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Módulo background

Montra de Destaques

Referência:13817
Autor:ALBA, Sebastião
Título:O RITMO DO PRESSÁGIO
Descrição:

Edições 70, Lisboa, 1981. In-8º de 119 págs. Br. Capa de brochura  de A. Saldanha Coutinho. Capa de brochura ligeiramente envelhecida.

PRIMEIRA EDIÇÃO portuguesa.

Observações:

Primeira obra de Sebastião Alba  publicada em Portugal.


o ritmo do presságio

A tinta das canetas
Reflui de antipatia
E impregnadas, assíduas
Cambam as borrachas
Não há fita de máquina
Que o uso não esmague
O vaivém não ameace
De dessorar os textos
Mas a grafia nada diz
De pauses na cabeça
Vozes inarticuladas
Adensam, durante elas
Uma tempestade
Recôndita
E nubladas carregam-se
As suspensões
Encandeando em nós
O ritmo do presságio

Preço:14,00€

Referência:13832
Autor:autoria indefinida
Título:TRATADO DO JOGO DO VOLTARETE, com as leis geraes do jogo
Descrição:

Typ. de José Baptista Morando, Lisboa, 1862. In-8º de 216 págs. Encadernação coeva inteira de pele com dizeres a ouro e florões na lombada.

INVULGAR.

Observações:

Livro com as regras de jogo do  voltarete que  era um jogo de cartas do séc. XVIII. Parece ter sido o antecedente do whist e divulgou-se um pouco por toda a Europa.  Em Portugal e no Brasil conheceu franca adesão, sendo referido por Eça de Queiroz e Machado de Assis em algumas das suas obras. Era jogado por 3 parceiros, utilizando um baralho de 40 cartas, dando-se, inicialmente, 9 cartas a cada, ficando as 13 remanescentes na mesa.
 

Preço:45,00€

Referência:13769
Autor:autoria indefinida
Título:Collecção da Legislação Antiga e Moderna do Reino de Portugal.ORDENAÇOENS DO SENHOR REY D.AFFONSO V. 5 Tomos
Descrição:

Na Real Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra, 1792. Cinco tomos de in-8º de 530, 572 , 564 , 409 e 420 págs. Encadernação coeva em pele com nervuras e dizeres a ouro em casas fechadas na lombada. Algumas páginas apresentam falhas marginais que não prejudicam a leitura do corpo do texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO

RARO.

Observações:

Obra que  ocupa uma posição destacada na história do direito português,  as Ordenações Afonsinas constituiam uma espécie de colectânea ou código de leis e outras fontes jurídicas e que reunia toda a legislação em vigor na altura. Com a sua publicação as leis tornaram-se uniformes para todo o país impedindo, desta forma, os abusos praticados pela nobreza no que respeita à sua interpretação, permitindo ao rei amplificar a sua política centralizadora.
Encontram-se divididas em cinco livros todos eles   precedidos de preâmbulo, que no primeiro é mais extenso pois  narra a história da compilação.

    O Livro I trata dos cargos da administração e da justiça.
    O Livro II ocupa-se da relação entre Estado e Igreja, dos bens e privilégios da igreja, dos direitos régios e sua cobrança, da jurisdição dos donatários, das prerrogativas da nobreza e legislação "especial" para judeus e mouros.
    O Livro III cuida basicamente do processo civil.
    O Livro IV trata do direito civil: regras para contratos, testamentos, tutelas, formas de distribuição e aforamento de terras, etc.
    O Livro V trata do direito penal: os crimes e as suas respectivas penas.

As Ordenações recolhem abundantes leis regias, geralmente reproduzidas na íntegra, mencionando o monarca que as promulgou, a data e o local da sua publicação. São, também, numerosas as respostas regias a
artigos ou capítulos das Cortes.

Preço:375,00€

Referência:13888
Autor:CARDOSO PIRES, José
Título:O RENDER DOS HERÓIS narrativa dramática em 3 partes e uma apoteose grotesca
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, 1960. In-8º de 183-(2) págs. Br. Capa de brochura com arranjo gráfico de Sebastião Rodrigues sobre um quadro de Júlio Pomar. Integrado na colecção "os livros das três abelhas". Valorizado pela dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Obra que constitui o primeiro texto teatral português de estrutura épica, a «narrativa dramática em 3 partes e uma apoteose grotesca» (Pires 1970). Nesta narrativa dramática aborda-se acontecimentos históricos do século XIX - o levantamento popular da Maria da Fonte contra o governo cartista de  Costa Cabral.

