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Módulo background

Ditadura

Foram localizados 24 resultados para: Ditadura

 

Referência:13819
Autor:ANTUNES, José Freire
Título:KENNEDY E SALAZAR o Leão e a Raposa
Descrição:

Difusão Cultural, Lisboa, 1991. In-8º de 383 págs. Br. Ilustrado em extra-texto.

Observações:

Livro de História de referência sobre o conturbado ano de 1961, provavelmente o ano mais horrível de Salazar: o assalto ao Santa Maria, o começo da guerra em Angola, a tentativa de golpe de Estado encabeçado pelo general Botelho Moniz, o progressivo isolamento de Portugal na NATO e na ONU, o abandono do forte de São João Batista de Ajudá (no atual Benim), a queda da Índia, as perspetivas de um alastramento da guerrilha na Guiné e em Moçambique, o assalto ao quartel de Beja.

Da Contracapa:

"1961 foi o ano mais difícil da história contemporânea das relações entre Portugal e os Estados Unidos.
Salazar, a caminho dos 73 anos, era como uma velha raposa, segura no seu covil, enfrentando as ameaças com inexcedível argúcia. Kennedy, aos 43 anos, chegara à Casa Branca como um jovem leão, majestático nas características de poder e carisma com que captou a imaginação universal. José Freire Antunes tem a arte de nos conduzir minuciosamente pelos labirintos desconhecidos das relações entre dois aliados na NATO e revela-nos os grandes segredos do dramático conflito entre as políticas de Kennedy e de Salazar. O resultado é uma obra profunda, uma investigação notável, uma escrita fascinante."


Índice:

Preâmbulo
Introdução
O ESTADO NOVO E A GUERRA FRIA — 1946-1961
MESSIANISMO NA CASA BRANCA
TEMPESTADE SOB A ESTAGNAÇÃO
UM BRAÇO INVISÍVEL: CIA
SANTA MARIA : DRAMA NO MAR
"ÁFRICA PARA OS AFRICANOS"
GUERRA EM ANGOLA
"GRANDE CRISE NACIONAL"
ANATOMIA DE UM FRACASSO: O GOLPE BOTELHO MONIZ
"TASK FORCE" PRESIDENCIAL
O EMBARGO DAS ARMAS
NAÇÕES UNIDAS: O CERCO
A QUEDA DE GOA
Fontes e bibliografia

Preço:12,00€

Referência:13996
Autor:AZEVEDO, Rogério
Título:DESPROPÓSITO A PROPÓSITO DO PAÇO DOS DUQUES DE GUIMARÃES Epístola ao Sr. Dr. Alfredo Pimenta
Descrição:

Livraria Fernando Machado, Porto, 1942. In-8º de 43-(1) págs. Br.

INVULGAR

Observações:

Opúsculo que faz parte da acesa polémica mantida entre o autor e  Alfredo Pimenta provocada pela restauração feita pelo autor do paço dos Duques de Guimarães e que Alfredo Pimenta condenava.

Preço:15,00€

Referência:13652
Autor:BRUNO, Sampaio
Título:A DICTADURA. Subsidios moraes para seu critico.
Descrição:

Livraria Chardron, Porto, 1909. In-8º de 293.(1) págs. Encadernação editorial em percalina verde, com ferros dourados nas pastas.

Observações:

Bruno ou Sampaio Bruno (1857-1915) foi escritor, ensaísta e filósofo portuense; figura cimeira do pensamento português do seu tempo Sampaio Bruno integrou o directório do Partido Republicano Português e fundou vários semanários portuenses. Com Antero de Quental e Basílio Teles elaborou os estatutos da Liga Patriótica do Norte no seguimento do Ultimato Britânico de 1890; participou na malograda revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891, de cujo manifesto foi redactor e exilando-se depois em Paris com João Chagas. A depressão que o afectou no exílio contribuiu para encaminhar a sua pesquisa no sentido do misticismo e do esoterismo, mergulhando na literatura gnóstica de inspiração judaica, na cabala e na ideologia maçónica. No regresso a Portugal em 1893 publicou então as Notas do Exílio. Em 1898 publicou o Brasil Mental, em que desenvolveu a sua crítica ao positivismo comteano iniciada vinte anos antes. Em 1909 foi nomeado director da Biblioteca Pública Municipal do Porto mantendo o cargo após a proclamação da República até à sua morte em 1915. O seu pensamento filosófico de crescentes contornos místicos e esotéricos influênciou Fernando Pessoa.

