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Módulo background

Montra de Destaques

Referência:14067
Autor:Autoria diversa
Título:ÊXODO
Descrição:

In-8º de 34 págs. Brochado. (1961). Exemplar em excelente estado de conservaçã, merecendo a classificação "mint condition".

 

Apresenta colaboração de João Vário, Luis Serrano, Rui Mendes, Louzã Henriques e Herberto Helder.

ÚNICO NÚMERO PUBLICADO. PEÇA DE COLEÇÃO. MUITO RARO quando nas condições que se apresenta o nosso exemplar.

Segundo Luis Serrano, um dos seus organizadores: "... o caderno de poesia Êxodo, de que se publicou apenas o número 1, pretendia ser uam revista onde se publicasse e desse, portanto, a conhecer o que de mais relevante aparecesse no domínio da criação poética e do ensaio sobre poesia. Veio a lume em Coimbra em 1961, antecipando-se de alguns meses ao movimento "Poesia 61" que viria a aprecer em Lisboa. Era coordenado por João Vário, Luis Serrano e Rui Mnedes que nesse primeiro número colaboraram com poemas [...] O texto de abertura, onde se desenvolviam as linhas programáticas da revista, foi escrito por João Vário, tendo este número tido ainda a colaboração de Louzã Henriques com um artigo intitulado "Da Poesia e de Estética" e de Herberto Helder com um texto chamado "Ofício de Poeta". O Caderno pretendia acolher e divulgar a poesia da nova geração sem grandes preocupações de carácter ideológico mas com grandes preocupações de qualidade e inovação já qie (...) uma poesia que desconhece as grandes inquietações do homem moderno, suas humanas razões, sua noção de fatalidadee impossibilidade de jogo gratuito, uma poesia que,  processando-se à margem da poesia europeia, das modernas aquisições da estética e da linguística e da correlativa revolução na técnica do verso, da noção espacial da arte poética, e, estando também à margem do moderno pensamento filosófico europeu, é ua poesia pequeno-burguesa, de restrita concepção do mundo, de culto desenfreado do eu, culto dirigido no pior sentido, de pouca ou negligente ou nenhuma informação cultural. No entanto, estas boas intenções, que pretendiam abrir portas a um certo experimentalismo e fariam da revista um "laboratório" de poesia, falharam, pois não foi possível alargar o restrito número dos seus colaboradores nem ultrapassar as dificudades económicas, apesar da boa vontade logo manifestada pela Livraria Almedina que custeou todo o primeiro número.
Simultaneamente com o aparecimento da revista, fez-se uma exposição de poesia ilutsrada no Edifício do Turismo em Coimbra com a colaboração dos artistas plásticos António Ferraz, Augusto Mota e Silva Pinto, que ilustraram os poemas desse primeiro e único número
...".

 

Observações:
Preço:85,00€

Referência:13635
Autor:DEROUET, Luís
Título:ÁLBUM REPUBLICANO
Descrição:

Typographia Adolpho de Mendonça, Lisboa, 1908. In-4º de 161 folhas. Encadernação editorial em tela, um bocado cansada, com ilustração de teor republicano nas pastas. Profusamente ilustrado.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR

Observações:

Álbum de retratos e biografias dos principais activistas e também de alguns jornais republicanos que foi publicado em fascículos trimensais a partir de 1907, encerra retratos e biografias de  personalidades como Joaquim Teófilo Braga, Manuel José Arriaga Brum da Silveira, Bernardino Machado, Afonso Costa, António José de Almeida e Abílio Manuel Guerra Junqueiro.

Preço:65,00€

Referência:14063
Autor:LACERDA, F. Gavicho de
Título:COSTUMES E LENDAS DA ZAMBÉZIA.
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1925. In-8º de 336-(4)págs. Br. Ilustrado ao longo do texto.
RARO

Observações:

Obra sobre os costume e lendas da Zambézia, onde o autor escreve " o que durante 32 anos de permanência na Zambézia por lá vi e aprendi, de maneira que o nosso colono, que amanhã para aquela tão rica região queira emigrar, algumas luzes leve ou pequeno conhecimento dela".

No Índice lêm-se as seguintes entradas:

Primitiva ocupação e penetração do Zambéze; Psicologia da Raça Negra, os Cafres; Juramento dos Cafres; Caçadas e pescarias, sua maneira de trajar; Das Habitações, mantimentos e bebidas; O Albinismo, cirurgiões, várias crenças; Feitiços, casamentos, partos e funerais; etc ...

Preço:37,00€

Referência:14068
Autor:OLIVEIRA, Carlos de
Título:UMA ABELHA NA CHUVA
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1953. In-8º de 211-(1) págs. Brochado ainda com os cadernos por abrir. As capa de brochura, a anterior, ilustrada por Victor Palla, apresentam ligeiros e insignificantes picos de humidade (capa posterior). Carimbo a óleo de oferta editorial no ante-rosto.

