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Polémica

Foram localizados 54 resultados para: Polémica

 

Referência:12971
Autor:autoria indefinida
Título:RETRATO DOS JESUITAS feito ao natural pelos mais sabios, e mais illustres catholicos: OU JUIZO FEITO A CERCA DOS JESUITAS pelos maiores, e mais esclarecidos homens da igrejae do estado: DESDE O ANNO DE 1540, EM QUE FOI A SUA FUNDAÇÃO...
Descrição:

Officina de Miguel Rodrigues, Lisboa, 1761. In-8º de 256 págs. Encadernação inteira em pele, com sinais de desgaste superficial, decorada com dizeres e flores a ouro na lombada. Com algumas e muito leves manchas de humidade no miolo no entanto sem perturbar a leitura do texto.
 

Obra extremamente RARA.

Observações:

Colecção de textos anti-jesuíticos , traduzidas do francês para o português, na altura em que começou a expulsão dessa ordem de Portugal. Muito interessante para saber as opiniões que corriam pelos reinos da Europa. Os membros da Companhia de Jesus são logo à entrada apresentados por Melchior Cano, bispo de Canárias, como os percursores do Anticristo, classificando esta Ordem de anticristã: “Dizia este ilustre e religioso prelado que esta Companhia causaria à Igreja males sem número, que era uma sociedade anticristã, companhia de percursores do Anticristo, que não podia deixar de aparecer brevemente; pois começaram a aparecer os seus percursores e os seus emissários".

Preço:180,00€

Referência:13187
Autor:BOMBARDA, Miguel
Título:A SCIENCIA E O JESUITISMO. Replica a um padre sabio.
Descrição:

Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1900. In-8º de VIII-191-(3) págs.  Encadernaçãp meia francesa em pele com dizeres e florões a ouro na lombada. Ilustrado com a reprodução de uma gravura  antiga, de  Hogenberg, que  representa "O  Auto  de  Fé  de  Valladolid  em  1559".

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra que integra uma polémica entre Miguel Bombarda e o padre Manuel Fernandes de Santanna. Em 1899  Miguel Bombaarda publicara A Consciência e o Livre Arbítrio, a que o padre Manuel Fernandes de Santanna,responde  fazendo sair Questões de Biologia? O materialismo em face da Sciencia. Em resposta contra o jesuíta, o autor publica este A Sciencia e o jesuitismo replica a um padre sábio, que apresentando  numerosos  excertos  do  livro  em  causa e os contradize onde é notório o anticlericalismo do autor.


"Em trabalho anterior defendi a ideia da relegação dos condenados em ilha bem perdida por esses mares, onde não possam prejudicar nem procriar. Com os jesuítas, que menos prezam os arrebatementos místicos do que as comodidades da vida, haveria uma razão maior, e é a da arredar todo o perigo de propaganda, que é talvez ainda mais grave do que qualquer dos outros malefícios que lhes podemos dever. Seria uma prática sensata e tranquilamente apontada  pelos séculos de atraso que a humanidade lhes deve.Numa ilha bem perdida, onde não mais pudessem fartar de riquezas nem mais fantasiar os espíritos ingénuos (...) de vez se teriam extinguido."

 

Preço:42,00€

Referência:13554
Autor:BRANCO, Camilo Castelo
Título:A SENHORA RATTAZZI
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron Editor, Porto e Braga, 1880. In-8º de 30-II págs. Encadernação meia francesa em chagrin com dizeres e florões em casas fechadas. Conserva capas de brochura anterior, reforçada nas margens. Ante-rosto com os dizeres A SENHORA RATTAZZI enquadrados numa bonita e romântica moldura de composição tipográfica.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Primeira edição deste folheto da Questão Rattazzi, polémicas em que Camilo se envolveu a propósito do livro escrito pela Princesa Rattazzi sobre Portugal. Este livro é a resposta às provocações da Sr.ª Rattazzi e termina da seguinte maneira:
“Em conclusão: o seu livro não é cano de escorrencias muito nauseabundas, nem é canal de noticias uteis, tirante a dos hoteis infamados de persevejos; não é pois cano, nem cabal; mas é canudo, porque custa sete tostões; e — vá de calão — como troça e bexiga, é caro.”

