Lombada dourada com florões vegetativos ao gosto da época, em casas fechadas e rótulo de pele vermelha com direzes também dourados. Guardas em papel pintado, e ex-libris de biblioetca privada antiga (séc. XIX?).

Obra belíssimamente ilustrada por Delamonce com cinco gravuras alegóricas hors-texte gravadas por Gallimard e ainda, ao longo do texto, oito vinhetas das quais cinco são culs-de-lampe, gravadas por Soubeyran. Apresenta encadernado junto ao frontspício uma gravura de página inteira, representando um retrato de Charles Frédéric Margrave de Bade et d'Hachberg realizado por J.-F. Guillibaud e gravado por Will, e ainda, agora no plano do frontspício, uma larga vinheta tipográfica com portrait do autor desenhado por Keller e gravado por Will, ambas realizadas em 1745 (dezasste anos que antecede a impressão desta obra, data da edição anterior no mesmo formato).

PEÇA DE COLECÇÃO hoje já de raro aparecimento no mercado.

Observações:

Última reimpressão da edição bilingue ilustrada por Marc-Michel Bousquet da tradução da célebre obra de Alexandre Pope (1688-1745) realizada por Ethienne de Silhouette (1709-1767), tradutor responsável por todas as dez obras deste título popeano,  publicadas em Lausanne, entre 1737 e 1762. Apenas as edições de 1745 e de 1762 se apresentam num formato In-4º, sendo as restantes oito num formato In-12º.

An Essays on man, publicado em 1733-34, foi uma obra notavelmente tida em consideração por toda a Europa dado ter sido a primeira abordagem sobre a discussão de possível reconciliação, ou não, dos males deste mundo com a crença no criador justo e misericordioso. Com esta obra, através da poesia, Pope quis entrar num instituido sistema de éticas. Foi um escritor satírico na linha de John Dryden e o primeiro poeta inglês com reconhecimento e fama internacional.

An Essays on Man foi obra que serviu de inspiração a Kant, a Rousseau e a Voltaire que denominou-a "o mais belo, o de maior utilidade e o mais sublime poema didático alguma vez escrito em qualquer língua".

Preço:375,00€

Referência:15278
Autor:PORTUGAL, Tristão da Cunha
Título:O FABULISTA DA MOCIDADE ou Fabulas Selectas d’Esopo, Lafontaine, Florian, Stassart, Lemonnier, Iriarte, Samaniego, etc.; destinadas para a educação e recreio da mocidade
Descrição:

Em Casa de Vª J. P. Aillaud, Monlon e Cª, Livreiros de suas Majestades o Imperador do Brasil e a Rainha de Portugal. In-8º oblongo de (4)-VIII-204 págs. + 24 folhas em extra-texto (litografias). Exemplar restaurado com as capas de brochura, com alguma acidez generalizada, preservadas e aproveitadas e montadas na cartonagem. Algum foxing disperso ao longo do texto.

Exemplar de invulgar beleza editorial e formato, completo com tudo o que foi publicado. Ilustrado com o retrato de La Fontaine e as 24 estampas são alusivas às fábulas expostas. INVULGAR

Inocêncio, III-355.

Observações:

Tristão da Cunha Portugal é pseudóniumo de João da Cunha Neves e Carvalho Portugal.

Da página 6, i.é., página VI: "(...) Mirando nós sempre á facilidade e utilidade deste genero d`ensino, traduzimos em prosa as Fabulas, que achámos em verso tanto em Lafontaine como nos outros autores, e empregámos todo o disvelo em arredar toda a phrase, ou expressão que deslizasse da mais sã doutrina e honestidade, a fim de que nas almas candidas, innocentes, porèm avidas dos meninos se não podessem infiltrar senão preceitos, e maximas de uma philosophia pura, comprehensivel, natural, pratica, e de facil retentiva. Se a isto se juntar o nitido da edição, os ornatos de que vai acompanhada, e a belleza, e novidade da encadernação mesma, se concluirá que nada poupámos para captivar o apêgo e affeição dos meninos a um livro que deve fazer um dos seus primeiros estudos, e do qual hão de colher mui proveitosos fructos. (...).

 

Preço:195,00€

Referência:15171
Autor:SÁ-CARNEIRO, Mário de
Título:A GRANDE SOMBRA
Descrição:

Petrus, Porto (1958). In-8° de 71-(1) págs. Brochado. Nítida impressão azul escuro sobre papel encorpado da habitual e tão característica tonalidade azul clara das edições desta casa editora de Pedro Veiga. Edição esmeradamente preparada pela Petrus numa reduzida tiragem com a designação Edição Especial. Exemplar por abrir e Invulgar.

