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Séc. XVIII

Foram localizados 23 resultados para: Séc. XVIII

 

Referência:14701
Autor:ALORNA, Marquesa de
Título:OBRAS POETICAS DE D. LEONOR D'ALMEIDA PORTUGAL LORENA E LENCASTRE, Marqueza d'Alorna, condessa d'Assumar, e d'Oeynhausen, conhecida entre os poetas portugueses pelo nome de ALCIPE.
Descrição:

Imprensa Nacional, Lisboa, 1844. Seis tomos encadernados in-4º com XLVIII-307-(8), 383-(12), 299-(4), 289-(2), 330-(4) e 527-(8) págs. Encadernação coeva meia inglesa em calf verde com dizeres e florões ao gosto romântico na lombada. Primeiro volume encerra um retrato litografado da Marquesa de Alorna.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

MUITO INVULGAR.

Observações:

Reunião das obras escritas e traduzidas pela Marquesa de Alorna e que foram publicadas postumamente.

Tomo I: Noticia Biographica (pag. V a pag. XLVIII) das três épocas pricipais da sua vida: 1ª- menina e donzella; 2ª- Condessa d' Oeynhausen; 3ª- Marqueza d' Alorna.; Poesias compostas no mosteiro de Chellas; Poesias escriptas depois da sa­hida do mosteiro de Chellas.
    Tomo II: Continuação das poesias lyricas, escriptas depois da sahida do mosteiro de Chellas.
    Tomo III: A primavera, tradução livre do poema das Estações de Thompson; os primeiros seis cantos do Oberon, poema de Wieland, traduzidos do alemão; Darthula, poema traduzido de Ossian; tradução de uma parte do livro I da llliada em oitava rima.
    Tomo IV: Recreações botanicas, poema original em seis cantos; O Cemiterio d'aldeia, elegia, imi­tada de Gray; O Eremita, balada imitada de Goldsmith; Ode, imitada de Fulvio Testi; Ode de Lamartine a Filinto Elysio, traduzida; Epistola a lord Byron, imitação da 2ª meditação de Lamartine; imitação da 28ª meditação do mesmo poeta, intitulada: Deus.
    Tomo V: Poetica de Horacio; Ensaio sobre a critica, de Pope; O roubo de Proser­pina, poema de Claudiano em quatro livros .
    Tomo VI: Paraphrase dos cento e cinquenta salmos que compõem o Psalterio, em várias espécies de ritmo seguida da paráfrase do varino cânticos bíblicos e hinos da igreja.


Da Infopédia:
"... Poetisa, tradutora e pedagoga portuguesa, nascida em 1750 e falecida em 1839, D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre, mais conhecida por Marquesa de Alorna, foi uma figura de rara erudição, autora de uma obra epistolar ainda por descobrir e grande divulgadora das novas ideias vindas da Europa.
Neta da marquesa de Távora, foi encerrada, ainda menina, no convento de Chelas, pelo facto de o seu pai ter sido preso, acusado de participar no atentado ao rei D. José. Aí passou a sua juventude (1758-1777), saindo apenas após a morte do Marquês de Pombal. No recinto eclesiástico, onde viveu desde os 8 anos, ocupava o tempo com música, poesia e com os amigos e pretendentes literatos que alimentavam a sua formação arcádica. Entre estes homens iluminados destaca-se o Padre Francisco Manuel do Nascimento, mais conhecido pelo seu pseudónimo Filinto Elísio, que lhe deu lições e a batizou com o nome arcádico de Alcipe, alimentando as suas precoces tendências filosóficas, tolerantistas, cientistas e progressistas. Em 1779, casou com um oficial alemão naturalizado português, o conde de Oeynhausen, e viajou por Viena - onde ele foi nosso ministro -, Berlim e Londres. Nessas estadias desenvolveu o gosto pela poesia sentimentalista ou descritiva, traduzindo ou imitando Delille, Wieland, Buerger, Goëthe, Young, o pseudo-Ossian, Gray e Thomson. Falecido o irmão primogénito, herdou o título de Marquesa de Alorna, por que se tornou mais conhecida. Em Paris, D. Leonor frequentou o salão de Madame Necker e conheceu, em 1780, Madame de Staël, com quem depois, no seu exílio londrino, se relacionou mais intimamente. No entanto, o francesismo da marquesa de Alorna é mais de divulgação de autores pré-românticos ou já românticos, franceses ou conhecidos através da França, do que de funda consciência cultural. Enviuvou em 1793, ficando com seis filhos para educar. A fundação, por parte da marquesa, da Sociedade da Rosa, concebida para frustrar a ameaça napoleónica, levou à desconfiança de Pina Manique e ao consequente exílio em Londres numa quase miséria. De regresso a Portugal, fez dos seus salões de S. Domingos de Benfica focos das novas ideias estéticas, pela frequência de literatos de diversas gerações, desde os últimos árcades até aos primeiros românticos como Herculano. A sua extensa obra denuncia tendências diversas como o arcadismo, presente nas suas traduções de autores greco-latinos, que vão a par de outras traduções de autores modernos; a poesia cientista (Recreações Botânicas) e o sentimentalismo e melancolia expressos em algumas composições. Percorreu os mais variados subgéneros e estruturas formais (epístolas, odes, sonetos, éclogas, elegias, canções, apólogos, epigramas, cantigas), colorindo-os ora de laivos de filosofismo, ora de sentimentalismo pré-romântico ...".
 

