Banner Temas de Livros
 Aplicar filtros
Livros do mês: Março 2020
Temas 
Palavras Chave 
Módulo background

Periódicos literários, artísticos e outros

Foram localizados 12 resultados para: Periódicos literários, artísticos e outros

Referência:14418
Autor:AAVV
Título:VÉRTICE. Revista de Cultura e Arte.
Descrição:

Coimbra, nº1 Maio de 1942 ao nº 475 de Dezembro de 1986. Encadernação editorial em tela vermelha com ferros gravados a pigmento negro na lombada e pastas, ao longo de 45 volumes. Formato In-8º grande. Preservam os respectivos Índices em cada um dos volumes com excepção dos volumes 2, 3, 5, 6, 7 e 15 (omissão? falta de impressão?).
Direcção de Carmo Vaz e Raul Gomes passando mais tarde a direcção e propriedade para Raul Gomes (até 1974) sendo editor Mário Braga, Joaquim Namorado e depois Ivo Cortesão. PRESERVA ESTA COLECÇÃO TODAS AS CAPAS DE BROCHURA, ilustradas a maioria com desenhos de conceituados e destacados criadores da época.

Observações:

Publicação periódica das mais respresentativas da cultura e vida portuguesa de quase meio século. Apresenta incontornável colaboração de figuras destacadas das artes plásticas, musicologia, cinematografia, literatura, artes cénicas, filosofia, entre outras importantes disciplinas da cultura portuguesa.

Tendo aparecido em pleno fascismo, esta revista fundada em 1942 era envolvida com alguma figura lendária resultado da actividade clandestina a que foram remetidos pela ditadura muitos dos que assumiram a direcção do periódico. " ... Constitui uma tribuna do movimento neo-realista e foi palco privilegiado da resistência à ditadura. Tendo em consideração o seu valor intrínseco, faz parte do património cultural português do século XX. Com efeito, contribuiu, em paralelo com a Seara Nova, para a formação de várias gerações sendo, consequentemente, a sua análise obrigatória para o estudo dos vectores que presidiram na sociedade nacional...". (Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa,  vol. II, 2º tomo, p. 594)

Preço:1250,00€

Referência:13917
Autor:ALCOBAÇA, Frei Gil d'
Título:AS GATAS
Descrição:

Livraria Central de Gomes de Carvalho, Lisboa, 1945/46. In-8-º de 8 números com 30-(2) páginas cada um. Encadernação meia francesa com cantos e lombada em pele, apresentando a lombada decorada a dourados. Conserva capas de brochura. Os 8 números estão encadernados num único volume.

INVULGAR

COLECÇÃO COMPLETA

Observações:

Publicação que segue a veia satírica de Os Gatos, e que traça um retrato da sua época, foi fundada em Agosto de 1945 por  Frei Gil d’Alcobaça,  pseudónimo de João Paulo Veneno Freire e teve uma periocidade mensal apenas publicados ao longo de oito números, sendo o último de Março de 1946 "... curiosa e interessante publicação, da excelente autoria do ilustre escritor Frei Gil d'Alcobaça que em uma crítica sã, desempoeirada, e denodamente escrita é posta em público...rescaldo aos factos mais notáveis que se passam durante o mez..."

Preço:45,00€

Referência:13357
Autor:autoria indefinida
Título:REVISTA CRÍTICA DE CIENCIAS SOCIAIS
Descrição:

Centros de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Coimbra, 1978-1986. Vinte primeiros números da Revista de Estudos Sociais em treze volumes (alguns dos números são duplos ou triplos). Br. Alguns volumes com assinatura de posse. Falho do nº 6.

Observações:

 A Revista Crítica de Ciências Sociais é  uma edição quadrimestral do CES (Centro de Estudos Sociais) da Universidade de Coimbra que publica artigos que apresentem resultados de investigação avançada e de reflexão teórica inovadora em todas as áreas das ciências sociais e das humanidades. A revista foi fundada em 1978 por professores de Sociologia da Faculdade de Ecoomia da UC sob a direcção de Boaventura de Sousa Santos.
A Revista privilegia a publicação de números temáticos com artigos escritos por investigadores sobre as  respectivas áreas de especialidade.


