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Módulo background

Primeiras edições

Foram localizados 313 resultados para: Primeiras edições

 

Referência:13882
Autor:A, Ruben
Título:SARGAÇO
Descrição:

 Edição de autor, Coimbra, 1956. In-8º de 29-(3) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO
RARO

Observações:

Primeira edição independente de um texto que integra o lIvro  "Páginas III", também publicado em 1956.

"Sargaço  é um sonho hipocondríaco de carumas satisfeitas. Fica situado a oito quilómetros de Viana do Castelo e a umas mil e trezentas milhas de Palace Gate revestindo-se da imaterialidade do espaço. Só quem o usufruiu pode ver a inconsciência do tempo em redor das rochas em contrapartida de pinheiros luxuriantes um pouco.”

Preço:40,00€

Referência:12174
Autor:ABRANTES, Ventura [coord.]
Título:IN MEMORIAM DE CAMILLO
Descrição:

Casa Ventura Abrantes, Lisboa, 1925. In-fólio de VI-851-(3) págs. Br. Profusamente ilustrado com estampas ao longo do texto e em extra-texto, sendo algumas a cores. Direcção artística de Saavedra Machado.

Tiragem restrita de 1000 exemplares.

Observações:

Obra com uma esmerada edição que engloba variadas e valiosíssimas colaborações  dos maiores nomes do panorama literário da época, especialmente de autores consagrados ao  estudo da vida e obra de Camilo.
Livro do maior interesse para a biobibliografia do grande romancista.

Preço:80,00€

Referência:13027
Autor:ALBUQUERQUE, Luís da Silva Mousinho de
Título:RUY O ESCUDEIRO. Conto
Descrição:

Typographia. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, Lisboa, 1844. In-8º de 112 págs. Encadernação meia francesa em pele com dizeres e florões em pele. Edição muito cuidada, impressa em papel de qualidade superior, ornado com desenhos de inspiração celta no texto, vinhetas e capitulares. CONSERVA CAPA DE BROCHURA anterior.

 

Observações:

 "Uma das mais curiosas obras do romantismo em Portugal" segundo Albino Forjaz de Sampaio, é  um longo poema em seis cantos ao gosto romântico,

"O manuscripto original do presente Poema foi dadiva generosa de seu illustre Auctor, feita á Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis, que desejando corresponder a tão obsequioso offerecimento empenhou os recursos artisticos, de que podia dispor, para que a edição fosse primorosa, e provasse o adiantamento da gravura em madeira e da typographia em Portugal nestes ultimos annos."

Inocêncio, V, 324
Luís da Silva Mousinho de Albuquerque (1792-1846). Militar e estadista português. Atingiu o posto de coronel (de Engenharia). "Fez parte de vários ministérios e desempenhou papel de relevo nas disputas políticas do seu tempo - combatendo, designadamente, no Cerco do Porto, do lado dos liberais. Notabilizou-se também como docente na área das ciências, sendo autor de um Curso Elementar de Física e Química. Foi ainda autor de vários livros de poesia.

Preço:75,00€

Referência:5634
Autor:ALEGRE, Manuel
Título:O CANTO E AS ARMAS
Descrição:

Edição do autor, Porto, 1967. In-8.º de 150-(1) págs. Br. Inserido na colecção "Nova Realidade". Capa de brochura realizada a partir de foto de Eduardo Gageiro. Sobrecapa acidificada com falta de papel na parte superior da lombada perturbando a mancha tipográfica.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da segunda obra de MANUEL ALEGRE, onde se acentua a propensão ideológica e de poesia de combate, acrescentando-se a temática do exílio que será constante ao longo de toda a sua obra.

 

Letra para um hino

É possível falar sem um nó na garganta
É possível amar sem que venham proibir
É possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.


É possível andar sem olhar para o chão
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
Se te apetece dizer não grita comigo: não.

o canto e as armas É possível viver de outro modo.
É possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre

Preço:45,00€

Referência:13210
Autor:ALMEIDA, António Victorino d'
Título:HISTÓRIAS DE LAMENTO E REGOZIJO
Descrição:

Parceria A. M. Pereira, Lisboa, 1968. In-8º de  285-(3) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

Primeiro livro do autor, Maestro que é figura incontornável quando se fala de música e de cultura portuguesa.

Da badana:
"Alheado de possíveis defeitos, próprios de um primeiro livro, o leitor sente-se 'agarrado', e vê, comove-se, ri, pensa, reage, mas não consegue soltar a atenção e o interesse e tem de ir até ao fim!
"Isso mostra que o músico António Victorino d'Almeida possui as qualidades de imaginação e poder comunicativo que, pela experiência, fazem um escritor. Também pela experiência é que o seu muito e reconhecido talento fizeram dele o músico que é.
"Bem vistas as coisas, não há músicos, nem pintores, nem escritores. Há simplesmente — artistas, E é o caso."

Preço:18,00€

Referência:13166
Autor:ALMEIDA, Fialho d'; VASCONCELLOS, Henrique de
Título:LIVRO PROHIBIDO profecias, farças & sandices
Descrição:

Centro Typographico Colonial, Lisboa, 1904, In-8º de 141-(3) págs. Encadernação meia francesa em pele com dizeres a ouro na lombada. Profusamente ilustrado com caricaturas. Papel amarelecido pelo tempo.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Invulgar

Observações:

Curiosa e contundente sátira aos costumes da época, ilustrada com interessantes caricaturas de Celso Hermínio e Francisco Teixeira.

A ABRIR

"Vae o leitor assistir a um espectáculosinho em três actos, complexo — tragédia, comedia de salão e uma revista politica e de costumes — onde três escriptores trataram de lhe rezumir, em três figurações diferentes, o quantum d'anotação filosófica, optimismo ou agrura dos seus espíritos fasciados.

Espectaculo que o leitor não terá de pagar por um quartinho, como no D. Maria e D. Amelia, obrigado de dois em doisminutos a erguer-se para deixar passar um senhor retardatário, e que a seu talante pode aplaudir ou patear, sem que maiormente isso lhe traga as hostilidades de ninguém.

Os auctores que para esta recita escreveram, são pessoas de tempera diferente e idealisação sentimental de varia côr."

Preço:30,00€

Referência:13581
Autor:ALMEIDA, Nicolau Tolentino de
Título:OBRAS POÉTICAS DE ...tomo I e II
Descrição:

LISBOA, NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA. ANNO M.DCCCI. In 8º de 2 volumes com 231 - (1) e 222 - (1) respectivamente. Encadernação da época em carneira mosqueada, com rótulos vermelhos e dourados de execução recente na lombada. papel mantendo a sonoridade original, muito saudável, na obstante de apresentar uma mancha de humidade marginal nas últimas paginas do primeiro volume.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Referido pelo poeta O’Neill, no prefácio a «Uma Arte do Pormenor ou um Preâmbulo para Desatentos»: "...[Tolentino] soube preservar, no meio das insignificâncias dum quotidiano sem relevo, uma visão implacável e irónica da sociedade do seu tempo. Objectar-se-á que ele fez uma crítica movida de cima para baixo, uma crítica de galarim para a plateia, mas Honoré (de) Balzac – e abstraímos da salvação das devidas proporções – que teria feito? Se o ponto de vista donde a visão procede é importante, a objectividade da visão não o é menos..."

O escritor e editor Paulo da Costa Domingos nos diz ainda sobre este poeta:
"...Poeta da transição de século, do XVIII para o XIX. A presente edição surgiu ainda em vida, dado ele haver falecido apenas em 1811; edição a expensas do Estado, que, na altura, e apesar da feroz vigilância sobre os costumes, permitiu que se desse à estampa requintes sátiros como o do seguinte exemplo entre muitos:

«Em fege eftreita entaipados, Sol á ilharga, Sol por cima, Vinha eu, e o Padre Lima Cheios de pó, e encalmados. Eis-que na eftrada atacados, Párão as mulas baratas; Cuidei eu que erão Piratas, Que tirão vida, e dinheiro, Fui ver fe era o Clavineiro, E achei duas Açafatas.

Trazião a arma mais dura, Que nos peitos fe tem pofto, Trazião ambas no rofto O refpeito, e a formozura. Querem fege mais fegura, Porque a fua eftá quebrada; E em quanto o Padre na eftrada Lhe diz palavras pompozas, As minhas mãos refpeitozas Lhe affoufavão a almofada. [...]»

EDIÇÃO ORIGINAL deste célebre e muito apreciado livro de poesias satíricas.

Preço:125,00€

Referência:13560
Autor:ALORNA, Marquesa de
Título:OBRAS POETICAS DE D. LEONOR D'ALMEIDA PORTUGAL LORENA E LENCASTRE, Marqueza d'Alorna, condessa d'Assumar, e d'Oeynhausen, conhecida entre os poetas portugueses pelo nome de ALCIPE.
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1844. Seis tomos encadernados em três volumes de in-4º com XLVIII-307-(8)-383-(12), 299-(4)-289-(2), 330-(4)-527-(8) págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele preta com dizeres e florões na lombada. Primeiro volume encerra um retrato da Marquesa de Alorna.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

MUITO INVULGAR.

Observações:

Reunião das obras escritas e traduzidas pela Marquesa de Alorna e que foram publicadas postumamente.

Tomo I: Noticia Biographica (pag. V a pag. XLVIII) das três épocas pricipais da sua vida: 1ª- menina e donzella; 2ª- Condessa d' Oeynhausen; 3ª- Marqueza d' Alorna.; Poesias compostas no mosteiro de Chellas; Poesias escriptas depois da sa­hida do mosteiro de Chellas.
    Tomo II: Continuação das poesias lyricas, escriptas depois da sahida do mosteiro de Chellas.
    Tomo III: A primavera, tradução livre do poema das Estações de Thompson; os primeiros seis cantos do Oberon, poema de Wieland, traduzidos do alemão; Darthula, poema traduzido de Ossian; tradução de uma parte do livro I da llliada em oitava rima.
    Tomo IV: Recreações botanicas, poema original em seis cantos; O Cemiterio d'aldeia, elegia, imi­tada de Gray; O Eremita, balada imitada de Goldsmith; Ode, imitada de Fulvio Testi; Ode de Lamartine a Filinto Elysio, traduzida; Epistola a lord Byron, imitação da 2ª meditação de Lamartine; imitação da 28ª meditação do mesmo poeta, intitulada: Deus.
    Tomo V: Poetica de Horacio; Ensaio sobre a critica, de Pope; O roubo de Proser­pina, poema de Claudiano em quatro livros .
    Tomo VI: Paraphrase dos cento e cinquenta salmos que compõem o Psalterio, em várias espécies de ritmo seguida da paráfrase do varino cânticos bíblicos e hinos da igreja.

Preço:250,00€

Referência:13159
Autor:autoria indefinida
Título:DESCRIÇAO DA MAGNIFICA ASSEMBLEIA DADA NA NOITE DE OITO DE SETEMBRO PELO ZIMBORIO E TORRE DA SERRA DO PILAR POR OCASIAO DO ANIVERSARIO DO PRIMEIRO GLORIOSO ASSALTO COM QUE AS FORÇAS DO USURPADOR FORAO ALI REPELIDAS EM 1832
Descrição:

Na Imprensa de Gandra & Filhos, Porto, 1833. In-8.º de 22-II págs. Br. Cosido com cordel de origem.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Opúsculo muito raro, com  bastante interesse para a história do Cerco do Porto.

Preço:75,00€

Referência:13141
Autor:autoria indefinida
Título:POEMAS DO ÚLTIMO SÉCULO ANTES DO HOMEM
Descrição:

Porto, Editorial Inova. In-4º de IV-176-(8) págs. Br. Edição de grande cuidado gráfico, em papel de superior qualidade. Profusamente ilustrado com ilustrações de Abel Salazar, Manuel Ribeiro de Pavia, Augusto Gomes, Álvaro Cunhal, Júlio  Resende, José Dias Coelho, Rogério Ribeiro e Ângelo de Sousa.
"edição, assinada pelo editor, de mil exemplares, numerados de 1 a 1000.”

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Antologia ou "colheita de poesia e arte na resistência antifascista".encerra  poesias de Manuel  Bandeira, Pasternak, Guillén, Paul Éluard, Aragon, Brecht, José Gomes Ferreira, Drummond de Andrade,  Armindo  Rodrigues,  Pablo  Neruda, Miguel  Torga,  Manuel  da  Fonseca,  Vinicius  de  Moraes,  Luís Veiga Leitão, Mário Dionísio, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Egito Gonçalves, Agostinho  Neto,  José  Craveirinha, Pasolini, Eugénio de Andrade, António Ramos  Rosa,  Ruy  Belo, Ary  dos  Santos,  Manuel Alegre,  Fiama  Hasse  Pais  Brandão  e  muitos  outros,  portugueses  e  estrangeiros.

Preço:28,00€

Referência:13007
Autor:BAIÃO, António; COELHO, P. M. Laranjo
Título:DUAS CONFERÊNCIAS NO PAÇO DUCAL DE VILA VIÇOS
Descrição:

Fundação da Casa de Bragança, Lisboa, 1956. In-4º de 71-(9) págs. Br. Ilustrado com reproduções de fac-símiles em extra-texto. valorizado pela dedicatória do Presidente do Conselho de Administração da Casa de Bragança ao professor Paulo Quintela.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

Encerra os textos de duas conferências: "Vasco da Gama e as suas expedições à Índia (com documentos novos)" pelo Dr. António Baião e "D. João IV e o diplomata D. Vasco Luís da Gama, 5.º Conde da Vidigueira - 1.º Marquês de Nisa" pelo Dr. P. M. Laranjo Coelho.

Preço:10,00€

Referência:13574
Autor:BARRETTO, Joam Franco
Título:ORTOGRAFIA DA LINGUA PORTUGUESA
Descrição:

na Officina de Ioam da Costa, Lisboa,  1671. In-4º de III-279-(9) págs. Encadernação do século XIX meia inglesa em pele com dizeres e florões a ouro na lombada. Encerra em extra-texto uma tábua com palavras em várias linguas que não está descrita na bibliografia.

 

Exemplar descrito no Catálogo da riquíssima Biblioetca de de Monteverde da Cunha Lobo son o nº 2474 de quem o presente exemplar ostenta uma assinatura de posse no frontspício. Na folha de guarda a lápis um apontamento a lápis "ofereceu-me o Albino Forjaz de Sampaio". Acreditamos que a tábua em extra-texto não descrita nas bibliografias consultadas seja mandada imprimir pelo próprio bibliófilo Monteveerde  Cunha Lobo de quem se observa também um apontamento com o custo de execução de uma folha impresssa, da encadernação e do próprio livro.

 

PEÇA DE COLECÇÃO e MUITO RARA primeira edição.

 

Observações:

Obra que se divide em duas partes, na primeira o autor discorrer sobre a ortografia e o uso da língua latina em Portugal, na segunda  Franco Barreto disserta pormenorizadamente sobre o nome; verbo; preposições, advérbios; conjunções; interjeições; artigos; divisão das letras; pronúncia e valor das vogais; ditongos; aspiração das consoantes; sílabas e dicções; acentuação; pontuação, entre outros aspectos, terminando com Advertencias "em ordem a emmendar & melhorar as palavras, que a inorancia do vulgo tem corrutas"

"A primeyra, & principal regra é a nossa ortografia, he escrever todas as diçoens cõ tantas letras, cõ quantas pronunciamos, se por consoantes ociosas, como vemos na escritura Iltaliana, & Franceza. E dado que a diçã seja Latina, como a dirivamos a nós, & perde sua pureza, lógo a devemos escrever ao nosso modo, per semelhante  exemplo. Orthographia he vocábulo Grego, & os Latinos o escrevem desta maneira atrás, & nós devemos escrever cõ estas letras, Ortografia, porque cõ ellas o pronunciamos"

 

Preço:650,00€

Referência:12599
Autor:BERNARD, Pierre-Joseph
Título:L'ART D'AIMER et poesies diverses
Descrição:

De l'imprimerie de Didot jeune, Paris, 1795. In-8º de 207-(1) págs. Encadernação inteira de pele mosqueada gravada a ouro nas pastas com cercaduras. Lombada com decoração barroca a florões e dizeres dourados sobre rótulo de pele vermelha. Seixas douradas e corte das folhas brunidas a ouro fino. Ilustrado em extra-texto com sete gravuras abertas em chapa de aço de Bacquoy, Ponce, Patas, Eisen, Martini. Nítida impressão sobre papel encorpado mantendo a sonoridade original.

Observações:


Obra em verso imitando a "Arte do amor" de Ovidio que fez sensação nos salões intelectuais dessa época. Poemas ligeiros e eróticos. Não descrita nas principais bibliografias especializadas o que nos leva a tratar-se de uma edição MUITO RARA e ilustrada.

"L’ Art d’aimer de M. Bernard est un des ouvrages les plus célèbres de ce siècle. Il a fait  pendant plus de trente ans les délices des plus brillantes sociétés, et presque tous les Poëtes contemporains, depuis M. de Voltaire jusqu’au dernier rimailleur, en ont fait l’éloge."
 

Pierre Joseph Bernard nasceu em Grenoble e serviu a armada francesa na guerra de Italia tendo-se distinguido na batalha de Guastalla tornando-se secretário do marechal de Coigny. Nas letras foi distinguido entre os poetas libertinos de produção erótica. O epítoto de "Gentil" esteve-lhe sempre associado depois que Voltaire o empregou para como forma de apreço pelo seu talento. As mulheres mundanas de Paris adoptaram a sua poesia uma vez que nela se via reproduzida a delicadeza espiritual e imoral do final do século XVIII, em especial o seu L'ART D'AIMER (também conhecido na época como L'ART DE SEDUIRE. Conservado durante 30 anos em manuscrito, o texto foi impresso à revelia do seu autor.
 

Preço:250,00€

Referência:12211
Autor:BOTTO, António
Título:BAIONETAS DA MORTE
Descrição:

Oficinas Gráficas do Empresa do Anuario Comercial. 1936. In-4º de 64 págs. inumeradas. Encadernação inteira de skivertex de cor azul.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro de poemas dedicado aos Combatentes Portugueses que é considerado um dos melhores livros do autor. " Organizem os povos, estabeleçam a concórdia, acabem com a miséria e veremos, depois, se a vida não é um cântico divino, enternecedor e eterno ao amor, à natureza e a Deus "

Preço:70,00€

Referência:12210
Autor:BOTTO, António
Título:AINDA NÃO SE ESCREVEU
Descrição:

Edições Ática, Lisboa, 1959. In - 8º de XI-198-(6) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra póstuma cujo original o autor enviou para as Edições Ática.

Preço:40,00€

Referência:12209
Autor:BOTTO, António
Título:NÃO É PRECISO MENTIR
Descrição:

Editôra Educação Nacional, Porto, 1939. In-8º de 278-(10)págs. Br. Ilustrado com um retrato do autor. Cadernos por abrir. Capas de brochura com alguns picos de acidez.
PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

LIvro de contos muito estimado do autor.
"O homem perfeitamente educado, em qualquer momento ou circunstância,mostra a sua educação que, até mesmo sem ele dar por isso, estende às coisas o respeito que mantém com as pessoas com quem trata."

Preço:50,00€

Referência:12207
Autor:BOTTO, António
Título:ELE QUE DIGA SE EU MINTO
Descrição:

Edições Romero. Lisboa,s/d. In-8º de In-8º de 414 págs. Br. Capa com pequenas e insignificantes falhas marginais.
 

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

da Introdução:

“Todo êste livro é uma infinita camaradagem de vários factos sucedidos. A chamada literatura não tem nêle intervenção. Talvez lhe faça falta a mentira de que alguns verdadeiros escritores abusam... Agrada-me ser oposto a essas virtudes de confecção, e sou assim, por natureza. Aqui há só o relato da verdade pura e simples. Podia chamar-lhe memórias ou mais pròpriamente ainda: um romance original, se às personagens pusesse o nome que as acompanha na vida.”

Preço:40,00€

Referência:13147
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:VOLCOENS DE LAMA (romance)
Descrição:

 Livraria Civilisação, Porto, 1886. In-8º de 272 págs. Encadernação meia francesa com dizeres e florões a ouro em casas fechadas na lombada. Conserva capas de brochura. Primeira edição , de execução gráfica muito cuidada, nitidamente impressa sobre papel de excelente qualidade e com os dizeres do frontispício impressos a preto e vermelho. Bastante invulgar e estimada. Algumas manchas de humidade na capa de brochura. Pequena assinatura de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Último romance de Camilo, editado em 1886. A intriga do romance não é original. Provém de uma história verídica contada a Camilo por Pinho Leal. O escritor procedeu a algumas alterações, inclusivé os nomes, aproveitando o enredo e a localização do evento.

