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Livros do mês: Junho 2024
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Polémica

Foram localizados 96 resultados para: Polémica

 

Referência:15310
Autor:AAVV
Título:O ESPECTRO DO JUVENAL nº1 (a 5). Redactores: Gomes Leal, Guilherme d'Azevedo, Luciano Cordeiro, Magalhães Lima, Silva Pinto.
Descrição:

Imprensa de J. G. de Sousa Neves, Lisboa 1872-1873. In-4º de 5 números com 55-(1), 33-(1), 35-(1), 43-(1) e 40-(1) págs. respectivamente, encadernados num volume único. Encadernação moderna, meia francesa em chagrin castanho tabaco, com guardas de papel fantasia executados em tina manual. Lombada finamente decorada com dourados floreados em casas fechadas e através dos dizeres.
CONSERVA INTACTOS todas as capas de brochura, estando o exemplar por aparar na íntegra.
O facto das capas de brochura conservarem quase todas elas carimbos a óleo dos correios (apenas o nº 3 está sem carimbo), forma pela qual circulavam na época, permite datar com algum rigor, a sua difusão entre 26 de dezembro de 1872 e 27 de maio de 1873, portanto, uma por final de cada mês.

RARA PUBLICAÇÃO completa, como a que se apresenta, em que Gomes Leal tinha apenas 24 anos quando fundou este periódico.
PEÇA DE COLECÇÃO

Observações:

Os únicos cinco números editados permitem considerar O Espectro de Juvenal como um conjunto de notas e comentários profundos a muitos aspectos da vida portuguesa.
Nesta revista se analisam, descrevem ou estudam livros, homens, factos, ideias e se apresentam páginas literárias. Esta raríssima revista apresentava-se com espírito crítico e combativo tendo aparecido em 1872, por convites de Silva Pinto e Magalhães Lima endereçados a Guilherme de Azevedo, Gomes Leal e Luciano Cordeiro. Guilherme de Azevedo viria a abandonar em 1873, a partir do terceiro número d' O Espectro de Juvenal  até onde se tornava difícil individualizar-se os seus textos, impossibilitando mesmo sua determinação. Alguns apresentam-se subscritos com iniciais: M. L. (Magalhães Lima), S. P. (Silva Pinto), G. L. (Gomes Leal), etc. Nenhuma delas, porém, remete para o poeta santareno.

" ... A introdução d’ O Espectro de Juvenal é bastante elucidativa quanto aos seus propósitos. A revista não se destinava, segundo aí se afirma, nem ao leitor burguês, nem ao operário, nem ao militar, nem ao literato oficial, nem a “liberalões corruptos”, nem a falsos republicanos, nem, ainda, a legitimistas. Não pretendia exibir-se como um simples emoliente para as horas de irritação ou de lazer. O Espectro de Juvenal propunha-se ― e a afirmativa ganha força por oposição às negativas anteriores ― desmascarar a Mentira, acusar o Erro, desmitificar a Rotina, seguindo o princípio fundamental da Humanidade: a Justiça. Dirigia-se a todas as vítimas da extrema injustiça social que viam reprimida a sua liberdade de pensamento, fossem elas o professor primário, o empregado público, o operário modesto ou todos os trabalhadores obscuros e
ignorados. ..."
(in Guilherme de Azevedo na Geração de 70, por Maria das Graças Moreira e Sá, Biblioteca Breve, 1986).

Nesta data Gomes Leal estreia a sua pena já com o cariz interventivo da sua escrita, caracerística esta que veio depois ser marcante, não só em folhetins publicados nos jornais, mas também em quase toda a sua obra. Gomes Leal é considerado um precursor do Modernismo Português, tendo sido referido por Fernando Pessoa como um dos seus mestres.

 

Preço:495,00€

Referência:15370
Autor:ALMEIDA, Fialho d'; VASCONCELLOS, Henrique de
Título:LIVRO PROHIBIDO profecias, farças & sandices
Descrição:

Centro Typographico Colonial, Lisboa, 1904, In-8º de 141-(3) págs. Encadernação meia francesa em pele azul escura com dizeres a ouro na lombada. Profusamente ilustrado com caricaturas. Preserva as capas de brochura e ligeiro aparo marginal. Profusamente ilustrado ao longo do texto e em separado.

PRIMEIRA EDIÇÃO.Invulgar

Observações:

Curiosa e contundente sátira aos costumes da época, ilustrada com interessantes caricaturas de Celso Hermínio e Francisco Teixeira.

A ABRIR

"Vae o leitor assistir a um espectáculosinho em três actos, complexo — tragédia, comedia de salão e uma revista politica e de costumes — onde três escriptores trataram de lhe rezumir, em três figurações diferentes, o quantum d'anotação filosófica, optimismo ou agrura dos seus espíritos fasciados.

Espectaculo que o leitor não terá de pagar por um quartinho, como no D. Maria e D. Amelia, obrigado de dois em doisminutos a erguer-se para deixar passar um senhor retardatário, e que a seu talante pode aplaudir ou patear, sem que maiormente isso lhe traga as hostilidades de ninguém.

Os auctores que para esta recita escreveram, são pessoas de tempera diferente e idealisação sentimental de varia côr."

Preço:45,00€

Referência:15322
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:O CALECHE
Descrição:

In-8.° de 15-(1) págs. Encadernação meia inglesa em pele cor de mel, com dizeres dourados na lombada. Nítida impressão em papel de linho de cor branca. Ocasionais manchinhas de humidade exclusivas às duas primeiras páginas. Ligeiro furinho de traça no canto inferior esquerdo, junto à charneira, sem afectar a mancha tipográfica. Todos os caracteres impressos na última página, são de tipo e tamanho superior dos das páginas precedentes.

