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Descobrimentos

Foram localizados 61 resultados para: Descobrimentos

 

Referência:13266
Autor:ALBUQUERQUE, Luís [dir.]; DOMINGUES, Francisco Contente
Título:DICIONÁRIO DE HISTÓRIA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES
Descrição:

Círculo de Leitores, Lisboa, 1994. dois volumes de in-8º de 1119-(1)págs. Encadernação editorial com sobrecapa. Ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Dirigido por um dos maiores especialistas na matéria, este dicionário é um instrumento de trabalho indispensável para alunos e professores, com cerca de 1000 artigos sobre os nomes, assuntos e locais mais significativos da História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa do século XV aos inícios do século XVII.

Preço:70,00€

Referência:13944
Autor:ALMEIDA, João de
Título:O ESPÍRITO DA RAÇA PORTUGUESA NA SUA EXPANSÃO ALÉM-MAR
Descrição:

Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1933. In-8.º de 111 págs. Br. Ilustrado com mapas desdobráveis. Dedicatória autografa no ante-rosto.

Observações:

"Conferência realizada na Sociedade de Geografia de Paris, em 25 de Novembro de 1931, sob a presidência do Marechal Lyautey e do Ministro das Colónias de Portugal."

Preço:38,00€

Referência:14123
Autor:ÁLVARES, Padre Francisco
Título:VERDADEIRA INFORMAÇÃO das terras do Preste João das Índias.
Descrição:

Agência-Geral do Ultramar, Lisboa, 1943. In-8º de XXXIX437-(1) págs. Brochado. Capas ligeiramente empoeiradas e miolo impecável, na obstante de ocasionais e raros picos de humidade, própria da qualidade hidrófila do papel. Reproduz a cores, negro e veremlho a portada da edição princeps (1540).

Observações:

Edição anotada e com a grafia actualizada para uma mais fácil leitura deste importante documento sobre as terras da Etiópia e da empresa diplomática enviada por D. Manuel. Esta edição, prefaciada, anotada e actualizada na grafia por Augusto Reis Machado, foi feita pela de 1889 e cotejada, num ponto ou outro, pela de 1540. Trata-se de um importante documentoque relata de forma detalhada a vida e costumes das gentes da Etiópia. Esta obra atingiu na época uma extraordinária difusão a partir das traduções para italiano (1550), para castelhano (1557), para alemão (1566) ou para francês (1574). Depois desta expedição, por D. Rodrigues de Lima, os portugueses puderam estabelecer contactos mais assíduos com as terras do Preste (que afinal se chamava Onandiguel), através de sucessivas expedições, uma das quais parte da Índia em socorro do négus da Etiópia contra os turcos, expedição dirigida por D. Cristóvão da Gama e narrada na “História” de Miguel de Castanhoso (1564) e na “Breve Relação” de João Bermudez (1565).

Preço:28,00€

Referência:12630
Autor:ALVES, Frederico
Título:ROMANCE DA CONQUISTA DA GUINÉ adaptação para rapazes, da "Crónica do descobrimento e conquista da Guiné" por Gomes Eanes da Zurara, clássico português do século XV
Descrição:

Agencia Geral das Colónias, Lisboa, 1944.In-4º de XI-124-(2) págs. Br.

Observações:

Adaptação para rapazes da Crónica do descobrimento e conquista da Guiné por Gomes Eanes da Zurara. Tem uma introdução histórica de 11 páginas e faz também uma referência a ter a sua publicação sido "autorizada por despacho de S. Exa. o Ministro das Colónias, de 12 de Março de 1943".

“Os rapazes mostram, em geral, relutância pelas obras antigas. O jovem estudante (mesmo estudioso), de quinze, dezasseis, dezassete anos, fatigar-se-á, porventura, através das páginas quantas vezes deliciosas – mas para ele menos interessantes – de qualquer clássico.
Estes oferecem, na verdade, enigmas complicados; às vezes, mesmo, enigmas insolúveis, e, quando tal não aconteça, a linguagem que nós achamos tão bela, tão expressiva, tão rica, tão profunda, acham-na eles (…) Tentei dar aos rapazes uma Crónica da Guiné que seja como um texto antigo a vir ao encontro do adolescente moderno.
A Guiné, de que trata a crónica de Zurara, não equivale, apenas, à moderna Guiné portuguesa. Refere-se a um território muito mais vasto que se estendia ao longo da costa atlântica da África. Os heróis desta verídica história movem-se e atuam numa extensão que vai desde os Açores ao Cabo da Boa Esperança. Porém, insistem, numa faixa de costa mais reduzida, que termina, aproximadamente, por alturas do grande rio Níger.
Junto da Guiné vinha confundir-se a Etiópia, designação vaga dada a um território do Sul do Egipto que morria na costa do Atlântico”.

Preço:18,00€

Referência:14014
Autor:autoria indefinida
Título:O INSTITUTO número comemorativo do 4º centenário de Fernão de Magalhães
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1921. In-8º de 68 págs. Br. Cadernos por abrir. Separata da Revista O Instituto. Carimbo antigo de posse de biblioteca privada preenchido a tinta negra.

Observações:

Separata muito interessante, comemorativa do 4º centenário de Fernão de Magalhães e que encerra participações de José Manoel de Noronha, Alves dos Santos, Oliveira Guimarães; Costa Lobo, entre outros.

Preço:10,00€

Referência:12936
Autor:BENSAÚDE, Joaquim
Título:LES LÉGENDES ALLEMANDES SUR L'HISTOIRE DES DÉCOUVERTES MARITIMES PORTUGAISES. Réponse a M. Hermann Wagner, Professeur à l'Université de Göttingue.
Descrição:

Imprimerie A. Kundig, Genève, 1917-1920.in-8º de  122-(13) págs. Br. Capas de brochura empoeiradas. apenas o primeiro volume. Obra em língua francesa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra escrita em reacção àquilo que considerava "as espoliações alemãs das glórias nacionais" portuguesas ou seja, a  tese de Alexander von Humboldt, amplamente aceite pela intelectualidade alemã, segundo a qual a náutica dos descobrimentos marítimos tinha tido a sua origem na Alemanha, em particular nos trabalhos de Johannes Müller von Königsberg que teriam sido trazidos para Portugal por alguns humanistas.

