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Livros do mês: Março 2020
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Montra de Destaques

Referência:14383
Autor:MONTE ALVERNE, Frei Agostinho
Título:CRÓNICAS DA PROVÍNCIA DE S. JOÃO EVANGELISTA DAS ILHAS DOS AÇORES
Descrição:

Instituto Cultural de Ponta Delgada, Ponta Delgada, 1960-1962. Três volumes de 145, 520 e 336 págs respectivaemnte. Brochados

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Uma das principais referências da historiografia  açoriana, este manuscrito esteve inédito, por quase três séculos sendo esta a sua primeira ediçao.

Nestes três volumes o autor aborda não só a descoberta das ilhas de S. Miguel e Santa Maria como também da criação de suas vilas e cidades, ermidas, freguesias,  fundação de seus conventos, mosteiros e do estado dos conventos e mosteiros, entre outros assuntos.

Preço:60,00€

Referência:14360
Autor:MONTEIRO, Manuel
Título:IGREJAS MEDIEVAIS DO PORTO.
Descrição:

Marques Abreu-Editor, Porto, 1954. In-Fólio de 89 págs. numeradas, XIX inumeradas e LXXVIII de estampas e índice. Encadernação editorial inteira de pele vermelha, lavrada a ouro nas pastas e lombada. Conserva as capas de brochura. Dedicatória não autógrafa no ante-rosto.

Observações:

Obra póstuma e essencial para a bibliografia da História da Igreja no Porto. Este estudo revela-se de elevado interesse, não só histórica mas também arquitectónica portuense. Apresenta-se com um esmerado apuro gráfico na execução, com impressão sobre papel de qualidade. Ricamente ilustrada à parte com reproduções fotográficas da Igreja da Sé, Cedofeita, Águas Santas, S. Francisco e Leça do Balio, incluindo plantas dos referidos monumentos. Desenhos da capa e letras capitais são da autoria do artista-pintor Isolino Vaz. Os trabalhos fotográficos são de Marques Abreu e do arquitecto J. Marques Abreu Júnior.

Preço:165,00€

Referência:14459
Autor:MONTEZ, Paulino
Título:HISTÓRIA DA ARQUITECTURA PRIMITIVA EM PORTUGAL - Monumentos Dolménicos.
Descrição:

Lisboa, 1943. In-4º de 107-(4) págs. Br. Ricamente ilustrado em separado sobre papel couché, com diversos monumentos megalíticos e esquemas gráficos reproduzidos a partir de arte rupestre observados em alguns dólmenes.

Observações:

"... A HISTÓRIA da arquitectura em Portugal não começa com a fundação da nacionalidade. Vestígios arquitectónicos de civilizações anteriores existem entre nós. A história destes vestígeos não deve desligar-se da dos edifícios aqui erguidos durante os oito séculos de vida nacional. Se quisermos conhecer o alicerce mais profundo da arte de construir em Portugal, há que recuar até os domínios dos povos primitivos que pisaram o nosso solo ...".

Preço:50,00€

Referência:14307
Autor:NAMORA, Fernando
Título:AS SETE PARTIDAS DO MUNDO. Romance
Descrição:

"Portugália". Coimbra. 1938. In-8º de 255-(9) págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conservação, apontando apenas ligeiro e insignificantes defeitos de manuseamento nas capas de brochura com pequeníssimos cortes marginais, dadas as dimensões superiores relativamente ao miolo.
PRIMEIRA EDIÇÃO DO PRIMEIRO ROMANCE de Namora. Capa de brochura com uma xilogravura de Riberto Araújo.

