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Livros do mês: Junho 2020
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Ilustração

Foram localizados 55 resultados para: Ilustração

 

Referência:14418
Autor:AAVV
Título:VÉRTICE. Revista de Cultura e Arte.
Descrição:

Coimbra, nº1 Maio de 1942 ao nº 475 de Dezembro de 1986. Encadernação editorial em tela vermelha com ferros gravados a pigmento negro na lombada e pastas, ao longo de 45 volumes. Formato In-8º grande. Preservam os respectivos Índices em cada um dos volumes com excepção dos volumes 2, 3, 5, 6, 7 e 15 (omissão? falta de impressão?).
Direcção de Carmo Vaz e Raul Gomes passando mais tarde a direcção e propriedade para Raul Gomes (até 1974) sendo editor Mário Braga, Joaquim Namorado e depois Ivo Cortesão. PRESERVA ESTA COLECÇÃO TODAS AS CAPAS DE BROCHURA, ilustradas a maioria com desenhos de conceituados e destacados criadores da época.

Observações:

Publicação periódica das mais respresentativas da cultura e vida portuguesa de quase meio século. Apresenta incontornável colaboração de figuras destacadas das artes plásticas, musicologia, cinematografia, literatura, artes cénicas, filosofia, entre outras importantes disciplinas da cultura portuguesa.

Tendo aparecido em pleno fascismo, esta revista fundada em 1942 era envolvida com alguma figura lendária resultado da actividade clandestina a que foram remetidos pela ditadura muitos dos que assumiram a direcção do periódico. " ... Constitui uma tribuna do movimento neo-realista e foi palco privilegiado da resistência à ditadura. Tendo em consideração o seu valor intrínseco, faz parte do património cultural português do século XX. Com efeito, contribuiu, em paralelo com a Seara Nova, para a formação de várias gerações sendo, consequentemente, a sua análise obrigatória para o estudo dos vectores que presidiram na sociedade nacional...". (Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa,  vol. II, 2º tomo, p. 594)

Preço:1250,00€

Referência:14124
Autor:ANDRADE, José Ignácio de
Título:CARTAS ESCRIPTAS DA ÍNDIA E DA CHINA nos anos de 1815 a 1835 por ... a sua mulher D. Maria Gertrudes de Andrade. Segunda edição.
Descrição:

Tomo I (e II). Na Imprensa Nacional. Lisboa. 1847. In 8º de 2 volumes com (22) - 245 - (3) e (10) - 235 - (8) págs. respectivamente. Encadernação coeva meia inglesa com elaborados ferros gravados a ouro na lombada de pele, esta com ligeiros e insignificantes defeitos acentuados no primeiro volume. Cantos do primeiro volume com ligeiro sinais de manuseamento descuidado. Miolo impecável, muito limpo com rarísimos picos de acidez.

Observações:

2ª EDIÇÂO. Frei Francisco de S. Luis (Cardeal Saraiva) refere que o autor nos deu a conhecer “... os costumes, as leis, o génio e o singular caracter do grande Império da China, fazendo justiça ao espirito, e ao valor dos antigos portuguezes ...”. É de facto notável o desenvolvimento dado pelo o autor aos curiosos costumes orientais, bem como á história da presença dos portugueses por aquelas paragens. Ilustrado com doze belos retratos litográficos, de sua mulher, de Domingos António de Sequeira, de Rodrigo Ferreira da Costa e de importantes personagens chineses.

As cartas apresentam os seguintes títulos: Sahida de Lisboa; Ensaio da navegação em mar largo; Entrada em Calcuttá; Carta-Bade-Chasta-Brima; Das leis e sua applicação; Sacrificio das viuvas; Ordens religiosas; Decadencia do Indostão; Os lusitanos, e os inglezes na Africa, e na India; Caracter do governo inglez; Costumes dos naires; Palacio Mogol; Jardins de Calcuttá; Estado acual de Maco; Entrada, e sahida dos Jesuitas na China; Principios politicos, e moraes de Confucio, e de Meng-Tscu; Caracter, costumes, e retrato dos chinezes; População, e rendimento público; Amostra das leis chinezas; Da astronomia, e da geographia; Juizo sobre Fernão Mendes Pinto, e sobre algumas cousas vistas por elle na China; Da Medicina; Do espaço e do tempo; Da materia, e suas propriedades; Do movimento; Systema planetario; Effeitos da lua; Liberdade civil dos chineses; Costumes na mesa; Festividade chineza; Agricultura; Cultura, fabrico, e virtudes do chá; Juizo sobre a poesia, extrahido do Cou-King; Canção do Philosopho Lean; Da pintura; Do suicidio; Ilha de Santa Helena; Estado de Portugal;  entre muitos outros.