Preço:39,00€

Referência:12299
Autor:BENSAÚDE, Joaquim
Título:A CRUZADA DO INFANTE D. HENRIQUE
Descrição:

Agência-Geral do Ultramar. Lisboa. 1960. in-8º de 131-(3) págs. Br. Edição comemorativa do V Centenário da morte do Infante D. Henrique.

Observações:

Obra muito importante de "um dos mestres a quem se deve a renovação dos estudos sôbre as origens da ciência náutica e a história dos descobrimentos".

Do índice:

I - Introdução (Junho, 1942) - Astronomia peninsular na Idade Média; O plano das Índias; As críticas; Documentos nos Arquivos do Vaticano; Documentos existentes na Biblioteca de Florença; II - O plano da Índias (Conferência na Exposição de Sevilha — 1930; III - Resposta ao artigo do Dr. Duarte Leite (2 cartas — 1930); IV - As dificuldades financeiras dos descobrimentos do Infante (Agosto, 1942).

Preço:24,00€

reservado Sugerir

Referência:12576
Autor:BOXER. (Charles Ralph); VASCONCELOS ,Frazão de
Título:O IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS (1415-1825)
Descrição:

Edições 70, Lisboa, 1981. In-8º de 406 págs. Br. Ilustrado em extra-texto com gravuras e mapas desdobráveis em extra-texto. Obra inicialmente publicada em 1969 com o título original de 'The Portuguese Seaborn Empire".
 

Observações:

Obra imprescindível na história da expansão portuguesa e é reconhecido por muitos especialistas como a mais importante investigação feita por um historiador estrangeiro  sobre a época áurea dos Descobrimentos. Charles Ralph Boxer, o autor, professor de  Estudos Camonianos e de Português no King ́s  College, em Londres e publicou várias obras sobre  Portugal, especialmente sobre os feitos dos  portugueses na China e no Japão nos séculos XVI e XVI.

ÍNDICE

 

Vicissitudes do império:
ouro da Guiné e o Prestes João; a navegação e as especiarias nos mares da Ásia; os convertidos e o clero na Ásia das monções; escravos e o açúcar no Atlântico Sul; luta global com os holandeses; estagnação e contração no Oriente; renascimento e expansão no Ocidente; a ditadura pombalina e as suas consequências.

Características do império:
as frotas da Índia e as frotas do Brasil; o padroado da coroa e as missões católicas; «pureza de sangue» e »raças inferiores»; conselheiros municipais e irmãos de caridade; soldados colonos e vagabundos; mercadores monopolistas e contrabandistas; os «cafres da Europa», o Renascimento e o Iluminismo; Sebastianismo, Messianismo e Nacionalismo.

Preço:20,00€

Referência:12325
Autor:BRAZÃO, Eduardo
Título:OS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES NAS HISTÓRIAS DO CANADÁ
Descrição:

Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1969. In-8º de 341-(1) págs. Br.

 

Primeira edição.

Observações:

Esta obra "tem por fim explicar o que supomos serem os motivos que levaram os historiadores antigos deste país a diminuir ou a desconhecer a obra dos portugueses no Noroeste Atlântico."

Preço:18,00€

Referência:13952
Autor:BROCHADO, Costa
Título:O PILOTO ÁRABE DE VASCO DA GAMA
Descrição:

Comissão Executiva das Comemorações dos Quinto Centenário da Morte do Infante D. Henrique, Lisboa, 1959. In. 8.º de 130 págs. Br. Ocasionais picos de acidez nas capas de brochura. Miolo muito limpo.

Observações:

Obra bastante interessante sobre Ibn Madjid "para sempre ligado à História de Portugal, através do descobrimento do caminho marítimo para a Índia".

Preço:18,00€

Referência:14019
Autor:CALDAS, Pereira
Título:ALVARO DE BRAGA E NÃO ALVARO VELHO como auctor plausivel do Roteiro da viagem que em descobrimento da India, pelo Cabo da Boa-Esperança fizera Vasco da Gama em 1497, segundo um manuscripto coetaneo existente na Bibliotheca Publica do Porto ...
Descrição:

Typographia e Papelaria Costa Braga & C.a,Braga, 1898. In-8º de 45 págs.Br. Capas de brochura empoeiradas e miolo com picos de acidez. Valorizado pela dedicatória e carimbo pessoal do autor. Marcas de carimbo a óleo. "Tiragem limitada em papel escolhido".

INVULGAR.

Observações:

Opúsculo sobre a autoria do roteiro da Viagem de vasco da Gama à Índia, argumentando que seria Álvaro de Braga e não Álvaro Velho o seu autor.

Preço:24,00€

Referência:13435
Autor:CHRISTO, António
Título:ALGUNS PROBLEMAS SOBRE JOÃO AFONSO DE AVEIRO
Descrição:

Edição do autor, Braga, 1960. In-4º de 126 págs. Br. Capas de brochura amarelecidas pelo tempo. Valorizado pela dedicatória autógrafa. Ilustrado em extra-texto.

Observações:

Curioso trabalho de investigação sobre quem de facto terá sido João Afonso de Aveiro, que dá o nome a um poeta e a um navegador dos finais do século XV, havendo alguns autores que defendem ser o mesmo indivíduo, enquanto outros optam por pessoas distintas.

Preço:30,00€

Referência:13997
Autor:CORDEIRO, Luciano
Título:DIOGO D'AZAMBUJA
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1892. In-8º de  85 págs. Br. Capas de brochura envelhecidas e com manchas de acidez marginal assim como o miolo, também com manchas de acidez marginais.

INVULGAR.

 

Observações:

Memoria apresentada á 10.ª sessão do Congresso Internacional dos Orientalistas.

"Diogo d'Azambuja não foi propriamente um descobridor, mas o seu nome anda vinculado, com boa rasão e justiça, á história das nossas descobertas «nas partes de Guiné», como no tempo d'elle se dizia. (...) A sua longa e opulenta existencia coopera no trabalho de expansão ultramarina dos tres reinados em que esta definitivamente se organisa."