Preço:285,00€

Referência:15239
Autor:ANDRADE DE FIGUEIREDO, Manuel de
Título:NOVA ESCOLA PARA APRENDER A LER, ESCREVER E CONTAR.Offerecida á Augusta Magestade do Senhor Dom Joaõ V. Rey de Portugal. Primeira parte / por Manoel de Andrade de Figueiredo, Mestre desta Arte nas cidades de Lisboa Occidental, e Oriental
Descrição:

Na Officina de Bernardo da Costa de Carvalho, Impressor do Serenissimo Senhor Infante, Lisboa, S/d. (1722). In-4º de XVIII-156 págs. Encadernação coeva (?) em pele, com decoração dourada moderna na lombada. Ilustrado em extra-texto com 2 gravuras de B. Picart: uma representando de Lisboa antes do terramoto de 1755, encimada por dois anjos segurando o brasão real e a segunda com o retrato do autor datado de 1721. Seguem-se 45 estampas com alfabetos, penas e desenhos caligráficos da autoria de Andrade datadas de 1718. Borba de Morais, na sua Bibliografia Brasileira do Periodo Colonial, p. 136 refere a existência de três impressões, contestando assim a descrição em Inocêncio (V, 336) que refere apenas duas. refere ainda que a primeira tiragem da obra corresponde a que tem 7 folhas preliminares inumeradas além do frontspício e a portada alegórica, situação essa que se verifica no exemplar que se apresenta.

Encadernação ligeiramente coçada, ocasionais picos de humidade em algumas folhas, com raras manchinhas de tinta.

 

PRIMEIRA TIRAGEM EM PRIMEIRA EDIÇÃO, muito valiosa e rara.

 

 

Observações:

Obra monumental sobre a caligrafia portuguesa moderna, A sua publicação reformou uma arte que não tinha evoluído desde que saiu a luz a obra Exemplares de Diversas Sortes de Letras de Manuel Barata, ainda no início do período filipino. Manteve-se actual até ao início do reinado de D. José. Embora referido no frontspício como sendo Primeira Parte, não foi impresso nada mais do que aqui se apresenta.
A obra divide-se em quatro tratados:

- o primeiro ensina o idioma português, com o objetivo de ler e escrever perfeitamente;
- o segundo apresenta os diversos caracteres e tipos de letras que se usavam naqueles tempos;
- o terceiro fornece as regras da ortografia portuguesa;
- o quarto ensina as noções básicas de aritmética.

Manoel de Figueiredo aborda as características dos suportes da escrita, fornece receitas de tintas e apresenta, nas suas gravuras, exemplos de vinhetas e cercaduras em florões, pássaros, animais, anjos e cavaleiros em desenhos figurativos ou caligráficos, compostos a partir do movimento da pena sobre o papel em riscos circulares entremeados. Fornece ainda  modelos de letras romanas, grifas, góticas e antigas, ensinando como grafar cada uma, além de fornecer exercícios de caligrafia.e aborda também  uso de cada tipo de letra e sua função, de acordo com as características do documento. Apresenta quatro modelos diferentes de letras capitulares adornadas, das mais rebuscadas às mais simples.

A Nova Escola é também considerada uma revolução do ensino no século XVIII por incentivar uma mudança no pensamento pedagógico em Portugal. Segundo Rogério Fernandes “Andrade de Figueiredo atribuía largo alcance social à educação. As qualificações dos súbditos, assegurava sem hesitações, provêm da sua aplicação enquanto meninos e do ensino dos mestres”.