Inocêncio. XVIII, 144. “A questão Rattazzi: esteve por differentes vezes em Portugal uma dama estrangeira, de origem italiana ou ingleza, que se apresentou com o titulo de Princeza Rattazzi dizendo-se aparentada com a familia Imperial Bonaparte, o que, aliás, segundo consta de informações notorias, as auctoridades francezas não permittiam officialmente. algumas folhas francezas, hespanholas e italianas tinham falado d"ella a proposito de seus escriptos dados ao prelo, dos seus consorcios e de varios incidentes da sua vida aventurosa. Da ultima vez que se demorou em Lisboa, por 1879, lembrou-se ella de escrever um livro de viagem acerca de Portugal: mas, ou por falta de estudo, ou por leviandade, acreditando em esclarecimentos ministrados por pessoas de sua intimidade e de acanhada consciencia quanto aos factos que inculcaram, o certo e que fizeram cair Maria Rattazi em dislates e erros gravissimos, como lhe foi demonstrado. O seu livro, pois, deu margem larga e extensa á publicacão de outras obras de refutação aspera, em que a auctora, apesar do sexo, da idade, do nome aristocratico e da fama de que se fazia cercar, e em que desejava escudár-se, padecem duros ataques, sendo os mais vivos, mordazes e acerados os que lhe vibraram sem piedade Camillo Castello Branco e Urbano de Castro, que assignava os seus escriptos sob o pseudonymo chá-ri-vá-ri. Estas controversias e criticas tomaram o caràcter de verdadeiro escandalo litterario e foram só é alastrando pela imprensa de todas as cidades, em artigos soltos, em folhetins e em correspondencias”.

Preço:90,00€

Referência:12473
Autor:CARDOSO, Joaquim
Título:FERREIRA DE CASTRO DESMASCARADO -A verdade àcêrca do romance
Descrição:

Livraria Renascença - J. Cardoso, Lisboa, 1953. In-8.º de 40 págs. Br. Rubrica de posse, no ante-rosto.

 

RARO.

Observações:

Curioso opúsculo em que Joaquim Cardoso denuncia a alegada desonestidade por parte de Ferreira de Castro na escrita do romance "Emigrantes", alegando que os documentos que estiveram na base do argumento ficcional do livro serem da sua autoria, e também de ter perdido os direitos de publicação em favor da Livraria Guimarães.

Preço:18,00€

Referência:13538
Autor:COUTO, António Maria do
Título:MANIFESTO CRITICO, ANALYTICO E APOLOGETICO em que se defende o insigne vate Luiz de Camõs, da mordacidade do discurso preliminar, que precede ao poema Oriente; e se demonstrão os infinitos erros do mesmo poema
Descrição:

Na Impressão de J.F.M de Campos, Lisboa, 1815. In-8º de 104-(1) págs. Encadernação modesta meia inglesa, desgastada, com dizeres a ouro na lombada. Rótulo de papel de núemro de ordem de biblioteca na pasta.

INVULGAR.

Observações:

Folheto onde o António Maria do Couto tece considerações e condena  o poema "O Oriente" da autoria de J. A. Macedo, que este pretendia melhor que "Os Lusíadas" de Camões.

