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Livros do mês: Março 2020
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Primeiras edições

Foram localizados 452 resultados para: Primeiras edições

 

Referência:13882
Autor:A, Ruben
Título:SARGAÇO
Descrição:

 Edição de autor, Coimbra, 1956. In-8º de 29-(3) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO
RARO

Observações:

Primeira edição independente de um texto que integra o lIvro  "Páginas III", também publicado em 1956.

"Sargaço  é um sonho hipocondríaco de carumas satisfeitas. Fica situado a oito quilómetros de Viana do Castelo e a umas mil e trezentas milhas de Palace Gate revestindo-se da imaterialidade do espaço. Só quem o usufruiu pode ver a inconsciência do tempo em redor das rochas em contrapartida de pinheiros luxuriantes um pouco.”

Preço:40,00€

Referência:12174
Autor:ABRANTES, Ventura [coord.]
Título:IN MEMORIAM DE CAMILLO
Descrição:

Casa Ventura Abrantes, Lisboa, 1925. In-fólio de VI-851-(3) págs. Br. Profusamente ilustrado com estampas ao longo do texto e em extra-texto, sendo algumas a cores. Direcção artística de Saavedra Machado.

Tiragem restrita de 1000 exemplares.

Observações:

Obra com uma esmerada edição que engloba variadas e valiosíssimas colaborações  dos maiores nomes do panorama literário da época, especialmente de autores consagrados ao  estudo da vida e obra de Camilo.
Livro do maior interesse para a biobibliografia do grande romancista.

Preço:80,00€

Referência:13027
Autor:ALBUQUERQUE, Luís da Silva Mousinho de
Título:RUY O ESCUDEIRO. Conto
Descrição:

Typographia. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, Lisboa, 1844. In-8º de 112 págs. Encadernação meia francesa em pele com dizeres e florões em pele. Edição muito cuidada, impressa em papel de qualidade superior, ornado com desenhos de inspiração celta no texto, vinhetas e capitulares. CONSERVA CAPA DE BROCHURA anterior.

 

Observações:

 "Uma das mais curiosas obras do romantismo em Portugal" segundo Albino Forjaz de Sampaio, é  um longo poema em seis cantos ao gosto romântico,

"O manuscripto original do presente Poema foi dadiva generosa de seu illustre Auctor, feita á Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, que desejando corresponder a tão obsequioso offerecimento empenhou os recursos artisticos, de que podia dispor, para que a edição fosse primorosa, e provasse o adiantamento da gravura em madeira e da typographia em Portugal nestes ultimos annos."

Inocêncio, V, 324
Luís da Silva Mousinho de Albuquerque (1792-1846). Militar e estadista português. Atingiu o posto de coronel (de Engenharia). "Fez parte de vários ministérios e desempenhou papel de relevo nas disputas políticas do seu tempo - combatendo, designadamente, no Cerco do Porto, do lado dos liberais. Notabilizou-se também como docente na área das ciências, sendo autor de um Curso Elementar de Física e Química. Foi ainda autor de vários livros de poesia.

Preço:75,00€

Referência:14253
Autor:ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner
Título:CORAL
Descrição:

Porto, Livraria Simões Lopes, 1950. In-8º de 102-2 págs. Br.ochado. Capas de brochura ligeiramente acidificado, miolo muito bem conservado.

PRIMEIRA EDIÇÃO de um dos primeiros livros de Sofia, bastanto raros no mercado dada a sua reduzida tiragem.

 

Observações:

CORAL é o terceiro livro de poesia de Sophia de Melo Breyner Andresen. Publicado pela primeira vez em 1950, segue-se a Poesia de 1944, em Coimbra e a Dia do Mar, que saíra em Lisboa em 1947. Este novo livro de Sophia retoma e concentra-se naquelas formas poemáticas e naqueles procedimentos e gestos retóricos, estilísticos e prosódicos que, desde o início, contribuíram para a singularização da sua obra poética.» (Manuel Gusmão)

Preço:120,00€

Referência:14230
Autor:BARRETTO, Joam Franco
Título:ORTOGRAFIA DA LINGUA PORTUGUESA
Descrição:

"Na Officina de Ioam da Costa", Lisboa,  1671. In-4º de III-279-(9) págs. Encadernação do século XIX , meia inglesa em pele com dizeres e florões gravados a ouro na lombada. Encerra em extra-texto uma "tábua desdobrável" com palavras multilingue, tabela esta não descrita nas principais bibliografias consultadas.

O exemplar que aqui apresentamos para venda, está rigorosamente descrito no Catálogo da riquíssima Biblioetca de de Monteverde da Cunha Lobo (1912) sob a entrada nº 2474 de quem o presente exemplar ostenta uma assinatura de posse no frontspício. Na folha de guarda, ostenta escrito a lápis um apontamento: "ofereceu-me o Albino Forjaz de Sampaio". Acreditamos que o extra-texto desdobrável não descrita nas bibliografias consultadas tenha sido mandado imprimir pelo próprio bibliófilo Monteverde Cunha Lobo de quem se observa, também um apontamento, com o custo de execução de uma folha impresssa, da encadernação e do próprio livro.

PEÇA DE COLECÇÃO, ÚNICA e como tal RARÍSSIMA em primeira edição.

 

Observações:

A obra divide-se em duas partes, na primeira o autor discorrer sobre a ortografia e o uso da língua latina em Portugal, na segunda parte, Franco Barreto disserta pormenorizadamente sobre o nome, o verbo, as preposições, os advérbios, as conjunções, asinterjeições, os artigos, as divisão das letras, a pronúncia e o valor das vogais, os ditongos, a aspiração das consoantes, as sílabas e dicções, a acentuação, a pontuação, entre outros aspectos, terminando com Advertencias "em ordem a emmendar & melhorar as palavras, que a inorancia do vulgo tem corrutas"

"A primeyra, & principal regra é a nossa ortografia, he escrever todas as diçoens cõ tantas letras, cõ quantas pronunciamos, se por consoantes ociosas, como vemos na escritura Iltaliana, & Franceza. E dado que a diçã seja Latina, como a dirivamos a nós, & perde sua pureza, lógo a devemos escrever ao nosso modo, per semelhante  exemplo. Orthographia he vocábulo Grego, & os Latinos o escrevem desta maneira atrás, & nós devemos escrever cõ estas letras, Ortografia, porque cõ ellas o pronunciamos"

 

Preço:650,00€

Referência:12599
Autor:BERNARD, Pierre-Joseph
Título:L'ART D'AIMER et poesies diverses
Descrição:

De l'imprimerie de Didot jeune, Paris, 1795. In-8º de 207-(1) págs. Encadernação inteira de pele mosqueada gravada a ouro nas pastas com cercaduras. Lombada com decoração barroca a florões e dizeres dourados sobre rótulo de pele vermelha. Seixas douradas e corte das folhas brunidas a ouro fino. Ilustrado em extra-texto com sete gravuras abertas em chapa de aço de Bacquoy, Ponce, Patas, Eisen, Martini. Nítida impressão sobre papel encorpado mantendo a sonoridade original.

Observações:


Obra em verso imitando a "Arte do amor" de Ovidio que fez sensação nos salões intelectuais dessa época. Poemas ligeiros e eróticos. Não descrita nas principais bibliografias especializadas o que nos leva a tratar-se de uma edição MUITO RARA e ilustrada.

"L’ Art d’aimer de M. Bernard est un des ouvrages les plus célèbres de ce siècle. Il a fait  pendant plus de trente ans les délices des plus brillantes sociétés, et presque tous les Poëtes contemporains, depuis M. de Voltaire jusqu’au dernier rimailleur, en ont fait l’éloge."
 

Pierre Joseph Bernard nasceu em Grenoble e serviu a armada francesa na guerra de Italia tendo-se distinguido na batalha de Guastalla tornando-se secretário do marechal de Coigny. Nas letras foi distinguido entre os poetas libertinos de produção erótica. O epítoto de "Gentil" esteve-lhe sempre associado depois que Voltaire o empregou para como forma de apreço pelo seu talento. As mulheres mundanas de Paris adoptaram a sua poesia uma vez que nela se via reproduzida a delicadeza espiritual e imoral do final do século XVIII, em especial o seu L'ART D'AIMER (também conhecido na época como L'ART DE SEDUIRE. Conservado durante 30 anos em manuscrito, o texto foi impresso à revelia do seu autor.
 

Preço:250,00€

Referência:12211
Autor:BOTTO, António
Título:BAIONETAS DA MORTE
Descrição:

Oficinas Gráficas do Empresa do Anuario Comercial. 1936. In-4º de 64 págs. inumeradas. Encadernação inteira de skivertex de cor azul.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro de poemas dedicado aos Combatentes Portugueses que é considerado um dos melhores livros do autor. " Organizem os povos, estabeleçam a concórdia, acabem com a miséria e veremos, depois, se a vida não é um cântico divino, enternecedor e eterno ao amor, à natureza e a Deus "

Preço:70,00€

Referência:12210
Autor:BOTTO, António
Título:AINDA NÃO SE ESCREVEU
Descrição:

Edições Ática, Lisboa, 1959. In - 8º de XI-198-(6) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra póstuma cujo original o autor enviou para as Edições Ática.

Preço:40,00€

Referência:12209
Autor:BOTTO, António
Título:NÃO É PRECISO MENTIR
Descrição:

Editôra Educação Nacional, Porto, 1939. In-8º de 278-(10)págs. Br. Ilustrado com um retrato do autor. Cadernos por abrir. Capas de brochura com alguns picos de acidez.
PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

LIvro de contos muito estimado do autor.
"O homem perfeitamente educado, em qualquer momento ou circunstância,mostra a sua educação que, até mesmo sem ele dar por isso, estende às coisas o respeito que mantém com as pessoas com quem trata."

Preço:50,00€

Referência:12207
Autor:BOTTO, António
Título:ELE QUE DIGA SE EU MINTO
Descrição:

Edições Romero. Lisboa,s/d. In-8º de In-8º de 414 págs. Br. Capa com pequenas e insignificantes falhas marginais.
 

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

da Introdução:

“Todo êste livro é uma infinita camaradagem de vários factos sucedidos. A chamada literatura não tem nêle intervenção. Talvez lhe faça falta a mentira de que alguns verdadeiros escritores abusam... Agrada-me ser oposto a essas virtudes de confecção, e sou assim, por natureza. Aqui há só o relato da verdade pura e simples. Podia chamar-lhe memórias ou mais pròpriamente ainda: um romance original, se às personagens pusesse o nome que as acompanha na vida.”

Preço:40,00€

Referência:13147
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:VOLCOENS DE LAMA (romance)
Descrição:

 Livraria Civilisação, Porto, 1886. In-8º de 272 págs. Encadernação meia francesa com dizeres e florões a ouro em casas fechadas na lombada. Conserva capas de brochura. Primeira edição , de execução gráfica muito cuidada, nitidamente impressa sobre papel de excelente qualidade e com os dizeres do frontispício impressos a preto e vermelho. Bastante invulgar e estimada. Algumas manchas de humidade na capa de brochura. Pequena assinatura de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Último romance de Camilo, editado em 1886. A intriga do romance não é original. Provém de uma história verídica contada a Camilo por Pinho Leal. O escritor procedeu a algumas alterações, inclusivé os nomes, aproveitando o enredo e a localização do evento.

RASAO DO TITULO

"ORDINARIAMENTE quando, em estylo methaphorico, usamos comparar as férvidas paixoens de alguns homens aos vulcoens, a comparação vae buscar o simile ás crateras do Etna, do Hecla e do Vesúvio. Presume-se pois que os antros do coração humano resfolgam fogo de paixoens assoladoras como os intestinos do nosso globo jorram arroios de lava candente que subvertem, devastam, devoram, pulverisam ou petrificam toda a naturesa viva e morta que abrangem nos seus braços de lavaredas.

Todavia, ha ahi na casca do planeta paixoens humanas cujo simile não o dá o Vesúvio, o Hecla nem o Etna. E de Java que elle vem — de Java onde estuam convulsionados uns volcoens de lama que expluem o seu lodo sobre as coisas e as pessoas, primeiro emporcalhando-as, depois asphixiando-as na sua esterqueira espapaçada.

N'este romance estão em actividade permanente, sempre accesas, as crateras das paixoens da aldeia, também volcanicas, exterminadoras; mas sujas de uma porcaria nauseabunda — volcoens de lama, em fim.

Tal é a rasão do titulo."

Preço:170,00€

Referência:13554
Autor:BRANCO, Camilo Castelo
Título:A SENHORA RATTAZZI
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron Editor, Porto e Braga, 1880. In-8º de 30-II págs. Encadernação meia francesa em chagrin com dizeres e florões em casas fechadas. Conserva capas de brochura anterior, reforçada nas margens. Ante-rosto com os dizeres A SENHORA RATTAZZI enquadrados numa bonita e romântica moldura de composição tipográfica.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Primeira edição deste folheto da Questão Rattazzi, polémicas em que Camilo se envolveu a propósito do livro escrito pela Princesa Rattazzi sobre Portugal. Este livro é a resposta às provocações da Sr.ª Rattazzi e termina da seguinte maneira:
“Em conclusão: o seu livro não é cano de escorrencias muito nauseabundas, nem é canal de noticias uteis, tirante a dos hoteis infamados de persevejos; não é pois cano, nem cabal; mas é canudo, porque custa sete tostões; e — vá de calão — como troça e bexiga, é caro.”

Inocêncio. XVIII, 144. “A questão Rattazzi: esteve por differentes vezes em Portugal uma dama estrangeira, de origem italiana ou ingleza, que se apresentou com o titulo de Princeza Rattazzi dizendo-se aparentada com a familia Imperial Bonaparte, o que, aliás, segundo consta de informações notorias, as auctoridades francezas não permittiam officialmente. algumas folhas francezas, hespanholas e italianas tinham falado d"ella a proposito de seus escriptos dados ao prelo, dos seus consorcios e de varios incidentes da sua vida aventurosa. Da ultima vez que se demorou em Lisboa, por 1879, lembrou-se ella de escrever um livro de viagem acerca de Portugal: mas, ou por falta de estudo, ou por leviandade, acreditando em esclarecimentos ministrados por pessoas de sua intimidade e de acanhada consciencia quanto aos factos que inculcaram, o certo e que fizeram cair Maria Rattazi em dislates e erros gravissimos, como lhe foi demonstrado. O seu livro, pois, deu margem larga e extensa á publicacão de outras obras de refutação aspera, em que a auctora, apesar do sexo, da idade, do nome aristocratico e da fama de que se fazia cercar, e em que desejava escudár-se, padecem duros ataques, sendo os mais vivos, mordazes e acerados os que lhe vibraram sem piedade Camillo Castello Branco e Urbano de Castro, que assignava os seus escriptos sob o pseudonymo chá-ri-vá-ri. Estas controversias e criticas tomaram o caràcter de verdadeiro escandalo litterario e foram só é alastrando pela imprensa de todas as cidades, em artigos soltos, em folhetins e em correspondencias”.

Preço:90,00€

Referência:14369
Autor:BRANDÃO, Raul & PASCOAES, Teixeira de
Título:JESUS CRISTO EM LISBOA. Tragicomedia em sete quadros.
Descrição:

Livrarias Aillaud e Bertrand. Lisboa. s. d. (1926). In-8º de 120 págs. Brochado. Rúbrica de posse coeva no frontspício.

Observações:

"Vinte séculos escoaram, e Jesus reencontra os mesmos males que não curou. Nada mais lhe resta do que fazer-se crucificar de novo. O Deus feito homem passa da cabana do cavador miserável ao gabinete do Comissário de Polícia, onde ele encontra o anarquista e o ladrão. Ouvimos a mulher honesta invejar cruelmente o insolente luxo da prostituta; assistimos à reunião do Conselho de Ministros, onde perpassa o pavor dos estragos que pode causar, no mundo moderno, a pregação de uma doutrina de humildade e de pobreza; na Catedral, encontramos o Diabo e Jesus face a face; o próprio poeta duvida que um Deus verdadeiro possa aparecer na Lisboa do nosso tempo; todavia, este Deus está de facto ali, sob a forma humana, e os poderosos do dia decidiram que deveria morrer pela segunda vez..." [Philéas Lebesgue, Lettres Portugaises (excerto), in Mercure de France, n.º73, tomo CCVIII, Paris, 1.12.1928.]

Preço:70,00€

Referência:14093
Autor:BRANDÃO, Raul; BRANDÃO, Maria Angelina
Título:PORTUGAL PEQUENINO
Descrição:

Tipografia Seara Nova, Lisboa, 1930. In-8º de 258-(6) págs. Br. Ilustrado ao longo do texto com ilustrações de Carlos Carneiro e em extra-texto duas pinturas de Alberto de Sousa representando as cidades do Porto e de Lisboa. Capa de Alberto Sousa. Capa com algumas insignificantes manchas marginais.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro de Raul Brandão pelo mundo infanto-juvenil cuja escrita revela um gosto pelo pitoresco local ou de costumes e até de brincadeiras infantis “de outros tempos”, que não esconde, em certa medida, o "espanto sempre extasiado de ver e sentir" que referem José António Saraiva e Óscar Lopes ao falarem sobre a obra do autor.

Preço:45,00€

Referência:14285
Autor:BRUN, André
Título:SOLDADOS DE PORTUGAL - A legião portugueza - A guerra peninsular
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1915. In-8.º de 171-(5) págs. Encadrnação moderna em skivertex vermelho, preservando a capa de brochura anterior. Rubrica de posse no frontspício. Aparado. Apesar dos defeitos apontados, o exemplar apresenta-se muito limpo e fresco.
Exemplar da PRIMEIRA EDIÇÃO, primeiro milhar

Observações:

No prefácio:

"...  Escrita para ser lida principalmente por aqueles, que como soldados tivérem de combater pela Pátria, dei a esta narrativa uma forma comesinha e pu-la na boca de um soldado mais culto, contando a camaradas seus uma epopeia de glorias e de sacrifícios. A grandesa dos factos relatados fará esquecer a simplicidade da sua apresnetação. QUando se contam histórias, é natural que se lhes acrescente ao inetresse o relevo da forma de narrar. QUando se conta a História - a História traçada pelas armas dos nossos soldados - ela não carece de atavíos literários..."

Preço:20,00€

Referência:14339
Autor:CARVALHO, Raul
Título:POESIA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, S/d (1955). In-8º de 259-(5)págs. Br. Capa com algumas falhas marginais e mancha de humidade marginal nas primeiras folhas.

Primeira edição.

Observações:

Segundo livro de um dos poeta mais importantes do nosso tempo, muito apreciado por Jorge de Sena, e colaborador das revistas Távola Redonda e Árvore e Cadernos de Poesia, que, na década de 50 conglomeravam de forma irregular, mas activa, poetas de várias sensibilidades.

Preço:35,00€

Referência:14337
Autor:CARVALHO, Raul de
Título:REALIDADE BRANCA. O dia difícil, 1955. Religião do Mar, 1955. Realidade branca. 1968
Descrição:

Edição do Autor, Lisboa, 1968. In-8º de 82-(6) págs. Br. Tiragem única de 513 exemplares, sendo 113 fora do mercado. Ostenta uma pequena dedicatória autógrafa.
INVULGAR.

Observações:

 

Todas as Horas

Todas as horas, todos os minutos,
São para mim a véspera da partida.

Preparo-me para a morte, como quem
Se prepara para a vida.

Em qualquer parte eu disse que a Beleza
Não nasce só mas sim acompanhada.

Não são palavras minhas as que eu digo.
À minha boca pertence aos que me amam.

Mudos e sós.
À nossa volta todos os amantes
Sentir-se-ão tranquilos.
Um coração puro
É como o Sol:
Brilha todos os dias.

 

Preço:35,00€

Referência:12197
Autor:CASTRO, Fernanda de
Título:A ILHA DA GRANDE SOLIDÃO Poema
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1962. In-8º de 69-(2) págs. Br. Apresenta um pequeno carimbo editorial de oferta. Apresenta todos os cadernos por abrir. Excelente estado de conservação.

Observações:

 

Pequena flor…
Petite fleur.
A trompette do Sidney Bechet
dilacera-me ouvidos
e sentidos.
Magoa-me a estridência
da música obcecante.
Enerva-me a violência
dos sons,
dos desejos incontidos.
Dói-me a culpa,
a inocência
de uns braços estendidos.

 

Preço:20,00€

Referência:14306
Autor:CASTRO, João Osório de
Título:O BAILE DOS MERCADORES
Descrição:

Cosmos, Lisboa, 1964. In-8º oblongo com  X-165-(19) págs. Encadernação editorial. Profusamente ilustrado ao longo do texto e em extra-texto com ilustrações  de Luís Osório. Encerra também as pautas de música da autoria de Luís Sande Freire.

 

 

Observações:

Curiosa farsa em 7 quadros escrita por João Osório de Castro recheada de humor e fantasia.

Preço:18,00€

Referência:12512
Autor:CÉSAR, Amândio
Título:NÃO POSSO DIZER ADEUS ÀS ARMAS
Descrição:

Editora Pax, Braga, 1945. In-8º de 76-(4) págs. Br. Integrado na colecção "Metrópole  e Ultramar".

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra distinguida com o Prémio Camilo Pessanha.

