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Módulo background

Montra de Destaques

Referência:14032
Autor:ANDRADE, José Ignácio de
Título:CARTAS ESCRIPTAS DA ÍNDIA E DA CHINA nos anos de 1815 a 1835 por ... a sua mulher D. Maria Gertrudes de Andrade. Segunda edição.
Descrição:

Tomo I (e II). Na Imprensa Nacional. Lisboa. 1847. In 8º de 2 volumes com (22) - 245 - (3) e (10) - 235 - (8) págs. respectivamente. Encadernação coeva meia inglesa com elaborados ferros gravados a ouro na lombada de pele, esta com ligeiros e insignificantes defeitos acentuados no primeiro volume. Cantos do primeiro volume com ligeiro sinais de manuseamento descuidado. Miolo impecável, muito limpo com rarísimos picos de acidez.

Observações:

2ª EDIÇÂO. Frei Francisco de S. Luis (Cardeal Saraiva) refere que o autor nos deu a conhecer “... os costumes, as leis, o génio e o singular caracter do grande Império da China, fazendo justiça ao espirito, e ao valor dos antigos portuguezes ...”. É de facto notável o desenvolvimento dado pelo o autor aos curiosos costumes orientais, bem como á história da presença dos portugueses por aquelas paragens. Ilustrado com doze belos retratos litográficos, de sua mulher, de Domingos António de Sequeira, de Rodrigo Ferreira da Costa e de importantes personagens chineses.

As cartas apresentam os seguintes títulos: Sahida de Lisboa; Ensaio da navegação em mar largo; Entrada em Calcuttá; Carta-Bade-Chasta-Brima; Das leis e sua applicação; Sacrificio das viuvas; Ordens religiosas; Decadencia do Indostão; Os lusitanos, e os inglezes na Africa, e na India; Caracter do governo inglez; Costumes dos naires; Palacio Mogol; Jardins de Calcuttá; Estado acual de Maco; Entrada, e sahida dos Jesuitas na China; Principios politicos, e moraes de Confucio, e de Meng-Tscu; Caracter, costumes, e retrato dos chinezes; População, e rendimento público; Amostra das leis chinezas; Da astronomia, e da geographia; Juizo sobre Fernão Mendes Pinto, e sobre algumas cousas vistas por elle na China; Da Medicina; Do espaço e do tempo; Da materia, e suas propriedades; Do movimento; Systema planetario; Effeitos da lua; Liberdade civil dos chineses; Costumes na mesa; Festividade chineza; Agricultura; Cultura, fabrico, e virtudes do chá; Juizo sobre a poesia, extrahido do Cou-King; Canção do Philosopho Lean; Da pintura; Do suicidio; Ilha de Santa Helena; Estado de Portugal;  entre muitos outros.

Segundo Manuela Delgado Leão ramos, esta obra de Ignácio de Andrade, que, como convidado ilustrado, percorre a China dos anos 1815-1830 onde ouviu palestras sobre a cultura chinesa em casa dos seus amigos Chá-Amui e Saoqua (onde, aliás, também explica a “filosofia experimental” europeia), num período em que a imagem da China sofre em Portugal o mesmo processo que no resto da Europa: a passagem de uma sinofilia a uma sinofobia. Esta mudança reflecte, nas suas particularidades, os moinhos de vento com que se debatia o pensamento europeu, e os ventos dominantes que, mais ou menos intensamente, chegavam cá também para moer a ‘farinha’ nacional .

José Inácio de Andrade nasceu nos Açores em 1780 e morreu em Lisboa, em 1863. Como oficial da Armada empreendeu várias viagens à Índia e à China. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Lisboa e figura destacada das letras portuguesas da época, deixando vasta obra.

Preço:175,00€

Referência:13557
Autor:CARVALHO, Antonio Joaquim de
Título:OS TOIROS, Poema heroe-Cómico
Descrição:

