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Cartografia

Foram localizados 7 resultados para: Cartografia

 

Referência:14140
Autor:FITZLER, M. A. H.
Título:O CÊRCO DE COLUMBO últimos dias do domínio português em Ceilão. Rompimento das Hostilidades pelos Holandeses até à rendição de Columbo (1652-1656).
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1928. In-4º de XXV-236-(1) págs. Br. Exemplar com os cadernos inteiramente por abrir. Capas de brochura com ocasionais picos de humidade estando o miolo muito limpo. Inserido na colecção das "Memórias do Instituto de Coimbra" de que apenas se publicou esta obra. RARO.

"... Actual Sri Lanka, ilha no Oceano Índico conhecida também por Taprobana (tradição greco-latina), Serendib (trad. árabe) e Hsi-lan (trad. chinesa). Os primeiros contactos com os portugueses deram-se em Setembro de 1506 com a chegada de Dom Lourenço de Almeida a Columbo, e uma possível arribada a Galle. A hipótese de esta viagem ter ocorrido em 1505 (Castanheda) está hoje posta de lado. Uma viagem de João da Nova em 1501, embora plausível (cf. Bouchon), não se encontra documentada. Ceilão ocupou uma posição semi-periférica no sistema português do Índico. País exportador de canela, elefantes, areca e pedras preciosas, exerceu sobre os portugueses uma forte atracção comercial desde 1506, ano em que se estabeleceram relações amistosas com o rei de Kotte, Dharma Parakramabahu IX (r. 1489-1513). Os soberanos budistas de Kotte interessaram-se pelos portugueses enquanto comerciantes, mas também na sua função militar, desenvolvendo desde cedo esforços para atrair as forças do Estado da Índia ou mais genericamente soldados portugueses à ilha com vista à sua participação em conflitos locais e nas guardas palacianas. Em 1518 foi estabelecida, por ordem de D. Manuel e no seguimento de um pedido do rei de Kotte Vijayabahu VI (1513-21) uma primeira fortaleza portuguesa em Columbo. Por consequência de um conflito surgido nesta ocasião, o rei cingalês foi feito vassalo da coroa portuguesa, passando a pagar páreas anuais de canela num regime tributário formalizado. A fortaleza seria porém abandonada em 1524, devido à incapacidade que ambas as partes revelaram em coordenar o pagamento de tributos por parte de Kotte com as contrapartidas militares do lado português.

Nas décadas de 1520 e 1530, as relações portuguesas com Ceilão passaram por contactos diplomáticos esporádicos e pela consolidação de uma comunidade de algumas dezenas de indivíduos portugueses no reino de Kotte. Sob pressão militar crescente por parte do reino vizinho de Sitawaka, saído de uma partilha no seguimento da morte de Vijayabahu em 1521, Bhuvanekabahu VII (1521-51), rei de Kotte, viu-se compelido em 1533 a assinar um tratado permitindo a transacção da canela, para além das páreas, sob condições muito vantajosas para os portugueses. Em 1542-43 uma embaixada de Kotte a Lisboa reforçou o contrato de vassalagem de 1518, estabeleceu o jovem príncipe Dharmapala como sucessor de Bhuvanekabahu VII, e abriu Ceilão à actividade missionária dos franciscanos capuchos da Província da Piedade (ver artigo Missionação em Ceilão). Durante a década de 1540 intensificou-se o interesse dos portugueses pelos diversos reinos de Ceilão, incluindo Sitawaka, Kandy, Jaffna, as Sete Corlas e os chefados da parte oriental da ilha (Welasa, Bintenna, Batticaloa, Trincomalee). Esboçaram-se então, em Columbo, Cochim e Goa, os primeiros planos para a conquista e a missionação da ilha como um todo, muitas vezes em diálogo com soberanos ou candidatos alternativos aos tronos locais.

Após a morte de Bhuvanekabahu VII em 1551, o vice-rei Afonso de Noronha estabeleceu pessoalmente uma nova guarnição em Columbo, reforçada em 1554, a qual subsistiria até 1656. O despojo do principal templo budista de Kotte, o Templo do Dente de Buda (Dalada Maligawa), por ordem de Noronha, minou porém a legitimidade do novo rei Dharmapala (1551-97), causando uma transferência maciça de lealdades para o rei de Sitawaka, Mayadunne (1521-81). O filho de Mayadunne, Rajasinha I (c.1581-93), viria a ser o principal senhor nas terras baixas anteriormente controladas por Kotte.