Paulo Costa Domingos, no seu blog de informação bibliográfica, diz-nos o seguinte: "... Em pleno conflito ideológico com Afonso Costa, que chegou a agredir Sampaio Bruno fisicamente, o que levou este último a afastar-se do Partido Republicano, será ainda «[...] na qualidade de jornalista republicano independente que ele vai travar o veemente combate, que foi o seu, contra a ditadura de João Franco. Volta-lhe o ardor combativo de outrora. Escreve quase diàriamente um artigo. Insurge-se contra a supressão dos direitos cívicos e, quando, em 1908, João Franco caiu, logo após o assassinato do rei e do príncipe herdeiro, exclama: “o regicídio é, seguramente, um acto condenável, mas o despotismo não o é menos. O tiranicídio é, na verdade, um crime; mas a tirania é também um crime”. [...]»
. O vertente livro serve História na exactidão dos factos e na conotação posta nos mesmos.

Preço:24,00€

Referência:13337
Autor:CASTRO, Augusto de
Título:A EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS E A SUA FINALIDADE NACIONAL.
Descrição:

Empresa Nacional de Publicidade, Lisboa, 1940. In-8º de 218 págs. Br. Capas de brochura envelhecidas com um pequena falha na capa anterior.

Observações:

Reunião de textos e discursos do Comissário Geral da Exposição do Mundo Português que versam sobr esta exposição. Este evento foi organizado para celebrar os 800 anos da fundação de Portugal e os 300 da Restauração e realizou-se de 23 de Junho e 2 de Dezembo de 1940. Inclui também um roteiro da Exposição.

"Uma Exposição de História Portuguesa poderia obedecer a dois planos: o plano cronológico, fundado sôbre a sucessão das datas, abrangendo a vida e a expansão da Nação através da sua natural evolução no tempo – ou o plano de uma síntese, em largas visões decorativas, não de datas, mas de acção nacional, através das grandes expressões colectivas do seu génio. Preferiu-se esta segunda solução. A cronologia implica a dispersão dos
factos, constitue uma espécie de história física dos povos, deixando na sombra a sua gestação moral, o seguimento natural do pensamento construtivo, lento e obscuro, que prepara os acontecimentos, os liga e os explica. E assim, a Exposição não se desdobra em períodos dinásticos, nem em galerias de grandes figuras, nem em divisões arbitrárias do tempo, mas, sim, na evocação, em grandes séries, das expressões culminantes da criação, do crescimento, da expansão civilizadora e heróica da Pátria – alma e casa dos Portugueses"

 

Preço:18,00€

Referência:13507
Autor:COELHO, Eduardo; COELHO,António Macieira
Título:SALAZAR. O FIM E A MORTE história de uma mistificação
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1995. In-8º de  251 págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto.

Observações:

Livro escrito pelo médico pessoal de Salazar,onde se apresenta um retrato humano de Salazar, enquanto doente e moribundo,e também um retrato do conflito de interesses que gravitavam à volta do político, que nesta obra surge numa intimidade nunca antes revelada. Um documento notável que traz luz sobre um momento decisivo da História recente de Portugal.