NECROLOGIA PARA UM SOLDADO DA ÍNDIA

Os jornais publicaram nomes,
Muitos nomes,
Não se sabe ao certo quantas linhas de nomes:
O TEU NÃO ESTAVA LÁ!

Eram nomes, muitos nomes,
Não se sabe ao certo quantas linhas de nomes!
Eram milhares de nomes de vivos:
O TEU NÃO ESTAVA LÁ!

Nas linhas, muitas linhas de nomes,
Vinham altas patentes e soldados rasos,
Hierarquicamente e por ordem alfabética:
O TEU NOME NÃO ESTAVA LÁ!

Não! O teu nome não podia estar ali:
Tu morreste em Goa, à vista de Goa,
Que morria quando tu morreste.
Por isso ficaste abandonado e só,
Junto de Goa moribunda.

Tão abandonado e tão só
Como a pistola metralhadora,
Agora inútil,
Agora inútil porque tu morreste
E Goa morreu contigo!

Há-de florir, vermelha,
Uma flor nascida do teu sangue.
As folhas serão verdes
Como a última imagem dos teus olhos baços.

É o último reduto,
Será a última bandeira hasteada em Goa,
Na terra ocupada pelo invasor,
Depois que alguém ergueu ao céu azul
A branca bandeira do medo e da ignomínia!

Não vens na lista de nomes,
Em nenhuma das linhas dos nomes:
O TEU NOME NÃO PODIA ESTAR ALI!

Mas, quando uma jovem manducar
Colher a flor vermelha que sobrou do teu martírio,
Aspirar o perfume solene dessa flor cortada
E perder seus olhos pretos no verde das folhas tenras,
ENTÃO SIM, TU ESTARÁS ALI!

Ali ressuscitado,
Ali vigilante como a sentinela,
Até que tornem os fantasmas dos soldados de Albuquerque
Para castigarem o orgulho sacrílego do invasor.

Tu, anónimo soldado,
Morto na terra escaldante de Goa,
És a imagem do Governador
Que à vista dela morreu.
Tu, sim, és da estirpe de Albuquerque,
Nunca vassalo…

Preço:15,00€

Referência:12856
Autor:CLÁUDIO, Mário
Título:AMADEO
Descrição:

Imprensa Nacional Casa da Moeda. Lisboa, 1984. In-8º de 116-(8) págs. Br. Com sobrecapa editorial. Profusamente ilustrado em extra-texto com fotografias do autor, fac-similes de cartas e reproduções de obras do pintor.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:


Obra onde o autor relata o percurso do pintor Amadeo de Sousa-Cardoso, entre as terras de Amarante e Paris dos inícios do século XX. .É uma  biografia “romanceada” do grande pintor português.

Obra que inicia a "Trilogia da Mão", na qual o escritor abordou a vida e obra de outras duas figuras artísticas nortenhas, a violoncelista Guilhermina Suggia (Guilhermina) e a barrista Rosa Ramalha (Rosa). Através destes três artistas, tipificou distintos estratos sociais, aristocracia, burguesia, povo,  e o «imaginário nacional», entre o virar do século XIX e meados do século XX.
Esta obra deu em 1984 a Mário Cláudio o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores.

"Não perguntem agora como lhe foi a vida, com que espécie de filamentos se manufacturou a tessitura da biografia a escrever. Quando a passagem é tão curta como esta, não será que tudo se reduz a um dia único, lavado e sem heroísmo assinalável, nele se degustando apenas o tegumento que não amadureceu? De Amadeo, como de outros, poderemos dizer que oscilou do apetite à renúncia. Nem lume nem gelo o tiranizaram alguma vez, porque incólumes de intempéries ficam os homens missionários."

Preço:15,00€

Referência:13358
Autor:CORREIA, João de Araújo
Título:NOITE DE FOGO e outros contos
Descrição:

Editorial Inova, Porto, 1974. In-8º de 96-(2) págs. Br. Capas de brochura com algum desgaste e miolo amarelecido pelo tempo. Integrado na Colecção Duas Horas de Leitura, com direcção gráfica de Armando Alves.

 

Observações:

Antologia de contos deste autor considerado o maior contista português. A sua escrita sofre  influências de Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco e Trindade Coelho.

Da badana:

“É João de Araújo Correia um estilista de linhagem camiliana, com o senso agudo do dinamismo narrativo: escreve para contar histórias e tão bem sabe fazê-lo, que nelas se imprime, como o rosto sangrento de Cristo na toalha de Verónica, a fisionomia de um povo”

Urbano Tavares Rodrigues

Preço:20,00€

Referência:14482
Autor:CORREIA, Natália
Título:MÁTRIA
Descrição:

 (Tip. Rios & Irmão, Lda.). Lisboa. 1968.  In-8º de 24 págs. Brochado. Exemplar com um ligeiro amarelecimento marginal direito, nas capas, provocado por acção de tabaco sobre livro parcialmente protegido na estante. Miolo impecável. Raro opúsculo de poemas.

Observações:

A publicação de Mátria leva David Mourão-Ferreira a chamar " ... a atenção para a escritora como um dos casos mais sérios da poesia portuguesa de todos os tempos ...".

 

Preço:40,00€

Referência:14478
Autor:CORREIA, Natália
Título:O HOMÚNCULO. Tragédia jocosa com quatro ilustrações da autora.
Descrição:

Contraponto, Lisboa, 1965.In-4º de 38-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto com quatro ilustrações da autora, com fortes influências surrealistas, impressas à parte e coladas em folhas para isso destinadas. Edição cuidada. Exemplar impecável

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

O Homúnculo é uma peça de teatro escrita por Natália Correia, apreendido pela PIDE logo após ser publicado, em 1965. A peça consiste numa sátira onde a figura de Salazar (que na peça é incarnado pela figura de el-rei Salarim) é completamente destituída da majestade  e solenidade que caberia a um chefe de estado. Salarim apresenta-se como a figura que representa o Reino da Mortocália, no qual as pessoas que o habitam vagueiam pelo território como mortos-vivos.

"Salarim tem nariz (ou bico) arqueado e dois olhos de fogo muito juntos, situados quase no alto da cabeça. Da sua idade só se pode dizer que por meios naturais era de esperar que já tivesse morrido há muito tempo, mas que por outros meios, talvez sobrenaturais (há quem diga que usando em proveito próprio o tempo que roubou aos súbditos), conseguiu suster a foice, sempre que a morte julgou chegada a altura de ceifar os seus muito esticados anos."

Preço:70,00€

reservado Sugerir

Referência:14333
Autor:CORREIA, Natália
Título:POEMAS
Descrição:

(Lisboa) 1955. In-8º de 100-(1) págs. Brochado. Capa ilustrada com desenho de Martins Correia. Capas apresentado forte acção de Lepismatídeos nas margens. Miolo impecável, sem defeitos apontar. Valorizado por uma muito expressiva dedicatória autógrafa de Natalia Correia.

Observações:

Segundo livro de poemas da autora. BASTANTE RARO

Preço:90,00€

Referência:14463
Autor:CORTESÃO, Jaime
Título:CARTAS À MOCIDADE
Descrição:

Seara Nova, Lisboa, 1940. In-8º de 95 págs.Br. Capas de brochura empoeiradas e com leves picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro que reune sete cartas dedicadas aos seus afilhados. As seis primeiras foram originalmente escritas e publicadas na Seara Nova entre 1921 e 1925.
No prólogo que escreve para a edição de 1940, Cortesão afirma terem as cartas um "pequeno valor histórico": o de esclarecer até certo ponto algumas das ideias fundamentais com que o grupo da Seara Nova tentou algum tempo servir de orientador.
Encerra as seguintes cartas:
Queres ser um Homem? | Queres ser um Homem Livre?,  Os caracteres e o carácter,  A disciplina, Traça a tua regra de conduta, A Tradição, Homo.
 
Excerto:
"Jovem amigo, se tens a vontade frouxa, o ânimo facilmente impulsionável, se és um incoerente ou um desequilibrado, estás a tempo de evitar um destino inglório. Toma conta: se não cultivares a tua personalidade e se te deixares ir na onda de admiração com que se aplaudem as tuas piores extravagâncias, poderás vir a arrastar a vida pelas esquinas ou botequins, vazando na maledicência e na calúnia a tristeza secreta da tua inferioridade. Previno-te tanto mais, quanto alguns dos corifeus da última grande camada literária deram extremos foros de elegância ao desequilíbrio no estilo e no homem.

Resiste a todas essas influências, venham donde vierem. Uma das melhores maneiras de afirmar o carácter moral está precisamente em defrontar com coragem todos os preconceitos perigosos. Se quiseres vencer na vida, deves cultivar o teu carácter. Sê desabrido na defesa de ti próprio. E não te esqueças de que o desenvolvimento da inteligência e da cultura condicionam muitas vezes a riqueza e a elevação dos sentimentos. Quanto mais rica for a tua personalidade em equilibradas tendências intelectuais e afectivas, mais forte e perfeito poderá ser o teu carácter. E o que distingue exactamente essa perfeição é a unidade e a estabilidade das tendências.

Não te direi também que essa obra de educação própria a possas realizar com facilidade ou rapidez. Não. Só o hábito pela perseverança – já to disse – determinará a tua evolução psicológica. Por ele tu darás continuidade aos primeiros hesitantes momentos da tua perfeição individual. Alargando pouco a pouco no presente as conquistas do passado, podes preparar um futuro pleno de força e de saúde moral."

Preço:20,00€

Referência:13777
Autor:CORTESÃO, Jaime
Título:DIVINA VOLUPTUOSIDADE Poemas em redondilhas
Descrição:

Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris- Lisboa, 1923. In-8º de 141-(5) págs.Br. Capas de brochura com leves picos de acidez. Valorizado pela dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

 

Observações:

Livro de poesia de Jaime Cortesão, figura de grande importância da cultura portuguesa do século XX.

Preço:20,00€

Referência:14442
Autor:COSTA, Carlos Eurico da
Título:A CIDADE DE PALAGUIN
Descrição:

Edições &etc., Publicações Culturais Engrenagem, (Lisboa. 1979) . In- 8º de 74- (1) págs. Brochado

Observações:

O nome de Carlos Eurico da Costa ficou ligado à história do Surrealismo português. Integrou, em 1949, com os desenhos "Grafoautografias" a primeira Exposição dos Surrealistas portugueses, com nomes como Henrique Risques Pereira, Mário Cesariny de Vasconcelos, Oom, F. J. Francisco, A. M. Lisboa, Mário Henrique Leiria, Fernando Alves dos Santos, Artur do Cruzeiro Seixas, Artur da Silva, A. P. Tomaz e Calvet. Em 1951, foi um dos protagonistas da ruptura dentro do movimento surrealista português, ao subscrever a resposta a Alexandre O'Neill no panfleto colectivo Do Capítulo da Probidade.

Oposicionista ao Estado Novo, chegou a estar preso por motivos políticos enquanto cumpria serviço militar obrigatório. Manteve uma constante atitude de intervenção cívica, ligado aos meios oposicionistas à ditadura portuguesa. Foi membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Escritores e Secretário-Geral da Associação da Imprensa Diária. Entre muitas actividades na área do associativismo, foi fundador, em 1979, da Associação de Cooperação com as Nações Unidas em Portugal.

Preço:30,00€

Referência:13207
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:ENTRE RIO E MAR poesia
Descrição:

Livros do Brasil, Lisboa, 1952. In-8º de 140 págs.Br. Capas de brochura com algunns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro de poesia que é uma espécie de roteiro poético de Portugal, no qual o poeta fala de Santos, sua terra natal, mas acima de tudo de várias cidades portuguesas.

 

Cantiga do avô português


O meu avô foi à caça
Na serra do Cubatão.
Mas, ano vem, ano passa,
Nunca volta do sertão.

Dizem que os índios são bravos.
Nem sempre as índias também!
Meu avô levou escravos
Com redes que embalam bem.

O bafo das noites quentes
Faz pensar noutros Brasis
Em que andam nossos parentes
Com outras índias gentis.

"A caça, que tempo dura?",
A minha mãe perguntei.
"Vai até a sepultura,
Porque é serviço de El-Rei.

 

Preço:18,00€

Referência:12441
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:ISAURA
Descrição:

Editorial Inquérito, Lisboa, 1944. In-8º de 75-(5) págs. Br. Valorizado por uma dedicatória a Luís Forjaz Trigueiros. Inserida na Colecção "Novelas Inquérito".

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

 

Observações:

Curiosa novela de Ribeiro Couto que  foi o último  título de uma colecção de novelas da Editorial Inquérito publicou entre 1940 e 1944.

Preço:18,00€

Referência:12440
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:A MENSAGEM DO LUSÍADA ANTÓNIO NOBRE
Descrição:

Tip. Ramos, Afonso & Moita, Lisboa, 1944. In-8º de 30 págs. Br. Valorizado pela dedicatória aos poetas José Osório de Oliveira e Raquel Bastos. Folhas com ligeiras manchas de água marginais. Separata da Revista Litoral, nº1. Este é o exemplar nº 25  da edição especial de 150 exemplares, numerados e assinados pelo autor. Ilustrado com uma fotografia de António Nobre e uma vinheta no começo do texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Ensaio muito interessante sobre António Nobre escrito por Ribeiro Couto.

"A poesia de António Nobre restaura o reino da confiança e aponta à nacionalidade portuguesa o caminho do renascimento."

Preço:20,00€

Referência:12439
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:POESIAS REUNIDAS
Descrição:

Livraria José Ollympio, Rio de Janeiro, 1960, In-8º de 4486-(2) págs. Br. Valorizado pela expressiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra que reune todos os livros de poesia publicados pelo autor, na altura da sua publicação Manuel Bandeira escreveu :

"Sua poesia continuou sempre sendo a anotação arguta dos momentos raros da vida, aqueles momentos de “indecisão delicada”. Momentos de subúrbio, digamos assim, quando do luar descem coisas – “certas coisas”. Nunca lhe interessaram as polêmicas sobre o que seja poesia. “É poesia? Não é poesia? Quem saberá jamais?” Todos os problemas estavam resolvidos para ele “pela aceitação da simplicidade”.

Preço:40,00€

Referência:12438
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:POEMETOS DE TERNURA E MELANCOLIA
Descrição:

Editora Monteiro Lobato, São Paulo, 1924. In-8º de 112-(2) págs. Br. Valorizado pela expressiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Oliveira. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
 

Observações:

SURDINA

Minha poesia é toda mansa.
Não gesticulo, não me exalto...
Meu tormento sem esperança
tem o pudor de falar alto.

No entanto, de olhos sorridentes,
assisto, pela vida em fora,
à coroação dos eloqüentes.
É natural: a voz sonora
inflama as multidões contentes.

Eu, porém, sou da minoria.
Ao ver as multidões contentes
penso, quase sem ironia:
"Abençoados os eloqüentes
que vos dão toda essa alegria."

Para não ferir a lembrança
minha poesia tem cuidados...
E assim é tão mansa, tão mansa,
que pousa em corações magoados
como um beijo numa criança.

Preço:30,00€

Referência:12437
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:SENTIMENTO LUSITANO
Descrição:

Livraria Martins Editora, São Paulo, 1961. In-8º de 178 págs. Br. valorizado pela expressiva e extensa dedicatória autógrafa aos poetas Raquel Bastos e José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO da obra publicada no Brasil e só póstumamente publicada em Portugal.

 

Observações:

Conjunto de ensaios muito interessantes de Ribeiro Couto,Autor brasileiro muito apreciado entre os intelectuais portuguesesda sua época,  encerra ensaios sobre, António Nobre, João de Barros, Joaquim Paço d'Arcos, entre outros. De destacar também o ensaio " O pequeno emigrante português e a continuidade histórica do Brasil".

“não era adquirido sem trabalho, não caia do céu; custava muito esforço” -, para muitos mais terá constituído um penoso exercício de sobrevivência, talvez pelas poucas habilitações com que em sua grande maioria arribaram a terras de Vera Cruz. Mas não é desse brasileiro entre aspas o objecto desta minha fala, já retratado  por Guilhermino César, em O “Brasileiro” na ficção portuguesa: O Direito e o Avesso de uma Personagem-Tipo”

 

Preço:40,00€

Referência:13898
Autor:DANTAS, Júlio
Título:PÁTRIA PORTUGUESA
Descrição:

Parceria António Maria Pereira, Lisboa1914. In-4º de 294-(2) págs. Encadernação já gasta meia inglesa com dizeres e florões a ouro na lombada. Conserva capas de brochura. Profusamente ilustrado ao longo do texto com desenhos de Alberto Sousa e um retrato fotográfico do autor.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra publicada em folhetins no Jornal de Lisboa 'A Capital' e louvada em Portaria do Govêrno da República Portuguesa, de 20 de Dezembro de 1913 (Diário do Govêrno, nº301 de 26 do mesmo mês e ano)."

 

Edição cuidada de um dos mais belos livros de Júlio Dantas onde através de episódios da história nacional o autor faz uma exaltação do povo e uma condenação da nobreza.

 

Preço:20,00€

Referência:14477
Autor:DIAS, João Pedro Grabato
Título:FACTO 7 FADO piqueno tratado de morfologia parte VII
Descrição:

Livro com poema longo pseudobibliográfico "FACTO/FADO", considerado pelo critico literario Eugenio Lisboa um dos melhores livros em português. As criticas são então Ministro responsável pela deslocação de populações das cidades para o mato e o modo como tal foi brutalmente realizado, expressas nesse livro, e as ameaças à sua pessoa levaram-no a deixar Mocambique.

Observações:
Preço:30,00€

reservado Sugerir

Referência:14476
Autor:DIAS, João Pedro Grabato
Título:40 E TAL SONETOS DE AMOR E CIRCUNSTANCIA E UMA CANÇÃO DESESPERADA
Descrição:

Edição do autor, Lourenço Marques, 1970. In-8.º de 59 págs. Brochado. Mancha de humidade, junto à charneira, na capa de brochura posterior. Miolo impecável, irrepreensível.

PRIMEIRA EDIÇÃO DO PRIMEIRO LIVRO de Grabato Dias

Observações:

"... No ano de 1970, sai a lume o livro de poesia 40 e tal Sonetos de Amor e Circunstância e Uma Canção Desesperada . Confinado genologicamente ("Ó soneto, ó espartilho carcereiro!"), a colecção de composições ousa e avança, derrubando os freios pela compresença de constructos de linguagem subversivos e inventivos (neologismos, justaposições e "infracções" ortográficas), sem menosprezamento de utilização de outras vozes - a de Camões é quase uma obsidência - que provam que os vanguardismos se alimentam do passado. Nessa escrita estimulada pela homofonia colhe o leitor uma fascinante viagem pelo pulsar da linguagem e pelas suas veias que se expandem até ao limite num jogo suspensivo de corrosão, sarcasmo e humor cáustico, num pulular de erupção léxica reganhadora de identidade e diferença intensiva. Erigindo aí a sua ars poetica - "Humor, minha automática secreta", escreve Grabato Dias na p. 8 -, o nosso escritor e artista plástico faz entroncar o seu tom diletantemente verrinoso nas cantigas de escárnio e de maldizer e na voz insubmersível de Alexandre O'Neill ou Cesariny de Vasconcelos. Eugénio Lisboa, apresentando o Autor em nota que precede a obra, di-lo possuidor de uma poesia "ensimesmada, onírica, ironicamente realista, brutal, descabelada, ardentemente bizarra, reveladora de um mundo fantasmagórico e quase demasiado verdadeiro". Sirva de exemplo o ardiloso e cativante soneto da p. 17 destes Sonetos de Amor e Circunstância , que recobrem, como codiciosamente o notou Eugénio Lisboa, um "livro denso e difícil" (Eugénio Lisboa, 1987) mais preso ao universalismo do que ao moçambicanismo ..."
 

Amor. Te. Ti, tigo. A morte. Amo-te

sem R, sem risco ao meio da morte.

Quero-te assim, querente, quente e forte

ode que a circunstância obriga a mote.

 

Quatorze versos no papel e dou-te

exangue e medido ramo. O corte

já deixou de sangrar. Pinhos do norte!

Que ricas tábuas de caixão, pra bote!

 

No mundo em pedaços repartida

ficou-me a mim e ao luis vaz a vida,

galinha gorda rebolante ao espeto.

 

Me, mi, Mimi, migo... Ó amiga, as migas

ainda são um bom prato, e até com ligas

de duquesa se faz tanto soneto.

Preço:45,00€

Referência:14480
Autor:DIAS, Saúl
Título:... MAIS E MAIS ... versos de Saúl Dias e desenhos de Julio
Descrição:

Presença, Coimbra, 1932. In-8 de LIV págs inumeradas. Brochado. A capa de brochura é em papel dourado com um desenho da série do poeta de Julio.

Observações:

Publicação de estreia do poeta, nas magníficas edições modernistas da Presença, impressa em bom paple de linho, e com desenhos impressos em página inteira,

Preço:230,00€

Referência:12445
Autor:DIONÍSIO, Mário
Título:MONÓLOGO A DUAS VOZES histórias
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1986. In-8º de 224 págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Conjunto de contos que foi um dos ultimos livros deste autor.

Preço:17,00€

Referência:14161
Autor:DUARTE, Afonso
Título:LÁPIDES E OUTROS POEMAS (1956 - 1957)
Descrição:

Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1960. In-8.º de 52-(4) págs. Brochado, impecavelmente bem conservado nao obstante uma pequena mancha na capa posterior. Miolo muito limpo e fresco. Apresenta um poema facsimilado.

