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Romance

Foram localizados 52 resultados para: Romance

 

Referência:13923
Autor:ASSUMPÇÃO, TH. Lino D'
Título:MARTYRES Paraphrase d'uma Lenda Christã
Descrição:

França Amado - Editor, Coimbra, 1902. In-8.º de 153 págs. Br. Cadernos por abrir.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Romance histórico passado  no século IV.


EXCERTO

"A luz duvidosa do crepusculo da manhã mal começava a fundir-se na claridade suavissima do plenilunio, e já os passos rijos de gente armada ressoavam nos lagedos das ruas d'Antiochia, de ordinario ainda desertas áquella hora.
Eram os soldados da antiga decima legião fretense, tisnados, robustos, espadaudos, coiraça articulada resguardando o peito, lança ao hombro, escudo no braço, saidos da caserna do palacio imperial, na ilha do bairro de Callinico, ao commando de Asclepiades, prefeito do Pretorio.
Abria a vanguarda uma columna armada de alavancas, escadas, machados, picaretas e outras ferramentas de destruição, como se se tratasse d'um trabalho de sapa, ou do ataque a uma fortaleza altamente murada. Nada faltava para que aquella marcha parecesse uma expedição de guerra, senão a turba dos escravos conduzindo bestas de carga com as bagagens, e a multidão tumultuaria  dos traficantes de toda especie de mistura com o mulherio falador; mas em seu logar seguia no coice um grupo variadamente togado."

Preço:29,00€

Referência:13147
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:VOLCOENS DE LAMA (romance)
Descrição:

 Livraria Civilisação, Porto, 1886. In-8º de 272 págs. Encadernação meia francesa com dizeres e florões a ouro em casas fechadas na lombada. Conserva capas de brochura. Primeira edição , de execução gráfica muito cuidada, nitidamente impressa sobre papel de excelente qualidade e com os dizeres do frontispício impressos a preto e vermelho. Bastante invulgar e estimada. Algumas manchas de humidade na capa de brochura. Pequena assinatura de posse.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Último romance de Camilo, editado em 1886. A intriga do romance não é original. Provém de uma história verídica contada a Camilo por Pinho Leal. O escritor procedeu a algumas alterações, inclusivé os nomes, aproveitando o enredo e a localização do evento.

RASAO DO TITULO

"ORDINARIAMENTE quando, em estylo methaphorico, usamos comparar as férvidas paixoens de alguns homens aos vulcoens, a comparação vae buscar o simile ás crateras do Etna, do Hecla e do Vesúvio. Presume-se pois que os antros do coração humano resfolgam fogo de paixoens assoladoras como os intestinos do nosso globo jorram arroios de lava candente que subvertem, devastam, devoram, pulverisam ou petrificam toda a naturesa viva e morta que abrangem nos seus braços de lavaredas.

Todavia, ha ahi na casca do planeta paixoens humanas cujo simile não o dá o Vesúvio, o Hecla nem o Etna. E de Java que elle vem — de Java onde estuam convulsionados uns volcoens de lama que expluem o seu lodo sobre as coisas e as pessoas, primeiro emporcalhando-as, depois asphixiando-as na sua esterqueira espapaçada.

N'este romance estão em actividade permanente, sempre accesas, as crateras das paixoens da aldeia, também volcanicas, exterminadoras; mas sujas de uma porcaria nauseabunda — volcoens de lama, em fim.

Tal é a rasão do titulo."

Preço:170,00€

Referência:13246
Autor:CASTELO BRANCO, Camilo
Título:A MULHER FATAL
Descrição:

Livraria de Campos Junior - Editor, Lisboa, S/D. In-8º de 265-(3) págs. Encadernação meia inglesa em pele com dizeres a ouro na lombada. Conserva as capas de brochura. Com uma assinatura de posse na capa de brochura já quase ilegível. Este exemplar pertenceu ao distinto impressor, Anteriano e bibliofilo Candido Nazareth, do qual se conserva a assinatura de posse (já quase desaparecida) na capa e um escrito  a lápis que diz "este livro pertenceu a Candido Nazareth, cuja morte inspirou Joao Deus, para escrever o poema "A vida". A assinatura está na capa, um bocado desaparecida".

Segunda edição revista e emendada pelo auctor.