Typografia Nunesiana, Lisboa, 1796. In-8º de X-89 págs. Encadernação coeva em carneira com dizeres em rótulo de pele na lombada. Guardas em papel marmoreado da época. Papel mantendo a sonoridade original.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Um dos mais apreciados poemas herói-cómicos da nossa literatura que explora  o ridiculo de alguns episódios tauromáquicos. É um poema em quatro cantos e é considerado o melhor trabalho deste autor conhecido como "poeta jocoso".
Inocêncio I, 159. “Presumo que fosse natural de Lisboa; porém não o affirmo por falta de noticias certas. Parece que exercera em principio a arte de cabelleireiro, a qual deixou depois pela profissão de mestre de dança. Morreu octogenario, quasi cego e pobrissimo em 1817, morador na rua do Crucifixo; e que fora sepultado na ermida da Victoria. Não declara porém a sua naturalidade, nem os annos que tinha quando morreu. Os Touros: Poema heroi comico. Ibi, na Typ. Nunesiana 1796. 8.o de X 89 pag. - Ibi, na Imp. de João Nunes Esteves 1825. 8.o de 52 pag. Este poema em quatro cantos, em oitava rima, passa entre os criticos por uma das melhores, se não pela melhor de todas as produções do auctor. Alguns chegaram até a duvidar de que fosse obra só dele, e disse se que Belchior Manuel Curvo Semedo o polira e retocara antes da impressão'

Preço:95,00€

Referência:13845
Autor:CARVALHO, Hieronimo Ribeyro
Título:SERMAM DA PURISSIMA E IMMACULADA CONCEIÇAM DA SEMPRE VIRGEM MARIAEm Santa Anna, pregou-o o Doutro Hieronimo Ribeyro de Carvalho, Chantre da Sé de Coimbra, anno 1672.
Descrição:

Na officina de Rodrigo de Carvalho Coutinho, Coimbra, 1673. In-8º de 24-(2)págs. Br. Ostenta anotações da época em algumas páginas.

PRIMEIRA EDIÇÃO
INVULGAR

 

Observações:

Sermão sobre a Imaculada concepção de Maria proferido por Jerónimo Ribeiro de Carvalho chantre da Sé de Coimbra durante o século XVII e que foi um dos principais pregadores do seu tempo.

Inocêncio III, p. 275.

 

Preço:35,00€

Referência:14017
Autor:CHAGAS, Manuel Pinheiro
Título:HISTORIA DE PORTUGAL ( Edição Popular e Illustrada )
Descrição:

Lisboa, Escriptorio da Empreza, s.d. (ca. 1890) In-8º de 12 volumes com encadernação coeva em pele verde com dourados ao gosto da época nas lombadas. Acidez leve e generalizada, dada a qualidade do papel. Profusamente ilustrados com centenas de xilogravuras.

Completo.

Observações:

Segunda edição deste importante trabalho histórico que pretende divulgar os factos da História portuguesa junto do grande público.

Preço:225,00€

Referência:13635
Autor:DEROUET, Luís
Título:ÁLBUM REPUBLICANO
Descrição:

Typographia Adolpho de Mendonça, Lisboa, 1908. In-4º de 161 folhas. Encadernação editorial em tela, um bocado cansada, com ilustração de teor republicano nas pastas. Profusamente ilustrado.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR

Observações:

Álbum de retratos e biografias dos principais activistas e também de alguns jornais republicanos que foi publicado em fascículos trimensais a partir de 1907, encerra retratos e biografias de  personalidades como Joaquim Teófilo Braga, Manuel José Arriaga Brum da Silveira, Bernardino Machado, Afonso Costa, António José de Almeida e Abílio Manuel Guerra Junqueiro.

Preço:65,00€

Referência:13768
Autor:DULAC, Antonio Maximino
Título:GENUINA EXPOSIÇÃO DO TREMENDO MARASMO POLITICO EM QUE CAHIO PORTUGAL, COM DESENGANADA INDICAÇÃO DOS UNICOS REMEDIOS APROPRIADOS Á SUA CURA RADICAL. Dedicada aos verdadeiros amigos do bem publico. Tomo I e Tomo II
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1834. Dois tomos num volume só de in-8º de 219-(4) e 206-(6) págs. Encadernação meia inglesa em pele já cansada com dizeres a ouro na lombada. Sem capas de brochura.

PRIMEIRA EDIÇÃO

RARO

Observações:

 Obra onde António Maximino Dulac, Oficial da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, e natural de França, analisa o declínio da situação política e económica de Portugal, usando para tal a comparação de Portugal com outros países europeus e tentando encontrar uma "cura" para o estado da nação. O autor faz um estudo exaustivo  da economia, história, agricultura e da politica portuguesa. No segundo volume aborda os árabes na Península Ibérica, dando ênfase ao reino de Abdullah (855-912) e Abd-ar-Rahman III (889-961). 