INVULGAR PRIMEIRA EDIÇÃO deste apreciado livro de Carlos de Oliveira e também um dos mais representativos romances de referência para o século XX português. Conheceu sucessivas edições revistas até 1981, ano da sua morte. Foi ainda, em 1971, objecto de um notável filme de Fernando Lopes.

 

Observações:

"... Pelas cinco horas duma tarde invernosa de outubro, certo viajante entrou em Corgos, a pé, depois da árdua jornada que o trouxera da aldeia do Montouro, por maus caminhos, ao pavimento calcetado e seguro da vila: um homem gordo, baixo, de passso molengão; samarra com gola de raposa; chapéu escuro, de aba larga, ao velho uso; a camisa apertada, sem gravata, não desfazia no esmero geral visível em tudo, das mãos limpas à barba bem escanhoada; é verdade que as botas de meio cano vinham de todo enlameadas, mas via-se que não era hábito do viajante andar por barrocais; preocupava-o a terriça, batia os pés com impaciência no empedrado.

Tinha o seu quê de invulgar: o peso do tronco roliço arqueava-lhe as pernas, fazia-o bambolear como os patos: dava a impressão de aluir a cada passo.

A respiração alterosa dificultava-lhe a marcha.

Mesmo assim galgara duas léguas de barrancos, lama, invernia.

Grave assunto o trouxera decerto, penando nos atalhos gandareses, por aquele tempo desabrido. ..."

O casamento de Álvaro e Maria dos Prazeres é infeliz, como tantos outros que se eternizavam no Portugal medíocre de Salazar. As fidalguias viviam de aparências, a fingir e a calar para manter o património intacto. Todavia, o romance “Uma abelha na chuva” de 1953, faz  o amor nascer entre uma criada e um motorista, à margem das regras sociais.

 

 

Preço:65,00€

reservado Sugerir

Referência:14055
Autor:TAVARES, Henrique Ricardo Varik
Título:ÓDIO DE BACANTE (UMA GESTA ORGÂNICA)
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1962. In-8.º de 49(2) págs. Br. apresenta dedicatória autógrafa e datada no ante-rosto. Acidez ligeira quase imperceptível dada a qualidade do papel.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

HENRIQUE CAETANO NINY TAVARES (Lisboa 1925-Porto 2003) foi um dos mais obscuros elementos de uma geração que, entre 1955 e 1962, fez do Café Gelo, em Lisboa, ponto de encontro e debate de ideias. O título que se apresenta engloba os textos " A virgem do Espectro Solar (Tristão e Isolda)" e "O Monstro da Praga de Oiro (Erva-Verde-Eva)" respectivamente em verso e prosa.

O bibliógrafo e editor Paulo da Costa Domingos diz-nos o seguinte:

"Trata-se de um dos vários escritores satélites à constelação surrealista que se dividia, em conspirações poéticas, entre o Café Royal e o Café Gelo na passagem dos anos 50 para os 60 do século XX. A sua importância não é desprezível, tenham eles deixado ou não obras de reconhecido mérito... isto porque esse “reconhecimento” é sempre um falatório que só entretém os que nunca foram directos protagonistas do sucedido. Para o grupo surrealista, terá tido a importância de haver participado do seu magma revolucionário."

Preço:20,00€

Referência:13602
Autor:TEIXEIRA, Marianno Vicente de Bastos
Título:BREVE TRACTADO DO BORDADO A MATIZ, E PETIT POINT ornado de um mappa das côres, com os nomes mais conhecidos pelo vulgo, para milhor intelligencia, acompanhado do curioso, symbolo, e significação das côres. O.D.C. ao bello sexo
Descrição:

Typographia da Gazeta dos Tribunaes, Lisboa, 1846. In-8º de 56 págs. Encadernação meia inglesa  com dizeres e florões a ouro na lombada. Ilustrado em extra-texto e com um desdobravél a cores com um curioso Mappa de cores.

INVULGAR.

Observações:

Livro muito curioso, dedicado ao bello sexo, sobre o método de bordar a matiz e a petit-point, que encerra também um capítulo sobre as cores os seus simbolos e o seu significado.

Preço:65,00€

Referência:13699
Autor:VAZ, Francisco d'Assis de Sousa
Título:MEMORIA SOBRE A INCONVENIÊNCIA DOS ENTERROS NAS IGREJAS, E UTILIDADE DA CONSTRUCÇÃO DE CEMITÉRIOS
Descrição:

Imprensa de Gandra e Filhos, Porto, 1835, in-8º de 51 págs. Encadernação em papel marmoreado. Não conserva capas de brochura. Miolo com alguns picos de acidez.

INVULGAR.

Observações:

Uma das primeiras obras publicadas em Portugal que aborda os graves inconvenientes do  costume de se enterrarem os mortos nas Igrejas. Sousa Vaz não só refere as questões higiéniccas como apresenta o conceito de cemitério como "Atheneu Histórico" e "Museu da Morte". Para o autor, o cemitério oferecia às famílias “principais e abastadas” um “vasto campo da natureza” privilegiado para a construção dos seus túmulos “debaixo da direcção das Belas-Artes”, tornando-os assim monumentos aos falecidos promovendo assim , a “abertura de um novo campo das artes, estimulariam a produção dos artistas, que certamente quereriam rivalizar entre si com suas obras, e concorreriam para fazer imprimir nas artes progressos espantosos”.