Inocêncio V, 355 diz-nos : “Famoso professor de calligraphia em Lisboa, e natural da capitania do Espírito-Santo no estado, hoje império, do Brasil", e segundo Ventura da Silva "deu á Luz Andrade a sua Arte de Escripta, que enriqueseu d’elegantes abecedários, ornados de engraçadas laçarias."

Inocencio V, pág. 355-356. Samodães, 151; Ameal, 107; Ferreira Lima (Calígrafos), p. 7 et seq; Bonacini 66; Becker, Practice of Letters 138; Borba de Moraes, Bibliografia Brasileira do Período Colonial, pág. 136; Borba de Moraes, Bibliografia Brasiliana, 311

Preço:1650,00€

Referência:15309
Autor:BRANCO, Camillo Castello
Título:PERFIL DE MARQUEZ DE POMBAL
Descrição:

Editores-Proprietários Clavel & Cª, Porto, 1882. In-8º de XVI-316-(2) págs. Encadernação coeva (sem capas de brochura) meia francesa em chagrin verde com cantos, bela e finamente dourado na lombada e pastas com filetes duplos. Aparado apenas à cabeça. Ilustrado à parte com três estampas (duas delas desdobráveis, representando a Marqueza de Távora, o palácio dos Condes de Aveiro e a queima dos corpos incriminados na tentativa de regicídio contra D. José I).

PRIMEIRA EDIÇÃO, apreciada e já rara no mercado.

Observações:

Ante-rosto com PERFIL // DO // MARQUEZ DE POMBAL e verso em branco; frontispício com os dizeres supra e verso com os direitos editoriais e registo tipográfico Typographia Occidental // Rua da Fabrica, 66 – Porto; página 5, inumerada com dedicatória a ANTONIO RODRIGUES SAMPAIO e verso em branco; PROEMIO até à página XVI iniciando-se o texto propriamente dito na página 1 até à 316; segue-se a ADVERTENCIA com verso em branco e o INDICE com verso em branco.

Logo abrir o texto, no Proemio, Camilo diz-nos:
"Este livro não pode agradar a ninguém. Nem aos absolutistas, nem aos republicanos, nem aos temperados. Chamo «temperados» aos que se atemperam às circunstâncias do tempo e do meio. São os piores, porque são mistos – têm três doses da bílis azeda dos três partidos.  São a mentira convencional – a máscara. Déspotas para zelarem a liberdade, livres para glorificarem o despotismo.  Escreveu-se esta obra de convicção, e sem partido, com uma grande serenidade e pachorra. Não se ama nem desama alguma das facções e fracções militantes. Sou um mero contemplador da fundição do metal de que há-de sair a estátua da liberdade portuguesa; mas, em meio século, será difícil empresa desagregar o bronze, estreme do chumbo e da escumalha de ferro. ..."

Camilo apresenta-se aqui numa faceta menos divulgada, a de biógrafo e historiador, numa obra que pretendia isenta e que, além do valor literário, propicia uma enriquecedora reflexão sobre um governante que despertou paixões e ódios, num período marcante da história de Portugal. Publicado originalmente por ocasião das comemorações do Centenário de Pombal, em 1882, o livro acaba por ser um libelo contra aquele governante e a má gestão da dinastia de Bragança.

A matéria dos capítulos, consta da seguinte forma: «Oraculos do Marquez de Pombal», O Marquez de Pombal e o terramoto», «O Marquez de Pombal e o vinho», «Pombal e Garção», «Pombal e os garfos», «O Marquez de Pombal e a Inquisição», O Marquez de Pombal ridiculo», «O Marquez de Pombal réo confesso».

 

HENRIQUE MARQUES, 199; MANUEL DOS SANTOS, 117; JOSÉ DOS SANTOS (1916), 114; JOSÉ DOS SANTOS (1939), 433; CONDE DE
FOLGOSA, 1322; CAMILIANA (SOARES & MENDONÇA, 1968), 1198; ALMEIDA MARQUES, 529.

