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Inquisição

Foram localizados 16 resultados para: Inquisição

 

Referência:13098
Autor:BETHENCOURT, Francisco
Título:HISTÓRIA DAS INQUISIÇÕES Portugal, Espanha e Itália
Descrição:

Círculo de Leitores, Lisboa, 1994. In-4º de  400 págs. Encadernação editorial com sobrecapa. Profusamente ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Um dos estudos mais completos sobre a instituição repressiva católica e uma tentativa de explicar porque, como e porquê actuou em Portugal, Espanha e Itália. Ele enuncia descobertas recentes, e faz um estudo comparativo sobre a instituição naqueles três países, desde o fim do séc. XV até ao princípio do XIX. Aborda temas como: formas de organização, rituais e etiquetas, modelos de ação inquisitorial, números de vítimas e a representação em imagens e pinturas da época, por inquisidores, judeus e protestantes.

Preço:25,00€

Referência:13440
Autor:EMÉRICO, Nicolau
Título:O MANUAL DOS INQUISIDORES
Descrição:

 Edições Afrodite. Fernando Ribeiro de Melo, Lisboa, 1972. In-8º de 325-(3) págs. Br. Frisos ilustrativos de: Eduardo Batarda; Carlos Ferreiro; Nuno Amorim e Diogo Vieira. Arranjo gráfico do volume de José Marques de Abreu.

 

Observações:

Obra muito interessante sobre a Inquisição com tradução e recolha de textos de Manuel João Gomes e comentários de Manuel João Gomes, Fernando Luso Soares, D. António Ferreira Gomes, Francisco Salgado Zenha e do Padre José da Felicidade Alves.

 

Nota de introdução:

"Neste volume se divulgam alguns textos fundamentais para o estudo da Instituição Inquisitorial. Na base está o texto do Manual dos Inquisidores, cuja primeira edição impressa é de 1578 (mas que dois séculos antes já célebre e celebrado) e se nos apresenta como o que há de mais importante em toda a literatura jurídica que vigorou na Península. Inicialmente é fruto do trabalho de Frei Nicolau Emérico (1320 – 1399) da Ordem dos Pregadores e grande Inquisidor de Aragão, onde conseguiu fama de grande competência no assunto e onde começou a construir o seu Directorium Inquisitorium, obra inesgotávelmente exaustiva: as sucessivas quatro edições do Directorium provam quanto ele era útil e utilizado.
Directamente da penúltima edição (1607) se seleccionaram e traduziram os textos que vão na 2.ª parte deste volume e pretendem dar uma ideia, quanto possível completa, do código criminal em questão.
Quanto a este primeiro texto, necessário se torna dizer o seguinte: é a nossa versão de um texto francês com a data de 1702¹, com esta história: tendo o Marquês de Pombal, com a ajuda da Inquisição Portuguesa (na mão dos Dominicanos) feito executar um jesuíta de nome Padre Malagrida, resolveram os jesuítas franceses (então ideológicos inimigos dos dominicanos jansenistas) provar a injustiça do acórdão que levou à fogueira o confrade. Fizeram-no, socorrendo-se do texto, do Directorium Inquisitorium de Emérico, que reescreveram resumindo e à sua maneira, para servir fins evidentemente polémicos.
Isso explicará a forma que este Manual apresenta: é um Abrejé que inventa a sua forma própria, ora transcrevendo, ora citando, ora rodeando e adaptando a escrita do dominicano Emérico. Evita-se o tom canonista da edição, espanhola, em proveito de uma forma mais explicativamente didáctica. O autor francês fará mesmo a omissão de certos assuntos; há muitas reticências a até a ausência de referências a capítulos inteiros. Sem falarmos das adaptações bastante livres de muitas expressões típicas, como se pode concluir da comparação de trechos."

 

Preço:35,00€

Referência:13338
Autor:GRIGULÉVITCH, Iossif
Título:HISTÓRIA DA INQUISIÇÃO
Descrição:

Editorial Caminho, Lisboa, 1990. In-8º de 403 págs. Br.

Observações:

Obra fundamental sobre a História da Inquisição no mundo.

"o aparelho da Inquisição oferecia aos príncipes leigos e clérigos a possibilidade, não só de perseguir os autênticos hereges - isto é, os que se opunham efectivamente à igreja ou não cumpriam as suas determinações -, mas também de reprimir, com o pretexto falacioso da luta contra a heresia, quem quer que por um ou outro motivo lhes parecesse inconveniente - ou aqueles de cuja fortuna se pretendiam apossar. As ameaças e torturas permitiam à Inquisição tirar a esses pseudo-hereges as confissões que os incriminavam, consideradas como prova jurídica da sua 'culpa' e que serviam de base para os castigar pertinentemente. Eram-lhes imputadas, frequentemente, as relações com o diabo e o culto do mesmo, a celebração das execráveis cerimónias satânicas, a feitiçaria e outros crimes similares inventados, com os quais já em certa medida se tinham acusado os cátaros."

Preço:16,00€

Referência:13043
Autor:HERCULANO, Alexandre
Título:HISTORIA DA ORIGEM E ESTABELECIMENTO DA INQUISIÇÃO EM PORTUGAL.
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, 1975. Três volumes de in-8º de 315-(7), 298-(16) e 344-(6) págs. Br.

Observações:

Obra ainda hoje de referência  sobre a Inquisição portuguesa, e uma das mais importantes da bibliografia de Alexandre Herculano.