Observações:

Edição apresenta um Apêndice assinado por Carlos de Oliveira e João José Cochofel.

Preço:28,00€

Referência:14159
Autor:DUARTE, Afonso
Título:UM ESQUEMA DO CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS
Descrição:

Seara Nova, Lisboa, 1948. In-8.º de 78(1) págs. Brochado. Capas de brochura com pequenas manchinas de acidez, próprias da qualdiade do papel e da acção do tempo. Miolo fresco.

Observações:
Preço:25,00€

Referência:14158
Autor:DUARTE, Afonso
Título:OSSADAS
Descrição:

Seara Nova Editora, Lisboa, 1947. In. 8.º de 98(4) págs. Brochado. Rubrica de posse no anterosto. Exemplar muito limpo e fresco, impresso sobre papel de boa quailidade.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Primeira edição. Afonso Duarte, poeta que se situa entre o saudosismo e o movimento da Revista Presença, acabou por ter relevante influência na geração de poetas do neo-realismo. Livro de Poemas breves / como o instante da flor / que abriu para morrer.

Preço:30,00€

Referência:12295
Autor:FANHA, José
Título:OLHO POR OLHO
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1977. In-8º de 40 págs. Br. Capa de  Manuel Botelho. Valorizado por uma dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

À conquista do espaço

Não
Não quero voar
Rapidamente no espaço
E pousar em qualquer lua.


Quero uma estrela pequena,
Do meu tamanho de gente,
A iluminar
Quem passa
Nesta rua.

 

Preço:10,00€

Referência:12503
Autor:FERAUD,Marie
Título:CONTOS AFRICANOS Contos e Lendas do Folclore Africano Seleccionados e Adaptados Por...
Descrição:

 Verbo, Lisboa, 1977- In-4º de 155-(2) págs. Encadernação editorial. Profusamente ilustrado com belos desenhos a cores e a preto e branco de Akos Szabo. Ostenta uma dedicatória não autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Interessante colectânea de contos africanos seleccionados e adaptados por Marie Feraud e traduzidos para português por António Manuel Couto Viana, Rui Viana Pereira e Maria Adelaíde Couto Viana.
 

Preço:27,00€

Referência:14335
Autor:FERREIRA, José Gomes
Título:O MUNDO DOS OUTROS - HISTÓRIAS E VAGABUNDAGENS
Descrição:

Centro Bibliográfico, Lisboa, 1950. In-8.º de 191-(2) págs. Br. Capas de brochura com ocasionais picos de acidez.

Observações:

Publicado em 1950 pelo Centro Bibliográfico de Lisboa, incluído na "Colecção de Prosadores".

O Mundo dos Outros é constituído por uma série de crónicas de Lisboa (nenhuma delas anterior a 1945, pelo que a sua redacção se deve ter processado durante o mesmo período em que o Poeta vai compondo os poemas de Poesia III), onde o quotidiano é transfigurado, e o encantamento e desencantamento, real-sonho, verdadeiro-falso, se alternam - uma reflexão automatizada a que o autor recorre para tornar mais perceptível e radical o desmascarar da realidade, segundo a sua cosmivisão. É, por isso, uma das obras máximas produzidas pelo neo-realismo português.

O autor reflecte também sobre o seu "fora" e o seu "dentro", o "'equilíbrio entre as duas vidas que nem sempre conseguem coexistir harmonicamente separadas", colaborando na confusão que a sua face múltipla provoca em quem lhe queira penetrar o íntimo" (TORRES, Alexandre, Vida e obra de José Gomes Ferreira, Amadora, Livraria Bertrand, 1975, p.237). Frases como "Ninguém me vê do mesmo modo" , ou "Cada qual agarra em mim a realidade que mais lhe convém", são afirmadas com mal disfarçada alegria, e o poeta ajuda à confusão assumindo muitos papéis diferentes (o que é preferível ao esconder-se por detrás de diferentes personagens, como fazia F.Pessoa ou Robert Browning - afirma Carlos Oliveira). O autor também é, por um lado, o "vagabundo social" de dia, mas o solitário de noite, que "espera com paciência que a cidade de esvazie para, em largas digressões de vagabundagem por essas ruas solitárias abrandar um pouco as rédeas do autodomínio. E poder enfim adorar a lua redonda à sua vontade; e ruminar versos num ruminar quase obsessivo (...)falar só (...) sem vergonha da lua".

Outro aspecto importante desta obra é o facto do autor se assumir como esse espectador que "anseia por todos os espectáculos, que transforma tudo em espectáculo, e que lamenta o fim do espectáculo". A história de O Mundo dos Outros começa a 8 de Maio de 1945, o dia em que termina a 2ª Guerra Mundial, e José Gomes Ferreira escreve no início do seu livro: "Confessa que o teu egoísmo de espectador inato teme não voltar a encontrar no bolor quotidiano outro espectáculo capaz de suprir o que desapareceu agora para sempre..." José Gomes Ferreira reduz-se a espectador para condenar a sua falta de intervenção, revelando todo o processo que o tornou assim (como no cap."A infância Estragada", onde descreve o seu "ódio total a este caricato planeta de homens com uma civilização de papagaios", onde o homem é, desde a infância, submetido a catequeses de submissão, a pedagogias do servilismo e da modéstia, que a Igreja divulga), e ainda critica o espectador que somos todos nós, de "brandos costumes" : "1793?...Data da viragem da história do mundo. Revolução Francesa (...) E, entretanto, em Lisboa, fundava-se uma Ervanária para vender ingredientes ressumantes de vapor de água ...brandura dos nossos costumes - numa civilização de chazinhos fumegantes,...enxaquecas, teorias, estorvos, molezas, melindres, gritinhos, medo do papão, chatice...". E ainda noutro texto: " Dormia tudo em torno de mim: homens, mulheres, crianças, burros, carroças, elécticos,(...)Teatro D.Maria, tabuletas,(...)e até o céu azul estendido como uma mulher de preguiça (...) Uns a sonhar que estão acordados. Outros, que vivem. Alguns, que falam. Muitos, que amam. Aqueles, que trabalham. Estes, que sofrem. Outros, que gritam. E que protestam. E que berram. E que lutam. Mas não. Tudo mentira. Dormem profundamente com o corpo todo, com a alma toda, nos tremedais dos cafés e nos cemitérios dos mortos-vivos das ruas..." José Gomes Ferreira diagnostica assim este mundo mentiroso, "adormecido pela disciplina institutriz da humilhação ou da docilidade", onde se jaz vivendo em vão.

O autor parece, em muitas das crónicas, querer desistir da sua obsessão romântica de mudar o mundo, mas ela subsiste sob a capa de um Quixote sonhador (que diz o autor que deixou de existir nos Portugueses, mais preocupados consigo mesmos, e passando "sempre adiante", o que, no fundo, mas com vergonha, também acaba por lhe acontecer - confessa ), que "exprime a saudade doutrinária de um futuro qualquer, tão distante, tão lá no fundo, tão sonho, tecido apenas de pequenas coisas doces, num mundo menos pesado de cadáveres..." (Fonte: CITI - Centro de Investigação para Tecnologias interactivas)

Preço:40,00€

reservado Sugerir

Referência:14479
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:FACE SANGRENTA
Descrição:

Contraponto. (Lisboa. 1953. Tipografia Ideal). In-4º de 78-(2) págs. Encadernado meia ingelsa em pele vermelha, conservando as capas de brochura e a sobre capa branca. Única obra da editora de Luiz Pacheco que tem sobrecapas.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Excertos:

“ ... Porém a Grande Voz, dizendo banalidades, tornava-se por isso mesmo profunda, como os textos dos profetas. Quando a rádio anunciava que ‘ vai falar Filipe’, todos nós tremíamos de comoção. Particularmente nós, os jovens, que acima de tudo amávamos a esperança. ‘Filipe’ era, obviamente, um pseudónimo, ou seja, um meio de prolongar o mistério. Artur explicava-nos que significava ‘amigo de cavalos’, o que o fazia acreditar, secretamente, que a Grande Voz era também de cavalaria. Eu, que no entanto me viciara no raciocínio, hesitava diante deste ruído oco de tambor. Mas só à noite, no silêncio do meu cigarro solitário. Porque ali, ouvindo a rádio, eu tremia como os outros.”, (“O Jogo de Deus”)

“... Agora a serra descia a toda a pressa para a aldeia. Depois, tranquila, alastrava devagar num grande vale, para subir ainda, suavemente, lá ao longe. (…) Quando porém, vencida logo adiante uma pequena colina, se lhe levantou do chão o pico da torre do Paço com a massa negra das ruínas, ele parou ainda, emocionado, na expetativa dolorosa de ver surgir o Outeiro.” (“O Encontro”).

Preço:65,00€

Referência:13830
Autor:FIGUEIREDO, Campos de
Título:O PRIMEIRO MILAGRE DE JESUS
Descrição:

Editorial Saber, Coimbra, 1953. In-8º de 22-(2) págs. Br. Capa de brochura com desenho de José Contente. Capas de brochura com picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO..

INVULGAR.

Observações:

Peça de teatro de teor religiosos escrita por Campos de Figueiredo, poeta, ensaísta e dramaturgo português, que foi director da revista Conímbriga e da revista Tríptico.

 

Preço:15,00€

Referência:13857
Autor:FIGUEIREDO, Tomaz de
Título:GUITARRAtreze romances
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa,  1956. In-8º de 64-(4) págs. Br. Livro integrado  na colecção "Poesia e Verdade". Valorizado pela extensa e emotiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição do primeiro livro de poesia de Tomaz de Figueiredo, que fez parte  do movimento modernista coimbrão da década de 20.

Dos cães desterrados

Cães da cidade, em traseiras
de quinze metros quadrados
que nunca viram do céu
mais que um retalho de estrelas,
que só quando a lua passa
pela vertical do pátio
à lua podem ladrar...
Cães exilados que nunca,
devolvidos pelo eco,
supondo ladrar a estranhos,
ladrarão aos próprios ladros...

(...)

Preço:25,00€

Referência:11774
Autor:FIGUEIREDO, Tomaz de
Título:A TOCA DO LOBO
Descrição:

Editorial Verbo, Lisboa, 1963. In-8º de 257-(23)págs. Encadernação editorial em sintético. Com uma ilustração extra-texto de Maria Adozinda Santos. De uma tiragem especial numerada e assinada pelo autor (fora do mercado os numerados de I a X, sendo este o VI). Valorizada pela expressiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório Oliveira. Obra integrada nas «Obras Completas» do autor.

Observações:

Romance que J. Bigotte Chorão, no livro "O Essencial sobre Tomaz de Figueiredo",considera “o livro mais seu, o título que o identifica na república literária, e nela teria um lugar ainda que não houvesse publicado mais nada. Trata-se do que chamamos uma «obra-prima»: um livro único e irrepetível"

Preço:50,00€

Referência:11773
Autor:FIGUEIREDO, Tomaz de
Título:VIDA DE CÃO
Descrição:

Editorial Verbo, Lisboa, 1963. In-8º de 223-(10)págs. Encadernação editorial em sintético. Com uma ilustração extra-texto de Artur Bual. De uma tiragem especial numerada e assinada pelo autor (fora do mercado os numerados de I a X, sendo este o VI). Valorizada pela expressiva dedicatória autógrafa.
Primeira edição, integrada nas «Obras Completas» do autor.

Observações:

Primeira edição deste livro que reune 9 novelas do autor sobre quem Baptista Bastos afirmou "Os livros de contos e novelas de Tomaz de Figueiredo são um maravilhoso conjunto de pequenos espelhos que mudam, mas que reflectem a «totalidade» (tomando a expressão com todas as precauções devidas) de um testemunho presencial, que recusa as imagens cosméticas. Baseados em efeitos de transformação e de deformação, esses textos exaltam os últimos vestígios do mito da natureza, indo o autor ao baú da infância e às turbulências adolescentes para remanchar um tempo que impõe as suas próprias limitações mas que produz uma eficácia emocional extraordinária."

Preço:40,00€

Referência:13466
Autor:FILIPE, Daniel
Título:MARINHEIRO EM TERRA
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1949. In-8º de 53-(3)págs. Br. Capas com alguns picos de acidez. Capa de António Vaz Pereira.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

NOME ERRADO

Quando os meus avós disseram
"há-de cha,ar-se Esaú..."
só quatro fadas vieram
ver-me, amedrontado e nu.

Não sei o que me fadaram
_ isso é que a história não diz:
o meu futuro bordaram
(com velhos tons) a matiz.

Verdes. lilazes sombrios
cinza... E eu mp berço nu.

(Sigo a vida por desvios
só não me chamo Esaú).

Preço:40,00€

Referência:13465
Autor:FILIPE, Daniel
Título:MARINHEIRO EM TERRA. Poemas.
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1949. In-8º de 53-(3)págs. Br. Capas com alguns picos de acidez. Capa de António Vaz Pereira. Este exemplar é o nº 2 de 5 exemplares em papel bíblia, da Matrena, fora do mercado, numerados e rubricados pelo autor". Valorizado pela expressiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Castro a quem o livro também é dedicado.

PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo e raro livro do autor.

Observações:

 

CANTIGA DE RODA

A tarde no jardim deserto e calmo
e este livro de poemas morno e fútil!
(Por exemplo: vejamos este "salmo")
Tudo tão completamente inútil!

Um céu azul, sem núvens - de verão.
Duas crianças jogam animadamente
ao eixo. Um entusiasmo são
qur me torna igual a toda a gente!

Apetece ser simples e sincero,
aqui onde há crianças e pardais...
Que diabo! Uma vez, ao menos, quero
ser como os mais!

 

Preço:75,00€

Referência:14298
Autor:FONSECA, Branquinho da
Título:A POSIÇÃO DE GUERRA drama em um acto
Descrição:

Composto e impresso na Tipografia da “Atlântida”, Coimbra, 1931. In-4.º de 15-(1) págs. Br. Capa da brochura impressa a duas cores, com o aspecto modernista que a revista «Presença» imprimia em todas as suas publicações. Ilustrado com um desenho de José Régio, impresso em página inteira. Ligeiro e insignificante restauro na capa de brochura posterior

RARO.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira incursão na escrita dramática de Branquinho da Fonseca que é não só uma das mais raras e representativas peças do seu Teatro, como  também uma das apreciadas edições «Presença», revista de que o autor foi fundador e director.

 

Preço:150,00€

Referência:14481
Autor:FONSECA, Manuel da
Título:ROSA DOS VENTOS. Desenhos de Manuel Ribeiro
Descrição:

Edição do Autor, Lisboa, 1940. In-8º de 71-(3) págs. Encadernado inteira de percalina verde com dizeres dourados na lombada. Preserva as capas de brochura.

RARA e importante obra

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO DO PRIMEIRO LIVRO deste consagrado poeta neo-realista, autor de uma das mais importantes poemas do século XX - DOMINGO, aqui publicado. Fez parte do grupo do grupo do NOVO CANCIONEIRO e através da sua arte teve uma intervenção social e política muito importante, retratando o povo, a sua vida, as suas misérias e as suas riquezas, exaltando-o e, mesmo, mitificando-o.

Segundo Osvaldo Silvestre, "... a obra de Manuel da Fonseca (1911-1993) acaba por realizar o destino interventivo que desejou. De tal modo que não é possível estudá-la hoje à margem da mitologia revolucionária de que se alimentou, por longas décadas, a resistência ao regime, mitologia para a qual, afinal, contribuiu decisivamente. De certo modo poderíamos mesmo dizer que a sua obra coloca, como nenhuma outra, a questão da mitologia neo-realista - assim como a do neo-realismo enquanto mitologia (...) A publicação de "Rosa dos Ventos" em 1940, altura em que o neo-realismo na poesia não conseguira ultrapassar a inconsistência de algumas tentativas exploratórias, veio viabilizar uma alternativa ao presencismo dominante".
"A sua poesia propor-se-á como oralidade dramática, pela qual a enunciação é delegada num vasto friso de personagens que assim conquistam finalmente a sua voz, no que é afinal uma reparação feita a todos aqueles a quem a História interditara a voz, relegando-os para a esfera do não-dito - e daí a oralidade desta poesia, tão devedora no tom e nas formas poéticas de tradições maioritariamente populares, isto é, não cultas. É esta, pois, uma poesia em que o realismo se declina em termos históricos e, sobretudo, materialistas, pela forma como se enraíza na concretude de personagens e situações." ALVARO RIBEIRO DOS SANTOS-1288

Preço:160,00€

Referência:14192
Autor:FONSECA, Manuel da
Título:O FOGO E AS CINZAS
Descrição:

Editorial Gleba, Lda. , Lisboa, s.d. (1953). In-8º de 161-(6) págs. Brochado. Capa ilustrada por Victor Palla e livro inserido na prestigiada colecção bibliográfica "Três Abelhas". Exemplar quase perfeito não fosse os ligeiros picos de humidade própria da qualidade do papel e a pequena falta de papel no pé da lombada.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da obra. Colecção dirigida por Victor Palla e Aurélio Cruz.

A escrita de Maniuel da Fonseca "... trata na verdade de uma ideologia muito pessoal, que olha o passado afectivamente, como se o preferisse, o que não impede que a sua obra se insceva no espírito e movimento neo-realista, ainda que de forma mais universal, ao colocar o indíviduo num centro e num plano diferentes daqueles para que aponta a realização colectiva ...". (in DICIONÁRIO CRONOLÓGICO  DE AUTORES PORTUGUESES, vol. IV, Publicações europa-América, 1998)

Preço:30,00€

Referência:13876
Autor:FRANÇA, José-Augusto
Título:DESPEDIDA BREVE
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, s.d. (1958) In-8º de 231-(5) págs. Br. Capa de brochura ilustrada por Sebastião Rodrigues. Inserido na colecção "Os Livros das Três Abelhas".

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição da curiosa colecção de contos escritos entre o início das actividades literárias de JOSÉ AUGUSTO FRANÇA e meados da década de 50 e que foi incluido por Maria de Fatima Marinho, no seu livro "Surrealismo em Portugal" lado a lado com outras obras publicadas em 1958 de Vergílio Martinho, Ernesto Sampaio, Mário Cesariny, Barahona da Fonseca, Alfredo Margarido, Granjeio Crespo e Natália Correia, ano marcado por uma "série de publicações de autores de algum modo ligados ao surrealismo."

Preço:25,00€

Referência:12483
Autor:FRIAS, Sanches de
Título:ARTHUR NAPOLEÃO: Resenha comemorativa da sua vida pessoal e artística
Descrição:

Subsidiada por amigos e admiradores do artista, Lisboa, 1913. In-8 º de  296 págs. Encadernação meia inglesa com lombada em sintético com dizeres a dourado. Ilustrado em extra-texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Biografia de Arthur Napoleão, pianista, compositor, editor de partituras musicais, professor e comerciante português.
Considerado uma criança prodígio, tendo dado o seu primeiro recital aos sete anos de idade. Fez recitais por toda a Europa, tendo tocado em dueto com Henri Vieuxtemps e Henryk Wieniawski.
Em 1866 estabeleceu-se no Rio de Janeiro onde se tornou comerciante de instrumentos musicais e partituras e editor de músicas. Como editora, a famosa Casa Artur Napoleão contribuiu significativamente para a divulgação da música brasileira durante décadas.

Neste livro escrito pelo Visconde de Sanches de Frias, e dedicado “a Portugal e Brasil. As duas nações estreitamente parentas uma, que presidiu ao nascimento, e gosou os primeiros triunfos do famigerado pianista, e outra, que o acolheu, e préza como filho dilecto” o autor propõe-se a prestar uma homenagem ao músico em vida. A precisão cronológica e a riqueza de detalhes  fazem supor que a base do trabalho de Sanches de Frias, incluindo o acervo fotográfico tenha sido a autobiografia, nunca publicada do pianista.

"perante numerosa e escolhida concorrência, aos seis anos e meio de idade, a 11 de Novembro de 1849, em casa do abastado portuense Duarte Guimarães (...). O Nacional, gazeta desse tempo, ao noticiar a curiosa festa, dizia: — O pequenino Arthur tocou, a quatro mãos, com variações, num piano duro e de largo teclado. Se não fosse a presença de seu pai, que o acompanhava, dir-se-ia que o piano tocava por si, tal era a pequenez do músico."

 

 

 

Preço:0,00€

Referência:13878
Autor:GARCIA, José Martins
Título:ALECRIM, ALECRIM AOS MOLHOS
Descrição:

Ediçõees Afrodite, Lisboa, 1974. In-8º de 128-(4) págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto com desenhos de Henrique Manuel. Alguns picos de acidez na capa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Conjunto de cinco contos onde se nota  a influência surrealista, e onde os aspectos grotescos da sexualidade entram em confronto com a moral beata de um país conservador.