Preço:165,00€

Referência:15106
Autor:CORELLA. Fr. Jayme de
Título:PRACTICA DO CONFESSIONARIO e explicação das proposiçoens condenadas pela Santidade de Innocencio XI e Alexandre VII, sua materia os casos mais selectos da Theologia Moral, sua forma hum dialogo entre o confessor e o penitente. Parte I ( e II).
Descrição:

Na Officina que foy de Miguel Lopes Ferreira, Lisboa, 1737 (e 1738). In-fólio de 15 ff. inums. - 310 e 7 ff. inums. - 330 págs. [ai-dij , Ai - Rr & §i-Sss] respectivamente. Encadernação coeva, inteira de carneira, mosqueado fino e lombada com decoração floreada barroca em casa fechadas, ligeiramente coçadas. Falho de rótulo na lombada. Último caderno solto. Exemplar completo, de estrutura rígida e muito bem conservado, mantendo a sonoridade original do papel. Algumas páginas com anotações marginais, coevas.

PRIMEIRA EDIÇÃO PORTUGUESA da obra que, no género, teve grande aceitação e um elevado número de edições e traduções, escrita quando o autor tinha 27 anos. Tradução de Padre Domingos Rodrigues Faya publicada em portuguyês cerca de meio século depois.

BN ; Monteverde Cunha Lobo, 1811.

Observações:

Jaime de Corella (1657-1699) vestiu o hábito dos Capuchos no Convento de Cintruénigo em 1673 então com 18 anos de idade e foi eleito Provincial em 1693. Escritor moralista e orador sacro, destacando-se por sua grande elocuência e profundidade doutrinal. Teve vasta obra publicada sendo o título Pratica del Confesionario (1686) e Conferencias morales (1687) as que tiveram maior aceitação e delas se realizaram inúmeras edições e traduções.

 

Preço:225,00€

Referência:15361
Autor:FIGUEIREDO, Francisco Coelho de
Título:AGRADECIMENTO DE HUM HOMEM A MEMORIA DE OUTRO HOMEM VIRTUOSO, SÁBIO E FILÓSOFO
Descrição:

Na Impressão Regia, Lisboa, 1816. In-8º de 44 págs. Encadernação em papel antigo, marmoreado em tina manual. Mancha de humidade restrita à última folha, não impressa, que antecede a capa posterior. Bom exemplar, não aparado, com margens jumbo.

Exemplar que pertenceu à biblioteca de Eugénio de Castro, de quem ostenta a sua assinatura no frontspício, com uma nota manuscrita de sete linhas no verso do ante-rosto, tecendo onsiderações sobre o autor e a edição. Segundo Inocêncio este título teve uma tiragem restrita de 150 exemplares.

RARO.

Observações:

Folheto com a biografia de  Pedro José da Fonseca, professor na corte de D. José e membro fundador da Academia Real das Ciências de Lisboa. Segundo Inocêncio "Os unicos esclarecimentos biographicos, que até agora existem impressos ácerca d'este laborioso professor e distinctissimo philologo, constam de um folheto que pouco tempo depois da sua morte se publicou com o titulo: Agradecimento de um homem à memoria de outro homem virtuoso, sabio e philosopho'.

Publica-se aqui uma carta dirigida a José Pedro da Fonseca por Francisco de Borja Garção Stockler.

Preço:75,00€

reservado Sugerir

Referência:14900
Autor:FIOSCONI, Cesar & GUSERIO, Jordam
Título:ESPINGARDA PERFEYTA & regras para sua operaçam com circunstancias necessarias o seu artificio, & doutrinas uteis para o melhor acerto (...)
Descrição:

Antonio Pedrozo Galram, Lisboa, 1718 (aliás: Livraria Sam carlos, Lisboa, 1972). In-8º de 17 ff.-183-(1) págs. Encadernação editorial em percalina verde, dourados na lombada ao gosto do séc. XVIII protegidos por uma caixa de cartão forrado a papel marmoreado.

Observações:

Reimpressão da edição original deste manual pprtuguês votado à cosntrução de armas, também com finalidade cinegética. Descreve com detalhes e através de belas ilustrações as técnicas de construções deste na forja à decoração. Umas das ilustrações retrata uma cena de caça às aves.
Escrito por dois irmãos, Jordam Giuserio e Cesar Fiosconi, anagramas respectivamente de João Rodrigues e José Francisco , este tratado constitui o mais admirável sobre construções de armas (Daehnhardt,1974). Innocencio IV, 1250 elabora desenvolvida descrição da edição original.

Preço:30,00€

Referência:15090
Autor:FREIRE, Luiz Gracia Gomes
Título:AGRICULTURA EM QUE SE TRATA COM CLAREZA E DISTINÇÃO DO MODO E TEMPO DE CULTIVAR as terras das ortaliças; e pumares de fruta, como tambem de enxertar.
Descrição:

In-8º de 21 folhas numeradas pela frente, encadernadas em pergaminho com atilhos (já ausentes). Carimbo de posse de antigo professor universitário.