Durante as décadas de 1550-80, a presença portuguesa oficial viu-se confinada ao reduzido território remanescente do reino de Kotte, cujo cerco por Sitawaka obrigava a saídas militares sazonais de pequena envergadura com o fim de abastecer a capital de víveres e bens de trato (a corte de Kotte foi transferida para Columbo em 1565). O rei Dharmapala (1551-97) aceitou ser baptizado pelos franciscanos em 1557, tomando por nome Dom João. Em 1580, assinou um testamento em que doava mortis causa o reino de Kotte à coroa portuguesa. Durante a década seguinte surgiram também sinais de um renovado interesse desta última por Ceilão. No entanto, as únicas fortalezas portuguesas na ilha nesta época eram a de Columbo e a de Mannar, estabelecida após a campanha de D. Constantino de Bragança a Jaffna em 1560 com o fim de controlar a navegação no Estreito de Palk e proteger uma incipiente comunidade de cristãos locais.

Foi na década de 1590 que se iniciou a conquista de Ceilão propriamente dita, com ordens explícitas dadas em Lisboa e Madrid. Uma primeira tentativa de controlar o reino de Kandy, colocando no seu trono um cliente cristão, D. Filipe Yamasinha, falhou em 1591. No mesmo ano, porém, André Furtado de Mendonça lograria colocar no trono de Jaffna um rei favorável aos portugueses, Ethirimanna Cinkam (1591-1616), e em 1593 morreria Rajasinha I, rei de Sitawaka e principal inimigo de Kotte, abrindo as portas a novas campanhas militares. No ano seguinte, Pero Lopes de Sousa, primeiro capitão geral da conquista de Ceilão, encarregava-se de conquistar o reino de Kandy e de colocar no seu trono Dona Catarina Kusumasanadevi, irmã de D. Filipe Yamasinha. A expedição acabou no desastre de Danture, fortalecendo a posição de Vimaladharmasuriya, rei budista (1591-1604) que casou com Dona Catarina em Kandy.

A partir de 1594, e até 1612, a capitania geral foi ocupada por Dom Jerónimo de Azevedo. Construíram-se, numa primeira fase, fortes em Ruwanwella, Galle e Uduwara. A morte do rei Dom João em 1597 levou à integração formal do reino de Kotte na Monarquia Católica de Filipe II, encorajando as autoridades a apostar na conquista dos territórios perdidos ao longo do século XVI, e ainda de outros reinos na ilha. Nesse ano, existiam já fortes e fortalezas em Galle, Matara, Kalutara, Negumbo, Chilaw, Gurubewila, Batugedara, Runwanwella e Kurwita/Delgamuwa e Sitawaka, e ainda tranqueiras em Malwana e Kaduwela. Com a conquista dos territórios das Quatro e Sete Corlas, a leste e a norte de Columbo, criaram-se fortes em Menikaddawara, Damunugashima, Mottapuliya, Diyasunnata, Attapitiya, Deewala, Alawwa, Etgaletota, Katugampola e Pentenigoda. O novo sistema de fortificações servia para estabilizar os territórios conquistados e bloquear os acessos a Kandy. Iniciou-se também, nestes anos, a inventariação das terras de Kotte (primeiro registo em 1599 pelo então nomeado vedor da fazenda de Ceilão; tombo extensivo em 1614-17). Quebrou-se, em 1602, o monopólio franciscano sobre as missões de Ceilão, abrindo as portas aos Jesuítas, Agostinhos e Dominicanos. No entanto, uma expedição de Azevedo a Kandy fracassada em 1603 (a “famosa retirada”) levou à desintegração do primeiro sistema de domínio territorial, exigindo a sua reconquista em 1605, enquanto Kandy via a subida ao trono do rei Senarat (1604-35). Nos anos seguintes lançaram-se repetidos ataques contra os territórios de Kandy, mas sem sucesso definitivo. Uma extensa revolta das populações do interior do Sudoeste, sob Nikapitiya Bandara, em meados da década de 1610, acabou por forçar os portugueses e o reino Kandy a um acordo de paz em 1617. Por este tratado, ficou o rei de Kandy vassalo da coroa portuguesa, salvaguardando a sua independência de facto em conformidade com as práticas cingalesas do século anterior.

Impedido de investir na conquista de Kandy, Constantino de Sá de Noronha pacificou entre 1618 e 1621 as terras baixas e enviou uma expedição naval para o Norte sob o comando de Filipe de Oliveira, que logrou anexar o reino de Jaffna ao Estado da Índia em 1619. Após uma capitania inexpressiva de Jorge de Albuquerque (1621-23), Sá de Noronha assumiu novamente o comando de 1623 até à sua morte em 1630. Os anos de 1623-28 viram uma relativa acalmia nas terras de Kotte e Kandy. Como reacção ao aparecimento de holandeses e dinamarqueses na ilha, os portugueses fortificaram Batticaloa e Trincomalee. Procederam também, ao longo da década de 20, à reforma das fortificações de Galle, Malwana, Manikaddawara e Columbo. Criaram-se duas vilas fortificadas para os lascarins, em Peliyagoda e Muleriyawa. Extenderam-se ainda as missões, numa estratégia que acabaria por levar ao alienamento de largas partes da população cingalesa.