Segundo Manuela Delgado Leão ramos, esta obra de Ignácio de Andrade, que, como convidado ilustrado, percorre a China dos anos 1815-1830 onde ouviu palestras sobre a cultura chinesa em casa dos seus amigos Chá-Amui e Saoqua (onde, aliás, também explica a “filosofia experimental” europeia), num período em que a imagem da China sofre em Portugal o mesmo processo que no resto da Europa: a passagem de uma sinofilia a uma sinofobia. Esta mudança reflecte, nas suas particularidades, os moinhos de vento com que se debatia o pensamento europeu, e os ventos dominantes que, mais ou menos intensamente, chegavam cá também para moer a ‘farinha’ nacional .

José Inácio de Andrade nasceu nos Açores em 1780 e morreu em Lisboa, em 1863. Como oficial da Armada empreendeu várias viagens à Índia e à China. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Lisboa e figura destacada das letras portuguesas da época, deixando vasta obra.

Preço:175,00€

Referência:14306
Autor:CASTRO, João Osório de
Título:O BAILE DOS MERCADORES
Descrição:

Cosmos, Lisboa, 1964. In-8º oblongo com  X-165-(19) págs. Encadernação editorial. Profusamente ilustrado ao longo do texto e em extra-texto com ilustrações  de Luís Osório. Encerra também as pautas de música da autoria de Luís Sande Freire.

 

 

Observações:

Curiosa farsa em 7 quadros escrita por João Osório de Castro recheada de humor e fantasia.

Preço:18,00€

Referência:13563
Autor:LANGLÉ, Joseph Adolphe Ferdinand
Título:FUNERAL DO IMPERADOR NAPOLEÃO. Relação da trasladação dos despojos mortaes, de Santa Helena para Paris, e descripção da pompa funebre, illustrada com oito estampas
Descrição:

Na Imprensa Nacional, Lisboa, 1842. In-8.º de 63-(1) págs.Encadernação inteira moderna com dizeres a ouro em rótulo em pele na lombada. Desconhecemos se teve capas de brochura. Ilustrado em extra-texto com 8 litografias anunciadas no frontispício foram executadas na Lith. da Imp. Nacional e desenhadas por Miguel Ângelo Lupi.

RARO.

Observações:

Publicação muito curiosa onde se descreve a exumação dos restos de napoleão em St.Helena, a autópsia do corpo, o  transporte para Paris e a cerimónia fúnebre em Dezembro de 1840, quando os restos voltaram a ser enterrados.

Preço:135,00€

Referência:14484
Autor:LISBOA, Irene
Título:COMEÇA UMA VIDA.
Descrição:

Seara Nova, Lisboa, 1940. In-8º de 134-(4) págs. Encadernação moderna, meia inglesa com cantos em pele. Oreserva as capas de brochura, o Exemplar ostenta todas as margens intactas.

Observações:

Novela ilustrada por Maria Keil do Amaral . PRIMEIRA EDIÇÃO de um dos primeiros livros de Irene Lisboa, utilizando ainda aqui o seu pseudónimo João Falco, considerado um dos mais originais autores da literatura portugesa.

Preço:45,00€

Referência:14263
Autor:LOPES, A.
Título:NOVO METHODO DE DANÇAS DE SALÃO OU O VERDADEIRO GUIA DAS DANÇAS MODERNAS, Composto expressamente para uso dos portuguezes
Descrição:

Papelaria e Typ. Azevedo, Porto, 1885. In-8º de 354-(12) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele vermelha com dizeres e florões a ouro na lombada. Profusamente ilustrado com gravuras abertas a chapa de aço em extra-texto representando os diferentes tipos de danças, inclui também partituras para piano para diferentes tipos de danças de salão.  Com uma fotografia do autor. Ornada com 42 gravuras representado técnicas e estilos de dança e 10 partituras em desdobráveis de maiores dimensões. Texto emoldurado à maneira romântica. Ligeiro aparo marginal. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade.

PRIMEIRA EDIÇÃO (e única?).

RARÍSSIMA.