Preço:12,00€

Referência:13775
Autor:COSTA, Augusto da
Título:PORTUGAL VASTO IMPÉRIO
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1934. In-4º de 166-(2) págs. Br. Capas de brochura empoeiradas. Cadernos por abrir.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Inquerito preparado e escrito por Augusto da Costa, escritor e jornalista falecido na década de 50 e que é uma das mais interessantes obras para a compreensão do pensamento nacionalista português
Feito não só para mostrar Portugal como “um grande império colonial, e o mais antigo de todos êles”, como também  para o afirmar capaz “de manter no mundo a situação de terceira potência colonial” e incentivar na propaganda da sua defesa os intelectuais portugueses,que tinham “o dever sagrado de levantar as fôrças morais do País, acordando a consciência nacional”, o inquérito encerra colaborações de entre outros, integralistas como Afonso Lopes Vieira,Hipólito Raposo, Alberto de Monsaraz, João Ameal, os ultramarinos, como Azevedo Coutinho, João de Almeida, Paiva Couceiro, Chaves de Almeida, José Francisco da Silva, ou intelectuais como Fernando Pessoa, Fidelino de Figueiredo, Bento Carqueja e  Fernando Garcia.

Preço:50,00€

Referência:13867
Autor:DIAS, Augusto
Título:SALAZAR E CORREIA PINTO (os tais 40 anos)
Descrição:

Edições "Beira e Douro", Porto, 1973. In-8º de 44-(4) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Livro muito curioso sobre a relação de amizade entre Salazar e Francisco Correia Pinto durante os 40 anos em que governou Portugal. De interesse também para ver a ligação do ditador com a igreja.

Preço:23,00€

Referência:13668
Autor:ESTEVES, Raul
Título:ALGUMAS OBSERVAÇÕES SOBRE A GUERRA DE ESPANHA
Descrição:

Edição de autor, Lisboa, 1939. In-8º de 106 págs. Encadernação meia francesa em chagrin com dizeres e florões em pele. Conserva capas de brochura.

INVULGAR.

Observações:

Estudo militar de um general que comandou a Missão Militar Portuguesa de Observação em Espanha na Guerra Civil de Espanha.
Obra divide-se em três partes:
Ensinamentos de ordem estratégica; Ensinamentos tácticos; Observações relativas ao factor moral da luta.

Preço:28,00€

Referência:13925
Autor:GUIMARÃES, Alfredo
Título:O CARDEAL CEREJEIRA NO BRASIL
Descrição:

Editorial Alba Lda, Rio de Janeiro, 1935. In-8.º de 244-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto.

Observações:

Obra muito interessante para a biografia do Cardeal Cerejeira. Descreve pormenorizadamente a visita oficial do Cardeal Cerejeira ao Brasil.

"Neste livro se acha consubstanciado tudo quanto se disse entre nós, em louvor desse ilustre e venerável Príncipe da Igreja; mas nêle está, sobretudo, concretizada a gratidão imorredoura dos portugueses pela solicitude com que sua Eminência o Sr. Cardial D. Sebastião Leme presidiu e tomou parte em todas as festas aqui realziadas durante a visita do eminentissimo antistite lusitano".

Preço:30,00€

Referência:13663
Autor:GUIMARÃES, Sérgio
Título:DA RESISTÊNCIA À LIBERTAÇÃO
Descrição:

Mil Dias Editora, Lisboa, 1977, In-fólio de 170 págs.Profusamente ilustrado ao longo do texto com fotografias de Abel Fonseca, Alberto Gouveia, Alfredo Cunha, Cidac, Eduardo Gageiro, Fernando Baião, Francisco ferreira, Hernando Domingues, João Paiva, José Tavares. Ostenta uma dedicatória não autógrafa.

RARO

Observações:

Primeira e única edição deste livro  que é uma retrospectiva fotográfica excepcional  da revolução de 25 de Abril de 1974, quando os militares libertaram o país da ditadura.
 

"Na concepção e realização deste álbum, bem como da exposição fotográfica que lhe está na origem e que esteve patente no mercado do povo aquando das comemorações do 3.º aniversário do 25 de Abril de 1974, muitos colaboraram para que um a outra fossem realidade."