PRIMEIRA E RARÍSSIMA EDIÇÃO dos dois curiosos escritos reunidos em opúsculo. Henrique Marques na sua Bibliographia Camilliana, declara conhecer apenas 2 exemplares desta primeira edição, conhecendo-se na actualidade em mãos de particulares cerca de 10 exemplares (Descrição Bibliográfica Camiliana, 2003). Existe alguma confusão na identificação das edições de O Caleche de 1849, e a de 1889, não havendo diferenças das indicações de local de e data de impressão. No entanto, distinguimo-las todas por comparação com outras que na ocasião tivemos acesso e publicadas as características em 2003 em Descrição Bibliográfica Camiliana . Deste modo, o exemplar que aqui se apresenta, a raríssima e a primeira, apresenta-se conforme pelas seguintes características:

i) - página 3 inicia-se com “Determinou isso a providencia para de uma vez …” versus “cahir no dominio publico, …” da segunda  edição;
ii) - página 8 “ São funestos capítulos …”  versus “ perdeu o governo do reino …” da segunda edição;
iii) - página 15 “facto na tua admnistração…” versus “Tudo por ti! …” da segunda edição;
iv) - na página 13, lê-se SCENA 4ª e não como na segunda edição;
v) - todo o texto do presente exemplar apresenta o mesmo corpo (ou tamanho) e tipo de caracteres dos da primeira página enquanto que no fac-simile  se distinguem nítidamente dois tipos de caracteres diferentes quando comparada a primeira com a segunda página e, por sua vez, esta com as seguintes.

HENRIQUE MARQUES, 9; MANUEL DOS SANTOS,177, 463, 464, 465, 525, 631; JOSÉ DOS SANTOS, 105, ALMEIDA MARQUES, 359; CARVALHO, 36.

Observações:

O título completo:
O CALECHE // Ou o requerimento que o jornal a NAÇÃO, publicou // pedindo a S. M. a senhora D. Maria II. demita dos // seus conselhos, e de ministro do reino, ao conde de // Thomar, por crime de peita: ou de dar uma com- // menda por um caleche no anno de 1849, seguido do // FOLHETIM // Escripto pelo snr. Camillo Castello Branco, publicado // no NACIONAL de 19 de Dezembro.

O Caleche já havia sido publicado no jornal lisboeta A Nação de 28 de Novembro de 1849 e o Fragmento de um drama do Futuro intitulado o Ultimo Anno de um Vallido, saíra primitivamente no periódico portuense Nacional, a 19 de Dezembro do mesmo ano. Apesar de O Caleche não ser da autoria de Camilo, e segundo Henrique Marques, a sua participação neste opúsculo deve-se ao facto de ser o texto de ataque e propaganda política contra Costa Cabral. A propósito disto, no Dicionário de Camilo Castelo Branco por Alexadnre Cabral, (Caminho, 1988), lemos o seguinte: " ... Henrique Marques, na mesma obra, afirma que o folheto fora editado por José Joaquim Gonçalves Basto* , o proprietário de O Nacional, e explica a razão de aparecer o texto camiliano em estranho conúbio com uma prosa alheia: tratar-se «de propaganda política contra Costa Cabral e ser o opúsculo um ataque em forma a este odiado estadista». Não vamos entrar em minudências sobre as proclamadas intimidades da rainha com o seu ministro. A verdade é que António Bernardo da Costa Cabral, conde (e depois marquês) de Tomar, regressara triunfante do desterro, em consequência das eleições de 1848. A imprensa en-carniçava-se contra o detestado político, que acusava de «ladrão», sem subterfúgios. ...".

 

 

Preço:1875,00€

Referência:15178
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:A ESPADA DE ALEXANDRE. // - // CORTE PROFUNDO NA QUESTÃO DO HOMEM- MULHER // E MULHER HOMEM // POR // UM SOCIO PRENDADO DE VARIAS PHILARMONICAS
Descrição:

Typographia da Casa Real, Porto, 1872. In-8.° gr. de 50 págs. Encadernação moderna meia inglesa com cantos, em pele verde, gravada com dizeres dourados na lombada. Compreende ante-rosto com os dizeres A ESPADA DE ALEXANDRE e verso em branco; frontispício textualmente descrito supra e verso em branco; página 5ª até à página 50 o texto propriamente. Todo o texto e os dizeres da capa de brochura enconytram-se emoldurados por um filete simples.

PRIMEIRA EDIÇÃO, INVULGAR deste excelente exemplar com as CAPAS DE BROCHURA CONSERVADAS. O presente exemplar pertenceu ao célebre camilianista António Almeida Marques, cujo ex-libris se encontra no verso da pasta anterior e descrito no respectivo catálogo sob o nº 432.

 

 

Observações:

Justamente e muito estimado "opúsculo" de Camilo, publicado sob pseudónimo, desta obra que constituiu a intervenção do autor à célebre questão sobre o adultério feminino levantada em França por Alexandre Dumas Filho
e intitulada Homme-Femme. Ela foi posteriormente englobada na Bohemia de Espirito.

Acompanhar o exemplar, encontra-se um mansucrito, provavelmente de Almeida MArques (?), onde se lê a curiosa nota:
"Por carta de Camilo a Chardron e publicada por Cardoso Martha, a pág 73 do 2º vol se vê que era suposto para o título deste folheto, agora em publicação em volume: A grnde questão do Marido-Esposa, da Esposa-Marido, do Mata-Aquele, do Mata-Aquela, do Mata-os-Dois - por um sócio prendado de várias filármonicas. Na Boemia do Espírito foi reproduzido o folheto com o título A Espada de Alexandre."


HENRIQUE MARQUES, 155; MANUEL DOS SANTOS, 11; JOSÉ DOS SANTOS (1916), 56; JOSÉ DOS SANTOS (1939), 235; CONDE DA FOLGOSA, 1214; CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA, 1968), 995; ALMEIDA MARQUES, 43

Preço:150,00€

Referência:14019
Autor:CALDAS, Pereira
Título:ALVARO DE BRAGA E NÃO ALVARO VELHO como auctor plausivel do Roteiro da viagem que em descobrimento da India, pelo Cabo da Boa-Esperança fizera Vasco da Gama em 1497, segundo um manuscripto coetaneo existente na Bibliotheca Publica do Porto ...
Descrição:

Typographia e Papelaria Costa Braga & C.a,Braga, 1898. In-8º de 45 págs.Br. Capas de brochura empoeiradas e miolo com picos de acidez. Valorizado pela dedicatória e carimbo pessoal do autor. Marcas de carimbo a óleo. "Tiragem limitada em papel escolhido".

INVULGAR.