Observações:

Inclui, no início, duas cartas de Paris do poeta e jornalista Xavier de Carvalho, datadas de Maio e Junho de 1916. Primeira edição independente desta notável novela publicada originalmente em Céu em Fogo, correspondendo na realidade à terceira impressão do texto, dado que foi encorporado anteriormente em Sarça Erotica editada também por Petrus.

Preço:60,00€

Referência:15169
Autor:SARTRE, Jean-Paul
Título:LE DIABLE ET LE BON DIEU
Descrição:

Gallimard (Emmanuel Grevin et Fils, Lagny-sur-marne), 1951. In-8º de 282-(2) págs. Brochado preservado no papel cebola original. Exemplar muito atractivo pelo seu excepcional estado de conservação.

Peça de colecção desta PRIMEIRA EDIÇÃO na lingua original, pertencente à tiragem especial limitada a 410 exemplares numerados, levando este exemplar o nº 304, impressos sobre papel Vélin Pur Fil Navarre.

De elevado interesse para a literatura mundial.

Observações:

A obra conta a história verídica de Crisotbal de Lugo, um terrível bandido e péssimo cidadão que, no entanto, era puro de espírito e decidiu tornar-se monge depois de ganhar às cartas porque jurou que se perdesse se tornaria um ladrão de estradas.

Segundo Simone de Beauvoir " ... O contraste entre a partida de Orestes no final de AS MOSCAS e a posição final de Goetz ilustra a distância que Sartre percorreu entre a sua atitude anarquista original e o seu compromisso actual (...) Em 1944, Sartre pensava  qualquer situação poderia ser transcendida por esforço subjetivo; em 1951, ele sabia que as circunstâncias às vezes podem roubar-nos a nossa transcendência; nesse caso, nenhuma salvação individual é possível, apenas uma luta coletiva ...".

Preço:190,00€

Referência:15233
Autor:Sem autoria
Título:ALMANACH REI CARAMBA faceto e noticioso para o anno de 1868 (bissexto) illustrado com uma gravura representando o retrato de su magestade.
Descrição:

Livraria Verol, Lisboa, 1867. In-8º de 96 págs. ilustrado. Brochado com as capas fragilizadas, dada a sua fina gramagem, e defeitos marginais. A necessitar de encadernação. Os defeitos, são próprios da acção do tempo sobre este papel de baixa qualidade, papel este usado nas edições populares de intenso manuseamento.

Preserva a carismática gravura que representa o Rei Caramba.

INVULGAR, curiosa e muito cómica publicação, da responsabilidade da Livraria Verol, fundada em 1836 e que teve mais de um século de existência entre actividade livreira, encadernadora e papelaria.

Observações:

Depois da Declaração de Sua Magestade (Rei Caramba), afirmando " ... Hoje publicando este almanak, não intento mais do que uma especulação pecuniaria. Ainda assim fiquem todos sabendo, que quero dar a maxima liberdade aos meus compradores, e apraz me dar licença que todos entrem nos quartos da lua, analysando-os como entenderem. ..." seguem-se Pensamentos do Rei Caramba acerca do amor, Eu perdi a eleição (sátira a um deputado proposto pelo então governo), Conselhos de Sua Magestado Rei Caramba para o monumento de Tancos, Aforismos e Pensamentos do Rei Caramba, etc ...

Preço:35,00€

Referência:15305
Autor:VILLALBA, Epaminondas
Título:A REVOLTA DA ARMADA DE 6 DE SETEMBRO DE 1893. Com estampas e uma planta da bahia do Rio de Janeiro.
Descrição:

Laemmert & Cª, editores, Rio de Janeiro, 1893. In-8º de (4)-200 págs + 8 calcolitografias + um mapa desdobrável+ilustração de frontspício com retrato de Floriano Peixoto. Ilustrado ao longo do texto e em separado, representando embarcações envolvidas no conflito. Encadernação modesta, meia inglesade skivertex azul escura com capa de brochura anterior, belamente ilustrada, colada na pasta anterior da obra. Rúbrica de posse no frontspício e ante-rosto com carimbo de Livraria do Pará e verso da pasta com capa também colada ostentando um carimbo de circulação dos correios datado de 14 de Setembro de 1894 (Vila de Pereira). Calcolitografias com foxing.