"Também foi muito mal aceite pelos portalejos a tese de Malagueta sobre o número quatro. Foi o caso que, interpelado por um colega curioso sobre os maiores nomes da poesia nacional, Alfredo Malagueta confessou não ter dúvidas quanto ao preenchimento da trilogia cimeira. Camões, Quental, Pessoa. Mas depois?... O quarto lugar constituía um problema gravíssimo. Os historiadores da literatura não davam achegas para tão melindrosa avaliação. Nem os catedráticos sabiam quem era o quarto poeta, nem o Ministro da Educação Nacional ousava decidir em tão transcendente matéria. Quem seria?... Alfredo Malagueta já sofrera noites de insónia, em demanda do almejado nome. Sem êxito. Ora a voz da inspiração lhe segredava o nome de Bocage, ora o bom senso lhe lembrava que um libertino nunca poderia ocupar tais píncaros. Por vezes a voz misteriosa segredava-lhe o nome de Teixeira de Pascoaes, mas Pascoaes era pouco lido... Também ouvira algumas vezes o nome de José Régio... Mas Régio ainda vivia... De modo que esse preenchimento do quarto lugar era problema de quebrar a cabeça mais erudita. O próprio Fernando Pessoa lhe chegara a pôr algumas dúvidas em tempos, dada a utilização que fizera, impensadamente, do vocábulo merda. Todavia, dada a sua já relativamente distante morte, tudo levava a crer tratar-se de um pecadilho de juventude. O colega curioso, pouco adaptado à ciência portaleja, perguntou: «Mas por que quer escolher o senhor doutor quatro, e só quatro, poetas?» Alfredo Malagueta entusiasmou-se: «Colega, saiba que depois do quarto virá o quinto, tal como sucederá com os impérios...»
   Como tudo era rapidamente sabido na Porta - onde a moral vítrea açambarcava as atenções de modo a impedir conhecimentos esotéricos - a versão divulgada acerca dos poetas acentuou que Alfredo Malagueta descobrira que, a seguir ao número quatro, vem o número cinco, interpretação causadora de uns primeiros apupos na via pública.
   Um primeiro afastamento dos portalejos deixou-o muito solitário, rondando as águas indiferentes, meditando nas nuvens carregadas, aproximando-se perigosamente das serpentes e dos cães que guardavam os dois extremos da cidade. Estava a findar aquele primeiro e amargurado ano lectivo quando, interrogado por um aluno acerca do Canto IX de «Os Lusíadas», Malagueta perdeu o respeito pelo poeta número um da lista e pipilou que Camões tinha sido um tarado sexual. O reitor, homem franco ao modo antigo, resolveu intervir:
   - Homem! - disse - Camões, fosse lá o que fosse, sempre é o símbolo da pátria... Veja lá o que diz aos pequenos!
   Alfredo Malagueta recolheu-se a um orgulho taciturno, ferido, ensimesmado, incompreendido. Circulava de casa ao liceu, de casa ao templo."

Preço:28,00€

Referência:11530
Autor:GIL, Augusto
Título:ROSAS DESTA MANHÃ Versos, interpretações e paráfrases dalguns epígramas gregos.
Descrição:

Ottosgrafica Lda, Lisboa, s/d. In-4º de 166 págs. Encadernação inteira em sintético com florões e dizeres em casas fechadas na lombada. Ilustrado ao longo do texto e com o último retrato do autor. Livro nº 18 duma tiragem especial de 150 assinada pela viúva do autor.

Observações:

Livro póstumo do poeta, com prefácio de Júlio Dantas e um emotivo "In Memoriam " na ultima metade do livro.

Preço:30,00€

Referência:13394
Autor:GOMES, Soeiro Pereira
Título:REFÚGIO PERDIDO inéditos e esparsos
Descrição:

Edições SEN, Porto, 1950. In-8º de I-106-(4) págs. Br. Ilustrado em extra-texto com uma fotografia do autor. capa de Veloso e Mário Bonito.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Publicado postumamente "Refúgio Perdido" reune um conjunto de contos e crónicas de Soeiro Pereira Gomes. Encerra também uma breve entrevista sob o título "5 Minutos de Conversa Telefónica com o Autor de "Esteiros", publicada pela primeira vez no jornal "O Primeiro de Janeiro", na página de "Artes e Letras" de 10 de Fevereiro de 1943 e "Fogo!", ao tempo páginas inéditas do romance Engrenagem.

 

Preço:25,00€

Referência:14321
Autor:HORTA, Maria Teresa
Título:CIDADELAS SUBMERSAS
Descrição:

Livr. Nacional, Covilha, 1961. In-8º de 65-(7) págs. Br. Com capa e ilustração extra-texto de Manuel Baptista, Integrada na colecção Pedras Brancas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Os poemas
são cidadelas para os
lábios

Mais longe as sentinelas
do espaço
e os degraus do oceano
no contorno das pálpebras

Na hora anterior
ao vidro das lágrimas
a mulher ocasionou o parto
das cidades

e as plantas
foram úteros reflexos
de água
gerando no lodo
o vício do ódio
submerso nas palavras

Preço:40,00€

Referência:14091
Autor:HORTA, Maria Teresa
Título:EMA
Descrição:

Ediçoes Rolim, Lisboa, 1984. In-8º de 131-(1) págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conservação.

Observações:

«Eu falo das vozes que as bruxas e as santas ouviam. As histéricas. As loucas.»

Da contracapa:
"... Ema é a viagem de uma mulher, só, na contemplação erótica. É a convulsão do amor, é a resposta, a violência, a dificuldade, o espelho, a explosão feminina-feminista. É a nudez de Ema ...".
 

Preço:15,00€

Referência:13872
Autor:IVO, Lêdo
Título:ACONTECIMENTO DO SONETO - ODE À NOITE
Descrição:

Orfeu, Rio de Janeiro, 1950. In-8º de 45-(5) págs. Br. Capas de brochura envelhecidas. Ilustração da capa de Artur Jorge. Assinatura de posse de José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO conjunta.

INVULGAR.

Observações:

Este livro é a 2ª edição de Acontecimento do Soneto, a primeira edição  foi feita por João Cabral de Melo Neto, em 1948, numa tiragem de 110 exemplares. A esta edição foi acrescentado  o poema Ode à Noite. Prefácio de  Campos de Figueiredo.

SONETO DAS CATORZE JANELAS

O que se esquiva em mim mais se levanta
no sul da arte poética, no drama
onde o meu ser transfigurado clama
que eu escreva a canção que não me encanta

mas, por falar de mim, sempre me espanta
pela perícia com que me proclama.
E eu destruo o supérfluo, usando a chama
que sobre o meu trabalho o sol decanta

Não se faz um soneto; ele acontece
e irrompe da alquimia do que somos
subindo as altas torres do não ser

Nas rimas que ninguém nos oferece,
pungentes, nós seguimos, e fitamos
catorze casas para nos conter.

Preço:27,00€

Referência:14137
Autor:JORGE, Lídia
Título:O VALE DA PAIXÃO
Descrição:

Publicações Dom Quixote, lisboa, 1998. In-8º de 241 págs. Brochado, impecávelmente conservado.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Esta obra obteve váruios prémios literários entre eles o Prémio D. Diniz da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio PEN Club Português de Ficção, Prémio Maxima de Literatura, Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa e o Prémio Jean Monet de Littérature Européenne (2000).


Nuno Martins (blog "O que leio"), diz-nos o seguinte sobre este título: "...

Este livro, retrata um periodo de cerca de 40 anos, numa família rural algarvia. Toda a acção, gira em torno das lembranças de um dos elementos da família, a filha/sobrinha/neta mais velha, que através dos seus actos, nos dá a conhecer a história do livro. Essa personagem, vai traçar um retrato composto de memórias, centradas noutro personagem principal, "Walter", o filho mais novo do clã Dias. Walter, cedo se torna o filho "rebelde", não querendo trabalhar nos campos com a família, fugindo e desobedecendo ao pai, tendo apenas como paixão desenhar pássaros e como companhia, uma manta de soldado. Numa das suas fugidas, Walter engravida uma rapariga, mas entretanto é enviado para a tropa pelo pai e prefere ir para a Índia cumprir serviço militar do que regressar a casa e casar. Para limpar a honra da família, essa rapariga é casada com o irmão mais velho de Walter, Custódio que é igualmente o braço direito do pai na gestão da casa, família e negócios. Desde o momento que Walter parte para a Índia inicia uma viagem sem fim, pelo mundo, fazendo disso o seu modo de vida, regressando apenas uma vez a casa. É a partir desse regresso, que a história é contruída, correndo em paralelo a história de Walter, da sua sobrinha (que é mais do que sua sobrinha), e restante clã Dias, cujos filhos aos poucos "fogem" do trabalho do campo, abandonando o pai, emigrando para vários países da América para fazer fortuna. Lídia Jorge, com este livro faz um retrato da vida e costumes de Portugal da década de 50 à de 80, através dos olhos de uma rapariga que cresce nesse periodo, que observa e participa nas mudanças profundas que ocorrem na sua família, e ao mesmo tempo na busca que ela faz ao seu passado, para se poder reconciliar com o presente.

O livro tem um linguagem muito íntima, suave e melancólica, é uma história muito bonita que se lê muito bem...".

 

Preço:15,00€

Referência:14136
Autor:JORGE, Lídia
Título:O CAIS DAS MERENDAS
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, 1982. In-8º de 251 págs. Br. Integrado na Colecção Século XX.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Segundo romance de Lídia Jorge, que se desenvolve-se em torno dos temas da identidade e da aculturação no pós 25 de Abril. Trata-se de uma narrativa poética, teatralizada, em que as personagens rurais, confrontadas com o mundo exterior, dão testemunho da sua intimidade, dos seus medos e desejos mais profundos.

Preço:25,00€

Referência:14254
Autor:JORGE, Luiza Neto
Título:OS SÍTIOS SITIADOS
Descrição:

Plátano Editora, Lisboa, 1973. in-8º de 277-(3) págs. Brochado. Integrado na colecção editorial de poesia Sagitário.

Exemplar quase como novo. Miolo muito limpo e branco.

Observações:

Constitui uma Antologia de todos os livros até então publicados aumentada com inéditos (Sítios Sitiados e O Amor e o Ócio) aqui pela primeira vez dada à estampa.

Preço:30,00€

Referência:14346
Autor:JÚDICE, Nuno
Título:PLÂNCTON - Romance
Descrição:

Contexto Editora, Lisboa, 1981. In-8.º de 148 págs. Brochado. Belíssimo estado de conservação.

Observações:

Primeira edição do segundo romance do autor. "Uma das primeiras obras de ficção de Nuno Júdice, este romance explora a dificílima técnica estilística de «mise en abyme».
Júdice é, aliás, o único ficcionista português vivo que utiliza abundantemente esta técnica, trabalhada pelos restantes apenas em uma ou outra narrativa.
Esta obra foi escrita de acordo com o estilo fragmentário e desconstrucionista da década de 70, quando explora a comunidade de
dimensões vivenciais das três personagens femininas (Rita, Rosa e Laura) ou quando o narrador explora uma ideia nascida da «sobreposição de duas imagens«. Assim sendo, neste romance, Nuno Júdice explicita a já referida «mise en abyme», técnica de narração que explora «em profundidade» («abyme») uma particular representação da realidade (um elemento da narrativa) na qual se sobrepõe, em imagens vertiginosamente cruzadas, a totalidade (ou quase) da história narrada. Neste caso, por via da sobreposição de «duas imagens», Nuno Júdice explora «abissalmente», girando em círculos «concêntricos» e «excêntricos», os elementos da intriga ao ponto de provocar no leitor a sensação de uma irrealidade intemporal ou meta-histórica, ausente de cronologia e geografia específicas
."

Preço:15,00€

Referência:14331
Autor:KNOPFLI, Rui
Título:O ESCRIBA ACOCORADO
Descrição:

Moraes Editores, Lisboa, 1978. In-8.º de 71(1) pags. Br. As capas de brochura apresentam uma pequena mancha no canto inferior esquerdo, mas o miolo apresenta-se muito limpo.

Observações:

Inserido na apreciada colecção "Círculo de Poesia".
Posfácio de Eugénio Lisboa.

Apresenta ainda um ensaio de leitura da poesia de Rui Knopfli "A Voz Ciciada" por Eugénio Lisboa.

Preço:17,00€

Referência:14258
Autor:LEMOS, Merícia de
Título:12 POEMAS
Descrição:

Imprensa Nacional Casa da Moeda, Lisboa, 1990. In. 4.º de 47 págs. Br. Edição integrada na colecção «Musarum Officia», de que se imprimiram apenas mil exemplares. Ilustrações em extra-texto de Cícero Dias.

Observações:

Posfácio de Maria de Lourdes Belchior.
Da poesia de Merícia de lemos, disse Jorge de Sena: "A sua poesia caracteriza-se por um tom directo muito lúcido e subtil, em que uma feminilidade franca e desenvolvida sabe encontrar uma intensidade nada romântica (...) para dizer numa linguagem que provém dos poetas do "Orpheu" e de uma cultura poética que pouco deverá ao lirismo exclusivamente masculino da "Presença" (...) as suas emoções e as suas mágoas de mulher, por uma forma que é das primeiras, depois de Irene Lisboa, a evitar o convencionalismo socio-sentimental da poesia "feminina" a que nem a grande Florbela pudera evitar."

Preço:18,00€

Referência:14249
Autor:LEMOS, Merícia de
Título:HORAS SEM TEMPO
Descrição:

Editora Lux, Lisboa, 1962. In-8º de 51-(1) págs. Br. Ilustrado com um retrato da autora por Alain Brustlein.

Observações:

Último livro que a autora escreveu antes de uma pausa de 30 anos.
Merícia de Lemos nasceu em 1913 na Beira, Moçambique, e morreu em 1996. Colaborou em diversas revistas e jornais, onde foram publicadas várias poesias suas.
A sua poesia caracteriza-se por um tom directo muito lúdico e subtil, em que uma feminilidade franca sabe encontrar uma intensidade ora graciosa ora melancólica, ora comovente.

Preço:25,00€

Referência:13605
Autor:LIMA, Augusto J. Gonçalves
Título:MURMURIOS
Descrição:

Typographia da Revista Popular, Lisboa, 1851. In-8º de XXIV-262-(2) págs. Encadernação meia inglesa em pano com dizeres a ouro em rótulo de pele. Sem capas de brochura e ligeiramente aparado. Pequenoa carimbo de posse.


PRIMEIRA EDIÇÃO
INVULGAR

 

Observações:

Livro de poemas de Augusto Gonçalves Lima, um dos nove poetas que integraram a revista "Trovador" editada por Feliciano de Castilho que acreditava ter descoberto uma nova linhagem de poetas coimbrães, "os poetas do Trovador". Em jeito de prólogo o livro encerra cartas trocadas entre o autor e o critico literário dessa geração, António Pedro Lopes de Mendonça.

Preço:25,00€

Referência:14484
Autor:LISBOA, Irene
Título:COMEÇA UMA VIDA.
Descrição:

Seara Nova, Lisboa, 1940. In-8º de 134-(4) págs. Encadernação moderna, meia inglesa com cantos em pele. Oreserva as capas de brochura, o Exemplar ostenta todas as margens intactas.

Observações:

Novela ilustrada por Maria Keil do Amaral . PRIMEIRA EDIÇÃO de um dos primeiros livros de Irene Lisboa, utilizando ainda aqui o seu pseudónimo João Falco, considerado um dos mais originais autores da literatura portugesa.

Preço:45,00€

Referência:13765
Autor:LISBOA, Irene
Título:ESTA CIDADE!
Descrição:

Edição de Autor, Lisboa, 1942. In-8º de 427-(4) págs. Br. Capas de brochura levemente empoeiradas e com alguns picos de acidez. Ilustração da capa de Ilda Moreira. Com alguns carimbos de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Livro de crónicas escrito por Irene Lisboa, que com esta obra abandonou o pseudonimo de João Falco. São crónicas que retratam o quotidiano lisboeta, de várias classes sociais, vistas e narradas com a peculiar sensibilidade que caracteriza esta  escritora.

Da introdução

 “Recolho neste volume umas tantas observações sobre casos que conheci, que me pus a desfiar e a reconsiderar tranquilamente. Tirei deles novelas? Creio que não. Fiz deles histórias pitorescas ou até morais? Também não o creio. Pu-los simplesmente em letra redonda, contei-os.”

Índice:
 A Adelina, etc…. (1). – Helma. – O velatório. – No cabeleireiro. – O Lavra. – Modista de chapéus. – A Adelina, etc…. (2). – Épocas. – Rapariguinha da rua. – O amante. – O barracão. – Um dito. – A Adelina, etc… (3).

 

Preço:25,00€

Referência:12541
Autor:LOPES, Manuel
Título:O GALO CANTOU NA BAÍA ... (e outros contos cabo-verdeanos)
Descrição:

Orion Distribuidora, Lisboa, 1959. In-8º de 220-(2) págs. Brochado. Valorizado pela dedicatória ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Colecção "Hoje e Amanhã". Manuel Lopes é um dos nomes mais destacados da literatura cabo-verdiana. A presente colectânea reúne alguns dos melhores contos do autor. Com os seus personagens de vigorosa personalidade, vivendo enredos de forte carga simbólica, relatados numa linguagem simultaneamente densa e subtil, estes contos de Manuel Lopes proporcionam ao leitor uma forte emoção. O primeiro deles, «Galo Cantou na Baía», publicado pela primeira vez em 1936, marca, na opinião de Russel Hamilton, o nascimento da moderna prosa narrativa de Cabo Verde.

Preço:40,00€

Referência:14366
Autor:LUÍS, Agustina Bessa
Título:TENROS GUERREIROS. Romance
Descrição:

Guimarães Editores. Lisboa. (1960). In-8º de 443-(1) págs. Brochado. Sem a sobrecapa ilustrada por Martins Correia. Capas de brochura com ligeiro foxing, próprio da sua qualidade de papel.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

No prefácio, a autora diz-nos "... Não é a primeira vez que alguém pega numa pena para escrever estas palavras: os tempos mudaram". Esta obra fala da percepção da mudança dos tempos. Pastores, homens de letras, poetas, entre outros são os verdadeiros ternos guerreiros entre todos os seres. Homens que eram actuais, modernos, que viviam na sua época e não apenas tinham nascido nela. Homens que conheciam a actualidade e não obedeciam a hábitos, razões e palavras obsoletas. "O papel do artista é o de reformar o mito do impossível e o de criar a tragédia ... ".

Preço:30,00€

Referência:14341
Autor:MACEDO, Helder
Título:DAS FRONTEIRAS
Descrição:

Edição do autor, Livraria Nacional, Covilhã, 1962. In-8.º de 41-(3) págs. Br. Desenhos e extratexto de Manuel Baptista

Observações:

Inserido na Colecção "Pedras Brancas".

Segundo Fernando Guimarães (in SEMA # 3, p. 97) ,"... Das Fronteiras, em 1962, é o re-conhecimento da vanidade de qual-quer busca, a irrupção de uma ironia através da qual o sujeito lança a sua corrosiva suspeita sobre a "mansidão" das "angústias pressurosas" vertidas em "literatura". O discurso não se contenta, agora, com a "perfeição" medida, estu-dada, com a concisão epigramática - assume-se em ruptura e liberdade, flui, longamente, sem a nostalgia de um centro, de uma ordem. Ao mesmo tempo, o sujeito lírico, para lá da sua procura, dá-se conta do contexto em que ela se situa. E desenha-se um país. Uma "pátria calcinada", também ela minada por desamparado desespero, entregue ao demónio da autodestruição. Igual pessimismo imanentista, que não aceitaria a intromissão de uma transcendência que significasse a superação das contradições da precaridade e desamparo humanos, se encontra presente na leitura pro-fana que é feita, em "Os Trabalhos de Maria e o Lamento de José", da História Sagrada. ..."

Preço:30,00€

Referência:13537
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:GAMA poema narrativo
Descrição:

Na Impressão Regia, Lisboa, 1811. In-8.º de XV-266 págs. Encadernação coeva inteira em pele e dizeres a ouro em rótulo de pele vermelha na lombada.

PRIMEIRA E ÚNICA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira versão do poema Oriente de de Agostinho de Macedo onde ele tentou  corrigir aquilo que considerava errado em «Os Lusíadas», de Camões, e de fazer justiça aos heróis que Camões não tinha exaltado.

Inocêncio: “Foi editor o livreiro Desiderio Marques Leitão. - O poema é dedicado a Ricardo Raymundo Nogueira, então membro da regencia do reino: consta de dez cantos, com 787 oitavas, e é precedido de uma de pindarica em louvor de Camões, a qual se não encontra noutra parte. D’este Gama refundido, e accrescentado com dous novos cantos, é que se formou o Oriente.”