Estes primeiros vinte números encerram alguns números temáticos como : Literatura e sociedade; Teoria das classes; A pequena agricultura em Portugal;Portugal 1974-1984: Dez anos de transformação social,  e artigos bastantes interessantes como : Um Exemplo de Resistência Popular - O Sebastianismo (José Veiga Torres);A Reforma Agrária em Portugal e o Desenvolvimento Económico e Social (Afonso de Barros); Telenovelas. A Propósito da Cultura de Massas (João Paulo Moreira); A Escrita na Vida da Gente: Sobre "Autobiografias Operárias" (Maria Irene Ramalho); Re-lendo "A Room of One's Own". Onde se conta de mudas que ouvem, surdos que falam e mudas que aprenderam a falar (Graça Abranches); "All Colored People Sing". Do estereótipo à identidade (Isabel Caldeira); Carta inédita  de Jorge de Sena; Mulheres, Família e Trabalho Doméstico no Capitalismo  (Virgínia Ferreira);Para uma Sociologia da População - um comentário à Demografia  (Carlos Fortuna); A figura do camponês em Artes e Letras de oitocentos (José Augusto França) entre muitos outros.

Preço:75,00€

Referência:13368
Autor:GUERRA, Oliveira
Título:CÉLTICA
Descrição:

Escola Tipográfica da Oficina de S. José, Porto, 1960-1961. quatro números de in-8º com numeração corrida (o primeiro tem 48 páginas, o segundo decorre entre a 51 e 144, o terceiro entre a 147 e 240, e o final entre as 243 e 336). Br. Capas de brochura ligeira mente empoeiradas. Ilustrado ao longo do texto. Arranjo gráfico de António Leite.

COLECÇÃO COMPLETA.

INVULGAR

Observações:

Revista dirigida por Manuel de Oliveira Guerra no início da década de 60 do século passado. Esta
publicação tratava de "quebrar a capa de gelo" entre a literatura português e a literatura galega, e nela se recolheram colaborações de vários autores.
Existia um núcleo de colaboradores permanentes do lado português ( Hugo Rocha, Barata Feyo, Rebelo Bonito); um artista catalão, Tomás Casals Marginet,  e um núcleo galego, formado em volta dos irmãos Carré Alvarellos: Lois, Uxio e Leandro. Revista muito importante para traçar o panorama da relação galego-portuguesa a nível das artes e literatura nos anos 60.

 

Preço:45,00€

Referência:13927
Autor:LACERDA, Aarão de ; LIMA, João de Lebre
Título:DIONYSOS. Revista mensal de Philosophia, Sciencia e Arte
Descrição:

Casa Minerva, Coimbra, 1912. 5 números de in-8º num volume só de 292-16 págs. Encadernação inteira em pele chagrin cor de vinho com dizeres a ouro na lombada e cervaduras douradas nas pastas. Conserva todas capas de brochura. Por aparar. Ilustrado em extra-texto.

PRIMEIRA SÉRIE COMPLETA.

INVULGAR.

Observações:

Primeira série completa desta revista muito interessante dirigida por Araão de Lacerda e por João Lebre de Lima e que teve como colaboradores nomes como Afonso Duarte, Silva Gaio, Fidelino de Figueiredo, Hyppolito Raposo, Bento Carqueja entre muitos outros.

Preço:100,00€

Referência:14465
Autor:LIMA, Campos
Título:A GAFANHA ( 1 e 2)
Descrição:

Edição de autor (composto e impresso na Typ. Minerva), Lisboa, 1909. Dois volumes de in-8º de 16 págs. cada. Br. Capas de brochura amarelecidas pelo tempo e com alguns picos de acidez.

MUITO RARO.

Observações:

Do Primeiro Número:

"A Gafanha, meus caros senhores, não é senão esta boa terra de mesquinharias e de toleimas, a fingir de nação da Europa e que nem ao menos por decoro anda de tanga. A Gafanha é a ‘piolheira’, onde só é gente o sr. Burnay. A Gafanha são os padres do ‘Portugal’, é a intentona, é a juventude monárquica, é a barriga do sr. Alpoim, a chefia do sr. Vilhena, a lei de 13 de Fevereiro, a beleza do sr. D. Manuel, o ‘Vasco da Gama’, o discurso da coroa, a chalaça do sr. Ferreira do Amaral e os adiantamentos. A Gafanha é esta terra de cegos, onde não havendo ao menos quem tenha um olho para ser rei, por esse facto se pensa fazer a República ..."

