Banner Vista de Livro
 Aplicar filtros
Livros do mês: Maio 2024
Temas 
Palavras Chave 
Módulo background

Romance

Foram localizados 90 resultados para: Romance

 

Referência:13923
Autor:ASSUMPÇÃO, TH. Lino D'
Título:MARTYRES Paraphrase d'uma Lenda Christã
Descrição:

França Amado - Editor, Coimbra, 1902. In-8.º de 153 págs. Br. Cadernos por abrir.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Romance histórico passado  no século IV.


EXCERTO

"A luz duvidosa do crepusculo da manhã mal começava a fundir-se na claridade suavissima do plenilunio, e já os passos rijos de gente armada ressoavam nos lagedos das ruas d'Antiochia, de ordinario ainda desertas áquella hora.
Eram os soldados da antiga decima legião fretense, tisnados, robustos, espadaudos, coiraça articulada resguardando o peito, lança ao hombro, escudo no braço, saidos da caserna do palacio imperial, na ilha do bairro de Callinico, ao commando de Asclepiades, prefeito do Pretorio.
Abria a vanguarda uma columna armada de alavancas, escadas, machados, picaretas e outras ferramentas de destruição, como se se tratasse d'um trabalho de sapa, ou do ataque a uma fortaleza altamente murada. Nada faltava para que aquella marcha parecesse uma expedição de guerra, senão a turba dos escravos conduzindo bestas de carga com as bagagens, e a multidão tumultuaria  dos traficantes de toda especie de mistura com o mulherio falador; mas em seu logar seguia no coice um grupo variadamente togado."

Preço:29,00€

Referência:15277
Autor:BESSA-LUÍS, Agustina
Título:MUNDO FECHADO.
Descrição:

Mensagem. Coimbra. 1948. In-8.° de 173-(3) págs. Encadernação moderna, meia francesa em pele mosqueada com dourados em casas fechadas e rótulos de pele castanha escura gravados a ouro com dizeres na lombada. Exemplar muito limpo sem qualquer defeito apontar à vista desarmada. Capa da brochura ilustrada por A. Luis. Conserva capas de brochura e ostenta uma belíssima dedicatória autógrafa (na imagem, o nome do destinatário rasurado é apenas digital, por nós realizado) e que diz: 

"Um primeiro livro é como uma primeira viagem: propõe-nos repetir os nossos caminhos. Para o  ... Agustina Bessa-Luis, Porto, 1995".

Primeira Edição da estreia literária de Agustina Bessa Luís, hoje já de raro aparecimento no mercado. PEÇA DE COLECÇÃO.

 

Observações:

O primeiro livro de Agustina Bessa-Luís, Mundo Fechado, datado de 1948 encetou uma enorme obra literária em que publicou ficção, ensaios, teatro, crónicas, memórias, biografias e livros para crianças.
 Na edição de Mundo Fechado da Guimarães Editores, 2005, lemos as seguintes palavras da autora: "O mais novo de todos os meus livros é o Mundo Fechado. É limpo de intenções, como as crianças. E doce de encontros, como os que as crianças têm com uma ave que caiu do ninho. (...) ".

Preço:625,00€

Referência:15335
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:O JUDEU. (Vol I e II) Romance Histórico.
Descrição:

Em casa de Viuva Moré - Editora, Porto, 1886. [Porto. Typographia de Antonio José da Silva Teixeira]. 2 vols. In-8.° gr. de 262 e 278 págs. respectivamente. Brochados. Capas com picos de acidez, assim como disseminados ao longo do texto.

 

Primeira e rara edição de um dos mais estimados romances de Camilo. Exemplar pertenceu ao distinto bibliófilo LAureano Barros, cujas anotações manuscritas a lápis encontramos na folha de guarda do primeiro volume, e está descrito no grandioso seu catálogo sob o nº 1179.

 

Observações:

Livro dedicado «À memória de António José da Silva escritor português assassinado nas fogueiras do Santo Ofício, em Lisboa, aos 19 de Outubro de 1739».

 

No Dicionário de Camilo CAstelo Branco, lemos o seguinte na página 342/3:
 

"... O enredo, repartido em 2 volumes, constitui 2 quadros distintos da realidade social da época em que a acção se desenrola (séculos XVII e XVIII), não só nacional — entenda-se -, mas universal, na medida em que as vicissitudes das personagens ocorrem em Portugal, Holanda, Itália, Brasil e Inglaterra, onde quer que os desgraçados «judeus» buscavam refúgio da sanha persecutória do Santo Ofício. Primeiro quadro: os amores do fidalgo Jorge de Barros e a judia Sara de Carvalho, chamada cristamente Maria Luísa de Jesus, de envolta com a cobiça do achamento do cofre (a fortuna) do contador-mor dos contos do reino (por isso o romance teve primitivamente o título de O Anel do Contador-Mor). Segundo quadro: o drama do comediógrafo An-tónio José da Silva, conhecido por «Judeu». A linha abrangente dos dois quadros é a presença terrífica de indivíduos que, a coberto de falsos altruísmos cristianizadores, perseguiram outros seres humanos com vingativa crueldade. O que sobressai no romance é a corajosa denúncia do autor da repressão que, por suspeitos motivos religiosos, se procurava a recuperação e salvamento das almas pela purificação do fogo. Uma barbaridade histórica que só tem paralelo, nos tempos modernos, com a monstruosidade dos campos de concentração nazi ...".