Observações:

"... Este livro pretende ser um romance de adolescentes e é um trabalho de adolescente: escrito dos 17 aos 19 anos. Como tal, pecando pela inexperiência de quem o escreveu, projectava-se publica-lo muito mais tarde, quando a experiência permitisse melhora-lo. Porém, considerando que, para um trabalho desta índole, seja preferível deixa-lo na sua pureza, resolveu-se publica-lo agora...". O diário romanesco de um adolescente amadurecido e extremamente crítico. Das primeiras recordações da infância aos anos do curso liceal: os primeiros deslumbramentos, os primeiros amores, os primeiros choques sociais.

Primeira edição do primeiro romance publicado pelo autor que é uma figura de primeiro plano do neo-realismo português, em que inaugurou duas colecções emblemáticas para a história da literatura portuguesa - Novo Cancioneiro e Novos Prosadores. Este seu romance, assim como o liro de poemas publicado no mesmo ano- Relevos, procura desde logo um ponto de ruptura com o presencismo. Na sua obra levanta uma das mais “detalhadas e impiedosas análises da vivência portuguesa”, quer do ambiente rural, quer do ambiente da grande urbe.

Preço:80,00€

Referência:14365
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:FESTA REDONDA. Décimas e Cantigas de Terceiro Oferecidas ao Povo da Ilha Terceira por ... natural da dita Ilha.
Descrição:

Livraria Bertrand. Lisboa. 1950. In-8º de 253-(1) págs. Brochado. Desenho da capa por Manuel Lapa. Muito bom estado de conservação

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Outro caminho da sua poesia está na procura de uma linguagem de discreta raiz popular, presa a uma ironia vagamente deslumbrada que transparecerá em Festa Redonda ...”.

Segundo carlos Bessa "... Festa Redonda é uma obra extremamente original, pelo modo como o poeta aliou a literatura de transmissão oral, às características da poesia moderna, criando uma obra única no âmbito da literatura portuguesa. Uma obra que para nós era merecedora de uma edição autónoma, para que os mais e menos novos, pudessem conhecer e encantar-se com a sua versão original, publicada pela Bertrand em 1950, de modo a poderem deleitar-se com os ritmos e o encantamento com que Nemésio quis homenagear as gentes da sua ilha natal ...”.

Preço:45,00€

Referência:14356
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:VARANDA DE PILATOS
Descrição:

Livrarias Aillaud & Bertrand, Paris-Lisboa, S/d. (1926?). In-8.º de 253(1) págs. Br. Capa de brochura ilustrada a cores e com a charneira cansada.

Observações:

Primeira edição do primeiro romance de Nemésioem que há uma certa vivência açoriana e escolhe como espaço e tempo a Angra da sua adolescência, de fogachos amorosas e ideológicos. Os truques da ficção, ainda um pouco incipientes, deixam muito a descoberto o adolescente” escrito ainda estudante da Universidade. Obra literária do escritor de que na opinião de Cristóvão de Aguiar “... apesar de ser um livro de juventude escrito por um jovem, não envergonha nenhum escritor”.

 

Preço:65,00€

Referência:14392
Autor:OLIVEIRA, Ernesto Veiga de;GALHANO, Fernando; PEREIRA, Benjamim
Título:CONSTRUÇÕES PRIMITIVAS EM PORTUGAL
Descrição:

Instituto de Alta Cultura (Neogravura), Lisboa, 1969. In-8.º de 363-(1) págs. Br.

Observações:

O presente ensaio visa estudar as formas mais simples de construção habitacionais ou não, primitivas, existentes no nosso país, as quais aproveitam em geral os materiais locais, segundo sistemas ou processos mais ou menos elaborados, mas de tipo arcaico e alheios a conceitos propriamente tecnicistas.

Estudo da habitação tradicional portuguesa nas suas origens dividido em duas partes, a primeira dedicada às Construções Primiticas e Elementares e a segunda aos Sistemas Primitivos de Construção. Trabalho exaustivamente documentado com 355 magníficas reproduções fotográficas impressas em folhas à parte, além de mais de uma centena de desenhos da autoria de Fernando Galhano, integrados nas páginas de texto.