Preço:39,00€

Referência:13557
Autor:CARVALHO, Antonio Joaquim de
Título:OS TOIROS, Poema heroe-Cómico
Descrição:

Typografia Nunesiana, Lisboa, 1796. In-8º de X-89 págs. Encadernação coeva em carneira com dizeres em rótulo de pele na lombada. Guardas em papel marmoreado da época. Papel mantendo a sonoridade original.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Um dos mais apreciados poemas herói-cómicos da nossa literatura que explora  o ridiculo de alguns episódios tauromáquicos. É um poema em quatro cantos e é considerado o melhor trabalho deste autor conhecido como "poeta jocoso".
Inocêncio I, 159. “Presumo que fosse natural de Lisboa; porém não o affirmo por falta de noticias certas. Parece que exercera em principio a arte de cabelleireiro, a qual deixou depois pela profissão de mestre de dança. Morreu octogenario, quasi cego e pobrissimo em 1817, morador na rua do Crucifixo; e que fora sepultado na ermida da Victoria. Não declara porém a sua naturalidade, nem os annos que tinha quando morreu. Os Touros: Poema heroi comico. Ibi, na Typ. Nunesiana 1796. 8.o de X 89 pag. - Ibi, na Imp. de João Nunes Esteves 1825. 8.o de 52 pag. Este poema em quatro cantos, em oitava rima, passa entre os criticos por uma das melhores, se não pela melhor de todas as produções do auctor. Alguns chegaram até a duvidar de que fosse obra só dele, e disse se que Belchior Manuel Curvo Semedo o polira e retocara antes da impressão'

Preço:95,00€

Referência:13845
Autor:CARVALHO, Hieronimo Ribeyro
Título:SERMAM DA PURISSIMA E IMMACULADA CONCEIÇAM DA SEMPRE VIRGEM MARIAEm Santa Anna, pregou-o o Doutro Hieronimo Ribeyro de Carvalho, Chantre da Sé de Coimbra, anno 1672.
Descrição:

Na officina de Rodrigo de Carvalho Coutinho, Coimbra, 1673. In-8º de 24-(2)págs. Br. Ostenta anotações da época em algumas páginas.

PRIMEIRA EDIÇÃO
INVULGAR

 

Observações:

Sermão sobre a Imaculada concepção de Maria proferido por Jerónimo Ribeiro de Carvalho chantre da Sé de Coimbra durante o século XVII e que foi um dos principais pregadores do seu tempo.

Inocêncio III, p. 275.

 

Preço:35,00€

Referência:13635
Autor:DEROUET, Luís
Título:ÁLBUM REPUBLICANO
Descrição:

Typographia Adolpho de Mendonça, Lisboa, 1908. In-4º de 161 folhas. Encadernação editorial em tela, um bocado cansada, com ilustração de teor republicano nas pastas. Profusamente ilustrado.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR

Observações:

Álbum de retratos e biografias dos principais activistas e também de alguns jornais republicanos que foi publicado em fascículos trimensais a partir de 1907, encerra retratos e biografias de  personalidades como Joaquim Teófilo Braga, Manuel José Arriaga Brum da Silveira, Bernardino Machado, Afonso Costa, António José de Almeida e Abílio Manuel Guerra Junqueiro.

Preço:65,00€

Referência:13768
Autor:DULAC, Antonio Maximino
Título:GENUINA EXPOSIÇÃO DO TREMENDO MARASMO POLITICO EM QUE CAHIO PORTUGAL, COM DESENGANADA INDICAÇÃO DOS UNICOS REMEDIOS APROPRIADOS Á SUA CURA RADICAL. Dedicada aos verdadeiros amigos do bem publico. Tomo I e Tomo II
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1834. Dois tomos num volume só de in-8º de 219-(4) e 206-(6) págs. Encadernação meia inglesa em pele já cansada com dizeres a ouro na lombada. Sem capas de brochura.