Preço:45,00€

Referência:13191
Autor:DINIZ , Pedro
Título:AS FOLHAS CAHIDAS APANHADAS A DENTE e publicadas em nome da moralidade por Amaro Mendes Gaveta antigo collaborador do Palito Metrico.
Descrição:

em Casa de F.G. da Fonseca, Porto, 1854. In-8º de 24 págs. Encadernação moerna e modesta em pano com dizeres e florões em rótulo na lombada com gralha na atribuição de autoria. Conserva capas de brochura. Ocasionais picos de humidade própria da qualiiade do papel. Capas com restauros.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Sobre esta paródia escreveu Henrique Campos Ferreira Lima o seguinte: "Deplorável! Todo o paiz e as colonias e o Brazil se riram das 'Folhas cahidas' de Garrett, desde que a satyra de Pedro Diniz as abaixou ao raso da mordacidade que escancara sempre uma gargalhada quando topa um amor senil a carpir-se com lastimas de criança amuada".

Preço:50,00€

Referência:13539
Autor:ESTRADA, Raymundo Manoel da Silva
Título:CONFRONTAÇÃO MINUCIOSA DOS DOIS POEMAS LUSÍADAS, E ORIENTE,Defensa imparcial do grande Luiz de Camões contra as invectivas, e embustes do discurso preliminar do Oriente composto pelo padre José Agostinho de Macedo, em que se prova as suas falsas
Descrição:

Imprensa Nevesiana, Lisboa, 1834. In-8º de 56 págs. Encadernação moderna meia inglesa em pele com dizeres a ouro na lombada sobre rótulo de pele vermelha. Frontspício com ex-libris.

INVULGAR.

Observações:

Folheto onde o autor faz uma comparação minuciosa dos Lusíadas e do Oriente, criticando o poema de Agostinho de Macedo e acima de tudo o Discurso Preliminar que antecede o poema de Macedo.

Preço:40,00€

Referência:13837
Autor:LIMA, Campos
Título:A GAFANHA ( 1 e 2)
Descrição:

Edição de autor (composto e impresso na Typ. Minerva), Lisboa, 1909. Dois volumes de in-8º de 16 págs. cada. Br. Capas de brochura amarelecidas pelo tempo e com alguns picos de acidez.

MUITO RARO.

Observações:

Do Primeiro Número:

"A Gafanha, meus caros senhores, não é senão esta boa terra de mesquinharias e de toleimas, a fingir de nação da Europa e que nem ao menos por decoro anda de tanga. A Gafanha é a ‘piolheira’, onde só é gente o sr. Burnay. A Gafanha são os padres do ‘Portugal’, é a intentona, é a juventude monárquica, é a barriga do sr. Alpoim, a chefia do sr. Vilhena, a lei de 13 de Fevereiro, a beleza do sr. D. Manuel, o ‘Vasco da Gama’, o discurso da coroa, a chalaça do sr. Ferreira do Amaral e os adiantamentos. A Gafanha é esta terra de cegos, onde não havendo ao menos quem tenha um olho para ser rei, por esse facto se pensa fazer a República ..."

 

 

A Gafanha foi um periódico publicado em 1909 e do qual se sabe terem existido 8 números. Este tipo de periódicos são bastante difíceis de encontrar quer pela sua reduzida tiragem quer pela perseguição a quem defendia a "doutrina do anarquismo" resultante da Lei de 13 de Fevereiro de 1896.
Nos seus artigos, Campos Lima comentava jocosamente factos políticos, sociais e afins. critica quer a Monarquia quer a República.

Cada exemplar da A Gafanha era composto por 16 páginas, com capa em papel de cor. O seu preço  era de 30 réis. Não incluía imagens, nem  títulos: os textos são separados por dia e mês.

Preço:90,00€

Referência:13827
Autor:LOBO, Eduardo de Barros
Título:VESPAS
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron/ edição de autor, Porto, 1880. Três tomos de in-8º de 63-63-64 págs. Br. Capas de brochura ligeiramente empoeiradas.

COLECÇAO COMPLETA

INVULGAR.

Observações:

Curiosa publicação de Eduardo Lobo Correia de Barros, conhecido nos meios jornalísticos e literários pelo pseudónimo de  "Baldemónio". Era uma revista mensal humoristica e que visava com as suas críticas a cidade do Porto (Tweve apenas estes 3 números).