Observações:

Livro muito interessante sobre as danças de salão com uma descrição pormenorizada de cada umas das modas.

Preço:245,00€

Referência:14410
Autor:MARTINS, Albano
Título:A MARGEM DO AZUL
Descrição:

Tipografia A. desportida Lda, (1982).In-8.º oblongo de 49(4) págs. Br. Ilustrado.

Observações:

Albano Dias Martins (n. Fundão, 6 de Agosto de 1930), é um poeta português. Nasceu em 1930 na aldeia do Telhado, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco, província da Beira Baixa, Portugal. Albano, formado em Filologia Clássica clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professor do Ensino Secundário de 1956 a 1976. Presentemente, é professor na Universidade Fernando Pessoa, do Porto. O poeta foi um dos fundadores da revista Árvore e colaborador da Colóquio-Letras e Nova Renascença.

Preço:15,00€

Referência:14360
Autor:MONTEIRO, Manuel
Título:IGREJAS MEDIEVAIS DO PORTO.
Descrição:

Marques Abreu-Editor, Porto, 1954. In-Fólio de 89 págs. numeradas, XIX inumeradas e LXXVIII de estampas e índice. Encadernação editorial inteira de pele vermelha, lavrada a ouro nas pastas e lombada. Conserva as capas de brochura. Dedicatória não autógrafa no ante-rosto.

Observações:

Obra póstuma e essencial para a bibliografia da História da Igreja no Porto. Este estudo revela-se de elevado interesse, não só histórica mas também arquitectónica portuense. Apresenta-se com um esmerado apuro gráfico na execução, com impressão sobre papel de qualidade. Ricamente ilustrada à parte com reproduções fotográficas da Igreja da Sé, Cedofeita, Águas Santas, S. Francisco e Leça do Balio, incluindo plantas dos referidos monumentos. Desenhos da capa e letras capitais são da autoria do artista-pintor Isolino Vaz. Os trabalhos fotográficos são de Marques Abreu e do arquitecto J. Marques Abreu Júnior.

Preço:165,00€

Referência:14194
Autor:PESSOA, Fernando
Título:CORAÇÃO DE NINGUÉM
Descrição:

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1985. In-8º de 136 págs. Brochado. Ilustrado. Nítida impressão sobre papel de qualidade superior. Bom exemplar, em excelente estado de cosnervação.

Observações:

Livro da exposição na Fundação Calouste Gulbenkian (1985), organizada pela comissão executiva das Comemorações do Cinquentenário da Morte de Fernando Pessoa. Reprodução facsimilada da cartas, manuscritos, livros, e outros documentos seleccionados por Teresa Rita Lopes.

Preço:25,00€

Referência:14508
Autor:REDOL, Alves
Título:A FRANÇA, da resistência à renascença.
Descrição:

Editorial Inquérito (e Edições Cosmos). Lisboa. S.d. In-4º de 575 págs. Encadernação editorial com ferros secos, dourados e a côr nas pastas e na lombada em pele. Profusamene ilustrado ao longo do texto, mancha tipográfica capitular com vinhetas tipográficas decorativas e ilustrado também em separado. Charneira com ligeiros sinais de manuseamento.

MAGNÍFICA edição de luxo publicado sob patrocínio moral do Departamento das Relações Culturais do Minsitério dos Negócios Estrangeiros e da União Nacional dos Intelectuais da França.

No prefácio: "... Escrevi este livro sem propósitos literários, julgando que cumpra um dever humano e um dever nacional. O dever nacional estava no exemplo dado por outra gente que, rodeada de todas a sangústias, perdida no meio de destruições sem conta, tolhida pelo espanto dos massacres feitos na sua própria carne, ainda tinha esperança na sua condição e no seu futuro, para se entregar às mais árduas fainas de uma redenção que muitos outros continuavam a tentar diminuir ou a pretender esmagar. Este livro é, pois, acima de tudo, uam expressão da minha confiança no destino nacional e na caminhada dos homens de braços abertos para o futuro - dos homens que guardaram no coração aquela luz que as trevas quiseram apagar no momento mais tragico da história do mundo ...".