Preço:30,00€

Referência:12375
Autor:CORDEIRO, Luciano
Título:DESCOBERTAS E DESCOBRIDORES - DE COMO E QUANDO FOI FEITO CONDE VASCO DA GAMA
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1892. In-8.º de 43 págs. Cartonado com rótulo em pele, com dizeres dourados, na pasta. Ilustrado com dois mapas desdobráveis.

Observações:

Memoria apresentada á 10.a sessão do Congresso internacional dos Orientalistas por Luciano Cordeiro

Separata do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa.

 

Preço:39,00€

Referência:13992
Autor:CORTESÃO, Jaime
Título:TEORIA GERAL DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES. A geografia e a economia da Restauração. (Comunicações apresentadas ao Congresso do Mundo Português — 1940)
Descrição:

Seara Nova, Lisboa, 1940. In-8º de 81-(1) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez. Integrado na colecção "Cadernos da Seara Nova".

Primeira Edição.

 

Observações:

“Ao confiar-nos a publicação imediata destas duas valiosas comunicações ao Congresso do Mundo Português, de 1940, o autor permite-nos torná-las conhecidas dum público vasto. Os grossos volumes em que se compilam as teses dos congressos destinam-se sobretudo aos estudiosos e eruditos. Um caderno de menos de cem páginas vai às mãos de tôda a gente. Jaime Cortesão condensou, nestes estudos, as ideias de essenciais de muitos anos de investigação (...)”.

Preço:19,00€

Referência:13410
Autor:DIAS, J. S. da Silva
Título:OS DESCOBRIMENTOS E A PROBLEMÁTICA CULTURAL DO SÉCULO XVI
Descrição:

Seminário de Cultura Portuguesa. Universidade de Coimbra, Coimbra, 1973. In-4º de 411 págs. Br. Com alguns sublinhados a caneta numa das páginas.

Observações:

Obra sobre a problemática cultural durante os Descobrimentos e onde o autor abordou a visão europeia e portuguesa sobre os povos de outros continentes, formada a partir das descobertas, que influenciou a prática da escravatura e também o impacto do Humanismo enquanto mentalidade típica de uma época não só na producção literária mas também em matérias diversas como  a acção missionária.

Preço:30,00€

Referência:13797
Autor:FERNANDES, Jose dos Santos
Título:MIGUEL CORTE REAL. A sua Viagem e Vida entreos Índios.
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1960. In-8.º de 83-(1) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez. Assinatura do autor.

Primeira edição.

Observações:

Obra baseada nos achados do Professor  Burke Delabarre, da Universidade Brown, sobre a Pedra de Dighton. e a sua ligação a  Miguel Corte Real. Navegador que explorou a costa nordeste dos Estados Unidos e do Canadá, em 1502, à procura do seu irmão Gaspar, que não tinha regressado de uma expedição realizada no ano anterior. No entanto ele também não regressou. Em 1918 foi encontrada uma pedra em Fall River que, entre outras inscrições tinha  “Miguel Corte Real Y Dei hic Dux ind” e a data “1511”. O professor Delabarre construiu então a hipótese de que o navegador português teria naufragado nas proximidades daquele local, e que  teria sido recolhido pelos indios.

Preço:29,00€

Referência:13470
Autor:FILGUEIRAS, Octávio Lixa & BARROCA, Alfredo
Título:O CAIQUE DO ALGARVE E A CARAVELA PORTUGUESA.
Descrição:

Separata da Revista da Universidade de Coimbra, Coimbra, 1970.In-8º de 39 págs. Br. Ilustrado em extra-texto com fotografias e com desdobrável com reconstituição dos planos da embarcação.

Observações:

Estudo crítico sobre os Caíques, embarcação da costa portuguesa sobretudo no Algarve com origem no século XVI e as Caravelas, criticando um trabalho publicado previamente por Alberto Iria que defendia a filiação do caíque algarvio na caravela latina dos Descobrimentos (ou vice versa).

 

Preço:18,00€

Referência:14140
Autor:FITZLER, M. A. H.
Título:O CÊRCO DE COLUMBO últimos dias do domínio português em Ceilão. Rompimento das Hostilidades pelos Holandeses até à rendição de Columbo (1652-1656).
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1928. In-4º de XXV-236-(1) págs. Br. Exemplar com os cadernos inteiramente por abrir. Capas de brochura com ocasionais picos de humidade estando o miolo muito limpo. Inserido na colecção das "Memórias do Instituto de Coimbra" de que apenas se publicou esta obra. RARO.

"... Actual Sri Lanka, ilha no Oceano Índico conhecida também por Taprobana (tradição greco-latina), Serendib (trad. árabe) e Hsi-lan (trad. chinesa). Os primeiros contactos com os portugueses deram-se em Setembro de 1506 com a chegada de Dom Lourenço de Almeida a Columbo, e uma possível arribada a Galle. A hipótese de esta viagem ter ocorrido em 1505 (Castanheda) está hoje posta de lado. Uma viagem de João da Nova em 1501, embora plausível (cf. Bouchon), não se encontra documentada. Ceilão ocupou uma posição semi-periférica no sistema português do Índico. País exportador de canela, elefantes, areca e pedras preciosas, exerceu sobre os portugueses uma forte atracção comercial desde 1506, ano em que se estabeleceram relações amistosas com o rei de Kotte, Dharma Parakramabahu IX (r. 1489-1513). Os soberanos budistas de Kotte interessaram-se pelos portugueses enquanto comerciantes, mas também na sua função militar, desenvolvendo desde cedo esforços para atrair as forças do Estado da Índia ou mais genericamente soldados portugueses à ilha com vista à sua participação em conflitos locais e nas guardas palacianas. Em 1518 foi estabelecida, por ordem de D. Manuel e no seguimento de um pedido do rei de Kotte Vijayabahu VI (1513-21) uma primeira fortaleza portuguesa em Columbo. Por consequência de um conflito surgido nesta ocasião, o rei cingalês foi feito vassalo da coroa portuguesa, passando a pagar páreas anuais de canela num regime tributário formalizado. A fortaleza seria porém abandonada em 1524, devido à incapacidade que ambas as partes revelaram em coordenar o pagamento de tributos por parte de Kotte com as contrapartidas militares do lado português.