RASAO DO TITULO

"ORDINARIAMENTE quando, em estylo methaphorico, usamos comparar as férvidas paixoens de alguns homens aos vulcoens, a comparação vae buscar o simile ás crateras do Etna, do Hecla e do Vesúvio. Presume-se pois que os antros do coração humano resfolgam fogo de paixoens assoladoras como os intestinos do nosso globo jorram arroios de lava candente que subvertem, devastam, devoram, pulverisam ou petrificam toda a naturesa viva e morta que abrangem nos seus braços de lavaredas.

Todavia, ha ahi na casca do planeta paixoens humanas cujo simile não o dá o Vesúvio, o Hecla nem o Etna. E de Java que elle vem — de Java onde estuam convulsionados uns volcoens de lama que expluem o seu lodo sobre as coisas e as pessoas, primeiro emporcalhando-as, depois asphixiando-as na sua esterqueira espapaçada.

N'este romance estão em actividade permanente, sempre accesas, as crateras das paixoens da aldeia, também volcanicas, exterminadoras; mas sujas de uma porcaria nauseabunda — volcoens de lama, em fim.

Tal é a rasão do titulo."

Preço:170,00€

Referência:13554
Autor:BRANCO, Camilo Castelo
Título:A SENHORA RATTAZZI
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron Editor, Porto e Braga, 1880. In-8º de 30-II págs. Encadernação meia francesa em chagrin com dizeres e florões em casas fechadas. Conserva capas de brochura anterior, reforçada nas margens. Ante-rosto com os dizeres A SENHORA RATTAZZI enquadrados numa bonita e romântica moldura de composição tipográfica.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Primeira edição deste folheto da Questão Rattazzi, polémicas em que Camilo se envolveu a propósito do livro escrito pela Princesa Rattazzi sobre Portugal. Este livro é a resposta às provocações da Sr.ª Rattazzi e termina da seguinte maneira:
“Em conclusão: o seu livro não é cano de escorrencias muito nauseabundas, nem é canal de noticias uteis, tirante a dos hoteis infamados de persevejos; não é pois cano, nem cabal; mas é canudo, porque custa sete tostões; e — vá de calão — como troça e bexiga, é caro.”

Inocêncio. XVIII, 144. “A questão Rattazzi: esteve por differentes vezes em Portugal uma dama estrangeira, de origem italiana ou ingleza, que se apresentou com o titulo de Princeza Rattazzi dizendo-se aparentada com a familia Imperial Bonaparte, o que, aliás, segundo consta de informações notorias, as auctoridades francezas não permittiam officialmente. algumas folhas francezas, hespanholas e italianas tinham falado d"ella a proposito de seus escriptos dados ao prelo, dos seus consorcios e de varios incidentes da sua vida aventurosa. Da ultima vez que se demorou em Lisboa, por 1879, lembrou-se ella de escrever um livro de viagem acerca de Portugal: mas, ou por falta de estudo, ou por leviandade, acreditando em esclarecimentos ministrados por pessoas de sua intimidade e de acanhada consciencia quanto aos factos que inculcaram, o certo e que fizeram cair Maria Rattazi em dislates e erros gravissimos, como lhe foi demonstrado. O seu livro, pois, deu margem larga e extensa á publicacão de outras obras de refutação aspera, em que a auctora, apesar do sexo, da idade, do nome aristocratico e da fama de que se fazia cercar, e em que desejava escudár-se, padecem duros ataques, sendo os mais vivos, mordazes e acerados os que lhe vibraram sem piedade Camillo Castello Branco e Urbano de Castro, que assignava os seus escriptos sob o pseudonymo chá-ri-vá-ri. Estas controversias e criticas tomaram o caràcter de verdadeiro escandalo litterario e foram só é alastrando pela imprensa de todas as cidades, em artigos soltos, em folhetins e em correspondencias”.

Preço:90,00€

Referência:13845
Autor:CARVALHO, Hieronimo Ribeyro
Título:SERMAM DA PURISSIMA E IMMACULADA CONCEIÇAM DA SEMPRE VIRGEM MARIAEm Santa Anna, pregou-o o Doutro Hieronimo Ribeyro de Carvalho, Chantre da Sé de Coimbra, anno 1672.
Descrição:

Na officina de Rodrigo de Carvalho Coutinho, Coimbra, 1673. In-8º de 24-(2)págs. Br. Ostenta anotações da época em algumas páginas.

PRIMEIRA EDIÇÃO
INVULGAR

 

Observações:

Sermão sobre a Imaculada concepção de Maria proferido por Jerónimo Ribeiro de Carvalho chantre da Sé de Coimbra durante o século XVII e que foi um dos principais pregadores do seu tempo.

Inocêncio III, p. 275.

 

Preço:35,00€

Referência:13189
Autor:CASTELO BRANCO, Camilo
Título:VINTE HORAS DE LITEIRA
Descrição:

Typographia do Commercio, Porto, 1864. In-8.º de (2)-VI-281-(1) págs. Encadernação meia inglesa com lombada em pele, decorada com dourados. Apresenta sinais de manuseamento, com prejuízo particular dos cantos, mas o miolo apresenta-se em muito bom estado de conservação. Aparado e sem capas de brochura.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição muito rara do romance primitivamente publicado em 26 folhetins do Commercio do Porto durante o mesmo ano. Segundo Alexandre Cabral, esta obra não corresponde a um verdadeiro romance mas sim a uma sucessão de histórias ou narrativas que um amigo do autor lhe conta no decurso de uma viagem empreendida em liteira de Vila Real ao Porto.

Preço:60,00€

Referência:12197
Autor:CASTRO, Fernanda de
Título:A ILHA DA GRANDE SOLIDÃO Poema
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1962. In-8º de 69-(2) págs. Br. Apresenta um pequeno carimbo editorial de oferta. Apresenta todos os cadernos por abrir. Excelente estado de conservação.

Observações:

 

Pequena flor…
Petite fleur.
A trompette do Sidney Bechet
dilacera-me ouvidos
e sentidos.
Magoa-me a estridência
da música obcecante.
Enerva-me a violência
dos sons,
dos desejos incontidos.
Dói-me a culpa,
a inocência
de uns braços estendidos.

 

Preço:20,00€

Referência:12512
Autor:CÉSAR, Amândio
Título:NÃO POSSO DIZER ADEUS ÀS ARMAS
Descrição:

Editora Pax, Braga, 1945. In-8º de 76-(4) págs. Br. Integrado na colecção "Metrópole  e Ultramar".

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra distinguida com o Prémio Camilo Pessanha.

NECROLOGIA PARA UM SOLDADO DA ÍNDIA

Os jornais publicaram nomes,
Muitos nomes,
Não se sabe ao certo quantas linhas de nomes:
O TEU NÃO ESTAVA LÁ!

Eram nomes, muitos nomes,
Não se sabe ao certo quantas linhas de nomes!
Eram milhares de nomes de vivos:
O TEU NÃO ESTAVA LÁ!

Nas linhas, muitas linhas de nomes,
Vinham altas patentes e soldados rasos,
Hierarquicamente e por ordem alfabética:
O TEU NOME NÃO ESTAVA LÁ!

Não! O teu nome não podia estar ali:
Tu morreste em Goa, à vista de Goa,
Que morria quando tu morreste.
Por isso ficaste abandonado e só,
Junto de Goa moribunda.

Tão abandonado e tão só
Como a pistola metralhadora,
Agora inútil,
Agora inútil porque tu morreste
E Goa morreu contigo!

Há-de florir, vermelha,
Uma flor nascida do teu sangue.
As folhas serão verdes
Como a última imagem dos teus olhos baços.

É o último reduto,
Será a última bandeira hasteada em Goa,
Na terra ocupada pelo invasor,
Depois que alguém ergueu ao céu azul
A branca bandeira do medo e da ignomínia!

Não vens na lista de nomes,
Em nenhuma das linhas dos nomes:
O TEU NOME NÃO PODIA ESTAR ALI!

Mas, quando uma jovem manducar
Colher a flor vermelha que sobrou do teu martírio,
Aspirar o perfume solene dessa flor cortada
E perder seus olhos pretos no verde das folhas tenras,
ENTÃO SIM, TU ESTARÁS ALI!

Ali ressuscitado,
Ali vigilante como a sentinela,
Até que tornem os fantasmas dos soldados de Albuquerque
Para castigarem o orgulho sacrílego do invasor.

Tu, anónimo soldado,
Morto na terra escaldante de Goa,
És a imagem do Governador
Que à vista dela morreu.
Tu, sim, és da estirpe de Albuquerque,
Nunca vassalo…

Preço:15,00€

Referência:12878
Autor:CINATTI, Ruy
Título:56 POEMAS por...
Descrição:

Na Regra do Jogo, Lisboa, 1981. in-8º de 88págs. Br. Com reprodução de uma fotografia numa das primeiras páginas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Nota:
(...)a presente antologia compõe-se de poemas anteriormente publicados em folha volantes e depois agrupados em colectâneas ainda inéditas.(...)

Sentimento

A noite transfigurou-se em penas d'ave
e a miudinha chuva sacudiu-as
e a noite recolheu-se aos astros, suave,
e adormeceu as almas esquecidas.
O grande pequeno homem admirou-se,
olhou para si e viu-se vazio.
Chorou então o tempo perdido
e perdeu-se na noite, frio e quente.

Preço:30,00€

Referência:12876
Autor:CINATTI, Ruy
Título:MEMÓRIA DESCRITIVA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1971. In-8º de 140 págs. Br. Reproduz em zincogravura um poema manuscrito do Autor.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Causas perdidas
são as
que me dão vida.

Quero-te,
ó minha pátria!

Aterro a minha casa
construo outra
igual, parecida.

 

Preço:30,00€

Referência:12880
Autor:CINATTI, Ruy; PORTUGAL, José Blanc de
Título:BORDA D´ALMA - OS MELHORES ANOS DA NOSSA VIDA - DIVERTIMENTO CONTRAPONTÍSTICO
Descrição:

Oficina dos Antigos "Cadernos de poesia ", Lisboa, 1973. In-8º de 32-(1)págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

MUITO RARO.

Observações:

Sátira ao sistema eleitoral e político, ao regime fascista e à guerra colonial, ao destino da pátria e do império. Inclui também ainda 2 trabalhos: OS MELHORES ANOS DA NOSSA VIDA/ R. Cinatti e DIVERTIMENTO CONTRAPONTÍSTICO /José Blanc de Portugal.

Preço:75,00€

Referência:12856
Autor:CLÁUDIO, Mário
Título:AMADEO
Descrição:

Imprensa Nacional Casa da Moeda. Lisboa, 1984. In-8º de 116-(8) págs. Br. Com sobrecapa editorial. Profusamente ilustrado em extra-texto com fotografias do autor, fac-similes de cartas e reproduções de obras do pintor.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:


Obra onde o autor relata o percurso do pintor Amadeo de Sousa-Cardoso, entre as terras de Amarante e Paris dos inícios do século XX. .É uma  biografia “romanceada” do grande pintor português.

Obra que inicia a "Trilogia da Mão", na qual o escritor abordou a vida e obra de outras duas figuras artísticas nortenhas, a violoncelista Guilhermina Suggia (Guilhermina) e a barrista Rosa Ramalha (Rosa). Através destes três artistas, tipificou distintos estratos sociais, aristocracia, burguesia, povo,  e o «imaginário nacional», entre o virar do século XIX e meados do século XX.
Esta obra deu em 1984 a Mário Cláudio o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores.

"Não perguntem agora como lhe foi a vida, com que espécie de filamentos se manufacturou a tessitura da biografia a escrever. Quando a passagem é tão curta como esta, não será que tudo se reduz a um dia único, lavado e sem heroísmo assinalável, nele se degustando apenas o tegumento que não amadureceu? De Amadeo, como de outros, poderemos dizer que oscilou do apetite à renúncia. Nem lume nem gelo o tiranizaram alguma vez, porque incólumes de intempéries ficam os homens missionários."

Preço:15,00€

Referência:12975
Autor:COCHOFEL, João José
Título:OS DIAS ÍNTIMOS
Descrição:

Edição do Autor, Coimbra, 1950.In-8º de 55-(9) págs.Br. Integrado na colecção "Sob o Signo do Galo".

Exemplar nº 21 de uma "Tiragem especial de 30 exemplares numerada, em papel de linho, com um poesia autógrafo e um retrato do autor". Retrato do autor de Mário Dionísio.

PRIMEIRA EDIÇÃO do livro de poemas deste importante autor ligado à fundação do Neo-realismo em Portugal.
RARO.

Observações:

OS ANOS PASSARAM

Os anos passaram
e eu que fiz na vida?
Escorreu-me dos dedos
como água perdida.

Tive-a nas mãos
e não a bebi.
Secou-se-me a fonte;
agora a ouvi.

Pobre fio de água
fingindo sonhar.
Silêncio de música
que acorda ao cessar.

Preço:65,00€

Referência:12282
Autor:COELHO, Adolpho
Título:OS CIGANOS DE PORTUGAL com um estudo sobre o calão
Descrição:

Imprensa Nacional,Lisboa, 1892. In-4º de X-302-(2) págs. Encadernação meia inglesa em pele com florões e dizeres a ouro em casas abertas na lombada. Conserva capas de brochura restauradas. Exemplar por aparar. Ilustrado em extra-texto. Exemplar de trabalho do anterior possuidor apresentando assim sublinhados e anotações a tinta permanente.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Memoria destinada á X sessão do Congresso Internacional dos Orientalistas.

No ano de 1892, a Sociedade de Geografia publicou o livro “Os Ciganos de Portugal”, obra muito curiosa onde se fala da língua daquele grupo étnico e da influência no calão português, da origem dos ciganos de Portugal e Brasil, e das características antropológicas dos seus membros.

Preço:65,00€

Referência:13358
Autor:CORREIA, João de Araújo
Título:NOITE DE FOGO e outros contos
Descrição:

Editorial Inova, Porto, 1974. In-8º de 96-(2) págs. Br. Capas de brochura com algum desgaste e miolo amarelecido pelo tempo. Integrado na Colecção Duas Horas de Leitura, com direcção gráfica de Armando Alves.

 

Observações:

Antologia de contos deste autor considerado o maior contista português. A sua escrita sofre  influências de Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco e Trindade Coelho.

Da badana:

“É João de Araújo Correia um estilista de linhagem camiliana, com o senso agudo do dinamismo narrativo: escreve para contar histórias e tão bem sabe fazê-lo, que nelas se imprime, como o rosto sangrento de Cristo na toalha de Verónica, a fisionomia de um povo”

Urbano Tavares Rodrigues

Preço:20,00€

Referência:13340
Autor:CORTES-RODRIGUES, Armando
Título:ANTOLOGIA DE POEMAS de...
Descrição:

Arquipelago, Coimbra, 1956. In-8º de 290-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto com um retrato do autor da autoria de Domingos Rebelo. Valorizado pela dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Antologia de poemas de Armando Cortes-Rodrigues com selecção e prefácio de Eduíno de Jesus, e que reune todos os seus livros publicados até então e inclui as participações nas duas revista "orpheu". No número 2 da revista «Orpheu» assina com o heterónimo Violante de Cysneiros.

Preço:20,00€

Referência:13777
Autor:CORTESÃO, Jaime
Título:DIVINA VOLUPTUOSIDADE Poemas em redondilhas
Descrição:

Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris- Lisboa, 1923. In-8º de 141-(5) págs.Br. Capas de brochura com leves picos de acidez. Valorizado pela dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

 

Observações:

Livro de poesia de Jaime Cortesão, figura de grande importância da cultura portuguesa do século XX.

Preço:20,00€

Referência:13598
Autor:COSTA, Alfredo Duarte
Título:O FIDALGO DE CASTRO D'AIRE
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1969. In-8º de 192-(8) págs. Br.  Capas de brochura amarelecidas pelo tempo. Ilustrado com fotografias de Castro D'Aire.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Romance de indole regional abordado a vida em Castro d' Aire.

"Ironia do destino! O que tem de ser tem muita força, tudo neste mundo se paga, ou mais cedo ou mais tarde.
Mas como há males que vêm por bem, a triste situação a que chegaram os velhos fidalgos serviu, à mil maravilhas, para poder ainda comentar-se, com palavras de azedume e até de chacota, essa coisa de nascer-se fidalgo e rico para morrer pobre e plebeu, como se o capitalismo, hoje em dia, valesse alguma coisa, sem andar de braço dado com o trabalho, a razão e a justiça!"

 

Preço:20,00€

Referência:13880
Autor:COSTA, Maria Velho da
Título:DESESCRITA
Descrição:

Afrontamento, Porto, 1973. In-8º de 90-(6) págs. Br. Capas de brochura ligeiramente amarelecida.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

Livro que encerra vinte seis crônicas escritas numa época em que a censura vigorava em Portugal, e onde a autora usava uma maneira de escrever eliptica para as poder publicar. Destacamos  do conjunto a intitulada “Ova Ortegrafia”, na qual se propõe a ajudar a censura fazendo, ela própria, seus “cortes”: ecidi escrever ortado; poupo assim o rabalho a quem me orta. Orque quem me orta é pago para me ortar. Também é um alariado. Também ofre o usto de ida. Orque a iteratura deve dar sinal da ircunstância.

Preço:20,00€

Referência:12284
Autor:COURTOIS, Victor Jose.
Título:DICCIONÁRIO CAFRE-TETENSE-PORTUGUEZ Idioma Fallado no Districto de Tete e na vasta Regiao do Zambeze Inferior
Descrição:

Imprensa da Universidade,Coimbra, 1899-1900. Dois tomos num volume só de in-4º de XVII-81-(3) e 483 págs. Encadernação meia inglesa em pele com florões e dizeres a ouro em casas abertas na lombada.Restauros marginais das páginnas devido à qualidade delicada do papel.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Dicionário compilado por um Jesuita Francês que em 1883 foi para Moçambique e trabalhou na zona de Tete, e estudou as lìnguas indígenas. Este dicionário, cujo segundo tomo é uma adenda ao tomo principal aborda as línguas da zona de Tete e Zambezia.

Preço:90,00€

Referência:13207
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:ENTRE RIO E MAR poesia
Descrição:

Livros do Brasil, Lisboa, 1952. In-8º de 140 págs.Br. Capas de brochura com algunns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro de poesia que é uma espécie de roteiro poético de Portugal, no qual o poeta fala de Santos, sua terra natal, mas acima de tudo de várias cidades portuguesas.

 

Cantiga do avô português


O meu avô foi à caça
Na serra do Cubatão.
Mas, ano vem, ano passa,
Nunca volta do sertão.

Dizem que os índios são bravos.
Nem sempre as índias também!
Meu avô levou escravos
Com redes que embalam bem.

O bafo das noites quentes
Faz pensar noutros Brasis
Em que andam nossos parentes
Com outras índias gentis.

"A caça, que tempo dura?",
A minha mãe perguntei.
"Vai até a sepultura,
Porque é serviço de El-Rei.

 

Preço:18,00€

Referência:12441
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:ISAURA
Descrição:

Editorial Inquérito, Lisboa, 1944. In-8º de 75-(5) págs. Br. Valorizado por uma dedicatória a Luís Forjaz Trigueiros. Inserida na Colecção "Novelas Inquérito".

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

 

Observações:

Curiosa novela de Ribeiro Couto que  foi o último  título de uma colecção de novelas da Editorial Inquérito publicou entre 1940 e 1944.

Preço:18,00€

Referência:12440
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:A MENSAGEM DO LUSÍADA ANTÓNIO NOBRE
Descrição:

Tip. Ramos, Afonso & Moita, Lisboa, 1944. In-8º de 30 págs. Br. Valorizado pela dedicatória aos poetas José Osório de Oliveira e Raquel Bastos. Folhas com ligeiras manchas de água marginais. Separata da Revista Litoral, nº1. Este é o exemplar nº 25  da edição especial de 150 exemplares, numerados e assinados pelo autor. Ilustrado com uma fotografia de António Nobre e uma vinheta no começo do texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Ensaio muito interessante sobre António Nobre escrito por Ribeiro Couto.

"A poesia de António Nobre restaura o reino da confiança e aponta à nacionalidade portuguesa o caminho do renascimento."

Preço:20,00€

Referência:12439
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:POESIAS REUNIDAS
Descrição:

Livraria José Ollympio, Rio de Janeiro, 1960, In-8º de 4486-(2) págs. Br. Valorizado pela expressiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra que reune todos os livros de poesia publicados pelo autor, na altura da sua publicação Manuel Bandeira escreveu :

"Sua poesia continuou sempre sendo a anotação arguta dos momentos raros da vida, aqueles momentos de “indecisão delicada”. Momentos de subúrbio, digamos assim, quando do luar descem coisas – “certas coisas”. Nunca lhe interessaram as polêmicas sobre o que seja poesia. “É poesia? Não é poesia? Quem saberá jamais?” Todos os problemas estavam resolvidos para ele “pela aceitação da simplicidade”.