Observações:

Um dos mais estimados romances de Camilo, baseado, segundo Henrique Marques, em factos autênticos, como autêntica era a sua principal protagonista. A Mulher Fatal é ao mesmo tempo um romance passional e um romance de costumes. A narrativa das sucessivas experiências  amorosas do protagonista, Carlos Pereira (brasileiro de origem), serve não só para descrever as aventuras sentimentais do herói mas também os hábitos, usos, costumes e comportamentos vigentes na sociedade de várias regiões do País.

 

Preço:60,00€

Referência:13774
Autor:CASTRO, Ferreira de
Título:TERRA FRIA
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1966. In-4º de 258-(4) págs. Br. Conserva capas de brochura. Ilustrações de Bernardo Marques e vinhetas de Infante do Carmo. Edição comemorativa dos 50 anos de vida literária de Ferreira de Castro 1916-1966. Com um posfácio especial para esta edição.

Observações:

Do "Pórtico":

A nostalgia deve ter nascido numa ilha e só numa pequena ilha se compreende, integralmente, o subtil significado da distância. Essa sufocação que dá a terra sem continuidade, como se o aro líquido que a estrangula se viesse fechar também em volta da nossa garganta, desperta constantes rebeldias e constantes impotências, acorda mil sentimentos ignorados, remexe, tortura, cava fundo na alma até o momento de esta se submeter por falta de mais energias.
Atrai-nos, porém, o confronto entre aqueles a quem as ilhas tornam inquietos até a neurastenia, aos grandes desesperos íntimos, e os que vivem apáticos, há muitos séculos, nos fundões dos continentes, que herdam a resignação, como se fora uma tara, e parecem não atentar, sequer, no limite do seu mundo terreno. [...]
É especialmente, nas gentes que vivem entre cadeias de montanhas que vamos encontrar, de novo, o homem metido em si próprio, o homem que reduziu a vida à árdua conquista do pão quotidiano e o enigma do infinito a uma simples crença, que colocou ao canto da alma como um bordão, para dele se servir nos momentos de vicissitude ou quando a morte lhe bate à porta. Tradicionalista, página viva da antropologia, a sua atitude ante o mundo de hoje dir-se-á igual à dos seus maiores perante o mundo de ontem e de todos os dias que já se perderam no cinerário do tempo. Mas não é assim. Agora e logo, neste raciocínio, naquela fala, no desenrolar das ambições e dos intentos, descobre-se a força da evolução que o vai penetrando, hoje um pouco, amanhã mais, num trabalho lento de pua furando granito.

 

Preço:25,00€

Referência:12856
Autor:CLÁUDIO, Mário
Título:AMADEO
Descrição:

Imprensa Nacional Casa da Moeda. Lisboa, 1984. In-8º de 116-(8) págs. Br. Com sobrecapa editorial. Profusamente ilustrado em extra-texto com fotografias do autor, fac-similes de cartas e reproduções de obras do pintor.

 

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:


Obra onde o autor relata o percurso do pintor Amadeo de Sousa-Cardoso, entre as terras de Amarante e Paris dos inícios do século XX. .É uma  biografia “romanceada” do grande pintor português.

Obra que inicia a "Trilogia da Mão", na qual o escritor abordou a vida e obra de outras duas figuras artísticas nortenhas, a violoncelista Guilhermina Suggia (Guilhermina) e a barrista Rosa Ramalha (Rosa). Através destes três artistas, tipificou distintos estratos sociais, aristocracia, burguesia, povo,  e o «imaginário nacional», entre o virar do século XIX e meados do século XX.
Esta obra deu em 1984 a Mário Cláudio o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores.

"Não perguntem agora como lhe foi a vida, com que espécie de filamentos se manufacturou a tessitura da biografia a escrever. Quando a passagem é tão curta como esta, não será que tudo se reduz a um dia único, lavado e sem heroísmo assinalável, nele se degustando apenas o tegumento que não amadureceu? De Amadeo, como de outros, poderemos dizer que oscilou do apetite à renúncia. Nem lume nem gelo o tiranizaram alguma vez, porque incólumes de intempéries ficam os homens missionários."