Nas décadas de 1520 e 1530, as relações portuguesas com Ceilão passaram por contactos diplomáticos esporádicos e pela consolidação de uma comunidade de algumas dezenas de indivíduos portugueses no reino de Kotte. Sob pressão militar crescente por parte do reino vizinho de Sitawaka, saído de uma partilha no seguimento da morte de Vijayabahu em 1521, Bhuvanekabahu VII (1521-51), rei de Kotte, viu-se compelido em 1533 a assinar um tratado permitindo a transacção da canela, para além das páreas, sob condições muito vantajosas para os portugueses. Em 1542-43 uma embaixada de Kotte a Lisboa reforçou o contrato de vassalagem de 1518, estabeleceu o jovem príncipe Dharmapala como sucessor de Bhuvanekabahu VII, e abriu Ceilão à actividade missionária dos franciscanos capuchos da Província da Piedade (ver artigo Missionação em Ceilão). Durante a década de 1540 intensificou-se o interesse dos portugueses pelos diversos reinos de Ceilão, incluindo Sitawaka, Kandy, Jaffna, as Sete Corlas e os chefados da parte oriental da ilha (Welasa, Bintenna, Batticaloa, Trincomalee). Esboçaram-se então, em Columbo, Cochim e Goa, os primeiros planos para a conquista e a missionação da ilha como um todo, muitas vezes em diálogo com soberanos ou candidatos alternativos aos tronos locais.

Após a morte de Bhuvanekabahu VII em 1551, o vice-rei Afonso de Noronha estabeleceu pessoalmente uma nova guarnição em Columbo, reforçada em 1554, a qual subsistiria até 1656. O despojo do principal templo budista de Kotte, o Templo do Dente de Buda (Dalada Maligawa), por ordem de Noronha, minou porém a legitimidade do novo rei Dharmapala (1551-97), causando uma transferência maciça de lealdades para o rei de Sitawaka, Mayadunne (1521-81). O filho de Mayadunne, Rajasinha I (c.1581-93), viria a ser o principal senhor nas terras baixas anteriormente controladas por Kotte.

Durante as décadas de 1550-80, a presença portuguesa oficial viu-se confinada ao reduzido território remanescente do reino de Kotte, cujo cerco por Sitawaka obrigava a saídas militares sazonais de pequena envergadura com o fim de abastecer a capital de víveres e bens de trato (a corte de Kotte foi transferida para Columbo em 1565). O rei Dharmapala (1551-97) aceitou ser baptizado pelos franciscanos em 1557, tomando por nome Dom João. Em 1580, assinou um testamento em que doava mortis causa o reino de Kotte à coroa portuguesa. Durante a década seguinte surgiram também sinais de um renovado interesse desta última por Ceilão. No entanto, as únicas fortalezas portuguesas na ilha nesta época eram a de Columbo e a de Mannar, estabelecida após a campanha de D. Constantino de Bragança a Jaffna em 1560 com o fim de controlar a navegação no Estreito de Palk e proteger uma incipiente comunidade de cristãos locais.

Foi na década de 1590 que se iniciou a conquista de Ceilão propriamente dita, com ordens explícitas dadas em Lisboa e Madrid. Uma primeira tentativa de controlar o reino de Kandy, colocando no seu trono um cliente cristão, D. Filipe Yamasinha, falhou em 1591. No mesmo ano, porém, André Furtado de Mendonça lograria colocar no trono de Jaffna um rei favorável aos portugueses, Ethirimanna Cinkam (1591-1616), e em 1593 morreria Rajasinha I, rei de Sitawaka e principal inimigo de Kotte, abrindo as portas a novas campanhas militares. No ano seguinte, Pero Lopes de Sousa, primeiro capitão geral da conquista de Ceilão, encarregava-se de conquistar o reino de Kandy e de colocar no seu trono Dona Catarina Kusumasanadevi, irmã de D. Filipe Yamasinha. A expedição acabou no desastre de Danture, fortalecendo a posição de Vimaladharmasuriya, rei budista (1591-1604) que casou com Dona Catarina em Kandy.

A partir de 1594, e até 1612, a capitania geral foi ocupada por Dom Jerónimo de Azevedo. Construíram-se, numa primeira fase, fortes em Ruwanwella, Galle e Uduwara. A morte do rei Dom João em 1597 levou à integração formal do reino de Kotte na Monarquia Católica de Filipe II, encorajando as autoridades a apostar na conquista dos territórios perdidos ao longo do século XVI, e ainda de outros reinos na ilha. Nesse ano, existiam já fortes e fortalezas em Galle, Matara, Kalutara, Negumbo, Chilaw, Gurubewila, Batugedara, Runwanwella e Kurwita/Delgamuwa e Sitawaka, e ainda tranqueiras em Malwana e Kaduwela. Com a conquista dos territórios das Quatro e Sete Corlas, a leste e a norte de Columbo, criaram-se fortes em Menikaddawara, Damunugashima, Mottapuliya, Diyasunnata, Attapitiya, Deewala, Alawwa, Etgaletota, Katugampola e Pentenigoda. O novo sistema de fortificações servia para estabilizar os territórios conquistados e bloquear os acessos a Kandy. Iniciou-se também, nestes anos, a inventariação das terras de Kotte (primeiro registo em 1599 pelo então nomeado vedor da fazenda de Ceilão; tombo extensivo em 1614-17). Quebrou-se, em 1602, o monopólio franciscano sobre as missões de Ceilão, abrindo as portas aos Jesuítas, Agostinhos e Dominicanos. No entanto, uma expedição de Azevedo a Kandy fracassada em 1603 (a “famosa retirada”) levou à desintegração do primeiro sistema de domínio territorial, exigindo a sua reconquista em 1605, enquanto Kandy via a subida ao trono do rei Senarat (1604-35). Nos anos seguintes lançaram-se repetidos ataques contra os territórios de Kandy, mas sem sucesso definitivo. Uma extensa revolta das populações do interior do Sudoeste, sob Nikapitiya Bandara, em meados da década de 1610, acabou por forçar os portugueses e o reino Kandy a um acordo de paz em 1617. Por este tratado, ficou o rei de Kandy vassalo da coroa portuguesa, salvaguardando a sua independência de facto em conformidade com as práticas cingalesas do século anterior.