Preço:435,00€

Referência:13246
Autor:CASTELO BRANCO, Camilo
Título:A MULHER FATAL
Descrição:

Livraria de Campos Junior - Editor, Lisboa, S/D. In-8º de 265-(3) págs. Encadernação meia inglesa em pele com dizeres a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura. Com uma assinatura de posse na capa de brochura já quase ilegível. Este exemplar pertenceu ao distinto impressor, Anteriano e bibliofilo Candido Nazareth, do qual se conserva a assinatura de posse (já quase desaparecida) na capa e um escrito  a lápis que diz "este livro pertenceu a Candido Nazareth, cuja morte inspirou Joao Deus, para escrever o poema "A vida". A assinatura está na capa, um bocado desaparecida".

Segunda edição revista e emendada pelo auctor.

Observações:

Um dos mais estimados romances de Camilo, baseado, segundo Henrique Marques, em factos autênticos, como autêntica era a sua principal protagonista. A Mulher Fatal é ao mesmo tempo um romance passional e um romance de costumes. A narrativa das sucessivas experiências  amorosas do protagonista, Carlos Pereira (brasileiro de origem), serve não só para descrever as aventuras sentimentais do herói mas também os hábitos, usos, costumes e comportamentos vigentes na sociedade de várias regiões do País.

 

Preço:60,00€

Referência:13774
Autor:CASTRO, Ferreira de
Título:TERRA FRIA
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1966. In-4º de 258-(4) págs. Br. Conserva capas de brochura. Ilustrações de Bernardo Marques e vinhetas de Infante do Carmo. Edição comemorativa dos 50 anos de vida literária de Ferreira de Castro 1916-1966. Com um posfácio especial para esta edição.

Observações:

Do "Pórtico":

A nostalgia deve ter nascido numa ilha e só numa pequena ilha se compreende, integralmente, o subtil significado da distância. Essa sufocação que dá a terra sem continuidade, como se o aro líquido que a estrangula se viesse fechar também em volta da nossa garganta, desperta constantes rebeldias e constantes impotências, acorda mil sentimentos ignorados, remexe, tortura, cava fundo na alma até o momento de esta se submeter por falta de mais energias.
Atrai-nos, porém, o confronto entre aqueles a quem as ilhas tornam inquietos até a neurastenia, aos grandes desesperos íntimos, e os que vivem apáticos, há muitos séculos, nos fundões dos continentes, que herdam a resignação, como se fora uma tara, e parecem não atentar, sequer, no limite do seu mundo terreno. [...]
É especialmente, nas gentes que vivem entre cadeias de montanhas que vamos encontrar, de novo, o homem metido em si próprio, o homem que reduziu a vida à árdua conquista do pão quotidiano e o enigma do infinito a uma simples crença, que colocou ao canto da alma como um bordão, para dele se servir nos momentos de vicissitude ou quando a morte lhe bate à porta. Tradicionalista, página viva da antropologia, a sua atitude ante o mundo de hoje dir-se-á igual à dos seus maiores perante o mundo de ontem e de todos os dias que já se perderam no cinerário do tempo. Mas não é assim. Agora e logo, neste raciocínio, naquela fala, no desenrolar das ambições e dos intentos, descobre-se a força da evolução que o vai penetrando, hoje um pouco, amanhã mais, num trabalho lento de pua furando granito.

 

Preço:25,00€

reservado Sugerir

Referência:14568
Autor:CORREIA, Hélia
Título:O SEPARAR DAS ÁGUAS
Descrição:

A Regra do Jogo, Lisboa, 1981. In-8º de 91-(4) págs. Brochado. Capa de brochura de Teresa Ferrand. Muito bom estado de conservação.

PRIMEIRA EDIÇÃO DO LIVRO DE ESTREIA de Hélia Correia.

Observações:

Livro de estreia de Hélia Correia em que desde logo cedo, com a obra seguinte O Número dos Vivos, se revelou como um dos nomes mais importantes e originais da década de oitenta. Esta novela " O Separar das Águas trouxe consigo uma voz singular, devedora de algum realismo fantástico..." (Eduardo Pitta) tendo sido também considerada pela crítica obra invulgarmente bem escrita entre o burlesco e o dramático.

Preço:30,00€

Referência:14567
Autor:CORREIA, Hélia
Título:O NÚMERO DOS VIVOS
Descrição:

Relógio d'Água, Lisboa, 1982. In-8º de 135-(1) págs. Brochado. Capa com ligeiros sinais de manuseamento. Miolo muito limpo.