Preço:60,00€

Referência:13535
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:A LYRA ANACREONTICA; Á Illustrissima SenhoraD. M. C. D. V.
Descrição:

Na Impressão Regia, Lisboa, 1819. In-8º de de 192 págs. Encadernação coeva inteira de pele mosqueada com dizeres a ouro sibre rótulo de pele vermelha na lombada.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição, muito invulgar de uma das mais  apreciadas obras de José Agostinho de Macedo.
Contém cento e uma odes anacreonticas, precedidas de uma epístola dedicatória em versos hendecasyllabos.
Nas "Memorias para a vida intima de José Agostinho de Macedo", Inocêncio refere-se que Agostinho de Macedo manteve assidua relação com D. Joanna Thomasia de Brito Lobo, freira do mosteiro de Odivelas, “fazendo por seu respeito amiudadas visitas áquelle convento. (...)  Era esta dama, ao que parece, dotada de alguma instrucção e apaixonada das lettras; José Agostinho dedicou-lhe as suas  Cartas philosophicas a Attico, impressas em 1815 (...) Estes amores tiveram seu termo em 1818; e não deixa de ser curioso o modo como finalisaram. A religiosa de quem temos fallado, entretinha correspondencia epistolar com outra da mesma ordem (...), chamada D. Maria Candida do Valle e n’uma das sortidas que José Agostinho fazia a Odivellas, D. Joanna lhe fez ver uma carta mui discreta, que pouco antes recebera d’aquella sua amiga. O padre agradou-se tanto da linguagem  e estylo d’aquella missiva, que pediu in continenti, permissão de ser elle quem fizesse a resposta. Foi satisfeito o seu desejo e parece que por mais tempo continuou a servir de secretario na correspondencia das duas damas. Porém como a tal D. Maria Candida viesse a Lisboa, José Agostinho sollicitou ter  com ella uma entrevista. Não sabemos o que passaram, porém o certo é que D. Joanna foi desde logo abandonada tendo de ceder o campo á sua rival. Cumpre notar que José Agostinho contava então 59 annos e D. Maria passava dos 38; foram taes os atractivos que elle encontrou n’esta nova conquista  e com tal fervor se entregou á sua paixão, que em tres dias compoz (apesar das cans que lhe alvejavam a fronte), cem Odes anacreonticas, em louvor da sua bella, as quaes deu á luz no anno de 1819, sob o titulo de Lyra Anacreontica ”.

Preço:75,00€

Referência:13517
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:A MEDITAÇÃO junto com NEWTON
Descrição:

Typ de Francisco Pereira d'Azevedo, Porto, 1854. Dois tomos de 270 e 169 págs encadernados juntos num só volume. Encadernação coeva em pele castanha meia inglesa com dizeres a ouro na lombada. Pequena vinheta de número de ordem de biblioetac particular na lombada.

Observações:

Dois poemas de inspiração filosófica de José Agostinho de Macedo.

A Meditação, poema em quatro cantos que segundo Innocêncio no seu livro "Vida e Obra de José Agostinho de Macedo" transcrevendo um juízo de Costa e Silva afirma: "De  todas as obras de José Agostinho a mais importante é a Meditação. Este poema lhe levou longos annos de trabalho e de desvelo, refundindo-o e corrigindo-o muitas vezes, e mudando-lhe o titulo, antes de o dar á luz."

 

Newton, Esta edição encerra o "Discurso Preliminar. A Fisica, ou alguma de suas
partes, he, ou póde ser digna materia da poezia sublime?"

 

Preço:95,00€

Referência:13516
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:A NATUREZA
Descrição:

Typographia de Francisco Pereira De Azevedo, Porto, 1854. In-8º de 363 págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele castanha com dizeres a ouro na lombada. Pequena vinheta de núemro de ordem de biblioteca particular na lombada.

Observações:

"Tomei para objecto d'este poema a descripção das maravilhas da Natureza.(...) o compasso frigidissimo das estereis, e infecundas regras, com que nos opprimem alguns pedantes, não tem aqui lugar."

Preço:65,00€

Referência:13510
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:CARTAS FILOSOFICAS A ATTICO por...
Descrição:

Na Impressão Regia, Lisboa, 1815. In-8.º de 240 págs (As duas últimas páginas estão numeradas com o nº 239 e 240). Encadernação inteira de pele (com sinais de ressequimento) decorada com dizeres e florões a ouro sobre rótulo de pele vermelha na lombada. Pequena assinatura de posse no frontispício. Corte das folhas carminadas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra onde Agostinho de Macedo aborda temas políticos, sociais, religiosos, culturais e económicos.
Encerra os seguintes capítulos: I. Sobre os bens da Fortuna; II. Sobre o Suicidio; III. Sobre a Filosofia de Mendelson; IV. Sobre o Bello; V. Sobre a Exageração dos males da Sociedade; VI e VII. Sobre o Sublime; VIII e IX. Sobre o ser a ignorancia mais conducente para a felicidade do que a Sciencia, (Sustenta-se este paradoxo); X. Sobre o modo de ser eloquente; XI. Sobre o Estylo, etc.; XII. Sobre as Bellas Artes; XIII. Sobre a Poesia em relação com a Musica; XIV. Sobre o Desterro; XV e XVI. Sobre o Patriotismo; XVII. Sobre o assumpto de que a maior Bibliotheca não he mais que hum só Livro (Sustenta-se este Paradoxo); XVIII. Sobre o assumpto das Cartas; XIX. Sobre ser o homem o objecto mais ignorado pelo mesmo homem; XX. Sobre Seneca e Young serem dois Escriptores prejudiciaes; XXI. Sobre não haver Sciencia sem a Sciencia moral; XXII. Sobre as operações do entendimento; XXIII. Sobre o Genio; XXIV. Sobre o Gosto; XXV. Sobre a Indifferença, etc.: XXVI. Sobre as inclinações fysicas e espirituaes; XXVII. Sobre os poucos conhecimentos do homem.

Este livro tem uma extensa dedicatória a uma religiosa Cisterciense do Mosteiro de Odivelas, D. Joana Tomásia de Brito Lobo de Sampaio.
Segundo Inocêncio nas  "Memorias para a vida intima de José Agostinho de Macedo": "Já dissemos no XIX d'este capitulo, como José Agostinho de Macedo vivera por algum tempo ligado em intimo trato com a actriz 'Maria Ignacia da Luz', porém este commercio amoroso em breve arrefeceu como era de esperar e José Agostinho voltando-se rapidamente do theatro para o claustro, depressa se lhe deparou para substituir a actriz uma religiosa do mosteiro de Odivellas, por nome 'D. Joanna Thomasia de Brito Lobo de Sampaio' a qual durante annos foi cortejada com assiduidade, fazendo por seu respeito amiudadas visitas àquelle convento. Estas deram azo a que se divulgasse o segredo, e a que seus inimigos tirassem d'ahi assumpto para motejos e zombarias. Era esta dama, ao que parece, dotada de alguma instrucção e apaixonada das lettras: José Agostinho de Macedo dedicou-lha as suas 'Cartas Philosophicas a Attico', em 1815, bem como a traducção de uma pequena novella com o titulo de 'Arrependimento premiado', que sahiu anonyma em 1818. Se tivesemos de dar credito aos elogios e louvores de que são tecidas as dedicatorias que precedem estas duas producções, teriamos que collocar tal senhora, quando menos, a par de Mad. de Sevigné, Dacier ou Staël; porém José Agostinho, encarecia em todas as suas cousas e assim como não sabia fazer uso dos doestos e das satyras individuaes, tambem não podia louvar senão adulando aquelles a quem procurava engrandecer, tecendo-lhas os mais encomiasticos e hyperbolicos panegyricos, rescendentes de podres incensos e malbaratadas lisonjas."

Preço:60,00€

Referência:13570
Autor:MACHADO, Fr. José
Título:NOVO MESTRE PERIODIQUEIRO, ou dialogo de hum sebastianista, hum doutor, e hum ermitão , sobre o modo de ganhar dinheiro no tempo presente.
Descrição:

Na Imprensa de Galhardo, Lisboa, 1821. In-8º de 38 págs. Encadernação moderna em papel marmoreado. Ostenta um pequeno autocolante de biblioteca particular.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Opúsculo polémico que atacava as ideias de liberdade da época. Nele o autor defendia os estabelecimentos antigos, as ordens religiosas e mesmo a Inquisição. Foi o primeiro de uma série de opúsculos.

Preço:45,00€

Referência:14410
Autor:MARTINS, Albano
Título:A MARGEM DO AZUL
Descrição:

Tipografia A. desportida Lda, (1982).In-8.º oblongo de 49(4) págs. Br. Ilustrado.

Observações:

Albano Dias Martins (n. Fundão, 6 de Agosto de 1930), é um poeta português. Nasceu em 1930 na aldeia do Telhado, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco, província da Beira Baixa, Portugal. Albano, formado em Filologia Clássica clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professor do Ensino Secundário de 1956 a 1976. Presentemente, é professor na Universidade Fernando Pessoa, do Porto. O poeta foi um dos fundadores da revista Árvore e colaborador da Colóquio-Letras e Nova Renascença.

Preço:15,00€

Referência:12407
Autor:MARTINS, Bastos
Título:TEMPO DE FALAR - DIÁRIO DA INVASÃO A GOA
Descrição:

Edição do autor, s/l, 1961. In-8.º de 90 págs. Br. Edição a stencil.

Obra RARA e polémica.

Observações:

Depoimento de alguém que  viveu a queda de Goa e esteve quase um mês a bordo de um navio que acabaria por levá-lo, a ele e a mais compatriotas portugueses, até Karachi.

"(...) Recordo os dias que acabo de viver.

Os goeses andavam perplexos por não terem uma directiva do Governador-Geral acerca do que deveriam fazer quando a invasão começasse. Directiva única: “Ficaremos aqui, mesmo debaixo da terra”.

É inútil comentar esta directiva balofa e inútil, que cheira a jantares de homenagem e a discursos de velhotes numa academia de história.

Que instruções receberam os goeses acerca do que deveriam fazer para defender as suas terras, os seus lares, os seus bens?

Nenhumas. Não vale a pena sofismar, a resposta é só uma: nenhumas.

Queriam instruções – deram-lhes discursos. Se os indianos invadissem, que fazer? Fugir? Atirar-lhes pedras? Fazer-lhes os discursos que já sabiam de cor? Cruzar os braços? ...

A verdade é que Sua Excelência esqueceu o povo que tanto lhe serviu para comoventes discursos. Sua Excelência não mandou organizar a tempo a Defesa Civil do Território. Sua Excelência a ninguém deu instruções. Sua Excelência limitou-se a ser Sua Excelência.(...)"

Preço:85,00€

Referência:14320
Autor:MELO E CASTRO, E. M. de
Título:FINITOS MAIS FINITOS -FICÇÃO/FICÇÕES
Descrição:

Hugin Editores Lda., Lisboa, 1996. In. 4.º de 127 págs. Br. Capa de brochura ilustrada.

Observações:

Deste livro diz o autor: "...representa um corte transversal na minha actividade criativa diária mostrando que para mim não há diferença entre a escrita de poemas, de ensaios, de contos e a produção de poemas visuais no computador. O processo da escrita é em/muitos, tal como as vivências de que esse processo é uma emanação virtual. Por isso este livro é talvez aquele que neste momento melhor me traduz e representa."

Preço:28,00€

Referência:14319
Autor:MELO E CASTRO, E. M. de
Título:CÍRCULOS AFINS
Descrição:

Assírio & Alvim, Lisboa, 1977. In-8.º de 213 págs. Br. Livro integrado na colecção "Cadernos peninsulares".

Observações:

Com um texto preliminar de Ana Hatherly intitulado "Melo e Castro: a experiência crítica da poesia"

"É-me impossível discursar. Os círculos, se rodam, são violentos e as palavras só dizem se violadas. Existe uma afinidade entre o que se vê e o que se não vê. Por detrás da superfície das imagens visíveis outras sucessivas imagens nos dão a substância das coisas. Os olhos reconhecem. Assim, em círculos afins se desenvolve a busca do real e em níveis sucessivos incoincidentes a espiral dialéctica da linguagem encontra as materializações que se dizem nos textos. Textos possíveis. Sinais de transgressão. Afins do real. Acusadores e silenciosos. O ruído da cristalização antiestática de um homem/homens."

Preço:18,00€

Referência:13930
Autor:MENDES, Manuel
Título:CONSIDERAÇÕES SÔBRE AS ARTES PLÁSTICAS
Descrição:

Seara Nova, Lisboa, 1944. In-8.º de 163-(1) págs. Br. Ilustrado em extra-texto. Valorizado pela dedicatória autógrafa no ante-rosto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

 

Observações:

Livro que encerra vários textos dispersos de Manuel Mendes sobre crítica de arte.

 

Do índice: Breves palavras sôbre o valor das artes plásticas e a razão dos seus estilos; Sôbre o desenho e alguns desenhadores; Desenhos de alguns artistas portugueses; Crónicas; Os arquitectos no 1º Salão dos Independentes; O pintor Dórdio Gomes; À margem do Salão dos Modernistas; A-propósito da exposição de Carlos Botelho; A exposição de Maria Keil; Crónica de Natal; A exposição de Simões de Almeida Veloso Salgado; Columbano; Um artista; Sôbre a natureza das artes; A crítica de arte.

 

“As páginas dêste volume, escritas em épocas diferentes, no decorrer dos úlltimos quinze anos, juntei-os agora num molho, a que não fiz mais do que dar um arranjo leve, como quem ageita e compõe sem pretensões de maior. Foram escritos para um público que não se interessa pelos estudos especializados dêstes problemas, nem pela inviabilidade de certas explicações fantasistas ou literárias. (...) Êste livro não constitui mais do que um éco apagado do interêsse que estas questões merecem, mesmo no nosso país, terreno tão pouco propício se tem mostrado para as artes plásticas ”

 

Preço:25,00€

Referência:9622
Autor:MOITA, António Luís
Título:TEORIA DO GIRASSOL Poesias
Descrição:

Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita, Lda, Lisboa, 1956. In-8º de 137-(1) págs. Br. Capa de brochura ilustrada a cores. Ilustrado com desenho de António Ramos.
Tiragem especial de 150 exemplares em papel offset creme "de fabrico nacional extra" numerados e assinados pelo autor (sendo este o nº 15). Valorizado por expressiva dedicatória autógrafa.

Observações:

Belissímo livro de poesia de um dos fundadores da revista "Árvore". Considerado por Álvaro Salema como "uma das vozes mais expressivas do lirismo português contemporâneo."

Preço:60,00€

Referência:12928
Autor:MONTE, José Ferreira
Título:PARA QUE TUDO RENASÇA poemas
Descrição:

Edição do autor, Coimbra, 1948. In-8º de 79-(5) págs. Br.Integrado na colecção do "Galo", dada a lume em Coimbra e cuja tiragem foi sempre muito restrita. Capa de brochura com alguns picos de acidez e manchas marginais.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Passadas
hesitadas
na penumbra que freme.

-Nem por isso o andar treme!

Preço:25,00€

Referência:14267
Autor:MONTEIRO, Adolfo Casais
Título:A POESIA DA "PRESENÇA"
Descrição:

Ministério da Educação e Cultura - serviço de documentação, Rio de Janeiro, 1959. In-8º de 363 págs. Br. Rubrica de posse no frontispício.
Primeira edição.

Observações:

Esta obra começa por fazer uma antologia das poesias de António Nobre, dos poetas da Geração do Orpheu, posteriormente apresenta poesias e poetas contemporâneos brasileiros e portugueses.

Preço:25,00€

Referência:13776
Autor:MORAES, Wenceslau de
Título:Ó-YONÉ E KO-HARU
Descrição:

A «Renascença Portuguesa», Porto, 1923. In-8º de 288 págs. Br. Capas de brochura empoeiradas. Ilustrado em extra-texto com dois retratos.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra que muitos consideram a mais importante de Wenceslau de Moraes que é ao mesmo tempo exemplo de  confissões transpostas e de memórias dolorosas da sua própria vida sentimental.


"Era uma rapariga de Tokushima, de certo modo um vulto popular no bairro Tomidá, onde nasceu, onde cresceu, onde brincou, onde garotou, onde por ultimo certamente namorou; isto, durante vinte e trez anos a seguir – pois não foi mais além a sua existência de  garota – salvo um periodo de trez annos, durante os quaes esteve em Kobe, servindo como creada em minha casa. Vinte e trez annos apenas! Bem posto o nome de Ko-Haru, que nos traz logo á lembrança uma ephemera pseudo-primavera, que surge e passa breve..."

Preço:60,00€

Referência:13333
Autor:MOURÃO-FERREIRA, David
Título:OS QUATRO CANTOS DO TEMPO
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1964. In-8º de 144 págs. Encadernação em sintético com dizeres a ouro nas pastas e na lombada. Sem capas de brochura. Valorizado pela dedicatória ao poeta José Osório de Oliveira.

Segunda edição (Primeira edição em Portugal)

Observações:

Terceiro livro de poemas do Autor, cuja edição princeps foi primeiro impressa no Brasil.

Soneto do Cativo

Se é sem dúvida Amor esta explosão
de tantas sensações contraditórias;
a sórdida mistura das memórias
tão longe da verdade e da invenção;

o espelho deformante; a profusão
de frases insensatas, incensórias;
a cúmplice partilha nas histórias
do que outros dirão ou não dirão;

se é sem dúvida Amor a cobardia
de buscar nos lençóis a mais sombria
razão de encantamento e de desprezo;

não há dúvida, Amor, que te não fujo
e que, por ti, tão cego, surdo e sujo,
tenho vivido eternamente preso!

 

Preço:24,00€

Referência:12353
Autor:MOURÃO-FERREIRA, David
Título:INFINITO PESSOAL ou A ARTE DE AMAR.
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1962.  In-8º de 49-(3) págs. Br.  Integrado na «Colecção Poesia e Verdade».
Assinatura de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira edição de um dos mais estimados livros de David Mourão- Ferreira, figura fundamental das letras portuguesas das últimas décadas. Este é um dos livros mas raros e procurado desta colecção.

Preço:25,00€

Referência:14310
Autor:NAMORA, Fernando
Título:A NOITE E A MADRUGADA. Romace
Descrição:

Editorial “Inquérito” Limitada. Lisboa. (1950). In-8º de 252-(1) págs. Brochado. Pequena falha de papel no pé da lombada. Miolo em muito bom estado de conservação. Capa da brochura ilustrada com um belo desenho a cores de Manuel Ribeiro de Pavia.

PRIMEIRA EDIÇÃO. INVULGAR.

Observações:

A Noite e a Madrugada , escrito em 1948 mas só publicado em 1950, foi o romance de maior sucesso de Fernando Namora. Nele, o autor conta-nos a vivência das gentes raianas, da fronteira beirã de Portugal e Espanha, lado a lado com o mundo ilegal do contrabando. O realismo das descrições levam-nos a simpatizar com os personagens, que embora foras da lei, são retratados como sobreviventes de uma realidade dura.

Preço:35,00€

Referência:14307
Autor:NAMORA, Fernando
Título:AS SETE PARTIDAS DO MUNDO. Romance
Descrição:

"Portugália". Coimbra. 1938. In-8º de 255-(9) págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conservação, apontando apenas ligeiro e insignificantes defeitos de manuseamento nas capas de brochura com pequeníssimos cortes marginais, dadas as dimensões superiores relativamente ao miolo.
PRIMEIRA EDIÇÃO DO PRIMEIRO ROMANCE de Namora. Capa de brochura com uma xilogravura de Riberto Araújo.

Observações:

"... Este livro pretende ser um romance de adolescentes e é um trabalho de adolescente: escrito dos 17 aos 19 anos. Como tal, pecando pela inexperiência de quem o escreveu, projectava-se publica-lo muito mais tarde, quando a experiência permitisse melhora-lo. Porém, considerando que, para um trabalho desta índole, seja preferível deixa-lo na sua pureza, resolveu-se publica-lo agora...". O diário romanesco de um adolescente amadurecido e extremamente crítico. Das primeiras recordações da infância aos anos do curso liceal: os primeiros deslumbramentos, os primeiros amores, os primeiros choques sociais.

Primeira edição do primeiro romance publicado pelo autor que é uma figura de primeiro plano do neo-realismo português, em que inaugurou duas colecções emblemáticas para a história da literatura portuguesa - Novo Cancioneiro e Novos Prosadores. Este seu romance, assim como o liro de poemas publicado no mesmo ano- Relevos, procura desde logo um ponto de ruptura com o presencismo. Na sua obra levanta uma das mais “detalhadas e impiedosas análises da vivência portuguesa”, quer do ambiente rural, quer do ambiente da grande urbe.

Preço:80,00€

Referência:12852
Autor:NASCIMENTO, Cabral do
Título:CONFIDÊNCIA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa,  s/d. In-8º de 107 págs. Br. Vinheta de Maria Franco. Capa de brochura com algumas picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Livro de poemas deste poeta fortemente marcado pelo Saudosismo.

Natal


Se alguém por mim passou,
O seu caminho foi.
Nenhuma dor me dói;
Neste canto me isolo;
Dá-me tanto consolo
Saber que apenas sou!

Reduz-se tudo a isto:
Suavíssimo perfume
De heliotrópio morto.
Traz-me tanto conforto
Saber que só existo
Aqui, junto do lume!

E o vento que, lá fora,
Deita as folhas em terra,
Não me abala sequer.
Ah, quanto bem encerra
A minha ideia, agora,
De estar num canto, e ser?

 

Preço:19,00€

Referência:14356
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:VARANDA DE PILATOS
Descrição:

Livrarias Aillaud & Bertrand, Paris-Lisboa, S/d. (1926?). In-8.º de 253(1) págs. Br. Capa de brochura ilustrada a cores e com a charneira cansada.

Observações:

Primeira edição do primeiro romance de Nemésioem que há uma certa vivência açoriana e escolhe como espaço e tempo a Angra da sua adolescência, de fogachos amorosas e ideológicos. Os truques da ficção, ainda um pouco incipientes, deixam muito a descoberto o adolescente” escrito ainda estudante da Universidade. Obra literária do escritor de que na opinião de Cristóvão de Aguiar “... apesar de ser um livro de juventude escrito por um jovem, não envergonha nenhum escritor”.

