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Livros do mês: Julho 2020
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Proibido pela PIDE

Foram localizados 14 resultados para: Proibido pela PIDE

 

Referência:14418
Autor:AAVV
Título:VÉRTICE. Revista de Cultura e Arte.
Descrição:

Coimbra, nº1 Maio de 1942 ao nº 475 de Dezembro de 1986. Encadernação editorial em tela vermelha com ferros gravados a pigmento negro na lombada e pastas, ao longo de 45 volumes. Formato In-8º grande. Preservam os respectivos Índices em cada um dos volumes com excepção dos volumes 2, 3, 5, 6, 7 e 15 (omissão? falta de impressão?).
Direcção de Carmo Vaz e Raul Gomes passando mais tarde a direcção e propriedade para Raul Gomes (até 1974) sendo editor Mário Braga, Joaquim Namorado e depois Ivo Cortesão. PRESERVA ESTA COLECÇÃO TODAS AS CAPAS DE BROCHURA, ilustradas a maioria com desenhos de conceituados e destacados criadores da época.

Observações:

Publicação periódica das mais respresentativas da cultura e vida portuguesa de quase meio século. Apresenta incontornável colaboração de figuras destacadas das artes plásticas, musicologia, cinematografia, literatura, artes cénicas, filosofia, entre outras importantes disciplinas da cultura portuguesa.

Tendo aparecido em pleno fascismo, esta revista fundada em 1942 era envolvida com alguma figura lendária resultado da actividade clandestina a que foram remetidos pela ditadura muitos dos que assumiram a direcção do periódico. " ... Constitui uma tribuna do movimento neo-realista e foi palco privilegiado da resistência à ditadura. Tendo em consideração o seu valor intrínseco, faz parte do património cultural português do século XX. Com efeito, contribuiu, em paralelo com a Seara Nova, para a formação de várias gerações sendo, consequentemente, a sua análise obrigatória para o estudo dos vectores que presidiram na sociedade nacional...". (Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa,  vol. II, 2º tomo, p. 594)

Preço:1250,00€

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Referência:14405
Autor:FONSECA, Tomás da
Título:NA COVA DOS LEÕES
Descrição:

Edição de Autor, Lisboa, 1958. In-8º de 454-(10) págs. Br. Edição destinada ao Brasil. Capas de brochura insignificantemente empoeiradas. BOM EXEMPLAR

PRIMEIRA EDIÇÃO

INVULGAR.

Observações:

Livro de Tomás da Fonseca, considerado por muitos o livro mais subversivo que algum dia se escreveu em Portugal, durante a época salazarista. É um conjunto de cartas publicadas no então jornal “República” tendo por base não só a situação política vivida na altura como as relações promíscuas entre o regime do Estado Novo e a Igreja. Tomás da Fonseca procura desconstruir, quer o cristianismo, num primeiro momento, e depois, as muito famosas aparições de «Nossa Senhora» aos pastorinhos em Fátima.
O estilo acusatório do autor é, em muitas circunstâncias, de uma violência impiedosa. Tomás da Fonseca usa o seu longo reportório e conhecimentos de natureza teológica para desmontar aquilo que designa como embuste de Fátima.

Preço:30,00€

Referência:14358
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:QUANDO OS LOBOS JULGAM A JUSTIÇA UIVA. Texto integral da Acusação e Defesa no Processo Aquilino Ribeiro.
Descrição:

Editora Liberdade e Cultura, São Paulo, s.d. In-8º de  112 págs. Br. Miolo impecável.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Obra publicada no Brasil e que encerra a defesa de Aquilino Ribeiro no processo que decorreu durante quase dois anos por causa da apreensão de "Quando os Lobos Uivam" (1958). Este livro foi apreendido em Portugal. Prefácio de Adolfo Casais Monteiro.

Do prefácio:

“O nosso conhecido mêdo de enfrentar a verdade (o mêdo de um povo que para tal foi educado, desde séculos antes de ter sido salazariado), o falso optismo do ‘talvez não seja tanto assim’, que é a reacção dos que ainda querem salvar uma mísera comodidadezinha, pouco acima do nível da fome e paga à fôrça de abdicações morais e espirituais — eis o terreno no qual a ditadura não teve dificuldade em firmar os alicerces do seu monstruoso culto de coisa-nenhuma, o auto-endeusamento da violência que só ama a si mesma. Porque um povo que fecha os olhos de dentro ao que os olhos virados para fora lhe estão mostrando a cada instante, é um povo pronto a abdicar da sua vontade nos altares da tirania (...) Aqui está Aquilino Ribeiro, na idade em que se convencionou que as pessoas só estão boas para a reforma, pondo a heróicamente a nú, nas páginas de Quando os Lobos Uivam, a verdadeira face do Estado Novo, revelando como êle ‘resolve’ os problemas nacionais, como o povo é para a sua máquina implacável um pormenor sem importância — e mostrando como se faz a sua ‘justiça’. E agora, arrastado para o banco dos réus, não cedendo um palmo perante o cêrco dos cães de fila da ditadura, não se deixando abater, e, pelo contrário, forjando novas armas do auto-retrato da sua infâmia que o regime lhe ofereceu para acusá-lo, eis o grande escritor em tôda a juventude do seu espírito e da sua dignidade de homem e de escritor, recusando-se a dormir à sombra dos louros, num exemplo admirável de inabalável firmeza. O contraste entre os ‘raciocínios’ tortuosos de juízes indignos e a nobre clareza da defesa, entre a hipocrisia, o ódio vesgo, a má-fé das ‘razões’ alegadas contra Aquilino Ribeiro, e a sua desassombrada resposta, é um vivo retrato datriste figura do mesquinho mundo, da mentalidade celular do regime perante a figura do Portugal verdadeiro (...)”

Preço:29,00€

Referência:14496
Autor:TARQUINI, José Miguel
Título:A MORTE NO MONTE - CATARINA EUFÉMIA
Descrição:

Empresa Tipográfica Casa Portuguesa, Lisboa, 1974. In-8.º de 148 págs. Brochado. Exemplar em excelente estado de conserrvação

Ilustrado ao longo do texto.

Observações:

Catarina Efigénia Sabino Eufémia (Baleizão, 13 de Fevereiro de 1928 — Monte do Olival, Baleizão, 19 de Maio de 1954) foi uma ceifeira portuguesa que, na sequência de uma greve de assalariadas rurais, foi assassinada a tiros, pelo tenente Carrajola da Guarda Nacional Republicana. Com vinte e seis anos de idade, analfabeta, Catarina tinha três filhos, um dos quais de oito meses, que estava no seu colo no momento em que foi baleada. A trágica história de Catarina acabou por personificar a resistência ao regime salazarista, sendo adoptada pelo Partido Comunista Português como ícone da resistência no Alentejo. Sophia de Mello Breyner, Carlos Aboim Inglez, Eduardo Valente da Fonseca, Francisco Miguel Duarte, José Carlos Ary dos Santos, Maria Luísa Vilão Palma e António Vicente Campinas dedicaram-lhe poemas.

Preço:20,00€