Preço:45,00€

Referência:13918
Autor:INEZ, Artur
Título:OIÇA, ANTÓNIO FERRO!
Descrição:

Imprensa Beleza, Lisboa, 1933. In-8.º de 43 págs. Encadernação meia inglesa com cantos e lombada em pele, conserva as capas.

RARO.

Observações:


Violento artigo publicado previamente no jornal «A República», de Artur Inez, contra António Ferro, como réplica ao seu artigo, "A Morte do Sebastianismo”.
Carta-prefácio de Ribeiro de Carvalho.

 

"Nós não pertencemos ao número, elevado por sinal, dos que o consideram simplesmente um imbecil que passa horas trágicas e aflitivas curvado sôbre a sua secretária do Notícias, de mãos fincadas nos parietais, suando, bufando em busca dum adjectivo salvador e bonito.
Não pertencemos a êsse número, porque o sabemos razoavelmente inteligente, embora de raciocínio lento e de precária realização verbalista, ainda que os seus panegiristas imaginem ou digam o contrário.
O senhor, Ferro, é um torturado da forma, que leva duas horas para escrever um período de quatro linhas que levou quatro horas a raciocinar...
E nem sequer é original!

(...)

O leitor que me perdoe. Fui mais longe do que queria. Com esta facilidade de escrever com que o destino me dotou, fui por aqui fora e não consegui responder ao Ferro.
Deixá-lo. Já agora não respondo.
É que entrou, neste instante, no meu gabinete, um camarada a dizer-me que o 1936, da 8.ª esquadra, sem que o chefe lhe encomendasse o sermão, estava ontem, na Baixa, de chanfalho na dextra a arrancar das paredes alguns exemplares do jornal onde lhe ferrei aquela trepa que o deixou a pão e laranjas.
Ora como posso eu responder ao amigo e correligionário do 1936 da 8.ª esquadra?
Nessa não caio eu..."

 

Preço:24,00€

Referência:13815
Autor:JARDIM, Jorge
Título:MOÇAMBIQUE - terra queimada
Descrição:

Editorial Intervenção, Lisboa, 1976. In-8º de 416-(54) págs. Br.

Observações:

NOTÍCIA SOBRE O AUTOR

Editar Jorge Jardim em Portugal e em pleno "processo revolucionário em curso" poderá ser acto de loucura para uns, ou acto de coragem para outros. Como editor responsável por esta obra, penso não ser nem uma coisa nem outra: será apenas um acto de intervenção democrática.

Publicar este livro tornou-se um imperativo. Inadiável. Urgente. Fundamental para a interpretação de um dos aspectos mais sinistros do "processo revolucionário": a descolonização "exemplar". A visão de centenas de milhares de refugiados de Angola e Moçambique vegetando numa sociedade metropolitana incapaz de os absorver, é demasiado degradante para que seja justo conhecer apenas a tese oficial ou "revolucionária". A consequência de dezenas de milhares de mortos, negros e brancos, portugueses, angolanos e moçambicanos, faz-nos perguntar baixinho, no recolhimento de uma auto-crítica inevitável, o porquê de tudo isto. O "porquê" e o "quem foi". Quem foi o responsável, é uma pergunta concreta para a qual a paz interior exige uma resposta concreta.

Jorge Jardim, ao escrever Moçambique-Terra Queimada, interfere no tribunal da História. Dramaticamente, fornece elementos para o tribunal dos homens.

Mas, para o grande público, quem é Jorge Jardim? Quem é este homem que foi apresentado à Opinião Pública como altamente perigoso? Em Junho de 1974, poderia ler-se na imprensa portuguesa que as Forças Armadas em Moçambique tinham recebido instruções para capturar ou abater o eng.° Jorge Jardim... Estas instruções haviam sido emitidas pelo general Costa Gomes.
Jardim, que chegou a ser denominado o "Lawrence de África", tem 56 anos e doze filhos. Natural de Lisboa, viveu 22 anos em Moçambique onde, aliás, nasceram seis dos seus filhos. Todos ali foram educados e aprenderam, como o pai, a "sentir e pensar Moçambique". Como moçambicanos.

