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Pedagogia

Foram localizados 5 resultados para: Pedagogia

 

Referência:15239
Autor:ANDRADE DE FIGUEIREDO, Manuel de
Título:NOVA ESCOLA PARA APRENDER A LER, ESCREVER E CONTAR.Offerecida á Augusta Magestade do Senhor Dom Joaõ V. Rey de Portugal. Primeira parte / por Manoel de Andrade de Figueiredo, Mestre desta Arte nas cidades de Lisboa Occidental, e Oriental
Descrição:

Na Officina de Bernardo da Costa de Carvalho, Impressor do Serenissimo Senhor Infante, Lisboa, S/d. (1722). In-4º de XVIII-156 págs. Encadernação coeva (?) em pele, com decoração dourada moderna na lombada. Ilustrado em extra-texto com 2 gravuras de B. Picart: uma representando de Lisboa antes do terramoto de 1755, encimada por dois anjos segurando o brasão real e a segunda com o retrato do autor datado de 1721. Seguem-se 45 estampas com alfabetos, penas e desenhos caligráficos da autoria de Andrade datadas de 1718. Borba de Morais, na sua Bibliografia Brasileira do Periodo Colonial, p. 136 refere a existência de três impressões, contestando assim a descrição em Inocêncio (V, 336) que refere apenas duas. refere ainda que a primeira tiragem da obra corresponde a que tem 7 folhas preliminares inumeradas além do frontspício e a portada alegórica, situação essa que se verifica no exemplar que se apresenta.

Encadernação ligeiramente coçada, ocasionais picos de humidade em algumas folhas, com raras manchinhas de tinta.

 

PRIMEIRA TIRAGEM EM PRIMEIRA EDIÇÃO, muito valiosa e rara.

 

 

Observações:

Obra monumental sobre a caligrafia portuguesa moderna, A sua publicação reformou uma arte que não tinha evoluído desde que saiu a luz a obra Exemplares de Diversas Sortes de Letras de Manuel Barata, ainda no início do período filipino. Manteve-se actual até ao início do reinado de D. José. Embora referido no frontspício como sendo Primeira Parte, não foi impresso nada mais do que aqui se apresenta.
A obra divide-se em quatro tratados:

- o primeiro ensina o idioma português, com o objetivo de ler e escrever perfeitamente;
- o segundo apresenta os diversos caracteres e tipos de letras que se usavam naqueles tempos;
- o terceiro fornece as regras da ortografia portuguesa;
- o quarto ensina as noções básicas de aritmética.

Manoel de Figueiredo aborda as características dos suportes da escrita, fornece receitas de tintas e apresenta, nas suas gravuras, exemplos de vinhetas e cercaduras em florões, pássaros, animais, anjos e cavaleiros em desenhos figurativos ou caligráficos, compostos a partir do movimento da pena sobre o papel em riscos circulares entremeados. Fornece ainda  modelos de letras romanas, grifas, góticas e antigas, ensinando como grafar cada uma, além de fornecer exercícios de caligrafia.e aborda também  uso de cada tipo de letra e sua função, de acordo com as características do documento. Apresenta quatro modelos diferentes de letras capitulares adornadas, das mais rebuscadas às mais simples.

A Nova Escola é também considerada uma revolução do ensino no século XVIII por incentivar uma mudança no pensamento pedagógico em Portugal. Segundo Rogério Fernandes “Andrade de Figueiredo atribuía largo alcance social à educação. As qualificações dos súbditos, assegurava sem hesitações, provêm da sua aplicação enquanto meninos e do ensino dos mestres”.

Inocêncio V, 355 diz-nos : “Famoso professor de calligraphia em Lisboa, e natural da capitania do Espírito-Santo no estado, hoje império, do Brasil", e segundo Ventura da Silva "deu á Luz Andrade a sua Arte de Escripta, que enriqueseu d’elegantes abecedários, ornados de engraçadas laçarias."

Inocencio V, pág. 355-356. Samodães, 151; Ameal, 107; Ferreira Lima (Calígrafos), p. 7 et seq; Bonacini 66; Becker, Practice of Letters 138; Borba de Moraes, Bibliografia Brasileira do Período Colonial, pág. 136; Borba de Moraes, Bibliografia Brasiliana, 311

Preço:1650,00€

Referência:14955
Autor:PORTUGAL, D. Joseph Miguel Joam de - CONDE DE VIMIOSO
Título:INSTRUCÇAM QUE O CONDE VIMIOSO DOM JOSEPH MIGUEL JOAM DE PORTUGAL do conselho de Sua MAgestade, e Deputado da Junta dos tres Estados, dá a seu filho segundo D. Manoel Joseph de Portugal, fundada nas acçoens christans, moares, e politicas (...)
Descrição:

Na officina de Miguel Rodrigues Lisboa, 1744. In-8º de 11 ff. inumeradas + 54 págs. Encadernação modesta, séc. XIX. Pertence manuscrito e ex-libris no verso da pasta anterior. Impressão sobre papel de magnífica qualidade, de elevada gramagem. Aparo marginal, apresentando ainda assim, margens largas. Insignificante trabalho de traça pontual e exclusivo junto da charneira.

Observações:

O 1º Conde de Vimioso (criado por Carta Régia de 1515), filho ilegítmo de D. Afonso, Bispo de Évora, participou na conquista do  Norte de África. O Segundo Conde de Vimioso e seu filho ( futuro terceiro conde) esteve com D. Sebastião em Alcácer-Quibir. O 5º Conde esteve envolvido na recaptura da Bahia aos holandeses em 1625, assim como na Restauração. O autor deste título (1706-1775) foi membro do Conselho de D. Joao V e da Academia Real de Historia.

Segundo a investigadora Ana Luísa de Castro Pereira, o autor deste livro “buscou seu lugar no palco da diplomacia moderna” no período imediato à Restauração, visto a necessidade de legitimação de D. João IV como soberano e de normalização de relações com as cortes europeias. Para buscar tal efeito, foram enviados embaixadores para França, Inglaterra, Holanda, Suécia, Dinamarca, Catalunha e Santa Sé, onde Portugal enfrentou grandes dificuldades, pois a embaixada espanhola atuou “no sentido de Roma não reconhecer a Casa de Bragança, como casa soberana”.

A primeira edição é de 1741, muito rara, foi impressa para oferecer a parentes e amigos. Trata-se da 2ª edição, tendo sido ainda impressa outra no ano seguinte. Obra muito importante para o estudo das classes dirigentes do Antigo Regime de Portugal entre o século XV e o século XVIII, em especial para o estudo das formas de educação e transmissão de conhecimentos entre as sucessivas gerações numa época em que as pessoas eram classificadas pela nobreza da sua ascendência. Esta obra insere-se na tradição da nobreza da Península Ibérica de ensinar e transmitir aos seus descendentes a mentalidade e visão do mundo do seu grupo social, para que o prestígio dos seus título ficasse assegurado para a posteridade.

Inocêncio V, 74; Barbosa Machado II, p.878-79; Pinto de Mattos p. 513; Ameal, 1829.

Preço:145,00€