Preço:15,00€

Referência:14192
Autor:FONSECA, Manuel da
Título:O FOGO E AS CINZAS
Descrição:

Editorial Gleba, Lda. , Lisboa, s.d. (1953). In-8º de 161-(6) págs. Brochado. Capa ilustrada por Victor Palla e livro inserido na prestigiada colecção bibliográfica "Três Abelhas". Exemplar quase perfeito não fosse os ligeiros picos de humidade própria da qualidade do papel e a pequena falta de papel no pé da lombada.

Observações:

PRIMEIRA EDIÇÃO da obra. Colecção dirigida por Victor Palla e Aurélio Cruz.

A escrita de Maniuel da Fonseca "... trata na verdade de uma ideologia muito pessoal, que olha o passado afectivamente, como se o preferisse, o que não impede que a sua obra se insceva no espírito e movimento neo-realista, ainda que de forma mais universal, ao colocar o indíviduo num centro e num plano diferentes daqueles para que aponta a realização colectiva ...". (in DICIONÁRIO CRONOLÓGICO  DE AUTORES PORTUGUESES, vol. IV, Publicações europa-América, 1998)

Preço:25,00€

Referência:14138
Autor:JORGE, Lídia
Título:A COSTA DOS MURMÚRIOS
Descrição:

Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1988. In-8º de 259 poágs. Br. Dedicatória não autógrafa no ante-rosto.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Trata-se a obra de uma  reflexão sobre a guerra colonial em Moçambique tendo-se a escritora a escritora baseado em alguns factos verídicos.

"... A Costa dos Murmúrios, publicado em 1988, é o mais famoso romance de Lídia Jorge, tanto em Portugal como no estrangeiro. O seu aparecimento foi um êxito desde o primeiro momento, tendo chegado a vender cerca de 50.000 exemplares em menos de um ano. A obra é produto da experiência que a autora viveu em África e, particularmente, dos seus três anos em Moçambique, imediatamente antes da queda do regime de ditadura em 1974. Com a nova ordem política, Portugal aceita a autonomia da sua colónia, que em Junho de 1975 obtém a independência plena.

Lídia Jorge concede a voz a Eva Lopo, uma mulher portuguesa, situada num posicionamento de contestação que desautoriza a visão dos combatentes portugueses, desconstruindo a ideia de que a guerra era um assunto exclusivo da mundividência masculina. O romance reflecte a época da luta colonial segundo as recordações da autora, mas o fio conductor da trama é a traumática história de amor de Eva Lopo e Luís Alex, combatente ao serviço do projeto imperial salazarista. O romance abre com um conto relatado na terceira pessoa sobre o casamento de Eva e Luís. Mas, seguidamente, é Eva que assume a voz da narração e evoca os últimos vinte anos de vertiginosas transformações. Entre elas, é particularmente dolorosa a do seu marido, que se converte num repressor sanguinário, o que conduz Eva a manter, por despeito, uma relação amorosa com um jornalista mulato.

Para além do seu vigoroso conteúdo como personagem de carne e osso, Luís é igualmente símbolo de um regime incapaz de gerar futuro algum e que tenta defender-se pela força. O balanço da evocação é tão lamentável e desolador como a própria guerra..." (Sinopse incluída na edição Público, coleção Mil Folhas)

 

Preço:15,00€

Referência:14137
Autor:JORGE, Lídia
Título:O VALE DA PAIXÃO
Descrição:

Publicações Dom Quixote, lisboa, 1998. In-8º de 241 págs. Brochado, impecávelmente conservado.

PRIMEIRA EDIÇÃO

Observações:

Esta obra obteve váruios prémios literários entre eles o Prémio D. Diniz da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio PEN Club Português de Ficção, Prémio Maxima de Literatura, Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa e o Prémio Jean Monet de Littérature Européenne (2000).


Nuno Martins (blog "O que leio"), diz-nos o seguinte sobre este título: "...