Engenheiro agrónomo, soldado e diplomata, homem de negócios e agente secreto, caçador de feras e jornalista, piloto aviador e pára-quedista, chefe de família e aventureiro audacioso, político desconcertante e estratega sereno, Jorge Jardim conhece profundamente Moçambique e todo o contexto africano. Manteve relações com quase todos os chefes do governo da África Austral, sendo conhecidas a sua amizade com o Dr. Banda, Presidente do Malawi, e a sua intimidade com o Dr. Kaunda, Presidente da Zâmbia.

Figura lendária e controversa em todo o Ultramar, sobretudo a partir de 1961 com o eclodir da guerra de Angola, Jardim viu-se perseguido e obrigado a fugir de Portugal após o golpe militar de "25 de Abril". Fuga que, aliás, descreve em algumas das mais emocionantes páginas de Moçambique-Terra Queimada.

Colaborador íntimo de Salazar a quem admirava e de quem, talvez, tenha apreendido o culto da eficácia, o eng.° Jorge Jardim possuía, muitos meses antes da Revolução das Flores, um plano para a independência de Moçambique, plano que tinha o acordo da Zâmbia, do Malawi, da Tanzânia e da própria Frelimo. É este um dos aspectos mais sensacionais deste livro a demonstrar que "nunca tão poucos traíram tantos em tão pouco tempo". A demonstrar que esses poucos têm de ser julgados. Dramaticamente já.

Contudo, esta obra não revela apenas o plano, conhecido de alguns como o Programa de Lusaka, nem é somente uma colectânea de memórias. Vai mais longe para se tornar uma arma de combate em que descreve, documenta, analisa e denuncia os crimes cometidos dentro de um plano premeditado, cujos responsáveis aponta.

"Quero voltar ainda a Moçambique, para em Moçambique morrer. Pertenço àquela terra". Este é o grito do Autor, expresso nesta obra, mas é também o grito de muitos milhares de homens e mulheres que foram obrigados a fugir.

 

Preço:15,00€

Referência:13833
Autor:LOPES, Adérito
Título:O ESQUADRÃO DA MORTE - São Paulo 1968-1971
Descrição:

Prelo, Lisboa, 1973. In-8º de 209-(6) págs. Capa de brochura de Dorrindo Carvalho. Assinatura de posse. Capas de brochura empoeiradas.

Observações:

"Este livro é uma longa reportagem sobre as actividades de um dos grupos de polícias que praticam, na maior parte das grandes cidades brasileiras, a liquidação sumária e sem julgamento de pessoas «caídas em desgraça» nos meios policiais."

 

Preço:18,00€

Referência:13838
Autor:MARTINS, Rocha
Título:JOÃO FRANCO E O SEU TEMPO Comentários livres às cartas d'el-rei D. Carlos.
Descrição:

Edição do Auctor, Lisboa, In-8.º de 524 págs. Encadernação meia francesa em pele com dizeres e florões a ouro na lombada. Conserva capas de brochura. Exemplar aparado. Profusamente ilustrado ao longo do texto com reprodução de fotografias, retratos e fac-similes de mensagens, telegramas e outros textos, impressos e manuscritos.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:


Estudo histórico sobre o franquismo, acompanhado de comentários a várias cartas de D. Carlos a João Franco.
Obra de grande interesse para a história dos últimos anos da Monarquia em Portugal.

Encerra capítulos como:
Os meandros da política monárquica em 1906: Uma sessão agitada na Câmara dos Pares; A questão dos tabacos no Parlamento; As oposições; Os primeiros vivas à República; José Luciano e José de Alpoim à luz da verdade; O partido regenerador e o seu chefe; João Franco e o Franquismo; Da defesa de Guimarães à organização Regeneradora_Liberal; Como caíu o Ministério Progressista; De "Fervilha" a "Messias".