Impedido de investir na conquista de Kandy, Constantino de Sá de Noronha pacificou entre 1618 e 1621 as terras baixas e enviou uma expedição naval para o Norte sob o comando de Filipe de Oliveira, que logrou anexar o reino de Jaffna ao Estado da Índia em 1619. Após uma capitania inexpressiva de Jorge de Albuquerque (1621-23), Sá de Noronha assumiu novamente o comando de 1623 até à sua morte em 1630. Os anos de 1623-28 viram uma relativa acalmia nas terras de Kotte e Kandy. Como reacção ao aparecimento de holandeses e dinamarqueses na ilha, os portugueses fortificaram Batticaloa e Trincomalee. Procederam também, ao longo da década de 20, à reforma das fortificações de Galle, Malwana, Manikaddawara e Columbo. Criaram-se duas vilas fortificadas para os lascarins, em Peliyagoda e Muleriyawa. Extenderam-se ainda as missões, numa estratégia que acabaria por levar ao alienamento de largas partes da população cingalesa.

Em 1630, Noronha avançou com o grosso das forças portuguesas para o reino de Uva, nas montanhas a Sul de Kandy, acabando cercado e aniquilado no “desastre de Randeniwela”. Em consequência, Columbo sofreu um cerco de 16 meses por parte das tropas do rei de Kandy, que levou a um novo tratado de paz em 1633. Quebrando as pazes em 1638, o geral Diogo de Melo de Castro avançou novamente para as terras altas, sofrendo uma derrota total em Gannoruwa. No mesmo ano, a fortaleza de Batticaloa caía nas mãos dos holandeses, que conquistavam ainda Trincomali (1639), Galle e Negumbo (1640). Negumbo seria recuperada em 1641, mas as tréguas luso-holandesas desse ano complicaram o quadro, onde entre Columbo (portuguesa) e Galle (holandesa) as principais terras produtoras de canela quedavam sob propriedade incerta, levando a vários anos de negociações complexas pontuadas por campanhas militares. A quebra definitiva das tréguas em 1652 preludiou o fim da presença portuguesa na ilha. Em 1655, os holandeses, aliados ao rei de Kandy Rajasinha II (1635-87), cercaram Columbo, que caía em Maio de 1656. Mannar acabou por perder-se em Fevereiro de 1658, e Jaffna em Junho do mesmo ano.

É de notar que durante o período holandês (1658-1796) se produziram na Índia obras portuguesas de relevo sobre a história de Ceilão (Fernão de Queiroz, João Ribeiro). Ao mesmo tempo, reavivaram-se as missões católicas, na clandestinidade, com a entrada em Jaffna do Padre José Vaz, Oratoriano goês, em 1687. A quimera de um regresso das forças do Estado da Índia a Ceilão sobreviveu ao longo de todo o século XVIII, época em que o português crioulo se reforçou na ilha enquanto língua de comunidades cristãs consideradas luso-descendentes ou “portuguesas” (“Portuguese Burghers”), nomeadamente em Columbo, no litoral do Sudoeste da ilha, e em Batticaloa, onde hoje sobrevive.
..." (Autor: Zoltán Biedermann )

Observações:

Obra baseada em relatos e cartas encontradas na Academia das Sciencias, Biblioteca da Ajuda, Nacional de Lisboa, da Torre do Tombo, e do Arquivo Ultramarino pretendendo projectar alguma luz sobre o domínio português em Ceilão. Apresenta no final da obra um conjunto de Apêndices com a descrição da Fortaleza de Columbo e capítulos biográficos de todos os intervenientes da questão. Muito importante e já muito RARO de aparecer no mercado.

 

Preço:80,00€

Referência:12383
Autor:FONSECA, Quirino da
Título:A CARAVELA PORTUGUESA e a prioridade técnica das Navegações Henriquinas. I e II partes.
Descrição:

Edição do Ministério da Marinha, Lisboa, 1978. In-8º de 362 e 257 págs. respectivamente. Br. IIustrados com esboços e medidas do velame, reprodução de gravuras antigas, perfis de embarcações, e quadros de dados com a arqueação dos navios.. Em bom estado de conservação. Valorizado pela dedicatória autógrafa.

Observações:


Estudo muito importante sobre a caravela portuguesa,com comentário preliminar de João da Gama Pimentel Barata.
"É na presente obra que a erudição do comandante Quirino da Fonseca atinge a culminância, dela ressaltando a vivacidade do seu espírito que, sobrepondo-se às enormes dificuldades da época na consulta, estudo e angariação de elementos de trabalho, produziu acerca da caravela portuguesa obra completa que ainda hoje constitui elemento básico a que recorrem os estudiosos deste e de outros tipos de embarcação."

Preço:75,00€

Referência:12248
Autor:GODINHO, P.º Manuel
Título:RELAÇÃO DO NOVO CAMINHO que fez por terra e mar vinda da Índia para Portugal no ano de 1663.
Descrição:

Imprensa Casa Nacional da Moeda, Lisboa, 1974. In. – 8.º de 297 págs. Encadernação editorial com sobrecapa ilustrada, com ligeiros defeitos. Livro e miolo impecávelmente bem conservado.

Observações:

Introdução e notas por A. Machado Guerreiro. Relato muito pormenorizado da viagem por terra, da Índia a Portugal, em 1633.
Trata-se da 4ª edição desta apreciada obra de literatura de viagens.

Preço:18,00€

Referência:12901
Autor:LOPES, Alberto
Título:CEUTA origem histórica da expansão portuguesa
Descrição:

Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1962. In-8º de 65 págs. Br. Separata do nº442 do Boletim Geral do Ultramar. Capas com alguns picos de acidez e com um carimbo.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
 

Observações:

Obra onde o autor propõe que Ceuta foi “a origem histórica de todas as navegações, pois deu, verdadeiramente, origem à expansão marítima de Portugal”.
Para  ele,  a  história  da  expansão  portuguesa  abre-se  e  fecha-se  com  eventos  relacionados  com  a  guerra no norte da África, a tomada de Ceuta o início e o ataque de  Alcácer-Quibir, em  1580,  como um fim,  pois
após a morte de D. Sebastião,   Portugal  ficou  sob  a  tutela  da  coroa  castelhana.