Este livro, retrata um periodo de cerca de 40 anos, numa família rural algarvia. Toda a acção, gira em torno das lembranças de um dos elementos da família, a filha/sobrinha/neta mais velha, que através dos seus actos, nos dá a conhecer a história do livro. Essa personagem, vai traçar um retrato composto de memórias, centradas noutro personagem principal, "Walter", o filho mais novo do clã Dias. Walter, cedo se torna o filho "rebelde", não querendo trabalhar nos campos com a família, fugindo e desobedecendo ao pai, tendo apenas como paixão desenhar pássaros e como companhia, uma manta de soldado. Numa das suas fugidas, Walter engravida uma rapariga, mas entretanto é enviado para a tropa pelo pai e prefere ir para a Índia cumprir serviço militar do que regressar a casa e casar. Para limpar a honra da família, essa rapariga é casada com o irmão mais velho de Walter, Custódio que é igualmente o braço direito do pai na gestão da casa, família e negócios. Desde o momento que Walter parte para a Índia inicia uma viagem sem fim, pelo mundo, fazendo disso o seu modo de vida, regressando apenas uma vez a casa. É a partir desse regresso, que a história é contruída, correndo em paralelo a história de Walter, da sua sobrinha (que é mais do que sua sobrinha), e restante clã Dias, cujos filhos aos poucos "fogem" do trabalho do campo, abandonando o pai, emigrando para vários países da América para fazer fortuna. Lídia Jorge, com este livro faz um retrato da vida e costumes de Portugal da década de 50 à de 80, através dos olhos de uma rapariga que cresce nesse periodo, que observa e participa nas mudanças profundas que ocorrem na sua família, e ao mesmo tempo na busca que ela faz ao seu passado, para se poder reconciliar com o presente.

O livro tem um linguagem muito íntima, suave e melancólica, é uma história muito bonita que se lê muito bem...".

 

Preço:15,00€

Referência:14136
Autor:JORGE, Lídia
Título:O CAIS DAS MERENDAS
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, 1982. In-8º de 251 págs. Br. Integrado na Colecção Século XX.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Segundo romance de Lídia Jorge, que se desenvolve-se em torno dos temas da identidade e da aculturação no pós 25 de Abril. Trata-se de uma narrativa poética, teatralizada, em que as personagens rurais, confrontadas com o mundo exterior, dão testemunho da sua intimidade, dos seus medos e desejos mais profundos.

Preço:25,00€

Referência:14199
Autor:JOYCE, James
Título:ULISSES
Descrição:

Círculo de Leitores, Lisboa, 1982. In-4º de 550-819 págs. Encadernação cartonada editorial conservando a sobrecapa ilustrada com uma pintura de Max Ernst. Exemplar impecavelmente bem conservado.

Observações:

Da contra-capa:

"... A acção de Ulisses decorre em Dublin num único dia, 16 de Junho de 1904, e é narrada através de um prelúdio em três prtes, um núcleo de doze capítulos e um final tripartido. A linguagem utilizada por Joyce, que vai do poema à ópera, do sermão à farsa, contém não apenas termos usuais - da prosa clássica à mais grosseira gíria - , mas também elementos criados pelo escritor com base nos conhecimentos de latim, grego, sânscrito e uma vintena de idiomas modernos. Fazendo um paralelo com Odisseia de Homero, Joyce cria uma viagem experimental ao mundo de hoje, obtendo uma vigorosa síntese das suas descobertas científicas, dos seus problemas sociais, religiosas, estéticos, sexuais. As personagens centrais correspondem aos protagonistas da epopeia grega: Molly Bloom, esposa do Herói, é Penelope; Stephen Dedalus é Telémaco, Leopold Bloom é Ulisses. Na versão de Joyce, a imagem de Ulisses é a de um ser arrasado, traido pela mulkher, totalmente distinto do invencível herói criado por Homero ..."
 

Preço:12,00€

Referência:13824
Autor:JÚDICE, Nuno
Título:POR TODOS OS SÉCULOS
Descrição:

Editores Quetzal, Lisboa, 1999. In-8.º de 149 págs. Br.

Observações:

Obra onde se abordam as  semelhanças entre Brísida, uma mulher condenada à fogueira pela Inquisição; uma Santa que abdicou de todos os prazeres mundanos; uma americana que vem difundir os ideais capitalistas num país que estivera sob domínio do regime comunista; e Monica Lewinski, amante de Bill Clinton. Todas as analogias são estabelecidas através de reflexões sobre o amor, o sexo, a religião, a ética e a própria política.