Observações:

Este segundo título da extensa bibliografia que Hélia Correia publicou, é considerado o primeiro romance sendo as restantes obras classificadas de novelas. Nesta obra que tem como panorama de fundo o contexto rural, a acção desenrola-se principalmente entre mulheres.

Hélia Correia (1949) sendo também poetisa e dramaturga, foi enquanto ficcionista que Hélia Correia se revelou como um dos nomes mais importantes e originais da década de oitenta, ao publicar, em 1982, O Número dos Vivos.
 

Preço:25,00€

Referência:15287
Autor:CORREIA, Natália
Título:A MADONA
Descrição:

Editorial Presença, Lisboa, 1968. In-8º de 239-(1) págs. Brochado. Capa de brochura lustrada com fotografia de F.C.E. Não obstante de se encontrar com alguns, muito poucos, sublinados leves a tinta negra, está um exemplar em muito bom estado de conservação.

Primeira edição.

Observações:

Romance de Natália Correia que é um ataque feminista à sociedade, mais emocional do que argumentativo, em que,  segundo Filipa Martins (2023) "... denuncia a doença do ateísmo ...". .  Muito do que ainda hoje  é a concepção de castidade, de fidelidade,de amor , de feminino e de masculino é aqui descrito de uma forma crua e intensa.

 

Da Contracapa:

"... A dialéctica da emancipação da mulher tem neste romance um dos seus mais vivos e vigorosos testemunhos. Natália Correia acompanha, passo a passo, a vida da mulher que, desenraizada da sua ancestralidade feudal, procura àvidamente o direito a uma existência própria, à possessão de um destino pessoal que lhe foi milenariamente sonegado..."

Preço:25,00€

Referência:15252
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:ONDE TUDO FOI MORRENDO
Descrição:

Coimbra Editora, Ldª, Coimbra, 1944. In-8º de (8)-436-(2) págs. Encadernado meia ingelsa em chagrin castanho, com dizeres dourados na lombada. Conserva as capas de brochura (um pouco manuseadas), preservando as badanas impressas e encontra-se todo intacto, isto é, por aparar. Miolo em excelente estado. Inserido na Colecção "Novos Prosadores". Capa de brochura ilustrada por Regina Kasprzykowski.

Primeira e muito rara edição do segundo livro do autor, apreendido pela PIDE.

Laureano Barros, 2203

Observações:
Preço:300,00€

reservado Sugerir

Referência:15249
Autor:FERREIRA, Vergílio
Título:O CAMINHO FICA LONGE
Descrição:

Inquérito. (Lisboa. 1943). In-8º de 316-(4) págs. Encadernação meia inglesa em pele castanha, preservando as capas de brochura. De leve aparo marginal, encadernado com as margens desencontradas. Corte superior das folhas carminado. Exemplar muito fresco e muito limpo. Capa de brochura ilustrada. Inserido na colecção Biblioteca Nova Geração da editorial Inquérito.

Exemplar da edição original, bastante raro, do primeiro romance do autor, apreendida pela polícia política de então.

Observações:

O Caminho Fica Longe foi o primeiro romance de Vergílio Ferreira, escrito em 1939 e publicado em 1943. Juntamente com Onde Tudo Foi Morrendo e Vagão J, integra a trilogia neorrealista que inaugura a obra romanesca de Vergílio Ferreira.

Na opinião do crítico Martim Gouveia, " ... este romance contém um conjunto de atrativos a respeitar: seja a influência queirosiana, utilizada, sem angústia, com peso e medida; seja o halo modernista de uma certa ficção à Mário de Sá-Carneiro e de induções à Álvaro de Campos; seja ainda a ágil utilização das temáticas existencialistas (a morte e a vida, a condição humana, o sofrimento…) ou a filia cinemática, à boa maneira presencista, com aquele interessantíssimo «Intervalo»; seja, por fim, a linhagem neorrealista que o livro também abraça. A ilustração da capa incorpora, na visão sobre a cidade de Coimbra, um caminho terreno e etéreo, abrindo, desde logo, a expectativa de um caminho intangível e impossível. Trata-se, indubitavelmente, de um grande romance já, com um conjunto de propriedades, estruturais também, que só fazem lamentar que o objeto não tenha tido a receção devida e que, já agora, o próprio escritor para tal tenha contribuído, com o fechamento e exclusão da obra canónica...".

O Caminho Fica Longe, primeiro romance de Vergílio Ferreira, é um livro que poucas pessoas leram, porque a sua publicação engrossou, como muitas outras, os anais da Censura. Editado em 1943, foi proibido, pelos censores da época, e os poucos exemplares que chegaram às livrarias, logo foram recolhidos e, por consequência, postos fora do mercado. Só alguns priviligeados o adquiriram a tempo. É um romance que não existe mesmo nas bibiliotecas públicas (a), sendo assim quase inacessível até para os estudiosos que com ele pretendam balizar o percurso romancístico de Vergílio Ferreira.” (MENDONÇA, Aniceta de – «O Caminho Fica Longe» de Vergílio Ferreira e o romance dos anos 40" revista Colóquio/Letras. Ensaio, n.º 57, Set. 1980, p. 36-44).