"Se é delatado, ás vezes por testemunhas falsas, qualquer desses malaventurados, por cuja redenção Cristo morreu, os inquisidores arrastam-no a um calabouço, onde lhe não é licito ver ceu nem terra e, nem sequer, falar com os seus para que o socorram. Acusam-no testemunhas ocultas, e não lhe revelam nem o lugar nem o tempo em que praticou isso de que o acusam. O que pode é adivinhar e, se atina com o nome de alguma testemunha, tem a vantagem de não servir contra ele o depoimento dessa testemunha. Assim, mais útil seria ao desventurado ser feiticeiro do que cristão. Escolhem-lhe depois um advogado, que, freqüentemente, em vez de o defender, ajuda a levá-lo ao patibulo. Se confessa ser cristão verdadeiro e nega com constância os cargos que dele dão, condenam-no às chamas e os seus bens são confiscados. Se confessa tais ou tais atos, mas dizendo que os praticou sem má tenção, tratam-no do mesmo modo, sob pretexto de que nega as intenções. Se acerta a confessar ingenuamente aquilo de que é culpado, reduzem-no à última indigencia e encerram-no em cárcere perpétuo. Chamam a isto usar com o réu de misericórdia. O que chega a provar irrecusavelmente a sua inocencia é, em todo o caso, multado em certa soma, para que se não diga que o tiveram retido sem motivo. Já se não fala em que os presos são constrangidos com todo o genero de tormentos a confessar quaisquer delitos que se lhes atribuam. Morrem muitos nos carceres, e ainda os que saem soltos ficam desonrados, eles e os seus, com o ferrete de perpetua infâmia. Em suma, os abusos dos inquisidores sãos tais, que facilmente poderá entender quem quer que tenha a menor ideia da índole do cristianismo, que eles são ministros de Satanás e não de Cristo...”
 

Preço:40,00€

Referência:13039
Autor:SARAIVA, António José
Título:INQUISIÇÃO E CRISTÃOS-NOVOS
Descrição:

Editorial Inova, Porto,1969. In-8º de 319-(10) págs. Br. Com uma pequena assinatura de posse.

SEGUNDA EDIÇÃO corrigida.

Observações:

Obra muito importante e polémica para o estudo do Judaísmo em Portugal onde o autor defende que  a Inquisição em Portugal não foi mais do que um episódio da luta de classes entre a aristocracia tradicional que tinha o poder e a burguesia mercantil em ascensão.
O livro apresenta aspectos menos conhecidos da Inquisição portuguesa como instrumento da política dos reis de Portugal, desejosos de eliminar o judaísmo e a sua influência no reino.

Preço:19,00€

Referência:12635
Autor:SIQUEIRA, Sonia A.
Título:A INQUISIÇÃO PORTUGUESA E A SOCIEDADE COLONIAL.
Descrição:

Editora Ática, São Paulo, 1978. In-8º de 397-(3) págs. Brochado

Observações:

Muito importante estudo sobre a acção do Santo ofício português no Brasil e sua história institucional, incidindo especial atenção na documentação do Santo Ofício para a história da Bahia e Pernambuco no final do século XVI & XVII. A autora  explica porque a Inquisição no Brasil não teve a mesma força de atuação que em Portugal. A Colônia era diferente, no meio natural, na sua dinâmica social, economica e cultural, o que fazia com que o mesmo regime adotado na Metrópole, não pudesse ser adotado na Colónia sem prejudicar a sua estrutura.

"A Instituição não se pôde transplantar porque não encontrou receptividade na nova mentalidade que se elaborava no Brasil. O Santo Ofício, onde e quando atuou na Colônia, ajustou-se à nova realidade, exercendo então neste tempo a vigilância que o ambiente permitiu. Não se reeditaram simplesmente na Colônia as instituições metropolitanas. O meio diferia, diferiam as concepções de mundo e as formas de vida. Embora portuguesa,
a Colônia foi, desde seu início, original."

Preço:28,00€

Referência:13044
Autor:TAILLAND, Michèle Janin-Thivos
Título:INQUISITION ET SOCIÉTÉ AU PORTUGAL le cas du tribunal d'Evora, 1660-182
Descrição:

 Centro Cultural Calouste Gulbenkian, Paris, 2001. In-4º de 534 págs. Ilustrado ao longo do texto. Livro em lingua francesa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Estudo muito aprofundado sobre o papel da inquisição em Portugal através da análise do tribunal da Inquisição de Évora.

Preço:26,00€

Referência:13042
Autor:TURBERVILLE, A. S.
Título:A INQUISIÇÃO ESPANHOLA
Descrição:

Vega, Lisboa, s/d. In-8º de 131-(4) págs. Br. Integrado na colecção "Documenta Histórica".

Observações:

Estudo muito importante sobre a Inquisição espanhola.

"Em 1232, Gregório IX publicou uma bula ("Declinante"). dirigida ao Arcebispo de Tarragona, ordenando-lhe a busca e o castigo dos hereges compreendidos em sua diocese. É digno de nota que essa bula parece ter sido publicada sob a influência de um espanhol, Raimundo de Peñafort, o maior dominicano de sua época, o qual gozava de grande poder na corte papal e foi até o principal inspirador da política de perseguições seguida por Gregório e, portanto, o criador original da Inquisição medieval. No ano seguinte, Jaime, aconselhado pelos eclesiásticos reunidos em Tarragona, promulgou uma lei que castigava com o confisco de seus bens a todos os senhores que protegem herege"


 

Preço:18,00€