Preço:90,00€

Referência:14033
Autor:GUERNER, Christovão
Título:DISCURSO HISTORICO E ANALYTICO SOBRE O ESTABELECIMENTO DA COMPANHIA GERAL DA AGRICULTURA DAS VINHAS DE ALTO DOURO (...) por (...) Segunda edição, correcta , e accrescentada
Descrição:

Esta edição, é preferível à primeira publicada em 1814 pelos grandes acrescentos aqui publicados e de maior utilidade.

Do estudo A COMPANHIA GERAL DA AGRICULTURA DAS VINHAS DO ALTO DOURO da autoria de Fernando Sousa, retiramos o seguinte:

"... A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, constituída em 1756, enquanto instituição magestática, privilegiada, manteve-se até 1834. Mas, enquanto sociedade comercial, veio até aos nossos dias, constituindo um caso único no panorama das sociedades por acções em Portugal. Com efeito, entre 1834-1838, adoptou a denominação de Companhia dos Vinhos do Porto, mas, a partir de 1838, recuperou a antiga denominação, ao mesmo tempo que voltou a ter funções públicas de regulação e fiscalização dos vinhos do Alto Douro e que passou a exercer até 1852.

Extintas tais funções públicas, a Companhia regressou ao estatuto de 1834-1838, isto é, de sociedade comercial. Em 1878, passou a sociedade anónima, natureza que manteve até ao presente, tendo conhecido, de 1960 em diante, um período de expansão, dando origem a um grupo económico que, em 1973-1974, ocupava o primeiro lugar no conjunto das empresas e grupos exportadores de vinhos em Portugal. É ainda cedo para extrair conclusões da sua história. Mas podemos, desde já, chamar a atenção para alguns aspectos que nos parecem importantes. Em primeiro lugar, importa relevar a sua natureza de sociedade por acções, com um capital social bem determinado e exclusivamente privado, aberto aos mais diversos grupos sociais, e cujos títulos eram negociáveis sem restrições, A COMPANHIA GERAL DA AGRICULTURA DAS VINHAS DO ALTO DOURO (1756-1978) a revelar uma mentalidade vincadamente capitalista, bem demonstrada aliás, no excelente trabalho de Rui Marcos 19 , e a abrir caminho à sociedade anónima, constituída, como vimos, em 1878. Em segundo lugar, convém realçar a duplicidade de “corpo político” e “sociedade comercial” que informou a existência da Companhia, de forma clara, entre 1756-1834, e de forma bem mais atenuada, entre 1838-1852, como que a demonstrar a fraqueza do Estado, por um lado, e a eficácia da Companhia no exercício de funções públicas, por outro. Esta ambiguidade/duplicidade da acção da Companhia remete-nos para uma questão de fundo, central para a compreensão do seu papel histórico e que importa investigar: até que ponto a Companhia funcionou como instrumento de Estado? Em que medida o Estado intervém, política e legislativamente, como instrumento da Companhia? Quem se deixa influenciar por quem? Em terceiro lugar, é de destacar a notável capacidade de recuperação financeira da Companhia, após 1834, a qual lhe permitiu liquidar as dívidas acumuladas e ultrapassar os prejuízos sofridos entre 1832-1834, de forma a poderdistribuir os dividendos das acções a partir de 1861.

Em quarto lugar, temos de mencionar o grande dinamismo que a Companhia revelou entre 1960-1974, a acompanhar, é certo, um bom período de crescimento da economia portuguesa, mas também a denunciar um projecto próprio de afirmação e expansão nos mercados nacional e internacional dos vinhos, só travado com o descalabro sócio-político originado com a revolução de 1974 e que se abateu dramaticamente sobre a Companhia, com repercussões negativas que vieram até ao presente.

A última reflexão tem a ver com a importância que a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro assumiu para o Porto e Norte de Portugal, nomeadamente quanto à afirmação e desenvolvimento da capital do Norte. O tempo da Companhia, enquanto sociedade magestática (1756-1834), corresponde a uma das épocas de maior prosperidade do Porto. E boa parte da justificação histórica e simbólica de o Porto ser a capital do Norte encontra o seu primeiro fundamento na Companhia, mercê das suas múltiplas actividades económicas nas três províncias do Norte de Portugal e da valorização do Alto Douro. Não terá sido a Companhia a primeira instituição a demonstrar, de modo inequívoco, uma estratégia de defesa dos interesses do Porto e de afirmação da cidade, quer no contexto nacional, quer a nível internacional? ...".
 