Observações:

Opúsculo sobre a autoria do roteiro da Viagem de vasco da Gama à Índia, argumentando que seria Álvaro de Braga e não Álvaro Velho o seu autor.

Preço:24,00€

Referência:12473
Autor:CARDOSO, Joaquim
Título:FERREIRA DE CASTRO DESMASCARADO -A verdade àcêrca do romance
Descrição:

Livraria Renascença - J. Cardoso, Lisboa, 1953. In-8.º de 40 págs. Br. Rubrica de posse, no ante-rosto.

 

RARO.

Observações:

Curioso opúsculo em que Joaquim Cardoso denuncia a alegada desonestidade por parte de Ferreira de Castro na escrita do romance "Emigrantes", alegando que os documentos que estiveram na base do argumento ficcional do livro serem da sua autoria, e também de ter perdido os direitos de publicação em favor da Livraria Guimarães.

Preço:18,00€

Referência:15177
Autor:CARVALHO, Joaquim Martins de
Título:ASSASSINOS DA BEIRA. Novos apontamentos para a História Contemporânea
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1890. In-8.º de VII-359 págs. Encadernação meia inglsa em pele preta com dizeres gravados a ouro na lombada, em casas abertas. O exemplar apresenta aparo à cabeça e com acidez própria da qualidade do papel aqui empregado. Conserva a original capa de brochura anterior.

Edição original bastante INVULGAR.

Observações:

Importante obra, talvez a mais destacada de toda a bibliografia desta temática dos conturbados tempos das lutas miguelistas e sobre as guerrilhas da Beira no Séc. XIX, entre as quais a de João Brandão.

"Aqui se conta o assassínio dum sapateiro próximo da igreja, ou capela de S.Pedro; a morte do padre António José Torres, quando num dia de festa punha luminárias nas janelas de sua casa; o apunhalamento junto da fonte da Bica, durante a feira do Mont'Alto de 1837, do tendeiro Joaquim Pereira Novo e, finalmente, o espancamento de Manuel Carvalho de Brito."

Joaquim Martins de Carvalho (1822-1898) nasceu em Coimbra, frequentou aulas de latim nos jesuítas, fez parte do movimento da "Maria da Fonte" (1846), tendo por isso sido preso e levado para o Limoeiro em Lisboa. Foi um notável jornalista, talvez o mais admirável do seu tempo, colaborou no Liberal do Mondego, Observador (de que, posteriormente, foi proprietário) e principalmente nesse incontornável jornal, O Conimbricense Não tendo ele sido verdadeiramente um escritor, na acepção estilística do termo, foi um jornalista ardoroso e intemerato, arrostando tão corajosamente os perigos como afrontava sobranceiramente chufas e arruaças, em luta permanente contra tudo e contra todos pelo Progresso, pela Ordem e pela Verdade.

 

Preço:65,00€

Referência:13538
Autor:COUTO, António Maria do
Título:MANIFESTO CRITICO, ANALYTICO E APOLOGETICO em que se defende o insigne vate Luiz de Camõs, da mordacidade do discurso preliminar, que precede ao poema Oriente; e se demonstrão os infinitos erros do mesmo poema
Descrição:

Na Impressão de J.F.M de Campos, Lisboa, 1815. In-8º de 104-(1) págs. Encadernação modesta meia inglesa, desgastada, com dizeres a ouro na lombada. Rótulo de papel de núemro de ordem de biblioteca na pasta.

INVULGAR.

Observações:

Folheto onde o António Maria do Couto tece considerações e condena  o poema "O Oriente" da autoria de J. A. Macedo, que este pretendia melhor que "Os Lusíadas" de Camões.

Preço:45,00€

Referência:15228
Autor:DEUS, Faustino José Madre de
Título:POUCAS PALAVRAS SOBRE GARRET por (...) em Dezembro de 1828.
Descrição:

na Impressão Régia, Lisboa, 1929. In-8º de 27 opágs. Encadernação cartonada moderna em papel marmoreado. Nítida impressão  sobre papel encorpado.

 

Observações:

Faustino José da Madre de Deus (1773-1833) conhecido sobretudo por ter publicado imensos títulos que promovem uma acesa campanha anti-constitucional, e, no título que se apresenta, não poupa Garrett pelo seu escrito Quem he seu legitimo Rei! . Aponta cinco argumentos sobre o quais disserta de forma alargada "... com antecipação estabelecer principios incontrastaevis para todos os homens imparciaes; até porque o inimigo affirma estarmos em hum seculo, em que os Pricipios são tudo ...".

Preço:45,00€

Referência:13539
Autor:ESTRADA, Raymundo Manoel da Silva
Título:CONFRONTAÇÃO MINUCIOSA DOS DOIS POEMAS LUSÍADAS, E ORIENTE,Defensa imparcial do grande Luiz de Camões contra as invectivas, e embustes do discurso preliminar do Oriente composto pelo padre José Agostinho de Macedo, em que se prova as suas falsas
Descrição:

Imprensa Nevesiana, Lisboa, 1834. In-8º de 56 págs. Encadernação moderna meia inglesa em pele com dizeres a ouro na lombada sobre rótulo de pele vermelha. Frontspício com ex-libris.

INVULGAR.

Observações:

Folheto onde o autor faz uma comparação minuciosa dos Lusíadas e do Oriente, criticando o poema de Agostinho de Macedo e acima de tudo o Discurso Preliminar que antecede o poema de Macedo.

Preço:40,00€

Referência:15369
Autor:GAMA, Eugénio Sanches da
Título:NÓS TODOS
Descrição:

Imprensa Indepêndencia, Coimbra, 1892. In-8º de 28-(3) pág. Brochado com capas ligeiramente empoeiradas.

Ostenta uma dedicatória datada e autógrafa ao prestigiado autor António Arroyo (1856-1934).

Primeira e única edição, já raro no mercado, desta "placoria" ou plaquete, provavelmente resultado da restrita tiragem que conheceu, para se fazer circular entre um círculo muito restrito de conhecidos, como comprova a dedicatória.