O manuscrito ocupa a frente e verso das primeiras 17 folhas, com caligrafia muito legível. Mancha de humidade no canto inferior direito

Observações:
Preço:850,00€

Referência:15342
Autor:PADILHA, Pedro Norberto de Acourt e
Título:EFFEITOS RAROS E FORMIDAVEIS DOS QUATRO ELEMENTOS ...
Descrição:

Na Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno, Lisboa, 1756. Encadernação coeva inteira de carneira mosqueda com decoracção simples ma loada e rótulo vermelho com dieres, também dourados. Corte marginal das folhas carminadas. Exemplar muito fresco, muito bem conservado, mantendo a sonoridade original do papel.

Livro bastante raro no mercado e de elevado interesse para a história da ciência portuguesa na área da sismlologia e das ciências da terra. Conhecem-se exemplares na BN, na Biblioteca da Universidade Católica Portuguesa e na Biblioteca da Marinha.

INOCÊNCIO VI, 436 (nº 387); FERNANDES THOMAZ, 359; MONTEVERDE, 297.

Observações:

" ... obra escripta para confrontar os animos, atterados com os effeitos do terramoto do 1º de Novembro antecedente ..:" (Inocêncio, VI, p. 436, nº 387).

Livro publicado logo a seguir ao grande terramoto de Lisboa (as datas da licenças da Mesa do Paço, do Ordinário e do Santo Ofício são do mês de junho do ano seguinte).  De elevado interesse para a história da sismologia em Portugal. Descreve largamente, citando a fonte histórica onde estão referenciados, os sismos de maior envergadura que ocorreram, tanto em território nacional e insular, como outros, a nível global, tendo em atenção as localidades mais afetadas, as observações e os danos resultantes. O maior interesse destes fenómenos naturais da história da terra, reside na sua verdadeira origem e nos seus registos, e remonta a 1 de novembro de 1755, com o grande terramoto de Lisboa, acontecimento este que mudou radicalmente o modo de interpretar o fenómeno dos terramotos.

Nos anos subsequentes ao terramoto de Lisboa, de 1755, produziram-se textos muito heterogéneos, relativamente ao género literário adoptado. O período em que foram maioritariamente escritos caracteriza-se por uma época de transição marcada por hesitações ideológicas e por um eclectismo de tendência conservadora. Hoje, é obvio o interesse particular destes textos para a história da ciência, que embora sejam um grupo muito reduzido de textos, são fontes inequívocas para as explicações físicas dos tremores de terra, não descorando as preocupações higienistas associadas a este tipo de cataclismos naturais. O livro que se apresenta, é uma dessas publicações de elevado interesse.

O autor Pedro Norberto de Aucourt e Padilha (1704-1759) teve, através de suas publicações, alguma notoriedade na época sobretudo pelo registo de memórias da Princesa D. Isabel e em especial pelos assuntos da ciência que aqui versa a obra - os terramotos. Quanto ao impressor desta obra, Francisco Luís Ameno (1713-1793) chegou a ser o impressor e editor de uma das melhores oficinas tipográficas de Lisboa no seu tempo, e nela se imprimiram mais de três centenas de obras durante cerca de cinquenta anos atividade. Foi igualmente um intelectual português de ascendência judaica que se destacou como escritor e tradutor.

Preço:335,00€

Referência:15176
Autor:POPE, Alexandre [trad: Ethienne de Silhouette]
Título:ESSAI SUR L'HOMME par Monsieur ... Traduction Françoise en prose par Mr. S****. Nouvelle Edition avec l'Original Anglois; ornée de figures en Taille-douce.
Descrição:

Chez Marc Chapuis, Lausanne, 1762. In-4º de XXIV - 116 - 5 ilustrações. Encadernação coeva inteira de carneira com marmoreado azul indigo e carmim, douradas nas pastas com filetes triplos dispostos em cercadura marginal. Lombada dourada com florões vegetativos ao gosto da época, em casas fechadas e rótulo de pele vermelha com direzes também dourados. Guardas em papel pintado, e ex-libris de biblioetca privada antiga (séc. XIX?).

