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Livros do mês: Março 2020
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Livros Proibidos

Foram localizados 19 resultados para: Livros Proibidos

 

Referência:14418
Autor:AAVV
Título:VÉRTICE. Revista de Cultura e Arte.
Descrição:

Coimbra, nº1 Maio de 1942 ao nº 475 de Dezembro de 1986. Encadernação editorial em tela vermelha com ferros gravados a pigmento negro na lombada e pastas, ao longo de 45 volumes. Formato In-8º grande. Preservam os respectivos Índices em cada um dos volumes com excepção dos volumes 2, 3, 5, 6, 7 e 15 (omissão? falta de impressão?).
Direcção de Carmo Vaz e Raul Gomes passando mais tarde a direcção e propriedade para Raul Gomes (até 1974) sendo editor Mário Braga, Joaquim Namorado e depois Ivo Cortesão. PRESERVA ESTA COLECÇÃO TODAS AS CAPAS DE BROCHURA, ilustradas a maioria com desenhos de conceituados e destacados criadores da época.

Observações:

Publicação periódica das mais respresentativas da cultura e vida portuguesa de quase meio século. Apresenta incontornável colaboração de figuras destacadas das artes plásticas, musicologia, cinematografia, literatura, artes cénicas, filosofia, entre outras importantes disciplinas da cultura portuguesa.

Tendo aparecido em pleno fascismo, esta revista fundada em 1942 era envolvida com alguma figura lendária resultado da actividade clandestina a que foram remetidos pela ditadura muitos dos que assumiram a direcção do periódico. " ... Constitui uma tribuna do movimento neo-realista e foi palco privilegiado da resistência à ditadura. Tendo em consideração o seu valor intrínseco, faz parte do património cultural português do século XX. Com efeito, contribuiu, em paralelo com a Seara Nova, para a formação de várias gerações sendo, consequentemente, a sua análise obrigatória para o estudo dos vectores que presidiram na sociedade nacional...". (Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa,  vol. II, 2º tomo, p. 594)

Preço:1250,00€

Referência:14475
Autor:ALEGRE, Manuel
Título:O CANTO E AS ARMAS
Descrição:

Edição do autor, Porto, 1967. In-8.º de 150-(1) págs. Br. Inserido na colecção "Nova Realidade". Capa de brochura realizada a partir de foto de Eduardo Gageiro. Sobrecapa impecável não fosse um ligeiro empoeiramento. Miolo irrepreensível. Peça de colecção.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da segunda obra de MANUEL ALEGRE, onde se acentua a propensão ideológica e de poesia de combate, acrescentando-se a temática do exílio que será constante ao longo de toda a sua obra. Livro proibido de circular pela Polícia Política. Anexa-se o documento informativo de um agente da PIDE sobre a impressão e distribuiição dos exemplares do livro proibido de circular no país (documento existente na IAN/TT, Arquivo da PIDE/DGS, Delegação de Coimbra)

 

Letra para um hino

É possível falar sem um nó na garganta
É possível amar sem que venham proibir
É possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.


É possível andar sem olhar para o chão
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
Se te apetece dizer não grita comigo: não.

o canto e as armas É possível viver de outro modo.
É possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre

Preço:45,00€

Referência:14478
Autor:CORREIA, Natália
Título:O HOMÚNCULO. Tragédia jocosa com quatro ilustrações da autora.
Descrição:

Contraponto, Lisboa, 1965.In-4º de 38-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto com quatro ilustrações da autora, com fortes influências surrealistas, impressas à parte e coladas em folhas para isso destinadas. Edição cuidada. Exemplar impecável

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

O Homúnculo é uma peça de teatro escrita por Natália Correia, apreendido pela PIDE logo após ser publicado, em 1965. A peça consiste numa sátira onde a figura de Salazar (que na peça é incarnado pela figura de el-rei Salarim) é completamente destituída da majestade  e solenidade que caberia a um chefe de estado. Salarim apresenta-se como a figura que representa o Reino da Mortocália, no qual as pessoas que o habitam vagueiam pelo território como mortos-vivos.

"Salarim tem nariz (ou bico) arqueado e dois olhos de fogo muito juntos, situados quase no alto da cabeça. Da sua idade só se pode dizer que por meios naturais era de esperar que já tivesse morrido há muito tempo, mas que por outros meios, talvez sobrenaturais (há quem diga que usando em proveito próprio o tempo que roubou aos súbditos), conseguiu suster a foice, sempre que a morte julgou chegada a altura de ceifar os seus muito esticados anos."