A Gafanha foi um periódico publicado em 1909 e do qual se sabe terem existido 8 números. Este tipo de periódicos são bastante difíceis de encontrar quer pela sua reduzida tiragem quer pela perseguição a quem defendia a "doutrina do anarquismo" resultante da Lei de 13 de Fevereiro de 1896.
Nos seus artigos, Campos Lima comentava jocosamente factos políticos, sociais e afins. Critica quer a Monarquia quer a República.

Cada exemplar da A Gafanha era composto por 16 páginas, com capa em papel de cor. O seu preço  era de 30 réis. Não incluía imagens, nem  títulos: os textos são separados por dia e mês.

Preço:60,00€

reservado Sugerir

Referência:14400
Autor:LIMA, João Evangelista de Campos
Título:REVISTA LIVRE
Descrição:

(Tiporafia Lima & Irmão), Coimbra, 1902. In-8º de 2 números com numerção corrida. Apenso encontra-se um cartaz litográfico anúncio de grandes dimensões, da publicação da presente revista na (extinta) Livraria Portugueza. Os dois números preservam ambas as frágeis (papel bíblia vermelho) capas de brochura. Conjunto das revistas e cartaz acondicionado numa capa de papel comum com os dizeres manuscritos a tinta.
Tudo quanto se publicou desta revista de ideário libertário e anarquista.

Observações:

Daniel Pires diz-nos o seguinte no seu Dicionário da Imprensa Periódica Literária (1996, p. 322):
"... Manifestava vontade inequívoca de não pactuar com a pieguice de determinada poesia muito cultivada e propunha-se a ficar "dentro do movimento intelectivo moderno, sem manchar nunca as suas páginas com produções de que não possa tirar-se utilidade social". Afrmrava-se ainda no editorial do 1º número: " Em letras seguiremos um caminho previamente marcado: o da cruzada em prol da regeneração da humanidade. Esse sempre o nosso viso principal. Em ciência, para obedecer ainda ao mesmo intento, procuraremos dar ao público estudos de sociologia".

Memória Libertária de Campos Lima: anarquista e maçónico segundo Prof Dr. António Ventura.

João Evangelista de Campos Lima (Porto,? — Lisboa, 15-3-1956), advogado, jornalista, professor e escritor, foi um dos mais destacados libertários portugueses. Teve um papel destacado na greve da Universidade de Coimbra (1907), em virtude da qual foi expulso, escrevendo então o livro a Questão da Universidade (Depoimento de um estudante expulso) (Coimbra, 1907). Na sua primeira obra (Nova Crença, Coimbra, 1901) mostrava-se céptico em relação à República mas esse facto não impediu que mantivesse, depois, boas relações com algumas das principais figuras do Partido Republicano Português. Colaborou em Mocidade (Lisboa, 1901-1905), Revista Nova (Lisboa, 1901-1902), Arte & Vida (Coimbra, 1904-1906), e dirigiu a Revista Livre (Coimbra, 1902). Ainda em Coimbra foi redactor de A Verdade (1903) e fundou o Núcleo de Educação Anarquista (1906), editor do semanário Era Nova. Começou a advogar em 1908 e dirigiu os diários A Boa Nova e Imprensa de Lisboa, a revista Cultura, trabalhando ainda como redactor de O Século, O Mundo, A Batalha, Pátria e Diário de Notícias. Nos anos vinte dirigiu a editora Spartacus. Da sua vasta obra destacamos: A Questão Social (Coimbra, 1906), Os Meus Dez Dias em Paris (Coimbra, Tip. Democrática, 1906), os folhetos O Redigida e O Rei (Lisboa, 1908), O Movimento Operário em Portugal (Lisboa, 1910), escrito como trabalho académico, O Estado e a Evolução do Direito (Lisboa, 1914), No Reino da Traulitânia (Lisboa, 1919) - excelente obra sobre a Monarquia do Norte - A Revolução em Portugal (Lisboa, 1925) e A Teoria Libertária ou o Anarquismo (Lisboa, 1926). No plano literário publicou, entre outras obras, A Ceia dos Pobres (Lisboa, 1925), uma das muitas inspiradas na Ceia dos Cardeais de Júlio Dantas, Gente Devota (2 volumes, Lisboa, 1917), A Quebra (Lisboa, 1928) e O Amor e as Vida (Contos) (Lisboa, 1927). Exerceu a advocacia em Lisboa, participou na comissão da "Reforma da Lei do Inquilinato", fez parte da comissão organizadora do Congresso Cooperativista, e da Caixa de Previdência dos Profissionais de Imprensa. Realizou inúmeras conferências sobre questões sociais e ensino ; foi durante muitos anos professor na Escola Industrial de Afonso Domingues, em Lisboa. Sobre Campos Lima veja-se Alexandre Vieira, Figuras gradas do Movimento Social Português, Lisboa, ed. do autor, 1959, pp. 87-94, o interessante artigo de evocação pessoal que Belisário Pimenta - também ele maçon - publicou na revista Vértice, n.° 153, Junho de 1953, pp. 301-3, e o blogue Almanaque Republicano, onde foi abordada a questão da data correcta do seu nascimento.
Campos Lima foi iniciado na Maçonaria na Loja Fernandes Tomás, da Figueira da Foz, em 24 de Novembro de 1906, quando ali residia e era estudante. Adoptou o nome simbólico de «Kropotkine». Atingiu o Grau de Mestre em 31 de Dezembro de 1907. Com a ida para Lisboa, foi admitido em 25-1-1908,na Loja Montanha, de onde saiu no final do ano para fundar a Loja Paz, na qual permaneceu até ao fim daquele Oficina, em 1924. Nela atingiu o Grau 25º em 16-12-1920. A Loja Paz, à qual pertencia outro prestigiado anarquista, Sobral de Campos, futuro fundador do Partido Comunista Português, tinha um programa muito avançado socialmente e chegou a constar que só admitia libertários. No seu emblema constava uma legenda, em esperanto, alusiva à Paz e à Humanidade. Em sessão de 14 de Junho de 1912, aquela Oficina aprovou um programa de grande radicalismo social, muito próximo do anarquismo e do sindicalismo revolucionário.
Campos Lima participou activamente na vida do Grande Oriente Lusitano Unido, integrou a Comissão do Congresso de Livre Pensamento (Outubro de 1913) e desempenhou em 1918 as funções de Juiz do Grande Tribunal Maçónico.

