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Neo-Realismo

Foram localizados 10 resultados para: Neo-Realismo

 

Referência:14145
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:APARIÇÃO
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1959. In-8º de 254-(1) págs. Brochado e com uma pequena rubrica de posse no canto superior esquerdo da folha de rosto. Muito bom exemplar com as capas de brochura perfeitas

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da obra-prima de Virgílio Ferreira, que descende directo de uma linhagem literária existencialista que vai de Albert Camus, André Malraux, Lúcio Cardoso até Sartre, que através de seus escritos literários: romances, peças, novelas e contos; relataram o espanto de existir e viver, o absurdo da condição humana diante da vida e principalmente da morte e a falta de sentido na existência.

"Sento-me aqui nesta sala vazia e relembro. Uma lua quente de verão entra pela varanda, ilumina uma jarra de flores sobre a mesa. Olho essa jarra, essas flores, e escuto o indício de um rumor de vida, o sinal obscuro de uma memória de origens. No chão da velha casa a água da lua fascina-me. Tento, há quantos anos, vencer a dureza dos dias, das ideias solidificadas, a espessura dos hábitos, que me constrange e tranquiliza..."

Preço:80,00€

Referência:14144
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:CÂNTICO FINAL
Descrição:

Editora Ulisseia, Lisboa, s.d.. In-8º de 220-(4) págs. Br. Com sobrecapa editorial manifestando nas dobras sinais de uso. Miolo com alguns picos de acidez acentuadas nas primeiras páginas dos primeiros cadernos. Integrado na Colecção Atlantida. Sobrecapa ilustrada por Vespeira

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Romance onde o seu protagonista, Mário, um professor de desenho, doente terminal,  regressa à sua aldeia natal, e se divide entre o restauro de uma capela e a procura de um sentido de vida, e as memórias do tempo de descoberta artística.
 “Mário regressava à sua obsessão, à solidão do homem, à procura alucinada de um valor que a povoasse”,


“Mas o que mais me comoveu até a um arrepio na carne foi aquela primeira frase musical com que abre o 2.º ato do Lago dos Cisnes. Ao seu eco, ao seu aceno longínquo, escrevi todo o Cântico Final. Voz intensa, longa, apelo que vem do lado de lá da vida, memória obscura de um tempo perdido, ela levanta-se como a imagem da nossa beleza já morta, reinventa-me uma saudade do que nunca existiu.”
(Vergílio Ferreira, in Conta-Corrente 2)

 

Preço:30,00€

Referência:14143
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:VAGÃO J
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1946. In-8º de 232 págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conservação, estando apenas a capa muito ligeiramente amarelada, devido à acção do temnpo sobre a qualdiade própria do papel. Nestas condições, RARO.

PRIMEIRA EDIÇÃO, apreendido pela PIDE sendo considerada como uma das mais IMPORTANTES OBRAS DO NEO-REALISMO PORTUGUÊS. A lindíssima capa de brochura é desenhada por Victor Palla. Inserido na prestigiada colecção de literatura neo-realista portuguesa Novos Prosadores da Coimbra Editora

Observações:

Um dos livros de Vergílio Ferreira censurados durante o Estado Novo, sobretudo pela exposição da miséria social e da categorização da sociedade.

Assim, e resumindo, Vagão J gera-se entre dois espaços de ficção: a estrutura social, claustrante, e a estrutura de espanto, que preenche o espaço de alargamento, desclaustrante. O homem e a vida possíveis no primeiro espaço são caraterizados pela linearidade provocada pelo dinheiro, significante aniquilador que abafa todas as outras dimensões possíveis no ímpeto de esmagar. Gera-se assim a claustração para os ricos e para os pobres. Estes últimos, como não têm acesso à parte agradável desse espaço, veem-se privados de uma linguagem ordenada, que hierarquize, compartimentando, a vida. E a partir dessa linguagem cuja sintaxe põe lado a lado vários planos, hierarquizados valorativa e topograficamente no discurso dos ricos, se gera o alargamento em que os contrários se harmonizam e em que a linearidade monótona se quebra em favor da recuperação circular de novas dimensões a partir dos momentos de espanto, que vão enriquecer de novos tons a Harmonia (tal como o canto de Maria do Termo), encontrada numa organização possível dos momentos de espanto – aquilo a que chamei estrutura de espanto.” (Helder Godinho)