Preço:40,00€

Referência:12438
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:POEMETOS DE TERNURA E MELANCOLIA
Descrição:

Editora Monteiro Lobato, São Paulo, 1924. In-8º de 112-(2) págs. Br. Valorizado pela expressiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Oliveira. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
 

Observações:

SURDINA

Minha poesia é toda mansa.
Não gesticulo, não me exalto...
Meu tormento sem esperança
tem o pudor de falar alto.

No entanto, de olhos sorridentes,
assisto, pela vida em fora,
à coroação dos eloqüentes.
É natural: a voz sonora
inflama as multidões contentes.

Eu, porém, sou da minoria.
Ao ver as multidões contentes
penso, quase sem ironia:
"Abençoados os eloqüentes
que vos dão toda essa alegria."

Para não ferir a lembrança
minha poesia tem cuidados...
E assim é tão mansa, tão mansa,
que pousa em corações magoados
como um beijo numa criança.

Preço:30,00€

Referência:12437
Autor:COUTO, Ribeiro
Título:SENTIMENTO LUSITANO
Descrição:

Livraria Martins Editora, São Paulo, 1961. In-8º de 178 págs. Br. valorizado pela expressiva e extensa dedicatória autógrafa aos poetas Raquel Bastos e José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO da obra publicada no Brasil e só póstumamente publicada em Portugal.

 

Observações:

Conjunto de ensaios muito interessantes de Ribeiro Couto,Autor brasileiro muito apreciado entre os intelectuais portuguesesda sua época,  encerra ensaios sobre, António Nobre, João de Barros, Joaquim Paço d'Arcos, entre outros. De destacar também o ensaio " O pequeno emigrante português e a continuidade histórica do Brasil".

“não era adquirido sem trabalho, não caia do céu; custava muito esforço” -, para muitos mais terá constituído um penoso exercício de sobrevivência, talvez pelas poucas habilitações com que em sua grande maioria arribaram a terras de Vera Cruz. Mas não é desse brasileiro entre aspas o objecto desta minha fala, já retratado  por Guilhermino César, em O “Brasileiro” na ficção portuguesa: O Direito e o Avesso de uma Personagem-Tipo”

 

Preço:40,00€

Referência:13588
Autor:CRUZ, Fr. Bernardo da
Título:CHRONICA DE ELREI D. SEBASTIÃO, publicada por A. Herculano e o Dr. A. C. Paiva
Descrição:

Na Impressão de Galhardo e Irmãos, Lisboa: 1837. In-8º de XVI-466-(35) págs. Encadernação não contemporânea meia inglesa em pele com dizeres a ouro na lombada sobre rótulo de pele vermelha. Exemplar muito limpo e muito fresco, levemente aparado à cabeça.

PRIMEIRA EDIÇÃO do primeiro livro publicado por Alexandre Herculano (Inocêncio I, 377 - RARO).

Observações:

Primeira edição desta apreciada Crónica publicada por Alexandre Herculano, o manuscrito original conserva-se na Biblioteca Pública Municipal do Porto.

“Entre os manuscriptos da Bibliotheca Publica de Lisboa encontrámos tambem uma copia moderna da obra de Fr. Bernardo da Cruz, (...) comtudo bastante differente da que principalmente nos serviu de texto. Esta existe na Bibliotheca do Porto; e na Noticia que vai juncta a este prologo, (publicada já por nós nos nº 18 e 19 do Repositorio da Sociedade Litteraria daquella Cidade) démos cabal informaçaõ della”

 

"Fr. Bernardo da Cruz, frade da Terceira Ordem, viveu na segunda metade do século deseseis : parece ter sido conspicuo pelo seu saber, e que por esse motivo occupou vários empregos monásticos. Antes d'elle não se encontra o cargo de Capellão niór da armada; e assim é tido pelo primeiro, a quem se conferiu este titulo. Como tal embarcou-se na frota que transportou á Africa El-Rei D. Sebastião e o seu exercito, para a fatal jornada de Alcacer-quibir. De lá, ou porque escapasse da batalha, ou porque tivesse ficado a bordo da armada, voltou a Portugal, onde escreveu a Historia do reinado de D. Sebastião e de parte do governo do Cardeal D. Henrique. O logar e o anno do seu nascimento, e a epocha da sua morte, não o podemos saber: mas é certo que elle ainda vivia no tempo da usurpação de Philippe II."

 

 

 

 

 

Preço:150,00€

Referência:13191
Autor:DINIZ , Pedro
Título:AS FOLHAS CAHIDAS APANHADAS A DENTE e publicadas em nome da moralidade por Amaro Mendes Gaveta antigo collaborador do Palito Metrico.
Descrição:

em Casa de F.G. da Fonseca, Porto, 1854. In-8º de 24 págs. Encadernação moerna e modesta em pano com dizeres e florões em rótulo na lombada com gralha na atribuição de autoria. Conserva capas de brochura. Ocasionais picos de humidade própria da qualiiade do papel. Capas com restauros.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Sobre esta paródia escreveu Henrique Campos Ferreira Lima o seguinte: "Deplorável! Todo o paiz e as colonias e o Brazil se riram das 'Folhas cahidas' de Garrett, desde que a satyra de Pedro Diniz as abaixou ao raso da mordacidade que escancara sempre uma gargalhada quando topa um amor senil a carpir-se com lastimas de criança amuada".

Preço:50,00€

Referência:12445
Autor:DIONÍSIO, Mário
Título:MONÓLOGO A DUAS VOZES histórias
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1986. In-8º de 224 págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Conjunto de contos que foi um dos ultimos livros deste autor.

Preço:17,00€

Referência:12295
Autor:FANHA, José
Título:OLHO POR OLHO
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1977. In-8º de 40 págs. Br. Capa de  Manuel Botelho. Valorizado por uma dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

À conquista do espaço

Não
Não quero voar
Rapidamente no espaço
E pousar em qualquer lua.


Quero uma estrela pequena,
Do meu tamanho de gente,
A iluminar
Quem passa
Nesta rua.

 

Preço:10,00€

Referência:13295
Autor:FEIJÓ, Antonio
Título:SOL DE INVERNOUltimos Versos.
Descrição:

Livraria Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa, 1922. In-8º de LIII-217 págs. Encadernação modesta. Ilustrado com um retrato do autor e com outro da sua esposa. Duas assinauras de posse, uma de 1923 do poeta João de Castro e a outra do poeta José Osório de Oliveira. Alguns sublinhados a lápis ao longo do texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Volume póstumo que reúne as últimas poesias de António Feijó, com um prefácio, de grande interesse crítico e biográfico, de Luís de Magalhães  e uma emotiva evocação dos últimos meses da vida do poeta após a morte da esposa e ainda várias apreciações sobre as coletâneas Ilha dos Amores e Cancioneiro Chinês, recolhidas da imprensa.

O AMOR E O TEMPO

Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.

Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.

– «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»

Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento…
– «Por que voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» – Nesse momento,

Volta-se o Amor e diz com azedume:
– «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo… Adeus! Adeus!

 

Preço:20,00€

Referência:12503
Autor:FERAUD,Marie
Título:CONTOS AFRICANOS Contos e Lendas do Folclore Africano Seleccionados e Adaptados Por...
Descrição:

 Verbo, Lisboa, 1977- In-4º de 155-(2) págs. Encadernação editorial. Profusamente ilustrado com belos desenhos a cores e a preto e branco de Akos Szabo. Ostenta uma dedicatória não autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Interessante colectânea de contos africanos seleccionados e adaptados por Marie Feraud e traduzidos para português por António Manuel Couto Viana, Rui Viana Pereira e Maria Adelaíde Couto Viana.
 

Preço:27,00€

Referência:13830
Autor:FIGUEIREDO, Campos de
Título:O PRIMEIRO MILAGRE DE JESUS
Descrição:

Editorial Saber, Coimbra, 1953. In-8º de 22-(2) págs. Br. Capa de brochura com desenho de José Contente. Capas de brochura com picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO..

INVULGAR.

Observações:

Peça de teatro de teor religiosos escrita por Campos de Figueiredo, poeta, ensaísta e dramaturgo português, que foi director da revista Conímbriga e da revista Tríptico.

 

Preço:15,00€

Referência:13212
Autor:FIGUEIREDO, Jaime de
Título:MODERNOS POETAS CABO-VERDIANOS
Descrição:

Edições Henriquinas Achamento de Cabo Verde, Praia- Cabo Verde, 1961. In-8º de 197-(3) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez. Ostenta uma pequena assinatura de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:


Antologia com grande importância para  produção de uma ideia de Literatura Cabo-Verdiana e onde, segundo o autor, se procurou a enquadrar “o gosto do organizador” ao  "um tão amplo quanto possível enquadramento dos poetas até à época revelados""a obediência às imposições de um consciente critério de selecção da representação individual".

Encerra poemas de:  Jorge Barbosa, Manuel Lopes, Osvaldo Alcantara, Pedro Corsino Azevedo, António Nunes, Aguinaldo Fonseca, Guilherme Rocheteau, Nuno Miranda, Arnaldo França, Tomaz Martins, Yolanda Morazzo, Ovídio Martins, Virgínio Nobre de Melo, Gabriel Mariano, Terêncio Anahory, Corsino Fortes, Jorge Pedro Barbosa, Onésimo Silveira, João Vário e António Mendes Cardozo.

Preço:20,00€

Referência:13857
Autor:FIGUEIREDO, Tomaz de
Título:GUITARRAtreze romances
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa,  1956. In-8º de 64-(4) págs. Br. Livro integrado  na colecção "Poesia e Verdade". Valorizado pela extensa e emotiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição do primeiro livro de poesia de Tomaz de Figueiredo, que fez parte  do movimento modernista coimbrão da década de 20.

Dos cães desterrados

Cães da cidade, em traseiras
de quinze metros quadrados
que nunca viram do céu
mais que um retalho de estrelas,
que só quando a lua passa
pela vertical do pátio
à lua podem ladrar...
Cães exilados que nunca,
devolvidos pelo eco,
supondo ladrar a estranhos,
ladrarão aos próprios ladros...

(...)

Preço:25,00€

Referência:13466
Autor:FILIPE, Daniel
Título:MARINHEIRO EM TERRA
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1949. In-8º de 53-(3)págs. Br. Capas com alguns picos de acidez. Capa de António Vaz Pereira.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

NOME ERRADO

Quando os meus avós disseram
"há-de cha,ar-se Esaú..."
só quatro fadas vieram
ver-me, amedrontado e nu.

Não sei o que me fadaram
_ isso é que a história não diz:
o meu futuro bordaram
(com velhos tons) a matiz.

Verdes. lilazes sombrios
cinza... E eu mp berço nu.

(Sigo a vida por desvios
só não me chamo Esaú).

Preço:40,00€

Referência:13465
Autor:FILIPE, Daniel
Título:MARINHEIRO EM TERRA. Poemas.
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1949. In-8º de 53-(3)págs. Br. Capas com alguns picos de acidez. Capa de António Vaz Pereira. Este exemplar é o nº 2 de 5 exemplares em papel bíblia, da Matrena, fora do mercado, numerados e rubricados pelo autor". Valorizado pela expressiva dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Castro a quem o livro também é dedicado.

PRIMEIRA EDIÇÃO do segundo e raro livro do autor.

Observações:

 

CANTIGA DE RODA

A tarde no jardim deserto e calmo
e este livro de poemas morno e fútil!
(Por exemplo: vejamos este "salmo")
Tudo tão completamente inútil!

Um céu azul, sem núvens - de verão.
Duas crianças jogam animadamente
ao eixo. Um entusiasmo são
qur me torna igual a toda a gente!

Apetece ser simples e sincero,
aqui onde há crianças e pardais...
Que diabo! Uma vez, ao menos, quero
ser como os mais!

 

Preço:75,00€

Referência:13395
Autor:FONSECA, Manuel da
Título:SEARA DE VENTO
Descrição:

Ulisseia, Lisboa, 1958. In-8º de 171-(1) págs. Br. Sobrecapa editorial com ilustração de Vespeira. Valorizado pela expressiva dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira edição deste excelente livro de Manuel da Fonseca, autor vigiado pelo regime salazarista, tendo a publicação deste livro sido autorizado após apreciação da Direcção dos Serviços de Censura.
A obra, dentro da estética neo-realista inspira-se num acontecimento verídico que ocorreu na aldeia da Trindade (Beja), Manuel da Fonseca descreve um episódio ocorrido em 1932, nessa aldeia, o assassinato de António Dias Matos, operário agrícola, pela GNR e constitui um testemunho de um "tempo" de repressão, fome, humilhação e privação de direitos nos campos do Sul de Portugal.

 

Preço:40,00€

Referência:13818
Autor:FONSECA, Tomás da
Título:MEMÓRIAS DUM CHEFE DE GABINETE
Descrição:

Livros do Brasil, Lisboa, 1949. In-8º de 166-(4) págs.Br. Capa de brochura envelhecidas e com alguns picos de acidez. Ilustrado com fotografias em extra-texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro de memórias de Tomás da Fonseca relativas à época em que foi chefe de gabinete do Ministro do Fomento, António Luís Gomes, ilustre figura republicana. Prefácio de Lopes de Oliveira.

Excerto do Prefácio

"Pois, dei-me a reler em Mortágua este novo trabalho de Tomás da Fonseca - Memórias dum Chefe de Gabinete - em que se encontram não só lembranças do seu passado, da sua nobre vida, mas também eloquentes páginas da própria história da República. (...)
As Memórias dum Chefe de Gabinete vieram focar a figura de António Luiz Gomes, um dos mais nobres fundadores da República Portuguesa - na hora em que era alvo duma torpe perseguição - cercando-a do fulgor das suas virtudes, levantando-a como alto exemplo perante as novas gerações. (...)
O Doutor António Luiz Gomes, como Ministro do Fomento, escolheu para o seu Gabinete um só homem - Tomás da Fonseca. Não teve outro auxiliar."

Preço:28,00€

Referência:12595
Autor:FONSECA, Tomás da
Título:NA COVA DOS LEÕES
Descrição:

Edição de Autor, Lisboa, 1958. In-8º de 454-(10) págs. Br. Edição destinada ao Brasil. Capas de brochura insignificantemente empoeiradas. BOM EXEMPLAR

PRIMEIRA EDIÇÃO

INVULGAR.

Observações:

Livro de Tomás da Fonseca, considerado por muitos o livro mais subversivo que algum dia se escreveu em Portugal, durante a época salazarista. É um conjunto de cartas publicadas no então jornal “República” tendo por base não só a situação política vivida na altura como as relações promíscuas entre o regime do Estado Novo e a Igreja. Tomás da Fonseca procura desconstruir, quer o cristianismo, num primeiro momento, e depois, as muito famosas aparições de «Nossa Senhora» aos pastorinhos em Fátima.
O estilo acusatório do autor é, em muitas circunstâncias, de uma violência impiedosa. Tomás da Fonseca usa o seu longo reportório e conhecimentos de natureza teológica para desmontar aquilo que designa como embuste de Fátima.

Preço:40,00€

Referência:13876
Autor:FRANÇA, José-Augusto
Título:DESPEDIDA BREVE
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, s.d. (1958) In-8º de 231-(5) págs. Br. Capa de brochura ilustrada por Sebastião Rodrigues. Inserido na colecção "Os Livros das Três Abelhas".

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição da curiosa colecção de contos escritos entre o início das actividades literárias de JOSÉ AUGUSTO FRANÇA e meados da década de 50 e que foi incluido por Maria de Fatima Marinho, no seu livro "Surrealismo em Portugal" lado a lado com outras obras publicadas em 1958 de Vergílio Martinho, Ernesto Sampaio, Mário Cesariny, Barahona da Fonseca, Alfredo Margarido, Granjeio Crespo e Natália Correia, ano marcado por uma "série de publicações de autores de algum modo ligados ao surrealismo."

Preço:25,00€

Referência:13217
Autor:FREIRE, Natércia
Título:ANEL DE SETE PEDRAS
Descrição:

Edição de autor, Lisboa, 1952. In-4º de 108-(4) págs.Br. Alguns picos de acidez nas capas de brochura. Capa da brochura com um desenho de António Sena. Valorizado pela dedicatória autógrafa ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Livro ao qual foi atribuido o prémio Literário Antero de Quental.

 

O SONHO SEM DESTINO

Se os caminhos são breves
e os dias tão compridos,
e as tuas mãos mais leves
que a espuma dos vestidos;

se é de ti que me ondeia
uma brisa subtil...
E a vaga diz: -- Sereia!
E o sonho diz: -- Abril!

Se cresces e dominas
os campos que acalento,
e inundas as colinas
de fontes que eu invento;

se tens na luz dos olhos
o misterioso apelo
das cidades de fogo,
das cidades de gelo;

se podes bem guardar
na tua mão fechada
o meu altivo Tudo
e o meu imenso Nada;

se cabe nos meus braços
a bruma que tu és,
e em algas e sargaços
te abraço nas marés;

se, puro, na presença
da nossa grande Casa,
pões na voz de horizonte
um lume de asa e brasa.

Não sei porque te sonho
na sombra matinal,
e ao meu lado te vejo,
real e irreal.

Sabeis -- adaga fria,
que ao meu peito cintilas --
onde se oculta o dia
das aragens tranquilas?

Se tudo sabes, mata
com dedos de oiro fino,
ou com gume de prata,
o sonho sem destino!

 

Preço:14,00€

Referência:12483
Autor:FRIAS, Sanches de
Título:ARTHUR NAPOLEÃO: Resenha comemorativa da sua vida pessoal e artística
Descrição:

Subsidiada por amigos e admiradores do artista, Lisboa, 1913. In-8 º de  296 págs. Encadernação meia inglesa com lombada em sintético com dizeres a dourado. Ilustrado em extra-texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Biografia de Arthur Napoleão, pianista, compositor, editor de partituras musicais, professor e comerciante português.
Considerado uma criança prodígio, tendo dado o seu primeiro recital aos sete anos de idade. Fez recitais por toda a Europa, tendo tocado em dueto com Henri Vieuxtemps e Henryk Wieniawski.
Em 1866 estabeleceu-se no Rio de Janeiro onde se tornou comerciante de instrumentos musicais e partituras e editor de músicas. Como editora, a famosa Casa Artur Napoleão contribuiu significativamente para a divulgação da música brasileira durante décadas.

Neste livro escrito pelo Visconde de Sanches de Frias, e dedicado “a Portugal e Brasil. As duas nações estreitamente parentas uma, que presidiu ao nascimento, e gosou os primeiros triunfos do famigerado pianista, e outra, que o acolheu, e préza como filho dilecto” o autor propõe-se a prestar uma homenagem ao músico em vida. A precisão cronológica e a riqueza de detalhes  fazem supor que a base do trabalho de Sanches de Frias, incluindo o acervo fotográfico tenha sido a autobiografia, nunca publicada do pianista.

"perante numerosa e escolhida concorrência, aos seis anos e meio de idade, a 11 de Novembro de 1849, em casa do abastado portuense Duarte Guimarães (...). O Nacional, gazeta desse tempo, ao noticiar a curiosa festa, dizia: — O pequenino Arthur tocou, a quatro mãos, com variações, num piano duro e de largo teclado. Se não fosse a presença de seu pai, que o acompanhava, dir-se-ia que o piano tocava por si, tal era a pequenez do músico."

 

 

 

Preço:0,00€

Referência:13878
Autor:GARCIA, José Martins
Título:ALECRIM, ALECRIM AOS MOLHOS
Descrição:

Ediçõees Afrodite, Lisboa, 1974. In-8º de 128-(4) págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto com desenhos de Henrique Manuel. Alguns picos de acidez na capa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Conjunto de cinco contos onde se nota  a influência surrealista, e onde os aspectos grotescos da sexualidade entram em confronto com a moral beata de um país conservador.