" A presente obra foi subsidiada pelo Instituto de Alta Cultura no âmbito de um plano de publicações iniciado em 1969 visando a preservação e valorização do património cultural português. (...) Este fica, no entanto, assinalado por ser o primeiro que se integra no referido plano e que também é publicado pelo Centro de Estudos de Etnologia, sucedâneo do Centro de Estudos de Etnologia Peninsular. O Estudo da habitação tradicional portuguesa constituiu um dos primeiros objectivos do Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, e que tem vindo a concretizar-se numa série de pequenas monografias dispersas, focando casos especiais e parcelares. A presente obra representa a elaboração desses estudos, na parte que se refere às formas primitivas de habitação, ampliando-se o seu conteúdo e alargando-os a todo o território metropolitano (...)”.

Preço:85,00€

Referência:14483
Autor:PEDRO, António
Título:GRANDEZA E VIRTUDES DA ARTE MODERNA - Resposta à agressão do Sr. Ressano Garcia
Descrição:

Resposta do autor a uma Conferência proferida pelo Sr. Arnaldo Ressao Garcia a 20 de Abril na Sociedade Nacional de Belas Artes, na qual este, segundo António Pedro, terá insultado a arte e os artistas modernos.

Observações:
Preço:30,00€

Referência:14402
Autor:Sem autoria
Título:LÍMIA. Revista mensal ilustrada de letras, ciências e artes.
Descrição:

Viana do Castelo, Outubro de 1910 - Maio de 1911. In-º de 8 números com um total de 132 págs distribuidos por 7 fascículos (último fascículo corresponde ao número duplo 7/8). Brochado. Mantem as capas de todos os números.
Colecção Completa, muito apreciada e rara. Camiliano.

Observações:

Direcção de João da Rocha. Magnífica publicação regional destacando-se pelo carácter plástico e literário, sendo as capas da ANtónio Carneiro, Cristiano de Carvalho e Correia Dias. Esta revista caracteriza-se pelo apurado grafismo, pelas exuberantes fotografias que insere e pela colaboração lietrária criteriosa sobre temas variados. Entre elas temos a colaboração de Sampaio Bruno, Manuel Monteiro, Sousa Viterbo, Teixeira de Pscoaes, Leonardo Coimbra, Afonso Lopes Vieira, Julio Dantas, Phileas Lebesgue, José Leite de Vasconcelos, Manuel Laranjeira, Cláudio Basto, Pedro Vitorino, Augusto Gil, Antero de Figueiredo, Figueiredo da Guerra, João de Barros, Júlio Brandão, Justino Mntalvão, António Patrício, João Verde, Jaime de Magalhães Lima, Nunes Claro, Alice Moderno, António Correia de Oliveira, Campos Monteiro, D. João de Castro, entre outros escritores.

Como colaboração plástica, além da já referida de Cristiano de Carvalho, Cristiano Cruz e Correia Dias, temos ainda a de Vergílio Ferreira, Luis Filipe, Manuel Monterroso, Cerveira Pinto, Raul Lino, Júio Pina, C. Kasen, Soares dos Reis, J. SAlgado, Francisco Valença, José de Brito e Vitorino Ribeiro.

Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa, 1996, p. 218.

Preço:225,00€

Referência:14289
Autor:SENA, Jorge de
Título:SEQUÊNCIAS
Descrição:

Moraes Editora, Lisboa, 1980. In-8º de 119-(15) págs. Br. Integrado na colecção "Círculo de Poesia".

1.ª Edição.

Observações:

Livro póstumo do poeta que à excepção de três poemas, se encontrava inédito. É um repositório de sarcasmo e ironia onde encontramos traços da visão atenta ao que o rodeava.