“Quem somos, d’onde vimos, para onde vamos?” – “Pódes a teu gosto julgar a aparição d’esta ligeira chronica um facto calamitoso, após as ultimas chuvas de janeiro, como o despontar d’um cogumelo venenoso; e todavia fazemos certo empenho em te declarar que o nosso rutilante enxame vem de caso pensado e rixa velha, através das enxurradas do inverno, com um propósito a nosso vêr meritório: o d’acordar no teu animo, como um excitante de satyras bem aguçadas e finas á flôr da epiderme social, a noção innata do senso commum, – ainda assim não tenho comum como á primeira vista parece, – visto que o jornalismo indígena, com a uniformidade marcial d’um mot d’ordre, se tem constantemente empenhado em a adormentar á força de velhacarias prudhommescas.”

“somos na imprensa, apenas uma vez por mez, a expressão escripta do bom senso (…)vimos alli de cima, da calçada dos Clerigos, com a missão explicita de soltar sobre a época um bando d’ironias aladas (…) vamos (…) não para a gloria, pelo motivo bem simples de que é para o Suisso, a tomar café e cognac."

Preço:125,00€

Referência:13522
Autor:LOPES, Joaquim José Pedro
Título:CARTA AO SR. ANTÓNIO MARIA DO COUTO,na qual se dá breve, seria, e terminante resposta ao Manifesto, em que pretende mostrar os erros do poema Oriente, e defender os das Lusiadas
Descrição:

Impressão Régia, Lisboa, 1815. In-8º de 31 págs. Br.  Páginas com alguns picos de acidez. Exemplar cosido apenas à margem estando intacto de margens, sem encadernação como na origem

INVULGAR.

Observações:

Carta que faz parte da polémica iniciada por António Maria do Couto com a publicação do  "Manifesto critico, analytico e apologético em que se defende o insigne vate Camões da mordacidade do discurso preliminar do Poema Oriente, e se demonstram os infinitos erros do mesmo poema". Esta resposta de Joaquim José Pedro Lopes, é  uma defesa do poema de Macedo e onde se apontam erros encontrados nos Lusiadas.

Preço:20,00€

Referência:13514
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:AS PATEADAS DE THEATRO INVESTIGADAS NA SUA ORIGEM; E CAUSAS junto com A IMPOSTURA CASTIGADA junto com O SEBASTIANISTA DESENGANADO À SUA CUSTA junto com D, LÍZ DE ATHAIDE OU A TOMADA DE DABUL junto com BRANCA DE ROSSIS
Descrição:

Na Impressão Régia, Lisboa, 1812.In-8º de 132 págs. Junto com: A impostura castigada, comedia em tres actos; composta em 1812 por J. A. D. M. Lisboa : Na Imprensa Nacional, Lisboa, 1822. In-8º de 56 págs. Junto com: O Sebastianista desenganado á sua custa. Comedia composta por José Agostinho de Macedo. Representada oito vezes sucessivas no Theatro da Rua dos Condes,  Na Imprensa Nacional, Lisboa, 1823. In-8º de 56 págs. Junto com: D. Luiz d'Athaide ou a tomada de Dabul. Drama heroico. O assumpto he tirado da Asia Portugueza de Manoel de Faria e Sousa. Tom. II. Parte III. &c. por J. A. de M. Na Imprensa Nacional,  Lisboa, 1823. In-8º de 72 págs. Junto com: Branca de Rossis. Tragedia. Na Impressão Régia, Lisboa, 1819.In-8º de 93-(3) págs. Encadernação  recente em papel marmoreado com rótulo na lombada. Assinatura de posse no rosto. Exemplar em razoável estado de conservação.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Reunião num volume só de várias obras de josé Agostinho de Macedo relacionadas com teatro. Na introdução à primeira obra  “Pateada he hum movimento espontaneo de pés, bordões, cacheiras, taboas, assobios, feito na Platéa  elos  Senhores espectadores,  de  que  resulta  huma  assoada,  açogaria,  marinada,  e  ingrezia  confusa dada nas bochechas aos cómicos, para se lhes dizer com toda a civilidade, que o que estão representando, ou acabão de representar, he huma completa parvoice, huma manifesta pouca vergonha, ou hum solemne destempero.” Esta é a definição que o autor dá na «Carta, que serve de Introducção» aos VIII  capítulos da obra, onde ele dá exemplos práticos oriundos do teatro da época.