Preço:350,00€

Referência:14668
Autor:HORTA, Maria Teresa
Título:AMBAS AS MÃOS SOBRE O CORPO - narrativas
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, 1970. In-8.º de 124(5) págs. Brochado. Capas com ligeiros defeitos. Miolo em exceelnet estado não obstante o amareleciemnto do papel próprio da sua qualidade sob acção do tempo. Conserva um retrato da autora.

Observações:

"(...) primeiro livro de ficção de Maria Teresa Horta. Trata-se de um conjunto de curtas narrativas que, fundindo-se, se organizam numa mais ampla narrativa, ou num romance, no qual decorre o retrato moral e estática de "alguém" cuja existência larvar nunca sobre ao nível do concreto ou nunca se individualiza no seio da existência arquetípica.(...) Obra espectral e cruel, porventura uma das mais inquietantes da moderna literatura portuguesa."

Preço:30,00€

Referência:14136
Autor:JORGE, Lídia
Título:O CAIS DAS MERENDAS
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, 1982. In-8º de 251 págs. Br. Integrado na Colecção Século XX.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Segundo romance de Lídia Jorge, que se desenvolve-se em torno dos temas da identidade e da aculturação no pós 25 de Abril. Trata-se de uma narrativa poética, teatralizada, em que as personagens rurais, confrontadas com o mundo exterior, dão testemunho da sua intimidade, dos seus medos e desejos mais profundos.

Preço:25,00€

Referência:14346
Autor:JÚDICE, Nuno
Título:PLÂNCTON - Romance
Descrição:

Contexto Editora, Lisboa, 1981. In-8.º de 148 págs. Brochado. Belíssimo estado de conservação.

Observações:

Primeira edição do segundo romance do autor. "Uma das primeiras obras de ficção de Nuno Júdice, este romance explora a dificílima técnica estilística de «mise en abyme».
Júdice é, aliás, o único ficcionista português vivo que utiliza abundantemente esta técnica, trabalhada pelos restantes apenas em uma ou outra narrativa.
Esta obra foi escrita de acordo com o estilo fragmentário e desconstrucionista da década de 70, quando explora a comunidade de
dimensões vivenciais das três personagens femininas (Rita, Rosa e Laura) ou quando o narrador explora uma ideia nascida da «sobreposição de duas imagens«. Assim sendo, neste romance, Nuno Júdice explicita a já referida «mise en abyme», técnica de narração que explora «em profundidade» («abyme») uma particular representação da realidade (um elemento da narrativa) na qual se sobrepõe, em imagens vertiginosamente cruzadas, a totalidade (ou quase) da história narrada. Neste caso, por via da sobreposição de «duas imagens», Nuno Júdice explora «abissalmente», girando em círculos «concêntricos» e «excêntricos», os elementos da intriga ao ponto de provocar no leitor a sensação de uma irrealidade intemporal ou meta-histórica, ausente de cronologia e geografia específicas
."

Preço:15,00€

Referência:13434
Autor:JÚNIOR, Rodrigues
Título:PARA UMA CULTURA AFRICANA DE EXPRESSÃO PORTUGUESA
Descrição:

Editora Pax, Braga, 1978. In-8º de 310-(2) págs. Br. Integrado  na "Colecção Autores Lusíadas". Valorizado pela extensa dedicatória autógrafa.

Observações:

Obra de um dos melhores conhecedores da sociedade indígena e europeia de Moçambique sobre a influência cultural portuguesa na sociedade africana desta antiga província ultramarina, abordando áreas como a poesia, o romance, o ensaio, o teatro e as artes plásticas.

Preço:18,00€

Referência:15063
Autor:LIMA, Manuel de
Título:MALAQUIAS ou a história de um homem bárbaramente agredido.
Descrição:

Contraponto, Lisboa, s.d. (1953). In-8º de 267- (1) págs. Brochado. Rúbrica de posse no ante-rosto, picos de humidade próprio da qualidade deste papel.

INVULGAR

Observações:

1ª edição deste importante título do Surrealismo Português, sendo a segunda obra do autor.

Preço:45,00€

Referência:12656
Autor:MAIA,Samuel
Título:HISTÓRIA MARAVILHOSA DE DOM SEBASTIÃO IMPERADOR DO ATLÂNTICO
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, s/d. In-8º de 372 págs. Br. Ilustração da capa de João Carlos. Com um bonito mapa impresso em extra-texto a verde e preto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Romance histórico escrito por Samuel Maia, onde ele nos narra uma história alternativa   onde em que D. Sebastião não combate, vencendo Portugal a batalha e tornando-se ele o Imperador do Atlântico.

Preço:15,00€

Referência:12622
Autor:MATOS, Correia de
Título:TERRA CONQUISTADA
Descrição:

Editorial Gleba, Lisboa s/d.- In- 8º de 366 págs. Encadernação meia francesa em pele com dizeres a ouro em rótulo de pele na lombada.  Conserva capas de brochura. Capa e vinhetas, de abertura e fecho dos capítulos, de autor não identificado. Aparo marginal.