Observações:

Título publicado em 1892 sob o pseudónimo parodístico de Estephânio Rimbó, combinação jocosa de Stephane Mallarmée e de Arthur Rimbaud. Inserido numa vasta produção de contra-textos parodísticos, a recepção dos nossos Decadentismo e Simbolismo,  visou, preferentemente, as obras de Eugénio de Castro, as Horas mais ainda que Oaristos, e de António Nobre, e que se caracterizavam pela contrafacção do preciosismo vocabular e da "bizarria" de imagens ..." (Maria Isabel Morujão Beires, 1988).

 

" ... Mas falar de Sanches da Gama e dos poetas amigos ou contemporâneos de António Nobre, é recordar épicas lutas de escolas em conflito, com estridorosas tempestades em minúsculos copos de água, tradusindo-se em querelas verbais nas ruas e nos cafés, e em tiroteio seguido de artigos de revistas. E como numa revivescência das rebeldias e insnbmissões passadas, aí surge uma paródia rimada ao Só, num opúsculo cheio de graça, intitulado Nós Todos, firmado por Estefânio Bimbó, que encobria a autoria do poeta Eugênio Sanches da Gama. A forma alegre, mas contundente, que Sanches da Gama dera à sua sátira, não foi decerto um apagado acidente no coro de imprecações erguidas em volta do Só, que alguns aplaudiram, mas que muitos mais combateram. E que a paródia coimbrã deve ter impressionado António Nobre, depreende-se inequivocamente do facto de ter retocado na segunda edição algumas das asperezas mais vivamente focadas no Nós Todos ..." (Coimbra e António Nobre, 1940).

Preço:70,00€

Referência:14845
Autor:HERCULANO, Alexandre
Título:ESTUDOS SOBRE O CASAMENTO CIVIL por occasião do opusculo do Sr. Visconde de Seabra sobre este assumpto (junto com: DUAS PALAVRA SOBRE O CASAMENTO de Visc. de Seabra)
Descrição:

Typographia Universal, Lisboa, 1866. In~8 de 175-(1) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele vermelha com dizeres dourados na lombada. Ligeiro aparo marginal. Miolo muito fresco e limpo.

Encadernado junto com: SEABRA, Visconde de - DUAS PALAVRAS SOBRE O CASAMENTO PELO REDACTOR DO CÓDIGO CIVIL. Imprensa Nacional, Lisboa, 1866. In-8º de 51 págs.

 

Observações:

Ao tempo este assunto foi bastante polémico tendo sido este título, composto por 3 séries de textos, sem dúvida, um contributo importante para o debate "violento" do problema da secularização do estado e suas instituições. As três séries dizem respeito a: I) - Das tradições antigas da Igreja e da nação portuguesa acerca dos consorcios estranhos aos sacramentos do matroimónio; II) - O casamento civil perante o concílio de Trento e perante a Theologia e III) - O casamento civil nas leis e costumes de Portugal depois do Concilio de Trento.

Preço:65,00€

Referência:15384
Autor:LEAL, Gomes
Título:PROTESTO D'ALGUEM - Carta ao Imperador do Brazil
Descrição:

Livraria Civilisação de Eduardo da Costa Santos & sobrinho - Editores, Porto, 1889. In-8.º de 15 págs. Brochado. Exemplar com alguns picos de acidez. Ilustrado com um retrato desenhado de Gomes Leal por Roque Gameiro.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:
Preço:27,00€

Referência:15273
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:O DESENGANO. Periodico Politico, e Moral por ...
Descrição:

Lisboa na Impressão Regia, 1830 (Setembro 1830 a Setembro de 1831). In-8º de 27 números, composto maioritariamente por 12 páginas cada: Colecção completa de 27 numeros encadernados num volume. Encadernação meia de pele cor de mel, século XX, com rótulo de pele vermelha gravada cm dizeres a ouro na lombada. Corte coevo das folhas salpicado a pigmento azul indigo. Exemplar acompanhado do retrato que por vezes falta nos exemplares que aparecem no mercado, gravura esta desenhada por H. J. da Silva e gravada por D. J. Silva . Inocêncio, no seu Dicionário Bibliográfico, diz-nos que a obra " ... compõe- se de 27 n.ºs, dos quaes o ultimo sahiu posthumo, tendo ficado incompleto pela morte do auctor ...", dado esse que se obtem também no último parágrafo do último número, onde refere a data de cessão de escrita e do passamento do autor "... por lhe obstar a finalisal-o o ataque das sezões de que lhe sobreveiu a morte ..."

Exemplar apresenta ainda uma folha final, constituída por 2 sonetos assinados J.J.P.L. [Joaquim José Pedro Lopes], intitulados «Por ocasião da sentida morte do Padre J.A. de Macedo» e o «Índice dos títulos dos numeros desta obra».

Publicação periódica completa, de difícil obtenção no mercado e cujas descrições não referem, nem a gravura, nem a folha final.

Inocêncio, IV, 197; Manuel Ferreira, Cat. LXXXII

 

 

Observações:

Periódico afeiçoado à causa absolutista em que o autor " .... arremedando uma espécie sui generis de heteronímia ou máscaras da mentira, criou, sem paralelo, um verdadeiro estilo de intervenção desorbitada na vida política portuguesa, habitualmente mais passiva e impessoal (...) e verdadeiro profissional da demagogia, converteu a polémica de intenção literária num registo ideológico ..." (Maria Ivone Ornellas Andrade, in A Contra-revolução em português, José Agostinho de Macedo, vol. II, 2004, p. 316)

Preço:250,00€

Referência:14537
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:CARTAS ao sr. Joaquim José Pedro Lopes // A VOZ DA JUSTIÇA, OU O DESAFORO PUNIDO
Descrição:

Impressão Régia, Lisboa, 1827. In-8.º de 8, 11, 11, 11, 11, 11, 12, 11, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 12, 16 e 22 páginas respectivamente. Encadernação coeva meia inglesa com lombada e cantos em pele, revelando sinais de manuseamento marginal. As 32 cartas e o texto "A Voz da Justiça" apresentam-se encadernadas num único volume.

Observações:

Esta obra apresenta as 32 cartas de José Agostinho de Macedo ao sr. Joaquim José Pedro Lopes e a "Resposta à Carta, que ha poucos dias se publicou contra os Redactores do Portuguez por hum anonymo", intitulada "A Voz da Justiça ou O Desaforo Punido".