MARIDO E MULHER

Sofriam terrivelmente. Porque
o comboio dele chegava
quando o dela partia.
Compraram um manual na livraria,
mandaram vir pelo correio uma almofada especial
(cujo atraente anúncio recebiam quase todos os
dias pelo correio) leram com cuidado as instruções,
estudaram com aplicação os esquemas do livro,v e, quando se ensaiavam,
na discreta penumbra do quarto respectivo,
a sogra — que embirrava com ele —
abriu de repente a porta,
deu um grito, correu
ao telefone e chamou a polícia,
A polícia veio, levou-o. Foi julgado
e condenado a dois anos de tratamento num
instituto psiquiátrico
por atentar, vicioso,
contra a virtude da esposa.

Preço:20,00€

Referência:14363
Autor:SILVA, José Henriques da
Título:PESCADORES MACUA. Baía de Nacala, Moçambique, 1957-73.
Descrição:

Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa, 1998. In-4º de (192) págs. Encadernação de editor com sobrecapa. Ilustrado com dezenas de fotogrfias, algumas desdobráveis. Realização gráfica de Victor Palla. Edição bilingue, em língua portuguesa seguido da respectiva tradução inglesa.

Primeira edição.

Observações:

Álbum fotográfico de valor documental, histórico e artístico, editado por ocasião da exposição retrospectiva José Henriques e Silva, Pescadores Macua, baía de Nacala, Moçambique, 1957-1973, realizada no Arquivo Fotográfico entre 31 de Julho e 17 de Setembro de 1998. As fotografias de José Henriques e Silva fotam obtidas na baía moçambicana de Nacala entre 1957 e 1973.

José Henriques e Silva (1919-1983) fixa-se em Moçambique em 1956, onde desempenha as suas funções profissionais na empresa Lusodana, responsável pela construção da 1.ª fase do Porto de Nacala, ao mesmo tempo que começa a fotografar a vida quotidiana da população daquela cidade, sobretudo as comunidades de pescadores Macua da baía de Fernão Veloso, até 1974. Depois de algumas passagens por outras partes do território moçambicano e por Portugal, regressa em 1982 reencontrando também aquela comunidade piscatória, e faleceu em 1983, já em Portugal. Ao todo, o arquivo que José Henriques e Silva envia para Portugal, ascende a cerca de 5 000 negativos. Este é também um dos últimos trabalhos gráficos de Victor Palla. O tema central do conjunto pictórico remete para a comunidade piscatória da Baía de Nacala em Moçambique.
No final da obra, inclui uma breve antologia do fotógrafo.

Preço:60,00€

Referência:14469
Autor:SOUSA, António de
Título:CRUZEIRO DE OPÁLAS. Versos de Amor e de Saudade que Antonio de Portucale compoz nos anos de MCMXVI, MCMXVII e MCMXVIII, nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra e na aldeia de Santa Cruz do Douro.
Descrição:

Edição do Autor, Coimbra, 1918. In-8.º de 43-(5)págs. Br. Contém uma expressiva dedicatória do autor em forma de poema (ver descrição abaxo que explicam e enquadram a destinatária do poema). Encerra uma carta manuscrita ao poeta Alberto Serpa assim como uma folha quadriculada com um poema manuscrito e "um envelope de cartão de visita com versos soltos". O livro está repleto de poemas manuscritos a lápis pelo autor.
São raríssimos os exemplares deste primeiro livro de António de Sousa, publicado sob pseudónimo António de Portucale.

Observações:

Poeta presencista que participou em diversas revistas ligadas a esta corrente literária, foi autor de obras poéticas de diferentes estilos, incluindo letras de fados de Coimbra. Colaborou em revista como Ícaro, Byzancio, Vértice, Tríptico, Presença, Portucale, O Diabo, Revista de Portugal e a revista Altura.
Transcrição da curiosa carta que o autor escreveu a ALBERTO DE SERPA acompanha este exemplar:

Meu querido Alberto:
Não reparei no timbre do papel. Parece uma tabuleta de barraca de feira, mas não é a da minha lavra. Redigiu-a um amigo com muito boa vontade e nenhum gosto!- que me ofereceu um dois centos de folhas de papel e envelopes assim marcados. Fica salva a minha modéstia e dignidade estética, pelo menos aos teus olhos!
Aqui vai um exemplar do meu implume "Cruzeiro de Opalas", que publiquei em Coimbra, ainda não tinha 20 anos - há mais de mil, portanto, meu velho!
O livrinho é oferecido de coração, mas que sei que o estimarás como se teu fora e guardarás com indulgente simpatia os versos que nele rabisquei não sei bem quando mas prresumo que em 1919 ou em 1920, mais provavelmente nos fins de 1919. Foi oferecido por mim a uma tricana - ainda vida - que gostava de versos e com quem tive amores um tanto sentimentais. A quadra do ante-rosto foi, salvo erro, composta para servir de dedicatória. Mais tarde, não sei bem porquê, em sei bem em que altura, confisquei o livro à dona, de seu nome Capitolina Marques dos Santos. E, agora, vai para a tua colecção, acompanhada de um abraço firme do teu velho:
António

Ps: Se tiveres outro exemplar deste "cruzeiro", manda-me serás um santo!
António

Preço:300,00€

Referência:14357
Autor:SOUSA, António de
Título:CRUZEIRO DE OPALAS. Versos de amor e Saudade que Antonio de Portucale compoz nos anos de MCMXVI, MCMXVII e MCMXVIII nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e na aldeia de Santa Cruz do Douro.
Descrição:

(Typ. Popular, Coimbra, 1918). In-8º de 43-(5) págs. Brochado

Observações:

São raríssimos os exemplares deste primeiro livro de António de Sousa, livro publicado sob pseudónimo - ANTONIO PORTUCALE.
 

António de Sousa, nasceu no Porto a 25 de Dezembro de 1898. Estudou na Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito, e onde viveu largos anos. Casado com a pintora Alice Toufreloz Brito de Sousa, vem para Lisboa, em finais dos anos 40, indo residir para Algés, concelho de Oeiras. Tal como Edmundo de Bettencourt, passara primeiro pela Faculdade de Direito de Lisboa, antes de aportar a Coimbra. Teve uma vida académica muito intensa durante o seu percurso por Coimbra, em que a poesia e os ventos de um Modernismo crescente, o envolveram profundamente, levando a que o final curso, se fosse ficando um pouco tardio. António de Sousa já como estudante de Direito, mostrara ser um poeta de rara sensibilidade, que escreveu poesia da mais pura água, alguma da qual, foi gravada e cantada, pelos grandes cantores da chamada primeira “década de oiro” da Canção de Coimbra. Ainda hoje não a dispensam, na maior parte de repertório dos cantores de Coimbra.

Foi presidente da Associação de Basquetebol de Coimbra, secretário-geral e presidente a Associação Cristã dos Estudantes de Coimbra e um dos fundadores da Universidade Livre Conimbricense. Pertenceu à Comissão de Propaganda do Centro Republicano Académico em 1927, foi Presidente da Associação Académica nos anos 1934-35, e um ano depois, fazia parte da Comissão Promotora de uma Homenagem aos estudantes mortos na 1ª Grande Guerra. A comissão era presidida pelo Dr. Fernando Martins, e pelos estudantes Otílio de Figueiredo, e António de Sousa, que presidia à Associação. A homenagem realizada pela Academia, veio a culminar no descerrar de uma lápide, a 9 de Abril de 1935, na sala da Associação Académica, sediada na Rua Larga, perpetuando a memória dos estudantes caídos no campo de batalha.