Preço:85,00€

Referência:14056
Autor:[ MONIZ, Nuno Álvares Pereira Pato ]
Título:AGOSTINHEIDA, Poema Héroi-Cómico, em 9 cantos
Descrição:

Na Impressão de J. N. Esteves e Filho, Lisboa, 1833. In-8º de 149 págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele, com florões e dizeres a ouro na lombada, já um bocado cansada. Autoria manuscrita no frontíspicio dado o livro ter sido publicado anonimamente. Carimbo de anterior proprietário na folha de guarda.

RARA PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Sátira por Pato Moniz a a José Agostinho de Macedo e ao seu poema Gama que este proclamava ser melhor que Os Lusíadas. Pato Moniz foi um escritor "de família fidalga, cursou humanidades, e veio a apaixonar-se pelas letras e pela política. Grande amigo e admirador de Bocage"

Excerto do Canto I

"Eu, que, nos sons de Clio, ou nos de Eutér-
Ou já nos de Melpómene, cantava [pe,
Prazeres, e paixões, virtude, e gloria;
Agora, zombeteiro flauteando,
Canto o Camões da Rua da Bombarda
Que, d'Epico furor doudo varrido,
Poz do de Velho Camões a calva á-mostra,
Expondo aos Mares novamente o Gama. Deste furor
as cauzas me revéla
Ó Deosa, ó Nynfa, ó Musa galhofeira;
Abre-me os Cofres teus, e entorna a-froxo
Aureas facécias que com mão profúsa
Soltaste outr'ora no Lutrin, no Hyssópe..."

Preço:75,00€

Referência:14073
Autor:[HELDER, Herberto]
Título:POEMACTO
Descrição:

Contraponto, Lisboa, s.d. (1958). In-8º de  30-(1) págs. Brochado. Ocasionais picos de humidade nas capas de brochura. Miolo muito limpo. Impressão sobre papel mantegueiro encorpado com acabamento a dois pontos com agrafos, com ligeira oxidação.

RARA primeira edição do terceiro livro de Herberto Helder.

Observações:

Regressado da Europa em 1960, Herberto Helder torna-se encarregado das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Gulbenkian e, por isso, esteve em Santarém entre 1961 e 1963, data em que entrou na Emissora Nacional. Em Santarém, Herberto Helder escreveu e publicou o livro de poesia Poemacto, composto e impresso nas Oficinas Gráficas do "Jornal do Ribatejo", o qual dava cobertura aos artigos de Joel Canhão, de Florindo Custódio, de Carlos Oliveira entre outros sócios ativos do CCS e no qual se publicitava as atividades organizadas pelo Círculo Cultural Scalabitano. Para António Ramos Rosa “a experiência de Poemacto” é onde “a poesia hebertiana sofre uma transformação estrutural, onde o jogo verbal e os exercícios sobre a materialidade da linguagem se tornam então dominantes” (Carta de Herberto Helder a Sophia de Mello Breyner Andresen. Fonte: Espólio de Sophia de Mello Breyner Andresen, BNDP).

Preço:350,00€

Referência:14066
Autor:[HELDER, Herberto]
Título:VOCAÇÃO ANIMAL
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1971. In-8º de 75-(4) págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conservação. Apresenta um carimbo de "Oferta Editorial" no ante-rosto.

Observações:

Da contracapa:

"... A sua poesia tem esse carácter único dos grandes visionários, como um Van Gogh, um Rilke, um Boschère, um Blake..."
António Ramos Rosa

Preço:125,00€

Referência:14065
Autor:[HELDER, Herberto]
Título:A CABEÇA ENTRE AS MÃOS
Descrição:

Assírio e Alvim, lisboa, 1982. In-8º de 41-(7)págs. Br.
Primeira edição.

Observações:

Colecção "Cadernos Peninsulares /Literatura". Livro inserido na colecção Cadernos Peninsulares/ Literatura. Na opinião de Nuno Júdice, a poesia de Herberto Helder  tornou-se um momento ímpar na afirmação daquilo que, em Portugal, se pode considerar como a mais conseguida realização do visionarismo poético ocidental, que recebe a herança de Rimbaud e Lautréamont e passa pelo surrealismo. Herberto Helder é sem dúvida, na opinião de outros críticos literários, o poeta mais importante da sua geração e a mais curiosa e intrigante personalidade do nosso experimentalismo. Radicando-se na tendência surrealista, a sua poesia revela uma excepcional riqueza de recursos expressivos com um grande poder encantatório gerando-se na zona originária do ser em que a criação absoluta torna imperioso ao poema “ ... vencer a fascinação do incriado e impor uma ordem e uma harmonia ao turbilhão interior ...” (António Ramos Rosa).

Preço:90,00€