 

"Também o milagre é sujeito a esse tipo de inquérito; e no fim de tudo, se há a confirmação do transcendente - quer esse transcendente se refira à relação, mesmo que imprópria, entre dois seres humanos, ou a outra mais própria entre um ser humano e uma entidade divina, - então se verá se há motivos para uma impugnação; e o que daqui resulta é a diferença entre um santo e um pecador; e é verdade que, no fim de tudo isto, se vê que são ínfimas as diferenças entre essas duas qualidades, sendo talvez o único se a cuja acção se pode atribuir a característica inequivocamente negativa o inquisidor, ou o advogado do diabo."

Preço:12,00€

Referência:13434
Autor:JÚNIOR, Rodrigues
Título:PARA UMA CULTURA AFRICANA DE EXPRESSÃO PORTUGUESA
Descrição:

Editora Pax, Braga, 1978. In-8º de 310-(2) págs. Br. Integrado  na "Colecção Autores Lusíadas". Valorizado pela extensa dedicatória autógrafa.

Observações:

Obra de um dos melhores conhecedores da sociedade indígena e europeia de Moçambique sobre a influência cultural portuguesa na sociedade africana desta antiga província ultramarina, abordando áreas como a poesia, o romance, o ensaio, o teatro e as artes plásticas.

Preço:18,00€

Referência:14185
Autor:LUÍS, Agustina Bessa
Título:A MURALHA
Descrição:

Guimarães Editores, Lisboa, 1957. In-8º de 429-(3) págs; Br.  Capas de brochura em bom estado geral apresentando um ligeiro vinco no canto superior direito e miolo com ligeiro amarelecimento. Topo das folhas com cortes desencontrados.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Uma das primeiras obras da escritora.

"Só é estável o que nos parece perecível. Busco, volto, abandono e chamo de novo. É isto amor. Trago no meu seio irmãos e horas, luzes, palavras, mitos; o caldeiro cheio de corações humanos onde cozem as suas ervas as feiticeiras do tempo; a roça e a espada, a flor e a poeira. Isto é amor. Quem pode obstar a esta torrente, quem vem, com pé leviano e peca sombra, interceptar o sentido dalguma coisa que nasce no seio do seu próprio sentido? Vou, volto, danço de roda das trípodes e das fogueiras, devasso os corações lívidos dos vivos e o seu frágil comércio sentimental. E percebo que tudo o que foi criado muda, que a alma corre como o vento em busca da sua guarida que é por momentos alguém, depois um projecto, uma dor do lado esquerdo ou o jornal da manhã, o dinheiro, a fama ou o desdentado riso dum mendigo. Que são romances? Histórias fingidas, presenças estudadas, um coro de actividades morais, a burocracia da personalidade. Não é tempo talvez de tais jogos mais ou menos argutos e meditabundos. Cada voz reclama a sua parte de luz, não há heróis, já que tão bem sabemos que o convívio com eles se torna funesto e nos absorve. Cada voz está só e é única, e é contra o coração dos outros, vertiginosamente, que ela ressoa."

Preço:45,00€

Referência:12656
Autor:MAIA,Samuel
Título:HISTÓRIA MARAVILHOSA DE DOM SEBASTIÃO IMPERADOR DO ATLÂNTICO
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, s/d. In-8º de 372 págs. Br. Ilustração da capa de João Carlos. Com um bonito mapa impresso em extra-texto a verde e preto.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Romance histórico escrito por Samuel Maia, onde ele nos narra uma história alternativa   onde em que D. Sebastião não combate, vencendo Portugal a batalha e tornando-se ele o Imperador do Atlântico.

Preço:15,00€

Referência:12622
Autor:MATOS, Correia de
Título:TERRA CONQUISTADA
Descrição:

Editorial Gleba, Lisboa s/d.- In- 8º de 366 págs. Encadernação meia francesa em pele com dizeres a ouro em rótulo de pele na lombada.  Conserva capas de brochura. Capa e vinhetas, de abertura e fecho dos capítulos, de autor não identificado. Aparo marginal.

Segunda edição.

Observações:

Obra que ganhou primeiro prémio do Concurso de Literatura Colonial de 1945.  Aborda a  vivência do autor em Moçambique, onde desempenhou o cargo de chefe dos serviços agrícolas de Inhambane, o romance  entrecruza as tradições locais com a acção colonizadora portuguesa, num discurso narrativo recheado de diversas expressões de Quelimane e da Zambézia, o que justificou a inclusão de um glossário, com dezenas de vocábulos, para permitir maior legibilidade de um texto que ocasionalmente se aproxima do registo etnográfico.