Seguem-se quatro peças de teatro, comédias e tragédias, escritas pelo autor:  A impostura castigada, comedia em tres actos; O Sebastianista desenganado á sua custa. Comedia composta por José Agostinho de Macedo. Representada oito vezes sucessivas no Theatro da Rua dos Condes; D. Luiz d'Athaide ou a tomada de Dabul. Drama heroico. O assumpto he tirado da Asia Portugueza de Manoel de Faria e Sousa e  Branca de Rossis. Tragedia.

Preço:75,00€

Referência:13570
Autor:MACHADO, Fr. José
Título:NOVO MESTRE PERIODIQUEIRO, ou dialogo de hum sebastianista, hum doutor, e hum ermitão , sobre o modo de ganhar dinheiro no tempo presente.
Descrição:

Na Imprensa de Galhardo, Lisboa, 1821. In-8º de 38 págs. Encadernação moderna em papel marmoreado. Ostenta um pequeno autocolante de biblioteca particular.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Opúsculo polémico que atacava as ideias de liberdade da época. Nele o autor defendia os estabelecimentos antigos, as ordens religiosas e mesmo a Inquisição. Foi o primeiro de uma série de opúsculos.

Preço:45,00€

Referência:13545
Autor:OLAVO, Carlos
Título:A VIDA TURBULENTA DO PADRE JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO
Descrição:

Liv. Ed. Guimarães, Lisboa, 1938. In-8º de 284-(4) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

Observações:

A obra é a biografia de um dos maiores polemistas portugueses (1761-1831). Encheu a sua época com as suas polémicas, com a loucura das suas atitudes e com o clamor dos seus impropérios.

“Será interessante saber, para determinar a origem dêste meu trabalho, a razão porque pensei, escolhi e estudei a personalidade de José Agostinho de Macedo, velha figura literária com mais dum século de túmulo, quási esquecida, quási apagada nas sombras que a luz dos tempos vai deixando nos recantos da história. (...) êle é uma das personagens mais interessantes da nossa história literária porque, além de polemista, foi poeta, prêgador, epistológrafo, dramaturgo, crítico e dominou a sua época pela fôrça quási incrivel da sua personalidade."

Preço:18,00€

Referência:13862
Autor:OSORIO, António Horta
Título:RELATORIO SOBRE AS RESPONSABILIDADES DE MARANG
Descrição:

Estamparia do Banco de Portugal, Lisboa, 1927. In-8º de 60-LXXVII págs. Encadernação moderna em sintético azul, conservando as capas de brochura. Aparado e com rubrica de posse no frontspício. Miolo impecavelmente bem conservado e muito limpo.

Observações:

Texto integral da sentença condemnatória de Marang proferida no Tribunal de Haya em 10 de Novembro de 1926.

"Quando, no anno findo, li, pela primeira vez, o processo do Angola e Metropole, quiz-me parecer que haveria vantagem em fazer uma synthese de certos elementos do processo, que mais directamente se relacionavam com a intervenção de Marang na formidavel burla, afim de a enviar ao advogado do Banco de Portugal na Hollanda, que n'ella poderia talvez encontrar uma fonte de elucidação útil. D'ahi resultou o relatorio que vae ler-se e que foi escripto originalmente em francez tendo sido agora traduzido sem o menor acrescentamento ou omissão..."