Preço:50,00€

Referência:13408
Autor:MOUTA, Oliveira
Título:DIREITA VOLVER!
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1939. In-8º de 94-(2) págs. Br. Capa e vinhetas do Artista Húngaro Mestre de Gravura em Madeira Atyila Mendley de Vétyemy”.

Observações:

Curioso livro sobre Salazar onde ele é apresentado como um enviado de Deus para conseguir a  manutenção da independência da nação.

"Estas notas sao impressões gravadas ao acaso, desde que o autor passou a ver os seus compatriotas e a vida portuguesa através da doutrina do chefe inconfundível."

Preço:25,00€

Referência:13896
Autor:OLIVEIRA, Cândido
Título:TARRAFAL o pântano da morte
Descrição:

Editorial República, S/L, 1974. In-8º de 152-(4) págs. Br. Capa com ilustração de Stuart Carvalhais. Livro com alguns sinais de uso.

Observações:

Livro publicado postumamente e bastante expressivo sobre  a Colónia Penal do Tarrafal, na Ilha de Santiago e que estava estava destinada a receber os presos condenados a pena de desterro pela prática de crimes políticos.


"... à memória dos 30 mortos que repousam no cemitério do Tarrafal; aos mártires do campo de concentração do Tarrafal de Santiago de Cabo verde; aos heróis e mártires da luta antifascista..."


Com uma nota prévia de  José Magalhães Godinho, "... Curvo-me, respeitoso, comovido, e com a maior saudade perante a memória do meu querido amigo e companheiro Cândido de Oliveira, homem íntegro, lutador intemerato, um dos sacrificados e uma das grande vítimas, pelo muito que sofreu, pelas brutalidades inumanas de que foi objecto, nesse negregado período do salazarismo que só por ironia, maldade e má fé, ainda há quem teime em considerar um regime meramente paternalista!"


Excerto:
"Para além da espessa e alta muralha de terra, do profundo e largo fosso, da intrincada e agressiva teia de arame farpado está o Campo.Colónia e Campo não têm ali a mesma compreensão. Justificadamente. A Colónia significa toda a área da Achada Grande, de um quilómetro quadrado, adquirida pelo Estado, e desgarrada da jurisdição do governador de Cabo Verde para ficar directamente dependente do capitão Agostinho Lourenço da PVDE.A área da Colónia não pertence nem depende do Ministério das Colónias. É zona autónoma. As autoridades locais não têm a menor jurisdição sobre aqueles terrenos nem sobre os indivíduos que neles vivem. Nem ali podem entrar sem prévia autorização do director do Campo de Concentração, que depende sob todos os aspectos do Ministério do Interior.É uma dependência da PVDE! Como o Forte de Caxias ou o Forte de Peniche ou a cadeia do Aljube. Enquadra-se na série de depósitos de presos à disposição da polícia política, e sujeitos à autoridade discricionária do capitão Agostinho Lourenço- o Krammer português- o que lhe permite transferir livremente o preso político de um depósito para outro... A passagem do Aljube para Caxias ou de Peniche para o Tarrafal é da competência do director da PVDE!Deste modo, a Colónia, é terreno feudal. Nem o Ministério da Justiça, nem o Ministério das Colónias, nem qualquer outra autoridade pode intervir ou conhecer o que se passa no Tarrafal".

Preço:18,00€

Referência:13803
Autor:PIMENTA, Alfredo
Título:NAS VÉSPERAS DO ESTADO NOVO
Descrição:

Livraria Tavares Martins, Porto, 1937. In-8º de 183 págs. Br. Capas de brochura empoeiradas e com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Conjunto de crónicas escritas por Alfredo Pimenta em  1925 e que  foram recolhidas neste livro  publicado em 1937. Treze dessas crónicas abordam a ditadura, onze em torno da Tormenta e três abordavam o futuro.  