PRIMEIRA EDIÇÃO

RARO

Observações:

 Obra onde António Maximino Dulac, Oficial da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, e natural de França, analisa o declínio da situação política e económica de Portugal, usando para tal a comparação de Portugal com outros países europeus e tentando encontrar uma "cura" para o estado da nação. O autor faz um estudo exaustivo  da economia, história, agricultura e da politica portuguesa. No segundo volume aborda os árabes na Península Ibérica, dando ênfase ao reino de Abdullah (855-912) e Abd-ar-Rahman III (889-961). 

Preço:90,00€

Referência:13796
Autor:ESTERMANN, Carlos & COSTA, Elmano
Título:NEGROS
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa,1941- In-8º de XV-207 págs. Br. Capa de brochura de Júlio de Sousa.Ilustrado em extra-texto com fotografias.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.

Observações:

Estudo bastante importante sobre os povos nativos de Angola com prefácio de Ramada Curto.

Do ÍNDICE:
- Prefácio - Ramada Curto;
- Bochimanes;
- Corocas e Cuissis;
- A tribo Cuanhama;
- Raças e tribos indígenas de Angola;
- Entre os Bundus;
- Efundula (Casamento);
- Algumas práticas de feitiçaria;
- Noiva antes de nascer;
- Circuncisão;
- Entre os Cuvales;
- Festa da puberdade;
- Quimbandas e feiticeiros;
- Feiticeiros;
- O noivado dos Bundos;
- Vida intelectual dos negros;
- Os ferreiros indígenas e as minas de ferro;
- O ritual dos ferreiros;
- O direito entre os negros;
- Sonhos, enguiços e augúrios;
- Na província do Bié;
- Viagens por Angola;
- Os Camaxis;

 

Preço:39,00€

Referência:13857
Autor:FIGUEIREDO, Tomaz de
Título:GUITARRAtreze romances
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa,  1956. In-8º de 64-(4) págs. Br. Livro integrado  na colecção "Poesia e Verdade". Valorizado pela extensa e emotiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição do primeiro livro de poesia de Tomaz de Figueiredo, que fez parte  do movimento modernista coimbrão da década de 20.

Dos cães desterrados

Cães da cidade, em traseiras
de quinze metros quadrados
que nunca viram do céu
mais que um retalho de estrelas,
que só quando a lua passa
pela vertical do pátio
à lua podem ladrar...
Cães exilados que nunca,
devolvidos pelo eco,
supondo ladrar a estranhos,
ladrarão aos próprios ladros...

(...)

Preço:25,00€

Referência:13812
Autor:HATHERLY, Ana
Título:O MESTRE
Descrição:

Editora Arcádia,Lisboa, 1963. In-8º de 138-(2) págs. Br. Capa de brochura de  Sebastião Rodrigues. Integrado na série Livros de Bolso Arcádia, é o número 38 da Colecção Autores Portugueses.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.

Observações:

Primeiro livro de ficção da autora, esta novela com duas personagens: o mestre e a sua discípula. O Mestre conta a história de uma discípula em busca de um mestre que a leve a descobrir o que é o amor. É um livro extremamente agressivo e ao mesmo tempo muito perturbador.

"O Mestre é um homem que aparece. Está-se sempre a rir e ri de tudo, mas diz: há coisas que a gente não deve querer. Em francês soava melhor: il y a des choses qu'il ne faut pas vouloir. No entanto o Mestre não é francês, aliás não é natural de lado nenhum ou talvez se pudesse dizer que não tem naturalidade nenhuma.
O Mestre é uma personagem porque é uma pessoa e na origem da pessoa está a máscara. Além disso o Mestre usa máscara, tem máscara, é mascara. Um dos aspectos da sua máscara (ou da sua pessoa) é ser Mestre - usa a máscara de Mestre. Não se sabe bem o que ele ensina, todavia é certo que se pode aprender muito com ele porque, embora fale pouco,ri muito. Ou faz-nos rir muito.
O riso resulta trágico ou do trágico.
Porém a Discípula não gostava de rir nem tão pouco de chorar e é por isso que andava à procura da Alegria, já que essa devia excluir o riso e o choro. Tornar-se Discípula de um Mestre era ter a esperança de com ele aprender a arte da Alegria, porque se ele fosse um mestre além de Sábio devia ser Sofo.
O Mestre é para ensinar o que a gente não sabe. Ou não sabe ainda. É por isso que a Discípula tem de procurá-lo até à exaustão ou à loucura.
Foi por esse motivo que, quando um dia a Discípula leu no jornal um anúncio em que se dizia que um verdadeiro Mestre tinha descido à cidade, correu a inscrever-se no curso dele, esperando com a maior ansiedade o início das aulas. Chegado esse dia a Discípula não compreendeu logo o que é que esse Mestre, porque ele era muito desdobrado e ria muito, mas com o decorrer do tempo verificou que o seu Aparecer é que era o seu Ensinamento.
Então a Discípula, pensando que essa era a maneira de atingir a Alegria, foi buscar o seu Andrógino Potencial e desdobrou-o em três partes para assim poder vir a secundar condignamente o Mestre que, embora Andrógino Potencial e Efectivo, só tinha duas partes verdadeiramente activas.
Entretanto a Discípula habituou-se de tal modo a ser três em um que não conseguiu mais voltar a ser um em três; e verificou que em vez de atingir a Alegria cada vez mais se afastava dela, pois que, desde o dia em que conhecera o Mestre, passara também a rir-se muito. (...)"