Preço:19,00€

reservado Sugerir

Referência:13169
Autor:PETRUS, (pseud. de Pedro da Veiga)
Título:O SR. ADOLFO CASAIS MONTEIRO E OS MODERNISTAS PORTUGUESES. MAIS UMA PERFÍDIA DO PUETA DA «CONFUSÃO». Subsídios para a História do Adágio «Ódio Velho não Cansa»
Descrição:

C. E. P., Porto,  s/d. In-4º de 31-(1) págs. Br. Edição em papel de cor.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Invulgar.

Observações:

Obra que transcreve várias peças duma das polémicas  entre  Petrus e Adolfo Casais Monteiro.

INTRODUÇÃO


"Este texto é extraído da obra em Publicação «ADOLFO CASAIS MONTEIRO' EM HASTES LIMPAS. Exercício tauromáquico sobre o pueta da Confusão». Elaborada em julho de 1958 e revista em Dezembro, a réplica foi enviada ao jornal O Comércio do Porto no último dia do prazo designado na Lei de Imprensa. Foi a seguir devolvida, depois de mutilada em quase metade do seu texto pela censura pessoal do sr. Fortunato, dono daquela Tribuna. Conjuntamente com esta resposta publica-se o protesto enviado àquele porta--voz nos dias imediatos à publicação na sua página literária (?) do grosseiro e rancoroso artigo: «Uma Malfeitoria (Literária) Útil» e por último a carta que terminou o diálogo com o jornalisteiro-mor da Folha. Todos os outros documentos respeitantes a este assalto à dignidade e reputação dum trabalhador intelectual num Órgão de im-prensa que pretendia ser sério e indepen-dente serão publicados no Livro mencionado. Por ora basta."

Petrus

Preço:20,00€

Referência:13250
Autor:PINA, Mariano
Título:O ESPECTRO Castigo semanal da politica
Descrição:

Edição do autor, Porto, 1890. Conjunto de cinco opúsculos  (os quatro primeiros e o nº7) em in-8 de 16-19-15-19-15 págs. Encdernação em papel com picos de acidez. Conserva todas as capas de brochura. Aparado com algum prejuizo para a leitura. O n.º 4 saiu com o título "Novo espectro".

RARO.

 

Observações:

Conjunto de cinco opúsculos publicados por Mariano Pina em 1890, em consequência das leis contra a liberdade de imprensa que vigoravam  nessa altura. Numa carta dirigida a Bordalo Pinheiro ele  aborda o assunto " As estas horas já deves ter recebido o 1º numero d’um panphleto semanal, o Espectro que acabo de lançar e que sahirá todos os sabbados. Esse panphleto será a expressão exacta do asco que causa a todo o portuguez a situação politica e financeira que nos criou este governo no estrangeiro, e principalmente na França. Hoje somos perante a Europa mais do que um povo ridículo – somos um povo enlameado.Toda a auctoridade e dictadura tem a sua razão de ser (...) mas d’ahi á mascarada a que estamos assistindo desde a famosa lei de 9 de Abril contra a imprensa – é o que é loucura fazer-se, mais do que uma loucura – um crime.” avisando que ” O Espectro diz
coisas do diabo. Ora enquanto o não suprimem, recommenda-o vivamente aos leitores dos Pontos nos ii e diz-me se a leitura te agradou. Mais te peço (...) que me mandes para Paristodos os jornaes governamentaes em que eu vou passar a ser insultado e difamado ".

Preço:35,00€

Referência:13553
Autor:RATTAZZI, Princesse
Título:PORTUGAL À VOL D’OISEAU. Portuguezes e Portuguezas, seguido das apreciações de Camillo Castello Branco à primeira e segunda edição e da nova carta da princeza aos criticos do seu livro
Descrição:

Typographia Litteraria de C. A. de Moraes, Rio de Janeiro, 1880 In-8º de 296 págs. Encadernação moderna em chagrin preto, meia francesa com dizeres e florões em casas fechadas. Conserva ambas as capas de brochura. BELO EXEMPLAR embora apresente papel ligeiramente acidificado próprio da sua qualidade. PEÇA DE COLECÇÃO

MUITO RARA edição brasileira, a primeira na língua portuguesa.