Preço:70,00€

Referência:14405
Autor:FONSECA, Tomás da
Título:NA COVA DOS LEÕES
Descrição:

Edição de Autor, Lisboa, 1958. In-8º de 454-(10) págs. Br. Edição destinada ao Brasil. Capas de brochura insignificantemente empoeiradas. BOM EXEMPLAR

PRIMEIRA EDIÇÃO

INVULGAR.

Observações:

Livro de Tomás da Fonseca, considerado por muitos o livro mais subversivo que algum dia se escreveu em Portugal, durante a época salazarista. É um conjunto de cartas publicadas no então jornal “República” tendo por base não só a situação política vivida na altura como as relações promíscuas entre o regime do Estado Novo e a Igreja. Tomás da Fonseca procura desconstruir, quer o cristianismo, num primeiro momento, e depois, as muito famosas aparições de «Nossa Senhora» aos pastorinhos em Fátima.
O estilo acusatório do autor é, em muitas circunstâncias, de uma violência impiedosa. Tomás da Fonseca usa o seu longo reportório e conhecimentos de natureza teológica para desmontar aquilo que designa como embuste de Fátima.

Preço:30,00€

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Referência:14417
Autor:FONSECA, Tomaz da
Título:SERMÕES DA MONTANHA
Descrição:

Livraria Chardron de Lello & Irmão, Porto, 1912. In-8º de X-(1)-406-(1) págs. Ilustrado em anterrosto com o retrato de do autor. Encadernado recentemente em percalina preta com dizeres na lombada. Mantem intactas as capas de brochura e todas as margens do livro. OSTENTA UMA DEDICATÓRIA AUTÓGRAFA. Ligeira acidez generalizada, dada qualidade do papel. Ilustrado em anterrosto com o retrato de Tomás da Fonseca. Exemplar com carimbos de posse a óleo sobre algumas páginas ao longo do livro, sem prejuizo da leitura.
 

Observações:

Sermões da Montanha é um dos mais famosos livros do ex-padre católico e filósofo português Tomás da Fonseca, aparecido em 1909 . Os argumentos apresentados são contundentes e quase todos actuais. Mesmo alguns dados desactualizados permitem-nos uma útil visão para o passado não distante, lembrando-nos das terríveis pressões e limitações que os nossos antepassados sofreram da parte do retrógrado e todo-poderoso clero católico. Muito interessantes dessa memorável obra do ateísmo lusófono e escrito na forma de diálogos com o povo.

Na página municipal da CÂma de Mortágua, lemos o seguinte texto biográfico:

" Grande escritor, político, mestre e pensador da 1ª República Portuguesa.
(1877 - 1968)

Tomás da Fonseca, natural de Laceiras, freguesia de Pala, concelho de Mortágua, nasceu a 10/03/1877 e faleceu a 12/02/1968. Era filho de Adelino José Tomás e de Rosa Maria da Conceição e pai de Dr. António José Branquinho da Fonseca e Eng.º Tomás Branquinho da Fonseca.

Tomás da Fonseca foi uma personalidade de destaque no meio intelectual e político da sua época. Espírito brilhante e tribuno exímio, desde muito cedo se evidenciou na defesa das ideias liberais e depois do regime republicano. Teve um papel preponderante na geração que fez a República, pelo seu feitio combativo. Era firme e intransigente na defesa das suas ideias, sempre orientado na procura da verdade e da justiça e dono de uma coragem moral que desafiou todas as vicissitudes.

Foi um lutador pela integração social do Homem e defensor intransigente dos direitos daqueles que labutam duramente.

Tomás da Fonseca foi um homem de acção, organizador e animador de inúmeras associações de carácter cultural, social, económico e político, sendo uma figura de grande relevo na campanha intensa e acidentada que precedeu a proclamação da República Portuguesa em 1910. Como deputado marcou sempre presença nos grandes actos dos primeiros tempos do novo regime.

Em 1910 foi chefe de gabinete do Ministro do Fomento, Dr. António Luís Gomes e em 1916 eleito senador pelo distrito de Viseu.

Em 1918, por se opor à ditadura de Sidónio Pais, é preso durante dois meses. Volta a ser preso em 30 de Novembro de 1928, em Coimbra, por ter participado no movimento revolucionário de 20 de Julho. Pertenceu ao Movimento da Unidade Democrática e à Maçonaria. Feroz opositor do regime ditatorial, foi perseguido pelas suas ideias políticas e os seus livros alvo de censura e proibição. Por várias ocasiões a PIDE deslocou-se à sua residência e às gráficas onde os livros eram impressos para os confiscar. Os seus movimentos eram constantemente vigiados, incluindo das pessoas e amigos, mortaguenses e não só, que com ele mais privavam.

