Banner Vista de Livro
 Aplicar filtros
Temas 
Palavras Chave 
Módulo background

Pesca

Foram localizados 10 resultados para: Pesca

 

Referência:13958
Autor:AVEIRO, Valdemar
Título:HISTÓRIAS DESCONHECIDAS DOS GRANDES TRABALHADORES DO MAR recordações da pesca do bacalhau
Descrição:

Editorial Futura, Lisboa, 2009. In-8º de 226 págs. Br. Ilusstrado em extra-texto com fotografias a preto e branco.

Observações:

Obra que aborda a faina do bacalhau em navios da pesca de arrasto.

Da Badana


"A mestria aqui é tanto mais sedutora e cativante quanto não pertence ao reino do fingimento e, muito menos da ficção ou da invenção, fazendo-se acompanhar de notáveis qualidades, amáveis e aprazíveis no trato com o leitor, à imagem do seu autor: a sageza, a lhaneza, a coloquialidade, a simplicidade, a simpatia e a bonomia. Diria mesmo que Valdemar Aveiro escreve musicalmente tocando as cordas da sua lira em pizzicato, numa técnica sem parangonas nem espaventos, num tom sem alardes nem tremendismos, consoante ensinava o famoso e clássico Mestre em pizzicatos que foi Monteverdi; qui si lascia l’arco, e si strappano le corde com duoi diti.

Tão simples, tão fácil, tão difícil, tão subtil como isso. E, sobretudo, arriscado na corda tensa do escrever, no tremer da escrita. Já lá escrevia o nosso Padre António Vieira que não há cousa mais escrupulosa no mundo que papel e pena: dois dedos com uma pena na mão é o ofício mais arriscado que tem o género humano."

Preço:15,00€

Referência:13957
Autor:AVEIRO, Valdemar
Título:80 GRAUS NORTE Recordações da Pesca do Bacalhau
Descrição:

Editorial Futura, Lisboa, 2009. In-8º de 214 págs. Br.  Ilustrado em extra-texto com fotografias a preto e branco.

Observações:

Obra bastante interessante sobre a faina do bacalhau.

Do Prefácio

"Nítidos e cheios de expressivas imagens são os relatos que faz da sua vida na faina da pesca. Sem nos apercebermos, somos convidados a entrar a bordo do seu navio e fazermos companhia ao nosso comandante nas amarguradas horas de forçada prisão em mares gelados, verificando in loco como a força do homem e até os seus mais modernos conhecimentos ali parecem tão pequenos e sem valor, comparados com a brutal força dos elementos da natureza."

Preço:15,00€

Referência:14155
Autor:CASTRO, Jeronimo Osorio de
Título:INVERNO NA TERRA NOVA Pequena Crónica de Uma Viagem. (8 de Novembro de 1944 a 19 de Janeiro de 1945).
Descrição:

Editora Marítimo - Colonial, Lisboa, 1946. In-8º de 168 págs.Br. Ilustrado com desenhos de Alfredo Antunes ao longo do texto e com com fotografias em extra-texto representando a faina marítima em torno da pesca do bacalhau.
Primeira edição.

Observações:

"Por toda a parte vira o Homem, lutando, nas condições mais diversas, contra a Natureza, sempre hostil. Mas trazia, de novo, sobre muitas ilusões, uma certeza de coragem – a certeza de que o Homem está apegado à vida, e sabe enfrentá-la, lutando para o seu domínio."

Preço:26,00€

Referência:14154
Autor:ELLIS, Myriam
Título:A BALEIA no Brasil Colonial. Feitorias, Baleeiros, Técnicas, Monopólio, Comércio, Iluminação
Descrição:

Edições Melhoramentos, São Paulo, 1969. In-º8 de 235 páginas. Ilustado ao longo do texto e à parte, com tabelas e mapas desdobráveis.  Brochado.

Observações:

Uma das poucas obras que abordam o surgimento deste comércio é o livro da historiadora Myriam Ellis, A Baleia no Brasil Colonial, onde encontramos relatos que nos auxiliam a compreender, não só a sua implementação no Brasil, como também a origem deste lucrativo comércio ao todo o mundo. Este livro de Ellis, publicado em 1969, quando muitas das fontes, hoje disponíveis, ainda não eram acessíveis por meio digital, recurso fundamental para o desenvolvimento desta e de outras pesquisas no Brasil actual. Este trabalho é fundamental na medida em que permite o entendimento da mecânica que regia essa atividade e dos recursos necessários para a inserção da pesca da baleia no litoral do Brasil no século XVII.