Da nota ao leitor


"A paisagem que a vida política nos oferece é totalmente fúnebre: cruzes, ciprestes, céus de negrume, toques de finados. Cheira a cadáver por todos os lados. Para onde a gente se volte, cheira a morte. Isto é um País, ou uma Morgue? Em 5 de Outubro (1910) a República tinha homens, tinha gérmenes de partidos... Tinha portanto as condições para viver se os homens e os partidos a soubessem servir. Hoje, a República não tem homens nem partidos. Aos homens, queimou-os, desprestigiou-os, inutilizou-os. Não há um, um só homem da República capaz de a aguentar e de a salvar".

Excerto de uma das crónicas

"Em todos os partidos republicanos, há homens a aproveitar, uma vez que sejam desenquadrados dos partidos. Esses homens, potencialmente úteis, têm sido nefastos, precisamente porque se encontram dentro dos partidos. Ao lado desses, há os que são prejudiciais - estejam fora, estejam dentro dos partidos.
A sua acção é, porém, muito pior dentro dos partidos, porque são estes que lhes emprestam uma força que, só por si, nunca teriam. Um partido político é um aposento fechado, em que o ar é viciado.
A trilogia da educação nacional, Deus, Pátria e Família
Um homem, por muito inteligente que seja, e muito sensato, e muito prudente, e muito calmo, e muito lúcido - dentro de um partido político, perde a autonomia da sua inteligência, do seu senso, da sua calma, da sua prudência e da sua lucidez: dentro de pouco tempo, passa a pensar e a sentir como o partido político a que pertence. A disciplina partidária tolhe-lhe os movimentos. Ele passa a ser o reflexo da multidão dos partidários; ele passa a ser o joguete nas mãos do Interesse partidário. Se tenta manter-se autónomo, acusam-no de prejudicar a disciplina do partido.
Se se sujeita a esta, naufraga. Porque todos os partidos são maus, todos, todos, sem excepção. Há uns milhares melhores do que outros; mas todos são maus. Os melhores são os mais inúteis. Quanto melhor é um partido, menor é a sua acção política, menos profícua a sua intervenção na vida nacional.
Guerra aos homens? Não. Guerra, e sem tréguas, aos partidos. Aproveitem os homens, e esmaguem os partidos. À Nação, não a constituem partidos políticos. Constituem-na, sim, as forças espirituais, morais e materiais: o Pensamento, o Sentimento e a Acção. Os partidos políticos são elementos de dissolução nacional e de anarquia nacional.
Eles são a fonte da guerra intestina. São eles que lançam os homens uns contra os outros. São eles que criam este estado miserável dos exilados na própria terra."

Preço:18,00€

Referência:13445
Autor:PIMENTEL, Irene Flunser
Título:A HISTÓRIA DA PIDE
Descrição:

Círculo de Leitores/ Temas & Debates, Lisboa, 2007. In-8º de 575 págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto.

Observações:

Livro de referência sobre a PIDE. É um estudo exaustivo sobre  o funcionamento e os métodos da actividade da polícia política no tempo da ditadura portuguesa.

Da contracapa:

"Na presente obra analisa-se a forma como a polícia política reprimiu todos aqueles que revelavam qualquer dissidência social, política e até religiosa; como se estruturava e quais eram os seus método; quantos e quem foram os detidos políticos; como era a vida nas prisões da PIDE/DGS e o julgamento político nos tribunais plenários; quais eram as relações entre a polícia política e o aparelho judicial político; e, por fim, descreve a forma como a DGS soçobrou no dia 25 de abril de 1974."

 

 

Preço:12,00€

Referência:13329
Autor:RAMOS, Graciliano
Título:MEMÓRIAS DO CÁRCERE
Descrição:

Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro, 1954. Quatro volumes de in-8º de 232-(4), 243-(4), 234-(4), 164-(2) págs. Br. Capas de brochura cansadas com alguns picos de acidez. Ilustrado em extra-texto com fotografias do autor  e fac-símiles originais de trechos manuscritos do livro.