"Também foi muito mal aceite pelos portalejos a tese de Malagueta sobre o número quatro. Foi o caso que, interpelado por um colega curioso sobre os maiores nomes da poesia nacional, Alfredo Malagueta confessou não ter dúvidas quanto ao preenchimento da trilogia cimeira. Camões, Quental, Pessoa. Mas depois?... O quarto lugar constituía um problema gravíssimo. Os historiadores da literatura não davam achegas para tão melindrosa avaliação. Nem os catedráticos sabiam quem era o quarto poeta, nem o Ministro da Educação Nacional ousava decidir em tão transcendente matéria. Quem seria?... Alfredo Malagueta já sofrera noites de insónia, em demanda do almejado nome. Sem êxito. Ora a voz da inspiração lhe segredava o nome de Bocage, ora o bom senso lhe lembrava que um libertino nunca poderia ocupar tais píncaros. Por vezes a voz misteriosa segredava-lhe o nome de Teixeira de Pascoaes, mas Pascoaes era pouco lido... Também ouvira algumas vezes o nome de José Régio... Mas Régio ainda vivia... De modo que esse preenchimento do quarto lugar era problema de quebrar a cabeça mais erudita. O próprio Fernando Pessoa lhe chegara a pôr algumas dúvidas em tempos, dada a utilização que fizera, impensadamente, do vocábulo merda. Todavia, dada a sua já relativamente distante morte, tudo levava a crer tratar-se de um pecadilho de juventude. O colega curioso, pouco adaptado à ciência portaleja, perguntou: «Mas por que quer escolher o senhor doutor quatro, e só quatro, poetas?» Alfredo Malagueta entusiasmou-se: «Colega, saiba que depois do quarto virá o quinto, tal como sucederá com os impérios...»
   Como tudo era rapidamente sabido na Porta - onde a moral vítrea açambarcava as atenções de modo a impedir conhecimentos esotéricos - a versão divulgada acerca dos poetas acentuou que Alfredo Malagueta descobrira que, a seguir ao número quatro, vem o número cinco, interpretação causadora de uns primeiros apupos na via pública.
   Um primeiro afastamento dos portalejos deixou-o muito solitário, rondando as águas indiferentes, meditando nas nuvens carregadas, aproximando-se perigosamente das serpentes e dos cães que guardavam os dois extremos da cidade. Estava a findar aquele primeiro e amargurado ano lectivo quando, interrogado por um aluno acerca do Canto IX de «Os Lusíadas», Malagueta perdeu o respeito pelo poeta número um da lista e pipilou que Camões tinha sido um tarado sexual. O reitor, homem franco ao modo antigo, resolveu intervir:
   - Homem! - disse - Camões, fosse lá o que fosse, sempre é o símbolo da pátria... Veja lá o que diz aos pequenos!
   Alfredo Malagueta recolheu-se a um orgulho taciturno, ferido, ensimesmado, incompreendido. Circulava de casa ao liceu, de casa ao templo."

Preço:28,00€

Referência:13756
Autor:GERSÃO, Teolinda
Título:LILIANA contos
Descrição:

Edição de autor, Coimbra, 1954. In-8º de 169-(6) págs. Br. Capas de brochura com picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Este volume de contos é a primeiro obra publicada por Teolinda Gersão aos 14 anos.

Do Prefácio:

"De resto que interessa que as pessoas crescidas não compreendam? Não foi para eles que eu escrevi estas páginas, mas sim para os novos, para os que como eu, estão no limiar da vida, dessa vida que nos deslumbra, e amedronta e que, apesar disso, ou talvez por isso, nós amamos acima de tudo."

Preço:40,00€

Referência:13394
Autor:GOMES, Soeiro Pereira
Título:REFÚGIO PERDIDO inéditos e esparsos
Descrição:

Edições SEN, Porto, 1950. In-8º de I-106-(4) págs. Br. Ilustrado em extra-texto com uma fotografia do autor. capa de Veloso e Mário Bonito.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Publicado postumamente "Refúgio Perdido" reune um conjunto de contos e crónicas de Soeiro Pereira Gomes. Encerra também uma breve entrevista sob o título "5 Minutos de Conversa Telefónica com o Autor de "Esteiros", publicada pela primeira vez no jornal "O Primeiro de Janeiro", na página de "Artes e Letras" de 10 de Fevereiro de 1943 e "Fogo!", ao tempo páginas inéditas do romance Engrenagem.

 

Preço:25,00€

Referência:12962
Autor:HORTA, Maria Teresa
Título:A PAIXÃO SEGUNDO CONSTANÇA H.
Descrição:

Bertrand Editora, Lisboa, 1994. In-8º de 295-(5) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
 

Observações:

Da badana

"A obra literária de Maria Teresa Horta tem frequentemente contribuído para alterar os modelos estéticos ou comportamentais instituídos e tem muitas vez sido, ao longo das últimas décadas, um sinalizador de mudanças essenciais, quer no âmbito literário, que inclusivamente de alcance social.
A Paixão Segundo Constança H. traz consigo toda a violência e todo o sofrimento daquele a quem coube em sorte viver num mundo em transformação, onde os valores tradicionais da família e os afectos a que nos tínhamos habituado a considerar mais estáveis resvalam, gradualmente, para um terreno movediço e irrespirável."

Preço:18,00€

Referência:13872
Autor:IVO, Lêdo
Título:ACONTECIMENTO DO SONETO - ODE À NOITE
Descrição:

Orfeu, Rio de Janeiro, 1950. In-8º de 45-(5) págs. Br. Capas de brochura envelhecidas. Ilustração da capa de Artur Jorge. Assinatura de posse de José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO conjunta.

INVULGAR.

Observações:

Este livro é a 2ª edição de Acontecimento do Soneto, a primeira edição  foi feita por João Cabral de Melo Neto, em 1948, numa tiragem de 110 exemplares. A esta edição foi acrescentado  o poema Ode à Noite. Prefácio de  Campos de Figueiredo.

SONETO DAS CATORZE JANELAS

O que se esquiva em mim mais se levanta
no sul da arte poética, no drama
onde o meu ser transfigurado clama
que eu escreva a canção que não me encanta

mas, por falar de mim, sempre me espanta
pela perícia com que me proclama.
E eu destruo o supérfluo, usando a chama
que sobre o meu trabalho o sol decanta

Não se faz um soneto; ele acontece
e irrompe da alquimia do que somos
subindo as altas torres do não ser

Nas rimas que ninguém nos oferece,
pungentes, nós seguimos, e fitamos
catorze casas para nos conter.

Preço:27,00€

Referência:13503
Autor:JORGE, Lídia
Título:O CAIS DAS MERENDAS
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, 1982. In-8º de 251 págs. Br. Integrado na Colecção Século XX.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Segundo romance de Lídia Jorge, que se desenvolve-se em torno dos temas da identidade e da aculturação no pós 25 de Abril. Trata-se de uma narrativa poética, teatralizada, em que as personagens rurais, confrontadas com o mundo exterior, dão testemunho da sua intimidade, dos seus medos e desejos mais profundos.

Preço:25,00€

Referência:13605
Autor:LIMA, Augusto J. Gonçalves
Título:MURMURIOS
Descrição:

Typographia da Revista Popular, Lisboa, 1851. In-8º de XXIV-262-(2) págs. Encadernação meia inglesa em pano com dizeres a ouro em rótulo de pele. Sem capas de brochura e ligeiramente aparado. Pequenoa carimbo de posse.


PRIMEIRA EDIÇÃO
INVULGAR

 

Observações:

Livro de poemas de Augusto Gonçalves Lima, um dos nove poetas que integraram a revista "Trovador" editada por Feliciano de Castilho que acreditava ter descoberto uma nova linhagem de poetas coimbrães, "os poetas do Trovador". Em jeito de prólogo o livro encerra cartas trocadas entre o autor e o critico literário dessa geração, António Pedro Lopes de Mendonça.

Preço:25,00€

Referência:13765
Autor:LISBOA, Irene
Título:ESTA CIDADE!
Descrição:

Edição de Autor, Lisboa, 1942. In-8º de 427-(4) págs. Br. Capas de brochura levemente empoeiradas e com alguns picos de acidez. Ilustração da capa de Ilda Moreira. Com alguns carimbos de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Livro de crónicas escrito por Irene Lisboa, que com esta obra abandonou o pseudonimo de João Falco. São crónicas que retratam o quotidiano lisboeta, de várias classes sociais, vistas e narradas com a peculiar sensibilidade que caracteriza esta  escritora.

Da introdução

 “Recolho neste volume umas tantas observações sobre casos que conheci, que me pus a desfiar e a reconsiderar tranquilamente. Tirei deles novelas? Creio que não. Fiz deles histórias pitorescas ou até morais? Também não o creio. Pu-los simplesmente em letra redonda, contei-os.”

Índice:
 A Adelina, etc…. (1). – Helma. – O velatório. – No cabeleireiro. – O Lavra. – Modista de chapéus. – A Adelina, etc…. (2). – Épocas. – Rapariguinha da rua. – O amante. – O barracão. – Um dito. – A Adelina, etc… (3).

 

Preço:25,00€

Referência:12542
Autor:LOPES, Manuel
Título:OS FLAGELADOS DO VENTO LESTE
Descrição:

 Editora Ulisseia, Lisboa, 1960. In-8.º de 266-(1) págs.Br. Com falta da sobrecapa editorial. Valorizado pela expressiva dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Neste livro o autor escreve ma narrativa marcada por um neo-realismo de carácter insular, onde  desenvolve um intenso cenário de desolação, o qual promove o desespero e a degradação humana.
José da Cruz, lavrador, e um dos seus filhos, Leandro, pastor transformado em salteador, são as personagens nucleares de duas narrativas que se entrecruzam, traduzindo a impotência dos habitantes da ilha de Santo Antão perante a força dos elementos.

"Aquela tira de carrapato era sinal de trabalho, símbolo de emancipação, na ideia do rapaz. Significava que nele se estava operando a passagem de menino para homem. Na verdade, era o começo da escravização do menino pela terra, sob o disfarce tentador da responsabilidade de homem. Todo o catraio que ajuda o pai no tráfego sério das hortas sente grandeza em ser tratado de igual para igual e em trazer aquele distintivo. Os homens usavam, naturalmente, o cinto para suster as calças, mas também para enfiar a faca. O pai tinha um lato de coiro e um cartuchinho também de coiro – a bainha – para guardar a faca. Os meninos sonham com a bainha de cabedal, emblema de responsabilidade. "Uá! Tu não tens uma faca como eu. Foi nha-pai que deu para eu ajudar ele nos mandados da horta". Então, às escondidas, já picam tabaco de rolo com a faca, e enrolam o seu cigarrinho na palha de milho. Depois enfiam o calção de dril azul ou cotim ou vichi para esconder a vergonha e andarem mais afoitos no meio de raparigas. E aprendem a limpar o suor com as costas das mãos –a princípio por puro espírito de imitação – quando, no fim do dia, empunhando o rabo da enxada, regressam ao terreiro da casa atrás do chefe de família. Porque infância de menino de campo é isto: trocar as mamas da mãe pelo cabo da enxada do pai. Porque o homem do campo não teve infância. Teve luta só, e luta braba. E esperanças e incertezas; a labuta das águas e o drama da estiagem marcados nas faces chupadas e no olhar sério."

 

Preço:45,00€

Referência:12541
Autor:LOPES, Manuel
Título:O GALO CANTOU NA BAÍA ... (e outros contos cabo-verdeanos)
Descrição:

Orion Distribuidora, Lisboa, 1959. In-8º de 220-(2) págs. Brochado. Valorizado pela dedicatória ao poeta José Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Colecção "Hoje e Amanhã". Manuel Lopes é um dos nomes mais destacados da literatura cabo-verdiana. A presente colectânea reúne alguns dos melhores contos do autor. Com os seus personagens de vigorosa personalidade, vivendo enredos de forte carga simbólica, relatados numa linguagem simultaneamente densa e subtil, estes contos de Manuel Lopes proporcionam ao leitor uma forte emoção. O primeiro deles, «Galo Cantou na Baía», publicado pela primeira vez em 1936, marca, na opinião de Russel Hamilton, o nascimento da moderna prosa narrativa de Cabo Verde.

Preço:40,00€

Referência:12540
Autor:LOPES, Manuel
Título:CHUVA BRABA (Novela Cabo-Verdiana)
Descrição:

Instituto de Cultura e Fomento de Cabo Verde, Lisboa, 1956. In-8º de 310-(6) págs. Br. Capa e ilustrações do Autor. .

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Primeira e muito invulgar edição de um dos mais importantes livros de Manuel Lopes, um dos principais representantes da literatura cabo-verdiana, distinguido com o prémio Fernão Mendes Pinto.
O autor foi um dos principais representantes da literatura cabo-verdiana, tendo fundado e dirigido a revista "Claridade", onde está arquivada grande parte da sua produção literária.
É um  romance composto por vinte capítulos que por sua vez, estão subdivididos em duas partes. A primeira compreende treze capítulos e a segunda quatro.
O enredo é um hino a caboverdianidade de desassossegos e de esperanças, de partidas e de regressos que giram em torno das personagens centrais da obra em análise, nhô Joquinha e Mané Quim, o seu afilhado.


"Porto Novo é vila de futuro, dizem. Uma estrada paralela à praia corta-a ao meio; é a rua principal. No seu portinho aberto de mar picado balançam, quase sempre, um ou dois faluchos vindos de S. Vicente. O comércio progride. As lojas são providas de toda a sorte de bugigangas. Têm fazendas medidas a jardas, lenços de cores berrantes, mercearia, quinquilharias, têm espelhinhos, jóias artificiais, barros de Boa Vista para todos os usos, alfaias, panelas, caldeirões de ferro de três pés, têm tudo. A clientela é vasta, quase a terça parte da população dos campos da ilha cai ali. Trazem produtos agrícolas, trocam ou vendem, invadem as lojas. Deixam os nomes nos livros de conta-corrente; pagam prestações. Há empréstimos, dívidas, hipotecas, juros astronómicos. Fornecedores de frescos à navegação do Porto Grande, vendedores e vendedeiras do mercado de S. Vicente vão ali adquirir frutas, galinhas, ovos, hortaliças, por baixo preço. Contrabandistas de aguardente pululam. Até a hora da debandada das tropas de burricos, dos homens e mulheres de campo, ao meio-dia ou uma hora da tarde, a estrada enche-se movimento e gritos num vaivém de feira ambulante, canastras, frutas, lenha, gado. Os faluchos zarpam ajoujados. S. Vicente devora tudo, pede mais. Uma vela branca e oblíqua cruza com outra no  meio do canal. À tarde Porto Novo é uma vila morta."

Preço:45,00€

Referência:13537
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:GAMA poema narrativo
Descrição:

Na Impressão Regia, Lisboa, 1811. In-8.º de XV-266 págs. Encadernação coeva inteira em pele e dizeres a ouro em rótulo de pele vermelha na lombada.

PRIMEIRA E ÚNICA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira versão do poema Oriente de de Agostinho de Macedo onde ele tentou  corrigir aquilo que considerava errado em «Os Lusíadas», de Camões, e de fazer justiça aos heróis que Camões não tinha exaltado.

Inocêncio: “Foi editor o livreiro Desiderio Marques Leitão. - O poema é dedicado a Ricardo Raymundo Nogueira, então membro da regencia do reino: consta de dez cantos, com 787 oitavas, e é precedido de uma de pindarica em louvor de Camões, a qual se não encontra noutra parte. D’este Gama refundido, e accrescentado com dous novos cantos, é que se formou o Oriente.”

Preço:60,00€

Referência:13535
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:A LYRA ANACREONTICA; Á Illustrissima SenhoraD. M. C. D. V.
Descrição:

Na Impressão Regia, Lisboa, 1819. In-8º de de 192 págs. Encadernação coeva inteira de pele mosqueada com dizeres a ouro sibre rótulo de pele vermelha na lombada.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição, muito invulgar de uma das mais  apreciadas obras de José Agostinho de Macedo.
Contém cento e uma odes anacreonticas, precedidas de uma epístola dedicatória em versos hendecasyllabos.
Nas "Memorias para a vida intima de José Agostinho de Macedo", Inocêncio refere-se que Agostinho de Macedo manteve assidua relação com D. Joanna Thomasia de Brito Lobo, freira do mosteiro de Odivelas, “fazendo por seu respeito amiudadas visitas áquelle convento. (...)  Era esta dama, ao que parece, dotada de alguma instrucção e apaixonada das lettras; José Agostinho dedicou-lhe as suas  Cartas philosophicas a Attico, impressas em 1815 (...) Estes amores tiveram seu termo em 1818; e não deixa de ser curioso o modo como finalisaram. A religiosa de quem temos fallado, entretinha correspondencia epistolar com outra da mesma ordem (...), chamada D. Maria Candida do Valle e n’uma das sortidas que José Agostinho fazia a Odivellas, D. Joanna lhe fez ver uma carta mui discreta, que pouco antes recebera d’aquella sua amiga. O padre agradou-se tanto da linguagem  e estylo d’aquella missiva, que pediu in continenti, permissão de ser elle quem fizesse a resposta. Foi satisfeito o seu desejo e parece que por mais tempo continuou a servir de secretario na correspondencia das duas damas. Porém como a tal D. Maria Candida viesse a Lisboa, José Agostinho sollicitou ter  com ella uma entrevista. Não sabemos o que passaram, porém o certo é que D. Joanna foi desde logo abandonada tendo de ceder o campo á sua rival. Cumpre notar que José Agostinho contava então 59 annos e D. Maria passava dos 38; foram taes os atractivos que elle encontrou n’esta nova conquista  e com tal fervor se entregou á sua paixão, que em tres dias compoz (apesar das cans que lhe alvejavam a fronte), cem Odes anacreonticas, em louvor da sua bella, as quaes deu á luz no anno de 1819, sob o titulo de Lyra Anacreontica ”.

Preço:75,00€

Referência:13517
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:A MEDITAÇÃO junto com NEWTON
Descrição:

Typ de Francisco Pereira d'Azevedo, Porto, 1854. Dois tomos de 270 e 169 págs encadernados juntos num só volume. Encadernação coeva em pele castanha meia inglesa com dizeres a ouro na lombada. Pequena vinheta de número de ordem de biblioetac particular na lombada.

Observações:

Dois poemas de inspiração filosófica de José Agostinho de Macedo.

A Meditação, poema em quatro cantos que segundo Innocêncio no seu livro "Vida e Obra de José Agostinho de Macedo" transcrevendo um juízo de Costa e Silva afirma: "De  todas as obras de José Agostinho a mais importante é a Meditação. Este poema lhe levou longos annos de trabalho e de desvelo, refundindo-o e corrigindo-o muitas vezes, e mudando-lhe o titulo, antes de o dar á luz."

 

Newton, Esta edição encerra o "Discurso Preliminar. A Fisica, ou alguma de suas
partes, he, ou póde ser digna materia da poezia sublime?"

 

Preço:95,00€

Referência:13516
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:A NATUREZA
Descrição:

Typographia de Francisco Pereira De Azevedo, Porto, 1854. In-8º de 363 págs. Encadernação coeva meia inglesa em pele castanha com dizeres a ouro na lombada. Pequena vinheta de núemro de ordem de biblioteca particular na lombada.

Observações:

"Tomei para objecto d'este poema a descripção das maravilhas da Natureza.(...) o compasso frigidissimo das estereis, e infecundas regras, com que nos opprimem alguns pedantes, não tem aqui lugar."

Preço:65,00€

Referência:13514
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:AS PATEADAS DE THEATRO INVESTIGADAS NA SUA ORIGEM; E CAUSAS junto com A IMPOSTURA CASTIGADA junto com O SEBASTIANISTA DESENGANADO À SUA CUSTA junto com D, LÍZ DE ATHAIDE OU A TOMADA DE DABUL junto com BRANCA DE ROSSIS
Descrição:

Na Impressão Régia, Lisboa, 1812.In-8º de 132 págs. Junto com: A impostura castigada, comedia em tres actos; composta em 1812 por J. A. D. M. Lisboa : Na Imprensa Nacional, Lisboa, 1822. In-8º de 56 págs. Junto com: O Sebastianista desenganado á sua custa. Comedia composta por José Agostinho de Macedo. Representada oito vezes sucessivas no Theatro da Rua dos Condes,  Na Imprensa Nacional, Lisboa, 1823. In-8º de 56 págs. Junto com: D. Luiz d'Athaide ou a tomada de Dabul. Drama heroico. O assumpto he tirado da Asia Portugueza de Manoel de Faria e Sousa. Tom. II. Parte III. &c. por J. A. de M. Na Imprensa Nacional,  Lisboa, 1823. In-8º de 72 págs. Junto com: Branca de Rossis. Tragedia. Na Impressão Régia, Lisboa, 1819.In-8º de 93-(3) págs. Encadernação  recente em papel marmoreado com rótulo na lombada. Assinatura de posse no rosto. Exemplar em razoável estado de conservação.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Reunião num volume só de várias obras de josé Agostinho de Macedo relacionadas com teatro. Na introdução à primeira obra  “Pateada he hum movimento espontaneo de pés, bordões, cacheiras, taboas, assobios, feito na Platéa  elos  Senhores espectadores,  de  que  resulta  huma  assoada,  açogaria,  marinada,  e  ingrezia  confusa dada nas bochechas aos cómicos, para se lhes dizer com toda a civilidade, que o que estão representando, ou acabão de representar, he huma completa parvoice, huma manifesta pouca vergonha, ou hum solemne destempero.” Esta é a definição que o autor dá na «Carta, que serve de Introducção» aos VIII  capítulos da obra, onde ele dá exemplos práticos oriundos do teatro da época.

