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Módulo background

ROTEIRO DE LISBOA A GOA annotado por João de Andrade Corvo

em História - Descobrimentos

Referência:
10346

Autor:
CASTRO, D. João de

Palavras chave:
sem palavras chave

Ano de Edição:
sem ano de edição definido

135,00€


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Título:
ROTEIRO DE LISBOA A GOA annotado por João de Andrade Corvo
Descrição:
Academia Real das Sciencias, Lisboa. I-8º de XV-428 págs. Encadernação meia inglesa com cantos em pele com lombada ornamentada com dourados corridos em casas fechadas. Conserva as capas de brochura. Ilustrado com gravuras e dois mapas em folhas desdobráveis.
Raro.
Observações:
"... O Roteiro de Lisboa a Goa (1538) é particularmente importante para o conhecimento da precisão das observações na época, pois D. João de Castro regista amiúde, além das suas determinações de latitude, os valores obtidos por outros que a bordo do navio onde ia também, observavam a meridiana do Sol: um doutor Luís Nunes, o piloto, o mestre, o contramestre, o calafate e pelo menos três marinheiros. Esta abundância de pessoas que a bordo de um mesmo navio observavam e carteavam, demonstra bem que a grande e verdadeira escola dos pilotos portugueses foi o mar; ainda simples marinheiros praticavam com os pilotos e mestres, e quando se sentiam competentes requeriam o exame, que era feito pelo cosmógrafo-mor ajudado de pilotos consagrados que na altura estivessem em Lisboa. Nesse Roteiro de Lisboa a Goa, na descrição da viagem nas imediações da ilha de Porto Santo, lê-se: "Sabbado, treze de Abril, ..., que a naao não governa" Seguidamente, D. João de Castro regista duas medições e acrescenta: "Tomadas estas duas operações, mandei ao piloto que ao meo dia tomasse o sol, e eu, passando me a poma, para verificar a leveçao do polo deste dia, obrei desta maneira". Segue-se uma meticulosa descrição.

D. João de Castro aplicava um dos métodos aconselhados por Pedro Nunes para a determinação de latitudes, baseado "no conhecimento de duas quaisquer alturas do Sol e da diferença dos seus azimutes tomados nos instantes das observações; na sua aplicação recorria-se a uma poma (esfera armilar dotada de um meridiano móvel) e a um compasso de pontas curvas". D. João de Castro não foi apenas vice-rei da Índia mas observador científico: fez observações sistemáticas da declinação magnética e detectou a perturbação provocada pelas ferragens do navio. Estas e outras dificuldades obrigaram a recorrer à navegação astronómica..." (O MAGNETISMO TERRESTRE NO ROTEIRO DE LISBOA A GOA - AS EXPERIÊNCIAS DE D. JOÃO DE CASTRO, de Artur José Ruando Rangel, 2008)
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