 

Preço:65,00€

Referência:14342
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:CORSÁRIO DAS ILHAS
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, s.d. (1956). In-8º de 270 págs. Br. Ilustrado em separado com tomadas de vistas das Ilhas Açorianas com fotografias de Rudolf Brum.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO deste muito curioso título da obra de VITORINO NEMÉSIO. Neste livro pode-se ler na advertência do autor "...Este livro é fruto de duas viagens aos Açores (1946 e 1955) e da preocupação natural do espírito do autor por essas ilhas, a qual e por vários modos nele tende a resolver-se por escrito. Assim, a unidade interna do livro ajudará à externa, garantida em parte pelo carácter formal de itinerário e de memórias. Escrito e publicado periodicamente, convém-lhe a designação de JORNAL, que leva em antetítulo, e que poderá estender-se a outras obras do autor, tais como ONDAS MÉDIAS e O SEGREDO DE OURO PRETO e OUTROS CAMINHOS, já aparecidos. AS datas mencionadas são geralmente as que correspondem À publicação dos respectivos trechos, principalmente no DIÁRIO POPULAR, de Lisboa, e ao microfone da Emissora Nacional de Radiodifusão, pois o JORNAL que o autor mantém há muitos anos é também é jornal falado."

Preço:45,00€

Referência:14269
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:CAATINGA E TERRA CAÍDA - Viagens do Nordeste e no Amazonas
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, sem data (1968-?). In-8º de 357-(1) págs. Br.
PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Da nota de badana: " A identificação do autor com paisagens e gentes brasileiras vai desde o saber histórico e sociológico à intimidade dos costumes e à apropriação da linguagem. (...)
Estes cadernos de viagem ao Nordeste e ao Amazonas completam, com um fio romanesco e um impressionismo flagrante de fauna, flora e gentes, largamente informado de cidades, engenhos, fazendas de gado, postos e cocais do “aranhol”, o largo itinerário (...)"

Preço:30,00€

Referência:14268
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:ONDAS MÉDIAS por ...
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, 1945. In-8º de 360 págs. Br. Em excelente estado de conservação.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO desta apreciada colectânea de crónicas que " ... tiveram grande divulgação mediática em programas de rádio ..." e consagradas a grandes figuras da literatura portuguesa de todos os tempos.

Capítulos sobre Dom Duarte, Damião de Góis, Anchieta, Frei Tomé de Jesus, Gaspar Frutuoso, Heitor Pinto, Cavaleiro de Oliveira, Correia Garção, Tolentino Gonzaga, Bocage, Garrett Herculano, Camilo, Eça de Queiróz, Juio de CAstilho, Anselmo Braamcamp Freire, Fausto Guedes Teixeira, António Nobre, etc ...

Preço:35,00€

Referência:14261
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:LA VOYELLE PROMISE poemes
Descrição:

Edições Presença, Coimbra, 1935. In-8º de 67 págs. Br. Cadernos por abrir.

Observações:

Das edições "Presença", embora se leia na capa "Éditions R.A. Corrêa, Paris".

Criação poética «por dentro» da língua francesa (que o autor dominava perfeitamente), carregada de vivências insulares.
É, segundo Fernando Guimarães, na sua obra "A Poesia da Presença e o aparecimento do Neo-Realismo", um dos principais livros de poesia publicados em 1935.

Preço:90,00€

Referência:14255
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:NEM TODA A NOITE A VIDA
Descrição:

Edições Ática, Lisboa, 1952. In-8º de 258-(6) págs. Br. Capas de brochura com pequena mancha (ver imagem). Desenho da capa de. Almada Negreiros.
Primeira edição, integrada na Colecção Poesia, fundada por Luís de Montalvor.

Observações:

O OVO

Enchi de Oeste a minha vida,
Como se o Sol, que estira os peixes,
Me desse a terra percorrida,
O mar curvado e um não-me-deixes.


Sol fui no arco dos dias
E, pesado
Na minha luz, já mais do que o meu fogo,
Levei as ondas frias,
O vento e a vida logo.


Tudo levei, coroado de horizonte;
O amor queimei na tarde vaga,
Com uma ilha defronte.


Mas, queria, mais que o mar, bater
Ainda as praias carregadas
De passos, conchas e do haver
De aves livres lá pousadas
Que já não posso recolher.


E um ovo,
Nada mais que um ovo,
Num punhado de pó, entre juncais,
Que desse vida, penas, povo
Para as aragens e areais.

 

Preço:50,00€

Referência:13758
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:EU, COMOVIDO A OESTE
Descrição:

Revista de Portugal, Lisboa, 1940. In-8º de 36-(2)págs.Br. Capas de brochura amarelecidas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Um dos primeiros e mais raros livros de poesia do autor. Sobre ele, Vitorino Nemésio afirmou em 1971 "'Eu Comovido a Oeste está liricamente e como que fenomenologicamente essa minha experiência do mar, a que tudo o que fiz responde. Vejo-o grosso e amargo, ou então muito azul, a perder de vista, barrado de paquetes na horizonte nos verões da guerra de 14, e agora gosto de o reverificar nos vapores caboteiros da Empresa Insulana ‑ Cedros, etc. ‑ passando entre o ilhéu da Graciosa e, perigosamente. a terra, ou levado em lancha baleeira de José Cristiano do cais das Lajes do Pico às Velas de São Jorge, com dois ou três pescadores e uns bigodes de espuma à proa."

Poema 30

Na ave que passou
Recolhi o quê?
Deus a levou.
Minha saudade, não:
Essa
Traz de longe e de anos
Uma palha,
Sinal de triste e de sujo
Que ainda uma lágrima valha,
Lá onde a alma começa.
Assim os cães que muito amam
Voltam a casa do dono.
Que perdidos!
O seu amor vagabundo
Os enrosca naquele sono
Cheio do cabo do mundo.
Triste, me sinto ir
Entre a ave e a saudade,
Sem saber preferir.
Tudo largo de mão!
Creio até que perdi a minha idade
E o instinto e silêncio do meu cão.

Preço:100,00€

Referência:13885
Autor:O'NEILL, Alexandre
Título:AS ANDORINHAS NÃO TÊM RESTAURANTES
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1970. In-8º de 89-(7) págs. Br Capa de brochura ligeiramente envelhecida. Inserido nao colecção "Cadernos de Poesia" com o nº 7.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

Conjunto de crónicas de Alexandre O'Neill previamente publicadas em jornais.

 

da Contracapa:

As primeiras prosas de um poeta.

Preço:25,00€

Referência:14332
Autor:OLIVEIRA, Carlos de
Título:PEQUENOS BURGUESES. Romance.
Descrição:

CoimbraEditora, Coimbra, 1948. In-8º de 228-(3) págs. Brochado, com ligeiros picos de humidade. Miolo impecável apresentando os cadernos por abrir. Exemplar com estrutura sólida e muito bem conservado. Carimbo de oferta da Casa Editora no ante-rosto.

Observações:

Pequenos Burgueses, com a 1.ª edição em 1948, terá a sua 3.ª edição refundida 1970. O número de capítulos e o seu texto é reduzido e essa redução implica o quase desaparecimento de certos desenvolvimentos narrativos, mas por outro lado, há curtos mas significativos acrescentos e interpolações que introduzem notas novas no romance.
Em Pequenos Burgueses apercebemo-nos de uma complexa teia de relações amorosas e familiares, em torno da qual outros acontecimentos, sempre descritos com humor e sarcasmo, curiosos e hilariantes, se desenrolam. Somos absorvidos pelas manias, traumas e psicoses destas personagens, bem como pelo seu modo de vida em que muitas vezes estão implícitas a duplicidade e a clandestinidade.

Preço:50,00€

Referência:14256
Autor:OLIVEIRA, Carlos de
Título:MÃE POBRE
Descrição:

Coimbra; Coimbra Editora, lda, 1945. In-8º de 63-(1) página. Encadernação cartonada coeva com dizeres gravados a prata na lombada. capas de brochura conservadas, com raros picos de humidade, próprio da qualidade do papel. Rúbrica de posse coeva no ante-rosto. Ligeiro aparo marginal. Miolo impecável, muito bem conservaado.
PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo livro de poesia do autor.

Observações:

Segundo Carlos Nogueira (UNL), "... em Mãe Pobre, livro de poemas de Carlos de Oliveira publicado no final de 1945, é um caso singular de popularismo neo-realista articulado com uma dimensão épica e trágica de matriz romântica (garrettiana) e neo-romântica. (...) Há, nesta obra, prosseguindo as primeiras ideias de Carlos de Oliveira sobre a poesia, ou sobre a literatura e a arte em geral, uma adesão ao genuinamente nacional e popular que ultrapassa em larga medida o popularizante mais comum. No processo de assimilação do espírito dito do povo e das suas tradições poéticas, o arquétipo colectivo aparece mais como infra-estrutura do que como estrutura imediatamente visível ou assumida como tal...".

Preço:35,00€

Referência:13320
Autor:OSÓRIO, Cochat
Título:CALEMA poemas
Descrição:

Livraria Lello, Luanda,1956. In-4.º de 162-(2) págs. Br. Capa de Israel de Macedo. Valorizado pela dedicatória autógrafa. Cadernos por abrir.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeiro livro de Cochat Osório, autor que   Gerard Moser e Manuel Ferreira no seu estudo "Bibliografia das Literaturas de Expressão Portuguesa" consideram, juntamente com Agostinho Neto e Maurício Gomes de Almeida, como os percursores duma nova fase da literatura angolana. 

Preço:18,00€

Referência:14322
Autor:PAPANÇA, Macedo (conde de Monsaraz)
Título:OBRAS DO CONDE DE MONSARAZ. (Vol I e II). Catharina d'Athayde - Grande Marquez - Lenda do Jesuitismo. Do ultimo romantico. Páginas soltas. Severo Torell.
Descrição:

Livraria Ferreira Editora, Lisboa, 1908. In 8º, 2 vols de com 208-IV & 261-XXIII-VII págs. respectivamente. Brochado. Segundo volume inteiramente por abrir e capas com ligeiros picos de acidez. Bons exemplares com miolo muito limpo.

Observações:

Da Enciclopédia online, destacamos o seguinte, por nos parecer de qualidade:


" ... Era considerado pelos seus contemporâneos um "homem encantador", gozando de "largo e aristocrático prestígio no meio mundano e político", que mantinha em Lisboa a sua "corte alentejana de artistas, um salão literário, uma vida larga, uma linda cabeça de aedo", levando uma vida simultaneamente de "palaciano e lavrador". Ao contrário da tradição poética nacional, "foi precisamente quando instalado num título e numa alta situação social que melhor revelou a emoção duma ardente vida interior. Macedo Papança, ao chegar a Lisboa, vindo de Reguengos, era um vate sorridente e aristocrático. Foi o Conde de Monsaraz que regressou ao drama da terra, à écloga da sua província, à alma das charnecas e dos montados, à viola do velho Brás e à graça matinal das azinhagas em flor. Foi na época dourada da sua existência que ele sentiu melhor a humilde gestação do povo, o divino crepúsculo dos horizontes de sobreiros e de giestas em que nascera. Foi então que nele surgiu o admirável poeta regional que ia criar o lirismo alentejano e lhe ia dar o lugar que lhe compete, de um dos clássicos da nossa poesia moderna, ao lado de Cesário Verde e de Gonçalves Crespo " . De entre as várias obras poéticas, destacam-se Crepusculares (Coimbra, 1876); Catharina de Athayde (1880); e Telas históricas (1882).

Monárquico convicto, com a implantação da República optou pelo exílio, partindo voluntariamente para Suíça e daí para a França, fixando-se em Paris. Doente, regressou a Lisboa no início de 1913, falecendo a 17 de Julho daquele ano, na véspera do seu 61.º aniversário. Foi sepultado na Figueira da Foz, terra natal da esposa.

Preço:45,00€

Referência:14368
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:DOIS JORNALISTAS. Novela
Descrição:

Porto, 1951. In-8.º de 275-(3) págs. Brochado. Bom exemplar apesar das manchas de humidade exclusivas na capa de brochura.

Observações:

De interesse Camiliano. Exemplar de uma 2ª tiragem da Primeira edição, autenticados pelo autor com um sinete a óleo. Tiragem de 500 exemplares, do último livro publicado em vida pelo autor.

Preço:25,00€

reservado Sugerir

Referência:14367
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:DUPLO PASSEIO
Descrição:

Tipografia Civilização, Porto, 1942. In-8º de 244-(3) págs. Brochado. Pequeniníssima rúbrica de posse no ante-rosto. Belo exemplar, muito bem conservado.

Observações:

Primeira edição dum invulgar passeio que tem início na Casa de Pascoaes e atinge o seu ponto alto na pequena aldeia de Travassos (Montalegre). A viagem é fundamentalmente uma jornada espiritual que levou Pascoaes a “várias divagações de carácter religioso”. No centro destas “divagações” está “o caso de Travassos” que o autor conta da seguinte forma: “[Em Travassos] Saimos do auto e fomos contemplar uma escultura de Cristo crucificado, de tão ingénua divindade e tão ingenuamente martirizada que as suas chagas vermelhas pareciam rir-se do artista que as pintou…Estava eu numa atitude de crítico ou de idiota, quando me tocaram no braço esquerdo. E logo uma rapariga, de onze anos talvez, apontou-me o Cruxifixo, dizendo: - Aquele é o Senhor…” (Duplo Passeio. 1942. p. 61). O gesto da menina – e a leitura que Pascoaes faz de todo aquele momento –  desassossegou de tal forma o poeta que o levou a um delírio místico (e a um conjunto de variados pensamentos e reflexões sobre diversas matérias) que ocupa grande parte do resto do livro. Pascoaes revela então o “Ateoteísmo” (o ateísmo de Deus), questiona o sentido e a capacidade de interpretação da realidade e da existência afirmando que “o sonho é que nos prende à Origem”, pergunta “Quem deseja viver?” e respondendo de imediato “Talvez os mortos",  lembrando ainda a diferença entre gozar a vida e viver: "Gozar a vida é dançar nos braços das cortesãs ou da Tragédia, emborcar taças de Champanhe em louvor de Baco, arder numa fogueira de delícias...Ser fumo é a última palavra do ideal...Mas viver a vida! Quem é que se extasia no terror dos abismos, na vertigem das altitudes ou sobre as patas da Esfinge esmagadora? Viver é interrogar a morte, nada mais...É ser um doido como Lucrécio ou um deslumbrado como S. Paulo!”. Questiona-se novamente “Que é o remorso da saudade?” respondendo “Larvas tentando a mariposa”…

Duplo Passeio é, provavelmente, uma das obras mais importantes de Teixeira de Pascoaes. António Cândido Franco descreve o livro como [uma]  “metamorfose alucinante e selvagem que não tem qualquer paralelo na literatura portuguesa do tempo” (ver Franco, António Cândido – Notas para a compreensão do surrealismo em Portugal. Editora Licorne. 2012. pp. 33-34).

Agradecimentos ao Livreiro Francisco Brito, pela informação cedida.

Preço:50,00€

Referência:14270
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:AS SOMBRAS
Descrição:

Livraria Ferreira, Lisboa, 1907.In-8º de 210-(1) págs. Encadernação meia inglesa com dizeres a ouro na lombada. Sem capas de Brochura. Picos de acidez no miolo.


PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.

Observações:

Primeira edição deste livro de Pascoaes que neste livro segundo Tomaz Ribas,  "(...) atinge alguns dos mais altos momentos de toda a nossa poesia (...)".

Preço:24,00€

Referência:13401
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:JESUS E PAN
Descrição:

Livraria Editora José Figueirinhas Junior, Porto, 1903. In-8º de 67-(1)págs. Br. Capa de brochura com alguns elementos florais. Folhas cosidas e lombada a precisar de restauro. Com uma dedicatória do editor.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Um dos primeiros livros do autor e onde aborda o Cristianismo e o Paganismo.

 

Ó tristeza do mundo em tardes outomnaes!
Longinqua dôr beijando-nos o rôsto…
Crepusculo esfumado em intimo desgôsto,
Bôca da noite acêsa em frios ais…
Aparição soturna, vaga imagem
Do mêdo e do misterio…
Que solidão escura na paisagem!
Tem phantasmas e cruzes,
Tem ciprestes ao vento e moribundas luzes,
Como se fosse um grande cemiterio.

Preço:60,00€

Referência:12166
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:ÚLTIMOS VERSOS
Descrição:

Centro Bibliográfico. Lisboa. 1953. In-8.º de 90-(2)págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez. Integrado na colecção «Cancioneiro Geral».

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra publicada postumamente e destinada pelo autor a ser integrado na colecção "Cancioneiro Geral".

O Crime

Quem não é filho de Caim?
Abel não deixou filhos.
Mas, em Caim, havia Abel.
E somos todos
A vítima e o carrasco
No mesmo ser...
A criatura e o criador
Na mesma fera,
O pecado e o remorso
No mesmo Deus.


 

Preço:30,00€

Referência:12163
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:O EMPECIDO Novela
Descrição:

Edição da Gazeta do Bibliófilo, Porto, 1950. In. 8º de 311-(3) págs. Br.  Primeira edição, limitada a 1000 exemplares numerados e autenticados com a chancela do autor. Ocasionais e insignificantes picos de humidade.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Uma das últimas obras publicadas pelo autor e que é um perfeito exemplo da  teluricidade  e  do  misticismo  da sua visão do mundo e da vida.

“Este livrinho inicia uma nova fase da minha obra literária. A novela é terreno que eu trilho pela primeira
vez”

 

 

Preço:30,00€

Referência:12161
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:CÂNTICOS
Descrição:

Empresa Industrial Gráfica do Porto, Porto, s.d (1925). In-8.º de 122-(1) págs. Br. Pequena assinatura de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

A Máscara


Esta luz animada e desprendida
Duma longínqua estrela misteriosa
Que, vindo reflectir-se em nosso rosto,
Acende nele estranha claridade;
Esta lâmpada oculta, em nossa máscara
Tornada transparente e radiante
De alegria, de dor ou desespero
E de outros sentimentos emanados
Do coração dum anjo ou dum demónio;
Este retrato ideal e verdadeiro,
Composto de alma e corpo e de que somos
A trágica moldura, errando à sorte,
E ela, é ela, a nossa aparição,
Feita de estrelas, sombras, ventanias
E séculos sem fim, surgindo, enfim,
Cá fora, sobre a Terra, à luz do Sol.

Preço:40,00€

Referência:13895
Autor:PEPETELA
Título:O CÃO E OS CALUANDAS
Descrição:

Publicações D. Quixote, Lisboa, 1985. In-8º de 191-(3) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Novela escrita entre os anos de 1978 e 1982 e que é é o testemunho do autor às  mudanças da sociedade angolana após a independência em 1975. A obra é construída como um "puzzle" de narrativas, situações e estilos e acompanha as andanças do cão pastor-alemão, Lucarpa, pela cidade de Luanda e entre seus habitantes.Através de do olhar de um cão somos levados por uma vasta gama de comportamentos  sociais, profissionais, familiares  e  políticos. É  uma crítica tanto aos burocratas, como aos carreiristas políticos, aos pseudo-intelectuais, às prostitutas, aos operários alienados, etc

Preço:12,00€

Referência:12292
Autor:PEPETELA
Título:YAKA
Descrição:

União dos Escritores Angolanos, Rio Tinto, 1988. In-8º de 395 págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

É um livro sobre a história da colonização em Angola e, simultaneamente a história da luta pela queda dessa colonização. Uma saga sobre cem anos da história do país vistos através da evolução de uma família e do seu percurso por Angola. Pepetela acompanha a vida de personagens idos de Portugal para Angola no século XIX, com personagens idos do Brasil, essencialmente deportados, e pessoas descontentes com descontentes com a independência do Brasil. A história vai até à independência de Angola em 1975. Termina em Benguela.

Na última geração, como foi comum a muitas famílias há histórias de vidas com opções diferentes dentro dos diferentes partidos angolanos. Toda a história é acompanhada por Yaka, a estátua que acompanha toda a história da família e que no fim é entendida na sua mensagem pelo último dos membros da família.

"Nesse livro eu pretendia mostrar uma vertente europeia na cultura que existe nas cidades da costa angolana. Há a intenção de dizer que há um legado cultural da colonização. Custou-me muito escrevê-lo porque eu estava demasiado amarrado á história. É um livro onde acredito não hajam muitos erros históricos."

Preço:28,00€

Referência:12294
Autor:PEREIRA, Helder Moura
Título:MERCURIO
Descrição:

Frenesi, Lisboa, 1987. In-8º de 20 págs. Br.  Capa com serigrafia de António Inverno de um pormenor de uma gravura de Escher.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
 

Observações:

O comboio trazia
mercadorias e pessoas.
O comboio levava
um vazio: passava rente
ao meu rio e nao
me levava

 

Preço:20,00€

Referência:12707
Autor:PESTANA JUNIOR
Título:D. CRISTÓBAL COLOM OU SYMAM PALHA NA HISTÓRIA E NA CABALA
Descrição:

Imprensa Lucas & C.ª, Lisboa, 1928. In-8.º de CLXXV-134-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra muito curiosa onde o autor pretende demonstrar por uma complexa interpretação da assinatura de Colombo que o Almirante, sendo português, é, na realidade, Simão Palha.

