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Periódicos & Revistas

Foram localizados 16 resultados para: Periódicos & Revistas

 

Referência:15310
Autor:AAVV
Título:O ESPECTRO DO JUVENAL nº1 (a 5). Redactores: Gomes Leal, Guilherme d'Azevedo, Luciano Cordeiro, Magalhães Lima, Silva Pinto.
Descrição:

Imprensa de J. G. de Sousa Neves, Lisboa 1872-1873. In-4º de 5 números com 55-(1), 33-(1), 35-(1), 43-(1) e 40-(1) págs. respectivamente, encadernados num volume único. Encadernação moderna, meia francesa em chagrin castanho tabaco, com guardas de papel fantasia executados em tina manual. Lombada finamente decorada com dourados floreados em casas fechadas e através dos dizeres.
CONSERVA INTACTOS todas as capas de brochura, estando o exemplar por aparar na íntegra.
O facto das capas de brochura conservarem quase todas elas carimbos a óleo dos correios (apenas o nº 3 está sem carimbo), forma pela qual circulavam na época, permite datar com algum rigor, a sua difusão entre 26 de dezembro de 1872 e 27 de maio de 1873, portanto, uma por final de cada mês.

RARA PUBLICAÇÃO completa, como a que se apresenta, em que Gomes Leal tinha apenas 24 anos quando fundou este periódico.
PEÇA DE COLECÇÃO

Observações:

Os únicos cinco números editados permitem considerar O Espectro de Juvenal como um conjunto de notas e comentários profundos a muitos aspectos da vida portuguesa.
Nesta revista se analisam, descrevem ou estudam livros, homens, factos, ideias e se apresentam páginas literárias. Esta raríssima revista apresentava-se com espírito crítico e combativo tendo aparecido em 1872, por convites de Silva Pinto e Magalhães Lima endereçados a Guilherme de Azevedo, Gomes Leal e Luciano Cordeiro. Guilherme de Azevedo viria a abandonar em 1873, a partir do terceiro número d' O Espectro de Juvenal  até onde se tornava difícil individualizar-se os seus textos, impossibilitando mesmo sua determinação. Alguns apresentam-se subscritos com iniciais: M. L. (Magalhães Lima), S. P. (Silva Pinto), G. L. (Gomes Leal), etc. Nenhuma delas, porém, remete para o poeta santareno.

" ... A introdução d’ O Espectro de Juvenal é bastante elucidativa quanto aos seus propósitos. A revista não se destinava, segundo aí se afirma, nem ao leitor burguês, nem ao operário, nem ao militar, nem ao literato oficial, nem a “liberalões corruptos”, nem a falsos republicanos, nem, ainda, a legitimistas. Não pretendia exibir-se como um simples emoliente para as horas de irritação ou de lazer. O Espectro de Juvenal propunha-se ― e a afirmativa ganha força por oposição às negativas anteriores ― desmascarar a Mentira, acusar o Erro, desmitificar a Rotina, seguindo o princípio fundamental da Humanidade: a Justiça. Dirigia-se a todas as vítimas da extrema injustiça social que viam reprimida a sua liberdade de pensamento, fossem elas o professor primário, o empregado público, o operário modesto ou todos os trabalhadores obscuros e
ignorados. ..."
(in Guilherme de Azevedo na Geração de 70, por Maria das Graças Moreira e Sá, Biblioteca Breve, 1986).

Nesta data Gomes Leal estreia a sua pena já com o cariz interventivo da sua escrita, caracerística esta que veio depois ser marcante, não só em folhetins publicados nos jornais, mas também em quase toda a sua obra. Gomes Leal é considerado um precursor do Modernismo Português, tendo sido referido por Fernando Pessoa como um dos seus mestres.

 

Preço:495,00€

Referência:14963
Autor:AAVV
Título:A TRADIÇÃO. Revista Academica Coimbrã.
Descrição:

 [Casa Tipográfica de Alves & Mourão. Coimbra]. Tomo I (1 a 5). Coimbra, Agosto - 1920. In-4.° de (2)-40 págs. Brochado com estampas em separado impressas em papel couché. Ostenta uma dedicatória autógrafa de Camilo Valente, director da revista. Capa de brochura com ligeira acidez generalizada localmente com foxing, própria da sua qualidade intrínseca. Cantos inferior e superior direito da capa anterior com pequena falha de papel. Miolo muito bem conservado e muito limpo.

Preserva a muito rara folha volante AOS PORTUGUESES D'ALÉM MAR, não referida na bibliografia especializada, nem nos importantes catálogos de colecções de periódicos literários (ver penúltima foto).


 

Observações:

Revista académica coimbrã, que se apresenta com subtítulo «Pró-Raça», um tomo (fascículos de 1 a 5). Daniel Pires, no seu Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa, diz-nos "... dirigida em Coimbra por Camilo Valente, mostra-se incisiva na sua afirmação: «Senhor Ministro: Esta folha académica será a trampa donde os clamores da Academia ecoem, e junto de Vª Ex° deponham as nossas aspirações.» ...".

