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Dicionário

Foram localizados 6 resultados para: Dicionário

 

Referência:14220
Autor:BACELLAR, Bernardo de Lima e Melo
Título:DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUEZA ...
Descrição:

LISBOA: Na Offic. DE JOZÉ DE AQUINO BULHOENS. ANNO DE MDCCLXXXIII. In 4º X-582 pags. Encadernação coeva inteira de carneira  mosqueada, sem grandes defeitos apontar, para além de uma simples e insignificantes sinais de manuseamento. Trabalho de traça fina e quase insignificante exclusivo às folhas de guarda e na charneira. Nítida impressão a duas colunas, com caractéres diminutos, sobre papel de boa qualidade manetnedo a sonoridade original.

Frontspício com recorte no pé da folha sem prejuizo da mancha tipográfica.

Ostenta ex-libros da famosa biblioteca privada de Annibal Fernades Thomaz, executado por Pastor (de Macedo, Montemor-o-Velho).

LIVRO MUITO INVULGAR, apesar de terem sido retirados do mercado na época a mando de Pina Manique.

 

Observações:

O título completo, dada a sua extensão, reproduz-se aqui:

" DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUEZA, EM QUE SE ACHARÃ O DOBRADAS PALAVRAS DO que traz Bluteau, e todos os mais Diccionaristas juntos: a sua própria significação: as raizes de todas ellas: a accentuação. E a selecção das mais usadas, e polidas: a Gramatica Philosophica, a a Orthographia Racional no principio, e as explicaçoens das abreviaturas no fim desta Obra. OBRA DA PRIMEIRA NECESSIDADE PARA TODO aquelle, que quizer falar, e escrever com acerto a lingua Portugueza; por ser impossível, que pelos livros atégora impressos possa algum saber, a terça parte do idioma Portuguez. COMPOSTO POR BERNARDO DE LIMA, E MELO BACELLAR, PRIOR NO ALENTEJO &c ".

Este dicionário de Bacelar (o franciscano Bernardo de Lima e Melo Bacelar ou Bernardo de Jesus Maria c.1736 - p.1787) é identificado por Ramalho Ortigão (in Figuras e Questões Literárias, tomo II, ed. Livraria Clássica, 1945) como uma "obra jocosa da literatura portuguesa" onde figuram em primeira linha alguns dicionários. Adianta que este Dicionário de Bacelar é mais conhecido como o Dicionário do "... título de TRIS-TRIS PRATOS QUEBRADOS ..." e onde a entrada do s.f.  "Murça" diz ser "pele de rato em ombro de eclesiástico".

Trata-se da primeira vez que, na área da lexicografia portuguesa, se usa o termo "moderno" DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA , segundo Telmo Verdelho (Dicionários portugueses, breve história, 2002). O mesmo estudioso da língua portuguesa ainda adianta: "... trata-se, todavia, de uma obra falhada, que não contribuiu de modo apreciável para a modernização da lexicografia do português. O autor fundamentou o trabalho numa reflexão teórica que repercute o pensamento linguístico da época, valorizando a pesquisa lexical sobre todos os textos documentais do património escritural da língua, mas essa informação não transparece de modo nenhum ao longo do dicionário. Pelo contrário, não se fornece qualquer indicação textual ou histórica para o "corpus" recolhido, a não ser uma abundante e inconsistente etimologia grecizante, com base no pressuposto preliminarmente afirmado, de que o português tem a sua origem na língua grega. Esta perspectiva vicia grande parte da descrição etimológica e semântica do dicionário. O aspecto mais inovador encontra-se na tentativa de sistematizar a apresentação e ordenação da nomenclatura através de uma rigorosa segmentação morfémica. De resto, a obra apresenta ainda outras características que seriam muito louváveis (tais como a leveza e funcionalidade do volume e a abundância do "corpus", o mais copioso até então recolhido), se a selecção, fundamentação e redacção lexicográficas tivessem suficiente qualidade. O Diccionario de Bacelar, não obstante a sua originalidade, ocupa um lugar modesto e pouco lisonjeiro na história da lexicografia portuguesa. ...".


Inocêncio t.I, p. 278, diz-nos o seguinte a respeito deste título:

" ... Inocêncio I, 278: “Fr. Bernardo de Jesus Maria, Franciscano observante da provincia de Portugal. Da sua naturalidade, nascimento, e óbito, nada tenho apurado até agora. Era amigo e correspondente do arcebispo Cenáculo, desde antigos tempos, e na Bibliotheca de Évora se conservam entre os manuscritos numerosas cartas dele para o prelado. Esta tentativa, anterior de alguns anos, como se vê pela data, à publicação da primeira edição do Dicionario de António de Moraes Silva, faz por certo honra aos bons e patrióticos sentimentos do autor, cujo zelo inconsiderado o levou a tentar uma empresa na verdade superior as suas forças e para a qual lhe faleciam os elementos e espécies necessárias. Á força de querer ser conciso e sistematico em demasia, tornou-se escuro, e por vezes ridículo; e nas suas extravagantes investigações etimologicas adoptou opiniões insustentáveis, e só próprias de um espírito irreflexivo, que deixando se dominar por ideias antecipadas, vê tudo a travez do prisma de uma imaginação preocupada. A obra, logo que saíu a luz, começou a servir de alvo aos apôdos e sarcasmos dos críticos; e ha quem diga que a autoridade pública interviera, mandando retirar da circulação os exemplares, que por isso chegaram a tornar-se raros, e valeram conseguintemente preços mais elevados. De há anos a esta parte os que apparecem no mercado têem sido vendidos por 480, 600, e 720 réis, conforme o empenho do comprador, e a mão em que se acham. Eu tenho um, com que fui ha muitos anos brindado por um amigo, e que a este custou, segundo o que depois poude saber, 1:200 réis. ...".

 




 

Preço:200,00€

Referência:13271
Autor:CÂMARA JR., Joaquim Matoso
Título:DICIONÁRIO DE FATOS GRAMATICAIS
Descrição:

Ministério da Educação e Cultura/ Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro, 1956. In-4º de 225-(2) págs. Br. Capas e lombada amarelecidas. Primeiro volume da Coleção de Estudos Filológicos.

Observações:

Dicionário muito importante para a sistematização da lingua portuguesa publicado Centro de Pesquisas da Casa Rui Barbosa. Segundo o autor na "Explicação preliminar":

“Este Dicionário não versa a Nomenclatura Gramatical como orientação para o empregos dos termos técnicos, à maneira das bens conhecidas obras de J. Marouzeau em francês, de Lázaro Carreter em espanhol, de A. Nascentes em português. Em vez de tal objetivo – evidentemente utilíssimo mas já assim bastante ventilado – teve-se o de dar, em ordem alfabética, para consultas ocorrentes, as noções gramaticais, como base para a compreensão estrutural, funcional e histórica da língua portuguesa. Não se visou ao problema terminológico, senão a uma divulgação de conhecimentos doutrinários. O modelo distante foi o Dicionário Gramatical de João Ribeiro, que tantos serviços prestou ao estudo do seu tempo.”

Preço:22,00€