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Surrealismo

Foram localizados 4 resultados para: Surrealismo

 

Referência:13876
Autor:FRANÇA, José-Augusto
Título:DESPEDIDA BREVE
Descrição:

Publicações Europa-América, Lisboa, s.d. (1958) In-8º de 231-(5) págs. Br. Capa de brochura ilustrada por Sebastião Rodrigues. Inserido na colecção "Os Livros das Três Abelhas".

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Primeira edição da curiosa colecção de contos escritos entre o início das actividades literárias de JOSÉ AUGUSTO FRANÇA e meados da década de 50 e que foi incluido por Maria de Fatima Marinho, no seu livro "Surrealismo em Portugal" lado a lado com outras obras publicadas em 1958 de Vergílio Martinho, Ernesto Sampaio, Mário Cesariny, Barahona da Fonseca, Alfredo Margarido, Granjeio Crespo e Natália Correia, ano marcado por uma "série de publicações de autores de algum modo ligados ao surrealismo."

Preço:25,00€

Referência:13878
Autor:GARCIA, José Martins
Título:ALECRIM, ALECRIM AOS MOLHOS
Descrição:

Ediçõees Afrodite, Lisboa, 1974. In-8º de 128-(4) págs. Br. Profusamente ilustrado em extra-texto com desenhos de Henrique Manuel. Alguns picos de acidez na capa.

PRIMEIRA EDIÇÃO.

INVULGAR.

Observações:

Conjunto de cinco contos onde se nota  a influência surrealista, e onde os aspectos grotescos da sexualidade entram em confronto com a moral beata de um país conservador.

"Também foi muito mal aceite pelos portalejos a tese de Malagueta sobre o número quatro. Foi o caso que, interpelado por um colega curioso sobre os maiores nomes da poesia nacional, Alfredo Malagueta confessou não ter dúvidas quanto ao preenchimento da trilogia cimeira. Camões, Quental, Pessoa. Mas depois?... O quarto lugar constituía um problema gravíssimo. Os historiadores da literatura não davam achegas para tão melindrosa avaliação. Nem os catedráticos sabiam quem era o quarto poeta, nem o Ministro da Educação Nacional ousava decidir em tão transcendente matéria. Quem seria?... Alfredo Malagueta já sofrera noites de insónia, em demanda do almejado nome. Sem êxito. Ora a voz da inspiração lhe segredava o nome de Bocage, ora o bom senso lhe lembrava que um libertino nunca poderia ocupar tais píncaros. Por vezes a voz misteriosa segredava-lhe o nome de Teixeira de Pascoaes, mas Pascoaes era pouco lido... Também ouvira algumas vezes o nome de José Régio... Mas Régio ainda vivia... De modo que esse preenchimento do quarto lugar era problema de quebrar a cabeça mais erudita. O próprio Fernando Pessoa lhe chegara a pôr algumas dúvidas em tempos, dada a utilização que fizera, impensadamente, do vocábulo merda. Todavia, dada a sua já relativamente distante morte, tudo levava a crer tratar-se de um pecadilho de juventude. O colega curioso, pouco adaptado à ciência portaleja, perguntou: «Mas por que quer escolher o senhor doutor quatro, e só quatro, poetas?» Alfredo Malagueta entusiasmou-se: «Colega, saiba que depois do quarto virá o quinto, tal como sucederá com os impérios...»
   Como tudo era rapidamente sabido na Porta - onde a moral vítrea açambarcava as atenções de modo a impedir conhecimentos esotéricos - a versão divulgada acerca dos poetas acentuou que Alfredo Malagueta descobrira que, a seguir ao número quatro, vem o número cinco, interpretação causadora de uns primeiros apupos na via pública.
   Um primeiro afastamento dos portalejos deixou-o muito solitário, rondando as águas indiferentes, meditando nas nuvens carregadas, aproximando-se perigosamente das serpentes e dos cães que guardavam os dois extremos da cidade. Estava a findar aquele primeiro e amargurado ano lectivo quando, interrogado por um aluno acerca do Canto IX de «Os Lusíadas», Malagueta perdeu o respeito pelo poeta número um da lista e pipilou que Camões tinha sido um tarado sexual. O reitor, homem franco ao modo antigo, resolveu intervir:
   - Homem! - disse - Camões, fosse lá o que fosse, sempre é o símbolo da pátria... Veja lá o que diz aos pequenos!
   Alfredo Malagueta recolheu-se a um orgulho taciturno, ferido, ensimesmado, incompreendido. Circulava de casa ao liceu, de casa ao templo."

Preço:28,00€