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Módulo background

O MESTRE

em Literatura Portuguesa

Referência:
13812

Autor:
HATHERLY, Ana

Palavras chave:
Literatura portuguesa | Novela | Primeiras edições

Ano de Edição:
1963

35,00€


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Título:
O MESTRE
Descrição:

Editora Arcádia,Lisboa, 1963. In-8º de 138-(2) págs. Br. Capa de brochura de  Sebastião Rodrigues. Integrado na série Livros de Bolso Arcádia, é o número 38 da Colecção Autores Portugueses.

PRIMEIRA EDIÇÃO.
INVULGAR.

Observações:

Primeiro livro de ficção da autora, esta novela com duas personagens: o mestre e a sua discípula. O Mestre conta a história de uma discípula em busca de um mestre que a leve a descobrir o que é o amor. É um livro extremamente agressivo e ao mesmo tempo muito perturbador.

"O Mestre é um homem que aparece. Está-se sempre a rir e ri de tudo, mas diz: há coisas que a gente não deve querer. Em francês soava melhor: il y a des choses qu'il ne faut pas vouloir. No entanto o Mestre não é francês, aliás não é natural de lado nenhum ou talvez se pudesse dizer que não tem naturalidade nenhuma.
O Mestre é uma personagem porque é uma pessoa e na origem da pessoa está a máscara. Além disso o Mestre usa máscara, tem máscara, é mascara. Um dos aspectos da sua máscara (ou da sua pessoa) é ser Mestre - usa a máscara de Mestre. Não se sabe bem o que ele ensina, todavia é certo que se pode aprender muito com ele porque, embora fale pouco,ri muito. Ou faz-nos rir muito.
O riso resulta trágico ou do trágico.
Porém a Discípula não gostava de rir nem tão pouco de chorar e é por isso que andava à procura da Alegria, já que essa devia excluir o riso e o choro. Tornar-se Discípula de um Mestre era ter a esperança de com ele aprender a arte da Alegria, porque se ele fosse um mestre além de Sábio devia ser Sofo.
O Mestre é para ensinar o que a gente não sabe. Ou não sabe ainda. É por isso que a Discípula tem de procurá-lo até à exaustão ou à loucura.
Foi por esse motivo que, quando um dia a Discípula leu no jornal um anúncio em que se dizia que um verdadeiro Mestre tinha descido à cidade, correu a inscrever-se no curso dele, esperando com a maior ansiedade o início das aulas. Chegado esse dia a Discípula não compreendeu logo o que é que esse Mestre, porque ele era muito desdobrado e ria muito, mas com o decorrer do tempo verificou que o seu Aparecer é que era o seu Ensinamento.
Então a Discípula, pensando que essa era a maneira de atingir a Alegria, foi buscar o seu Andrógino Potencial e desdobrou-o em três partes para assim poder vir a secundar condignamente o Mestre que, embora Andrógino Potencial e Efectivo, só tinha duas partes verdadeiramente activas.
Entretanto a Discípula habituou-se de tal modo a ser três em um que não conseguiu mais voltar a ser um em três; e verificou que em vez de atingir a Alegria cada vez mais se afastava dela, pois que, desde o dia em que conhecera o Mestre, passara também a rir-se muito. (...)"

 

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