Denunciou as condições prisionais do regime, o que lhe valeu a prisão em 8 de Maio de 1947, por ter protestado contra a existência do Campo de Concentração do Tarrafal, nas ilhas de Cabo Verde. Uma semana antes, no dia 2 de Maio, tinham sido já presos outros dois mortaguenses, acusados também de serem opositores ao regime: Dr. Victor Hugo Marques Miragaia, advogado e Deodato Medeiros Ramos, empregado comercial.
A título de curiosidade, tal era a sua fama de opositor ao regime que até no dia do seu funeral, realizado para o cemitério de Mortágua, a Policia Internacional de Defesa do Estado (PIDE) enviou agentes com a missão de anotar (discretamente) as pessoas e discursos de homenagem dos que ali compareceram ao último adeus.

Era um anti-clerical convicto e assumido, tendo publicado vários livros críticos sobre a Igreja e a Religião. Ficou famosa a sua polémica com João de Deus Ramos sobre o ensino religioso nas escolas.

Como escritor literário, Tomás da Fonseca escreveu dezenas de volumes onde se contam livros de versos, arqueologia e belas artes, a doutrina democrática e a polémica religiosa.

Tomás da Fonseca não só marcou uma posição firme de grande escritor de ideias, como foi também um professor de raros recursos pedagógicos. A sua ligação ao ensino foi um acto contínuo, sendo vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, director das Escolas Normais de Lisboa, da Universidade Livre de Coimbra, presidente do Conselho de Arte e Arqueologia da mesma cidade.

Como deputado do Parlamento até 1917, colaborou na reforma do Ensino Primário e Normal. Em 1922 publicou o livro “História da Civilização”, que foi adoptado como livro escolar, a pedido do Ministro da Instrução Pública”. Professor sempre atento e preocupado na formação, realizou inúmeras visitas de estudo a escolas, museus e bibliotecas em países como França, Bélgica e Inglaterra. Foi ainda um dos impulsionadores da construção do Jardim-Escola João de Deus, de Mortágua.

Em 1941, participou em Mortágua na fundação do Círculo de Leitura.

Um grupo de habitantes do concelho ligados aos meios democráticos e republicanos decidem fundar o Círculo de Leitura, uma espécie de biblioteca pública que se estabeleceu na Casa Lobo. O Círculo de Leitura foi criado com o objectivo de manter viva a chama da leitura após o desaparecimento das bibliotecas das Escolas Livres da Irmânia e de Mortágua, com a instalação da ditadura e a consolidação do Estado Novo. Promovia o culto do livro e o gosto da leitura, manifestando preocupação pela elevação do nível cultural dos seus associados, perto de 200.

Os livros eram comprados com o dinheiro resultante do pagamento das quotas e ofertas. O Círculo de Leitura também patrocinava palestras, que se realizavam no Teatro Club. Tomás da Fonseca proferiu ali várias conferências, uma delas em homenagem a Antero de Quental. O Círculo de Leitura manteve-se até 1945.

No Jornalismo destacou-se com artigos ou opiniões publicadas em jornais como: “Mundo”, “Pátria”, “Vanguarda”, “Voz Pública”, “Norte”, “República”, “Povo”, “Batalha”, “Lanterna (Brasil)”, “Espanha Nova”, “Alma Nacional”, “Diabo”, “Prometeu”, “Arquivo Democrático”, de que foi director, “Defesa da Beira” e na revista “Livre Pensamento”.
O seu nome está perpetuado na toponímia de Mortágua (Rua Tomás da Fonseca), onde está instalada a Biblioteca Municipal. O Centro de Formação de Professores de Mortágua tem também o seu nome. Possui junto à Câmara Municipal um busto escultórico em sua memória
".

Preço:40,00€

Referência:14465
Autor:LIMA, Campos
Título:A GAFANHA ( 1 e 2)
Descrição:

Edição de autor (composto e impresso na Typ. Minerva), Lisboa, 1909. Dois volumes de in-8º de 16 págs. cada. Br. Capas de brochura amarelecidas pelo tempo e com alguns picos de acidez.

MUITO RARO.