Seguem-se quatro peças de teatro, comédias e tragédias, escritas pelo autor:  A impostura castigada, comedia em tres actos; O Sebastianista desenganado á sua custa. Comedia composta por José Agostinho de Macedo. Representada oito vezes sucessivas no Theatro da Rua dos Condes; D. Luiz d'Athaide ou a tomada de Dabul. Drama heroico. O assumpto he tirado da Asia Portugueza de Manoel de Faria e Sousa e  Branca de Rossis. Tragedia.

Preço:75,00€

Referência:13510
Autor:MACEDO, José Agostinho de
Título:CARTAS FILOSOFICAS A ATTICO por...
Descrição:

Na Impressão Regia, Lisboa, 1815. In-8.º de 240 págs (As duas últimas páginas estão numeradas com o nº 239 e 240). Encadernação inteira de pele (com sinais de ressequimento) decorada com dizeres e florões a ouro sobre rótulo de pele vermelha na lombada. Pequena assinatura de posse no frontispício. Corte das folhas carminadas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra onde Agostinho de Macedo aborda temas políticos, sociais, religiosos, culturais e económicos.
Encerra os seguintes capítulos: I. Sobre os bens da Fortuna; II. Sobre o Suicidio; III. Sobre a Filosofia de Mendelson; IV. Sobre o Bello; V. Sobre a Exageração dos males da Sociedade; VI e VII. Sobre o Sublime; VIII e IX. Sobre o ser a ignorancia mais conducente para a felicidade do que a Sciencia, (Sustenta-se este paradoxo); X. Sobre o modo de ser eloquente; XI. Sobre o Estylo, etc.; XII. Sobre as Bellas Artes; XIII. Sobre a Poesia em relação com a Musica; XIV. Sobre o Desterro; XV e XVI. Sobre o Patriotismo; XVII. Sobre o assumpto de que a maior Bibliotheca não he mais que hum só Livro (Sustenta-se este Paradoxo); XVIII. Sobre o assumpto das Cartas; XIX. Sobre ser o homem o objecto mais ignorado pelo mesmo homem; XX. Sobre Seneca e Young serem dois Escriptores prejudiciaes; XXI. Sobre não haver Sciencia sem a Sciencia moral; XXII. Sobre as operações do entendimento; XXIII. Sobre o Genio; XXIV. Sobre o Gosto; XXV. Sobre a Indifferença, etc.: XXVI. Sobre as inclinações fysicas e espirituaes; XXVII. Sobre os poucos conhecimentos do homem.

Este livro tem uma extensa dedicatória a uma religiosa Cisterciense do Mosteiro de Odivelas, D. Joana Tomásia de Brito Lobo de Sampaio.
Segundo Inocêncio nas  "Memorias para a vida intima de José Agostinho de Macedo": "Já dissemos no XIX d'este capitulo, como José Agostinho de Macedo vivera por algum tempo ligado em intimo trato com a actriz 'Maria Ignacia da Luz', porém este commercio amoroso em breve arrefeceu como era de esperar e José Agostinho voltando-se rapidamente do theatro para o claustro, depressa se lhe deparou para substituir a actriz uma religiosa do mosteiro de Odivellas, por nome 'D. Joanna Thomasia de Brito Lobo de Sampaio' a qual durante annos foi cortejada com assiduidade, fazendo por seu respeito amiudadas visitas àquelle convento. Estas deram azo a que se divulgasse o segredo, e a que seus inimigos tirassem d'ahi assumpto para motejos e zombarias. Era esta dama, ao que parece, dotada de alguma instrucção e apaixonada das lettras: José Agostinho de Macedo dedicou-lha as suas 'Cartas Philosophicas a Attico', em 1815, bem como a traducção de uma pequena novella com o titulo de 'Arrependimento premiado', que sahiu anonyma em 1818. Se tivesemos de dar credito aos elogios e louvores de que são tecidas as dedicatorias que precedem estas duas producções, teriamos que collocar tal senhora, quando menos, a par de Mad. de Sevigné, Dacier ou Staël; porém José Agostinho, encarecia em todas as suas cousas e assim como não sabia fazer uso dos doestos e das satyras individuaes, tambem não podia louvar senão adulando aquelles a quem procurava engrandecer, tecendo-lhas os mais encomiasticos e hyperbolicos panegyricos, rescendentes de podres incensos e malbaratadas lisonjas."

Preço:60,00€

Referência:13570
Autor:MACHADO, Fr. José
Título:NOVO MESTRE PERIODIQUEIRO, ou dialogo de hum sebastianista, hum doutor, e hum ermitão , sobre o modo de ganhar dinheiro no tempo presente.
Descrição:

Na Imprensa de Galhardo, Lisboa, 1821. In-8º de 38 págs. Encadernação moderna em papel marmoreado. Ostenta um pequeno autocolante de biblioteca particular.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Opúsculo polémico que atacava as ideias de liberdade da época. Nele o autor defendia os estabelecimentos antigos, as ordens religiosas e mesmo a Inquisição. Foi o primeiro de uma série de opúsculos.

Preço:45,00€

Referência:12407
Autor:MARTINS, Bastos
Título:TEMPO DE FALAR - DIÁRIO DA INVASÃO A GOA
Descrição:

Edição do autor, s/l, 1961. In-8.º de 90 págs. Br. Edição a stencil.

Obra RARA e polémica.

Observações:

Depoimento de alguém que  viveu a queda de Goa e esteve quase um mês a bordo de um navio que acabaria por levá-lo, a ele e a mais compatriotas portugueses, até Karachi.

"(...) Recordo os dias que acabo de viver.

Os goeses andavam perplexos por não terem uma directiva do Governador-Geral acerca do que deveriam fazer quando a invasão começasse. Directiva única: “Ficaremos aqui, mesmo debaixo da terra”.

É inútil comentar esta directiva balofa e inútil, que cheira a jantares de homenagem e a discursos de velhotes numa academia de história.

Que instruções receberam os goeses acerca do que deveriam fazer para defender as suas terras, os seus lares, os seus bens?

Nenhumas. Não vale a pena sofismar, a resposta é só uma: nenhumas.

Queriam instruções – deram-lhes discursos. Se os indianos invadissem, que fazer? Fugir? Atirar-lhes pedras? Fazer-lhes os discursos que já sabiam de cor? Cruzar os braços? ...

A verdade é que Sua Excelência esqueceu o povo que tanto lhe serviu para comoventes discursos. Sua Excelência não mandou organizar a tempo a Defesa Civil do Território. Sua Excelência a ninguém deu instruções. Sua Excelência limitou-se a ser Sua Excelência.(...)"

Preço:85,00€

Referência:13778
Autor:MELLO, Pedro Homem de
Título:BODAS VERMELHAS
Descrição:

Editorial Domingos Barreira, Porto, S/d. In- 8º de 171 págs. Br. Capas de brochura empoeiradas e miolo com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Livro de poesia com um prefácio de Júlio Dantas, onde ele afirma que o autor é um “poeta de alta estirpe,
justamente considerado um dos mais representativos cultores do moderno lirismo português”
.
Pedro Homem de Mello foi um dos colaboradores do movimento da revista Presença sendo a sua vastíssima obra poética, eivada de um lirismo puro e pagão.


Escárnio

O meu amor anda em fama.
Mesmo assim lhe quero bem.
Cegueira? Seja o que for!
Os olhos do meu amor
Não os vejo em mais ninguém.

Tentaram deitá-lo à rua,
Mas abri-lhe a minha porta,
E a minha mão, toda nua,
Varreu toda a noite morta.
Porém, mil vozes, medonhas
Como pedaços de lama,
Segredaram-me vergonhas
Do meu amor que anda em fama.

Ai! a dor! - casa florida...
Ai! o amor! - casa cercada.

Há-de-se acabar a vida
Com a última pedrada!..

Preço:22,00€

Referência:13869
Autor:MELO E CASTRO, E. M. de
Título:RESISTÊNCIA DAS PALAVRAS
Descrição:

Plátano Editora, Lisboa, 1975. In-8º oblongo de 91-(5) págs. Br. Integrado  na colecção "Cadernos Sagitário".

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

É metáfora. Todos sabemos que a raiz é metáfora.
Não há raiz alguma nem dentro nem fora da galáxia.
só porque um tronco se penetra em solo ou porque
duas coisas se conectam logo a raiz ressalta. Ou
metáfora lega a sua imagem. Que se as coisas pro-
vêm de outras coiss não é a mão que resulta do
braço nem como o filho se prolonga Pai. A raiz assegura
mas não mais. Está já fora da meta do
ouvido da táctica do tacto do
âmbito da vista. Som. Luz. Pele. Corpo ao corpo
mais.


 

Preço:20,00€

Referência:13502
Autor:MIGUÉIS, José Rodrigues
Título:SAUDADES PARA A DONA GENCIANA
Descrição:

Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1956, In-8º de 32-(4)págs. Br. Desenho de Carlos Botelho.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

«Saudades para Dona Genciana» é uma obra-prima na evocação de ambientes e personagens de uma Lisboa fim-de-século, provinciana, antes de ser transformada pelo progresso.

"Há daquelas mulheres que se diria terem nascido para uma existência sedentária, de intimidade e contemplação, no harém , ou na família querendo Deus. Vistas na rua, ninguém dá por elas: o andar pesado e desgracioso, as formas transbordantes, o vestido antiquado e mau gosto...são como peixes fora de água. Assim era a Dona Genciana: feita para reinar na moldura do serralho ou do lar. Visse-a você ali à janela, na bata de folhos engomados, o cabelo preto todo frisado a papelotes, cotovelos no peitoril , os seios fartos aninhados como pombos nos braços roliços - e não resistiria a admirá-la como todos nós, os do tempo. Sugeria frescuras, grandes lavagens, bochechos de água de Botot, conchegos tépidos, colchões macios , noites regaladas. Vista de perto, não era nova, nem bela, nem elegante. Tinha mesmo o nariz avermelhado e grosso. Mas os seus olhos eram negros e rasgados, a pele alva e fresca, o cabelo abundante. E tinha essa fartura de carnes que, com o ardor dos nossos olhos e as rendas e os folhos, faz o nosso encanto. "Mulher asseada! " ou "Bom colchão". Toda ela irradiava um magnetismo misterioso. absorvente , que valia por todas as belezas. Não havia homem sério, pai de família, polícia cívico ou mesmo simples guarda nocturnoque, ao vê-la não sentisse um respeito invencível, um desejo de cumprimentar, de travar conversa, de falar de coisas inofensivas e familiares, e mesmo confidenciais"

Preço:20,00€

Referência:13203
Autor:MIGUÉIS, José Rodrigues
Título:UMA AVENTURA INQUIETANTE
Descrição:

Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1958. In-8º de 321-(3) págs. Br.  Capa de  Infante do Carmo. Miolo com alguns picos de acidez.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Interessante romance policial que foi publicado  por José Rodrigues Migueis como folhetim no semanário “O diabo” entre 16 de Setembro de 1934 e 12 de Julho de 1936 com o pseudónimo de Ch. Vander Bosch.
Sob um enredo policial o autor denuncia as arbitrariedades da Justiça, revelando ao mesmo tempo a «gastronostalgia» de um expatriado na Bélgica, que só dá valor à Pátria quando se encontra longe dela.

Preço:20,00€

Referência:12928
Autor:MONTE, José Ferreira
Título:PARA QUE TUDO RENASÇA poemas
Descrição:

Edição do autor, Coimbra, 1948. In-8º de 79-(5) págs. Br.Integrado na colecção do "Galo", dada a lume em Coimbra e cuja tiragem foi sempre muito restrita. Capa de brochura com alguns picos de acidez e manchas marginais.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Passadas
hesitadas
na penumbra que freme.

-Nem por isso o andar treme!

Preço:25,00€

Referência:13776
Autor:MORAES, Wenceslau de
Título:Ó-YONÉ E KO-HARU
Descrição:

A «Renascença Portuguesa», Porto, 1923. In-8º de 288 págs. Br. Capas de brochura empoeiradas. Ilustrado em extra-texto com dois retratos.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra que muitos consideram a mais importante de Wenceslau de Moraes que é ao mesmo tempo exemplo de  confissões transpostas e de memórias dolorosas da sua própria vida sentimental.


"Era uma rapariga de Tokushima, de certo modo um vulto popular no bairro Tomidá, onde nasceu, onde cresceu, onde brincou, onde garotou, onde por ultimo certamente namorou; isto, durante vinte e trez anos a seguir – pois não foi mais além a sua existência de  garota – salvo um periodo de trez annos, durante os quaes esteve em Kobe, servindo como creada em minha casa. Vinte e trez annos apenas! Bem posto o nome de Ko-Haru, que nos traz logo á lembrança uma ephemera pseudo-primavera, que surge e passa breve..."

Preço:60,00€

Referência:13333
Autor:MOURÃO-FERREIRA, David
Título:OS QUATRO CANTOS DO TEMPO
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1964. In-8º de 144 págs. Encadernação em sintético com dizeres a ouro nas pastas e na lombada. Sem capas de brochura. Valorizado pela dedicatória ao poeta José Osório de Oliveira.

Segunda edição (Primeira edição em Portugal)

Observações:

Terceiro livro de poemas do Autor, cuja edição princeps foi primeiro impressa no Brasil.

Soneto do Cativo

Se é sem dúvida Amor esta explosão
de tantas sensações contraditórias;
a sórdida mistura das memórias
tão longe da verdade e da invenção;

o espelho deformante; a profusão
de frases insensatas, incensórias;
a cúmplice partilha nas histórias
do que outros dirão ou não dirão;

se é sem dúvida Amor a cobardia
de buscar nos lençóis a mais sombria
razão de encantamento e de desprezo;

não há dúvida, Amor, que te não fujo
e que, por ti, tão cego, surdo e sujo,
tenho vivido eternamente preso!

 

Preço:24,00€

Referência:13214
Autor:MOURÃO-FERREIRA, David
Título:GAIVOTAS EM TERRA – novelas
Descrição:

Editora Ulisseia, Lisboa, 1958. In-8º de 243 págs. Br. Capa de Marcelino Vespeira. Colecção "Atlantida".

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Reúne quatro novelas, entre as quais "E aos Costumes Disse Nada", que esteve na origem do guião para o filme "Sem Sombra de Pecado" de José Fonseca e Costa. Podemos mesmo dizer que se trata de um dos mais importante conjunto de ficções criadas por Mourão-Ferreira (também poeta, dramaturgo, ensaísta).

Da badana:

"Porém a grande revelação de Mourão-Ferreira é o presente livro, a sua primeira obra de ficção, constituída por quatro novelas de ambiente lisboeta — ou melhor: quatro histórias de amor em quatro Lisboas diferentes, quatro épocas diversas, ligadas por algumas personagens comuns e alguns temas afins. A perspectiva do narrador e a consequente estrutura narrativa, essas é que variam em cada uma das novelas, propiciando pontos de vista que completam, situações que se contrastam, atmosferas que se singularizam.”

Preço:35,00€

Referência:12353
Autor:MOURÃO-FERREIRA, David
Título:INFINITO PESSOAL ou A ARTE DE AMAR.
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1962.  In-8º de 49-(3) págs. Br.  Integrado na «Colecção Poesia e Verdade».
Assinatura de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira edição de um dos mais estimados livros de David Mourão- Ferreira, figura fundamental das letras portuguesas das últimas décadas. Este é um dos livros mas raros e procurado desta colecção.

Preço:25,00€

Referência:12852
Autor:NASCIMENTO, Cabral do
Título:CONFIDÊNCIA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa,  s/d. In-8º de 107 págs. Br. Vinheta de Maria Franco. Capa de brochura com algumas picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Livro de poemas deste poeta fortemente marcado pelo Saudosismo.

Natal


Se alguém por mim passou,
O seu caminho foi.
Nenhuma dor me dói;
Neste canto me isolo;
Dá-me tanto consolo
Saber que apenas sou!

Reduz-se tudo a isto:
Suavíssimo perfume
De heliotrópio morto.
Traz-me tanto conforto
Saber que só existo
Aqui, junto do lume!

E o vento que, lá fora,
Deita as folhas em terra,
Não me abala sequer.
Ah, quanto bem encerra
A minha ideia, agora,
De estar num canto, e ser?

 

Preço:19,00€

Referência:12792
Autor:NEGREIROS, José de Almada
Título:PIERROT E ARLEQUIM, personagens de Theatro. Ensaios de dialogo seguidos de commentarios por... com um autoretrato dois figurinos um desenho allusivo e motivo da capas.
Descrição:

 Portugália Editora. Nov. De XXIV. (1924), Lisboa, In-8º 69, [2] págs. Encadernação inteira de marroquin vermelho com dizeres dourados na lombada. Decoração nas seixas. cosnerva capas de brochura. Ligeiro aparo à cabeça.

Observações:

Edição original das mais raras obras do autor. Capa de brochura ilustrada a cores e prata.

Preço:300,00€

Referência:13758
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:EU, COMOVIDO A OESTE
Descrição:

Revista de Portugal, Lisboa, 1940. In-8º de 36-(2)págs.Br. Capas de brochura amarelecidas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Um dos primeiros e mais raros livros de poesia do autor. Sobre ele, Vitorino Nemésio afirmou em 1971 "'Eu Comovido a Oeste está liricamente e como que fenomenologicamente essa minha experiência do mar, a que tudo o que fiz responde. Vejo-o grosso e amargo, ou então muito azul, a perder de vista, barrado de paquetes na horizonte nos verões da guerra de 14, e agora gosto de o reverificar nos vapores caboteiros da Empresa Insulana ‑ Cedros, etc. ‑ passando entre o ilhéu da Graciosa e, perigosamente. a terra, ou levado em lancha baleeira de José Cristiano do cais das Lajes do Pico às Velas de São Jorge, com dois ou três pescadores e uns bigodes de espuma à proa."

Poema 30

Na ave que passou
Recolhi o quê?
Deus a levou.
Minha saudade, não:
Essa
Traz de longe e de anos
Uma palha,
Sinal de triste e de sujo
Que ainda uma lágrima valha,
Lá onde a alma começa.
Assim os cães que muito amam
Voltam a casa do dono.
Que perdidos!
O seu amor vagabundo
Os enrosca naquele sono
Cheio do cabo do mundo.
Triste, me sinto ir
Entre a ave e a saudade,
Sem saber preferir.
Tudo largo de mão!
Creio até que perdi a minha idade
E o instinto e silêncio do meu cão.

Preço:100,00€

Referência:13757
Autor:NEMÉSIO, Vitorino
Título:MAU TEMPO NO CANAL
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, 1944. In-8º de 473-(6) págs. Br. Desenho da capa é de Bernardo Marques. Capas de brochura amarelecida pelo tempo e com alguns picos de acidez. Valorizado pela dedicatória autógrafa muito expressiva.
 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Romance que segundo David Mourão-Ferreira é "A obra romanesca mais complexa, mais variada, mais densa e mais subtil em toda a nossa história literária". Foi publicado em 1944  e retrata a sociedade açoriana, mais concretamente, a sociedade da cidade da Horta. Acima de tudo, é um romance que aborda o isolamento.
Esta obra ganhou o Prémio Ricardo Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa.

" O mundo, aliás, nunca lhe aparecera tão vivo, representado na sua solidão de solteiro pela própria força do silêncio da noite e do esgotamento de um dia gasto à espera daquela mensagem de Margarida que dois meses enchiam de uma necessidade dolente e tornavam cada vez mais longínqua. Mas a própria intensidade e uso desse desejo criava em João Garcia um começo de palpitação daquilo por que esperava, como se a carta fosse o seu próprio cérebro excitado, e as sombra do fundo do quarto, o guarda-fato de espelho, o cubículo que lhe servia de escritório abafado em veludos puídos e me laçarotes encarnados derivassem da projecção do papel em que Margarida lhe escrevesse."

 

Preço:250,00€

Referência:13885
Autor:O'NEILL, Alexandre
Título:AS ANDORINHAS NÃO TÊM RESTAURANTES
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1970. In-8º de 89-(7) págs. Br Capa de brochura ligeiramente envelhecida. Inserido nao colecção "Cadernos de Poesia" com o nº 7.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

Conjunto de crónicas de Alexandre O'Neill previamente publicadas em jornais.

 

da Contracapa:

As primeiras prosas de um poeta.