Obra belíssimamente ilustrada por Delamonce com cinco gravuras alegóricas hors-texte gravadas por Gallimard e ainda, ao longo do texto, oito vinhetas das quais cinco são culs-de-lampe, gravadas por Soubeyran. Apresenta encadernado junto ao frontspício uma gravura de página inteira, representando um retrato de Charles Frédéric Margrave de Bade et d'Hachberg realizado por J.-F. Guillibaud e gravado por Will, e ainda, agora no plano do frontspício, uma larga vinheta tipográfica com portrait do autor desenhado por Keller e gravado por Will, ambas realizadas em 1745 (dezasste anos que antecede a impressão desta obra, data da edição anterior no mesmo formato).

PEÇA DE COLECÇÃO hoje já de raro aparecimento no mercado.

Observações:

Última reimpressão da edição bilingue ilustrada por Marc-Michel Bousquet da tradução da célebre obra de Alexandre Pope (1688-1745) realizada por Ethienne de Silhouette (1709-1767), tradutor responsável por todas as dez obras deste título popeano,  publicadas em Lausanne, entre 1737 e 1762. Apenas as edições de 1745 e de 1762 se apresentam num formato In-4º, sendo as restantes oito num formato In-12º.

An Essays on man, publicado em 1733-34, foi uma obra notavelmente tida em consideração por toda a Europa dado ter sido a primeira abordagem sobre a discussão de possível reconciliação, ou não, dos males deste mundo com a crença no criador justo e misericordioso. Com esta obra, através da poesia, Pope quis entrar num instituido sistema de éticas. Foi um escritor satírico na linha de John Dryden e o primeiro poeta inglês com reconhecimento e fama internacional.

An Essays on Man foi obra que serviu de inspiração a Kant, a Rousseau e a Voltaire que denominou-a "o mais belo, o de maior utilidade e o mais sublime poema didático alguma vez escrito em qualquer língua".

Preço:375,00€

Referência:15128
Autor:Sem autoria
Título:ANECDOTES DU MINISTERE DE SÉBASTIEN-JOSEPH CARVALHO, Comte d'Oyeras Marquis de Pombal, sous le regne de Joseph I, Roi de Portugal
Descrição:

Chez Janos Rovicki, Varsovie, 1783. In-8º de XXXIV-493-(1) págs. Encadernação coeva, com re-empastamento antigo das capas, provávelmente no séc. XIX, avaliando o tipo de cartonagem e papel empregue. Lombada em calfe com rótulo de pele castanha escura, dourada com dizeres e casas abertas com florões decorativos, também dourados. Aparo antigo, mas posterior ao corte das folhas, estas salpicadas a carmim. Belo exemplar, conservando a sonoridade original do papel.  Anexam-se fotografias do índice sobre a importante contribuição de textos sobre o Brasil e Goa.

PRIMEIRA E MUITO RARA EDIÇÃO de um dos mais interessantes textos sobre Marquês de Pombal com elevado interesse para o estudo dos processos inquisitoriais de Évora e Coimbra..

Observações:

 

Barbier atribui ao jesuita espanhol Francisco Gusta a autoria das Mémoires de Sebastien-Joseph de Carvalho e Melo, traduzidas em francês por Gattel , mas não menciona estas Anecdotes onde o autor critica algumas fraquezas das Memórias, reconhecendo mesmo assim  ter contribuido com alguma coisa. Obra referida na importante Bibliografia de Duarte Sousa (vol. I, nº 265), ainda por Sommervogel (Biliard) XI, 1208 e por Raeders, Bibliographie Bréslienne, 193. Omisso em Brunet.

Preço:575,00€

Referência:14739
Autor:TOSCANO, Francisco Soares.
Título:PARALLELOS DE PRINCIPES E VAROENS ILLUSTRES ANTIGOS a que muitos da nossa Nação Portugueza se a semelharão em suas obras, ditos, & feitos: com a origem das Armas de algumas familias deste Reyno
Descrição:

In-8º de (24)-432 págs. Na Officina Ferreiriana. Lisboa. 1733. Encadernação noderna, nova inteira de pele mosqueada, com dizeres dourados sobre rótulo de pele vermelha na lombada. Corte das folhas com salpicos carminados antigo. Restauros no frontispício e página seguinte. Pequeno furo de traça sem afectar mancha tipográfica. Miolo fresco e limpo. MUITO BOM EXEMPLAR.

Observações:

Inocêncio diz-nos o seguinte: “ … Os amadores de primeiras edições farão bem em conservar aquella; os mais podem contentar-se com a segunda, que reproduz sem discrepancia todo o texto da outra, dedicatoria, prologo e mais acessorios, contendo além disso os acrescentamentos que ficam notados, as quaes facilmente se distinguem em vista da Advertencia do editor …”. Do autor, pouco se sabe para além do que vem descrito junto ao título . Inocêncio III – 64, Samodães – 3230, Ameal – 2270.