Preço:90,00€

Referência:13570
Autor:MACHADO, Fr. José
Título:NOVO MESTRE PERIODIQUEIRO, ou dialogo de hum sebastianista, hum doutor, e hum ermitão , sobre o modo de ganhar dinheiro no tempo presente.
Descrição:

Na Imprensa de Galhardo, Lisboa, 1821. In-8º de 38 págs. Encadernação moderna em papel marmoreado. Ostenta um pequeno autocolante de biblioteca particular.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Opúsculo polémico que atacava as ideias de liberdade da época. Nele o autor defendia os estabelecimentos antigos, as ordens religiosas e mesmo a Inquisição. Foi o primeiro de uma série de opúsculos.

Preço:45,00€

Referência:14896
Autor:MANSILHA, Frei João de
Título:HISTORIA ESCANDALOSA DOS CONVENTOS DA ORDEM DE S. DOMINGOS EM PORTUGAL. 1774/1776
Descrição:

Vega, Lisboa, s.d.. In-8º de 287 págs. Brochado.

Segunda edição deste inédito escrito pelo reformador da Ordem de São Domingos. Prefácio de José Viale Moutinho.

Observações:

Da contra capa:

"A vida interna dos mosteiros, a devassidão, os escândalos do século XVIII. Desse tempo chegaram até nós informações quase todas por via do anedotário popular. Esta obra é um documento indispensável para se retratar não só uma época, mas também uma das mais escandalosas distorções que a lgreja sofreu na sua história interna. Fielmente extraídas de um manuscrito inédito, as cartas de Frei João de Mansilha, encarregado pelo Marquês de Pombal da reforma da ordem dominicana em Portugal, chocam frontalmente com outra das instituições nacionais: o espírito inquisitório... Forte motivo de leitura, justificação para se conhecer melhor sem hipocrisia o nosso passado."

 

DUAS PALAVRAS (obtido num exemplar da edição original)

No actual momento, em que a opinião publica tomou asi, comodevia, a santa cruzada da mais absoluta imposição á ideia reaccionária, tem a máxima opportunidade a publicação d'este. livro . As paginas que vão ler-se possuimo-las nós em manuscripto. ha muitos annos. e colligiu-as uma verdadeira auctoridade no assumpto, Frei João de Mansilha, que, encarregado pelo grande estadista Marquez de Pombal da reforma dos conventos da Ordem de São Domingos, as redigiu dictando-as ao seu secretario, que as escreveu. No emtanto, nós só extractamos dà obra as passagens mais interessantes, os escândalos mais notáveis, porque, aliaz, não caberiam no estreito limite dum volume tantas e tão curiosas revelações A lealdade com que estão traçadas e a fidelidade com que as damos hoje á estampa constituirão o melhor dos depoimentos contra a seita negra, rasgarão o mais eloquente foco de luz que ha de vir mostrar a verdade de todo esse movimento liberal, que óra parece querer guindar-se á altura das mais respeitáveis petições d 'um povo.

Para attestar a competência do auctor basta, de certo, o encargo que sobre elle depoz o notável ministro de D. José I, esse espirito liberal, intransigente e único que o nosso paiz teve a gloria de possuir. O integerrimo defeníor. das regalias publicas, que se chamou Sebastião José de Carvalho e Mello, nao confiaria missão tão espinhosa a individuo que não fosse por elle reconhecido como verdadeira auctoridade.

Posto isto, cremos que a nossa resolução tem o direito de ser julgada utilissima, por quanto, ao mesmo tempo que vem tornar conhecido um documento importantissimo, serve uma causa em que a razão e a justiça apparecem nitidas a todos os espíritos que
não vivam para o reinado das trevas.

Do. publico portuguez, a quem a dedicamos, esperamos nós a cooperação indispensável.

Maio, 1901.

Preço:15,00€

Referência:15136
Autor:MARQUES, Alfredo Pinheiro
Título:A MALDIÇÃO DA MEMÓRIA DO INFANTE DOM PEDRO e as origens dos Descobrimentos Portugueses.
Descrição:

Centro de Estudos do Mar, Figueira da Foz, 1994. In-8º de 625 págs. Brochado. Ostenta uma extensa dedicatória autógrafa de página inteira.

Primeira e única edição desta polémica obra, muito bem fundamentada, que deita por terra toda a historiografia até então, tida como válida, e que atribuia autoria dos descobrimentos ao Infante D. Henrique na vez do Infante D. Pedro. Trata-se, segundo o autor, d' O Livro que mudou para sempre a História dos Descobrimentos e a História de Portugal.

Observações:

" ... Em Portugal a opinião pública e a maior parte dos historiadores, nos últimos séculos, têm estado sempre iludidos com a trombeteada importância do Infante D.Henrique, e ofuscados pelas apregoadas "grandezas manuelinas". De tal maneira têm estado obcecados e condicionados por estes apriorismos que esqueceram-se de colocar a hipótese de que a realidade possa ter sido diferente: de que tudo isso possa ter sido uma legitimação historiográfica, deturpada a posteriori, fomentada por quem sobreviveu e ganhou no fim manipulada para reescrever a História ao sabor das conveniências do Presente (...) Iludida pela alegada importância do Infante D.Henrique, a maior parteda historiografia sobre os Descobrimentos Portugueses - mesmo quando bem intencionada - tem até agora laborado em erro. (...) A Casa de Viseu-Beja e a Ordem de Cristo (do Infante D.Henrique até ao Rei D.Manuel) não foram decisivas - ou sequer particularmente pioneiras ou importantes - nos momentos cruciais dos Descobrimentos Portugueses (...). Se esse longo protagonismo coube a alguma Casa senhorial, ela foi a Casa de Coimbra ... - para além, claro, do Povo Português que, esse sim, foi sempre o verdadeiro protagonista. (...) É que o Rei D João II foi "Duque de Coimbra" ... foi herdeiro e Senhor da Casa de Coimbra... (e, por isso, depois, foi testador dessa mesma Casa...). O Rei D. João II foi o neto e herdeiro do Infante D.Pedro. Foi-o, como já tem sido apontado, no que diz respeito às orientações estratégicas da política interna portuguesa (processos de controle da grande nobreza feudal e de reforço do Poder da Coroa, com o apoio dos povos e dos Concelhos, em articulação com uma exemplar vingança pessoal e familiar contra as grandes Casas senhoriais que haviam assassinado o seu avô em Alfarrobeira), mas, além disso, foi-o também no que diz respeito aos Descobrimentos e à Expansão Ultramarina. Porquê? Por uma razão até de pura herança material. Porque, logo na juventude, recebeu o Senhorio das terras e dos homens que haviam sido de seu avô Infante D.Pedro: as regiões do litoral do Ducado de Coimbra... (Buarcos, Montemor-o-Velho, Aveiro, Mira...) e, depois, não por acaso, recebeu também, para além desses homens e dessas terras, igualmente o controle dos Descobrimentos. (...)