Em 1630, Noronha avançou com o grosso das forças portuguesas para o reino de Uva, nas montanhas a Sul de Kandy, acabando cercado e aniquilado no “desastre de Randeniwela”. Em consequência, Columbo sofreu um cerco de 16 meses por parte das tropas do rei de Kandy, que levou a um novo tratado de paz em 1633. Quebrando as pazes em 1638, o geral Diogo de Melo de Castro avançou novamente para as terras altas, sofrendo uma derrota total em Gannoruwa. No mesmo ano, a fortaleza de Batticaloa caía nas mãos dos holandeses, que conquistavam ainda Trincomali (1639), Galle e Negumbo (1640). Negumbo seria recuperada em 1641, mas as tréguas luso-holandesas desse ano complicaram o quadro, onde entre Columbo (portuguesa) e Galle (holandesa) as principais terras produtoras de canela quedavam sob propriedade incerta, levando a vários anos de negociações complexas pontuadas por campanhas militares. A quebra definitiva das tréguas em 1652 preludiou o fim da presença portuguesa na ilha. Em 1655, os holandeses, aliados ao rei de Kandy Rajasinha II (1635-87), cercaram Columbo, que caía em Maio de 1656. Mannar acabou por perder-se em Fevereiro de 1658, e Jaffna em Junho do mesmo ano.

É de notar que durante o período holandês (1658-1796) se produziram na Índia obras portuguesas de relevo sobre a história de Ceilão (Fernão de Queiroz, João Ribeiro). Ao mesmo tempo, reavivaram-se as missões católicas, na clandestinidade, com a entrada em Jaffna do Padre José Vaz, Oratoriano goês, em 1687. A quimera de um regresso das forças do Estado da Índia a Ceilão sobreviveu ao longo de todo o século XVIII, época em que o português crioulo se reforçou na ilha enquanto língua de comunidades cristãs consideradas luso-descendentes ou “portuguesas” (“Portuguese Burghers”), nomeadamente em Columbo, no litoral do Sudoeste da ilha, e em Batticaloa, onde hoje sobrevive.
..." (Autor: Zoltán Biedermann )

Observações:

Obra baseada em relatos e cartas encontradas na Academia das Sciencias, Biblioteca da Ajuda, Nacional de Lisboa, da Torre do Tombo, e do Arquivo Ultramarino pretendendo projectar alguma luz sobre o domínio português em Ceilão. Apresenta no final da obra um conjunto de Apêndices com a descrição da Fortaleza de Columbo e capítulos biográficos de todos os intervenientes da questão. Muito importante e já muito RARO de aparecer no mercado.

 

Preço:80,00€

Referência:14617
Autor:HUGHES, Thomas Smart
Título:TRAVELS IN GREECE AND ALBANIA
Descrição:

Colburn & Bentley, London, 1830. In-4º de XVI-511 e VII-512 págs. Encadernação coeva em sintético verde com rótulos de pele castanha e dizeres dourados na lombada. Ilustrado com 3 mapas desdobráveis, 1 frontspício colorido, 13 gravuras abertas em chapa d'aço de página inteira e dupla. COMPLETO DE TEXTO E GRAVURAS, estas últimas efevtuadas a partir de desenhos de C.R. Cockerell. MUITO BOM EXEMPLAR, muito be conservado com ocasional e muito raro foxing, tão prórpio da acção do tempo sobre este tipo de papel, mesmo assim de belíssima qualdiade.

Observações:

Segunda edição preferível à primeira por ser consideravelmente aumentada, em dois volumes e muito mais ilustrada. Embora o título não refira, a obra apresenta uma descrição da Sicilia bastante extensa e tratado com igual peso as regiões denominadas no título.