Preço:90,00€

Referência:11823
Autor:sem autor definido
Título:ATLÂNTICO Revista Luso-Brasileira
Descrição:Edição do Secretariado da PropagandaNacional, Lisboa e do Departamento de Imprensa e Propaganda, Rio de Janeiro/Lisboa. 1942-1959.COLECÇÃO COMPLETA. Série I: Números 1-6 , Lisboa 1942-1946. Série II: Números 1-7, Lisboa 1946-1948. Série III: Número 1-3, Lisboa 1949-1950. Profusamente ilustrada e tendo diferenças gráficas de série para série.
Observações:Revista editada, simultaneamente, em Lisboa e no Rio de Janeiro e publicada entre 1942 e 1950, com um total de dezasseis números, agrupados em três séries. Foi fundada e dirigida por António Ferro em Portugal (de 1942 a 1949) e por Lourival Fontes no Brasil (em 1942). O Secretário de Redacção foi José Osório de Oliveira e a DirecçãoArtística da responsabilidade de Manuel Lapa. A revista teve, ainda, como Director português António d’ Eça de Queiroz (1950) e, no Brasil, contou com a direcção de António Coelho dos Reis, Amílcar Dutra de Menezes, Óscar Fontenelle, Waldemar da Silveira e António Vieira de Mel.
Cada número era composto por três secções:ensaio, criação e crónica, e critica musical, literária ou plástica.
De entre os colaboradores artísticos destacam-se as figuras de Abel Manta, Almada Negreiros,António Dacosta, Bernardo Marques, Jorge Barradas, Stuart Carvalhais, Vieira da Silva, Arpad Szenes, Barata Feio, Carlos Botelho, Estrela Faria Leopoldo de Almeida, SarahAfonso,e Tom. Contou ainda com a publicação de textos, de grande valor literário, deautores importantes, como Alberto Osório de Castro, António Pedro, Aquilino Ribeiro,Camilo Pessanha, Carlos Drummond de Andrade, Castro Soromenho, Delfim Santos,Jorge de Sena, José Régio, Manuel Fonseca, Orlando Ribeiro, Cecília Meireles, Sophia de Mello Breyner Andresen, Vitorino Nemésio, Ruy Cinatti entre outros.
A revista tinha como objectivo estabelecer uma ligação entre Portugal e o Brasile reafirmar o que havia de comum entre os dois países e foi, segundo António Ferro,“Uma raça, duas nações, um mundo, eis a nossa legenda, a nossa bandeira.”
Preço:270,00€

Referência:14402
Autor:Sem autoria
Título:LÍMIA. Revista mensal ilustrada de letras, ciências e artes.
Descrição:

Viana do Castelo, Outubro de 1910 - Maio de 1911. In-º de 8 números com um total de 132 págs distribuidos por 7 fascículos (último fascículo corresponde ao número duplo 7/8). Brochado. Mantem as capas de todos os números.
Colecção Completa, muito apreciada e rara. Camiliano.