Preço:18,00€

Referência:13537
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:GAMA poema narrativo
Descrição:

Na Impressão Regia, Lisboa, 1811. In-8.º de XV-266 págs. Encadernação coeva inteira em pele e dizeres a ouro em rótulo de pele vermelha na lombada.

PRIMEIRA E ÚNICA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira versão do poema Oriente de de Agostinho de Macedo onde ele tentou  corrigir aquilo que considerava errado em «Os Lusíadas», de Camões, e de fazer justiça aos heróis que Camões não tinha exaltado.

Inocêncio: “Foi editor o livreiro Desiderio Marques Leitão. - O poema é dedicado a Ricardo Raymundo Nogueira, então membro da regencia do reino: consta de dez cantos, com 787 oitavas, e é precedido de uma de pindarica em louvor de Camões, a qual se não encontra noutra parte. D’este Gama refundido, e accrescentado com dous novos cantos, é que se formou o Oriente.”

Preço:60,00€

Referência:14122
Autor:MANRIQUE, Sebastião
Título:ITINERÁRIO DE SEBASTIÃO MANRIQUE
Descrição:

Agência Geral das Colónias, Lisboa, 1946. In-8º de 2 volumes com XV-324-429 pags. Brochados. Ilustrados em separaddo sobre papel couché facsímile da edição de 1608 e com um mapa desdobrável da região onde Manrique passou a maior parte do tempo relatado na obra. Ligeiro empoeiramento das capas mas miolo muito limpo. 

Edição organizada e prefaciada por Luís Silveira.

Observações:

Frei Sebastião Manrique, natural da cidade do Porto, e foi ermita Augustiniano, professou no convento de Goa no ano de 1604; mandado por Frei Luís Coutinho, provincial da congregação da Índia, no ano de 1628 às missões de Bengala, em cujo ministério consumiu o largo espaço de treze anos; regressou a Roma por terra, onde foi eleito definidor geral, e Procurador Geral da província de Portugal. A curia de Roma transferiu-o para Londres no ano de 1669, em cuja jornada um seu criado o matou com o intento de lhe roubar o dinheiro que levava. Este foi o trágico fim que teve Fr. Sebastião Manrique, digno certamente de outro mais feliz pelas largas peregrinações que fez em obséquio da religião cristã, nos reinos do Pegu, Mogor, Cochinchina (Vietnam), ilha de Macassar, e outros emporios do oriente, cuja memória permanece eternizada em alguns escritores. O Itinerário de Sebastião Manrique, de valor universal, teve uma adaptação romanceada em Inglaterra com grande aceitação.

"... Como é sabido, nas diferentes geografias orientais, coalhadas de reis e tiranetes, nada, absolutamente nada se conseguia se não viesse acompanhado pelo respectivo presente.

Tomemos como exemplo a epopeia de Sebastião Manrique, frade agostinho, autor do Itinerário, o relato de uma das aventuras mais fascinantes do início da centúria de Seiscentos, obra bem mais conhecida no estrangeiro do que em Portugal.

Goa, pela sua importância política e posição geoestratégica, foi, para o monge agostinho, local de diversas passagens e prolongadas estadas. A Companhia de Jesus era então o mais moderno, culto e prestigiado organismo, e, por esse motivo, tinha a seu cargo a administração do afamado hospital local, com tal nível de excelência que muitos o consideravam superior ao Hospital do Espírito Santo, em Roma, ou à Enfermaria dos Cavaleiros de Malta, os dois estabelecimentos de referência naquela época. Diz-nos Sebastião Manrique que na janta, numa ampla sala desse hospital, serviram-lhe coisas agradáveis, “um frango a cada doente”, salientando que os pratos e os copos eram de porcelana Ming, então uma raridade na Europa. Consta que o lorde tesoureiro Burghley, ministro das finanças da Inglaterra, ao deparar com a preciosidade oriental pensou tratarem-se de tijelas, copos e pratos “de porcelana branca guarnecidos a ouro”, desde logo considerando ser essa a prenda ideal de ano novo para à rainha Isabel.

Em 1628, Manrique parte de Cochim para Uglim a bordo de um navio mercante, o Santo Agostinho, carregado de búzios, essas grandes conchas usadas como trombetas e (ainda hoje) utilizadas nos templos hindus, e em si um objecto  apetecido, susceptível de ser utilizado como prebenda. Se cortados em rodelas, os ditos búzios serviam de adorno às mulheres. Esta pequena achega, aparentemente fora do contexto, serve para demonstrar a diferença do conceito daquilo que é um presente de acordo com as diferentes culturas.

Os produtos chineses foram protagonistas na gestação e fortalecimento da feitoria de Uglim, que esteve na origem da metrópole de Calcutá. Relatam-nos as crónicas coevas que, em 1577 o imperador mogol Acbar mandou chamar um mercador e aventureiro de nome Pedro Tavares. O português, previdente, viu uma excelente oportunidade de negócio, e aproveitou-a. Garantiu uma entrega anual de quantos objectos de luxo chineses fossem requeridos, desde que lhe permitissem construir uma cidade importante em Uglim, para residência dos seus compatriotas e dos respectivos padres. Pelo teor da oferta, ficamos com uma vaga ideia de quão significativo era o comércio feito pelos portugueses ao longo da costa da China, duas décadas apenas após a fundação da cidade de Macau.  Acbar acedeu face aos desejos de Tavares e logo deu instruções ao vice-rei de Daca, a cuja jurisdição pertencia Uglim, no sentido de conceder todas as facilidades possíveis, não se esquecendo de avisar, simultaneamente, que se houvesse qualquer interrupção nos fornecimentos, o vice-rei naturalmente perderia o seu lugar. Assim, pode-se dizer que foi graças aos presentes chineses transportados pelos portugueses que Uglim singrou muito rapidamente, atraindo pessoas das mais variadas crenças e nações.

