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Livros do mês: Março 2020
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Cancioneiro

Foram localizados 9 resultados para: Cancioneiro

 

Referência:14216
Autor:MONACI, Ernesto
Título:IL CANZONIERE Portoghese della Biblioteca Vaticana. Con una Prefazione con facsimili e con altre illustrazioni + IL CANZONIERE Portoghese Colocci-Brancuti.
Descrição:

Max Niemeyer Editore, Halle, 1875. In-4º de XXX-456-(2) págs.: il. Junto com: MOLTENI (Enrico) IL CANZONIERE Portoghese Colocci-Brancuti. Publicato nelle parti che Completano il Codice Vaticano 4803. Max Niemeyer Editore, Halle, 1880. In-4º de XII-188 págs.: il.. Encadernação inteira de pele castanha decorada nas pastas com cercadura dupla dourada, na lombada rótulos de pele vermelha com dizeres dourados e florões decorativos em casas abertas. CONSERVA AS CAPAS DE BROCHURA de ambos os títulos assim como a lombada estando apenas aparado à cabeça com um corte carminado.  Charneiras com sinais de cansaço, de resto excelente exemplar, bem conservado com o miolo muito fresco e de estrutura sólida.
PRIMEIRA EDIÇÃO DA OBRA, já rara de aparecer no mercado. MUITO BOM EXEMPLAR.

Observações:

Cancioneiro da Biblioteca Vaticana constitui uma colectânea medieval de 1200 cantigas trovadorescas escritas em galaico-português (cantigas de amigo, de amor e de escárnio e mal-dizer). Depositado na Biblioteca do Vaticano, deonde deriva o nome pelo qual é conhecido, foi compilado em Itália no final do séc. XV / inícios de XVI. Esta edição diplomática é da responsabilidade de Ernesto Monaci, conhecendo-se ainda uma edição anterior deste manuscrito medieval financiado pelo Visconde da Carreia em 1847.

 

O Cancioneiro Colocci-Brancuti (redigido em seis diferentes estilos caligráficos, com predominância da letra itálica chanceleresca e letra bastarda cursiva) mais tarde denomindado de Cancioneiro da Biblioteca Nacional constitui uma colectânea cantigas trovadoresco galaico-português, compilado em Itália por volta de 1525-1526 por ordem do humanista Angelo Colocci (1467-1549) tendo numerado 1664 composições e anotou praticamente todo o códice. Este manuscrito passou a ser muito mais tarde, pertença do conde Paolo Brancuti di Cagli, de Ancona, que em 1888 o vendeu ao filólogo italiano Ernesto Monaci. Em 1924 foi adquirido pelo Estado Português (anexado ao exemplar que aqui se apresenta para venda, a notícia que saiu no jornal no dia a seguir à sua aquisição) e depositado na Biblioteca Nacional de Lisboa, de onde colheu o nome pelo qual é hoje conhecido.

Das 1664 composições originais chegaram apenas 1560 aos dias de hoje. Entre os trovadores presentes salientam-se o rei Dinis, Sancho I, Pedro conde de Barcelos, Pay Soares de Taveirós, Joham Garcia de Guylhade, Ayras Nunes, Martim Codax, etc.

Segundo Teófilo Braga, poucos anos depois, em 1877,  na revista alemã Romanische Philologie, e a propósito da publicação desta edição em Halle, veio a lume com o importante texto crítico e acutilante (contra o panorama cultural nacional) O Cancioneiro portuguez da Vaticana e suas relações com outros Cancioneiros dos seculos XIII e XIV . diz-nos o seguinte:

"... O apparecimento do Cancioneiro portuguez da Bibliotheca do Vaticano, que encerra quasi toda a poesia lyrica do fim da edade media em Portugal, veiu mais uma vez provar a superioridade da iniciativa individual sobre a estabilidade inerte das instituições collectivas que apenas apresentam o vigor do prestigio official; desde 1847 que a Academia real das Sciencias de Lisboa deixava jazer no pó do archivo de Roma este importante documento nacional, e foram sempre ficticios os esforços para obter uma copia d'elle, que de ha muito devera ter sido reproduzida no corpo dos Scriptores, que forma uma das partes dos Portugaliae Monumenta historica. No emtanto, no estrangeiro o interesse scientifico muitas vezes se havia occupado do passado historico de Portugal, e foi a esta corrente que obedeceu o illustre philologo romanista Ernesto Monaci coadjuvado pelo activo e intelligente editor Max Niemeyer, restituindo a este paiz o texto diplomatico do mais precioso dos seus documentos litterarios. Ao terminar do modo mais consciensioso a sua empreza, escreve Monaci: " voglia il cielo che tornato il libro in Portogallo, diventi presto oggetto di studj novelli. È solo nella fonte delle tradizioni patrie che lo spirito di una nazione si ringagliardisce." (Canz. port., p. XVIII.) Infelizmente na litteratura portugueza ainda se não comprehendeu esta verdade salutar, e por isso o talento desbarata-se em architectar phantasmagorias de cerebros doentes ou em fazer traducções de romances dissolutos. Acceitando a responsabilidade das palavras do editor do Cancioneiro da Vaticana dirigidas a esta nação, cabia primeiro do que a todos á Academia real das Sciencias de Lisboa responder pela seguinte forma:

1°. Publicar o texto critico e litterario restituido sobre a lição diplomatica em grande parte illegivel fóra de Portugal.

2°. Acompanhar esse texto com todos os dados bibliographicos de que se possa alcançar noticia, para sobre elles basear a historia externa da formação do Cancioneiro.

3°. Acompanhal-o de um bom glossario das palavras empregadas na dicção provençalesca da poesia palaciana.

4°. Por ultimo organisar um vasto quadro da historia litteraria de Portugal no periodo dos nossos trovadores, deduzido dos abundantes factos historicos que fornece o Cancioneiro da Vaticana.

É para isto que existem as Academias nos paizes civilisados, que os governos as subsidiam, e que os seus membros têm o fôro de sabios. Em quanto a Academia real das Sciencias de Lisboa não cumpre este seu dever, cumpre-nos dar uma noticia d'este Cancioneiro, longos seculos perdido pelas bibliothecas estrangeiras. ...".

Em 1878 veio a lume a sua edição crítica do Cancioneiro Portuguez da Vaticana.

Preço:300,00€

Referência:14365
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:FESTA REDONDA. Décimas e Cantigas de Terceiro Oferecidas ao Povo da Ilha Terceira por ... natural da dita Ilha.
Descrição:

Livraria Bertrand. Lisboa. 1950. In-8º de 253-(1) págs. Brochado. Desenho da capa por Manuel Lapa. Muito bom estado de conservação

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Outro caminho da sua poesia está na procura de uma linguagem de discreta raiz popular, presa a uma ironia vagamente deslumbrada que transparecerá em Festa Redonda ...”.

Segundo carlos Bessa "... Festa Redonda é uma obra extremamente original, pelo modo como o poeta aliou a literatura de transmissão oral, às características da poesia moderna, criando uma obra única no âmbito da literatura portuguesa. Uma obra que para nós era merecedora de uma edição autónoma, para que os mais e menos novos, pudessem conhecer e encantar-se com a sua versão original, publicada pela Bertrand em 1950, de modo a poderem deleitar-se com os ritmos e o encantamento com que Nemésio quis homenagear as gentes da sua ilha natal ...”.

Preço:45,00€

Referência:14324
Autor:NUNES, José Joaquim
Título:CANTIGAS DE AMORDOS TROVADORES GALEGO PORTUGUESES
Descrição:

Centro do Livro Brasileiro, Lisboa, 1972.In-8º de L-562-(1)págs. Br. Com os cadernos por abrir. Exemplar impecável como novo.