Encerra os seguintes capítulos: A hipótese catalã, Uma Moniz da Piedade, Entre Roma e Tordesilhas, A Toleta de Marteloio, O Tarda-Madruga, O Vínculo de Benavilla, A Arte Heráldica na Armaria de Colombo, Atravéz das Crónicas, A Expedição Luso-Dinamarquesa, etc...

Preço:28,00€

Referência:13367
Autor:PIMENTEL, Alberto
Título:O CAPOTE DO SNR. BRAZ
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Porto, 1877. In-8.º de XVI-225-(1) págs. Br. Cadernos por abrir.

Observações:

Compilação de crónicas, artigos e folhetins anteriormente publicados no "Diário de Notícias" por este autor contemporâneo de Camilo Castelo Branco.

"O titulo d'este livro é exactamente como esse  mysterioso capote, porque, por detraz d'elle, estão  os mais variados assumptos, as mais oppostas narrativas, que todavia podem constituir um volume como essas mil pequenas coisas, differentes umas  das outras, de que o próprio Braz era portador iam certamente constituir um jantarinho de velho celibatário."

 

Preço:30,00€

Referência:12588
Autor:PIMENTEL, Alberto
Título:O PORTO NA BERLINDAMemórias d'uma Família Portuense.
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Porto, 1894. In- 8º de XXVI-281 págs. Brochado com insignificantes defeitos na capa dada a fraca qualidade do papel. BOM EXEMPLAR.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra muito curiosa sobre o Porto, onde o autor nos fala das pessoas, das paisagens, dos monumentos, etc. e na  parte final,"Memórias d'uma família Portuense", revela notas íntimas sobre sua própria família. Com numerosas trancrições de Camilo, Ramalho Ortigão, Herculano, Arnaldo Gama, Castilho, Garrett, etc.

"Não é precisamente n'uma cidade de, província, e numa cidade essencialmente comercial como o Porto, que se pode encontrar, devidamente equipada, toda essa grande legião de artistas, de diletanti, de ociosos, de parvenus, de grandes damas, de fidalgos, de titulares, de burocratas, de mundanas e de rufiões, que, nas capitais, constituem a assistência habitual dos espectáculos de ópera. Basta a corte - iman de todas as vaidades - para dar brilho a S. Carlos, porque a corte arrasta consigo todo o mundo official e todo o mundo officioso, que vaidosamente borboleteia em torno d'ella.[ ... ] S. Carlos é uma instituição; S. João é um tour de force.[ ... ] O theatro de S. João, longe de ser uma engrenagem constitucional, representa o esforço da vaidade portuense, que em muitas coisas pretende ombrear com Lisboa."

Preço:50,00€

Referência:12587
Autor:PIMENTEL, Alberto
Título:O PORTO POR FORA E POR DENTRO
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Porto, 1878. In-8º de. 277-(3) págs. Brochado com as capas de brochura apresentando ligeiras falhas marginais devido à fragilidade da qualidade do papel.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

 

Interessante livro de memórias onde o autor discorre sobre os assuntos mais diversos e em que mais uma vez se manifesta o amor do autor pela cidade do Porto. Aborda temas com a toponímia, as figuras populares e também os escritores portuenses.

" N'um livro que se propõe tratar exclusivamente do Porto, devia de escrever-se por força um pagina destinada a letras e letrados, porque se ha terreno fadado para escriptores é aquelle, se ha torrão ubérrimo de talentos é o d'aquella velha cidade, que nos seus necrologicos inscreve em cada século uma plêiade de nomes que ficam pelas idades a dentro reflectindo auroras sempre-eternas sobre o chão dos cemitérios..."

O livro é dedicado "A Camilo Castelo Branco".

Preço:55,00€

Referência:14241
Autor:PIRES, José Cardoso
Título:O RENDER DOS HERÓIS (narrativa dramática em três partes e uma apoteose grotesca)
Descrição:

Publicações Europa América, Lisboa, 1960. In-8º de 183-(2) págs. Brochado. Inserida na colecção "os livros das três abelhas". PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

"... José Cardoso Pires começou por fazer uma confissão e uma revelação. Não era homem do teatro e tinha uma péssima ideia do ambiente teatral. - "Não queria nada com o teatro!", explicou sorrindo, que sofrera, em tempos uma dolorosa experiência. Tinha portanto de penitenciar-se ..." (in "Diario de Lisboa", 29-I-1965)

Preço:30,00€

Referência:12539
Autor:PORTUGAL, José Blanc de
Título:OESPAÇOPROMETIDO
Descrição:

Livraria  Morais  Editora, Lisboa, 1960. In-8.º  de 104-(8) págs.Br. Integrado na colecção "Círculo de poesia". Valorizado pela dedicatória autógrafa aao poeta josé Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Segundo livro de poesia do autor e um dos primeiros livros da colecção «Círculo de Poesia», colecção
que publicou os mais representativos autores da poesia contemporânea portuguesa.


DAR BOM CONSELHO

O conselho é tocar, provar,
Aspirar todos os cheiros do inundo,
Ouvir sempre e ver eternamente,
Abrir as cinco portas; por mais só que estejas
O que entra chega bem para mil vidas.
Depois... é tê-las escancaradas
Pois nada foge e, embora
Saia e entre a cada instante tudo,
É só assim que é possível
Ter e não ter pra sempre tudo.

Casar a pobreza e a riqueza
Viver e morrer mil vezes por segundo
Mudar e ser igual no tempo todo
Cada presente ser
Passado e futuro.

Recusar é deixar;
Conceder tirar;
Tirar é pôr num outro lado;
Pôr é mover;
Mover é fixar num móvel;
Fixar seria
Mudar o futuro.
Esperar é caminhar pra ele.

Preço:43,00€

Referência:14200
Autor:QUEIROZ, Eça de
Título:AS ROSAS
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1995. In-8º de 40 págs. Brochado.

Observações:

Este texto foi originalmente publicado em 1893 no períodico Gazeta de Notícias. Primeira edição independente.

Abrir o livro ...

"... Estamos no mês de Maio - e convém falar de rosas. Quando na poesia, como no reino bem organizado, havia classes e uma prahgmática, era a corporação venerável e ligeira dos Poetas da Primavera que celebrava, pontualmente, nesta fresca mocidade do ano, com o coração contente e lira fácil, a chegada das rosas. O poeta, nesses tempos arcádicos, coria constantemente por outeiros e prados, como o antigo Silvano, atento só às belezas simples e compreensíveis da Terra. Hoje, nesta anarquia que baralha as classes, o poeta invadiu a alma humana, desalojou dela os filósofos, seus caseiros hereditários desde Platão, e é ele quem tece a teia da psicologia e sopra a braseira da metafísica, donde se elevam tão densos, tão enrolados fumos ..."

Preço:10,00€

Referência:12621
Autor:QUEIROZ, Eça de
Título:CARTAS DE EÇA DE QUEIROZ
Descrição:

Editorial Aviz, Lisboa, 1945. In-8.º de XV-I-374-(2) págs. Encadernação meia francesa com dizeres a ouro em rótulos de pele. Conserva capas de brochura. Algumas páginas com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO (póstuma).

Observações:

Obra que reune  mais de uma centena de cartas de Eça de Queiroz, dirigidas a Alberto de
Oliveira, António Ennes, Augusto Fabregas,  Augusto Souto, Carlos Mayer, C. Bordalo Pinheiro, Conde de
Arnoso, Conde de Ficalho, Conde de Sabugosa, Duquesa de Palmela, Eduardo Prado, Emídio Navarro,
Eugénio  de  Castro,  João  Penha,  Luis  de  Magalhães,  Manuel  Gaio,  Benedita  de  Castro,  Mariano  Pina,
Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Rodrigues de Freitas, Silva Pinto, Teófilo Braga e Visconde de Pindela.

de uma carta dirigida a Ramalho Ortigão, de Newcastle, 7 de Novembro 1876

"... Que me diz você à nossa Crítica que não teve uma palavra para o Padre Amaro? Que vergonha! - Não tem Você uma Farpa, uma das melhores para lhes rachar os cachaços? - Peço-lhe isso, amigo, escache-os: mesmo para evitar que eu o faça - e que no meu próximo livro escreva um prólogo - com dinamite, fel, salitre e baba de tigre esfomeado..."

Preço:30,00€

reservado Sugerir

Referência:14380
Autor:REDINHA, José
Título:ETNOSSOCIOLOGIA DO NORDESTE DE ANGOLA
Descrição:

Agência-Geral do Ultramar, Lisboa,1958. In-8º de 247 págs. Brochado. Capas ligeiramente empoeiradas. Miolo impecável e muito fresco, não fosse raros sublinhados leves a lápis de grafite.

Observações:

Esta publicação foi Prémio Frei João dos Santos em 1956. Estamos preqos perante a PRIMEIRA EDIÇÃO deste ensaio, reeditado em 1966 pela editora Pax em Braga.

Apesar de ser um estudo científico, a sua escrita pode levar longe a nossa imaginação sobre como terá sido o quotidiano dos povos que habitavam a Lunda em tempos mais recuados. Tome-se este pequeno trecho como exemplo:

"... Os antigos lugares (ículos) de grandes povoações, os longos caminhos comerciais remotos (alguns transafricanos), os tradicionais locais de paragem das comitivas, as ilhotas mais importantes dos rios – refúgios de épocas inseguras -, as grandes colinas, os ângulos hidrográficos estratégicos, lagos, como Dilolo, Carumbo e Cacueje – renomeados por motivos das lendas que os rodeiam -, as dilatadas savanas herbáceas, cabendji, da sede e das miragens, campos de aventuras cinegéticas do caçador nordestino, as savanas dos feiticeiros, as baixas dos elefantes, as florestas dos búfalos negros, os rios dos mortos, as rochas dos Bambalas, no Alto Zambeze, o Pembe ua Hembe (grande fosso de parapeito no Sudoeste da Lunda), o Utomboquelo ua Macualana (terreiro de dança dos antepassados), na mesma região, as buracas de Mulumbaquenhe no Luizavo, o grande vau secreto dos Luenas no rio Zambeze, as rochas do Muheuhe no curso superior do Cassai, são apenas um punhado ocasional de nomes repletos de história dos diversos povos que, no decurso do tempo, têm vivido e aventurado nestes territórios (*).
(*) Nota do Autor – O grande vau do rio Zambeze foi-nos mostrado em 1939, pelo soba Caquengue, dos Luenas.


Estamos em presença de uma obra muito completa e detalhada. Atente-se neste curioso censo dos grupos étnicos habitando nos territórios da Lunda:
"Grupo Lunda-Quioco – 150.460 indivíduos, dos quais, 45.090 lundas e 105.370 quiocos.
Grupo Quimbundo – 43.430 indivíduos, sendo 22.361 chinjis, 8.760 minungos, 8.934 bangalas, 2.595 songos e 1.320 maholos.
Grupo Ganguela – 8.903 indivíduos, na sua quase totalidade representados pelos luenas.
Grupo Quicongo – 5.330 indivíduos, entre eles 1.914 mussucos, seus representantes mais legítimos, 580 cojis ou ncojis (aparentados com os habitantes do Encoji), e ainda 1.501 pacas e 1.385 haris ou caris, mais ou menos adstritos à órbita dos quicongos."

 

Sobre a amplitude e justeza deste estudo, fiquemos com as palavras do Autor nas notas introdutórias:
"É natural que muitos passos deste livro choquem com ideias feitas, por vezes consagradas. Não foi nosso intuito feri-las, como também o não foi isentá-las.

Preço:30,00€

Referência:13770
Autor:REDOL, Alves
Título:HISTÓRIAS AFLUENTES
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1963. In-8º de 325-(2) págs. Encadernação meia inglesa com dizeres a ouro na lombada. Não conserva capas de brochura.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:


Volume que reune um conjunto de catorze contos agrupados nos seguintes temas: duas histórias
com rapazes
O Castigo e O Mar entre as Mãos; três histórias com raparigasPorque não Hei-de Acreditar na Felicidade?, O Cheiro do Branco e o Pai dos Mortos; quatro histórias curtasEmigram as Andorinhas, A Vendedeira de Figos, Páginas de Testamento e O Rapaz não Gostava das Mãos; cinco histórias de NatalA Viagem à Suiça, Noite Esquecida, Algumas Maneiras de um Homem sem Família Passar a Noite de Natal, A Festa de Natal e A Noite Tranquila.

 

Preço:15,00€

Referência:13359
Autor:REDOL, Alves
Título:UMA FENDA NA MURALHA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa,  S.d. In-8º de  308-(6) págs. Br. Capa de Octávio Clérigo.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Romance de um dos fundadores do Neo-Realismo cujo ambiente é o de um porto pesqueiro e que relata uma violenta tempestade a bordo de um pequeno barco de pesca.

Da badana:

"Disse Alves Redol que o seu novo romance é ‘um episódio da História Trágico-Marítima dos nosso dias’ e tem razão. Apesar da nossa chamada ‘vocação marítima’, ainda até hoje ninguém se decidira ou tivera a coragem de o descrever com aquela objectividade inexorável que o autor que o autor de Uma Fenda na Muralha pôde condensar nas seguintes e enxutas palavras: ‘uma análise do medo em oito homens diferentes — desde os que dominam aos que são tomados de pânico ‘(...)”

 

Preço:24,00€

Referência:12666
Autor:REDOL, Alves
Título:A FRANÇA, da resistência à renascença.
Descrição:

Editorial Inquérito (e Edições Cosmos). Lisboa. S.d. In-4º de 575 págs. Encadernação editorial com ferros secos, dourados e a côr nas pastas e na lombada em pele. Profusamene ilustrado ao longo do texto, mancha tipográfica capitular com vinhetas tipográficas decorativas e ilustrado também em separado. Charneira com ligeiros sinais de manuseamento.

MAGNÍFICA edição de luxo publicado sob patrocínio moral do Departamento das Relações Culturais do Minsitério dos Negócios Estrangeiros e da União Nacional dos Intelectuais da França.

No prefácio: "... Escrevi este livro sem propósitos literários, julgando que cumpra um dever humano e um dever nacional. O dever nacional estava no exemplo dado por outra gente que, rodeada de todas a sangústias, perdida no meio de destruições sem conta, tolhida pelo espanto dos massacres feitos na sua própria carne, ainda tinha esperança na sua condição e no seu futuro, para se entregar às mais árduas fainas de uma redenção que muitos outros continuavam a tentar diminuir ou a pretender esmagar. Este livro é, pois, acima de tudo, uam expressão da minha confiança no destino nacional e na caminhada dos homens de braços abertos para o futuro - dos homens que guardaram no coração aquela luz que as trevas quiseram apagar no momento mais tragico da história do mundo ...".

Observações:
Preço:55,00€

Referência:13794
Autor:RÉGIO, José
Título:MÚSICA LIGEIRA. Volume póstumo
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1970. In-8º de 105-(7) págs. Br. Capa de João da Câmara Leme.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Volume póstumo de poesia de José Régio organizado por Alberto de Serpa e que foi Prémio Nacional de Poesia 1970 da Secretaria de Estado da Informação e Turismo. O livrro encerra também o texto de Serpa intitulado  “Sobre o último caderno de versos de José Régio”.

 

Viver à beira da morte
No gosto de mais um dia,
Nem eu diria
Que tão pouco me conforte.


Mas para quem
Não tem senão esse pouco,
Seria louco
Perder o pouco que tem.


Gozar o que, sem futuro,
Perdura uns breves instantes,
Não era dantes,
Mas hoje, é o bem que procuro.


Mais uma vez brilha o Sol!
E é de prever que à tardinha
Desponte a Lua, vizinha
Do resplendor do arrebol.


Talvez que a noite comprida
Traga outra manhã, depois.
Um dia e outro, são dois.
Não são dois dias a vida?


Nem eu diria
Que tão pouco me conforte:
Viver à beira da morte
No gosto de mais um dia.

 

 

Preço:15,00€

Referência:13791
Autor:RÉGIO, José
Título:DAVAM GRANDES PASSEIOS AOS DOMINGOS
Descrição:

Editorial Inquérito, Lisboa, 1941. In-8º de 79 págs. Br. obra integrada integrada nas "Novelas Inquérito".

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Novela muito estimada de José Régio.


"Grande amor? Um pouco mais devagar.Ao fim de meses em Portalegre e em casa de sua tia Alice, achava Rosa Maria que o primo Fernando era simplesmente a pessoa mais divertida da casa. Ora sê-lo não implicava extraordinárias vantagens pessoais. Todas as outras eram, talvez, mais interessantes;e pela certa mais importantes, ou mais distintas;ou mais sérias... Precisamente por isso; menos divertidas na desautorizada opinião de Rosa Maria. Significará isto que Rosa Maria fosse uma rapariga fútil? Aguardemos os acontecimentos.
O caso é ter cada pessoa da casa um papel que certas conveniências ou circunstâncias lhe haviam distribuído, e cada pessoa desempenhava o mais escrupulosamente possível."

Preço:15,00€

Referência:13389
Autor:RÉGIO, José
Título:EL-REI SEBASTIÃO Poema Espectacular Em Três Actos
Descrição:

Editora Atlântida, Coimbra, 1949. In-8º de 189-(2) págs. Br. Cadernos por abrir. Terceiro volume da colecção "Teatro de José Régio".

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Importante peça de teatro de José Régio sobre D. Sebastião.

SIMÃO – Salve, rei! A doença da tua carne não é senão preservação da tua pureza. A tua incapacidade de rei não é senão apelo do teu verdadeiro Reinado. A tua loucura não é senão entreveres o que não entendes. O teu suicídio não é senão a condição da tua vida
EL-REI - O meu suicídio?!
SIMÃO – O teu glorioso suicídio; o teu suicídio colectivo.

Preço:25,00€

Referência:12791
Autor:RÉGIO, José
Título:AS ENCRUZILHADAS DE DEUS
Descrição:

Edições Presença - Atlântida, Coimbra, 1935. In-4º de 177, [5] págs. Encadernação coeva meia francesa em pele vermelha com dizeres e floreados dourados na lombada. Conserva capas de brochura e corte superior das folhas carminado. Exemplar impecável. BELÍSSIMA EDIÇÃO ilustrada por Júlio.

1ª EDIÇÃO das primeiras obras do autor

Observações:

Capas de brochura ilustradas por Júlio. Ilustrado ao longo do livro em separado.
 

José Régio pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde, a 17 de Setembro de 1901. Licenciado em Letras em Coimbra. Viveu grande parte da sua vida na cidade de Portalegre (de 1928 a 1967), onde foi professor durante mais de 30 anos, no seu Liceu.

Foi possivelmente o único escritor em língua portuguesa a dominar com igual mestria todos os géneros literários: poeta, dramaturgo, romancista, novelista, contista, ensaísta, cronista, jornalista, crítico, autor de diário, memorialista, epistológrafo e historiador da literatura, foi um dos fundadores da revista Presença, da qual foi editor, director e o seu principal animador, desenhador, pintor, e grande coleccionador de arte sacra e popular.

Preço:400,00€

Referência:12449
Autor:RÉGIO, José
Título:A VELHA CASA - AS RAIZES DO FUTURO
Descrição:

Editora Educação Nacional, Porto, 1947. In-8º de 302-(2) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira edição do segundo romance de A Velha Casa, conjunto de romances composto pelos títulos: I - Uma Gota de Sangue; II - As Raízes do Futuro; III - Os Avisos do Destino; IV - As Monstruosidades Vulgares e o V - Vidas são Vidas, (que inclui os rascunhos do VI volume).
Estes romances de José Régio (1901-1969) são considerados a obra em que "o psicologismo e misticismo de Régio parecem evoluir no sentido de um moralismo idealista, e [em que] a confidência romanceada de fundo autobiográfico apresenta um certo ar de apologia contra a crítica neo-realista, ou de doutrinação muito explícita"  

in História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva e Óscar Lopes,

Preço:35,00€

Referência:13688
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:MARIA BENIGNA
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, 1933. In-8º de 285-(2) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Romance de Aquilino Ribeiro que se distingue dos restantes romances pois é uma narrativa inteiramente composta por cartas e diários. A trama é simples: Maria Benigna, uma senhora lisboeta de vinte e sete anos, burguesa, sofre de tédio e solidão e apaixona-se por Adriano Valadares, um escritor de renome, um pouco mais velho e com fama de conquistador.

Preço:30,00€

Referência:12693
Autor:RIBEIRO, Mário de Sampayo
Título:O RETRATO DE DAMIÃO DE GOES POR ALBERTO DÜRER Processo e história de uma atoarda
Descrição:

Instituto Alemão da Universidade de Coimbra, Coimbra,1943. In-8º de 240 págs. Br.Ilustrado em extra-texto com vários fac-similes de retratos de Damião de Góis entre os quais o desenho da Galeria Albertina, de Viena,  e ainda duas fotografias da caveira de Góis. capa de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

 

Observações:

Primorosa investigação sobre os vários retratos de Damião de Gois feitos por Alberto Dürer e também sobre as circunstâncias da sua morte.

Preço:35,00€

Referência:13528
Autor:RODRIGUES DA COSTA, José Daniel
Título:NOVODIVERTIMENTOPARAMEIOQUARTODEHORA
Descrição:

Na Impressão de João Nunes Esteves, Lisboa, 1825. In-8º de 20 págs. Encadernação inteira com  dizeres e florões a ouro na lombada.