"A indumentária de Catuane, essa é que era realmente assombrosa. Fazia a inveja e a cobiça de quantos a admiravam. Botas de cano largo, até meio da perna, de solas ferradas; calções à Chantily, às riscas azuis e brancas, chapeadas de cabedal em figuras geométricas; espessas meias vermelhas de lã que chegavam aos joelhos, saindo dos canos das botas; uma blusa feita de retraços de pergamóide de diversas cores, unindo ao meio por um fecho éclair; além dum casacão enorme, tão felpudo que era inteiramente aceitável ter pertencido ao espólio de algum alpinista. Na cabeça, um grande chapéu à cow-boy, de alta copa e de aba larga revirada, com duas penas de galo espetadas no alto. Óculos preto e uma sombrinha de senhora completavam a carnavalesca indumentária. A atravessar o lóbulo de uma das orelhas uma caneta de tinta permanente."

Preço:18,00€

Referência:13393
Autor:REDOL, Alves
Título:O CAVALO ESPANTADO
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa, 1960. In-8º de 326 págs. Br. Capa de João da Câmara Leme. Assinatura autógrafa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Romance fundamental na obra de Alves Redol onde ele analisa uma sociedade em todo diferente da que ocupou a sua fase sociorregional.

"Com O cavalo espantado vai porém tão longe, que dir-se-ia estarmos perante um outro romancista - não porque se negue, mas porque foca o seu olhar em objecto inteiramente diferente dos seus predominantes motivos sociais (...) Alves Redol apresenta-nos Leo e Pedro como tese e antítese enquanto Yadwiga é a mulher dividida entre uma realidade que intimamente repele e um sonho de idealidade em que já não ousa crer. (...) Leo é um homem amoral, para quem o dinheiro é o primeiro princípio da sociedade e o erotismo é o primeiro princípio do amor. Em Yadwiga há (...) uma aceitação resignada deste amoralismo e ao mesmo tempo um despertar a que não é alheio o exemplo de Pedro. Neste, ao contrário de Leo, há a corajosa procura de uma «personalidade ética», a qual apenas se afasta do moralismo cristão, na medida em que o autor exprime um tipo de moral Kantiana unicamente derivado da razão (...) Devemos acrescentar que a conclusão do livro é tão ambígua quanto a teoria kantiana que suporta a tese. O problema ético proposto fica na realidade sem solução e suspende-se interrogativamente. O maior mérito do livro reside pois na proposição e desenvolvimento da questão, na análise dos caracteres, na verosimilhança das situações, sobretudo na fidelidade psicológica das personagens. (...)"-

António Quadros

 

Preço:30,00€

Referência:13359
Autor:REDOL, Alves
Título:UMA FENDA NA MURALHA
Descrição:

Portugália Editora, Lisboa,  S.d. In-8º de  308-(6) págs. Br. Capa de Octávio Clérigo.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR

Observações:

Romance de um dos fundadores do Neo-Realismo cujo ambiente é o de um porto pesqueiro e que relata uma violenta tempestade a bordo de um pequeno barco de pesca.

Da badana:

"Disse Alves Redol que o seu novo romance é ‘um episódio da História Trágico-Marítima dos nosso dias’ e tem razão. Apesar da nossa chamada ‘vocação marítima’, ainda até hoje ninguém se decidira ou tivera a coragem de o descrever com aquela objectividade inexorável que o autor que o autor de Uma Fenda na Muralha pôde condensar nas seguintes e enxutas palavras: ‘uma análise do medo em oito homens diferentes — desde os que dominam aos que são tomados de pânico ‘(...)”