Preço:25,00€

Referência:13320
Autor:OSÓRIO, Cochat
Título:CALEMA poemas
Descrição:

Livraria Lello, Luanda,1956. In-4.º de 162-(2) págs. Br. Capa de Israel de Macedo. Valorizado pela dedicatória autógrafa. Cadernos por abrir.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeiro livro de Cochat Osório, autor que   Gerard Moser e Manuel Ferreira no seu estudo "Bibliografia das Literaturas de Expressão Portuguesa" consideram, juntamente com Agostinho Neto e Maurício Gomes de Almeida, como os percursores duma nova fase da literatura angolana. 

Preço:18,00€

Referência:13497
Autor:PACHECO, Luiz
Título:EXERCÍCIOS DE ESTILO
Descrição:

Editorial Estampa, Lisboa, 1971.In-8º de 252-(2) págs. Br. Capas de brochura cansadas com marcas profundas de manuseamento nas charneiras. Integrado na colecção Novas Direcções.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Compilação de textos de Luiz Pacheco onde se incluem escritos como: O teodolito, os namorados, comunidade, o que é o neo-abjeccionismo, o caso das criancinhas desaparecidas, entre muitos outros.

 

 

Chamo-me Luiz José Machado Gomes Guerreiro Pacheco, ou só Luiz Pacheco, se preferem. Tenho trinta e sete anos, casado, lisboeta, português. Estou na cama de uma camarata, a seis paus a dormida. É asseado, mas não recebo visitas. Também não me apetece fazer visitas. A Ninguém. Estou bastante só. Perdi muito. Perdi quase tudo.

Perdi mãe e perdi pai, que estão no cemitério de Bucelas. Perdi três filhos – a Maria Luísa, o João Miguel, o Fernando António –, que estão vivos, mas me desprezam (e eu dou-lhes razão). Perdi amigos. Perdi o Lisboa; a mulher, a Amada, nunca mais a vi. Perdi os meus livros todos! Perdi muito tempo, já. Se querem saber mais, perdi o gosto da virilidade; se querem saber tudo, perdi a honra. Roubei. Sou o que se chama, na mais profunda baixeza da palavra, um desgraçado. Sou, e sei que sou.

Mas, alto lá! sou um tipo livre, intensamente livre, livre até ser libertino (que é uma forma real e corporal de liberdade), livre até à abjecção, que é o resultado de querer ser livre em português.

Preço:30,00€

Referência:13401
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:JESUS E PAN
Descrição:

Livraria Editora José Figueirinhas Junior, Porto, 1903. In-8º de 67-(1)págs. Br. Capa de brochura com alguns elementos florais. Folhas cosidas e lombada a precisar de restauro. Com uma dedicatória do editor.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Um dos primeiros livros do autor e onde aborda o Cristianismo e o Paganismo.

 

Ó tristeza do mundo em tardes outomnaes!
Longinqua dôr beijando-nos o rôsto…
Crepusculo esfumado em intimo desgôsto,
Bôca da noite acêsa em frios ais…
Aparição soturna, vaga imagem
Do mêdo e do misterio…
Que solidão escura na paisagem!
Tem phantasmas e cruzes,
Tem ciprestes ao vento e moribundas luzes,
Como se fosse um grande cemiterio.

Preço:60,00€

Referência:13400
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:VIDA ETHEREA
Descrição:

F. França Amado Editor, Coimbra, 1906. In-4º de 192 págs. Br. Capas de brochura de notória influência Art Nouveau mas algo cansadas. Cuidada apresentação gráfica. Alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

 

Observações:

Livro de Teixeira de Pascoaes que é considerado um dos seus livros mais líricos onde  podemos ver influências da poesia do sec XIX, de Almeida Garret, Antero de Quental e Guerra Junqueiro.
 

Preço:75,00€

Referência:13181
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:AS SOMBRAS
Descrição:

Livraria Ferreira, Lisboa, 1907.In-8º de 210-(1) págs. Encadernação meia inglesa com dizeres a ouro na lombada. Sem capas de Brochura. Picos de acidez no miolo.


PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.

Observações:

Primeira edição deste livro de Pascoaes que neste livro segundo Tomaz Ribas,  "(...) atinge alguns dos mais altos momentos de toda a nossa poesia (...)".

Preço:32,00€

Referência:12264
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:MARÁNOS
Descrição:

Magalhães & Moniz, Porto, 1911. In-8º de 298(4)págs. Br. Encadernação meia francesa com dizeres e florões a ouro em casas fechadas na lombada. Conserva capas de brochura e ligeiro aparo marginal. Ocasionais picos de humidade.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

MUITO RARO.

Observações:


Obra paradigmática do Saudosismo, Marânus é um longo poema, de estrutura épico-dramática, que se oferece, ao longo da sua estrutura de "romance em verso" protagonizado por personagens de carácter mítico ou lendário situado "no cenário entre duriense e transmontano, e lavada atmosfera bucólica do Marão (...)".
 

Preço:140,00€

Referência:12166
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:ÚLTIMOS VERSOS
Descrição:

Centro Bibliográfico. Lisboa. 1953. In-8.º de 90-(2)págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez. Integrado na colecção «Cancioneiro Geral».

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra publicada postumamente e destinada pelo autor a ser integrado na colecção "Cancioneiro Geral".

O Crime

Quem não é filho de Caim?
Abel não deixou filhos.
Mas, em Caim, havia Abel.
E somos todos
A vítima e o carrasco
No mesmo ser...
A criatura e o criador
Na mesma fera,
O pecado e o remorso
No mesmo Deus.


 

Preço:30,00€

Referência:12165
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:SENHORA DA NOITE
Descrição:

Magalhães & Moniz Editores, Porto, 1909. In-8º de 54 págs. Br.  Capa de brochura com um pequeno autocolante na parte superior. Lombada um bocado danificada.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

 Canção Final


Aí vem a noite velhinha,
Erma sombra entrevadinha,
Mal pode andar, de cansada.

Já o dia se avizinha,
Já desponta a Madrugada…

E a noite, triste e sozinha,
Tão pálida e fatigada
Da sua longa jornada,
Deita-se e dorme…E a Alvorada
É o sono bom da Noitinha…

E a Noite dorme quentinha,
Na cama que lhe foi dada…

Dorme, dorme, sossegada,
Noite de Deus, sombra minha,
Que o teu sono é madrugada...

Ó erma noite velhinha
Dorme e sonha descansada…

Preço:45,00€

Referência:12163
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:O EMPECIDO Novela
Descrição:

Edição da Gazeta do Bibliófilo, Porto, 1950. In. 8º de 311-(3) págs. Br.  Primeira edição, limitada a 1000 exemplares numerados e autenticados com a chancela do autor. Ocasionais e insignificantes picos de humidade.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Uma das últimas obras publicadas pelo autor e que é um perfeito exemplo da  teluricidade  e  do  misticismo  da sua visão do mundo e da vida.

“Este livrinho inicia uma nova fase da minha obra literária. A novela é terreno que eu trilho pela primeira
vez”

 

 

Preço:30,00€

Referência:12162
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:O ESPÍRITO LUSITANO OU O SAUDOSISMO
Descrição:

Edição da Renascença Portuguesa, Porto, 1912. In-4.º de 20 págs. Br. Pequena assinatura de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

MUITO RARO

Observações:

Transcrição da comunicação de Teixeira de Pascoaes durante uma "Conferência da "Renascença Portuguesa" realisada no Ateneu Comercial do Porto, na noite de 23 de Maio de 1912"

 

"Vê-se  que  chegou  o  momento  de  Portugal  reconquistar  a  sua  independência  moral, tornando  a  vivêr  pelo  espírito  e  não  pela  matéria  o  que  é  só  próprio  dos  povos  decadentes".

(...)

As nações pequenas só podem opor às tendências absorventes das grandes nações, como defesa da sua independência, o caracter, a originalidade do seu espirito ativo e criador a autonomia moral.
Ora, a nossa Pátria possui felizmente essas qualidades que se ergueram, outrora, quais sentinelas invencíveis, ao longo das nossas fronteiras, e se espalharam depois através dos vastos mares e das longes terras. O que é preciso, antes de tudo, o que é urgentíssimo, é ressuscitá-las, para que readquiram a perdida atividade.”

 

Preço:180,00€

Referência:12161
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:CÂNTICOS
Descrição:

Empresa Industrial Gráfica do Porto, Porto, s.d (1925). In-8.º de 122-(1) págs. Br. Pequena assinatura de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

A Máscara


Esta luz animada e desprendida
Duma longínqua estrela misteriosa
Que, vindo reflectir-se em nosso rosto,
Acende nele estranha claridade;
Esta lâmpada oculta, em nossa máscara
Tornada transparente e radiante
De alegria, de dor ou desespero
E de outros sentimentos emanados
Do coração dum anjo ou dum demónio;
Este retrato ideal e verdadeiro,
Composto de alma e corpo e de que somos
A trágica moldura, errando à sorte,
E ela, é ela, a nossa aparição,
Feita de estrelas, sombras, ventanias
E séculos sem fim, surgindo, enfim,
Cá fora, sobre a Terra, à luz do Sol.

Preço:40,00€

Referência:13895
Autor:PEPETELA
Título:O CÃO E OS CALUANDAS
Descrição:

Publicações D. Quixote, Lisboa, 1985. In-8º de 191-(3) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Novela escrita entre os anos de 1978 e 1982 e que é é o testemunho do autor às  mudanças da sociedade angolana após a independência em 1975. A obra é construída como um "puzzle" de narrativas, situações e estilos e acompanha as andanças do cão pastor-alemão, Lucarpa, pela cidade de Luanda e entre seus habitantes.Através de do olhar de um cão somos levados por uma vasta gama de comportamentos  sociais, profissionais, familiares  e  políticos. É  uma crítica tanto aos burocratas, como aos carreiristas políticos, aos pseudo-intelectuais, às prostitutas, aos operários alienados, etc

Preço:12,00€

Referência:12292
Autor:PEPETELA
Título:YAKA
Descrição:

União dos Escritores Angolanos, Rio Tinto, 1988. In-8º de 395 págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

É um livro sobre a história da colonização em Angola e, simultaneamente a história da luta pela queda dessa colonização. Uma saga sobre cem anos da história do país vistos através da evolução de uma família e do seu percurso por Angola. Pepetela acompanha a vida de personagens idos de Portugal para Angola no século XIX, com personagens idos do Brasil, essencialmente deportados, e pessoas descontentes com descontentes com a independência do Brasil. A história vai até à independência de Angola em 1975. Termina em Benguela.

Na última geração, como foi comum a muitas famílias há histórias de vidas com opções diferentes dentro dos diferentes partidos angolanos. Toda a história é acompanhada por Yaka, a estátua que acompanha toda a história da família e que no fim é entendida na sua mensagem pelo último dos membros da família.

"Nesse livro eu pretendia mostrar uma vertente europeia na cultura que existe nas cidades da costa angolana. Há a intenção de dizer que há um legado cultural da colonização. Custou-me muito escrevê-lo porque eu estava demasiado amarrado á história. É um livro onde acredito não hajam muitos erros históricos."

Preço:28,00€

Referência:12294
Autor:PEREIRA, Helder Moura
Título:MERCURIO
Descrição:

Frenesi, Lisboa, 1987. In-8º de 20 págs. Br.  Capa com serigrafia de António Inverno de um pormenor de uma gravura de Escher.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
 

Observações:

O comboio trazia
mercadorias e pessoas.
O comboio levava
um vazio: passava rente
ao meu rio e nao
me levava

 

Preço:20,00€

Referência:13694
Autor:PESSOA, Fernando ; SOARES, Bernardo
Título:O LIVRO DO DESASSOSSEGO I e II
Descrição:

Ática, Lisboa, 1982.In-8º de 321 e 287 págs. Br. Algumas anotações a caneta.Ilustrado com um fac-simíle desdobrável de uma página escrita por Fernando Pessoa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

 

Observações:

Edição “princeps” do Livro do Desassossego com recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha e  prefácio e organização de Jacinto do Prado Coelho. O livro encerra no total 520 fragmentos, a que juntam seis poemas de Bernardo Soares, e a ordenação dos textos obedece a “manchas temáticas, sem vedações a separá-las”.

 Como afirma Jacinto do Prado Coelho no Prefácio:
"Trata-se, claro, duma proposta de leitura apresentada a título pessoal, que de nenhum modo ambiciona ser exclusiva ou se pretende ‘a melhor’. (...) Prevejo que novas edições, diferentemente planeadas, tragam outras propostas não menos aceitáveis”

Preço:45,00€

Referência:12707
Autor:PESTANA JUNIOR
Título:D. CRISTÓBAL COLOM OU SYMAM PALHA NA HISTÓRIA E NA CABALA
Descrição:

Imprensa Lucas & C.ª, Lisboa, 1928. In-8.º de CLXXV-134-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra muito curiosa onde o autor pretende demonstrar por uma complexa interpretação da assinatura de Colombo que o Almirante, sendo português, é, na realidade, Simão Palha.

Encerra os seguintes capítulos: A hipótese catalã, Uma Moniz da Piedade, Entre Roma e Tordesilhas, A Toleta de Marteloio, O Tarda-Madruga, O Vínculo de Benavilla, A Arte Heráldica na Armaria de Colombo, Atravéz das Crónicas, A Expedição Luso-Dinamarquesa, etc...

Preço:28,00€

Referência:13367
Autor:PIMENTEL, Alberto
Título:O CAPOTE DO SNR. BRAZ
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Porto, 1877. In-8.º de XVI-225-(1) págs. Br. Cadernos por abrir.

Observações:

Compilação de crónicas, artigos e folhetins anteriormente publicados no "Diário de Notícias" por este autor contemporâneo de Camilo Castelo Branco.

"O titulo d'este livro é exactamente como esse  mysterioso capote, porque, por detraz d'elle, estão  os mais variados assumptos, as mais oppostas narrativas, que todavia podem constituir um volume como essas mil pequenas coisas, differentes umas  das outras, de que o próprio Braz era portador iam certamente constituir um jantarinho de velho celibatário."

 

Preço:30,00€

Referência:12592
Autor:PIMENTEL, Alberto
Título:CANTARES
Descrição:

Typ. Editora de Mattos Moreira & Comp.ª, Lisboa, 1875. In. 8.º de XX-209-(3) págs. Br. Conserva as capas de brochura. Por abrir. Lombada com insignificantes defeitos.
 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Livro de poemas de Alberto Pimentel que inclui uma carta-prólogo do Sr. Conselheiro Thomaz Ribeiro que ocupa as primeiras 15 páginas.


Infancia, como és ruidosa
como me lembro de ti!
nao passas pelos caminhos
sem que ponhas medo aos ninhos
e sem dizer: "vou aqui!"

Velhice como és calada!
que dó que tenho de ti
nem te ouvira o cao receioso,
se o teu bordao vagaroso
nao dissesse: "vou aqui!"

Preço:25,00€

Referência:12588
Autor:PIMENTEL, Alberto
Título:O PORTO NA BERLINDAMemórias d'uma Família Portuense.
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Porto, 1894. In- 8º de XXVI-281 págs. Brochado com insignificantes defeitos na capa dada a fraca qualidade do papel. BOM EXEMPLAR.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra muito curiosa sobre o Porto, onde o autor nos fala das pessoas, das paisagens, dos monumentos, etc. e na  parte final,"Memórias d'uma família Portuense", revela notas íntimas sobre sua própria família. Com numerosas trancrições de Camilo, Ramalho Ortigão, Herculano, Arnaldo Gama, Castilho, Garrett, etc.

"Não é precisamente n'uma cidade de, província, e numa cidade essencialmente comercial como o Porto, que se pode encontrar, devidamente equipada, toda essa grande legião de artistas, de diletanti, de ociosos, de parvenus, de grandes damas, de fidalgos, de titulares, de burocratas, de mundanas e de rufiões, que, nas capitais, constituem a assistência habitual dos espectáculos de ópera. Basta a corte - iman de todas as vaidades - para dar brilho a S. Carlos, porque a corte arrasta consigo todo o mundo official e todo o mundo officioso, que vaidosamente borboleteia em torno d'ella.[ ... ] S. Carlos é uma instituição; S. João é um tour de force.[ ... ] O theatro de S. João, longe de ser uma engrenagem constitucional, representa o esforço da vaidade portuense, que em muitas coisas pretende ombrear com Lisboa."

Preço:50,00€

Referência:12587
Autor:PIMENTEL, Alberto
Título:O PORTO POR FORA E POR DENTRO
Descrição:

Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Porto, 1878. In-8º de. 277-(3) págs. Brochado com as capas de brochura apresentando ligeiras falhas marginais devido à fragilidade da qualidade do papel.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

 

Interessante livro de memórias onde o autor discorre sobre os assuntos mais diversos e em que mais uma vez se manifesta o amor do autor pela cidade do Porto. Aborda temas com a toponímia, as figuras populares e também os escritores portuenses.

" N'um livro que se propõe tratar exclusivamente do Porto, devia de escrever-se por força um pagina destinada a letras e letrados, porque se ha terreno fadado para escriptores é aquelle, se ha torrão ubérrimo de talentos é o d'aquella velha cidade, que nos seus necrologicos inscreve em cada século uma plêiade de nomes que ficam pelas idades a dentro reflectindo auroras sempre-eternas sobre o chão dos cemitérios..."

O livro é dedicado "A Camilo Castelo Branco".

Preço:55,00€

Referência:12836
Autor:PINTO, Manoel Sousa
Título:RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO-O CARICATURISTA. Desenhos escolhidos por Manoel Gustavo Bordallo Pinheiro. Com um estudo de.....
Descrição:

 Livraria Ferreira, Lisboa, 1915. In-fólio de lxxxvii-153 pags. Encadernação meia francesa com dizeres a ouro na lombada. Conserva capas de brochura. Profusamente ilustrado no texto e em extra texto com reproduções de trabalhos de Rafael Bordalo Pinheiro. Obra impressa sobre papel couché.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Primeiro volume da biografia artística de Raphael Bordallo Pinheiro que aborda a sua faceta de caricaturista. Encerra um estudo nas primeira 77 páginas com o seguinte índice: Ao Fundador da dinastia; Primeiras afirmações; do 'Calcanhar de Aquiles' ao 'Binóculo'; das 'Bodas D'Aldeia à Lanterna Mágica'; Bordallo no Brasil; o 'Antonio Maria' e o 'Album das Glórias'; e dos 'Pontos nos ii's' à 'Paródia'.

Preço:90,00€

Referência:12539
Autor:PORTUGAL, José Blanc de
Título:OESPAÇOPROMETIDO
Descrição:

Livraria  Morais  Editora, Lisboa, 1960. In-8.º  de 104-(8) págs.Br. Integrado na colecção "Círculo de poesia". Valorizado pela dedicatória autógrafa aao poeta josé Osório de Oliveira.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Segundo livro de poesia do autor e um dos primeiros livros da colecção «Círculo de Poesia», colecção
que publicou os mais representativos autores da poesia contemporânea portuguesa.


DAR BOM CONSELHO

O conselho é tocar, provar,
Aspirar todos os cheiros do inundo,
Ouvir sempre e ver eternamente,
Abrir as cinco portas; por mais só que estejas
O que entra chega bem para mil vidas.
Depois... é tê-las escancaradas
Pois nada foge e, embora
Saia e entre a cada instante tudo,
É só assim que é possível
Ter e não ter pra sempre tudo.

Casar a pobreza e a riqueza
Viver e morrer mil vezes por segundo
Mudar e ser igual no tempo todo
Cada presente ser
Passado e futuro.

Recusar é deixar;
Conceder tirar;
Tirar é pôr num outro lado;
Pôr é mover;
Mover é fixar num móvel;
Fixar seria
Mudar o futuro.
Esperar é caminhar pra ele.

Preço:43,00€

Referência:12537
Autor:QUADROS, António
Título:VIAGEM DESCONHECIDA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1952. In-8º de 71 págs. Br. Valorizado por uma expressiva dedicatória autógrafa aos poetas José Osório de Oliveira e Raquel Bastos. Capa de brochura e ilustrações extra-texto de Martins Correia.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Poética Contraditória

Não digas o que sabes nos teus versos,
Deixa para trás a ciência e a consciência;
Tudo aquilo que em ti não for ausência
São ideais perdidos, ou submersos.

Abandona-te às vozes que não ouves,
E liberta os teus deuses nos teus dedos;
Não busques os sorrisos, mas os medos,
E o que não for ignoto e só, não louves.

Ser misterioso e triste, é ser poeta:
Mesmo a luz que palpita nos teus cantos.
É uma imagem heroica dos teus prantos.

Percorre o teu caminho até ao fundo,
E com os versos que achaste, aumenta o mundo.
Não sejas um escritor, mas um profeta.

Preço:40,00€

Referência:12621
Autor:QUEIROZ, Eça de
Título:CARTAS DE EÇA DE QUEIROZ
Descrição:

Editorial Aviz, Lisboa, 1945. In-8.º de XV-I-374-(2) págs. Encadernação meia francesa com dizeres a ouro em rótulos de pele. Conserva capas de brochura. Algumas páginas com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO (póstuma).