Preço:225,00€

Referência:15236
Autor:[LA MORLIÈRE, Charles-Jacques-Louis-Auguste Rochette de]
Título:ANGOLA, HISTOIRE INDIENNE. Ouvrage sans vrai semblance. I Partie (e II) (...) Avec Privilege du Grand Mogol.
Descrição:

Agra [=Paris], 1748. In-8º de dois volumes com (3)-XIII-(5)-128 & (6)-166 págs respectivamente encadernados num tomo único. Encadernação coeva em carneira mosqueada, com restauro antigo, dizeres dourados sobre pele vermelha na lombada, com decoração também dourada em casas abertas. Corte das folhas carminado. Cantos ligeiramente amassadose cabeça da lombada com ligeira falta. Ex-libris do poeta Joaquim Pessoa.

Edição com uma portada alegórica em ambas as partes, muito belas, com tipografia emoldurada de composição arquitectónica e vegetalista representando, na base, um sofá com casal conversando em pose descontraída vigiada por um terceiro elemento em plano de fundo, no primeiro volume. No segundo volume, a portada não se encontra assinada e o ambiente apresentado corresponde ao de um quarto com cama,onde conversao casal, também em pose descontraída acompanhados com respectivo mobiliário complementar. A gravura que compõe a portada do primeira parte está assinada P(ierre). F(rançois). Tardieu de la Montagne, célebre gravador que viveu de 1711 a 1771 tendo sido responsável pela maioria das gravuras nas edições das Fábulas de La Fontaine. A portada da segunda parte encontra-se por assinar, mas o estilo e trabalho identifica o mesmo autor da portada do primeiro volume.

Edição muito recuada, a segunda e mais apreciada pelas actualizações de grafismo, beleza das portadas. Edição não descrita na maioria dasibliografias consultadas.

 

 

Before he found his niche in the theatre, he wrote several rather licentious novels, in particular Angola, which was held up by contemporaries such as Édouard Thierry as 'le roman du siècle, le livre des jolis boudoirs, le manuel charmant de la conversation à la mode'.

Observações:

Trata-se da famosa sátira à sociedade parisiense, ‘chef d'œuvre de la littérature galante’ e um dos best-sellers da França pré-revolucionária por Jacques Rochette La Morlière (1719-1785). Membro da Ordem de Cristo, e bon vivant, famoso por seu longo envolvimento com o teatro francês, particularmente através de suas ligações interesseiras com Voltaire. Libertino, mosqueteiro, crítico teatral e associado de Voltaire, La Morlière estabeleceu seu quartel-general no Café Procope, onde logo se formou um grupo de jornalistas ao seu redor. Foi um grande operador no mundo teatral, tanto no 'Théâtre français' como na 'Comédie italienne', onde era conhecido pelo carácter duvidoso das suas relações. No entanto, a sua carreira teatral teve um fim bastante abrupto quando pensou que, engendrando aplausos da forma habitual, poderia garantir o sucesso das suas próprias peças, erro pelo qual pagou o preço da sua carreira .Figura sem escrúpulos que foi, atribuiu a ele próprio a autoria deste texto, tendo sido talvez encontrado entre papéis velhos de Duque de La Trémouille. Esta obra apareceu de forma anónima, foi durante muito tempo atribuida a Crébillon Filho, e esboça a vida parisiense de sua época sob o pretexto de uma história exótica oriental  onde La Morlière cria um mundo imaginário e fantástico, cuja natureza lhe permite grande amplitude na satirização da sociedade francesa contemporânea. Constituiu fonte de inspiração para o livro de Diderot Les Bijoux Indiscrets (Paris, 1748). Publicada dois anos antes da presente edição, teve larga longevidade editorial e corresponde a um romance galante e libertino. Aliás, a dedicatória, encadernada como habitualmente após o índice e o prefácio, é dirigida a «aux petites maitresses» e dá o tom ao espírito «livre e licencioso» do texto. O género a que pertence este título serviu de suporte a imenas fantasias literárias visto ser um estilo que permite o gozo, ligeiro ou não, das boas maneiras literárias "avec approbation et privilège du roi" (segundo Cahusac, Chevrier, Voisenon). Permite ainda disfarçar nesta forma inócua de escrita uma filosofia ortodoxa, sátiras e utopias políticas. Romance caracterizado por um orientalismo erótico de contrabando, corresponde uma sátira popular, ambientada nas Índias e que alimenta os célebres "contes à dormir debout". Constituida por amplo leque de sátiras, especialmente na representação do casamento do rei justo Erzeb-can com Princesa Arsenide, parente da Fée Lumineuse, rainha de uma nação vizinha e muito querida do mundo das destas fadas luminosas na 'côte gauche'. A maior parte do romance é dedicado às aventuras de seu filho, o príncipe Angola, o herói homônimo, cujas aventuras durante as viagens pelas Índias e pela Arábia compõem o corpo da narrativa, valendo-se uma escrita leve e frívola com recurso a uma linguagem das ruas em que as novas expressões estão impressas em itálico (e é surpreendente ver quantas delas permaneceram ainda hoje). Edouard Thiery chamou este romance de “le miroir du siècle, le livre des jolies boudoirs, le manuel charmant de la conversation à la mode”.