Observações:

Tradução publicada no Brasil e diferente da edição portuguesa deste polémico livro da princesa rattazzi. Encerra também uma apreciação escrita por Camilo Castelo Branco. Saiu um ano antes da edição portuguesa.

Maria Rattazzi escreveu as memórias das suas estadias em Portugal através de cartas. O livro não agradou à maioria dos intelectuais portugueses dando origem a uma polémica, segundo Inocêncio XVIII, 154:
"QUESTÃO RATTAZZI. - Esteve por differentes vezes em Portugal uma dama estrangeira, de origem italiana ou ingleza, que se apresentou com o título de princeza Rattazzi, dizendo se aparentada com a familia imperial Bonaparte, o que, aliás, segundo consta de informações notorias, as auctoridades francezas não permittiam officialmente. Algumas folhas francezas, hespanholas e italianas tinham falado d'ella a proposito de seus escriptos dados ao prelo, dos seus consorcios e de varios incidentes da sua vida aventurosa. Da ultima vez que se demorou em Lisboa, por 1879, lembrou se ella de escrever um livro de viagem acerca de Portugal: mas, ou por falta de estudo, ou por leviandade, acreditando em esclarecimentos ministrados por pessoas de sua intimidade e de acanhada consciencia quanto aos factos que inculcaram, o certo e que fizeram cair Maria Rattazi em dislates e erros gravissimos, como lhe foi demonstrado. O seu livro, pois, deu margem larga e extensa á publicacão de outras obras de refutação aspera, em que a auctora, apesar do sexo, da idade, do nome aristocratico e da fama de que se fazia cercar, e em que desejava escudár se, padecem duros ataques, sendo os mais vivos, mordazes e acerados os que lhe vibraram sem piedade Camillo Castello Branco e Urbano de Castro, que assignava os seus escriptos sob o pseudonymo Chá Ri Vá Ri."

Preço:125,00€

Referência:13784
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:QUANDO OS LOBOS JULGAM A JUSTIÇA UIVA. Texto integral da Acusação e Defesa no Processo Aquilino Ribeiro.
Descrição:

Editora Liberdade e Cultura, São Paulo, s.d. In-8º de  112 págs. Br. Miolo impecável.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra publicada no Brasil e que encerra a defesa de Aquilino Ribeiro no processo que decorreu durante quase dois anos por causa da apreensão de "Quando os Lobos Uivam" (1958). Este livro foi apreendido em Portugal. Prefácio de Adolfo Casais Monteiro.

Do prefácio:

“O nosso conhecido mêdo de enfrentar a verdade (o mêdo de um povo que para tal foi educado, desde séculos antes de ter sido salazariado), o falso optismo do ‘talvez não seja tanto assim’, que é a reacção dos que ainda querem salvar uma mísera comodidadezinha, pouco acima do nível da fome e paga à fôrça de abdicações morais e espirituais — eis o terreno no qual a ditadura não teve dificuldade em firmar os alicerces do seu monstruoso culto de coisa-nenhuma, o auto-endeusamento da violência que só ama a si mesma. Porque um povo que fecha os olhos de dentro ao que os olhos virados para fora lhe estão mostrando a cada instante, é um povo pronto a abdicar da sua vontade nos altares da tirania (...) Aqui está Aquilino Ribeiro, na idade em que se convencionou que as pessoas só estão boas para a reforma, pondo a heróicamente a nú, nas páginas de Quando os Lobos Uivam, a verdadeira face do Estado Novo, revelando como êle ‘resolve’ os problemas nacionais, como o povo é para a sua máquina implacável um pormenor sem importância — e mostrando como se faz a sua ‘justiça’. E agora, arrastado para o banco dos réus, não cedendo um palmo perante o cêrco dos cães de fila da ditadura, não se deixando abater, e, pelo contrário, forjando novas armas do auto-retrato da sua infâmia que o regime lhe ofereceu para acusá-lo, eis o grande escritor em tôda a juventude do seu espírito e da sua dignidade de homem e de escritor, recusando-se a dormir à sombra dos louros, num exemplo admirável de inabalável firmeza. O contraste entre os ‘raciocínios’ tortuosos de juízes indignos e a nobre clareza da defesa, entre a hipocrisia, o ódio vesgo, a má-fé das ‘razões’ alegadas contra Aquilino Ribeiro, e a sua desassombrada resposta, é um vivo retrato datriste figura do mesquinho mundo, da mentalidade celular do regime perante a figura do Portugal verdadeiro (...)”