Os Descobrimentos Portugueses, nos inícios e na fase decisiva, na primeira e na segunda metade do século XV, foram ordenados pela Coroa e pela Casa de Coimbra - com os mercadores e pescadores do litoral Norte e Centro, e com a Ordem de Santiago da Espada (do litoral alentejano) - e não pelo Ducado de Viseu-Beja e pela Ordem de Cristo... (que nem sequer tinham saída para o mar... e que com o mar sempre tiveram pouco a ver ...), apesar das contínuas manipulações historiográficas com que, para futuro, se lhes atribuiu essa glória. (...) A tarefa para os historiadores do presente e do futuro é: despolitizar os "Descobrimentos"; recusar as ilegítimas pressões e censuras políticas a que esta área científica tem estado sujeita; resgatar a figura silenciada do Infante D.Pedro. Isto implica a demolição radical das lendas infantis e dos mitos inaceitáveis que têm sido, e continuam a ser, avolumados em torno da figura do Infante D.Henrique - para fazer esquecer o Infante D.Pedro e, sobretudo, para fazer esquecer o Príncipe Perfeito, o Rei D.João II, que foi o verdadeiro responsável pelos Descobrimentos e pela prematura (e, infelizmente, frustrada) modernização de Portugal (...) A maneira como na História de Portugal tem sido silenciado o que diz respeito ao Infante D.Pedro (e, depois, ao seu neto Rei D.João II e à Casa de Coimbra-Aveiro) levou a que tenham sido falseados aspectos importantes e decisivos dessa mesma História - aspectos que tentamos agora esclarecer. (...)

Uma mentira pede sempre outra e outra, para esconder a primeira. Mas, quando se descobrir a primeira, descobrem-se todas. E por isso que é preciso descobrir a primeira. ..."

Preço:95,00€

Referência:14980
Autor:MARTINS, Rocha
Título:JOÃO FRANCO E O SEU TEMPO e comentários livres às cartas D'El Rei D. Carlos
Descrição:

Edição do Auctor, Lisboa, In-8.º de 524 págs. Encadernação meia inglesa em estopa, com dizeres dourados na lombada, sobre rótulo vermelho. Conserva capas de brochura.
Exemplar aparado.
Ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Diz-nos o autor logo ao abrir do livro:
"Sem o aparecimento retumbante das «Cartas de El-Rei D. Carlos I a João Franco Castelo Branco, seu ultimo Presidente do Conselho", êste livro seguiria a rota dos seus outros irmãos, nos quais, em desbrincado estilo, sujeitos aos pecados dos escritores contemporaneos dos factos, ao tracejarem-nos, mas num fundo de sinceridade, bem do meu temperamento, tenho procurado legar ao historiador futuro uma herança de burgaus para alicerçar melhores pedras, mais polidas alvenarias e relevos de lavores na obra definitiva - se é difinitiva alguma vez a História - relativa aos ultimos e agitados desassete anos da vida portuguesa (...) . A presente obra, porém, recebeu vasto refundimento em virtude das «Cartas» surtas, quando ia no fim aquela primitiva publicação, como se quisessem corroborar o que ali se talhara pois traziam documentação insófismavel à narrativa onde se recortava a figura do Rei. Traçara-a eu, segundo as descrições, as anedoctas, os papeis do Estado, a im-prensa, as notas pessoais dos seus servidores, desde os moços dos Paços Reais à alta nobreza, destacara-a clara, com seus habitos, valores e imperfeições - porque era humana - baseando-me até nas campanhas de seus adversarios, bem aprendidas e analisadas; fincando-me em trechos de conversa, em palavras molhadas de lagrimas ou sacudidas de rancores, nas confidencias dos intimos, nas elucidações requeridas àqueles que se sumiram, após Ele, no espesso e revolto pó das Instituições derrocadas. Ouvi muita gente, monarquicos e republicanos, revolucionarios e estadistas e o homem de singular destino, o conselheiro intimo do soberano ...".

 

Preço:60,00€

Referência:13862
Autor:OSORIO, António Horta
Título:RELATORIO SOBRE AS RESPONSABILIDADES DE MARANG
Descrição:

Estamparia do Banco de Portugal, Lisboa, 1927. In-8º de 60-LXXVII págs. Encadernação moderna em sintético azul, conservando as capas de brochura. Aparado e com rubrica de posse no frontspício. Miolo impecavelmente bem conservado e muito limpo.

Observações:

Texto integral da sentença condemnatória de Marang proferida no Tribunal de Haya em 10 de Novembro de 1926.

"Quando, no anno findo, li, pela primeira vez, o processo do Angola e Metropole, quiz-me parecer que haveria vantagem em fazer uma synthese de certos elementos do processo, que mais directamente se relacionavam com a intervenção de Marang na formidavel burla, afim de a enviar ao advogado do Banco de Portugal na Hollanda, que n'ella poderia talvez encontrar uma fonte de elucidação útil. D'ahi resultou o relatorio que vae ler-se e que foi escripto originalmente em francez tendo sido agora traduzido sem o menor acrescentamento ou omissão..."

Preço:19,00€

Referência:15014
Autor:PEDRO, António
Título:GRANDEZA E VIRTUDES DA ARTE MODERNA - Resposta à agressão do Sr. Ressano Garcia
Descrição:

Resposta do autor a uma Conferência proferida pelo Sr. Arnaldo Ressao Garcia a 20 de Abril na Sociedade Nacional de Belas Artes, na qual este, segundo António Pedro, terá insultado a arte e os artistas modernos.