Observações:

trata-se da primeira obra que narra em pormenor A Revolta da Armada de 6 de Setembro de 1893 caracterizado por um movimento de rebelião promovido por unidades da Marinha do Brasil contra os dois primeiros governos republicanos do país, que estavam tomando feições de uma ditadura militar. A revolta desenvolveu-se em dois momentos; uma no governo de Deodoro da Fonseca e outra no governo que se seguiu, de Floriano Peixoto (conhecido como Marechal de Ferro). Um grupo de altos oficiais da Marinha exigiu a imediata convocação dos eleitores para a escolha dos governantes. Entre os revoltosos estavam os almirantes Saldanha da Gama, Eduardo Wandenkolk e Custódio de Melo, ex-ministro da Marinha e candidato declarado à sucessão de Floriano. Sua adesão refletia o descontentamento da Armada com o pequeno prestígio político da Marinha em comparação ao do Exército. No movimento encontravam-se também jovens oficiais e muitos monarquistas. A revolta teve pouco apoio político e popular na cidade do Rio de Janeiro, desenvolvendo-se batalhas sangrentas. Em março de 1894 a rebelião estava vencida. O rigor de Floriano Peixoto ante os dois movimentos revolucionários lhe valeu o cognome Marechal de Ferro.

Preço:65,00€

Referência:15245
Autor:WANZELLER, Fortunato Rafael Hermano
Título:COMPÊNDIO CALLIGRAFICO ou Regras geraes da Calligrafia, muito necessario para o uso da mocidade (...)
Descrição:

 Na Typographia de José Batista Morando, Lisboa, 1840. In8º de 20-(2) págs., 6 estampas. Encadernação meados séc. XX, meia francesa com cantos em pele mosqueada. Conserva as bonitas capas de brochura (com uma rúbrica de posse) de cor amarela com texto emoldurado com filete vegetativo. Ilustrado à parte com três litografias não assinadas,ilustrando posições e utensílios de escrita e as restantes três, correspondem a grandes estampas desdobráveis representadno estilos de caligrafia distintas.
As capas apresentam um título diferente do do frontspício que é  Nova Arte d'Escrita resumida ás regras mais simplices ... aprsentando o mesmo local de impressão e ano. Ostenta um ex-libros do afamado histriador de arte Xavier da Costa.

Um único exemplar localizado na Biblioteca Nacional de Portugal.

Observações:

O título completo da obra é: Compendio calligrafico ou regras geraes da calligrafia; muito necessario para uso da mocidade, como tambem para toda a qualidade de pessoa poder aprender methodicamente a escrever com perfeição, o caracter da letra portugueza, o appelidade letra ingleza, com todas as regras d'escrita, sem que para isso seja necessário de professor: dividida em seis lições e com as estampas analogas.

Preço:140,00€

Referência:15301
Autor:[N. Bonnet de Martanges]
Título:LE ROI DE PORTUGAL conte suivi des deux Achilles, conte dedicatoire et d'une Epitre au Juif Hirschel
Descrição:

(S. ind. de lug de imp.). In-8º de 160 págs.  [A1-K4, L1-L2] + 3 gravuras. Encadernação início séc. XX, meia francesa em pele marmoreada, decoração gótica a ouro em casas fechadas e rótulos de pele com dizeres também a ouro na lombada. Aparado e carminado à cabeça, mantendo intactas as margens jumbo fortemente desencontradas. Mancha leve de humidade no canto superior direito de algunas cadernos, sobre as margens mais destacadas. Ostenta ex-libris de Vitor Avila Perez.

Exemplar descrito no catálogo da majestosa biblioteca de Vitor d'Ávila Perez (1939, p. 506), sob o nº 4679 que diz:
"Ornada de lindas gravuras de formosa composição impressas hors-texte. Muito rara e valiosa. Exemplar com grandes margens, apenas aparado à cabeça" e não faz referência ao número de gravuras.

O Catálogo 438 do livreiro Henning Opperman (Basel, 1934, p. 21) na secção Judaica, registado sob o nº 244, refere a existência de três gravuras (como o nosso) e classifica-o de Sehr Selten (muito raro).

Exemplares descritos na Biblioteca Nacional, Biblioteca de Paris e Bavarian State Library (Bayerische Staatsbibliothek).

Duarte Sousa, I - 488

A História de Portugal séc. XVIII vista por um estrangeiro marechal-de-champ (Bonnet de Martanges, 1722-1806). MUITO RARO E VALIOSO.

Observações:

Texto apresentado com estrutura poética dedicado aos reinados de D. João IV a D. José, com alusão algumas anedotas e histórias destas cortes. Largas referências ao Marquêsde Pombal, Duque de Aveiro, Távoras, Padre António Vieira, Jesuitas, etc, finalizando com Uma Carta Mitológica do Autor, onde se debruça e justifica as ilustrações da presente obra. O texto das notas diz respeito a um judeu Avraham Hershl referido no corpo do poema. De interesse para a literartura Judaica.

Preço:395,00€
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