Observações:

Edição crítica acompanhada de introdução, comentário, variantes, e glossário. Contém um total de 266 cantigas de amor, editada cada uma com variantes manuscritas e comentário métrico-literário.

Apresenta como Trovadores: D. Afonso de Castela, Afonso Fernandes, Afonso Mnedes Besteiros, Afonso Paes de Braga, D. Afonso Sanches,  Airas Engeitado, Airas Nunes, Airas Paes, Bernal de Bonaval, Airas Veaz, D. Denis, Estevam Fernandes de Elvas, Esteva, da Guarda, D. Estevam Peres Froyam, Fernando Esquio, Galisteu Fernandes, D. Gomes Garcia, João Aires de Santiago, João Baveca, João de Gaia, João de Guilhade, João Lobeira, D. João Mendes de Besteiros, João Servando, Jiião Bolseiro, Lopo jogral, Lourenço jogral, Martim Moxa, Martim Peres Alvim, Paio Gomes Charinho, Pedro amigo de Sevilha, D. Pedro de Portugal, Pedro de Veer, Pero Annes Marinho, Pero d'Armea, Pero Goterrez, Pero Mendes da Fonseca, Pero d'Ornelas, Pero Viviães, Rui Fernandes, Rui Martins, Rui Martins do Casal, Sancho Sanches, Vasco Peres e Vidal.

Preço:27,00€

Referência:14386
Autor:Sem autoria
Título:SUBSÍDIOS PARA O CANCIONEIRO POPULAR DE AZAMBUJA
Descrição:

Museu Etnográfico Sebastião Mateus Arenque, Azambuja, 1980. In-8.º de 112 págs. Br. Livro AUTOGRAFADO

Observações:

Coligidos por Sebastião Mateus Arenque.

Preço:14,00€

Referência:14232
Autor:Sem autoria
Título:CANCIONEIRO POPULAR DURIENSE
Descrição:

Centro Cultural Regional de Vila Real, Scarl, (Lisboa, 1983). In-8º de 174-(36) págs. Brochado. Estado impecável.

Observações:

Encerra no final uma Exemplificação Musical de António Pedro.

Preço:15,00€

Referência:14432
Autor:VIANA, Abel
Título:PARA O CANCIONEIRO POPULAR ALGARVIO
Descrição:

Edição de Álvaro Pinto, Lisboa, 1956. In-8.º de 321-(2) págs. Brochado com os cadernos por abrir. Impresso em papel de gramagem superior. Separata da "Revista de Portugal".

Observações:

Este trabalho que  reúne 3167 quadras populares algarvias e  encontra-se organizado por temas: reino vegetal, reino animal, reino mineral, meteorologia, topónimos, corpo humano, diversos sentimentos, satíricas e jocosas, alimentação, trabalhos domésticos e agrícolas, dinheiro,entre muitos outros
A seguir a cada capítulo temático, aparecem as conclusões do autor, tiradas a partir daqueles conjuntos de textos. No final do Cancioneiro aparece uma nota, na qual se colocam os locais da recolha por ordem alfabética, seguindo-se, entre parênteses curvos, o concelho e o nome dos colaboradores do autor.

"Quando, em 1933, chegámos ao Algarve, não pudemos deixar de sentir vivamente o contraste, em todos os aspectos, entre aquela província e o Minho, […]. O gosto vinha desde aquele Dezembro de 1917, data da nossa primeira colocação como professor em uma aldeia do concelho de Ponte de Lima. […] Ocorre-nos registar a música e os versos, […]. Foi, para nós, preciosa revelação. Nunca mais, onde quer que estivéssemos, nos chocaram diferenças de costumes, nem de linguagem, nem de alimentação. Antes a diversidade nos proporcionou grato motivo para observação, para registo de novidades, passando-nos a interessar a maneira de ser peculiar a cada um dos meios onde as contingências da vida oficial nos forçaram a residir. O Algarve constituiu, pois, amplíssimo campo à nossa curiosidade."

Preço:45,00€