Observações:
Preço:30,00€

Referência:13169
Autor:PETRUS, (pseud. de Pedro da Veiga)
Título:O SR. ADOLFO CASAIS MONTEIRO E OS MODERNISTAS PORTUGUESES. MAIS UMA PERFÍDIA DO PUETA DA «CONFUSÃO». Subsídios para a História do Adágio «Ódio Velho não Cansa»
Descrição:

C. E. P., Porto,  s/d. In-4º de 31-(1) págs. Br. Edição em papel de cor.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Invulgar.

Observações:

Obra que transcreve várias peças duma das polémicas  entre  Petrus e Adolfo Casais Monteiro.

INTRODUÇÃO


"Este texto é extraído da obra em Publicação «ADOLFO CASAIS MONTEIRO' EM HASTES LIMPAS. Exercício tauromáquico sobre o pueta da Confusão». Elaborada em julho de 1958 e revista em Dezembro, a réplica foi enviada ao jornal O Comércio do Porto no último dia do prazo designado na Lei de Imprensa. Foi a seguir devolvida, depois de mutilada em quase metade do seu texto pela censura pessoal do sr. Fortunato, dono daquela Tribuna. Conjuntamente com esta resposta publica-se o protesto enviado àquele porta--voz nos dias imediatos à publicação na sua página literária (?) do grosseiro e rancoroso artigo: «Uma Malfeitoria (Literária) Útil» e por último a carta que terminou o diálogo com o jornalisteiro-mor da Folha. Todos os outros documentos respeitantes a este assalto à dignidade e reputação dum trabalhador intelectual num Órgão de im-prensa que pretendia ser sério e indepen-dente serão publicados no Livro mencionado. Por ora basta."

Petrus

Preço:20,00€

Referência:15349
Autor:RATTAZZI, Marie
Título:PORTUGAL DE RELANCE. Traducção Portugueza (auctorisada pela auctora). Volume I (e II).
Descrição:

Livraria Zeferino, Editora. Lisboa. 1881 (na capa de brochura vem a data de 1882.). In-8º de 2 vols. com (6)-LXXVI-193 e (2)-214-(4) págs. respectivamente. Encadernação não coeva, meia francesa em pele castanha marmoreada com rótulos de pele dourados com os dizeres. Conserva as capas de brochura (a anterior está espelhada e restairada, com ligeiras falhas de papel). Aparado à cabeça e margens grosadas. Nítida impressão sobre papel branco. Picos de acidez ocasionais.

PRESERVA A FOTOGRAFIA ORIGINAL da Princesa Rattazzi, elemento este que falta na maioria dos exemplares que aparecem no mercado. INVULGAR esta primeira edição portuguesa da obra que deu origem à acesa polémica de Camilo com a autora, conhecida por «Questão Rattazzi», certa forma um espelho da sociedade portuguesa do séc. XIX, que ainda hoje se reflecte arrebatadamente o país.

Observações:

Tradutor não identificado, mas no Diccionario Bibliographico Portuguez (t. XVIII,1906), refere Brito Aranha " ... A traductora foi D. Guiomar Torrezão, que passava por ser amiga dedicada da Rattazzi …". A Madame Rattazzi (1813-1883), ou Princesa Rattazi como era designada, foi publicista e romancista, não alcançando grande relevo no panorama literário. Em 1879, este título desencadeou uma enorme polémica em Portugal, na qual intervieram nomes como Camilo Castelo Branco (a quem a autora se refere de forma pouco lisonjeira), Antero de Quental e Ramalho Ortigão, entre muitos outros. Entre 1876 e 1879, Marie Rattazzi viajou por Portugal. Filha do diplomata inglês Thomas Wyse e de Letícia Bonaparte, casou três vezes e do segundo marido adotou o apelido literário Ratazzi. Em resultado dessas visitas, nas quais reunia abundantes notas e apontamentos publicou, em 1879, em França um livro com o título Le Portugal a Vol d’Oiseau, Portugais et Portugaises. Esta obra provocou uma grande polémica, porque as opiniões acutilantes vindas de uma mulher, facto muito invulgar à época, não agradaram aos portugueses. De uma escrita franca e direta, conseguiu criar grandes inimizades e suscitou uma grande e combativa controvérsia com Camilo Castelo Branco.

" ... A Rattazzi, que passou dois invernos a desfrutar os literatos de Lisboa, publicou agora um livro sobre Portugal, delicioso. Imagine uma parisiense descrevendo ao vivo, estes mirmidões! Não se fala noutra coisa, e está tudo furioso. (Antero de Quental, carta a João Lobo de Moura, 19 de janeiro de 1880).

Preço:125,00€

Referência:13767
Autor:RODRIGUES, José Maria
Título:A DUPLA ROTA EM «OS LUSÍADAS»,V,4-13,E AS OBJECÇÕES DO Sr. ALMIRANTE GAGO COUTINHO
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1929-1930.7 volumes de in-8º de 73-(7); 80-(2); 26; 50-(3); 16; 16 e 31 págs. Br. Cadernos por abrir. Capas de brochura ligeiramente envelhecidas. Separatas da revista Biblos. Às separatas de José maria Rodrigues junta-se "Alguns erros em que se apoiou o desdobramento da rota de Vasco da Gama em os Lusíadas" por Gago Coutinho

INVULGAR.

Observações:

Conjunto de  7 separatas que fazem parte da polémica em que José Maria Rodrigues se envolveu com o almirante Gago Coutinho,nas páginas da revista Biblos (durante quase meia década), a propósito da rota de Vasco da Gama em Os Lusíadas.  José Maria Rodrigues afirmava, mediante a análise de várias estrofes do Canto V d’Os Lusíadas, que Camões descrevia duas rotas distintas da armada de Vasco da Gama, no Atlântico. Gago Coutinho, para além de não vislumbrar qualquer “rota dupla” na obra, ripostava com todo o peso dos seus conhecimentos de Náutica e de História para o contradizer, partindo de um problema ético aparentemente menor: repugnava-lhe que Luís de Camões tivesse induzido propositadamente o leitor da epopeia em erro e confusão, por mero artifício literário, sendo conhecedor da verdadeira rota que utilizara Vasco da Gama.