Antes de La Morlière encontrar o seu nicho no teatro, ele escreveu diversas novelas de carácter licensioso, de que se destaca ANGOLA. De longe a obra de maior sucesso de La Morlière, teve inúmeras edições ao longo do século XVIII, com pelo menos mais dez edições de “Agra” (Paris) na década seguinte à publicação, onde o leitor é continuamente convidado a rir zombeteiramente da frivolidade de um mundo onde reina a moda. As personagens de La Morlière existem em função dos seus prazeres: o teatro, a ópera, as recepções, a leitura, a caça, o jogo e - acima de tudo - a dinâmica e as delícias do quarto. " ... Embora a narração destes prazeres nunca possa ser o equivalente a experimentá-los, o que La Morlière oferece é uma dicção de irreverência e cinismo que convida os seus leitores a partilhar uma suposta superioridade em relação a personagens que, na maioria dos casos, teriam prazer em substituir ..." (Thomas M. Kavanagh, Prazeres Iluminados, 2010, p. 32).

Barbier vol. I, pág.191; Cioranescu, 36472; Jones pág. 92; Gay , vol I, pág 221; Darton 38; Hartig pág. 50.

 

Preço:425,00€

Referência:15301
Autor:[N. Bonnet de Martanges]
Título:LE ROI DE PORTUGAL conte suivi des deux Achilles, conte dedicatoire et d'une Epitre au Juif Hirschel
Descrição:

(S. ind. de lug de imp.). In-8º de 160 págs.  [A1-K4, L1-L2] + 3 gravuras. Encadernação início séc. XX, meia francesa em pele marmoreada, decoração gótica a ouro em casas fechadas e rótulos de pele com dizeres também a ouro na lombada. Aparado e carminado à cabeça, mantendo intactas as margens jumbo fortemente desencontradas. Mancha leve de humidade no canto superior direito de algunas cadernos, sobre as margens mais destacadas. Ostenta ex-libris de Vitor Avila Perez.

Exemplar descrito no catálogo da majestosa biblioteca de Vitor d'Ávila Perez (1939, p. 506), sob o nº 4679 que diz:
"Ornada de lindas gravuras de formosa composição impressas hors-texte. Muito rara e valiosa. Exemplar com grandes margens, apenas aparado à cabeça" e não faz referência ao número de gravuras.

O Catálogo 438 do livreiro Henning Opperman (Basel, 1934, p. 21) na secção Judaica, registado sob o nº 244, refere a existência de três gravuras (como o nosso) e classifica-o de Sehr Selten (muito raro).

Exemplares descritos na Biblioteca Nacional, Biblioteca de Paris e Bavarian State Library (Bayerische Staatsbibliothek).

Duarte Sousa, I - 488

A História de Portugal séc. XVIII vista por um estrangeiro marechal-de-champ (Bonnet de Martanges, 1722-1806). MUITO RARO E VALIOSO.

Observações:

Texto apresentado com estrutura poética dedicado aos reinados de D. João IV a D. José, com alusão algumas anedotas e histórias destas cortes. Largas referências ao Marquêsde Pombal, Duque de Aveiro, Távoras, Padre António Vieira, Jesuitas, etc, finalizando com Uma Carta Mitológica do Autor, onde se debruça e justifica as ilustrações da presente obra. O texto das notas diz respeito a um judeu Avraham Hershl referido no corpo do poema. De interesse para a literartura Judaica.

Preço:395,00€