Também o poderoso Sirisudhammaraja, rei de Arracão (região do actual Myanmar), beneficiou dos presentes oriundos da China. Era dever dos oficiais, em todas estas monarquias, enviarem despachos pelos estrangeiros de elevado estatuto social, especialmente quando estes transportavam presentes para o rei, como era o caso. Manrique, que se fazia acompanhar pelo capitão Gonçalves Tibau – sobrinho do homónimo Sebastião Gonçalves Tibau, misto de aventureiro e pirata, senhor absoluto durante largos anos da ilha de Sundiva, ao largo do actual  Bangladesh – tinha dado a conhecer a sua chegada e, como incentivo adicional, mandara “ao governador da província de Perorem” um presente de “quatro tabuleiros chineses cheios de cravos-da-índia, canela, pimento e cardamomo especiarias que no local não podiam obter-se e haviam sido importadas para Djanga pelos navios portugueses que vinham de Java e de Samatra”.

Note-se que as ditas prebendas eram servidas, invariavelmente, em tabuleiros de fabrico chinês.

Manrique e o companheiro receberiam do governador, como moeda de troca, “cinquenta galinhas, dois gamos, quatro sacos de arroz perfumado, que era uma especialidade de Chebuba, ilha perto da costa, situada ao sul e manteiga, frutas e doces”. Satisfeitos com a retribuição, os viajantes ofereceram ao filho do monarca “doces à moda da Europa, maçapães de formas fantásticas que divertiram o rapaz”.

Numa posterior etapa da épica jornada rumo a Mrauk-U, capital do reino, outras ofertas se seguiram, primeiro “a um inspector” e, posteriormente, “a um almirante”. Consistiam “em quatro tabuleiros dourados cheios de especiarias e mais outro com três peças de seda chinesa, duas de cetim e uma de veludo, tendo cada uma peça de largura bastante para uma saia”. Também neste caso, antes foi aberto o caminho com a oferta de maçapães, certamente para lhes adoçar a boca. Diz-nos Manrique que o capitão Tibao fez sinal aos criados “para trazerem doces e bolos, os maçapães que tão apreciados tinham sido em Perorem”. (preciosa informação obtida no Instituto Internacional de Macau)

Preço:45,00€

Referência:13421
Autor:MAURO, Frédéric [coord.]
Título:O IMPÉRIO LUSO-BRASILEIRO 1620-1750
Descrição:

Editorial Estampa,Lisboa, 1991. In-8º de  516 págs. Br. Profusaamente ilustrado ao longo do texto e em extra-texto com gravuras, mapas, gráficos e tabelas. Integrado na colecção "Nova História da Expansão Portuguesa" dirigida por Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques.

Observações:

Da Contracapa:

"Com efeito, desde os princípios do século XV até ao terceiro quartel do século actual – a expansão marroquina, os descobrimentos marítimos, a colonização de ilhas e de terras continentais, os tráficos transoceânicos, as permutais culturais, etc. – eis aí uma sucessiva e vária projecção de Portugal no Mundo, sem cujo conhecimento não é inteligível o que foi ocorrendo na metrópole europeia."

Preço:10,00€

Referência:12387
Autor:MORAIS, Tancredo Octávio Faria de
Título:HISTÓRIA DA MARINHA PORTUGUESA - DA NACIONALIDADE A ALJUBARROTA
Descrição:

Edição do Club Militar Naval, Lisboa, 1941. In-8.º de XXXI-234-(5) págs. Br.   Ilustrado com mapas e gravuras desdobráveis em extra-texto. Ilustrações de: Álvaro Hogan Capitão-Tenente.  1º e único volume publicado a partir de estudo patrocinado por despacho de Oliveira Salazar (transcrito no prefácio da obra).

Observações:

Obra publicada pelo Club Militar Naval, comemorativa do Duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal, com o patrocínio do Ministro da Marinha e do Presidente do Conselho, Oliveira Salazar, que, no despacho de publicação de Abril de 1939, confiava num projecto “que dentro do máximo rigor histórico seja digno das nossas tradições marítimas e integrado no renascimento de Portugal”. A Comissão Organizadora da História era presidida pelo cientista Capitão de Mar e Guerra Abel Fontoura da Costa, e a investigação e redacção confiadas ao erudito historiador da Marinha Capitão de Mar e Guerra Tancredo Octávio Faria de Morais.

Preço:38,00€

Referência:12536
Autor:OSÓRIO, João de Castro
Título:O ALÉM-MARNA LITERATURA PORTUGUESA. (Épocados Descobrimentos)
Descrição:

 Edições Gama. Lisboa. 1948. In-8.º de 272 págs. Br.

INVULGAR.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Obra muito interessante para a compreensão da literatura da Época dos Descobrimentos e da importância do mar como ambiente de fundo da Literatura Portuguesa.
Encerra os seguintes capítulos: Condições históricas da criação original da Literatura Portuguesa;
Uma Literatura criada em sincronismo com a expansão marítima; A poesia lírica da época dos Descobrimentos; O nascer da poesia épica portuguesa; Raízes nacionais da poesia épica portuguesa; O reverso da grandeza humana da expansão marítima observado pelo génio cómico; O génio satírico recriado pelo julgamento de um aspecto social da expansão ultramarina; A expansão ultramarina e as raízes nacionais do pensamento dramático português; A visão épico-dramática da expansão portuguesa e a primeira obra do novo pensamento humanista

 

Preço:15,00€

Referência:12707
Autor:PESTANA JUNIOR
Título:D. CRISTÓBAL COLOM OU SYMAM PALHA NA HISTÓRIA E NA CABALA
Descrição:

Imprensa Lucas & C.ª, Lisboa, 1928. In-8.º de CLXXV-134-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra muito curiosa onde o autor pretende demonstrar por uma complexa interpretação da assinatura de Colombo que o Almirante, sendo português, é, na realidade, Simão Palha.

Encerra os seguintes capítulos: A hipótese catalã, Uma Moniz da Piedade, Entre Roma e Tordesilhas, A Toleta de Marteloio, O Tarda-Madruga, O Vínculo de Benavilla, A Arte Heráldica na Armaria de Colombo, Atravéz das Crónicas, A Expedição Luso-Dinamarquesa, etc...

Preço:28,00€

Referência:14129
Autor:PIMENTEL, Luis Serrão
Título:PRATICA DA ARTE DE NAVEGAR - 2ª edição.
Descrição:

Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1960. In-8º de XI-194-(1) págs. Brochado (com ligeiro corte no canto inferior direito, sem prejuizo algum da estrutura da capa). Miolo muito limpo sem qualquer defeito que se possa apontar.