Observações:

Obra autobiográfica publicada postumamente onde o auto narra as condições dramáticas de sua prisão durante o governo do ditador Getúlio Vargas. Uma narrativa amarga de alguém que foi torturado, viveu em porões imundos e sofreu privações provocadas por um regime ditatorial.
A obra divide-se em quatro volumes:
Volume I: Viagens, Volume II: Pavilhão dos Primários, Volume III: Colónia Correcional e Volume IV: Casa de Correcção.

Preço:25,00€

Referência:13972
Autor:SOARES, Mário
Título:ESCRITOS POLITICOS
Descrição:

Editorial Inquérito, Lisboa,1969. In-8º de 242-(6) págs. Br.

Observações:

Colectânea de textos de Mário Soares a que ele próprio chamou de textos de circunstância escritos ao sabor das actividades oposicionistas do autor e publicado em 1969. Há textos biográficos e políticos juntamente com  teses enviadas às reuniões republicanas e oposicionistas, entrevistas e intervenções em colóquios, entre outros textos.
o livro foi proíbido pela censura mas apesar disso teve quatro edições sucessivas.

Da contra-capa:
"Personalidade de destaque na vida pública portuguesa, o dr. Mário Soares nasceu em Lisboa em 7 de Dezembro de 1924; a sua fibra de lutador, apurou-se-lhe na infância, quando seu pai, o Prof. João Soares, deputado, governador civil e ministro da República, conhecia a prisão, o exílio, a clandestinidade e a deportação.
Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras de Lisboa; e depois na Faculdade de Direito, abrindo escritório de advogado. Os grandes julgamentos políticos dos últimos anos, no Tribunal Plenário ou nos Tribunais Militares, têm contado sempre com ele: 11 de Março, caso dos militares da Guiné, crise académica de 1962, caso de Beja, FAP, aderentes do MPLA, e de muitos militantes do Partido Comunista, entre eles Octávio Pato. Como advogado ainda tomou a peito conseguir justiça no caso do assassinato do General Humberto Delgado, representando a família do antigo candidato à Presidência, tendo-se deslocado à Espanha e a Itália, para o efeito. É também advogado no caso do assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, defendendo, entre outros, Hermínio da Palma Inácio;
Como advogado, interveio ainda em muitos processos civis e comerciais; e é membro da Comissão de Relações Internacionais da Ordem dos Advogados, tendo participado em congressos da União Internacional dos Advogados.
A vida política de Mário Soares tem sido intensa. Ainda estudante de Letras, foi um dos fundadores do MUD Juvenil, em 1946. E como representante da juventude do MUD pertenceu à Comissão Central, de 1946 a 1948.
(...)
Raul Rego"


Do ÍNDICE:
- Prefácio;
- Tributo de homenagem:
Em exemplo;
Um mestre de civismo;
- No centenário de Fernão Boto Machado;
- Nos quarenta anos do regime;
- Oposição e governo em Portugal;
- Depoimento indirecto;
- Uma entrevista que não foi publicada;
- O 31 de Janeiro;
- Notas esparsas sobre a actualidade política nacional;
- Breve comentário a uma 'Conversa em família';
- A Constituição de 1933 e a evolução democrática do País;
- APÊNDICE:
A NAÇÃO (Dezembro de 1968);
AOS PAIS (Maio de 1969);

Preço:10,00€

Referência:13657
Autor:VALDEMAR, António [coord.]
Título:SER OU NÃO SER PELO PARTIDO ÚNICO
Descrição:

Editora Arcádia, s/l, 1973. In-8º de 271 págs. Br.
 

Observações:

Obra sobre  “Ser ou Não Ser Pelo Partido Único” onde se reúnem os depoimentos de seis personalidades políticas portuguesas:  Magalhães Godinho, Nogueira Pinto, Barrilaro Ruas, Coelho da Silva, Victor Wengorovius e Pinto Balsemão.

 

 

Preço:16,00€
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