Preço:150,00€

Referência:14156
Autor:OLIVEIRA, Carlos de
Título:MÃE POBRE
Descrição:

Coimbra; Coimbra Editora, lda, 1945. In-8º de 63-(1) página. Brochado com picos de humidade nas capas e ligeira acidez marginal, próprio da qualidade do papel. Rúbrica de posse coeva no ante-rosto.
PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo livro de poesia do autor.

Observações:

Segundo Carlos Nogueira (UNL), "... em Mãe Pobre, livro de poemas de Carlos de Oliveira publicado no final de 1945, é um caso singular de popularismo neo-realista articulado com uma dimensão épica e trágica de matriz romântica (garrettiana) e neo-romântica. (...) Há, nesta obra, prosseguindo as primeiras ideias de Carlos de Oliveira sobre a poesia, ou sobre a literatura e a arte em geral, uma adesão ao genuinamente nacional e popular que ultrapassa em larga medida o popularizante mais comum. No processo de assimilação do espírito dito do povo e das suas tradições poéticas, o arquétipo colectivo aparece mais como infra-estrutura do que como estrutura imediatamente visível ou as- sumida como tal...".

Preço:35,00€

Referência:13807
Autor:REDOL, Alves
Título:GAIBÉUS
Descrição:

Editorial Inquérito Limitada. Lisboa. S/d.In-4º de 163 págs. Br. Capa de brochura amarelecida e com picos de acidez.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO  popular possível variante de outra primeira edição impressa na Comp. Editora do Minho em Barcelos.

Observações:

Gaibéus é o primeiro romance de Alves Redol e foi publicado em 1939. É com este romance que começa o neo-realismo em Portugal.  
Este seu primeiro romance é uma das suas incursões ao país real, rural, de um povo trabalhador e explorado. Conta a vida desses jornaleiros do Norte do Ribatejo ou da Beira Baixa que vão trabalhar  na monda do arroz numa das lezírias do Ribatejo. Alves Redol, com uma escrita nascida na oralidade do povo retrata com um realismo cruel o modo de vida dos gaibéus: os maus-tratos, as más condições de trabalho, a exploração nua e crua, o abismo social entre o proprietário e o assalariado, a resignação e passividade de uns e a consciência e angústia de outros, são o tema deste livro.

Preço:25,00€

Referência:13361
Autor:REDOL, Alves
Título:FANGA romance
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1943. In-8º  de 353 págs. Br. Miolo com alguns picos de acidez. Com uma pequena assinatura de posse. Capa de Fred Kradolfer.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Um dos livros mais importantes de  Alves Redol, é um exemplo típico do neo-realismo português onde os trabalhadores, sujeitos a brutal exploração, começam a despertar para uma consciência de classe.

"Para vocês, fangueiros dos campos da Golegã, escrevi este livro. Que algum dia o possam ler e rectificar, pois o romance da vossa vida só vocês o poderão escrever."

Preço:25,00€

Referência:13359
Autor:REDOL, Alves
Título:UMA FENDA NA MURALHA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa,  S.d. In-8º de  308-(6) págs. Br. Capa de Octávio Clérigo.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Romance de um dos fundadores do Neo-Realismo cujo ambiente é o de um porto pesqueiro e que relata uma violenta tempestade a bordo de um pequeno barco de pesca.

Da badana:

"Disse Alves Redol que o seu novo romance é ‘um episódio da História Trágico-Marítima dos nosso dias’ e tem razão. Apesar da nossa chamada ‘vocação marítima’, ainda até hoje ninguém se decidira ou tivera a coragem de o descrever com aquela objectividade inexorável que o autor que o autor de Uma Fenda na Muralha pôde condensar nas seguintes e enxutas palavras: ‘uma análise do medo em oito homens diferentes — desde os que dominam aos que são tomados de pânico ‘(...)”

 

Preço:24,00€