 

Preço:35,00€

Referência:13831
Autor:JACKSON, Catharina Carlota
Título:A FORMOSA LUSITANIA
Descrição:

Livraria Portuense Editora, Porto, 1877. In-8º de 448-(2) págs. Encadernação em sintético com dizeres a ouro na lombada e nas pastas, com defeitos na lombada a necessitar de uma pequena intervenção. Profusamente ilustrado em extra-texto com gravuras de monumeentos e paisagens de Portugal. Extensa dedicatória não autógrafa.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra sobre Portugal escrita por lady Jackson, Inglesa que passou o ano de 1873 em Portugal e que ao chegar a Inglaterra escreveu este livro com o título "Fair Lusitania", a tradução do inglês e o prefácio desta edição portuguesa  são Camilo Castelo Branco que na Advertência e nas notas que acompanham a sua tradução reconhece que se trata de "um livro digno e honrado" mas não  não deixa de criticar, corrigir e comentar as  "inexactidões" e "excentricidades" contidos na obra.

Excerto do livro sobre Coimbra

"Este agora não é o tempo proprio para vizitar Coimbra. Pinciparam as ferias, e poucos estudantes ficaram; de modo que as ruas estão ermas. Cursam, termo medio, 1:000 a 1:200 estudantes, e os lentes, que são muitos, tambem se auzentaram. Vivem os academicos na cidae em cazas particulares dezignadas para os receberem, e com a sua prezença dão vida áquelle provecto, lugubre e horrendo arruamento. Governam auniversidade um reitor, um chanceller, decanos e outros. As leis, ou estatutos por que se regulam, creio que divergem agora muito dos que se observavam antes da extinção dos institutos monasticos. (1)
As informações obtidas, esta manhã, a respeito da estrada que dezejamos seguir para o Bussaco, decidiram-nos a saír de Coimbra entre as trez e quatro horas da tarde. (2)"

 

Comentários de Camilo Castelo Branco


(1) Não ha rezidencias privativamente dezignadas para alojamento de academicos. Quanto aos estatutos, os reformados no reino de D. José emanciparam a academia da influencia monacal. Desde 1773 que ali se professam as sciencias com pouco deslize das mais adiantadas universidades da Europa. Pelo que respeita a estatutos, o estudante, fora das obrigações escolares, é um cidadão indistinto dos outros. Do passado conserva apenas a capa e a loba, que despe fora dos Geraes para envergar um paletó surrado, uma calça á faia esgarçada, e um chapeu á bombeiro com inclinações afadistadas. Se não todos, alguns d´elles sáem d´ali muito ignorantes, muito devassos, e excelentes ministros da coroa.

(2) Esta senhora houve-se generosamente com a princesa do Mondego. Não é esse o costume dos hospedes ingleses. Richard Twiss*, que esteve em Coimbra em 1773, homem de lettras, escreveu um enorme livro ácerca de Portugal e Hespanha, dedicando a Coimbra as cinco seguintes linhas: «Coimbra é uma universidade situada n´um monte, perto do rio Mondego, sobre o qual corre uma ponte muito comprida e baixa, com muitos arcos grandes e pequenos. Rezidem aqui cinco familias inglezas, uma das quaes pertence a um medico. Esta cidade é celebrada pelos seus curiosos copos e caixas de corno polido.» This city is celebrated for its curious cups and boxes of turned horn.
E nada mais diz o admirador do polido corno.