 

Da wikipédia:

" ... A prática de pescar baleias com arpões foi inaugurada no Brasil no início do século XVII, por influência direta de pescadores bascos instalados na Bahia. Desde o início, precisamente em 1614, a Coroa estabeleceu o Monopólio sobre esta atividade, garantindo o seu controle dos impostos, da qualificação social dos seus administradores e do destino do produto da pesca. A indústria baleeira “foi uma das que Portugal permitiu no Brasil Colonial”. Durante o século XVII, a Bahia foi a principal produtora de óleo, mas, com o aval da Coroa para implementação de novas armações sempre descendo pela costa brasileira, já no século XVIII as principais armações eram as do sul – Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Sabe-se do surgimento no total de 14 ou 15 armações ao longo do litoral brasileiro nestes dois séculos.

O auge da pesca das baleias começa em 1765, ano em que é feita a unificação de todos os contratos de pesca da baleia no Brasil, refletindo a época das reformas pombalinas; a partir daí proliferam construções de novas armações (em Santa Catarina são construídas 4 das 6 ou 7 armações da capitania ). O período de grande produção na indústria baleeira termina no ano de 1789, decaindo sem recuperação a partir daí. Esta queda da produtividade é reflexo, por um lado, da redução do número de baleias pescadas, que se deve à extinção e à concorrência inglesa e norte-americana que pescava as baleias em alto-mar antes de chegarem à costa e estava se maquinizando. E, por outro lado, dos métodos utilizados na confecção do óleo, que são tidos como falhos pelos observadores da época, devido à quantidade de desperdício. Uma causa da falta de competitividade da indústria baleeira brasileira e destas técnicas falhas pode ter sido o privilégio do monopólio que “parece ter-lhe entravado um maior avanço técnico, o que constituiu, tempos depois, um dos fatores de sua decadência” .[10] Com esta queda na produção, aliada à influência do pensamento político-econômico liberal e dos observadores críticos da indústria baleeira, a Coroa extingue o monopólio em 1801.

No século XIX, as armações baleeiras começaram a desaparecer. Para a liberalização desta atividade, as armações foram postas à venda pela Coroa, e, enquanto não havia interessados – como de fato não houve até 1816, a não ser com relação às duas armações no norte – a sua administração ficou com o governo. A maior parte das armações não foram compradas, e a administração, tanto da Coroa quanto do Império, não foi cuidadosa e não conseguiu levantar novamente a indústria baleeira.

Em algumas armações, com a inadimplência dos pagamentos dos administradores locais e dos trabalhadores escravos, havia fugas, e até mesmo utilização da estrutura da armação por pescadores estrangeiros, principalmente norte-americanos. Várias estratégias foram tomadas para se desfazer das armações para interessados particulares, como contratos anuais, arrendamentos, até o desmonte com as vendas das peças e instalações. Ao longo do século, no Rio de Janeiro, São Paulo e em Santa Catarina, as armações foram sendo abandonadas, restando apenas 2 armações na Bahia, que já estavam em mãos de particulares, e continuaram a pequena atividade até meados do século XX..."

Preço:35,00€

Referência:13956
Autor:VILLIERS, Alan
Título:A CAMPANHA DO ARGUS uma viagem aos bancos da Terra Nova e Gronelândia
Descrição:

Livraria Clássica Editora, Lisboa, s/d. In-8º de 366-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto com fotografias do autor. Capa de brochura com alguns picos de acidez.

Observações:

Obra escrita, a convite de Pedro Teotónio Pereira, embaixador português em Washington,pelo marinheiro Australiano Alan Villiers sobre  a epopeia dos pescadores portugueses, num dos mais belos veleiros da frota bacalhoeira portuguesa, o Argus.
Villiers embarcou com os pescadores portugueses e durante cinco meses, viu e registou a dureza da “faina maior” para a documentar. Naquele tempo, a pesca do bacalhau por “homens de ferro em navios de madeira”, a mítica “frota branca”, era a última grande actividade económica que fazia uso da navegação à vela para viagens transoceânicas.
Através desta obra de Alan Villiers no “Argus”, ficamos com uma imagem da pesca portuguesa que até 1974 utilizava ainda  o método tradicional de pesca, apanhavam o bacalhau com isco e à linha a partir de pequenos botes, denominados “dóris”, que saiam do navio-mãe para a água.

Preço:40,00€