Segunda edição.

Observações:

Obra que ganhou primeiro prémio do Concurso de Literatura Colonial de 1945.  Aborda a  vivência do autor em Moçambique, onde desempenhou o cargo de chefe dos serviços agrícolas de Inhambane, o romance  entrecruza as tradições locais com a acção colonizadora portuguesa, num discurso narrativo recheado de diversas expressões de Quelimane e da Zambézia, o que justificou a inclusão de um glossário, com dezenas de vocábulos, para permitir maior legibilidade de um texto que ocasionalmente se aproxima do registo etnográfico.

"A indumentária de Catuane, essa é que era realmente assombrosa. Fazia a inveja e a cobiça de quantos a admiravam. Botas de cano largo, até meio da perna, de solas ferradas; calções à Chantily, às riscas azuis e brancas, chapeadas de cabedal em figuras geométricas; espessas meias vermelhas de lã que chegavam aos joelhos, saindo dos canos das botas; uma blusa feita de retraços de pergamóide de diversas cores, unindo ao meio por um fecho éclair; além dum casacão enorme, tão felpudo que era inteiramente aceitável ter pertencido ao espólio de algum alpinista. Na cabeça, um grande chapéu à cow-boy, de alta copa e de aba larga revirada, com duas penas de galo espetadas no alto. Óculos preto e uma sombrinha de senhora completavam a carnavalesca indumentária. A atravessar o lóbulo de uma das orelhas uma caneta de tinta permanente."

Preço:18,00€

Referência:14873
Autor:NAMORA, Fernando
Título:O TRIGO E O JOIO
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1954. In-8º de 295-(4) págs. Brochado. Ligeira acidez generalizada, própria da qualidade do papel.

Capa de brochura da autoria de Cambraia e as ilustrações são de Charrua.

Observações:

O Trigo e o Joio é um romance universal que tem como pano de fundo o Alentejo, onde é descrita a vida e os anseios de uma família de lavradores composta pelo pai, a mãe, e a filha de ambos, sendo um retrato interessante sobre aquela região nos anos 50, assim como do ambiente laboral de então, e as
relações sociais e de convívio entre as pessoas que trabalham a terra. É como tal, sobretudo, um romance das gentes do Alentejo, das suas vilas, dos seus campos e das suas vidas, duras e difíceis. O romance da terra portuguesa de um escritor que rompeu as barreiras da língua e ultrapassou todas as fronteiras. Disto nos transmite o próprio autor:
"... Gostaria de vos contar coisas dessa gente. Coisas da vila, do Alentejo cálido e bárbaro e dos heróis que lhe dão nervos ou moleza, risos ou tragédia. (...) E gostaria de vos falar ainda dos trigos e dos poentes incendiados, dos maiorais e dos lavradores, do espanto dos dias, do apelo confuso da terra, da solidão ..."

Preço:20,00€

Referência:14958
Autor:NEGREIROS, José de Almada
Título:NOME DE GUERRA. Romance
Descrição:

Edições Europa. Lisboa. S.d. (1938) In-8º de 254-(1) págs. Brochado. Todos os exemplaes apresentam um sinete a óleo de Almada Negreiros. Capas de brochura com ligeira acidez generalizada, própria da qualidade do papel. Capa anterior e ante-rosto com assinatura de posse coeva. Miolo em óptimo estado.

PRIMEIRA EDIÇÃO muito procurada. Já de raro aparecimento no mercado.

 

Observações:

Apreciadíssimo romance de Almada Negreiros sendo também um importante contributo para o modernismo literário português. Trata-se do primeiro volume da Colecção de Autores Modernos Portugueses dirigida por João Gaspar Simões, quem nos afirma no prefácio da obra ser escrito em 1925, mas  só publicado em 1938. Trata-se de um  romance de iniciação de um jovem provinciano proveniente de uma família abastada.

Sinopse:
Quando o tio de Luís Antunes o envia para Lisboa, ao cuidado do seu amigo D. Jorge (descrito como “bruto como as casas e ordinário como um homem”), com o propósito de o educar nas “provas masculinas”, não imaginava o desenlace de tal aventura. Apesar de, na primeira noite, D. Jorge ter ficado convencido da inutilidade dos seus préstimos, Antunes concluiu que o “corpo nu de mulher foi o mais belo espectáculo que os seus olhos viram em dias de sua vida”, decidindo-se a perseguir Judite. Esta “via perfeitamente que o Antunes não estava destinado para ela”, mas “não lhe faltava dinheiro e dinheiro é o principal para esperar, para disfarçar, para mentir a miséria e a desgraça”. Assim se inicia a história de Luís Antunes e Judite, que terminará com a prodigiosa e desconcertante frase, “não te metas na vida alheia se não queres lá ficar”.