Observações:

Prefácio de A. Fountoura da Costa. Edição Comemorativa do V Centenário do Infante D. Henrique.

Ricamente ilustrado no texto com reproduções de esquemas trigonométricos de esferas e tabuadas de declinações solares, de que é autor de dois processos de cáculo, instrumentos de medição e assim como, em extra-texto, reproduções coloridas dos mapas de praças contidos no códice original. Publicação da obra manuscrita, em 1673, por um aluno do oitavo cosmógrafo-mor de Portugal - Luís Serrão Pimentel (1613-1679) - coligindo as lições do mestre e ilustrando com 15 mapas coloridos com os principais portos da costa portuguesa e das suas colónias. O final da obra apresenta um conunto de Roteiros relacionados com o Cabo Finisterra até Cadiz, Cabo Espartel e costa da Barbaria, Roteiro de Portugal para o Brasil (Pernambuco, Porto Seguro, Fernando de Noronha, Baixos de São Roque, Pedra Furada, etc...).
 

Depois de ter cursado Humanidades no colégio da Companhia de Jesus, Luís Serrão Pimentel seguiu a carreira militar, embarcando na nau Nossa Senhora do Rosário para a Índia em 1631. Não chegou, no entanto, ao destino, ficando-se por Pernambuco. Depois dessa viagem aplicou-se ao estudo das Matemáticas, Cosmografia e Arte de Navegar, tendo chegado ao cargo de Cosmógrafo-mór do reino em 1641. Este precioso manuscrito é uma compilação das aulas do Cosmógrafo na Escola de Pilotos que um seu discípulo coligiu e ilustrou.

Preço:45,00€

Referência:13767
Autor:RODRIGUES, José Maria
Título:A DUPLA ROTA EM «OS LUSÍADAS»,V,4-13,E AS OBJECÇÕES DO Sr. ALMIRANTE GAGO COUTINHO
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1929-1930.7 volumes de in-8º de 73-(7); 80-(2); 26; 50-(3); 16; 16 e 31 págs. Br. Cadernos por abrir. Capas de brochura ligeiramente envelhecidas. Separatas da revista Biblos. Às separatas de José maria Rodrigues junta-se "Alguns erros em que se apoiou o desdobramento da rota de Vasco da Gama em os Lusíadas" por Gago Coutinho

INVULGAR.

Observações:

Conjunto de  7 separatas que fazem parte da polémica em que José Maria Rodrigues se envolveu com o almirante Gago Coutinho,nas páginas da revista Biblos (durante quase meia década), a propósito da rota de Vasco da Gama em Os Lusíadas.  José Maria Rodrigues afirmava, mediante a análise de várias estrofes do Canto V d’Os Lusíadas, que Camões descrevia duas rotas distintas da armada de Vasco da Gama, no Atlântico. Gago Coutinho, para além de não vislumbrar qualquer “rota dupla” na obra, ripostava com todo o peso dos seus conhecimentos de Náutica e de História para o contradizer, partindo de um problema ético aparentemente menor: repugnava-lhe que Luís de Camões tivesse induzido propositadamente o leitor da epopeia em erro e confusão, por mero artifício literário, sendo conhecedor da verdadeira rota que utilizara Vasco da Gama.

Preço:50,00€

Referência:12977
Autor:SILVEIRA, Luis [dir. lit.]
Título:A DERRADEIRA AVENTURA DE PAULO DE LIMA
Descrição:

Na Officina da Typographia Portugal - Brasil - à custa da Livraria Bertrand, Lisboa, 1947. In-4º de LXXXIII-I38-(3) págs. Br. Capas ligeiramente empoeiradas e com algunss picos de acidez. Ilustrado em extra-texto. Cadernos Por abrir.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Segundo livro da colecção "As Grandes Aventuras e os Grandes Aventureiros" organizada e parafraseada por Luís Silveira, lançada pela Livraria  Bertrand  como uma  tentativa de mostrar o heroísmo e humanidade dos portugueses nas suas “aventuras” além-mar. Este volume aborda a «História de Paulo de Lima» escrita por António de Ataíde,  que era o protótipo do herói português de Quinhentos.

Preço:29,00€

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Referência:13642
Autor:SOROMENHO, Castro
Título:MARAVILHOSA VIAGEM DOS EXPLORADORES PORTUGUESES
Descrição:

Editorial Sol, Lisboa, 1956. In-4º de 364-(6) págs. Encadernação inteira em sintético com dizeres a ouuro na lombada. Prrofusamente ilustrado com fotografias em extra-texto e impressão a várias cores com vinhetas e gravuras de inspiração aficana.

Observações:

Obra que faz não só a evocação dos exploradores portugueses do império colonial como também  é uma tentativa de exposição etnográfica das terras africanas e das suas gentes.

Preço:65,00€

Referência:14146
Autor:TOSTES, Vera L. B.; BENCHETRIT, Sarah F.; MAGALHÃES, Aline M. [Org.]
Título:A PRESENÇA HOLANDESA NO BRASIL: memória e imaginário : livro do Seminário Internacional
Descrição:

Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, 2004. In-8º de 378 págs. Br. Ilustrado ao longo do texto com facsimiles de docuemntos, cartas manuscritas, retratos de Governadores, etc.

Observações:

Comunicações do seminário internacional "A Presença Holandesa no Brasil: memória e imaginário", realizado no Museu Histórico Nacional de 4 A 7 de outubro de 2004.

Preço:17,00€

Referência:13103
Autor:ZURARA, Gomes Eanes de
Título:CRÓNICA DOS FEITOS NOTÁVEIS QUE SE PASSARAM NA CONQUISTA DE GUINÉ POR MANDADO DO INFANTE D. HENRIQUE
Descrição:

Academia Portuguesa da História, Lisboa, 1978. In-4.º de dois volumes de 421 e 610 págs. respectivamente. Br.

Observações:

Versão actualizada do texto escrito por Gomes Eanes Zurara acompanhado de um estudo crítico, anotações e introdução pelo Académico de Mérito Torquato de Sousa Soares.

Preço:75,00€
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