No decurso da sua longa vida estudantil, em que conciliava o trabalho, com o estudo, a poesia e a intervenção social, António de Sousa começara cedo a escrever, e a colaborar em revistas. Com o pseudónimo António Portucale, publica em 1918, a poesia “Cruzeiro de Opalas”, e em 1919, “O Encantador”. Nos anos 20, foi um dos percursores do Movimento Presencista. O poeta da Ereira, mais velho que todos os outros, homem de grande estatura moral, lutador contra a ditadura, que o afasta compulsivamente do ensino, nos anos 30, é um dos elos aglutinador do movimento. Afonso Duarte era sem dúvida uma referência na seriedade e sensibilidade, expressa na sua postura de homem de carácter e de poeta. Depois, em 1924, foi um dos criadores da revista Triptico, juntamente com João Gaspar Simões e Vitorino Nemésio. Colabora com as revistas Ícaro, Byzancio, Vértice, Presença, Portucale e a Revista de Portugal. Trabalhou largos anos na Associação Cristã da Juventude de Coimbra, como secretário-geral e presidente, tendo assegurado essas funções, poucos anos após a sua inauguração, a 20 de Junho de 1918.

Foi ainda Presidente do Orfeon Académico, cargo de que não tomou posse, devido a um conflito com o regente Padre Elias de Aguiar. Bettencourt e Paradela gravaram poesias suas, e muitos outros as cantaram. Foram várias, as suas poesias, na Canção de Coimbra, mas as que encantaram mais os seus cantores, talvez tenham sido as que tiveram gravação.

Preço:150,00€

Referência:14297
Autor:TEIXEIRA, Fausto Guedes
Título:O MEU LIVRO: Livro d’Amor, Mocidade Perdida, Saudades do Coração, Esperança Nossa, Carta a um Poeta, Alma Triste, 1898 a 1906.
Descrição:

Antiga Casa Bertrand - José Bastos, Lisboa, 1908. In-8º de (10)-336-(1) págs. Encadernação coeva meia franceda em pele castanha com sóbria e simples decoração dourada na lombada, sobre os nervos. Encerra o retrato do poeta elaborado por Columbano. Apenas aparado à cabeça. Conserva capas de brochura e parte dos cadernos por abrir.

Observações:

Poeta absolutamente singular, o seu trabalho não tem comparação, a originalidade de Fausto Guedes Teixeira consiste sobretudo no obstinado afastamento do poeta em relação a correntes literárias das novas escolas que sucessivamente dominaram o panorama poético, como o parnasianismo, o naturalismo, o simbolismo, o modernismo, mantém-se fiel a um "neo-romantismo serôdio", que o popularizou. Os primeiros trabalhos poéticos de Fausto Guedes Teixeira foram escritos em 1889, tinha ele apenas 18 anos, e publicados no quinzenário juvenil Miniaturas, de Lamego. O seu primeiro livro saiu em 1892 com o título "Náufragos" sobre Glosava um trágico naufrágio ocorrido na Póvoa de Varzim, constituído por um único poema, escrito em alexandrinos, onde é possível perceber a influência de Junqueiro e Victor Hugo. Outras publicações poéticas se seguiram, Livro d’Amor em 1894, Mocidade perdida, em 1886 e reeditado em 1926, Boa viagem de 1898, Esperança nossa em 1899, Carta a um poeta de 1899, Saudades do coração de 1902, Alma triste de 1903, O meu livro de 1908, Maria de 1918 e Sonetos de amor em 1922. Os últimos anos de sua vida dedicou-os a uma criteriosa revisão para editar dois volumes de O meu livro dois volumes, de 1941 e 1942, respectivamente, edição definitiva e póstuma das obras completas, pela Edições Marânus, do Porto.

Preço:40,00€

Referência:14455
Autor:TELLES, Bazilio
Título:A GUERRA (notas e dúvidas)
Descrição:

Livraria Chardron, Porto, 1914. In-8º de 112 págs. Brochado. Exemplar impecável, sem defeitos apontar, com os cadernos por abrir.

Observações:

Obra bastante curiosa e de interesse para história do início da Guerra de 1914 -1918.