Preço:65,00€

Referência:13827
Autor:LOBO, Eduardo de Barros
Título:VESPAS
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron/ edição de autor, Porto, 1880. Três tomos de in-8º de 63-63-64 págs. Br. Capas de brochura ligeiramente empoeiradas.

COLECÇAO COMPLETA

INVULGAR.

Observações:

Curiosa publicação de Eduardo Lobo Correia de Barros, conhecido nos meios jornalísticos e literários pelo pseudónimo de  "Baldemónio". Era uma revista mensal humoristica e que visava com as suas críticas a cidade do Porto (Tweve apenas estes 3 números).


“Quem somos, d’onde vimos, para onde vamos?” – “Pódes a teu gosto julgar a aparição d’esta ligeira chronica um facto calamitoso, após as ultimas chuvas de janeiro, como o despontar d’um cogumelo venenoso; e todavia fazemos certo empenho em te declarar que o nosso rutilante enxame vem de caso pensado e rixa velha, através das enxurradas do inverno, com um propósito a nosso vêr meritório: o d’acordar no teu animo, como um excitante de satyras bem aguçadas e finas á flôr da epiderme social, a noção innata do senso commum, – ainda assim não tenho comum como á primeira vista parece, – visto que o jornalismo indígena, com a uniformidade marcial d’um mot d’ordre, se tem constantemente empenhado em a adormentar á força de velhacarias prudhommescas.”

“somos na imprensa, apenas uma vez por mez, a expressão escripta do bom senso (…)vimos alli de cima, da calçada dos Clerigos, com a missão explicita de soltar sobre a época um bando d’ironias aladas (…) vamos (…) não para a gloria, pelo motivo bem simples de que é para o Suisso, a tomar café e cognac."

Preço:125,00€

Referência:13816
Autor:MELIM, Fernando
Título:REQUIEM PARA OS HERÓIS
Descrição:

Edição do autor, Viana do Castelo, 1972. In-8º de 349 págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto.

INVULGAR.

Observações:

Livro de memórias muito interessante dedicado aos Paraquedistas que combateram em Moçambique  durante a guerra colonial.

 

Preço:27,00€

Referência:13865
Autor:MENDONÇA, Zuzarte de [org.]
Título:CENTENARIO DE JOAO DE DEUS de março -1930 in memoriam : homenagem da mulher portuguesa ao grande poeta e educador
Descrição:

Tip. da Empresa do Anuário Comercial, Lisboa, 1930. In-4º de 75 págs. Br.Capas de brochura amarelecidas e com alguns picos de acidez.

INVULGAR.

 

Observações:

 In-memoriam de João de Deus que encerra participações de nomes femininos ligados às artese letras e pedagogia como : Ana de Castro Osório, Branca de Gonta Colaço, Laura Wake Marques, entre muitas outras
 

Preço:24,00€

Referência:13808
Autor:MODESTO, Maria de Lurdes
Título:AS RECEITAS DA TV
Descrição:

Editorial Verbo, Lisboa, 1967. In-4º de 244-(4) págs. Cartonagem editorial. Profusamente ilustrado com fotografias de Jorge Alves.

 

Observações:

Livro de gastronomia profusamente ilustrado escrito por uma das mais afamadas cozinheiras portuguesas e que encerra as receitas dos seus programas de televisão.

Preço:39,00€

Referência:13887
Autor:MOURÃO-FERREIRA, David
Título:MATURA IDADE
Descrição:

Arcádia, Lisboa, 1973. In-8º de 89-(1) págs. Integrado na colecção Licorne. Valorizado pela dedicatória autógrafa e por um cartão do Editor que diz ser impossível encontrar um exemplar em melhores condições pois a edição estava esgotada. Capa de brochura amarelecida.

PRIMEIRA EDIÇÃO

 

Observações:

Um dos livros de poesia mais apreciados de David Mourão-Ferreira.