Observações:

Obra que reune  mais de uma centena de cartas de Eça de Queiroz, dirigidas a Alberto de
Oliveira, António Ennes, Augusto Fabregas,  Augusto Souto, Carlos Mayer, C. Bordalo Pinheiro, Conde de
Arnoso, Conde de Ficalho, Conde de Sabugosa, Duquesa de Palmela, Eduardo Prado, Emídio Navarro,
Eugénio  de  Castro,  João  Penha,  Luis  de  Magalhães,  Manuel  Gaio,  Benedita  de  Castro,  Mariano  Pina,
Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Rodrigues de Freitas, Silva Pinto, Teófilo Braga e Visconde de Pindela.

de uma carta dirigida a Ramalho Ortigão, de Newcastle, 7 de Novembro 1876

"... Que me diz você à nossa Crítica que não teve uma palavra para o Padre Amaro? Que vergonha! - Não tem Você uma Farpa, uma das melhores para lhes rachar os cachaços? - Peço-lhe isso, amigo, escache-os: mesmo para evitar que eu o faça - e que no meu próximo livro escreva um prólogo - com dinamite, fel, salitre e baba de tigre esfomeado..."

Preço:30,00€

Referência:13553
Autor:RATTAZZI, Princesse
Título:PORTUGAL À VOL D’OISEAU. Portuguezes e Portuguezas, seguido das apreciações de Camillo Castello Branco à primeira e segunda edição e da nova carta da princeza aos criticos do seu livro
Descrição:

Typographia Litteraria de C. A. de Moraes, Rio de Janeiro, 1880 In-8º de 296 págs. Encadernação moderna em chagrin preto, meia francesa com dizeres e florões em casas fechadas. Conserva ambas as capas de brochura. BELO EXEMPLAR embora apresente papel ligeiramente acidificado próprio da sua qualidade. PEÇA DE COLECÇÃO

MUITO RARA edição brasileira, a primeira na língua portuguesa.

Observações:

Tradução publicada no Brasil e diferente da edição portuguesa deste polémico livro da princesa rattazzi. Encerra também uma apreciação escrita por Camilo Castelo Branco. Saiu um ano antes da edição portuguesa.

Maria Rattazzi escreveu as memórias das suas estadias em Portugal através de cartas. O livro não agradou à maioria dos intelectuais portugueses dando origem a uma polémica, segundo Inocêncio XVIII, 154:
"QUESTÃO RATTAZZI. - Esteve por differentes vezes em Portugal uma dama estrangeira, de origem italiana ou ingleza, que se apresentou com o título de princeza Rattazzi, dizendo se aparentada com a familia imperial Bonaparte, o que, aliás, segundo consta de informações notorias, as auctoridades francezas não permittiam officialmente. Algumas folhas francezas, hespanholas e italianas tinham falado d'ella a proposito de seus escriptos dados ao prelo, dos seus consorcios e de varios incidentes da sua vida aventurosa. Da ultima vez que se demorou em Lisboa, por 1879, lembrou se ella de escrever um livro de viagem acerca de Portugal: mas, ou por falta de estudo, ou por leviandade, acreditando em esclarecimentos ministrados por pessoas de sua intimidade e de acanhada consciencia quanto aos factos que inculcaram, o certo e que fizeram cair Maria Rattazi em dislates e erros gravissimos, como lhe foi demonstrado. O seu livro, pois, deu margem larga e extensa á publicacão de outras obras de refutação aspera, em que a auctora, apesar do sexo, da idade, do nome aristocratico e da fama de que se fazia cercar, e em que desejava escudár se, padecem duros ataques, sendo os mais vivos, mordazes e acerados os que lhe vibraram sem piedade Camillo Castello Branco e Urbano de Castro, que assignava os seus escriptos sob o pseudonymo Chá Ri Vá Ri."

Preço:125,00€

Referência:13770
Autor:REDOL, Alves
Título:HISTÓRIAS AFLUENTES
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1963. In-8º de 325-(2) págs. Encadernação meia inglesa com dizeres a ouro na lombada. Não conserva capas de brochura.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:


Volume que reune um conjunto de catorze contos agrupados nos seguintes temas: duas histórias
com rapazes
O Castigo e O Mar entre as Mãos; três histórias com raparigasPorque não Hei-de Acreditar na Felicidade?, O Cheiro do Branco e o Pai dos Mortos; quatro histórias curtasEmigram as Andorinhas, A Vendedeira de Figos, Páginas de Testamento e O Rapaz não Gostava das Mãos; cinco histórias de NatalA Viagem à Suiça, Noite Esquecida, Algumas Maneiras de um Homem sem Família Passar a Noite de Natal, A Festa de Natal e A Noite Tranquila.

 

Preço:15,00€

Referência:13361
Autor:REDOL, Alves
Título:FANGA romance
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1943. In-8º  de 353 págs. Br. Miolo com alguns picos de acidez. Com uma pequena assinatura de posse. Capa de Fred Kradolfer.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Um dos livros mais importantes de  Alves Redol, é um exemplo típico do neo-realismo português onde os trabalhadores, sujeitos a brutal exploração, começam a despertar para uma consciência de classe.

"Para vocês, fangueiros dos campos da Golegã, escrevi este livro. Que algum dia o possam ler e rectificar, pois o romance da vossa vida só vocês o poderão escrever."

Preço:25,00€

Referência:13359
Autor:REDOL, Alves
Título:UMA FENDA NA MURALHA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa,  S.d. In-8º de  308-(6) págs. Br. Capa de Octávio Clérigo.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Romance de um dos fundadores do Neo-Realismo cujo ambiente é o de um porto pesqueiro e que relata uma violenta tempestade a bordo de um pequeno barco de pesca.

Da badana:

"Disse Alves Redol que o seu novo romance é ‘um episódio da História Trágico-Marítima dos nosso dias’ e tem razão. Apesar da nossa chamada ‘vocação marítima’, ainda até hoje ninguém se decidira ou tivera a coragem de o descrever com aquela objectividade inexorável que o autor que o autor de Uma Fenda na Muralha pôde condensar nas seguintes e enxutas palavras: ‘uma análise do medo em oito homens diferentes — desde os que dominam aos que são tomados de pânico ‘(...)”

 

Preço:24,00€

Referência:12666
Autor:REDOL, Alves
Título:A FRANÇA, da resistência à renascença.
Descrição:

Editorial Inquérito (e Edições Cosmos). Lisboa. S.d. In-4º de 575 págs. Encadernação editorial com ferros secos, dourados e a côr nas pastas e na lombada em pele. Profusamene ilustrado ao longo do texto, mancha tipográfica capitular com vinhetas tipográficas decorativas e ilustrado também em separado. Charneira com ligeiros sinais de manuseamento.

MAGNÍFICA edição de luxo publicado sob patrocínio moral do Departamento das Relações Culturais do Minsitério dos Negócios Estrangeiros e da União Nacional dos Intelectuais da França.

No prefácio: "... Escrevi este livro sem propósitos literários, julgando que cumpra um dever humano e um dever nacional. O dever nacional estava no exemplo dado por outra gente que, rodeada de todas a sangústias, perdida no meio de destruições sem conta, tolhida pelo espanto dos massacres feitos na sua própria carne, ainda tinha esperança na sua condição e no seu futuro, para se entregar às mais árduas fainas de uma redenção que muitos outros continuavam a tentar diminuir ou a pretender esmagar. Este livro é, pois, acima de tudo, uam expressão da minha confiança no destino nacional e na caminhada dos homens de braços abertos para o futuro - dos homens que guardaram no coração aquela luz que as trevas quiseram apagar no momento mais tragico da história do mundo ...".

Observações:
Preço:55,00€

Referência:13794
Autor:RÉGIO, José
Título:MÚSICA LIGEIRA. Volume póstumo
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1970. In-8º de 105-(7) págs. Br. Capa de João da Câmara Leme.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Volume póstumo de poesia de José Régio organizado por Alberto de Serpa e que foi Prémio Nacional de Poesia 1970 da Secretaria de Estado da Informação e Turismo. O livrro encerra também o texto de Serpa intitulado  “Sobre o último caderno de versos de José Régio”.

 

Viver à beira da morte
No gosto de mais um dia,
Nem eu diria
Que tão pouco me conforte.


Mas para quem
Não tem senão esse pouco,
Seria louco
Perder o pouco que tem.


Gozar o que, sem futuro,
Perdura uns breves instantes,
Não era dantes,
Mas hoje, é o bem que procuro.


Mais uma vez brilha o Sol!
E é de prever que à tardinha
Desponte a Lua, vizinha
Do resplendor do arrebol.


Talvez que a noite comprida
Traga outra manhã, depois.
Um dia e outro, são dois.
Não são dois dias a vida?


Nem eu diria
Que tão pouco me conforte:
Viver à beira da morte
No gosto de mais um dia.

 

 

Preço:15,00€

Referência:13792
Autor:RÉGIO, José
Título:TRÊS ENSAIOS SOBRE ARTE
Descrição:

Portugália Editora, S/L. 1967. In-8º de 170 págs. Br. Capa de brochura de João da Câmara Leme um pouco empoeiradas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Obra que encerra os seguintes ensaios: Em torno da expressão artística; A expressão e o expresso; Vistas sobre o teatro.

"A arte é expressão – tenho pensado; e, naturalmente, escrito ou dito. Ora logo provoca esta afirmação pelo menos duas interrogações:
Que modo, ou género, de expressão?
Expressão … de quê?
Por outras palavras:
Mas toda a expressão será arte?
Mas será arte a expressão seja do que for?
Todos a quem se disser a arte é expressão levantarão, pelo menos, estas questões; (excepto os muito pouco dados a levantar questões). Não julgo fácil responder-lhes; não estou certo de lhes saber responder; mas compreendo que, sem qualquer desenvolvimento, parecerá bem puco dizer da arte que é expressão. Por isso tentarei responder aqui o melhor que puder.
Deverei pedir desculpa de me transcrever, num ensaio em que tento averiguar eu próprio o que penso sobre determinado assunto? Se acha que sim desculpe-me o prezado leitor. Escrevi algures:

"Toda a arte é expressão; e nem o que às vezes chamamos, em arte, sugestão é outra coisa senão expressão subtil. Aquém ou além da expressão, não há arte. Não há arte no gaguejar ou inarticular por que pode exprimir-se (mas não artisticamente) o indivíduo intensamente emocionado, como a não há no silêncio sublime por que pode exprimir-se (mas não artisticamente) o místico em êxtase. Tão-pouco há arte naquela simulação da expressão que é a retórica no sentido depreciativo – deturpado – da palavra."

 

Preço:15,00€

Referência:13791
Autor:RÉGIO, José
Título:DAVAM GRANDES PASSEIOS AOS DOMINGOS
Descrição:

Editorial Inquérito, Lisboa, 1941. In-8º de 79 págs. Br. obra integrada integrada nas "Novelas Inquérito".

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Novela muito estimada de José Régio.


"Grande amor? Um pouco mais devagar.Ao fim de meses em Portalegre e em casa de sua tia Alice, achava Rosa Maria que o primo Fernando era simplesmente a pessoa mais divertida da casa. Ora sê-lo não implicava extraordinárias vantagens pessoais. Todas as outras eram, talvez, mais interessantes;e pela certa mais importantes, ou mais distintas;ou mais sérias... Precisamente por isso; menos divertidas na desautorizada opinião de Rosa Maria. Significará isto que Rosa Maria fosse uma rapariga fútil? Aguardemos os acontecimentos.
O caso é ter cada pessoa da casa um papel que certas conveniências ou circunstâncias lhe haviam distribuído, e cada pessoa desempenhava o mais escrupulosamente possível."

Preço:15,00€

Referência:13762
Autor:RÉGIO, José
Título:HISTÓRIAS DE MULHERES
Descrição:

Livraria Portugália, Porto, s/d. In-8º de 342-(6) págs. Br. Capas de brochura ligeiramente empoeirada. Ilustração da capa de Júlio Resende.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Histórias de Mulheres é uma colectânea de contos da autoria de José Régio, que conforme o próprio título o sugere, aborda um universo dominado pela personagem feminina: as mulheres portuguesa dos anos 30/40 do século XX, época em que a mulher estava relegada acima de tudo ao papel de mãe destinada à educação dos filhos, exímia dona de casa e esposa recatada.
O livro encerra os seguintes contos : "Sorriso Triste","Menina Olímpia e a sua Criada Belarmina", "História de Rosa Brava", "Maria do Ahú", "O Vestido Cor de Fogo" e "Pequena Comédia".

Preço:30,00€

Referência:13389
Autor:RÉGIO, José
Título:EL-REI SEBASTIÃO Poema Espectacular Em Três Actos
Descrição:

Editora Atlântida, Coimbra, 1949. In-8º de 189-(2) págs. Br. Cadernos por abrir. Terceiro volume da colecção "Teatro de José Régio".

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Importante peça de teatro de José Régio sobre D. Sebastião.

SIMÃO – Salve, rei! A doença da tua carne não é senão preservação da tua pureza. A tua incapacidade de rei não é senão apelo do teu verdadeiro Reinado. A tua loucura não é senão entreveres o que não entendes. O teu suicídio não é senão a condição da tua vida
EL-REI - O meu suicídio?!
SIMÃO – O teu glorioso suicídio; o teu suicídio colectivo.

Preço:25,00€

Referência:12791
Autor:RÉGIO, José
Título:AS ENCRUZILHADAS DE DEUS
Descrição:

Edições Presença - Atlântida, Coimbra, 1935. In-4º de 177, [5] págs. Encadernação coeva meia francesa em pele vermelha com dizeres e floreados dourados na lombada. Conserva capas de brochura e corte superior das folhas carminado. Exemplar impecável. BELÍSSIMA EDIÇÃO ilustrada por Júlio.

1ª EDIÇÃO das primeiras obras do autor

Observações:

Capas de brochura ilustradas por Júlio. Ilustrado ao longo do livro em separado.
 

José Régio pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde, a 17 de Setembro de 1901. Licenciado em Letras em Coimbra. Viveu grande parte da sua vida na cidade de Portalegre (de 1928 a 1967), onde foi professor durante mais de 30 anos, no seu Liceu.

Foi possivelmente o único escritor em língua portuguesa a dominar com igual mestria todos os géneros literários: poeta, dramaturgo, romancista, novelista, contista, ensaísta, cronista, jornalista, crítico, autor de diário, memorialista, epistológrafo e historiador da literatura, foi um dos fundadores da revista Presença, da qual foi editor, director e o seu principal animador, desenhador, pintor, e grande coleccionador de arte sacra e popular.

Preço:400,00€

Referência:12449
Autor:RÉGIO, José
Título:A VELHA CASA - AS RAIZES DO FUTURO
Descrição:

Editora Educação Nacional, Porto, 1947. In-8º de 302-(2) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira edição do segundo romance de A Velha Casa, conjunto de romances composto pelos títulos: I - Uma Gota de Sangue; II - As Raízes do Futuro; III - Os Avisos do Destino; IV - As Monstruosidades Vulgares e o V - Vidas são Vidas, (que inclui os rascunhos do VI volume).
Estes romances de José Régio (1901-1969) são considerados a obra em que "o psicologismo e misticismo de Régio parecem evoluir no sentido de um moralismo idealista, e [em que] a confidência romanceada de fundo autobiográfico apresenta um certo ar de apologia contra a crítica neo-realista, ou de doutrinação muito explícita"  

in História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva e Óscar Lopes,

Preço:35,00€

Referência:12457
Autor:REMEDIOS, Mendes dos
Título:PHILOMENA DE S. BOAVENTURA Reimpressa em harmonia com a edição de 1561
Descrição:

Imprensa da Universidade, Coimbra, 1907. In-8º de 39 págs. Br. Capa de brochura com alguns picos de acidez e uma pequena mancha de água marginal.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

"A Philomena é, pois, no seu genero o unico documento que pos-suimos, traduzido, de S. Boaventura. Pertence ao grupo de composições mysticas que tiveram grande acceitação em Portugal, junto de certos escriptores que, se nao davam em brigóes e valentafos, com
larga folha de serviços em Africa, propendiam para os arróbos do lyrismo tresandando aos perfumes do incenso. Nós os portuguéses sempre fómos assim aventureiros, ainda mesmo quando o campo de acçao eram os poucos palmos dum convento."

 

Preço:25,00€

Referência:13688
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:MARIA BENIGNA
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, 1933. In-8º de 285-(2) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Romance de Aquilino Ribeiro que se distingue dos restantes romances pois é uma narrativa inteiramente composta por cartas e diários. A trama é simples: Maria Benigna, uma senhora lisboeta de vinte e sete anos, burguesa, sofre de tédio e solidão e apaixona-se por Adriano Valadares, um escritor de renome, um pouco mais velho e com fama de conquistador.

Preço:30,00€

Referência:12693
Autor:RIBEIRO, Mário de Sampayo
Título:O RETRATO DE DAMIÃO DE GOES POR ALBERTO DÜRER Processo e história de uma atoarda
Descrição:

Instituto Alemão da Universidade de Coimbra, Coimbra,1943. In-8º de 240 págs. Br.Ilustrado em extra-texto com vários fac-similes de retratos de Damião de Góis entre os quais o desenho da Galeria Albertina, de Viena,  e ainda duas fotografias da caveira de Góis. capa de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

 

Observações:

Primorosa investigação sobre os vários retratos de Damião de Gois feitos por Alberto Dürer e também sobre as circunstâncias da sua morte.

Preço:35,00€

Referência:13534
Autor:RODRIGUES DA COSTA, José Daniel
Título:COMBOY DE MENTIRAS vindo do Reino Petista com a fragata verdade encoberta por capitania.
Descrição:

Na Of. de Simão Thaddeo Ferreira, Lisboa, 1801. Um volume com os 24 números de 16 páginas cada num total de 384 págs. Encadernação coeva  inglesa em pele com dizeres a ouro na lombada. Etiqueta de ordem de biblioteca na cabeça da lombada. Guardas em papel marmoreado da época. Ilustrado com vinhetas decorativas xilogravadas.

COLECÇÃO COMPLETA

INVULGAR
 

Observações:

Colecção completa destes folhetos onde o autor faz a reunião de "Poesias, Maximas , Casos , e Avisos de todos os lotes , para satisfazer a vossa curiosidade".

Segundo Inocêncio, Rodrigues da Costa era muito dado ao bom humor e todos aplaudiam "os seus chistes e ditos naturalmente engraçados e satíricos". Faleceu em 1832, pouco depois de ter recebido uma pensão anual de D. Miguel, de quem era partidário. Deixou uma vasta obra, sendo esta uma das mais estimadas. Inoc., IV

Preço:90,00€

Referência:13530
Autor:RODRIGUES DA COSTA, José Daniel
Título:PORTUGAL ENFERMO por vícios, e abusos de ambos os sexos, dedicado ao senhor José Luís Guerner, Cônsul de S. M. Siciliana
Descrição:

Na Impressão Régia, 1819-1820. Dois volumes de in-8º de 69 e 73 págs. Encadernação moderna inteira de pele com dizeres a ouro em rótulo de pele azul na lombada.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Folhetos onde o autor faz uma sátira  ao Portugal do início do século XIX, cuja sociedade o autor considerava viciosa e perdida, entregando-se a festas e a modas importadas do estrangeiro e ao jogo, desprezando tudo o que é português. Depois da sátira em verso, o autor acrescentou algumas charadas, adivinhas e improvisos, que não tendo relação com o tema principal, tinham a  função de avolumar os impressos e divertir dos leitores.


Portugal, Portugal ! Eu te lastimo !
E bem que velho sou ainda me animo
A mostrar-te os defeitos, e os excessos
Dos costumes, que tens já tão avessos
Dos costumes, que tinhas algum dia,
Quando mais reflexão na gente havia.
Tu de estranhas Nações foste envejado;
Hoje faz compaixão teu pobre estado:
Cada vez te vão mais enfraquecendo,
Todo o brilho, que tinhas, vas perdendo:
Paraiso do mundo te chamavão;
As mais Nações com tigo se animavão;
Ellas porém ficarão sãs, e fortes;
E tu todo o instante exposto aos córtes
Da usura, da ambição, da falcidade,
Do egoismo, da fuga, da impiedade:
Males, que aos que bem pensão cauzão tédio,
A que apenas descubro hum só remedio,
Que outro melhor não ha, a que se apelle,
E muita gente chora a falta d’Elle…

 

Preço:80,00€

Referência:13528
Autor:RODRIGUES DA COSTA, José Daniel
Título:NOVODIVERTIMENTOPARAMEIOQUARTODEHORA
Descrição:

Na Impressão de João Nunes Esteves, Lisboa, 1825. In-8º de 20 págs. Encadernação inteira com  dizeres e florões a ouro na lombada.