Observações:

Direcção de João da Rocha. Magnífica publicação regional destacando-se pelo carácter plástico e literário, sendo as capas da ANtónio Carneiro, Cristiano de Carvalho e Correia Dias. Esta revista caracteriza-se pelo apurado grafismo, pelas exuberantes fotografias que insere e pela colaboração lietrária criteriosa sobre temas variados. Entre elas temos a colaboração de Sampaio Bruno, Manuel Monteiro, Sousa Viterbo, Teixeira de Pscoaes, Leonardo Coimbra, Afonso Lopes Vieira, Julio Dantas, Phileas Lebesgue, José Leite de Vasconcelos, Manuel Laranjeira, Cláudio Basto, Pedro Vitorino, Augusto Gil, Antero de Figueiredo, Figueiredo da Guerra, João de Barros, Júlio Brandão, Justino Mntalvão, António Patrício, João Verde, Jaime de Magalhães Lima, Nunes Claro, Alice Moderno, António Correia de Oliveira, Campos Monteiro, D. João de Castro, entre outros escritores.

Como colaboração plástica, além da já referida de Cristiano de Carvalho, Cristiano Cruz e Correia Dias, temos ainda a de Vergílio Ferreira, Luis Filipe, Manuel Monterroso, Cerveira Pinto, Raul Lino, Júio Pina, C. Kasen, Soares dos Reis, J. SAlgado, Francisco Valença, José de Brito e Vitorino Ribeiro.

Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa, 1996, p. 218.

Preço:225,00€

reservado Sugerir

Referência:14401
Autor:Sem autoria
Título:LIVRE PENSAMENTO
Descrição:

(Typographia Democrática), Coimbra, 1905. In-4º de 40 ágs. Brochado. Bom estado geral, apesar de algum amarelecimento próprio da idade do papel.
É apenas o primeiro número, dos dois que sairam desta revista.

Observações:

Apresenta colaboração de Thomaz da Fonseca, Candido Guerreiro, Lopes d'Oliveira, António Gonçalves, Alberto Sousa Costa, Luiz Ribeiro e António Granjo.

Desta publicação, Daniel Pires diz-nos o seguinte no seu Dicionário da Imprensa Periódica Literária (1996, p. 221):
"... Revista anarquista que no seu editorial manifesta com vigor o seu ideário: "Seremos irreverentes. A irreverência não passa, em geral, duma grosseira adulação e grosseiríssimos fétiches. Bonzos, facções, seitas, dogmas, mereceremo-nos-ão puraemnte aquele sorriso pícaro que acudia aos lábios de Cícero quando via dois aruspices cochichando" ...".

Preço:30,00€

Referência:14403
Autor:[ direcção: PESSOA, Fernando & VAZ, Ruy ]
Título:ATHENA . Revista de Arte. (Outubro de 1924 a Fevereiro de 1925)
Descrição:

In-4º de 5 números encadernando num volume. Conserva o raríssimo folheto informativo editorial da Athena. Encadernação meia inglesa em pele castanha com dizeres prateados ao estilo art deco sobre rótulo de pele preta na lombada, esta com decoração em baixo relevo dos nervos, também ao estilo art deco. Ligeiro e insignificante aparo. Sem as capas de brochura.
Com numerosas estampas impressas nas páginas de texto e em separado, reproduzindo algumas delas trabalhos de Almada Negreiros, Mily Possoz, Lino António, etc... Colecção completa, RARA e valiosa.