"... A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro “é sem exageração, a base do principal comércio desta cidade, um dos maiores, e mais fecundos ramos, que o promove; e a grande alma, que o anima assim na indústria, como nos interesses gerais ...”. (Agostinho Rebelo da Costa, Descripção topográfica e historica da cidade do Porto, Porto, 1789, p. 239).

 

"... A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro “aí está – bem contra a vontade dos seus inimigos, que os tem tenacíssimos, desde a sua instituição – e se ainda não tão florescente como nos seus melhores tempos, ao menos livre inteiramente dos pesados encargos que a esmagavam – aumentando sucessiva e gradualmente os seus dividendos anuais – a que corresponde o sucessivo e gradual aumento também do valor das suas acções – que hoje dificilmente se encontram à venda no mercado”. (Pinho Leal, Portugal Antigo e Moderno , vol. VII, Porto, 1876, p. 419.)

Observações:
Preço:125,00€

Referência:13827
Autor:LOBO, Eduardo de Barros
Título:VESPAS
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron/ edição de autor, Porto, 1880. Três tomos de in-8º de 63-63-64 págs. Br. Capas de brochura ligeiramente empoeiradas.

COLECÇAO COMPLETA

INVULGAR.

Observações:

Curiosa publicação de Eduardo Lobo Correia de Barros, conhecido nos meios jornalísticos e literários pelo pseudónimo de  "Baldemónio". Era uma revista mensal humoristica e que visava com as suas críticas a cidade do Porto (Tweve apenas estes 3 números).


“Quem somos, d’onde vimos, para onde vamos?” – “Pódes a teu gosto julgar a aparição d’esta ligeira chronica um facto calamitoso, após as ultimas chuvas de janeiro, como o despontar d’um cogumelo venenoso; e todavia fazemos certo empenho em te declarar que o nosso rutilante enxame vem de caso pensado e rixa velha, através das enxurradas do inverno, com um propósito a nosso vêr meritório: o d’acordar no teu animo, como um excitante de satyras bem aguçadas e finas á flôr da epiderme social, a noção innata do senso commum, – ainda assim não tenho comum como á primeira vista parece, – visto que o jornalismo indígena, com a uniformidade marcial d’um mot d’ordre, se tem constantemente empenhado em a adormentar á força de velhacarias prudhommescas.”

“somos na imprensa, apenas uma vez por mez, a expressão escripta do bom senso (…)vimos alli de cima, da calçada dos Clerigos, com a missão explicita de soltar sobre a época um bando d’ironias aladas (…) vamos (…) não para a gloria, pelo motivo bem simples de que é para o Suisso, a tomar café e cognac."

Preço:125,00€

Referência:14035
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:MAU TEMPO NO CANAL
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, 1944. In-8º de 473-(6) págs. Br. Desenho da capa é de Bernardo Marques. Capas de brochura ligeiramente amarelecida pelo tempo e com alguns picos de acidez. Valorizado pela dedicatória autógrafa muito expressiva.
 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Romance que segundo David Mourão-Ferreira é "A obra romanesca mais complexa, mais variada, mais densa e mais subtil em toda a nossa história literária". Foi publicado em 1944  e retrata a sociedade açoriana, mais concretamente, a sociedade da cidade da Horta. Acima de tudo, é um romance que aborda o isolamento.
Esta obra ganhou o Prémio Ricardo Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa.

" O mundo, aliás, nunca lhe aparecera tão vivo, representado na sua solidão de solteiro pela própria força do silêncio da noite e do esgotamento de um dia gasto à espera daquela mensagem de Margarida que dois meses enchiam de uma necessidade dolente e tornavam cada vez mais longínqua. Mas a própria intensidade e uso desse desejo criava em João Garcia um começo de palpitação daquilo por que esperava, como se a carta fosse o seu próprio cérebro excitado, e as sombra do fundo do quarto, o guarda-fato de espelho, o cubículo que lhe servia de escritório abafado em veludos puídos e me laçarotes encarnados derivassem da projecção do papel em que Margarida lhe escrevesse."