INVULGAR.

Observações:

Folheto  muito curioso e invulgar deste autor cuja bibliografia tem bastante interesse para a história  da sociedade portuguesa da sua época. Este folheto contém 16 sonetos e no prefácio o autor lamenta-se a perda crescente da qualidade da literatura portuguesa. Nos sonetos 12, 13, 14 e 15, o autor critica o comportamente dos brasileiros "Da ruel Anarquia a effervescencia / Na America soltou toda a impiedade ."(...):"Gentes do Rio, Gentes da Bahia,Do Pará, Maranhão, e Pernambuco,Onde estão as Chulices, e o Batuco,Que tanto no Brazil nos attrahia?"

Preço:45,00€

Referência:12927
Autor:RODRIGUES, Armindo
Título:A ESPERANÇA DESESPERADA poemas
Descrição:

Edição do autor, Coimbra, 1948. In-8º de 70-(1) págs. Br.Integrado na colecção do "Galo", dada a lume em Coimbra e cuja tiragem foi sempre muito restrita. Tiragem especial de 30 exemplares numerada, em papel de linho, com um poema autógrafo e um retrato do autor por Maria Keil.


PRIMEIRA EDIÇÃO.
RARO & PEÇA DE COLECÇÃO.

Observações:

RUMO

Ergue-se do fundo
do mundo em mim
tudo o que penso.
Pensar é ir
e o que sou
alegremente
o aceito e quero.

Ao pé do imenso
espanto de existir
o resto é zero.

Tudo procuro
sem crer em nada
definitivo,
com o motivo
exacto e duro
de tudo querer
compreender.

Pensar é ir.
Ir é ser.

Preço:60,00€

Referência:13467
Autor:ROSA, Augusto
Título:RECORDAÇÕES DA SCENA E DE FORA DA SCENA
Descrição:

Livraria Ferreira, Lisboa,  1915-In-4º de IV-363-(4) págs.Br. Capa de brochura com alguns picos de acidez. Profusamente ilustrado em extra-texto com ilustrações de Teixeira Lopes, Rafael Bordalo Pinheiro, Simões de Almeida e Columbano.

Observações:

Obra escrita por Augusto Rosa, uma das figuras de maior relevo do teatro português, e que trabalhou nos teatros da Trindade, de D. Maria II e de D. Amélia, foi também  professor de declamação do Conservatório. Neste livro aborda as suas memórias enquanto actor. Com uma carta prefácio de Afonso Lopes Vieira.

"Lendo este livro, fico acreditando que é um dos mais originais  e elegantes memoriais que em lingua portuguesa existem. Nestas  paginas está o roteiro de uma vida no que ela tem de mais belo  no esforço, no talento, na ternura, e nelas ficam vivendo para a  admiração dos portugueses o grande homem que foi seu pai e o  grande actor que foi seu irmão.
Que lhe direi senão que o seu papel de memorialista é um dos seus melhores papeis ? E sem duvida o mais interessante. Mas este foi Você que o escreveu, rializando uma obra tam humana e amável e tam viva, e criou-o na posse dos seus recursos todos porque quis ser sinceramente — quem é."

 

Preço:30,00€

Referência:13759
Autor:SADE, Marquês de
Título:A FILOSOFIA NA ALCOVAEdição integral
Descrição:

 Edições Afrodite, Lisboa, 1966. In-8º  quadrado de 215-(1) págs. Br. Ilustrada em extra-texto com 10 desenhos de João Rodrigues. Tradução de Helder Henriques e Prefácio de David Mourão-e Luiz Pacheco. Obra apreendida pela censura. Capa de brochura com algum desgaste de cor.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira tradução desta obra de Sade publicada em Portugal com prefácios de David-Mourão Ferreira (Contra Sade) e Luis Pacheco (O Sade Aqui Entre Nós, dedicado a Natália Correia).
 Esta primeira edição foi apreendida e o editor Fernando Ribeiro de Mello, António Manuel Calado Trindade, Herberto Helder, Luiz Pacheco e João Martins Rodrigues foram arquidos num processo julgado no Tribunal Criminal de Lisboa. O livro considerado "pornográfico" teve uma edição de tiragem restrita.


Da presente edição consta um

"Aviso aos Exmos Livreiros - Tratando-se de uma obra cujo significado cultural só pode ser devidamente apreendido por pessoas de sólida e amadurecida formação, roga-se aos Exmos livreiros o maior cuidado na venda deste livro, de modo que ela seja rigorosamente interdita a menores. E mais se pede: que igualmente transmitam estta recomendação a todas as pessoas que adquiram a obra. O Editor"

Preço:45,00€

Referência:13870
Autor:SANT'IAGO, João
Título:UM DEUS MOMENTÂNEO poemas de...
Descrição:

Edição do autor, Lisboa, 1958. In-8º de 58-(5) págs. Br. Capa com desenho do autor. Capa de brochura ligeiramente amarelecida. Valorizado pela dedicatória autógrafa à poeta Raquel Bastos.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.

 

Observações:

Segundo livro de poesia do autor.

Sina


Como uma rota traçada pelo vento,
a sina em minhas mãos é letra morta.
O meu destino está nas tuas veias
e o fim do meu caminho, à tua porta.

 


 

Preço:20,00€

Referência:13457
Autor:SARAMAGO, José
Título:ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
Descrição:

Editorial Caminho, Lisboa, 1995. In-8º de 310-(2) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira edição de  um dos mais interessantes romances de José Saramago.

"Ao oferecer-se para ajudar o cego, o homem que depois roubou o carro não tinha em mira, nesse momento preciso, qualquer intenção malévola, muito pelo contrário, o que ele fez não foi mais que obedecer àqueles sentimentos de generosidade e altruísmo que são, como toda a gente sabe, duas das melhores características do género humano, podendo ser encontradas até em criminosos bem mais empernidos do que este, simples ladrãoezeco de automóveis sem esperança de avanço na carreira, explorado pelos verdadeiros donos do negócio, que esses é que se vão aproveitando das necessidades de quem é pobre."

Preço:15,00€

Referência:12672
Autor:SILVA, José Marmelo
Título:ADOLESCENTE novela
Descrição:

Portugália, Porto, 1948. In-8º de 106-(6)págs. Br. Capa de brochura com alguns picos de acidez. Capa ilustrada pelo pintor Augusto Gomes.
 

PRIMEIRA EDIÇÂO.

INVULGAR.

Observações:

Este livro, que é considerado a obra prima deste escritor, é um romance que denúncia vigorosamente a crueldade disciplinar nos seminários, sendo testemunho exemplar da repressão sexual exercida pelas estruturas de poder(familiar, eclesiástico) sobre os adolescentes dos anos 30-40.

"Cada rosto que o saudava, como se os olhos falassem, parecia dirigir-lhe um incitamento que ia além dos meros limites individuais: "Tu és de ano para ano a encarnação viva da nossa fé. [...] Tu porás termo ao nosso doloroso cansaço de humildade. Em ti, legitimamente, a nossa esperança de libertação."

Preço:35,00€

Referência:13561
Autor:SOYÉ, Luis Rafael
Título:NOITES JOZEPHINAS DE MIRTILO SOBRE A INFAUSTA MORTE DO SERENISSIMO SENHOR D. JOZE PRINCIPE DO BRAZIL edicadas ao consternado povo luzitano por
Descrição:

Na Regia Officina Typografia, Lisboa, 1790. In-8º de 248-(2) págs. Encadernação coeva da época inteira de carneira mosqueada com dizeres a ouro na lombada sobre rótulo de pele vermelha. Obra de grande apuro tipográfico magnificamente ilustrada com 16 gravuras de página inteira em extra texto, o frontispício gravado e decorado com figuras alegóricas e o retrato do autor e 12 vinhetas de meia página no começo de cada canto pelos melhores desenhadores e gravadores portugueses da época: Carneiro da Silva, Jerónimo de Barros, Soyé, Frois, João Tomás da Fonseca, Ventura da Silva, Lucius, Ramalho, entre outros. Cremos estar falho do retrato de D. José.

PRIMEIRA EDIÇÃO

MUITO RARA.

 

Observações:

Poema elegíaco sobre a morte de  D. José, príncipe do Brasil e duque de Bragança.

Inocêncio V, 316. “LUIS RAPHAEL SOYÉ, n. em Madrid a 15 de Abril de 1760, filho de paes estrangeiros, é certo que Soyé veiu para Lisboa trazido ainda na primeira infancia por seus paes, que em breve faleceram, correndo a sua educação, ao que posso julgar, por conta do morgado da Oliveira João de Saldanha Oliveira e Sousa, depois primeiro conde de Rio maior, que parece haver sido o seu protector durante muitos annos. Consta que aprendêra tambem as artes da pintura e gravura a buril, do que nos deixou documento em algumas estampas das suas Noites Josephinas Do seu tracto e amisade com Francisco Manuel existe a prova em uma ode que este lhe dirigiu, na qual se lhe mostra muito affeiçoado. Alguns versos que publicára nos annos de 1808 e seguintes em louvor de Napoleão, e que traduzidos em francez agradaram ao imperador, e foram por elle remunerados generosamente, fizeram que depois da restauração dos Bourbons o poeta ficasse malquisto, e vendo se então em pobreza e impedido de voltar para Portugal, como parece desejava, partiu para o Rio de Janeiro. - Alli conseguiu emfim que por elle se interessassem algumas pessoas influentes, e obteve a nomeação de Secretario da Academia das Bellas artes, logar que pouco tempo. Noites Josephinas de Myrtillo, Tem um frontispicio gravado a buril, os retratos do principe D. José e do auctor, e mais quatorze estampas havendo ainda no principio de cada um dos doze cantos, ou noutes (em quartetos hendecasyllabos rythmados) de que se compõe o poema, uma vinheta allusiva ao assumpto do canto: tudo executado pelos melhores gravadores nacionaes d'aquelle tempo. Posto que este poema elegiaco (o primeiro do seu genero que se imprimiu em Portugal) esteja mui longe de poder julgar se perfeito, não parece todavia tão mau como se esforçaram em fazer crer alguns emulos do auctor. Um d'estes, Manuel Rodrigues Maia, de quem tractarei em seu logar, levou o desejo de ridiculisal o ao ponto de compor á sua parte outro poema heroi comico em tres cantos de outava rythma, com o titulo Josephinada (do qual conservo uma copia manuscripta, e vi o autographo em poder do falecido F. de P. Ferreira da Costa) cujo assumpto é a publicação das Noites Josephinas tractada comicamente, e revestida de episodios satyricos, sem comtudo transcender os limites de uma critica litteraria. Conta se tambem com referencia ás Noites uma anecdota, que não é para ser omittida. Dizem que logo depois da publicação do poema, estando o poeta na loja de não sei qual livreiro onde o tinha posto á venda, entrára ahi um sujeito desconhecido, pedindo um exemplar que lhe foi para logo apresentado. Então o sujeito pediu tambem uma tesoura, e com ella foi cuidadosamente cortando as estampas e vinhetas da obra, as quaes depois de juntas embrulhou n'uma folha de papel. Isto feito, e tirando da bolsa os 1:200 réis, preço do volume, entregou os ao livreiro, dizendo lhe: «Eu pago só as estampas quanto ao livro, ahi fica: póde guardal o para mechas!» E sahiu, comprimentando polidamente as duas personagens, cujo desapontamento é facil de imaginar!”

 

Preço:185,00€

Referência:12875
Autor:TORGA, Miguel
Título:CÂMARA ARDENTE - Poemas
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1962. In. 8.º de 86-(1) págs. Brochado com rubrica de posse no ante-rosto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Câmara Ardente

Serve-se no presente
Dum símbolo futuro…
Um frio prematuro
De mortalha
Coalha
A inspiração
Que animava o seu canto.
Não morreu. Mas enquanto
A vida lhe negar um novo sol,
Mais quente e mais fecundo,
Não vislumbra outra imagem
Da intima paisagem
Deste mundo…

 

Preço:40,00€

Referência:12687
Autor:VASCONCELLOS, A. A. Teixeira de
Título:O PRATO DE ARROZ
Descrição:

Typ. do Commercio, Porto, 1862. In-8º de 249 págs. Encadernação meia francesa em pele com dizeres a ouro na lombada. Encadernação gasta.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

PRIMEIRA EDICÃO deste célebre romance, de Teixeira de Vasconcelos que  é uma magistral reportagem sobre a revolução portuense de 1846, conhecida por a Patuleia, um dos períodos mais complexos e desconcertantes na História da cidade e do país. Misto de romance histórico  e de crónica de costumes com elementos realistas, já que gira em torno de "sucessos contemporâneos, estando vivos muitos dos que influíram neles, e ainda militantes os partidos políticos apreciados no livro", a obra distingue-se pelo seu valor documental. Este livro é representativo da fase de transição do romance histórico para o romance de atualidade.

Preço:30,00€

Referência:12480
Autor:VASCONCELOS, Damião Augusto de Brito
Título:NOTÍCIAS HISTÓRICAS DE TAVIRA 1242-1840
Descrição:

Livraria Lusitana, Lisboa, 1937. In-8º de 233 págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Obra invulgar e de grande importância para o estudo da  história da Cidade de Tavira. Está dividida por temas relevantes: invasões espanholas, terramotos, pestes e fomes, visitas de monarcas à cidade, instituições de ensino, serra de Tavira, pescarias lendas, etc; dando  grande detalhe da história marítima da cidade.

 

Preço:40,00€

Referência:12176
Autor:VASCONCELOS, José Leite de
Título:FILOLOGIA BARRANQUENHA - APONTAMENTOS PARA O SEU ESTUDO publicados peloDoutor Leite de Vasconcellos
Descrição:

Imprensa Nacional de Lisboa, Lisboa, 1955. In-8º de 217 págs. Br. Carimbo de biblioteca particular (ex-libris a óleo) no ante-rosto. Parcialmente aberto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Muito Invulgar.

Observações:

5º volume de uma série de publicações da Imprensa Nacional intitulada História-Sciência-Arte todos publicados pelo autor, considerado um dos maiores antropólogos portugueses

"Barrancos, no Alentejo Baixo, está posto em sítio montuoso, e de constituição xistenta, a 300 ou 400 metros de distância da raia, tomada em linha recta; e o seu território, ou concelho de Barrancos, penetra na Hespanha, como uma cunha, que fica pois delimitada por território hespanhol ao Norte, Nascente e Sul, e tem de superfície 189,50 quilómetros quadrados ( Censo das povoações, de 1911, p.6). Do que resultam, naquele ponto, especiais relações sociais entre as duas nações vizinhas, e acção recíproca, maior, já se vê, da de lá na de cá, do que ao invés, atenta a pequenez e insulamento do nosso rincão - esta palavra é plural de barranco"

"Da convivência, a que se aludiu, de Hespanhóis com os habitantes de Nóudar e de Barrancos adveio influência hespanhola no português, a qual muito concorreu para a formação de um tipo especial de linguagem, designado na povoação por barranquenho, ou fala barranquenha, ou fala à barranquenha. Por barranquenhada designa-se uma expressão mais ou menos própria do barranquenho."

Preço:50,00€

Referência:12711
Autor:VIANA, Mário Gonçalves
Título:ACHEGAS PARA UM DICIONÁRIO GRAMATICAL
Descrição:

Edição da Revista de Portugal, Lisboa, 1966. In-8.º de 532 págs. Br. Cadernos por abrir. Separata da 'Revista de Portugal - Série A: Língua Portuguesa' - Volume XXXI.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Obra que reune os elementos recolhidos para a elaboração de um dicionário gramatical que não chegou a ser concluido, aos quais o autor acrescentou apenas algumas anotações complementares. É ainda assim uma importante fonte de consulta e de estudo.

Preço:50,00€

Referência:13604
Autor:VIEIRA, Padre António
Título:SERMOENS DO P. ANTONIO VIEYRA da Companhia de Jesu, Prègador de Sua Magestade, SEPTIMA PARTE
Descrição:

Na Officina de Miguel Deslandes, Lisboa, 1692. In-8º de VIII-558 págs. Encadernação coeva em pele com dizeres e florões a  ouro na lombada. . Alguns picos de acidez ao longo do texto. manchas marginais em algumas páginas. Ilustrado com vinhetas decorativas no início de cada sermão.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

RARO.

Observações:

Sétima parte ou tomo da colecção completa em 15 volumes da primeira edição dos Sermões do Padre António Vieira (publicados separadamente) e que reunem as versões escritas de prédicas lançadas ao longo da vida do jesuíta, totalizando mais de 200 sermões no total, proferidos em Salvador, Lisboa, São Luís, Cabo Verde, Roma, entre outros lugares, e que cobrem as décadas de 1630 a 1690.

Este volume inclui, entre outros, o "Sermão do Santíssimo Sacramento"; "Sermão na madrugada da Ressurreição"; "Sermão do Mandato". Sobre os Sermões do Pe. António Vieira, Jacinto do Prado Coelho escreveu , no Dicionáro de Literatura, :"Os meados e segunda metade do séc. XVII são dominados pela figura do Pe. António Vieira, astro de tanto fulgor na oratória sacra portuguesa que levou a esquecer injustamente aqueles que o precederam ou se lhe seguiram (...). Vieira empolga pela veemência, pela força inezaurível duma imaginação no entanto subordinada aos esquemas mentais e retóricos, pelo maravilhoso sentido musical que faz do discurso uma sinfonia, e ainda pela riqueza lexical, mestre que foi da língua."

 Inocêncio I, 287. “P. ANTONIO VIEIRA, homem innegavelmente grande, e um dos maiores ingenhos que Portugal ha produzido, nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1608, e foi baptisado na freguezia da Sé a 15 do dito mez. M. na cidade da Bahia de Todos os Sanctos, então capital dos estados da America portugueza, a 18 de Julho de 1697. O espirito de nacionalidade, que poderá ser diversamente qualificado, parecendo a uns caprichoso, e a outros plausivel, suscitou ha pouco uma notavel questão por parte de alguns brasileiros, que pretendiam desapossar Portugal da gloria de ter visto nascer este varão insigne, contestando a opinião commum e geralmente assentada dos biographos, que lhe deram Lisboa por seu primeiro berço. Descubriram se fundamentos mais ou menos procedentes, e buscaram se rasões especiosas, que podiam até certo ponto justificar a duvida, e cohonestar a pretenção. A collecção commummente havida por complete das obras de Vieira, consistindo em quatorze volumes de Sermões, dous das Vozes Saudosas, tres das Cartas, a Historia do Futuro, e Arte de Furtar custava pelo maximo de 12:000 a 14:400 réis; porém obtinha se as vezes por preços muito mais modicos, já pela coexistencia de volumes com algum defeito, ou encadernados desigualmente, já pela possibilidade de ir adquirindo os tomos pouco a pouco, até os reunir todos. É certo que este ultimo expediente era moroso em demasia, pois de mim posso dizer que empregando o, houve mister bons dez annos para completar a collecção citada, com os seus accessorios.”

Preço:200,00€

Referência:12704
Autor:VOISIN, Félix
Título:DES CAUSES MORALES ET PHYSIQUES DES MALADIES MENTALES ET DE QUELQUES AUTRES AFFECTIONS NEURVEUSES, telles que l'hystérie, la nymphomanie et le satyriasis
Descrição:

J.B. Baillière, Paris, 1826. In-8ª de XVI-418-(2)págs. Encadernação inteira de pele marmoreada com ferros neo vitorianos na lombada. Charneiras com ligeiro sinal de cansaço, assim como os os cantos. Guardas em papel francês e corte das folhas marmoreadas ao estilo das guardas.

Miolo muito bem conservado, muito fresco mantendo a sonoridade original do papel.

 

RARO.

Observações:

EDIÇÃO ORIGINAL da importante obra do psiquiatra Félix Voisin (1794-1872), aluno de d'Esquirol que fundou em 1821 com Jean Falret (1794-1870) uma casa de saúde para os alienados. "M. Voisin foi uma dos que saiu da escola de Esquirol que melhor sentiu a necessidade de tratar dos problemas da inteligência e as suas condições fundamentais atribuindo-lhe a cada caso de alienação às diversas condições físicas e morais, ou primitivas e secundárias do cérebro no seio daquelas em que se declara. Esta maneira de estudar as doenças mentais é definitivamente a aplicação da frenologia a este estudo, tornando-se sujeito de diversas obras que deram a este médico um lugar de destaque entre os da sua especialidade" (Larousse).

A presente obra refere-se ao estudo da HISTERIA e da NINFOMANIA contendo capítulos sobre a influência da educação da idade, do sexo e das profissões nas doenças mentais.

Preço:285,00€
página 1 de 8