Observações:
Preço:65,00€

reservado Sugerir

Referência:12718
Autor:RODRIGUES, Paulo Madeira
Título:TESOUROS DA CARICATURA PORTUGUESA. 1856-1928. A política portuguesa através da sátira ilustrada
Descrição:

Círculo de Leitores, Lisboa,1979. In- 4º de 170-(4) págs. Encadernação editorial com sobrecapa. Profusamente ilustrado ao longo do texto. O texto apresenta-se em duas colunas.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra que nos fala da política portuguesa, através da sátira ilustrada referindo-se à época de 1856-1928 onde entre outros há grandes nomes da caricatura como Nogueira da Silva e Bordalo Pinheiro.

“O cartoon não é a simples ilustração de um acontecimento, antes dum desenho executado com certa habilidade profissional, onde o artista procura dirigira a visão do leitor para o ponto focal da ideia que tenta transmitir”.

Preço:20,00€

Referência:13561
Autor:SOYÉ, Luis Rafael
Título:NOITES JOZEPHINAS DE MIRTILO SOBRE A INFAUSTA MORTE DO SERENISSIMO SENHOR D. JOZE PRINCIPE DO BRAZIL edicadas ao consternado povo luzitano por
Descrição:

Na Regia Officina Typografia, Lisboa, 1790. In-8º de 248-(2) págs. Encadernação coeva da época inteira de carneira mosqueada com dizeres a ouro na lombada sobre rótulo de pele vermelha. Obra de grande apuro tipográfico magnificamente ilustrada com 16 gravuras de página inteira em extra texto, o frontispício gravado e decorado com figuras alegóricas e o retrato do autor e 12 vinhetas de meia página no começo de cada canto pelos melhores desenhadores e gravadores portugueses da época: Carneiro da Silva, Jerónimo de Barros, Soyé, Frois, João Tomás da Fonseca, Ventura da Silva, Lucius, Ramalho, entre outros. Cremos estar falho do retrato de D. José.

PRIMEIRA EDIÇÃO

MUITO RARA.

 

Observações:

Poema elegíaco sobre a morte de  D. José, príncipe do Brasil e duque de Bragança.

Inocêncio V, 316. “LUIS RAPHAEL SOYÉ, n. em Madrid a 15 de Abril de 1760, filho de paes estrangeiros, é certo que Soyé veiu para Lisboa trazido ainda na primeira infancia por seus paes, que em breve faleceram, correndo a sua educação, ao que posso julgar, por conta do morgado da Oliveira João de Saldanha Oliveira e Sousa, depois primeiro conde de Rio maior, que parece haver sido o seu protector durante muitos annos. Consta que aprendêra tambem as artes da pintura e gravura a buril, do que nos deixou documento em algumas estampas das suas Noites Josephinas Do seu tracto e amisade com Francisco Manuel existe a prova em uma ode que este lhe dirigiu, na qual se lhe mostra muito affeiçoado. Alguns versos que publicára nos annos de 1808 e seguintes em louvor de Napoleão, e que traduzidos em francez agradaram ao imperador, e foram por elle remunerados generosamente, fizeram que depois da restauração dos Bourbons o poeta ficasse malquisto, e vendo se então em pobreza e impedido de voltar para Portugal, como parece desejava, partiu para o Rio de Janeiro. - Alli conseguiu emfim que por elle se interessassem algumas pessoas influentes, e obteve a nomeação de Secretario da Academia das Bellas artes, logar que pouco tempo. Noites Josephinas de Myrtillo, Tem um frontispicio gravado a buril, os retratos do principe D. José e do auctor, e mais quatorze estampas havendo ainda no principio de cada um dos doze cantos, ou noutes (em quartetos hendecasyllabos rythmados) de que se compõe o poema, uma vinheta allusiva ao assumpto do canto: tudo executado pelos melhores gravadores nacionaes d'aquelle tempo. Posto que este poema elegiaco (o primeiro do seu genero que se imprimiu em Portugal) esteja mui longe de poder julgar se perfeito, não parece todavia tão mau como se esforçaram em fazer crer alguns emulos do auctor. Um d'estes, Manuel Rodrigues Maia, de quem tractarei em seu logar, levou o desejo de ridiculisal o ao ponto de compor á sua parte outro poema heroi comico em tres cantos de outava rythma, com o titulo Josephinada (do qual conservo uma copia manuscripta, e vi o autographo em poder do falecido F. de P. Ferreira da Costa) cujo assumpto é a publicação das Noites Josephinas tractada comicamente, e revestida de episodios satyricos, sem comtudo transcender os limites de uma critica litteraria. Conta se tambem com referencia ás Noites uma anecdota, que não é para ser omittida. Dizem que logo depois da publicação do poema, estando o poeta na loja de não sei qual livreiro onde o tinha posto á venda, entrára ahi um sujeito desconhecido, pedindo um exemplar que lhe foi para logo apresentado. Então o sujeito pediu tambem uma tesoura, e com ella foi cuidadosamente cortando as estampas e vinhetas da obra, as quaes depois de juntas embrulhou n'uma folha de papel. Isto feito, e tirando da bolsa os 1:200 réis, preço do volume, entregou os ao livreiro, dizendo lhe: «Eu pago só as estampas quanto ao livro, ahi fica: póde guardal o para mechas!» E sahiu, comprimentando polidamente as duas personagens, cujo desapontamento é facil de imaginar!”