Preço:150,00€

Referência:15260
Autor:OLIVEIRA, Carlos de
Título:UMA ABELHA NA CHUVA
Descrição:

Coimbra Editora, Coimbra, 1953. In-8º de 211-(1) págs. Brochado com a capa anterior ilustrada por Victor Palla, apresenta ligeiro e insignificante defeito na cabeça da lombada, sem perda de papel.

INVULGAR PRIMEIRA EDIÇÃO deste apreciado livro de Carlos de Oliveira e também um dos mais representativos romances de referência para o século XX português. Conheceu sucessivas edições revistas até 1981, ano da sua morte. Foi ainda, em 1971, objecto de um notável filme de Fernando Lopes.

 

Observações:

"... Pelas cinco horas duma tarde invernosa de outubro, certo viajante entrou em Corgos, a pé, depois da árdua jornada que o trouxera da aldeia do Montouro, por maus caminhos, ao pavimento calcetado e seguro da vila: um homem gordo, baixo, de passso molengão; samarra com gola de raposa; chapéu escuro, de aba larga, ao velho uso; a camisa apertada, sem gravata, não desfazia no esmero geral visível em tudo, das mãos limpas à barba bem escanhoada; é verdade que as botas de meio cano vinham de todo enlameadas, mas via-se que não era hábito do viajante andar por barrocais; preocupava-o a terriça, batia os pés com impaciência no empedrado.

Tinha o seu quê de invulgar: o peso do tronco roliço arqueava-lhe as pernas, fazia-o bambolear como os patos: dava a impressão de aluir a cada passo.

A respiração alterosa dificultava-lhe a marcha.

Mesmo assim galgara duas léguas de barrancos, lama, invernia.

Grave assunto o trouxera decerto, penando nos atalhos gandareses, por aquele tempo desabrido. ..."

O casamento de Álvaro e Maria dos Prazeres é infeliz, como tantos outros que se eternizavam no Portugal medíocre de Salazar. As fidalguias viviam de aparências, a fingir e a calar para manter o património intacto. Todavia, o romance “Uma abelha na chuva” de 1953, faz  o amor nascer entre uma criada e um motorista, à margem das regras sociais.

 

 

Preço:70,00€

Referência:15084
Autor:PASCOAES, Teixeira de
Título:O POBRE TOLO
Descrição:

Edição de A Renascença Portuguesa, Porto, 1924. In-8º de 207-(1) págs. Brochado. Capas de brochura, ilustrada por Carlos Carneiro, apresenta-se com acidez generalizada.

PRIMEIRA EDIÇÃO bastante invulgar.

Observações:

Livro em prosa, escrito em 1923 (e reescrito sete anos depois sob a designação de Elegia Satírica), é dos mais estimados da sua bibliografia.

No meio da ponte de S. Gonçalo, em Amarante, tendo, de um lado, a rua do Cuvelo e, do outro, o Largo, entre as duas margens do Tâmega, esse "rio de verdes sombras liquefeitas", encontra-se um pobre tolo que, "parado e pasmado", contempla o rio. "Não vou nem fico, não me decido", afirma, não conseguindo resolver-se quanto ao rumo a tomar. Parece estar condenado a permanecer no mesmo local, convivendo com os fantasmas que passam, discutindo a existência consigo mesmo.

Preço:50,00€

Referência:14530
Autor:PIRES, José Cardoso
Título:BALADA DA PRAIA DOS CÃES - DISSERTAÇÃO SOBRE UM CRIME.
Descrição:

Edições "O Jornal", Lisboa, 1982. In. 8.º de 256 págs. Br. Apresenta uma rubrica de posse no frontispício.

Observações:

Segunda edição. contracapa ilustrada com uma fotografia de Joaquim Lobo. O livro mereceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores e é inspirada no assassínio do capitão de Almeida Santos, ocorrido em 1960 na praia do Mastro a 50Km de Lisboa. Na opinião da professora doutora Maria Lúcia Lepecki, nesta obra o lado do historiador e de ensaísta convive sistemáticamente com a vertente ficcional de tal modo que descodificar bem o romance cardosiano é sempre conhecer mais um pouco da história nacional.

Preço:15,00€

Referência:14506
Autor:REDOL, Alves
Título:O MURO BRANCO
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, 1966. In. 8.º de 334 págs. Brochado. PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Capa de brochura ilustrada. Primeira edição da produção literária do autor considerada como um marco de toda a sua obra, com um estilo rico pela sua própria simplicidade, profundamente evocativa, poética e sempre dramática. António Alves Redol (1911-1969), homem de origem social humilde, foi romancista, contista e dramaturogo influenciado pelo romance brasileiro nordestino. Estreiou-se literáriamente em 1940 com Gaibeus, marcando oficialmente o aparecimento do neorealismo, movimento de que foi um dos iniciadores e em cuja defesa se lançara em 1936 numa acesa polémica contra a revista Presença.

Preço:20,00€

Referência:14503
Autor:REDOL, Alves
Título:UMA FENDA NA MURALHA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, (1959). In. 8.º de 307(4) págs. Brochado. Capa de brochura de Octávio Clérigo. Primeira edição.