Preço:50,00€

Referência:14844
Autor:SEABRA, Eurico de
Título:A EGREJA, AS CONGREGAÇÕES E A REPÚBLICA. A separação e suas causas. Estudo documenrtal e crítico.
Descrição:

Typographia Editora José Bastos, Lisboa. In~8ºde 2 vols. com 515-(1)-XIII-(3) e (6)-693-XXIV-(2) págs. respectivamente. Brochado com capas ligeiramente empoeiradas. Nítida impressão sobre papel de boa qualidade e gramagem, provávelmenmte de um tiragem especial não declarada. Exemplares autenticados no verso da capa de brochura, com assinatura pelo punho do autor. Rúbricas de posse coeva no frontspício.

MUITO INVULGAR.

Observações:

Obra de forte cunho anticlerical, ataca a Igreja e defende as leis de 8 de Outubro de 1910 (proibição total das congregações religiosas e dos jesuítas) e de 21 de Abril de 1911 (Separação do Estado e da Igreja) e saiu num Portugal que, ao tempo, viveu um ambiente de «guerra religiosa» nos primeiros anos da I República (1910-1917), em que as populações nem sempre foram submissas, recusando-se a abandonar crenças e tradições em obediência a uma legislação redigida por livres-pensadores que não aceitavam os quadros mentais e sociais existentes. O combate fez-se em diversas frentes: a escola, o registo civil, as corporações cultuais, as normas restritivas aos atos de culto, a integração ou rejeição do programa republicano por parte do clero.

O primeiro volume versa:
"A Egreja actual. Intransigencia dogmática. Roma adversa ao constitucionalismo e à democracia. Mercantilismo catholico. Jesuitismo. Clericalismo. Congreções. política e ensino da Egreja."

O segundo voluime abarca:
"Causas da separação portugueza. Os jesuitas, a Egreja a as congregações em Portugal. Os religiosos e a Egreja adversos ao constitucionalismo e à democracia. Vida mercantil, política e amorosa dos jesuitas e congreganistas. A Santa Sé, o clero e o novo regimen. Ciommentario à lei da separação. Um inquérito ao clero. A lei no parlamento."

Eurico de Couto Nogueira Seabra (Porto, 1871-1937), professor em Coimbra, foi autor de obras literárias, obras de economia e de direito comercial, de uma história sumária de Portugal e de várias obras em defesa das teses mais extremistas do Partido Democrático de Afonso Costa, sobre a questão religiosa.

Preço:90,00€

Referência:15075
Autor:Sem autoria
Título:O PHANTASMA DA INSTRUCÇÃO PUBLICA ASSALTANDO A UNIVERSIDADE DE COIMBRA E ESCHOLAS E LYCEUS DO REINO
Descrição:

Imprensa Litteraria , Coimbra, 1869. In-8º de 16 págs. Brochado.


 

Observações:

Publicado sem autoria, apenas conhecidos exemplares na BN e na Biblioteca Municipal de Coimbra, referido por Pinto Loureiro na sua magnífica Bibliografia Coimbrã (p. 136).

Polémica plaquete publicada anonimamente e impressa por ocasião da extinção do Conselho Geral de Instrução Pública, por Decreto de 14 de outubro de 1868, assinado pelo Marquês de Sá da Bandeira, e criada, em sua substituição, uma Conferência Escolar. Ora leia-se o seguinte, logo no início desta publicação:

"... A reforma da Instrucção Publica foi um horrivel phantasma, que veio lançar quasi toda Coimbra n'um medonho terror. Ella foi para uns, á primeira vista, um raio de esperança e de vida, para outros, porém, foi desde logo, e continua a ser - uma bomba ardente e mortifera de seus interesses. No enatnto, alguns estudantes, ainda hoje, talvez illudidos, apparecem alegres e com o sorriso nos labios, como indicando: estou na Universidade ! - em quanto que os mestres caminham a passos lentos, com a gravidade estampada no rosto, e o olhar perdido nq região das tremendas economias. Oh! que pedonho phantasma! ... "

Mas adiante, apresenta soluções, que nos parecem bastante curiosas:

" (...) 3º Todos os rechonchudos Abbades devem ceder pelo menos o prato de meio - a bem dos pobres;
4º Todos os Duques, Marquezes, Viscondes, Barões, Conselheiros, Pares do Reino, etc., devem andar a pé -- além que paguem o que devem ao thesouro ;
5° Finalmente, se depois de tomadas estas medidas e outras, que a tempo opportuno faremos saber, o governo não achar o tesouro salisfeito, então, peça a Deos que transforme o pobre Portugal n'um mar de baleias, e façâmos todos o sacrificio do Jonas biblico passando hospedado uns tres dias nos seus bojudos seios; - mas, seja o Governo o primeiro a dar este heroico exemplo, que a patria será então salva das garras do medonho Defici
t."

 

Preço:65,00€

reservado Sugerir

Referência:14782
Autor:TARQUINI, José Miguel
Título:A MORTE NO MONTE - CATARINA EUFÉMIA
Descrição:

Empresa Tipográfica Casa Portuguesa, Lisboa, 1974. In-8.º de 148 págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conserrvação

Ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Catarina Efigénia Sabino Eufémia (Baleizão, 13 de Fevereiro de 1928 — Monte do Olival, Baleizão, 19 de Maio de 1954) foi uma ceifeira portuguesa que, na sequência de uma greve de assalariadas rurais, foi assassinada a tiros, pelo tenente Carrajola da Guarda Nacional Republicana. Com vinte e seis anos de idade, analfabeta, Catarina tinha três filhos, um dos quais de oito meses, que estava no seu colo no momento em que foi baleada. A trágica história de Catarina acabou por personificar a resistência ao regime salazarista, sendo adoptada pelo Partido Comunista Português como ícone da resistência no Alentejo. Sophia de Mello Breyner, Carlos Aboim Inglez, Eduardo Valente da Fonseca, Francisco Miguel Duarte, José Carlos Ary dos Santos, Maria Luísa Vilão Palma e António Vicente Campinas dedicaram-lhe poemas.

Preço:19,00€
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