Observações:

Do Primeiro Número:

"A Gafanha, meus caros senhores, não é senão esta boa terra de mesquinharias e de toleimas, a fingir de nação da Europa e que nem ao menos por decoro anda de tanga. A Gafanha é a ‘piolheira’, onde só é gente o sr. Burnay. A Gafanha são os padres do ‘Portugal’, é a intentona, é a juventude monárquica, é a barriga do sr. Alpoim, a chefia do sr. Vilhena, a lei de 13 de Fevereiro, a beleza do sr. D. Manuel, o ‘Vasco da Gama’, o discurso da coroa, a chalaça do sr. Ferreira do Amaral e os adiantamentos. A Gafanha é esta terra de cegos, onde não havendo ao menos quem tenha um olho para ser rei, por esse facto se pensa fazer a República ..."

A Gafanha foi um periódico publicado em 1909 e do qual se sabe terem existido 8 números. Este tipo de periódicos são bastante difíceis de encontrar quer pela sua reduzida tiragem quer pela perseguição a quem defendia a "doutrina do anarquismo" resultante da Lei de 13 de Fevereiro de 1896.
Nos seus artigos, Campos Lima comentava jocosamente factos políticos, sociais e afins. Critica quer a Monarquia quer a República.

Cada exemplar da A Gafanha era composto por 16 páginas, com capa em papel de cor. O seu preço  era de 30 réis. Não incluía imagens, nem  títulos: os textos são separados por dia e mês.

Preço:60,00€

Referência:14395
Autor:PEREIRA, Isaías da Rosa
Título:NOTAS HISTÓRICAS ACERCA DE ÍNDICES DE LIVROS PROIBIDOS E BIBLIOGRAFIA SOBRE A INQUISIÇÃO.
Descrição:

Lisboa, 1976. In-8º de 55-(1) págs. Brochado.

Observações:

Do índice:
- Notas Históricas sobre a proibição de livros na Igreja Catolica
- Relação dos Catálogos de Livros Proibidos Impressos em Portugal
- Este he o rol dos Livros Defesos por o Cardeal Iffante Inquisidor Geral nestes Reynos de Portugal. Ulissipone. 1551
- Rol dos Livros Defesos nestes Reinos e Senhorios de Portugal que ho Senhor Cardeal Iffnte Inquisidor Geral mandou fazer noanno de 1561
- O Índice e o Roldos Livros Proibidos de 1564

Preço:20,00€

Referência:13785
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:QUANDO OS LOBOS UIVAM
Descrição:

Editora Anhambi, São Paulo, 1959.In-8º de 262-(2)págs.Br. Capa de Fernando Lemos.

PRIMEIRA EDIÇAO brasileira.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição brasileira deste romance proibido e retirado de circulação pelo regime de Salazar.
Foi o primeiro romance de Aquilino Ribeiro a ser  publicado no Brasil. Como assinala o próprio Casais Monteiro, no seu  prefácio:

"Facto já de si muito significativo,maior valor ganha por constituir como que uma desafronta ao grande escritor, impedido por uma censura inepta de ver a sua obra reeditada em Portugal. Assim, o Brasil, ao mesmo tempo que desagrava moralmente o escritor, assume a posição de legítimo juiz na causa da cultura portuguesa, repudiando a prepotência ditatorial, repondo no seu devido lugar o direito de escritor, a legítima e essencial liberdade de criação."

Como curiosidade, é de notar que na badana , entre várias outras citações, há uma de  António de Oliveira Salazar que diz : "Comece o seu inquérito por Aquilino. É um inimigo do regime. Dir-lhe-á mal de mim, mas não importa: é um grande escritor."

Preço:25,00€

Referência:14443
Autor:Sem autoria
Título:CORRESPONDÊNCIA DE EL-REI D. MANUEL II com o Dr. Maurice L. Ettinghausen sobre os LIVROS ANTIGOS PORTUGUESES.
Descrição:

Fundação da Casa de Bragança, (Lisboa, 1957). In-4 de 90-(7) págs. Brochado. Com uma dedicatória autógrafa.

Observações:

Prefácio  de Prof. Dr. M. B. Amzalak.

" Reunem-se neste volume uma interessante colecção de cartas dirigidas por El-Rei Manuel II ao Dr. Maurice Ettinghausen a propósito do seu monumental trabalho de bibliografia, e ainda outras cartas escritas pela sua bibliotecária sobre o mesmo assunto. São acrtas muito interessantes. Nelas se trata da organização, da publicação e da expansão daquele livro valioso. O Senhor D. Manuel manifestou nestas cartas escritas em francês e inglês, não só a sua grande erudição, a sua paixão de coleccionador, o seu desejo de máxima expansão do seu livro, mas também um profundo conhecimento da história, dos homens e da Vida ..."

Preço:19,00€