Observações:
Preço:30,00€

Referência:14993
Autor:RÉGIO, José
Título:O PRÍNCIPE COM ORELHAS DE BURRO
Descrição:

Editorial Inquérito, Losboa, 1942. In-8º de 349-(1) págs. Brochado. Rubrica de posse no ante-rosto. Inserido na colecção Os melhores romances dos melhores romancistas.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:
Preço:35,00€

Referência:12449
Autor:RÉGIO, José
Título:A VELHA CASA - AS RAIZES DO FUTURO
Descrição:

Editora Educação Nacional, Porto, 1947. In-8º de 302-(2) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira edição do segundo romance de A Velha Casa, conjunto de romances composto pelos títulos: I - Uma Gota de Sangue; II - As Raízes do Futuro; III - Os Avisos do Destino; IV - As Monstruosidades Vulgares e o V - Vidas são Vidas, (que inclui os rascunhos do VI volume).
Estes romances de José Régio (1901-1969) são considerados a obra em que "o psicologismo e misticismo de Régio parecem evoluir no sentido de um moralismo idealista, e [em que] a confidência romanceada de fundo autobiográfico apresenta um certo ar de apologia contra a crítica neo-realista, ou de doutrinação muito explícita"  

in História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva e Óscar Lopes,

Preço:35,00€

Referência:14877
Autor:VASCONCELOS, Jorge Ferreira de
Título:MEMORIAL DAS PROEZAS DA SEGUNDA TAVOLA REDONDA. Ao Muyto Alto e Poderoso Rey Dom Sebastião prymeiro deste nome em Portugal, Nosso Senhor, impressa pela primeira vez no anno de 1567.
Descrição:

Typ. do Panorama, Lisboa, 1867. In-4.° de VIII-368 págs. Encadernação moderna inteira de percalina imitando a carneira mosqueada antiga. Rótulo verde com dizeres douyrados na lombada. Não preserva as capas de brochura e apresenta aparo marginal. Rúbrica de posse a tinta, rasurada, no frontspício. Apesar destes aspectos, o exemplar está muito fresco, com as folhas mantendo a sonoridade original, apesar das raras manchinhas de humidade disseminadas pela obra.

Observações:

Segunda edição (a primeira é de 1567). Clássico entre os "Romances de Cavalaria".

Diz M. Bernardes Branco, coordenador desta edição, os leitores deste Memorial' "Hão de ser, com raríssimas excepções, os amantes dos livros portuguezes antigos, que considerarão sempre esta obra como util para os amantes da pureza de lingoagem, para os que gostam de ver os progressos que os estudos romanticos fizeram em Portugal, para os estudiosos dos antigos usos e costumes nacionaes e para pouco mais."

INOCÊNCIO t.IV, p.167 e t.XII, p.179 refere que da edição original, apenas tem "presente a notícia da existência de dous exemplares em Portugal". Diz-nos ainda que  "... Barbosa aponta em logar d"esta edição outra, com alguma differença no titulo, e dá-a como impressa no dito anno, pelo mesmo impressor, mas em Lisboa, e no formato de folio. Tudo induz a crer que se enganou em suas indicações, e que jamais existiu essa duplicada edição. Da que fica descripta, e que é rarissima, apenas tenho ao presente noticia da existencia de dous exemplares em Portugal. Oxalá que dentro em pouco tempo não tenhamos a lamentar a perda de algum d"elles, ou ainda a de ambos juntos participando de sorte egual á de outras similhantes preciosidades litterarias que possuiamos, e que vão infelizmente desapparecendo de dia em dia, para mais se não recuperarem!

Preço:75,00€

Referência:15236
Autor:[LA MORLIÈRE, Charles-Jacques-Louis-Auguste Rochette de]
Título:ANGOLA, HISTOIRE INDIENNE. Ouvrage sans vrai semblance. I Partie (e II) (...) Avec Privilege du Grand Mogol.
Descrição:

Agra [=Paris], 1748. In-8º de dois volumes com (3)-XIII-(5)-128 & (6)-166 págs respectivamente encadernados num tomo único. Encadernação coeva em carneira mosqueada, com restauro antigo, dizeres dourados sobre pele vermelha na lombada, com decoração também dourada em casas abertas. Corte das folhas carminado. Cantos ligeiramente amassadose cabeça da lombada com ligeira falta. Ex-libris do poeta Joaquim Pessoa.

Edição com uma portada alegórica em ambas as partes, muito belas, com tipografia emoldurada de composição arquitectónica e vegetalista representando, na base, um sofá com casal conversando em pose descontraída vigiada por um terceiro elemento em plano de fundo, no primeiro volume. No segundo volume, a portada não se encontra assinada e o ambiente apresentado corresponde ao de um quarto com cama,onde conversao casal, também em pose descontraída acompanhados com respectivo mobiliário complementar. A gravura que compõe a portada do primeira parte está assinada P(ierre). F(rançois). Tardieu de la Montagne, célebre gravador que viveu de 1711 a 1771 tendo sido responsável pela maioria das gravuras nas edições das Fábulas de La Fontaine. A portada da segunda parte encontra-se por assinar, mas o estilo e trabalho identifica o mesmo autor da portada do primeiro volume.