 

É TERRÍVEL O VENTO

É terrível o vento no planalto
quando não é do vento que se trata
Com plátanos à volta és um palácio
... Com sombra de pinheiros uma casa
Mas se penso habitar-te nunca passo
de navio solúvel dentro de água

É terrível o vento no deserto
se não vemos deserto que se veja
Despertíssima assistes ao mistério
da água que na água fica presa
O brilho da platina é mais concreto
quando a prata lhe pede que a adormeça

É terrível o vento nas campinas
trazidas pelo mar aos seus domínios
E atingimos as plagas mais antigas
o palco dos desastres mais ambíguos
E gritas E não gritas E suplicas
por dentro da represa dos suplícios

É terrível o vento na memória
quando nos despegamos um do outro
e quando na planície está a morte
seguindo atentamente o nosso jogo
Ah Como sopra o vento que não sopra
que deixou de repente de ter boca

É terrível o vento que no escuro
nos marcou de antemão com algum número
Mais terrível ainda no soluço
com que nós aguardamos o seu gume
É terrível Terrível Sobretudo
quando não é ao vento que se alude

 

 

Preço:25,00€

Referência:13788
Autor:OLIVEIRA, Manuel Caetano de
Título:DURANTE A MONARQUIA DOS TRAULITEIROS De 19 de janeiro a 13 de feveirero de 1919: Depoimento duma vitima
Descrição:

Edição do Autor, Porto, 1919. In-8º de 18-(12)págs. Br. Profusamente ilustrado ao longo do texto com imagens bastante gráficas.
 

MUITO RARO.

Observações:

Opúsculo sobre os Trauliteiros, milicia armada e violenta da chamada "Monarquia do Norte", ilustrado não só com fotografias muito gráficas de algumas vítimas e do grupo de agressores como também com algumas cartas e contratos relacionados com os trauliteiros.

Preço:45,00€

Referência:12533
Autor:PALAFOX Y MENDOZA, Juan de
Título:LUZ A LOS VIVOS, Y ESCARMIENTO EN LOS MUERTOS
Descrição:

En Madrid Por Bernardo de Villa-Diego, Madrid, 1668. In-4º de  40-380-28 págs. Encadernação coeva em pele com floroes e dizeres gravados na lombada apresentado localmente fortes sinais de manuseamento, sem prejuizo da estrutura sólida do livro. Mancha de humidade em alguns fólios. Primeira folha com ligeira falha de papel marginal. Folha de rosto com cercadura decorada. Texto impresso em  duascolunas.

MUITO RARO.

Observações:

Obra mística, escrita por Don Juan de Palafox y Mendoza no século XVII, de grande difusão nos  séculos XVII e XVIII, é considerada uma das obras religiosas mais obscuras da época pois nele se abordam os contactos  de freiras com defuntos que lhes narram os seus pecados e castigos e que servem com alegorias para os leitores.

 

Preço:180,00€

Referência:13533
Autor:RODRIGUES DA COSTA, José Daniel ; PIMENTA, Alberto
Título:O BALÃO AOS HABITANTES DA LUA heroi-comico em hum só acto junto com: O BALÃO AOS HABITANTES DA LUA edição organizada e comentada por Alberto Pimenta
Descrição:

livro 1: Na Impressão Regia, Lisboa, 1819. In-8º de 47 págs. Encadernação inteira em pele com dizeres em rótulo vermelho na pasta.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

 

livro 2: Edições 70, Lisboa, 1978. In-8º de 91 págs. Br. Ilustrado com um retrato do autor.

 

Observações:

Livro 1: Obra onde o autor seguindo o exemplo do que Bocage fizera em 1794 com um poema a exaltar o aeronauta italiano Vicente Lunardi e seu balão aerostático,   Rodrigues da Costa, neste poema,  exalta  Robertson e o seu filho que, em Março daquele ano, em Lisboa, fizeram demonstração sobre os grandes avanços dos balões. O poema faz de Robertson o protagonista de sua viagem à Lua. É uma crónica rimada,onde com ironia e perspicácia denuncia os maus costumes de seu tempo. Ao fazer de Robertson um génio, que ao tentar  alcançar o Sol, esbarra na Lua, o autor faz uma alegoria em que mostra os Lulanos, moradores da Lua, extremamente parecidos com os lisboetas.

 

livro 2: Edição com comentários e prefácio muito exaustivo de Alberto Pimenta desta apreciada  e curiosa obra de Rodrigues da Costa onde ele  narra a visita de um homem, de um português, aos Lulanos, os habitantes da lua.