Hughes (1786-1847) foi um erudito e clássico teólogo, formado em Cambridge. Viajou uma única vez para o Leste na companhia de Robert Townley-Parker durante os anos de 1813 e 1814. Os dois viajantes chegaram a Zakynthos em 1812 e de lá viajaram para Patras. Visitaram vários sítios arqueológicos assim como as principais cidades do Peloponeso. Mais tarde, em Atenas, eles mostraram um grande interesse pela vida cultural e pela educação das gentes da cidade. Em 1814, Hughes viajou para Ioannina na companhia de R. Cockerell. Ele dá uma descrição detalhada da mansão de seu anfitrião Nicolos Argyris (Vrettos), onde Byron e Hobhouse estiveram hospedados quatro anos antes. O convívio com ilustres e afamadas personagens locais como Ali Pasha (Hughes descreve sua primeira audiência com Vizir numa viva emoção). A personalidade de Ali Pasha é descrita com rigor a partir de perspicazes observações. Ao mesmo tempo, ele é muito criterioso quanto à situação na "terra do sátrapa", em particular suas crenças religiosas e educação.

Hughes teve conhecimento em primeira mão dos acontecimentos dramáticos de Parga e registra-os aqui com com imensa objetividade. Foi muito ativo no apoio à Revolução Grega tendo posteriormente, em Londres, publicado vários panfletos sobre o tema. A primeira edição deste leu livro, saiu em 1820. Escrito com imensa sensibilidade e sem preconceitos faz descrições detalhadas de gentes, acontecimentos, dos costumes, das paisagens, das cidades assim como outras particularidades com bastante detalhe. É considerada uma das principais crónicas de viagens da era Ali Pasha.

Preço:475,00€

Referência:14621
Autor:Sem autoria
Título:A GENERAL ATLAS being a collection of maps of the World and Quarters the principal Empires, Kingdoms, &c with their several Provinces & others subdivisions correctly delineated.WORLD AND QUARTERS
Descrição:

Robert Wilkinson, London, 1800 (frontspício) a 1803 (Índice). In-fólio de (4)- 48 mapas aguarelados. Encadernação meia inglesa e pele preta coeva com dizeres dourados na lombada; papel de guarda e das pastas substituido com papel fantasia moderno. Frontspício com uma bela gravura alegórica aberta em chapa de aço, com manchas de humidade antigas. Nítida impressão sobre papel de gramagem superior, com gravuras cartograficas abertas em chapa de cobre assinadas por w. Harrison, George Allen, T. Conder, E. Bourne,  J. Roper, B. Baker, T. Foot e I. Puke, de belo efeito visual realçado pela aguarela coeva.
PEÇA DE COLECÇÃO
Phillips, Atlases 696, 701, 3532a, 4301.
 

Observações:

Os livros "General Atlas" de Robert Wilkinson foram primeiramente impressos em Londres em 1794. A edição do nosso exemplar data de 1800 , ano impresso no frontspício e 1803 na tábua descritiva. Os mapas foram elaborados entre 1794 e 1807.
 

Robert Wilkinson (c. 1768 - 1825) foi um comerciante de mapas e cartografia em Londres desde finais de séc. XVIII até primeiro quartel do séc.XIX . A maioria do seu trabalho comercial e editorial ocorreu entre 1794 e 1816.  A sua publicação de referência foi  A General Atlas, being a Collection of Maps of the World and Quarters, the Principal Empires, and Kingdoms &c ... assim como Atlas Classica, being a Collection of Maps of the Countries Mentioned by the Ancient Authors, both Sacred and Profane ambos publicados com aditamentos ao longo de vários anos durante este período. O trabalho primitivo de Wilkinson como editor de cartógrafia baseou-se essencialmente  na compilação de informação proveniente de diversas fontes. Mas foi enquanto impressor de cartografia e editor de livros que se destacou com exímio trabalho. Depois da morte de John Bowles em 1779, Wilkinson tomou conta do seu acervo e da sua casa comercial em Cornhill que teve actividade até a sua morte em 1825, ano em que ocorreu o leilão das suas gravuras cartográficas e livros. Ao lonbgo da sua carreira, ele lucrou com a reimpressão do trabalho de Bowles, mas criando seus próprios mapas em parceria com um gravador. No início trabalhou com o artista gravador Louis Stanislas de la Rochette. Mais tarde, Wilkinson trabalhou com Ebenezer Bourne que gravou uma grande poarte dos mapas que ora se apresenta.

 

Preço:675,00€

Referência:14444
Autor:Sem autoria
Título:D. CARLOS DE BRAGANÇA Naturalista e occeanógrafo
Descrição:

Fundação da Casa de Bragança, (Lisboa, 1957). In-4 de 41-(10) págs+ilustrações. Brochado. Com uma dedicatória autógrafa.
Ilustrado à parte sobre papel encorpado com facsimiles de manuscritos, desenhos de utensílios utilizados na campanha oceanográfica, cartas desdobráveis de correntes costeiras realizadas nas campanhas do Yacht Amélia, etc ...

Observações:
Preço:26,00€