Preço:25,00€

Referência:14403
Autor:[ direcção: PESSOA, Fernando & VAZ, Ruy ]
Título:ATHENA . Revista de Arte. (Outubro de 1924 a Fevereiro de 1925)
Descrição:

In-4º de 5 números encadernando num volume. Conserva o raríssimo folheto informativo editorial da Athena. Encadernação meia inglesa em pele castanha com dizeres prateados ao estilo art deco sobre rótulo de pele preta na lombada, esta com decoração em baixo relevo dos nervos, também ao estilo art deco. Ligeiro e insignificante aparo. Sem as capas de brochura.
Com numerosas estampas impressas nas páginas de texto e em separado, reproduzindo algumas delas trabalhos de Almada Negreiros, Mily Possoz, Lino António, etc... Colecção completa, RARA e valiosa.

Observações:

Revista dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz, publicada em Lisboa, da qual só saíram cinco números, entre outubro de 1924 e fevereiro de 1925. Surgindo no seguimento da linha de orientação do Orpheu, constituiu um símbolo do Modernismo português, devendo-se o seu interesse literário maioritariamente aos textos de Pessoa. Em entrevista ao Diário de Lisboa, em novembro de 1924, Fernando Pessoa explicava que o objetivo da publicação era "Dar ao público português, tanto quanto possível, uma revista puramente de arte, isto é, nem de ocasião e início como o Orpheu, nem quase de pura decoração como a admirável Contemporânea." Tratava-se, assim, de uma alternativa no campo da revista literária, que não pretendia promover um projeto cultural, nem acionar um movimento, nem ser apreciada apenas pelo seu aspeto estético, mas sim ser um espaço de reflexão teórica, de balanço do itinerário percorrido desde Orpheu e de apresentação de novas vias para o modernismo. A par de alguns modernistas, como Almada, Mily Posoz, Lino António, Luiz de Montalvor, Raul Leal, Mário Saa ou Mário de Sá-Carneiro (a quem é consagrado o n.° 2), a colaboração literária foi em grande parte assegurada por Fernando Pessoa e pelos seus heterónimos: desde Ricardo Reis, cujo Livro I das Odes é publicado no n.° 1, a Álvaro de Campos, que nos números 2, 3 e 4 publica textos teóricos, com destaque para os "Apontamentos para uma estética não-aristotélica", à publicação, nos números 4 e 5, de poemas de Alberto Caeiro, até Fernando Pessoa ortónimo, com poemas, textos de reflexão estética e tradução. É nessa medida que Teresa Sousa de Almeida (prefácio à ed. fac-sim. de Athena, Lisboa, Contexto, 1983) vê na criação de Athena uma encenação do escritor que planeadamente estabelece uma relação intertextual entre textos teóricos e produções dos heterónimos. Deste modo, o editorial que abre o n.° 1, da autoria de Fernando Pessoa, explicando o título da publicação e o tipo de arte que preconiza, serve também de introdução à afirmação da modernidade do classicismo de Ricardo Reis: "[Os Gregos] Figuraram em a deusa Atena a união da arte e da ciência, em cujo efeito a arte (como também a ciência) tem origem como perfeição [...] é pois ao nível da abstração que a arte e a ciência, ambas se alçando, se conjugam, como dois caminhos no píncaro para que ambos tendam. É este o império de Athena, cuja ação é a harmonia."

Com colaboração de Almada, António Botto, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Fernando Pessoa, Luís de Montalvor, entre muitos outros, a Athena, segundo Fernando Pessoa, é heterogénea, ensinando a arte que é “essencialmente multiforme”. Segundo Teresa de Almeida, citada por Daniel Pires, “atrás de Athena está, não uma geração que se tinha desfeito, mas apenas o esforço voluntarista de Pessoa que, assinando sob diferentes nomes textos e posições teóricas divergentes, procurou fazer dela o espaço de uma utopia”.

Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa, 1996, p. 73-75

Preço:460,00€
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