 

Preço:185,00€

Referência:12609
Autor:TAXIL, Leo; MILO, Karl.
Título:OS MYSTERIOS DA EGREJA Versão de Gomes Leal
Descrição:

Empreza Luzo-Brazileira, Lisboa, 1889. Dois tomos de in-4º de 368 e 624 págs. Encadernação meia inglesa em pele com dizeres a ouro na lombada. Profusamente ilustrado com  magnificas gravuras de Karl Milo ao longo do texto. Conserva as capas de brochura. Algumas págnas com picos de acidez.

INVULGAR.

Observações:

Romance histórico, anti-clerical,  sobre a vida privada do Papa Leão X e do monge dominicano Johann Tetzel, traduzido para português por Gomes Leal, e escrito origialmente por Léo Taxil.

Léo Taxil foi um escritor e jornalista francês, conhecido por ter enganado parte das hierarquias eclesiásticas com uma falsa confissão sobre a Maçonaria.

Depois de uma educação em colégios católicos, durante a qual perdeu a fé, transformou-se num anti-cristão fanático e, depois de numerosas burlas e mudanças de morada, estabeleceu-se em Paris, onde se dedicou a escrever pornografia para publicações periódicas desse género  que estava na moda. Fundou uma revista chamada O Anti-clerical.
Em 1879 um panfleto de Taxil, intitulado Abaixo com o Clero, alcançou uma tiragem de 130.000 exemplares, e provocou um escândalo tal, que o autor foi levado a tribunal por violar uma lei de 1819 que proibia ultrajar uma religião reconhecida pelo Estado. Os membros do jurado eram, na sua maioria, anti-clericais, pelo que Jogand-Taxil foi absolvido.

Organizou uma série de conferências sobre "os crimes da Inquisição". Durante estas conferências, mostrava instrumentos de tortura que dizia ter comprado aos herdeiros dum carrasco. Claro que se tratava de artefactos inventados pelo próprio Taxil.

Acabou por fingir uma conversão à fé católica para posteriormente zombar dos católicos, e de passagem, ganhar a vida mais facilmente explorando a credibilidade destes.

 

Preço:75,00€

Referência:8258
Autor:[CASTRO, Francisco Meyrelles do Canto e] - ALARCON, D. Pedro A. de
Título:O CHAPEU DE TRES BICOS. Historia verdadeira de um caso que anda em romance, escripta agora como em verdade se passou por
Descrição:

Livraria editora de Matos Moreira & Cª, Lisboa, 1877. In 8º de 206 págs. Encadernação em sintético. Conserva capas de brochura anterior. Ligeiro aparo marginal.

Observações:

Versão de Francisco Meyrelles do Canto e Castro. Ilustrações humorísticas e caricaturais da autoria de Manuel de Macedo.
Este livro conta a história de Lucas, o moleiro que adora sua bela mulher Frasquita. Ele não ignora que ela é o magneto que atrai para sua casa as personalidades notáveis da cidade – entre elas o Corregedor de Justiça, Don Eugênio, homem vaidoso e conquistador. Don Eugênio imagina uma intriga para atrair Frasquita, mas sua armadilha é descoberta e ele, além de não conseguir seduzir a bela moleira, ainda passa pelo constrangimento de ver seu estratagema revelado.
...“O chapéu de três bicos” desse excelente escritor espanhol proporciona além do prazer estético uma viagem à época do rei Carlos IV, último rei da Espanha antiga, mecenas de Goya que criou para ele as tapeçarias do Escorial; da velha Espanha antes da invasão francesa que a europeizará, do país separado do mundo pelos Pirineus e pela tradição antiga; e numa província remota, ingênua, onde tudo foi possível como num conto de fadas....

Preço:20,00€