Colecção completa desta interessante revista literária coimbrã, precedida de um número espécime, que não possuímos e que raramente aparece reunido (na Biblioteca Nacional tão pouco existe um exemplar). Direcção e edição de Camilo Valente e colaboração literária assinada por Augusto Casimiro, Américo Cortez Pinto, Afonso Duarte, Ângelo César Machado, António de Portucale (António de Sousa), Alfredo Brochado, Cabral do Nascimento, Fernandes Martins entre outros.

Fernando Guimarães na sua importante obra ensaística Simbolismo, Modernismo e Vanguardas (1982) considera ser esta revista a que prepara o aparecimento da imprtante revista literária Presença.

Alfredo Ribeiro dos Santos, 3434. Laureano Barros não refere.

Preço:275,00€

Referência:14854
Autor:AAVV
Título:GRAAL. Nº 1 (a 4)
Descrição:

(Empresa Nacional de Publicidade, Lisboa, 1956-7). in-4~de quatro números com numeração corrida, num total de 410 págs. Brochado.

Capas manifestando alguma acidez, dada a qualidade própria do papel. Terceiro número com insignifiante trabalho de bicho marginal junto à charneira, sem afectar, nem a estrutura do livro, nem a mancha tipográfica.

Observações:

Daniel Pires, no seu Dicionário da Imprensa Periódica, diz-nos que esta revista foi " ... o corolário lógico da aventura que a Távola Redonda constitui ..." .

Conta com a colaboração literária de Manuel Antunes, Fernando Guedes, Luiz de Macedo, Fernanda Botelho, Henrique Segurado, David Mourão-Ferreira, Urbando Tavres Rodrigues, Matilde Rosa Araújo, António Salvado, Natércia Freire, Eduino de Jesus, Agustina Bessa Luis, Vitor Matos e Sá, Herberto Helder, etc.

Da colaboração plástica, destaca-se as contribuições de René Bertholo, Fernando lanhas, Júlio Gil, António Vaz Pereira, Manuel Cargaleiro, etc ...

Preço:60,00€

Referência:14795
Autor:AAVV
Título:A ILHA. À Memória de Sebastião da Gama.
Descrição:

Editor Élio Santana, Setúbal (Tipografia Sado), 1957. In-8º de 16 págs. Brochado. Com um retrato colado de Sebastião da Gama. Capa ilustrada com composição surrealista. Tiragem limitada a 300 exemplares, de circulação muito restrita. Picos de acidez, também marginal e lombada restaurada.

O único exemplar que encontrámos referido corresponde ao descrito na BN.
Desconhecido das principais bibliografias consultadas sobre Sebastião da Gama.
RARO.

 

Observações:

Colaboração de Artur Ribeiro, César Pratas, Manuel Tomé, Maria Elisa Reynaud, Maria Manuel, Miguel de Castro, Sebastião da Gama, Artur Ribeiro.

Encerra um inédito de Sebastião da Gama - A ILHA,  poema que dá o título à plaquete.
 

Preço:60,00€

Referência:14990
Autor:CASTRO, Eugénio de
Título:A MOSCA - Bijou Litterario. 7 nº em duas séries. (10 de Setembro 1882 a 20 de Dezembro 1882)
Descrição:

Typ. S. e S., Coimbra, 1882. In-4º pequeno de cinco números (de sete) e um suplemento em duas séries. Brochado. Impressão nítida sobre papel de cor laranja, com excepçao do último númro, sobre papel creme. Capa de brochura impressa em separado para albergar todos os números. Foi redactor e fundador, Eugénio de Castro.

A revista tem a seguinte composição dos seus números:
- a primeira série, o primeiro nº tem a data 10 de Setembro de 1882, o nº 2 de 17 de Setembro de 1882, o nº 3º de 24 de Steembro de 1882, o nº 4º de 1 de Outurbo de 1882.;
- a segunda série, composta por três números, tem como nº 1 a data 3 de Dezembro de 1882, o nº 2 a data de 10 de Dezembro de 1882 e o nº 3 a data de 20 de Dezembro de 1882;
- apresenta ainda um Suplemento ao nº 4 (da primeira série) com data 2 de Outubro de 1882 e que é uma folhinha de informação de suspensão de publicação.

No exemplar que se apresenta, falta apenas o nº 1 e 3 da primeira série.

Observações:

RARÍSSIMA publicação periódica, anterior à publicação de estreia (Chrystalizações da Morte, 1884) do maior poeta simbolista português (e dos mais destacados e reconhecidos poetas europeus nesta corrente artística literária) que foi EUGÉNIO DE CASTRO (contava então 13 anos !!!), desconhecidíssima dos catálogos dos avançadas colecções de literatura portuguesa, dos bibliófilos de primeira linha (Almeida Marques, Aulio Gélio Godinho, Avila Perez, Cândido Augusto Nazareth, João Ameal, Laureano Barros, etc ...). Tão pouco inexistente na Biblioteca Nacional, ou em outra qualquer importante biblioteca pública nacional. Excepção  verifica-se na Biblioteca da Câmara Muncipal de Coimbra, que descreve na sua Jornais e Revistas de Coimbra (1931, p. 47) com a existência de apenas um exemplar, embora incompleta, da primeira série, admitindo a existência de uma segunda série, mas inexistente no seu acervo.