Edição muito recuada, a segunda e mais apreciada pelas actualizações de grafismo, beleza das portadas. Edição não descrita na maioria dasibliografias consultadas.

 

 

Before he found his niche in the theatre, he wrote several rather licentious novels, in particular Angola, which was held up by contemporaries such as Édouard Thierry as 'le roman du siècle, le livre des jolis boudoirs, le manuel charmant de la conversation à la mode'.

Observações:

Trata-se da famosa sátira à sociedade parisiense, ‘chef d'œuvre de la littérature galante’ e um dos best-sellers da França pré-revolucionária por Jacques Rochette La Morlière (1719-1785). Membro da Ordem de Cristo, e bon vivant, famoso por seu longo envolvimento com o teatro francês, particularmente através de suas ligações interesseiras com Voltaire. Libertino, mosqueteiro, crítico teatral e associado de Voltaire, La Morlière estabeleceu seu quartel-general no Café Procope, onde logo se formou um grupo de jornalistas ao seu redor. Foi um grande operador no mundo teatral, tanto no 'Théâtre français' como na 'Comédie italienne', onde era conhecido pelo carácter duvidoso das suas relações. No entanto, a sua carreira teatral teve um fim bastante abrupto quando pensou que, engendrando aplausos da forma habitual, poderia garantir o sucesso das suas próprias peças, erro pelo qual pagou o preço da sua carreira .Figura sem escrúpulos que foi, atribuiu a ele próprio a autoria deste texto, tendo sido talvez encontrado entre papéis velhos de Duque de La Trémouille. Esta obra apareceu de forma anónima, foi durante muito tempo atribuida a Crébillon Filho, e esboça a vida parisiense de sua época sob o pretexto de uma história exótica oriental  onde La Morlière cria um mundo imaginário e fantástico, cuja natureza lhe permite grande amplitude na satirização da sociedade francesa contemporânea. Constituiu fonte de inspiração para o livro de Diderot Les Bijoux Indiscrets (Paris, 1748). Publicada dois anos antes da presente edição, teve larga longevidade editorial e corresponde a um romance galante e libertino. Aliás, a dedicatória, encadernada como habitualmente após o índice e o prefácio, é dirigida a «aux petites maitresses» e dá o tom ao espírito «livre e licencioso» do texto. O género a que pertence este título serviu de suporte a imenas fantasias literárias visto ser um estilo que permite o gozo, ligeiro ou não, das boas maneiras literárias "avec approbation et privilège du roi" (segundo Cahusac, Chevrier, Voisenon). Permite ainda disfarçar nesta forma inócua de escrita uma filosofia ortodoxa, sátiras e utopias políticas. Romance caracterizado por um orientalismo erótico de contrabando, corresponde uma sátira popular, ambientada nas Índias e que alimenta os célebres "contes à dormir debout". Constituida por amplo leque de sátiras, especialmente na representação do casamento do rei justo Erzeb-can com Princesa Arsenide, parente da Fée Lumineuse, rainha de uma nação vizinha e muito querida do mundo das destas fadas luminosas na 'côte gauche'. A maior parte do romance é dedicado às aventuras de seu filho, o príncipe Angola, o herói homônimo, cujas aventuras durante as viagens pelas Índias e pela Arábia compõem o corpo da narrativa, valendo-se uma escrita leve e frívola com recurso a uma linguagem das ruas em que as novas expressões estão impressas em itálico (e é surpreendente ver quantas delas permaneceram ainda hoje). Edouard Thiery chamou este romance de “le miroir du siècle, le livre des jolies boudoirs, le manuel charmant de la conversation à la mode”.

Antes de La Morlière encontrar o seu nicho no teatro, ele escreveu diversas novelas de carácter licensioso, de que se destaca ANGOLA. De longe a obra de maior sucesso de La Morlière, teve inúmeras edições ao longo do século XVIII, com pelo menos mais dez edições de “Agra” (Paris) na década seguinte à publicação, onde o leitor é continuamente convidado a rir zombeteiramente da frivolidade de um mundo onde reina a moda. As personagens de La Morlière existem em função dos seus prazeres: o teatro, a ópera, as recepções, a leitura, a caça, o jogo e - acima de tudo - a dinâmica e as delícias do quarto. " ... Embora a narração destes prazeres nunca possa ser o equivalente a experimentá-los, o que La Morlière oferece é uma dicção de irreverência e cinismo que convida os seus leitores a partilhar uma suposta superioridade em relação a personagens que, na maioria dos casos, teriam prazer em substituir ..." (Thomas M. Kavanagh, Prazeres Iluminados, 2010, p. 32).

Barbier vol. I, pág.191; Cioranescu, 36472; Jones pág. 92; Gay , vol I, pág 221; Darton 38; Hartig pág. 50.

 

Preço:425,00€
página 1 de 2