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Livros do mês: Janeiro 2020
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Raro

Foram localizados 10 resultados para: Raro

 

Referência:13882
Autor:A, Ruben
Título:SARGAÇO
Descrição:

 Edição de autor, Coimbra, 1956. In-8º de 29-(3) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO
RARO

Observações:

Primeira edição independente de um texto que integra o lIvro  "Páginas III", também publicado em 1956.

"Sargaço  é um sonho hipocondríaco de carumas satisfeitas. Fica situado a oito quilómetros de Viana do Castelo e a umas mil e trezentas milhas de Palace Gate revestindo-se da imaterialidade do espaço. Só quem o usufruiu pode ver a inconsciência do tempo em redor das rochas em contrapartida de pinheiros luxuriantes um pouco.”

Preço:40,00€

Referência:14230
Autor:BARRETTO, Joam Franco
Título:ORTOGRAFIA DA LINGUA PORTUGUESA
Descrição:

"Na Officina de Ioam da Costa", Lisboa,  1671. In-4º de III-279-(9) págs. Encadernação do século XIX , meia inglesa em pele com dizeres e florões gravados a ouro na lombada. Encerra em extra-texto uma "tábua desdobrável" com palavras multilingue, tabela esta não descrita nas principais bibliografias consultadas.

O exemplar que aqui apresentamos para venda, está rigorosamente descrito no Catálogo da riquíssima Biblioetca de de Monteverde da Cunha Lobo (1912) sob a entrada nº 2474 de quem o presente exemplar ostenta uma assinatura de posse no frontspício. Na folha de guarda, ostenta escrito a lápis um apontamento: "ofereceu-me o Albino Forjaz de Sampaio". Acreditamos que o extra-texto desdobrável não descrita nas bibliografias consultadas tenha sido mandado imprimir pelo próprio bibliófilo Monteverde Cunha Lobo de quem se observa, também um apontamento, com o custo de execução de uma folha impresssa, da encadernação e do próprio livro.

PEÇA DE COLECÇÃO, ÚNICA e como tal RARÍSSIMA em primeira edição.

 

Observações:

A obra divide-se em duas partes, na primeira o autor discorrer sobre a ortografia e o uso da língua latina em Portugal, na segunda parte, Franco Barreto disserta pormenorizadamente sobre o nome, o verbo, as preposições, os advérbios, as conjunções, asinterjeições, os artigos, as divisão das letras, a pronúncia e o valor das vogais, os ditongos, a aspiração das consoantes, as sílabas e dicções, a acentuação, a pontuação, entre outros aspectos, terminando com Advertencias "em ordem a emmendar & melhorar as palavras, que a inorancia do vulgo tem corrutas"

"A primeyra, & principal regra é a nossa ortografia, he escrever todas as diçoens cõ tantas letras, cõ quantas pronunciamos, se por consoantes ociosas, como vemos na escritura Iltaliana, & Franceza. E dado que a diçã seja Latina, como a dirivamos a nós, & perde sua pureza, lógo a devemos escrever ao nosso modo, per semelhante  exemplo. Orthographia he vocábulo Grego, & os Latinos o escrevem desta maneira atrás, & nós devemos escrever cõ estas letras, Ortografia, porque cõ ellas o pronunciamos"

 

Preço:650,00€

Referência:12407
Autor:MARTINS, Bastos
Título:TEMPO DE FALAR - DIÁRIO DA INVASÃO A GOA
Descrição:

Edição do autor, s/l, 1961. In-8.º de 90 págs. Br. Edição a stencil.

Obra RARA e polémica.

Observações:

Depoimento de alguém que  viveu a queda de Goa e esteve quase um mês a bordo de um navio que acabaria por levá-lo, a ele e a mais compatriotas portugueses, até Karachi.

"(...) Recordo os dias que acabo de viver.

Os goeses andavam perplexos por não terem uma directiva do Governador-Geral acerca do que deveriam fazer quando a invasão começasse. Directiva única: “Ficaremos aqui, mesmo debaixo da terra”.

É inútil comentar esta directiva balofa e inútil, que cheira a jantares de homenagem e a discursos de velhotes numa academia de história.

Que instruções receberam os goeses acerca do que deveriam fazer para defender as suas terras, os seus lares, os seus bens?

Nenhumas. Não vale a pena sofismar, a resposta é só uma: nenhumas.

Queriam instruções – deram-lhes discursos. Se os indianos invadissem, que fazer? Fugir? Atirar-lhes pedras? Fazer-lhes os discursos que já sabiam de cor? Cruzar os braços? ...

A verdade é que Sua Excelência esqueceu o povo que tanto lhe serviu para comoventes discursos. Sua Excelência não mandou organizar a tempo a Defesa Civil do Território. Sua Excelência a ninguém deu instruções. Sua Excelência limitou-se a ser Sua Excelência.(...)"

Preço:85,00€

Referência:14266
Autor:ROSA, António Ramos
Título:ESTOU VIVO E ESCREVO SOL
Descrição:

Editora Ulisseia, Lisboa, 1966. In-8.º de 88-(6) págs. Br. Orientação gráfica de Espiga Pinto. Sobrecapa em papel de alcatrão. Integrado na "Colecção Poesia e Ensaio". Encerra uma dedicatória autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

 

Observações:

Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em fios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol

Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol

A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida

Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maravilha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde.

Preço:60,00€