 

Preço:24,00€

Referência:12449
Autor:RÉGIO, José
Título:A VELHA CASA - AS RAIZES DO FUTURO
Descrição:

Editora Educação Nacional, Porto, 1947. In-8º de 302-(2) págs. Br.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Primeira edição do segundo romance de A Velha Casa, conjunto de romances composto pelos títulos: I - Uma Gota de Sangue; II - As Raízes do Futuro; III - Os Avisos do Destino; IV - As Monstruosidades Vulgares e o V - Vidas são Vidas, (que inclui os rascunhos do VI volume).
Estes romances de José Régio (1901-1969) são considerados a obra em que "o psicologismo e misticismo de Régio parecem evoluir no sentido de um moralismo idealista, e [em que] a confidência romanceada de fundo autobiográfico apresenta um certo ar de apologia contra a crítica neo-realista, ou de doutrinação muito explícita"  

in História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva e Óscar Lopes,

Preço:35,00€

Referência:13785
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:QUANDO OS LOBOS UIVAM
Descrição:

Editora Anhambi, São Paulo, 1959.In-8º de 262-(2)págs.Br. Capa de Fernando Lemos.

PRIMEIRA EDIÇAO brasileira.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição brasileira deste romance proibido e retirado de circulação pelo regime de Salazar.
Foi o primeiro romance de Aquilino Ribeiro a ser  publicado no Brasil. Como assinala o próprio Casais Monteiro, no seu  prefácio:

"Facto já de si muito significativo,maior valor ganha por constituir como que uma desafronta ao grande escritor, impedido por uma censura inepta de ver a sua obra reeditada em Portugal. Assim, o Brasil, ao mesmo tempo que desagrava moralmente o escritor, assume a posição de legítimo juiz na causa da cultura portuguesa, repudiando a prepotência ditatorial, repondo no seu devido lugar o direito de escritor, a legítima e essencial liberdade de criação."

Como curiosidade, é de notar que na badana , entre várias outras citações, há uma de  António de Oliveira Salazar que diz : "Comece o seu inquérito por Aquilino. É um inimigo do regime. Dir-lhe-á mal de mim, mas não importa: é um grande escritor."

Preço:25,00€

Referência:13688
Autor:RIBEIRO, Aquilino
Título:MARIA BENIGNA
Descrição:

Livraria Bertrand, Lisboa, 1933. In-8º de 285-(2) págs. Br. Capas de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

Observações:

Romance de Aquilino Ribeiro que se distingue dos restantes romances pois é uma narrativa inteiramente composta por cartas e diários. A trama é simples: Maria Benigna, uma senhora lisboeta de vinte e sete anos, burguesa, sofre de tédio e solidão e apaixona-se por Adriano Valadares, um escritor de renome, um pouco mais velho e com fama de conquistador.

Preço:30,00€

Referência:13860
Autor:RILKE, Rainer Maria [trad. de Paulo Quintela]
Título:OS CADERNOS DE MALTE LAURIDS BRIGGE
Descrição:

Oficinas da Atlântida, Coimbra, 1955. In-8º de 35-272-(2) págs. Br. Ilustrado em extra-texto. Capas de brochura amarelecidas.

PRIMEIRA EDIÇÃO em português

Observações:

Primeira edição portuguesa da responsabilidade de Paulo Quintela que no prefácio afirma "... sei- e peço que acreditem na minha funda humildade ao escrever isto- que não há em poruguês prosa desta, como em alemão a não havia antes de Rilke. Tive que tentar criá-la, procurando ritmar a cadência do meu sangue pelo do Poeta...".

"Este livro é para ser aceite, não para ser compreendido no pormenor. Só assim chega tudo a alcançar o tom autêntico e o autêntico encontro..." (in carta de Rilke ao tradutor polaco Witold Hulewicz)

Preço:18,00€

Referência:13907
Autor:SOROMENHO, Castro
Título:HOMENS SEM CAMINHO
Descrição:

Livraria Portugália, Lisboa, s/d. In-8º de 240 págs. Br. Sem a sobrecapa editorial. Capa de brochura com alguns picos de acidez.

PRIMEIRA EDIÇÃO
INVULGAR

Observações:

Romance que tem como pano de fundo o conflito entre Lundas e Quiocos e que obteve o primeiro prémio no concurso promovido em 1942 pela Agência Geral do Ultramar. Tem também interesse pelo forte pendor etnográfico através de inúmeras descrições culturais, e de narradores que demonstram empatia pelas personagens africanas.

“Estava um homem, que fora um dos grandes da tribo, dado à morte para melhor viver na história do seu povo, pendurado numa árvore sagrada, a afrontar e a encher de pavor a sua gente, lá do outro lado da montanha, aos pés da aldeia onde se acoita, perdido num sono de ópio e de alcóol, o soba"

Preço:21,00€
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