Preço:29,00€

Referência:12769
Autor:RODRIGUES, A. Gonçalves
Título:SOBRE A AUTORIA DAS "LETTRES PORTUGAISES" notas à margem de um artigo de crítica
Descrição:

Edição de autor, Coimbra, 1932. In-8º de 15 págs. Br. Separata da Revista BIBLOS, Vol. VIII, nº 5-8, Maio-Agosto de 1932. Valorizado pela dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Artigo muito interessante sobre a autoria do livro atribuido a Mariana Alcoforado.

Preço:14,00€

Referência:12761
Autor:RODRIGUES, António Gonçalves
Título:MARIANA ALCOFORADO história e crítica de uma fraude literária
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1944. In-8º de 176 págs. Br. Ilustrado ao longo do texto.

Segunda edição revista, seguida de uma bibliografia das cartas

INVULGAR.

Observações:

Obra fundamental para o estudo da autoria das "Lettres Portugaises", livro publicada no século XVII pelo editor francês Claude Barbin em que são tratados os amores de uma freira portuguesa por um oficial francês. A autoria destas cartas foi atribuída a Mariana Alcoforado sendo contudo contestada por vários autores.

“Mais de dois séculos e meio depois da publicação das Lettres Portugaises, a batalha erudita travada à volta do problema da sua autenticidade não dá mostras de esmorecer. A cada novo argumento a sustentar ou a contradizer a teses tradicional, a querela readquire, pelo contrário, vigor inesperado”.

Preço:17,00€

Referência:13767
Autor:RODRIGUES, José Maria
Título:A DUPLA ROTA EM «OS LUSÍADAS»,V,4-13,E AS OBJECÇÕES DO Sr. ALMIRANTE GAGO COUTINHO
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1929-1930.7 volumes de in-8º de 73-(7); 80-(2); 26; 50-(3); 16; 16 e 31 págs. Br. Cadernos por abrir. Capas de brochura ligeiramente envelhecidas. Separatas da revista Biblos. Às separatas de José maria Rodrigues junta-se "Alguns erros em que se apoiou o desdobramento da rota de Vasco da Gama em os Lusíadas" por Gago Coutinho

INVULGAR.

Observações:

Conjunto de  7 separatas que fazem parte da polémica em que José Maria Rodrigues se envolveu com o almirante Gago Coutinho,nas páginas da revista Biblos (durante quase meia década), a propósito da rota de Vasco da Gama em Os Lusíadas.  José Maria Rodrigues afirmava, mediante a análise de várias estrofes do Canto V d’Os Lusíadas, que Camões descrevia duas rotas distintas da armada de Vasco da Gama, no Atlântico. Gago Coutinho, para além de não vislumbrar qualquer “rota dupla” na obra, ripostava com todo o peso dos seus conhecimentos de Náutica e de História para o contradizer, partindo de um problema ético aparentemente menor: repugnava-lhe que Luís de Camões tivesse induzido propositadamente o leitor da epopeia em erro e confusão, por mero artifício literário, sendo conhecedor da verdadeira rota que utilizara Vasco da Gama.

Preço:50,00€
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