Observações:

Revista dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz, publicada em Lisboa, da qual só saíram cinco números, entre outubro de 1924 e fevereiro de 1925. Surgindo no seguimento da linha de orientação do Orpheu, constituiu um símbolo do Modernismo português, devendo-se o seu interesse literário maioritariamente aos textos de Pessoa. Em entrevista ao Diário de Lisboa, em novembro de 1924, Fernando Pessoa explicava que o objetivo da publicação era "Dar ao público português, tanto quanto possível, uma revista puramente de arte, isto é, nem de ocasião e início como o Orpheu, nem quase de pura decoração como a admirável Contemporânea." Tratava-se, assim, de uma alternativa no campo da revista literária, que não pretendia promover um projeto cultural, nem acionar um movimento, nem ser apreciada apenas pelo seu aspeto estético, mas sim ser um espaço de reflexão teórica, de balanço do itinerário percorrido desde Orpheu e de apresentação de novas vias para o modernismo. A par de alguns modernistas, como Almada, Mily Posoz, Lino António, Luiz de Montalvor, Raul Leal, Mário Saa ou Mário de Sá-Carneiro (a quem é consagrado o n.° 2), a colaboração literária foi em grande parte assegurada por Fernando Pessoa e pelos seus heterónimos: desde Ricardo Reis, cujo Livro I das Odes é publicado no n.° 1, a Álvaro de Campos, que nos números 2, 3 e 4 publica textos teóricos, com destaque para os "Apontamentos para uma estética não-aristotélica", à publicação, nos números 4 e 5, de poemas de Alberto Caeiro, até Fernando Pessoa ortónimo, com poemas, textos de reflexão estética e tradução. É nessa medida que Teresa Sousa de Almeida (prefácio à ed. fac-sim. de Athena, Lisboa, Contexto, 1983) vê na criação de Athena uma encenação do escritor que planeadamente estabelece uma relação intertextual entre textos teóricos e produções dos heterónimos. Deste modo, o editorial que abre o n.° 1, da autoria de Fernando Pessoa, explicando o título da publicação e o tipo de arte que preconiza, serve também de introdução à afirmação da modernidade do classicismo de Ricardo Reis: "[Os Gregos] Figuraram em a deusa Atena a união da arte e da ciência, em cujo efeito a arte (como também a ciência) tem origem como perfeição [...] é pois ao nível da abstração que a arte e a ciência, ambas se alçando, se conjugam, como dois caminhos no píncaro para que ambos tendam. É este o império de Athena, cuja ação é a harmonia."

Com colaboração de Almada, António Botto, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Fernando Pessoa, Luís de Montalvor, entre muitos outros, a Athena, segundo Fernando Pessoa, é heterogénea, ensinando a arte que é “essencialmente multiforme”. Segundo Teresa de Almeida, citada por Daniel Pires, “atrás de Athena está, não uma geração que se tinha desfeito, mas apenas o esforço voluntarista de Pessoa que, assinando sob diferentes nomes textos e posições teóricas divergentes, procurou fazer dela o espaço de uma utopia”.

Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa, 1996, p. 73-75

Preço:460,00€

Referência:8481
Autor:[HELDER, Herberto et al.]
Título:CALIBAN 2
Descrição:Tipografia Litografia Globo, Limitada. Lourenço Marques, 1971. In-8º de 36 págs. Brochado e por abrir. Coordenação e edição de João Grabato Dias & Rui Knopfli. APENAS O NÚMERO 2 desta prestigiada revista que conheceu apenas 4 números, sendo duplo o último fascículo 3/4.
Observações:Muito rara revista ultramarina – cujo nome é de inspiração shakespeareana – «fechada pela PIDE, em 1972» (segundo Daniel Pires, Dicionário das Revistas Literárias Portuguesas do Século XX, Contexto Editora, Lisboa, 1986).

Dentre os colaboradores, nota-se o alto gabarito das escolhas obtidas pelos coordenadores, incluindo neste núemro 2: Herberto Helder, António Ramos Rosa, [João da] Fonseca Amaral, Lourenço de Carvalho, Frei Joannes Grabato Dias, Rui Knopfli.

A participação de Herberto Helder neste número, essa, pode ser considerada única, porque «Movimentação Errática» virá a ser revista e fraccionada entre a sua “prosa” introdutória e o poema que a ilustra, seguindo este último, já baptizado «Texto 1», para o núcleo «Antropofagias» de Poesia Toda (vol. 2, Plátano Editora, Lisboa, 1973) e, a referida “prosa”, para o livro Photomaton & Vox (Assírio & Alvim, Lisboa, 1979).
Preço:65,00€