Teve colaboração de Alfredo Costa, Fernando Chénier, José Mourão, António Horta, Alfredo da Câmara, Raul de Soils, Eugénio de Castro entre outros.

Preço:900,00€

Referência:15273
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:O DESENGANO. Periodico Politico, e Moral por ...
Descrição:

Lisboa na Impressão Regia, 1830 (Setembro 1830 a Setembro de 1831). In-8º de 27 números, composto maioritariamente por 12 páginas cada: Colecção completa de 27 numeros encadernados num volume. Encadernação meia de pele cor de mel, século XX, com rótulo de pele vermelha gravada cm dizeres a ouro na lombada. Corte coevo das folhas salpicado a pigmento azul indigo. Exemplar acompanhado do retrato que por vezes falta nos exemplares que aparecem no mercado, gravura esta desenhada por H. J. da Silva e gravada por D. J. Silva . Inocêncio, no seu Dicionário Bibliográfico, diz-nos que a obra " ... compõe- se de 27 n.ºs, dos quaes o ultimo sahiu posthumo, tendo ficado incompleto pela morte do auctor ...", dado esse que se obtem também no último parágrafo do último número, onde refere a data de cessão de escrita e do passamento do autor "... por lhe obstar a finalisal-o o ataque das sezões de que lhe sobreveiu a morte ..."

Exemplar apresenta ainda uma folha final, constituída por 2 sonetos assinados J.J.P.L. [Joaquim José Pedro Lopes], intitulados «Por ocasião da sentida morte do Padre J.A. de Macedo» e o «Índice dos títulos dos numeros desta obra».

Publicação periódica completa, de difícil obtenção no mercado e cujas descrições não referem, nem a gravura, nem a folha final.

Inocêncio, IV, 197; Manuel Ferreira, Cat. LXXXII

 

 

Observações:

Periódico afeiçoado à causa absolutista em que o autor " .... arremedando uma espécie sui generis de heteronímia ou máscaras da mentira, criou, sem paralelo, um verdadeiro estilo de intervenção desorbitada na vida política portuguesa, habitualmente mais passiva e impessoal (...) e verdadeiro profissional da demagogia, converteu a polémica de intenção literária num registo ideológico ..." (Maria Ivone Ornellas Andrade, in A Contra-revolução em português, José Agostinho de Macedo, vol. II, 2004, p. 316)

Preço:250,00€

Referência:15336
Autor:PINA, Mariano
Título:O ESPECTRO Castigo semanal da politica
Descrição:

Edição do autor, Porto (e Paris), 1890. Conjunto de cinco opúsculos  (os quatro primeiros e o nº7), In-8º de 16-19-15-19-15 págs. Protegido com uma folha de cartolina, coeva, com dizeres mansucritos pela frente, cujo papel apresenta ligeiros picos de acidez. Conserva todas as capas de brochura. Aparado e apresentando-se, por vezes, com algum prejuizo de leitura unicamente nas capas de brochura. O n.º 4 saiu com o título "Novo espectro".

RARO.

 

Observações:

Conjunto de cinco opúsculos publicados por Mariano Pina em Paris no ano de 1890, em consequência das leis contra a liberdade de imprensa que vigoravam  nessa altura. Numa carta dirigida a Bordalo Pinheiro ele  aborda o assunto " As estas horas já deves ter recebido o 1º numero d’um panphleto semanal, o Espectro que acabo de lançar e que sahirá todos os sabbados. Esse panphleto será a expressão exacta do asco que causa a todo o portuguez a situação politica e financeira que nos criou este governo no estrangeiro, e principalmente na França. Hoje somos perante a Europa mais do que um povo ridículo – somos um povo enlameado.Toda a auctoridade e dictadura tem a sua razão de ser (...) mas d’ahi á mascarada a que estamos assistindo desde a famosa lei de 9 de Abril contra a imprensa – é o que é loucura fazer-se, mais do que uma loucura – um crime.” avisando que ” O Espectro diz coisas do diabo. Ora enquanto o não suprimem, recommenda-o vivamente aos leitores dos Pontos nos ii e diz-me se a leitura te agradou. Mais te peço (...) que me mandes para Paristodos os jornaes governamentaes em que eu vou passar a ser insultado e difamado ".

Preço:75,00€

Referência:14881
Autor:[RUSSEL, Cortez Fernando Augusto de Barros]
Título:VIRIATIS. Arte. Arqueologia. Museuologia. Boletim do Museu de Grão Vasco. Nº I (e II) vol. I
Descrição:

Tipografia Guerra, Viseu, 1957. In-4º de 2 números com numeração corrida, de 1 a 129. Ilustrado à parte sobre papel couché. Miolo impecável, capas com muito e insignificante empoeiramento.

Observações:
Preço:18,00€