INVULGAR.

Observações:

Folheto  muito curioso e invulgar deste autor cuja bibliografia tem bastante interesse para a história  da sociedade portuguesa da sua época. Este folheto contém 16 sonetos e no prefácio o autor lamenta-se a perda crescente da qualidade da literatura portuguesa. Nos sonetos 12, 13, 14 e 15, o autor critica o comportamente dos brasileiros "Da ruel Anarquia a effervescencia / Na America soltou toda a impiedade ."(...):"Gentes do Rio, Gentes da Bahia,Do Pará, Maranhão, e Pernambuco,Onde estão as Chulices, e o Batuco,Que tanto no Brazil nos attrahia?"

Preço:45,00€

Referência:12927
Autor:RODRIGUES, Armindo
Título:A ESPERANÇA DESESPERADA poemas
Descrição:

Edição do autor, Coimbra, 1948. In-8º de 70-(1) págs. Br.Integrado na colecção do "Galo", dada a lume em Coimbra e cuja tiragem foi sempre muito restrita. Tiragem especial de 30 exemplares numerada, em papel de linho, com um poema autógrafo e um retrato do autor por Maria Keil.


PRIMEIRA EDIÇÃO.
RARO & PEÇA DE COLECÇÃO.

Observações:

RUMO

Ergue-se do fundo
do mundo em mim
tudo o que penso.
Pensar é ir
e o que sou
alegremente
o aceito e quero.

Ao pé do imenso
espanto de existir
o resto é zero.

Tudo procuro
sem crer em nada
definitivo,
com o motivo
exacto e duro
de tudo querer
compreender.

Pensar é ir.
Ir é ser.

Preço:60,00€

Referência:13467
Autor:ROSA, Augusto
Título:RECORDAÇÕES DA SCENA E DE FORA DA SCENA
Descrição:

Livraria Ferreira, Lisboa,  1915-In-4º de IV-363-(4) págs.Br. Capa de brochura com alguns picos de acidez. Profusamente ilustrado em extra-texto com ilustrações de Teixeira Lopes, Rafael Bordalo Pinheiro, Simões de Almeida e Columbano.

Observações:

Obra escrita por Augusto Rosa, uma das figuras de maior relevo do teatro português, e que trabalhou nos teatros da Trindade, de D. Maria II e de D. Amélia, foi também  professor de declamação do Conservatório. Neste livro aborda as suas memórias enquanto actor. Com uma carta prefácio de Afonso Lopes Vieira.

"Lendo este livro, fico acreditando que é um dos mais originais  e elegantes memoriais que em lingua portuguesa existem. Nestas  paginas está o roteiro de uma vida no que ela tem de mais belo  no esforço, no talento, na ternura, e nelas ficam vivendo para a  admiração dos portugueses o grande homem que foi seu pai e o  grande actor que foi seu irmão.
Que lhe direi senão que o seu papel de memorialista é um dos seus melhores papeis ? E sem duvida o mais interessante. Mas este foi Você que o escreveu, rializando uma obra tam humana e amável e tam viva, e criou-o na posse dos seus recursos todos porque quis ser sinceramente — quem é."

 

Preço:30,00€

Referência:13870
Autor:SANT'IAGO, João
Título:UM DEUS MOMENTÂNEO poemas de...
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1958. In-8º de 58-(5) págs. Br. Capa com desenho do autor. Capa de brochura ligeiramente amarelecida. Valorizado pela dedicatória autógrafa à poeta Raquel Bastos.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.

 

Observações:

Segundo livro de poesia do autor.

Sina


Como uma rota traçada pelo vento,
a sina em minhas mãos é letra morta.
O meu destino está nas tuas veias
e o fim do meu caminho, à tua porta.

 


 

Preço:20,00€

Referência:13901
Autor:SANTARENO, Bernardo
Título:OS ANJOS E O SANGUE
Descrição:

Ática, Lisboa, 1961. In-8º de 133-(2)págs. Br. Ostenta uma rubrica de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO
INVULGAR

Observações:

Peça escrita para radiotelevisão por Bernardo Santareno (nunca tendo sido transmitida) e que encerra o primeiro ciclo do teatro de Bernardo Santareno, caracterizado não só pela fusão de temas populares com preocupações existenciais, como pela extrema agressividade dos conflitos examinados. Através de seis  cenas muito breves , representam-se acções que o ser humano várias vezes provoca e que são significado de oportunismo, egoísmo, invasão de privacidade, discriminação e insatisfação pessoal.

Preço:30,00€

Referência:14289
Autor:SENA, Jorge de
Título:SEQUÊNCIAS
Descrição:

Moraes Editora, Lisboa, 1980. In-8º de 119-(15) págs. Br. Integrado na colecção "Círculo de Poesia".

1.ª Edição.

Observações:

Livro póstumo do poeta que à excepção de três poemas, se encontrava inédito. É um repositório de sarcasmo e ironia onde encontramos traços da visão atenta ao que o rodeava.

MARIDO E MULHER

Sofriam terrivelmente. Porque
o comboio dele chegava
quando o dela partia.
Compraram um manual na livraria,
mandaram vir pelo correio uma almofada especial
(cujo atraente anúncio recebiam quase todos os
dias pelo correio) leram com cuidado as instruções,
estudaram com aplicação os esquemas do livro,v e, quando se ensaiavam,
na discreta penumbra do quarto respectivo,
a sogra — que embirrava com ele —
abriu de repente a porta,
deu um grito, correu
ao telefone e chamou a polícia,
A polícia veio, levou-o. Foi julgado
e condenado a dois anos de tratamento num
instituto psiquiátrico
por atentar, vicioso,
contra a virtude da esposa.

Preço:20,00€

Referência:14260
Autor:SENA, Jorge de
Título:40ANOS DE SERVIDÃO
Descrição:

Moraes Editora, Lisboa, 1979. In-8 de 233-(17)págs. Br. Colecção "Circulo de Poesia". 1ªedição

Observações:

Obra Póstuma de Jorge de Sena com prefácio de Mécia de Sena. Para além de poemas que já constavam em outras obras, incluiram-se também poemas dispersos por jornais e revistas.
Do prefácio quanto possível de Mécia de Sena
Volume que Jorge de Sena queria que fosse a súmula poética de toda uma vida agora encerrada(...)

Preço:38,00€

Referência:13907
Autor:SOROMENHO, Castro
Título:HOMENS SEM CAMINHO
Descrição:

Livraria Portugália, Lisboa, s/d. In-8º de 240 págs. Br. Sem a sobrecapa editorial. Capa de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO
INVULGAR

Observações:

Romance que tem como pano de fundo o conflito entre Lundas e Quiocos e que obteve o primeiro prémio no concurso promovido em 1942 pela Agência Geral do Ultramar. Tem também interesse pelo forte pendor etnográfico através de inúmeras descrições culturais, e de narradores que demonstram empatia pelas personagens africanas.

“Estava um homem, que fora um dos grandes da tribo, dado à morte para melhor viver na história do seu povo, pendurado numa árvore sagrada, a afrontar e a encher de pavor a sua gente, lá do outro lado da montanha, aos pés da aldeia onde se acoita, perdido num sono de ópio e de alcóol, o soba"

Preço:21,00€

Referência:14357
Autor:SOUSA, António de
Título:CRUZEIRO DE OPALAS. Versos de amor e Saudade que Antonio de Portucale compoz nos anos de MCMXVI, MCMXVII e MCMXVIII nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e na aldeia de Santa Cruz do Douro.
Descrição:

(Typ. Popular, Coimbra, 1918). In-8º de 43-(5) págs. Brochado

Observações:

São raríssimos os exemplares deste primeiro livro de António de Sousa, livro publicado sob pseudónimo - ANTONIO PORTUCALE.
 

António de Sousa, nasceu no Porto a 25 de Dezembro de 1898. Estudou na Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito, e onde viveu largos anos. Casado com a pintora Alice Toufreloz Brito de Sousa, vem para Lisboa, em finais dos anos 40, indo residir para Algés, concelho de Oeiras. Tal como Edmundo de Bettencourt, passara primeiro pela Faculdade de Direito de Lisboa, antes de aportar a Coimbra. Teve uma vida académica muito intensa durante o seu percurso por Coimbra, em que a poesia e os ventos de um Modernismo crescente, o envolveram profundamente, levando a que o final curso, se fosse ficando um pouco tardio. António de Sousa já como estudante de Direito, mostrara ser um poeta de rara sensibilidade, que escreveu poesia da mais pura água, alguma da qual, foi gravada e cantada, pelos grandes cantores da chamada primeira “década de oiro” da Canção de Coimbra. Ainda hoje não a dispensam, na maior parte de repertório dos cantores de Coimbra.

Foi presidente da Associação de Basquetebol de Coimbra, secretário-geral e presidente a Associação Cristã dos Estudantes de Coimbra e um dos fundadores da Universidade Livre Conimbricense. Pertenceu à Comissão de Propaganda do Centro Republicano Académico em 1927, foi Presidente da Associação Académica nos anos 1934-35, e um ano depois, fazia parte da Comissão Promotora de uma Homenagem aos estudantes mortos na 1ª Grande Guerra. A comissão era presidida pelo Dr. Fernando Martins, e pelos estudantes Otílio de Figueiredo, e António de Sousa, que presidia à Associação. A homenagem realizada pela Academia, veio a culminar no descerrar de uma lápide, a 9 de Abril de 1935, na sala da Associação Académica, sediada na Rua Larga, perpetuando a memória dos estudantes caídos no campo de batalha.

No decurso da sua longa vida estudantil, em que conciliava o trabalho, com o estudo, a poesia e a intervenção social, António de Sousa começara cedo a escrever, e a colaborar em revistas. Com o pseudónimo António Portucale, publica em 1918, a poesia “Cruzeiro de Opalas”, e em 1919, “O Encantador”. Nos anos 20, foi um dos percursores do Movimento Presencista. O poeta da Ereira, mais velho que todos os outros, homem de grande estatura moral, lutador contra a ditadura, que o afasta compulsivamente do ensino, nos anos 30, é um dos elos aglutinador do movimento. Afonso Duarte era sem dúvida uma referência na seriedade e sensibilidade, expressa na sua postura de homem de carácter e de poeta. Depois, em 1924, foi um dos criadores da revista Triptico, juntamente com João Gaspar Simões e Vitorino Nemésio. Colabora com as revistas Ícaro, Byzancio, Vértice, Presença, Portucale e a Revista de Portugal. Trabalhou largos anos na Associação Cristã da Juventude de Coimbra, como secretário-geral e presidente, tendo assegurado essas funções, poucos anos após a sua inauguração, a 20 de Junho de 1918.

Foi ainda Presidente do Orfeon Académico, cargo de que não tomou posse, devido a um conflito com o regente Padre Elias de Aguiar. Bettencourt e Paradela gravaram poesias suas, e muitos outros as cantaram. Foram várias, as suas poesias, na Canção de Coimbra, mas as que encantaram mais os seus cantores, talvez tenham sido as que tiveram gravação.

Preço:150,00€

Referência:13561
Autor:SOYÉ, Luis Rafael
Título:NOITES JOZEPHINAS DE MIRTILO SOBRE A INFAUSTA MORTE DO SERENISSIMO SENHOR D. JOZE PRINCIPE DO BRAZIL edicadas ao consternado povo luzitano por
Descrição:

Na Regia Officina Typografia, Lisboa, 1790. In-8º de 248-(2) págs. Encadernação coeva da época inteira de carneira mosqueada com dizeres a ouro na lombada sobre rótulo de pele vermelha. Obra de grande apuro tipográfico magnificamente ilustrada com 16 gravuras de página inteira em extra texto, o frontispício gravado e decorado com figuras alegóricas e o retrato do autor e 12 vinhetas de meia página no começo de cada canto pelos melhores desenhadores e gravadores portugueses da época: Carneiro da Silva, Jerónimo de Barros, Soyé, Frois, João Tomás da Fonseca, Ventura da Silva, Lucius, Ramalho, entre outros. Cremos estar falho do retrato de D. José.

PRIMEIRA EDIÇÃO

MUITO RARA.

 

Observações:

Poema elegíaco sobre a morte de  D. José, príncipe do Brasil e duque de Bragança.

Inocêncio V, 316. “LUIS RAPHAEL SOYÉ, n. em Madrid a 15 de Abril de 1760, filho de paes estrangeiros, é certo que Soyé veiu para Lisboa trazido ainda na primeira infancia por seus paes, que em breve faleceram, correndo a sua educação, ao que posso julgar, por conta do morgado da Oliveira João de Saldanha Oliveira e Sousa, depois primeiro conde de Rio maior, que parece haver sido o seu protector durante muitos annos. Consta que aprendêra tambem as artes da pintura e gravura a buril, do que nos deixou documento em algumas estampas das suas Noites Josephinas Do seu tracto e amisade com Francisco Manuel existe a prova em uma ode que este lhe dirigiu, na qual se lhe mostra muito affeiçoado. Alguns versos que publicára nos annos de 1808 e seguintes em louvor de Napoleão, e que traduzidos em francez agradaram ao imperador, e foram por elle remunerados generosamente, fizeram que depois da restauração dos Bourbons o poeta ficasse malquisto, e vendo se então em pobreza e impedido de voltar para Portugal, como parece desejava, partiu para o Rio de Janeiro. - Alli conseguiu emfim que por elle se interessassem algumas pessoas influentes, e obteve a nomeação de Secretario da Academia das Bellas artes, logar que pouco tempo. Noites Josephinas de Myrtillo, Tem um frontispicio gravado a buril, os retratos do principe D. José e do auctor, e mais quatorze estampas havendo ainda no principio de cada um dos doze cantos, ou noutes (em quartetos hendecasyllabos rythmados) de que se compõe o poema, uma vinheta allusiva ao assumpto do canto: tudo executado pelos melhores gravadores nacionaes d'aquelle tempo. Posto que este poema elegiaco (o primeiro do seu genero que se imprimiu em Portugal) esteja mui longe de poder julgar se perfeito, não parece todavia tão mau como se esforçaram em fazer crer alguns emulos do auctor. Um d'estes, Manuel Rodrigues Maia, de quem tractarei em seu logar, levou o desejo de ridiculisal o ao ponto de compor á sua parte outro poema heroi comico em tres cantos de outava rythma, com o titulo Josephinada (do qual conservo uma copia manuscripta, e vi o autographo em poder do falecido F. de P. Ferreira da Costa) cujo assumpto é a publicação das Noites Josephinas tractada comicamente, e revestida de episodios satyricos, sem comtudo transcender os limites de uma critica litteraria. Conta se tambem com referencia ás Noites uma anecdota, que não é para ser omittida. Dizem que logo depois da publicação do poema, estando o poeta na loja de não sei qual livreiro onde o tinha posto á venda, entrára ahi um sujeito desconhecido, pedindo um exemplar que lhe foi para logo apresentado. Então o sujeito pediu tambem uma tesoura, e com ella foi cuidadosamente cortando as estampas e vinhetas da obra, as quaes depois de juntas embrulhou n'uma folha de papel. Isto feito, e tirando da bolsa os 1:200 réis, preço do volume, entregou os ao livreiro, dizendo lhe: «Eu pago só as estampas quanto ao livro, ahi fica: póde guardal o para mechas!» E sahiu, comprimentando polidamente as duas personagens, cujo desapontamento é facil de imaginar!”

 

Preço:185,00€

Referência:14297
Autor:TEIXEIRA, Fausto Guedes
Título:O MEU LIVRO: Livro d’Amor, Mocidade Perdida, Saudades do Coração, Esperança Nossa, Carta a um Poeta, Alma Triste, 1898 a 1906.
Descrição:

Antiga Casa Bertrand - José Bastos, Lisboa, 1908. In-8º de (10)-336-(1) págs. Encadernação coeva meia franceda em pele castanha com sóbria e simples decoração dourada na lombada, sobre os nervos. Encerra o retrato do poeta elaborado por Columbano. Apenas aparado à cabeça. Conserva capas de brochura e parte dos cadernos por abrir.

Observações:

Poeta absolutamente singular, o seu trabalho não tem comparação, a originalidade de Fausto Guedes Teixeira consiste sobretudo no obstinado afastamento do poeta em relação a correntes literárias das novas escolas que sucessivamente dominaram o panorama poético, como o parnasianismo, o naturalismo, o simbolismo, o modernismo, mantém-se fiel a um "neo-romantismo serôdio", que o popularizou. Os primeiros trabalhos poéticos de Fausto Guedes Teixeira foram escritos em 1889, tinha ele apenas 18 anos, e publicados no quinzenário juvenil Miniaturas, de Lamego. O seu primeiro livro saiu em 1892 com o título "Náufragos" sobre Glosava um trágico naufrágio ocorrido na Póvoa de Varzim, constituído por um único poema, escrito em alexandrinos, onde é possível perceber a influência de Junqueiro e Victor Hugo. Outras publicações poéticas se seguiram, Livro d’Amor em 1894, Mocidade perdida, em 1886 e reeditado em 1926, Boa viagem de 1898, Esperança nossa em 1899, Carta a um poeta de 1899, Saudades do coração de 1902, Alma triste de 1903, O meu livro de 1908, Maria de 1918 e Sonetos de amor em 1922. Os últimos anos de sua vida dedicou-os a uma criteriosa revisão para editar dois volumes de O meu livro dois volumes, de 1941 e 1942, respectivamente, edição definitiva e póstuma das obras completas, pela Edições Marânus, do Porto.

Preço:40,00€

Referência:14455
Autor:TELLES, Bazilio
Título:A GUERRA (notas e dúvidas)
Descrição:

Livraria Chardron, Porto, 1914. In-8º de 112 págs. Brochado. Exemplar impecável, sem defeitos apontar, com os cadernos por abrir.

Observações:

Obra bastante curiosa e de interesse para história do início da Guerra de 1914 -1918.

Preço:25,00€

Referência:12875
Autor:TORGA, Miguel
Título:CÂMARA ARDENTE - Poemas
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1962. In. 8.º de 86-(1) págs. Brochado com rubrica de posse no ante-rosto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Câmara Ardente

Serve-se no presente
Dum símbolo futuro…
Um frio prematuro
De mortalha
Coalha
A inspiração
Que animava o seu canto.
Não morreu. Mas enquanto
A vida lhe negar um novo sol,
Mais quente e mais fecundo,
Não vislumbra outra imagem
Da intima paisagem
Deste mundo…

 

Preço:40,00€

Referência:11278
Autor:VASCONCELOS, Dr. António de
Título:ESCRITOS VÁRIOS RELATIVOS À UNIVERSIDADE DIONISIANA
Descrição:

Coimbra Editora Lda, Coimbra, 1938-1946. In. 4.º de 413-(1) e 558-(1) págs. Br. Ilustrado em extra-texto. Edição de uma tiragem especial não declarada e impressa em papel especial.
PRIMEIRA EDIÇÃO. O primeiro volume é RARO.

Observações:

Obra de grande relevância sobre a fundação e história da Universidade de Coimbra.

Preço:150,00€

Referência:14462
Autor:VIEIRA, Afonso Lopes
Título:A PAIXÃO DE PEDRO O CRU por ...
Descrição:

Livraria Bertrand. Lisboa. 1939-40. In-8º 294 - (3) págs. Brochado. Capa de brochura ilustrada por João Carlos e edícula de Laura Costa. Exemplar muito fresco, muito limpo.
Primeira edição.

Observações:

Segundo uma crítica literária, do Diário de Notícias, coeva à edição deste livro “... é trabalho, e finíssimo, de bom lavrante de prosa e bom cuidado de safra nacionalista, pois é do mais puro portuguesismo em forma e intento ...”.

Preço:25,00€

Referência:12704
Autor:VOISIN, Félix
Título:DES CAUSES MORALES ET PHYSIQUES DES MALADIES MENTALES ET DE QUELQUES AUTRES AFFECTIONS NEURVEUSES, telles que l'hystérie, la nymphomanie et le satyriasis
Descrição:

J.B. Baillière, Paris, 1826. In-8ª de XVI-418-(2)págs. Encadernação inteira de pele marmoreada com ferros neo vitorianos na lombada. Charneiras com ligeiro sinal de cansaço, assim como os os cantos. Guardas em papel francês e corte das folhas marmoreadas ao estilo das guardas.

Miolo muito bem conservado, muito fresco mantendo a sonoridade original do papel.

 

RARO.

Observações:

EDIÇÃO ORIGINAL da importante obra do psiquiatra Félix Voisin (1794-1872), aluno de d'Esquirol que fundou em 1821 com Jean Falret (1794-1870) uma casa de saúde para os alienados. "M. Voisin foi uma dos que saiu da escola de Esquirol que melhor sentiu a necessidade de tratar dos problemas da inteligência e as suas condições fundamentais atribuindo-lhe a cada caso de alienação às diversas condições físicas e morais, ou primitivas e secundárias do cérebro no seio daquelas em que se declara. Esta maneira de estudar as doenças mentais é definitivamente a aplicação da frenologia a este estudo, tornando-se sujeito de diversas obras que deram a este médico um lugar de destaque entre os da sua especialidade" (Larousse).

A presente obra refere-se ao estudo da HISTERIA e da NINFOMANIA contendo capítulos sobre a influência da educação da idade, do sexo e das profissões nas doenças mentais.

Preço:285,00€
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