 

Preço:200,00€

Referência:14031
Autor:NOBRE, António
Título:
Descrição:

Lisboa, Guillard, Aillaud & Cia., 1898. In-8º esguio de 172- (4) págs. Encadernação inteira de chagrin fino azul com deourados em casas fechadas na lombada e filetes duplos nas pastas. Corte superior das folhas douradas, coifas e seixas com decoração floreada. Conservas capas de brochura esta com ligeiro defeito. Rubrica coeva de posse no ante-rosto.

PEÇA DE COLECÇÃO.

Observações:

É a muito invulgar segunda edição de um dos maiores e mais  queridos livros de Poesia Portuguesa, numa esmeradíssima edição impressa em Paris sobre papel couché ricamente decorada com vinhetas tipográficas e impressões a cores de aguarelas representando costumes e vistas portuguesas .

É este escritor que um poeta nosso contemporâneo recente – João Miguel Fernandes Jorge – louvava no semanário Expresso (11 de Abril, 1987) nos seguintes termos: «[...] O Só é uma lição de portugalidade, aprendi nele Portugal e foi ele que me conduziu à monarquia, por exemplo [...]. Penso que toda a poesia arrasta consigo um sentido de mensagem, por isso o Nobre me seduziu. O Nobre é um dos mentores do Estado Novo. [...]»

Preço:280,00€

Referência:13788
Autor:OLIVEIRA, Manuel Caetano de
Título:DURANTE A MONARQUIA DOS TRAULITEIROS De 19 de janeiro a 13 de feveirero de 1919: Depoimento duma vitima
Descrição:

Edição do Autor, Porto, 1919. In-8º de 18-(12)págs. Br. Profusamente ilustrado ao longo do texto com imagens bastante gráficas.
 

MUITO RARO.

Observações:

Opúsculo sobre os Trauliteiros, milicia armada e violenta da chamada "Monarquia do Norte", ilustrado não só com fotografias muito gráficas de algumas vítimas e do grupo de agressores como também com algumas cartas e contratos relacionados com os trauliteiros.

Preço:45,00€

Referência:14024
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:LUIS DE CAMÕES Fabuloso e Verdadeiro. Vol. I (e II)
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, s/d. 2 vols de in-8º de 317-(3) + 340-(4) págs. Br. Cadernos por abrir. Exemplares de uma tiragem especial de 60 exemplares, em papel avergoado, numerados e assinados pelo autor.

Observações:

Importante e estimado ensaio que é uma espécie de romance histórico sobre a vida de Luís de Camões.

Preço:75,00€

Referência:14023
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:GEOGRAFIA SENTIMENTAL (História, paisagem, folclore)
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, s.d.. In-8.º de 362-(2) págs. Br. Cadernos por abrir. De uma tiragem especial, em papel avergoado, de 60 exemplares assinados e numerados pelo autor. POR ABRIR.

Observações:

Obra de Aquilino onde ele traça a sua geografia sentimental pelas terras da Beira Alta. Encerra um capítulo camiliano: "Uma passagem do “Amor de Perdição”.
"O autor desdobra diante dos seus leitores um pedaço do mapa de um dos mais curiosos recantos de Portugal (...) Aquilino conduz, dominando pela sua palavra, todo aquele que o leia (...) um largo friso de apontamentos que ajudam a dar mais relevo a essa região que fica, assiim, na memória do leitor, conhecendo-a, mesmo que nunca a tivesse visitado"
in República, 08/06/1951

Preço:50,00€

Referência:14022
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:PORTUGUESES DAS SETE PARTIDAS (Viagens, aventureiros, troca-tintas)
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, s.d. In-8º de 362-(2) págs.Br. Cadernos por abrir. Exemplar da tiragem especial de 60 exemplares, impressa em papel avergoado, numerados e assinados pelo autor.

 

Observações:

Obra que aborda a vida de  viajantes, aventureiros e troca-tintas portugueses e como o autor refere "tem a pretensão de ser história, história mais ou menos colorida, mais ou menos romanceada, tamisada de datas, de referências, de citações, porque o Mundo não vai para grandes estopadas"

