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Módulo background

CHINA

em Viagens

Referência:
14082

Autor:
INSO, Jaime do

Palavras chave:
sem palavras chave

Ano de Edição:
1936

75,00€


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Título:
CHINA
Descrição:

Edições Europa, Lisboa, 1936. In-4º de 396 págs. Belíssima encadernação editorial, decorada a ouro e lavrada a ferros secos nas pastas e lombada.  Livro  impresso em papel couché, primorosamente ilustrado a negro nas páginas de texto e algumas gravuras a cores aplicadas em folhas de cartolina e protegidas por papel vegetal.

INVULGAR.

Observações:

Jaime do Inso foi um oficial da marinha Portuguesa que serviu em Macau e participou na pacificação de Timor em 1912. Era membro da geração de orientalistas portugueses juntamente com nomes como Wenceslau de Moraes, Alberto Osório de Castro e Camilo Pessanha, e escreveu vários livros e opúsculos sobre a China e Macau.

Os seus livros são uma referência para o conhecimento da presença portuguesa no Oriente pois era um verdadeiro apaixonado por Macau e pela China.

 

Do índice:

Introdução — Abordando as terras de Catai; Primeira Parte — A China Antiga; Segunda Parte — A China Moderna; Terceira Parte — Macau, Jóia do Oriente.

“A China absorve-nos, narcotiza-nos, prende e domina, como regra geral, o nosso espírito, invade tudo, o raciocínio e o sentimento, como uma teia invisível que aperta, pouco a pouco, insensivelmente, que nos sufoca, esgota e cansa!
A China é traiçoeira e calma, insinua-se quanto mais se aborrece, deseja-se quando se odeia, aspira-se como uma necessidade, a China, que quase até nos mata!
A China é como uma feiticeira que tem sortilégios, é a cartomante terrível que parece escrever o nosso destino com letras invisíveis: há no seu ambiente um sopro de agoiro, uma agonia, uma tristeza, uma tortura, que se recebem sem custo e com prazer, como uma necessidade fatal da nossa existência.
A China é o mistério que ri e que dança na frente de nós, numa volúpia dolorosa do espírito duende, a China é a mensageira do desconhecido que perturba, enerva, envenena e vence.
A China é tudo isso e muito mais ainda que a minha pena não sabe descrever, a China não se define, só se respira e sente, como um veneno imprescindível a quem uma vez o provou.”

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