Preço:95,00€

Referência:13602
Autor:TEIXEIRA, Marianno Vicente de Bastos
Título:BREVE TRACTADO DO BORDADO A MATIZ, E PETIT POINT ornado de um mappa das côres, com os nomes mais conhecidos pelo vulgo, para milhor intelligencia, acompanhado do curioso, symbolo, e significação das côres. O.D.C. ao bello sexo
Descrição:

Typographia da Gazeta dos Tribunaes, Lisboa, 1846. In-8º de 56 págs. Encadernação meia inglesa  com dizeres e florões a ouro na lombada. Ilustrado em extra-texto e com um desdobravél a cores com um curioso Mappa de cores.

INVULGAR.

Observações:

Livro muito curioso, dedicado ao bello sexo, sobre o método de bordar a matiz e a petit-point, que encerra também um capítulo sobre as cores os seus simbolos e o seu significado.

Preço:65,00€

Referência:13615
Autor:TELO, António José
Título:PROPAGANDA E GUERRA SECRETA EM PORTUGAL 1939 - 1945.
Descrição:

Edição: P&R, Lisboa, 1990. In-8º de 181-(3) págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto.

Observações:

Obra muito interessante  para o estudo da intensa actividade de propaganda e guerra secreta mantida em Portugal pelos países envolvidos na Segunda Guerra Mundial.
Descreve não só as principais organizações, a sua estrutura em Portugal, os recursos empenhados e as políticas seguidas,  como também faz uma referência ao tipo de propaganda que entrava em Portugal nessa época e a forma como era tratada e apresenta as várias formas de propaganda utilizadas pelos beligerantes.

 

Preço:24,00€

Referência:13825
Autor:VASCONCELOS, José Leite de
Título:DICCIONARIO CHOROGRAPHICO DE PORTUGAL. Ampliado,melhorado e corrigido por A. Peixoto do Amaral
Descrição:

Livraria Portuense,Porto, 1902. In-8º de 193-(2) págs. Meia encadernação modesta, com as pastas em cartonagem marmoreada.

SEGUNDA EDIÇÃO.

Invulgar.

Observações:

Dicionário corográfico de Portugal organizado por Leite e Vasconcellos e ampliado, melhorada e corrigida por Peixoto do Amaral.

"Contendo todos os districtos, concelhos, comarcas e freguezias de Portugal e ilhas adjacentes: as distancias das freguezias á sede do concelho, e d'este á séde dos respectivos districtos. Todos os habitantes e fogos tanto de cada freguezia, como de cada concelho, e de cada districto administrativo. Todos os rios com o percurso expresso em kilometros e todos os montes com a respectiva altitude expressa em metros."

 

Preço:40,00€

Referência:13798
Autor:VASCONCELOS, José Leite de
Título:ANTROPONIMIA PORTUGUESA.Tratado comparativo da origem, significação, classificação, e vida do conjunto dos nomes próprios, sobrenomes, e apelidos, usados por nós desde a Idade Média até hoje.
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa., 1928. In-4º de  659 págs. Br. Capas de brochura envelhecidas e com picos de acidez. Cadernos por abrir.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra magistral de Leite de Vasconcellos sobre a antroponimia portuguesa onde o autor aborda a origem, o significado e a classificação dos nomes portugueses.

Preço:95,00€

Referência:13699
Autor:VAZ, Francisco d'Assis de Sousa
Título:MEMORIA SOBRE A INCONVENIÊNCIA DOS ENTERROS NAS IGREJAS, E UTILIDADE DA CONSTRUCÇÃO DE CEMITÉRIOS
Descrição:

Imprensa de Gandra e Filhos, Porto, 1835, in-8º de 51 págs. Encadernação em papel marmoreado. Não conserva capas de brochura. Miolo com alguns picos de acidez.

INVULGAR.

Observações:

Uma das primeiras obras publicadas em Portugal que aborda os graves inconvenientes do  costume de se enterrarem os mortos nas Igrejas. Sousa Vaz não só refere as questões higiéniccas como apresenta o conceito de cemitério como "Atheneu Histórico" e "Museu da Morte". Para o autor, o cemitério oferecia às famílias “principais e abastadas” um “vasto campo da natureza” privilegiado para a construção dos seus túmulos “debaixo da direcção das Belas-Artes”, tornando-os assim monumentos aos falecidos promovendo assim , a “abertura de um novo campo das artes, estimulariam a produção dos artistas, que certamente quereriam rivalizar entre si com suas obras, e concorreriam para fazer imprimir nas artes progressos espantosos”.

Preço:85,00€
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