Preço:50,00€

Referência:13787
Autor:sem autor definido
Título:TRATADO DA EDUCAÇÃO FYSICA DOS MENINOS para uso da nação portugueza publicado por ordem da Academia Real das Sciencias.
Descrição:na Officina da Academia Real das Sciencias, Lisboa, 1790. In-8º de VIII-119 p.págs. Encaderação coeva em pele com pastas decoradas com papel pintado da época. Leves manchas ao longo do miolo, sem comprometer a estrutura sólida do papel. Apesar de alguns defeitos, muito bom exemplar desta já OBRA MUITO RARA.
Observações:Primeiro livro de pediatria em língua portuguesa. Segundo Almeida Garrett, na sua obra, publicada em 1829, "Da Educação" “Os dois breves, simples e excelentes tratados dos D.D. Mello-Franco e F.J. d’Almeida devem andar nas mãos de todos os pais e educadores”
Preço:265,00€

Referência:13602
Autor:TEIXEIRA, Marianno Vicente de Bastos
Título:BREVE TRACTADO DO BORDADO A MATIZ, E PETIT POINT ornado de um mappa das côres, com os nomes mais conhecidos pelo vulgo, para milhor intelligencia, acompanhado do curioso, symbolo, e significação das côres. O.D.C. ao bello sexo
Descrição:

Typographia da Gazeta dos Tribunaes, Lisboa, 1846. In-8º de 56 págs. Encadernação meia inglesa  com dizeres e florões a ouro na lombada. Ilustrado em extra-texto e com um desdobravél a cores com um curioso Mappa de cores.

INVULGAR.

Observações:

Livro muito curioso, dedicado ao bello sexo, sobre o método de bordar a matiz e a petit-point, que encerra também um capítulo sobre as cores os seus simbolos e o seu significado.

Preço:65,00€

Referência:13825
Autor:VASCONCELOS, José Leite de
Título:DICCIONARIO CHOROGRAPHICO DE PORTUGAL. Ampliado,melhorado e corrigido por A. Peixoto do Amaral
Descrição:

Livraria Portuense,Porto, 1902. In-8º de 193-(2) págs. Meia encadernação modesta, com as pastas em cartonagem marmoreada.

SEGUNDA EDIÇÃO.

Invulgar.

Observações:

Dicionário corográfico de Portugal organizado por Leite e Vasconcellos e ampliado, melhorada e corrigida por Peixoto do Amaral.

"Contendo todos os districtos, concelhos, comarcas e freguezias de Portugal e ilhas adjacentes: as distancias das freguezias á sede do concelho, e d'este á séde dos respectivos districtos. Todos os habitantes e fogos tanto de cada freguezia, como de cada concelho, e de cada districto administrativo. Todos os rios com o percurso expresso em kilometros e todos os montes com a respectiva altitude expressa em metros."

 

Preço:40,00€

reservado Sugerir

Referência:13798
Autor:VASCONCELOS, José Leite de
Título:ANTROPONIMIA PORTUGUESA.Tratado comparativo da origem, significação, classificação, e vida do conjunto dos nomes próprios, sobrenomes, e apelidos, usados por nós desde a Idade Média até hoje.
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa., 1928. In-4º de  659 págs. Br. Capas de brochura envelhecidas e com picos de acidez. Cadernos por abrir.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra magistral de Leite de Vasconcellos sobre a antroponimia portuguesa onde o autor aborda a origem, o significado e a classificação dos nomes portugueses.

Preço:95,00€

Referência:13699
Autor:VAZ, Francisco d'Assis de Sousa
Título:MEMORIA SOBRE A INCONVENIÊNCIA DOS ENTERROS NAS IGREJAS, E UTILIDADE DA CONSTRUCÇÃO DE CEMITÉRIOS
Descrição:

Imprensa de Gandra e Filhos, Porto, 1835, in-8º de 51 págs. Encadernação em papel marmoreado. Não conserva capas de brochura. Miolo com alguns picos de acidez.

INVULGAR.

Observações:

Uma das primeiras obras publicadas em Portugal que aborda os graves inconvenientes do  costume de se enterrarem os mortos nas Igrejas. Sousa Vaz não só refere as questões higiéniccas como apresenta o conceito de cemitério como "Atheneu Histórico" e "Museu da Morte". Para o autor, o cemitério oferecia às famílias “principais e abastadas” um “vasto campo da natureza” privilegiado para a construção dos seus túmulos “debaixo da direcção das Belas-Artes”, tornando-os assim monumentos aos falecidos promovendo assim , a “abertura de um novo campo das artes, estimulariam a produção dos artistas, que certamente quereriam rivalizar entre si com suas obras, e concorreriam para fazer imprimir nas artes progressos espantosos”.

Preço:85,00€